Luciana Santos será ministra de Ciência e Tecnologia

22/12/22

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta (22), o nome da atual vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), como ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação de seu governo. Ela será a primeira mulher a assumir o cargo.

Formada em Engenharia Elétrica, a ex-prefeita de Olinda e ex-deputada federal foi secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, na gestão do governador Eduardo Campos, que também foi ministro de Lula na pasta.

Luciana integrou ainda a comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados e foi titular nas comissões especiais do Marco Civil da Internet; do Código Nacional de Ciência e Tecnologia; de Atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Proteção à Saúde e ao Meio Ambiente. Também atuou na construção do Marco Legal da CT&I. Ela também fez parte do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Casa.

Presidente nacional do PCdoB, ela fez parte do Conselho Político da Transição.

“É uma honra! Um trabalho que assumo com muito compromisso e com muita disposição. Depois de quatro anos de negacionismo a Ciência vai voltar a ser prioridade nesse país”, comentou Luciana após o anúncio.

Histórico

Nascida no Recife (PE) em 29 de dezembro de 1965, Luciana Santos é engenheira eletricista, formada pela UFPE. Iniciou a militância na década de 1980, como líder estudantil e dirigente de entidades como a UNE. Nos anos 1990, durante o governo de Miguel Arraes, foi presidente do Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco.

Ex-deputada estadual (1997-2000), fez parte das comissões de Constituição, Legislação e Justiça, Educação e Cultura, Ciência, Tecnologia e Informática, Defesa do Meio Ambiente e presidiu a Comissão de Defesa da Cidadania na Alepe.

Foi prefeita de Olinda entre 2001 e 2008. Ao deixar a administração municipal, assumiu a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Estado que sedia um dos mais importantes parques tecnológicos do país.

Em sua atuação, buscou imprimir uma agenda de desenvolvimento sustentável, investindo na inovação tecnológica como forma de desenvolvimento e de redução das desigualdades sociais. Uma das marcas de sua passagem pela Secretaria foi a instituição da gratuidade da Universidade de Pernambuco (UPE).

Além disso, atuou no fortalecimento e interiorização da UPE e das ações do Espaço Ciência, na estruturação do Sistema Pernambucano de Unidades de Conservação e na ampliação de ações de conectividade através de fibra óptica, incluindo a garantia de wi-fi em Fernando de Noronha.

Outras medidas de sua gestão foram o processo de modernização da TV Pernambuco, o repasse da gestão dos Centros Tecnológicos para o ITEP, o programa de inclusão digital nas lan houses, a construção dos projetos de lei da Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, Política Estadual de Gerenciamento Costeiro e a Política Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Foi na sua passagem pela SECTMA que aconteceu a primeira Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI).

Como deputada federal (2011-2018), presidiu a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, foi relatora da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre Trabalho Infantil e atuou como titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

Ao longo dos seus dois mandatos na Câmara Federal, priorizou a destinação de emendas para as Universidades e Hospitais Universitários de Pernambuco, assim como para projetos de inclusão digital nas escolas de ensino fundamental e médio do Estado, além do Porto Digital. Nesses oito anos, foi na maior parte do período a única mulher da bancada de Pernambuco no Congresso Nacional.

Em 2018, Luciana foi eleita a primeira vice-governadora de seu estado, na chapa encabeçada por Paulo Câmara. Desde 2015, ela preside nacionalmente o seu partido. Recentemente, teve destacado papel na aprovação das federações partidárias e na articulação para a criação da federação que uniu PT, PV e PCdoB.

Município de Granito ganha mais destaque com sua agenda econômica e cultural

22/12/22

AscomPMG

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A agenda comemorativa do aniversário de Granito, chamou muita a atenção em função de duas frentes incluídas entre as prioridades da atual gestão municipal: valorizar os arranjos produtivos locais e elevar a autoestima sociocultural.

