Bolsonaristas quebram carros e tentam invadir sede da Polícia Federal

12/12/22
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Manifestantes vestidos com camisas da Seleção Brasileira quebraram alguns carros estacionados em frente ao prédio da corporação
Marcus Rodrigues/ Esp Metrópoles

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram invadir, na noite desta segunda-feira (12/12), a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília.

Vestidos com camisetas da Seleção Brasileira, o grupo danificou, pelo menos, nove carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação. Eles só pararam de depredar os veículos após serem interpelados por policiais federais que dispararam tiros de bala de borracha.

Alguns bolsonaristas justificaram o ato alegando que agentes da PF “prenderam injustamente um indígena”. O Metrópoles apurou que ele seria o Cacique Tserere, um líder indígena apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Bastante conhecido entre aqueles que estão há dias no QG do Exército pedindo intervenção militar, ele faz os discursos mais inflamados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Vídeos mostram alguns dos manifestantes armados com pedaços de paus correndo em direção à sede da Polícia Federal. Um homem dizia que ônibus com mais bolsonaristas chegariam para reforçar o ato antidemocrático. Um deles, muito exaltado, gritava: “Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não”.overlay-clever

Diante do clima tenso, a corporação pediu reforço, a fim de impedir a destruição do prédio. A Polícia Militar do DF (PMDF) usou spray de pimenta para espantar o grupo. Com o conflito, os arredores da PF aparentavam clima de batalha, com pedaços de paus e pedras espalhados por todos os lados.

Mercadante e Nelson Barbosa negam boato do mercado financeiro sobre mudança na Lei das Estatais

12/12/22

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Rumores de mudanças na Lei das Estatais também foram citadas por agentes financeiros como um dos motivos para a forte queda do Ibovespa

www.brasil247.com - Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa
Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa (Foto: ABr)
O  coordenador técnico da transição de governo, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira desconhecer “qualquer iniciativa” por parte do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva de alterar a Lei das Estatais.

Questionado por repórteres, Mercadante também se recusou a responder se será indicado para comandar algum ministério ou estatal no próximo governo, que tomará posse em 1º de janeiro.

De acordo com uma fonte da transição, o ex-ministro está cotado para assumir o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas o anúncio só aconteceria depois da indicação do Ministro de Indústria e Comércio.

Nesta segunda, o dólar fechou em alta de 1,26% frente ao real e o Ibovespa registrava queda superior a 2% após notícias colocarem Mercadante como possível nome para assumir o BNDES ou a Petrobras.

Segundo participantes do mercado, uma nomeação de Mercadante sinalizaria uma política econômica mais desenvolvimentista do governo eleito, com possível expansão do gasto público para impulsionar o crescimento econômico.

Aliado a isso, rumores de mudanças na Lei das Estatais também foram citadas por agentes financeiros como um dos motivos para a forte queda do Ibovespa.

“O diploma não é do Lula. É do povo que reconquistou o direito de viver numa democracia”, diz o presidente diplomado

12/12/22

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Lula se emociona e diz ter a certeza de que Deus existe

www.brasil247.com - Luiz Inácio Lula da Silva (à esq.) sendo diplomado pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes
Luiz Inácio Lula da Silva (à esq.) sendo diplomado pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12), em Brasília (DF), que o seu diploma é “de uma parcela” da população brasileira. O petista reforçou também que é necessário retomar o desenvolvimento e os direitos principalmente das pessoas mais pobres. 

“Não é diploma do Lula, de uma parcela do povo que reconquistou o direito de viver em democracia. É a certeza de que Deus existe. Sei o quanto custou essa espera pra gente reconquistar a democracia. Farei todos os esforços para cumprir os compromissos, fazer o Brasil mais desenvolvido, justo, com mais qualidade de vida sobretudo para as pessoas mais necessitadas”, disse Lula em discurso de posse. .

“Quero agradecer ao povo pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil. Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário, o diploma de presidente da República”, acrescentou.

Em referência ao governo Jair Bolsonaro, o presidente eleito criticou o “projeto de destruição ancorado no poder econômico e em uma indústria de mentiras”. “Democracia, por definição, é o governo do povo, por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer participação ativa nas decisões de governo. Democracia é alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança e moradia”, acrescentou.

Diplomação de Lula e Alckmin acontece hoje (12)

12/12/22

Por  Jones Johnson JC

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A cerimônia será organizada pela Justiça Federal e marca o fim do processo eleitoral.

EVARISTO SA / AFP
Lula anunciou os primeiros ministros de seu governo – FOTO: EVARISTO SA / AFP

No último dia 29 de novembro, foi marcada a data da Diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cerimônia será realizada    hoje  (12), uma semana antes do prazo estabelecido previamente.

O motivo para a antecipação da diplomação foi devido à teorias da consipiração dos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), que publicaram mensagens na internet insinuando que a razão era garantir que os manifestantes não pudessem mais questionar o resultado das eleições.

Eles vem realizando atos antidemocráticos em frente aos quartéis do Exército em alguns estados do País pedindo intervenção militar e questionando o resultado das eleições, que deu o veredito final comprovando que Lula venceu o pleito.

Sobre a diplomação

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o responsável pela diplomação do presidente eleito. Além dele, também será diplomado o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

RICARDO STUCKERT
Lula e Geraldo Alckmin – RICARDO STUCKERT

A cerimônia será organizada pela Justiça Federal e marca o fim do processo eleitoral, consagrando os vencedores e tornando-os aptos a tomarem posse, que será no dia 1º de janeiro de 2023.

O evento acontece no plenário do TSE e serão entregues os diplomas assinados pelo presidente da Corte.

Ao fim da entrega, haverá um discurso realizado pelo presidente eleito. Será o primeiro discurso oficial como Presidente da República.