No dia 19, a cidade começou se movimentar cedo, com gente de todo canto convergindo para a cidade e participando da movimentada noite de festa. Programação aprovada, povão presente, comércio aquecido. Gente de todo canto, mostrando que Granito é festeira e sabe organizar seus eventos.

O dia 20 foi marcado pelo grande torneio de futebol, uma marca da juventude e de todas as famílias, onde o grande campeão foi o Flamenguinho e o vice-campeão o Mororó; com o São Caetano ficando em terceiro lugar de um torneio que teve 20 participantes de todo o município.

A programação foi organizada pela secretaria de Cultura e Esportes da prefeitura de Granito.

PF prende empresário bolsonarista que ameaçou Randolfe e encontra arsenal em seu poder

22/12/22

por 247

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Empresário bolsonarista Júlio Faria, dono de uma rede de postos no Amapá, tinha em seu poder um arsenal composto por dez armas de fogo e mais de 3 mil munições

(Foto: Divulgação)
 Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Legislativa do Senado, deflagrada nesta quinta-feira (22), resultou na prisão do empresário bolsonarista Júlio Faria, investigado por fazer ameaças ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Faria, dono de uma rede de postos de combustíveis no Amapá, tinha em seu poder um arsenal composto por dez armas de fogo e mais de 3 mil munições.

De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, “o empresário foi preso em flagrante por posse ilegal de um acessório de uso restrito pois, além das armas e munições, mantinha em casa um silenciador para fuzil comprado pela internet, sem autorização”. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.

 

A Corte também suspendeu o porte de arma do bolsonarista e determinou que ele mantenha distância mínima de 200 metros do senador Randolfe Rodrigues.

Moradores não querem Bolsonaro como vizinho: “Jair aqui não!”

22/12/22
Blog do Sylvio
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Grupo de 300 moradores instalou o outdoor após as informações de que o presidente Jair Bolsonaro pode se mudar para a região. Foto: Reprodução/Redes sociais

Moradores do Jardim Botânico, área nobre de Brasília (DF), instalaram um outdoor contra a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) morar na região. De saída do Palácio da Alvorada, o presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, olharam uma casa no condomínio Ville de Montagne, que seria alugada pelo partido. O painel instalado traz os dizeres “Jair aqui não! Jardim Botânico quer paz!”, juntamente com a imagem de uma pomba.

Zé de Pifânia ,  um exemplo de trabalhador   rural  em  Salgueiro, morre aos 86 anos

22/12/22
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SALGUEIRO- Aquele grande homem-  de pequena estatura física,  batizado com o nome de José Manoel da Silva  (foto) -e chamado por toda vida de Zé de  Pifânia,   nunca soube o que eram férias nem aposentadoria (só descansava nos finais de semana), fechou os olhos para sempre na madrugada de ontem ( de 20 de dezembro) ,  em sua casa, ao lado da esposa Maria (Mariinha)  na comunidade  do Sítio Feijão, também chamado de KM16, em Salgueiro.  Com  origem em uma  família de trabalhadores rurais,  “Tio Zé” (assim chamado  carinhosamente por seus parentes)  morreu aos 86 anos e está sendo  sepultado na manhã de hoje ( 22 )  no cemitério  da comunidade, no Sítio Feijão.

Zé de Pifânia   e sua esposa Mariinha  são   um bom  exemplo para seus familiares e amigos: “trates bem, não cates a quem’  e sempre recebam a todos que procurarem sua residência, cujo bom  acolhimento sempre foi  comentado pela maioria  da comunidade da região distante 16 quilômetros da cidade de Salgueiro.
O já saudoso Zé de Pifânia nasceu, viveu e morreu valorizando o trabalho. Era  respeitado como um agricultor que sempre estive disposto  para colaborar com vizinhos, parentes e amigos, tendo criado 14 filhos sem nunca ter sido funcionário público. Enfrentou muitas secas, mas nunca foi embora para  São Paulo.
Quando jovem, e ainda solteiro, tio Zé  trabalhava na   enxada, na foice plantando roça, colhendo , fazendo barreiros e cercas  (no alugado ), mas  se uniu ao amigo Zeca Targino (falecido) e passou uma boa temporada  numa usina de beneficiamento de caroá, localizada nas terras do Sítio Formiga e arredores,  no  tempo em que pequenas e médias empresas também produziam fibras de agave   que, a exemplo do caroá,   tinha um bom mercado no Sul do Pais.
Mas o peso da idade e com a saúde debilitada, mesmo resistindo à covid-19,  o trabalhador Zé de  Pifânia – um grande cristão,  foi chamado por Deus,   deixando seus entes queridos enlutados, entre eles, a viúva Mariinha, filhos, netos e bisnetos.

ZÉ DE PIFÂNIA, um desbravador ecológico rural!

16/02/2017

Por Machado Freire

 

Dia 7 de maio próximo, o cidadão José Manoel da Silva, tratado por seus familiares e amigos que moram no Sítio Feijão – Km 16, em Salgueiro, por Zé de Pifânia (sua mãe chamava-se Epifânia e tinha o apelido de Pifânia), vai comemorar seus bem vividos 80 anos de idade.

“Não vou fazer festa e nem uma reza porque nesses últimos dias tenho enfrentado muitos problemas de saúde”, conta o agricultor alegre e ao mesmo tempo impaciente, porque não pôde aproveitar o inverno (que até surpreende) e ir à sua roça “para dar um trato” no milho e feijão que já estão “canivetando’.

Por trás desse homem simples, pai de 14 filhos, nascido e criado na roça, existe uma página muito importante para a comunidade que mora nos sítios da região num raio de mais de 10 quilômetros, como Solta, Formiga, Milagres, Boa Esperança e arredores.

Faz mais de vinte anos que Zé de Pífânia realiza um trabalho voluntário na coleta de vidro, ferro velho, garrafas pet, restos de móveis, etc, em uma carroça puxada pelo burro branco apelidado de Asa Branca.

A palavra “reciclagem” ainda não era conhecida, por exemplo, na comunidade do Coqueiro quando Zé de Pifânia já recolhia esse material até então imprestável, chamado de lixo e que algumas pessoas ainda não assimilaram a importância da retirada desse “incômodo”, de sua casa e que muitas vezes é jogado de forma equivocada no terreiro, contribuindo para poluir o meio ambiente.

É verdade que o trabalho duro e muitas vezes incompreendido “rende um trocado” para o agricultor que merece o reconhecimento do poder público do município que sempre fez pouco caso da causa da ecologia e da defesa do meio ambiente.

Entendemos que é muito lucrativo para todos, do ponto de vista da saúde e na questão ambiental e ecológica esse trabalho difícil e arriscado para um homem de 80 anos que sai de casa cedo e volta somente depois do meio dia, deixando sua esposa, Maria, preocupada com sua saúde.

Mas o desbravador ecológico rural José de Pifânia está doido para ficar bom e retornar à sua lida em defesa do meio ambiente, de forma praticamente voluntária, pois o lucro fica para quem se livra do lixo reciclável no interior e no terreiro de sua casa, naquela ribeira.

A natureza agradece. Viva Zé de Pifânia!

Matéria publicada  simultâneamente  no Jornal Folha do Sertão e no Blog Alvinho Patriota,  em  16 de abril de 2017

Até que enfim: Senado e Câmara concluem votação, e “PEC da Transição” é promulgada pelo Congresso

22/12/22

Agência O Globo

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Proposta é a prioridade do futuro governo Lula. Emenda à Constituição que abre espaço no Orçamento para promessas de campanha
Congresso

O Congresso Nacional promulgou a “PEC da Transição”, na noite desta quarta-feira (21), depois da Câmara e do Senado, aprovarem a proposta de Emenda à Constituição que abre espaço no Orçamento de 2023, com um impacto de R$ 168 bilhões. A medida garante o Bolsa Família de R$ 600 no próximo ano, além de ampliação de outras despesas, como investimentos. A PEC é prioridade máxima do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva.

O Senado fez uma primeira aprovada na PEC no início de dezembro. O texto passou semanas sendo negociado na Câmara, onde foi aprovado nesta quarta. Como os deputados fizeram mudanças, o texto voltou para o Senado, que o aprovou nesta noite — nos dois turnos, foram 63 votos a favor e 11 contrários.

Na Câmara, a votação da proposta foi concluída com 331 votos a favor, contra 163.

O Senado não alterou o texto da Câmara, permitindo a sua promulgação ainda nesta semana.

O governo de transição corre contra o tempo e tenta aprovar o Orçamento de 2023 ainda nesta quinta-feira, no último dia da atividade legislativa neste ano. Depois, seria necessário convocar uma sessão do votos Congresso durante o recesso para votar o Orçamento na próxima semana.

O dia foi de negociações para garantir a presença dos deputados na sessão. A PEC foi aprovada com amplo apoio dos partidos que buscam espaço no futuro governo, como União Brasil e PSD. Enquanto apenas o PL (do presidente Jair Bolsonaro), o Republicanos e o Novo orientaram contra a PEC.

O acordo que garantiu ampliar em R$ 9,7 bilhões o valor das emendas individuais, decorrente da divisão do orçamento secreto, também ajudou a consolidar o apoio. Esse dinheiro será repartido entre todos os deputados e senadores.

O governo eleito terá os outros R$ 9,7 bilhões (estavam reservados R$ 11,4 bilhões para o orçamento secreto no próximo ano), ampliando os recursos para ministérios. Os termos desse acordo acabou sendo fixado na PEC na Câmara. Como esse trecho não foi votado no Senado, o texto inteiro voltou para análise dos senadores.

A desidratação da PEC, com a redução do prazo de dois para um ano, também ajudou a proposta.

Em uma vitória para o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Câmara manteve a obrigação de a futura gestão propor em seis meses uma nova regra para as contas públicas do país. Isso foi discutido tanto no primeiro quanto no turnos da PEC.

Teto de gastos
Hoje, a principal regra fiscal do país é o teto de gastos, que trava as despesas federais à inflação do ano anterior. A regra está presente na Constituição. A PEC, porém, autoriza o futuro governo a propor uma nova regra para substituir o teto por meio de lei complementar, ou seja, sem mudar a Constituição.

Isso é uma vantagem para o governo porque aprovar uma lei complementar exige o apoio de 257 dos 513 deputados (uma PEC tem uma votação mínima de 308 deputados). Já no Senado, o projeto passa com 41 votos, contra 49 de uma PEC (são 81 senadores).

Com isso, por mais que a “PEC da Transição” tenha validade de um ano, o governo terá um caminho mais fácil em 2023 para ajustar o orçamento. Agentes do mercado também defendem a medida porque dá previsibilidade para a substituição do teto.

O assunto foi votado por meio de um destaque do partido Novo, que quer a manutenção do teto. Na noite de terça, essa votação foi adiada porque o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), temia a aprovação do destaque. Deputados do PT e aliados também viam chances de derrota, por isso o adiamento.

Entre ontem e hoje, os deputados angariaram mais apoio e conseguiram colocar parlamentares na sessão (que ocorre de forma virtual e presencial) para manter a norma. O partido Republicanos, por exemplo, que votou contra a PEC resolveu se manifestar a favor da regra fiscal fora da Constituição, engrossando o apoio.

Primeiro turno na terça
Após o PT ceder e aceitar reduzir o prazo da “PEC da Transição” de dois para um ano, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta em primeiro turno de votação na noite dessa terça-feira. A PEC já foi aprovada no Senado e está travada na análise dos deputados.

A PEC muda o teto de gastos para permitir a ampliação das despesas acima da inflação, como é hoje. A votação ocorreu após o governo eleito — representado pelo futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad — firmar um acordo com líderes partidários aceitando que a autorização de gastos fora do teto prevista na PEC dure apenas um ano em vez de dois, como aprovado no Senado.

Na mesma reunião, ficou acertada uma divisão dos recursos do orçamento secreto, declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre o novo governo e parlamentares. Essa divisão agradou aos deputados, porque eles terão mais recursos para suas emendas individuais. Dessa forma, a PEC ganhou fôlego na Câmara.

São essas mudanças que fizeram a PEC voltar ao Senado.

Apesar de ser um texto desidratado em relação ao aprovado por senadores, o PT avalia que a PEC desata nós do Orçamento, como a falta de dinheiro para investimentos públicos e retomada de programas como o Minha Casa, Minha Vida.

O volume de recursos previsto na PEC aprovada no Senado garante não só a manutenção do Bolsa Família em R$ 600 como o aumento real do salário mínimo e a recomposição de verbas para programas como o Farmácia Popular.

O fator STF
A proposta estava travada na Câmara desde o início do mês, depois de ser aprovada no Senado. Entre domingo e segunda-feira, porém, duas decisões do STF embolaram as negociações.

O ministro do STF Gilmar Mendes decidiu que parte do Bolsa Família poderia ser paga fora do teto de gastos, que trava as despesas federais — o que deu um plano B claro para o governo eleito, aumentando seu poder de barganha.

E, na segunda-feira, a maioria do plenário da Corte declarou inconstitucional o chamado orçamento secreto, usado nos últimos anos para distribuir recursos para parlamentares aliados da cúpula do Congresso Nacional.

As negociações para a aprovação da PEC vem se arrastando desde a vitória de Lula nas urnas. A decisão por bancar uma mudança na Constituição para ampliar gastos em 2023 ocorreu na primeira semana depois do segundo turno.

Ao mesmo tempo em que enfrentou resistências do mercado, por conta do seu valor, a PEC tem sido usada por Lula para montar a sua base aliada e definir os espaços na Esplanada dos Ministérios. Partidos que apoiaram Lula durante a campanha e legendas neoaliadas vão ganhar ministérios e participação no governo pela PEC e também para fazerem parte do governo ao longo dos próximos anos.

Além da pressão por mudanças no texto, o PT enfrenta a pressão do tempo. A depender da extensão das alterações no texto, a PEC precisaria ser analisada novamente pelos senadores. Ela foi aprovada na Casa no início de dezembro. Mas o Congresso só tem até quinta-feira, fim do ano legislativo, para aprovar a PEC e o Orçamento de 2023, como prevê a Constituição.

A possibilidade que começou a ser discutida agora é convocar sessão do Congresso Nacional na próxima semana, de forma extraordinária, para concluir a votação do Orçamento.

A PEC foi votada depois do governo e do Congresso fecharem um acordo para dividir os R$ 19,4 bilhões que seriam destinados ao orçamento secreto (chamado tecnicamente de emendas de relator) em 2023.

Ficou decidido dividir os valores igualmente entre emendas individuais (a que todos os deputados e senadores têm direito e são dívidas igualmente) e recursos livres para custeio dos ministérios. Ou seja, o governo ficaria com uma parte do dinheiro. Assim, serão R$ 9,7 bilhões para emendas e mais R$ 9,7 bilhões para o governo.

O valor para as emendas individuais será fixado na “PEC da Transição”. Esse trecho especificamente será analisado pelo Senado, o que pode ocorrer ainda nesta semana.

A proposta
A PEC aprovada no Senado e na Câmara prevê aumentar o teto de gastos em R$ 145 bilhões e mais R$ 23 bilhões fora do teto para investimentos. Isso ficará mantido na Câmara.

O texto também tira do teto despesas de universidades e instituição científicas bancadas com recursos próprios, o que faz o impacto da medida subir para R$ 193,7 bilhões.

A proposta do Senado também tirava do teto qualquer despesa feita com empréstimos internacionais. Isso desagradava aos deputados que temiam a possibilidade de um “teto infinito”.

Após a aprovação da PEC, o relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), ainda deve recompor programas como o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida e reajustar o salário mínimo acima da inflação.

O aumento do teto de gastos servirá para distribuir recursos para os orçamentos do Ministério da Saúde (R$ 22,7 bilhões), Desenvolvimento Regional (R$ 18,8 bilhões), Infraestrutura (R$ 12,2 bilhões) e Educação (R$ 10,8 bilhões), entre outros.

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Falta dinheiro na Câmara Municipal de São José do Egito para pagar vereadores e funcionários

22/12/22

 por  
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Câmara pediu suplementação, a Prefeitura  negou e o caso vai bater – de novo – na ,porta justiça

 

 

A Mesa Diretora da Câmara de São José do Egito não pagou até o momento os salários de dezembro dos vereadores nem dezembro e décimo terceiro de servidores da casa.

A gestão João de Maria costuma falar em austeridade fiscal e organização orçamentária, mas estourou o orçamento anual e pediu uma suplementação orçamentária à gestão Evandro Valadares para usar com salários, que negou, sob alegação de que não haveria motivo que a justificasse.

Também alega que cumpriu o que manda a lei com os repasses legais, o que não justifica tal desorganização, a ponto de não pagar a folha. Mais um capítulo do fusuê político entre executivo e legislativo.

Detalhe: João inaugurou uma requalificação da Câmara de Vereadores, dando a entender que havia dinheiro com relativa folga, já que não se sacrifica pagamento de salário para usar o dinheiro em obras quando não prioritárias. Por outro lado, diz que a suplementação não prejudica a saúde financeira do município, já que é sobra do dinheiro não utilizado pelo legislativo, mas que exige uma autorização do executivo.

Resultado: vereadores cobram dezembro e colaboradores reclamam o não pagamento de salário e abono natalino. segundo informação a que o blog teve acesso, a Câmara ingressou com Mandado de Segurança para garantir o direito à suplementação. Só com o deferimento da liminar é que haverá dinheiro para pagamento dos servidores e legisladores. Caso contrário, vai ser liseu e ranger de dentes até a entrada da nova dotação.

Raquel Lyra e Priscila Krause participam de missa em Ação de Graças no Recife

22/12/22

AscomPSDB

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A governadora eleita Raquel Lyra, e a vice-governadora eleita, Priscila Krause  (foto), participaram, na noite desta quarta-feira (21), de uma missa em Ação de Graças, na Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. A celebração foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (foto), e pelo padre Damião Silva, com a participação de outros religiosos.

“Eu quero agradecer a minha família e a de Priscila, aos amigos e a todos que estão aqui neste ato de fé, que não conhecem a gente pessoalmente, mas vieram rezar, orar, para pedir bênçãos por um futuro que nos espera. Pernambuco, quando nos elegeu, esperou de nós, e espera de nós, esperança, atitude. Não há democracia se houver pessoas passando fome. Que Deus nos dê toda a graça e resiliência para que possamos construir um estado de mais paz e mais união”, discursou Raquel.

“É tempo de celebrar o início de uma etapa nova na vida de Raquel e Priscila. É uma celebração importante em que todos nós, como comunidade, como pernambucanos e pernambucanas, estamos pedindo a Deus para que, de fato, esse governo seja eficaz e promissor, e que possa proporcionar esperança e grandes bens para a nossa população. Que o Espírito Santo esteja presente na vida delas, iluminando-as sempre”, afirmou o arcebispo.

A vice-governadora eleita falou da profunda emoção e, sobretudo, da reflexão que esse momento representa. “É época de encontro, de renovação e de afirmação da fé em Deus. Minhas palavras são de gratidão e invocação à proteção divina e fé. Agradeço a todos que delegaram a Raquel e a mim a nobre e árdua missão de governar o nosso estado. Com a humildade, entendemos que esta tarefa só será possível com a união de todos”, concluiu Priscila.

Fotos: Janaína Pepeu