Cúpula do Judiciário vê leniência da segurança pública do DF após terrorismo bolsonarista em Brasília

13/12/22
BRASÍLIA (Reuters)
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Segundo a Reuters, ataques terroristas de bolsonaristas se soma a outros em que houve omissões na área da segurança pública local que causaram preocupações nos ministros do Supremo

www.brasil247.com - Carro é incendiado em frente a posto de gasolina na noite desta segunda-feira (12), em Brasília.
Carro é incendiado em frente a posto de gasolina na noite desta segunda-feira (12), em Brasília. (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Integrantes da cúpula do Poder Judiciário consideram que houve uma atuação leniente das forças de segurança pública do Distrito Federal na contenção dos atos de vandalismo na segunda-feira à noite por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, disseram fontes ouvidas pela Reuters, numa referência ao maior episódio de violência pós-eleitoral no país.

Uma das fontes avaliou que deverá ser necessário um novo reforço ou revisão na segurança para a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro.

Na noite de segunda-feira, o centro da capital foi palco de carros e ônibus queimados, depredação de estabelecimentos e também de uma tentativa de invasão da sede da Polícia Federal como protesto pela prisão de um líder indígena apoiador de Bolsonaro determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Essas cenas, ocorridas pouco depois da diplomação de Lula, causaram desconforto no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo uma das fontes, o episódio da segunda-feira se soma a outros em que houve omissões na área da segurança pública local que causaram preocupações nos ministros do Supremo. O então presidente do STF, Luiz Fux, chegou a acionar ano passado o governador do DF, Ibaneis Rocha, para reforçar a segurança nas imediações do prédio do Supremo ante o avanço de bolsonaristas às vésperas do 7 de setembro do ano passado, lembrou a fonte.

No feriado do Dia da Independência de 2021, auge dos ataques de Bolsonaro a ministros do Supremo, manifestantes chegaram bem próximo do edifício do STF.

Essa fonte disse que já passou da hora de acabar com o acampamento no Setor Militar Urbano em que bolsonaristas pregam intervenção militar para que Lula não tome posse em 1º de janeiro. Para ela, esse local –de onde teriam partido alguns dos autores das ações na noite de segunda– deveria ser desfeito ainda neste mês.

Outra fonte do STF concorda com a necessidade de retirada dos manifestantes da área militar, mas disse que, com base em fontes de inteligência do Judiciário, o acampamento está cada vez mais desmobilizado.

Essa segunda fonte rejeitou o pretexto usado por bolsonaristas de que a prisão de José Acácio Serere Xavante acusado de “envolvimento em protestos antidemocráticos” motivaram as ações.

“Moraes não se furta a tomar decisões”, disse essa fonte, ao ressaltar que ele recebe os pedidos e decide.

Em entrevista na noite de segunda, o secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo, negou que tenha havido falha na segurança do centro da cidade, revelou que parte dos manifestantes estava no acampamento perto da área militar em Brasília e que os envolvidos serão reconhecidos e responsabilizados.

Em nota no final da manhã desta terça, a Secretaria de Segurança Pública disse que os atos foram controlados, mas que até o momento não tinha havido nenhuma prisão relacionada aos “distúrbios civis ocorridos”.

Ao menos desde setembro do ano passado, tanto o Supremo quanto o TSE reforçaram suas ações para ampliar a segurança dos prédios, dos ministros e de familiares dos ministros. Aumentaram a equipe interna que atua na segurança e também receberam aumento de ações na área da segurança pública local.

Apesar dos atos na capital, segundo as duas fontes ouvidas pela Reuters, a intenção entre integrantes da cúpula do Judiciário é tentar distensionar a relação turbulenta com o governo federal às vésperas da posse do novo presidente e tratar o vandalismo da véspera como caso de polícia.


Estudo do TCE avalia implementação de ouvidorias em Pernambuco

13/12/22
Gerência de Jornalismo (GEJO)
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O Tribunal de Contas do Estado fez um levantamento que analisou a estrutura e a implantação de ouvidorias pelos 184 municípios pernambucanos. O objetivo foi avaliar o cumprimento da Lei Federal n° 13.460/2017, que dispõe sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos de administração pública, e a Resolução TC n° 159/2021, que determina a instalação de ouvidorias municipais, de modo a garantir manifestações dos usuários em relação aos serviços públicos prestados. O não atendimento à regra é considerado grave infração e pode levar à aplicação de multa aos gestores responsáveis.

A fiscalização faz parte de uma estratégia da Ouvidoria do TCE-PE, que, desde o início do ano adotou uma nova política para estimular a criação de ouvidorias municipais e conscientizar o cidadão da importância de exercer o controle social por meio desse canal de interação com prefeituras e órgãos públicos.

“Passamos o ano inteiro participando de debates no interior do Estado, juntamente com a Rede Ouvir, criada para fortalecer as ouvidorias da administração pública, estimulando a criação desse serviço pelas prefeituras municipais. O trabalho culminou com a fiscalização feita pela equipe da Diretoria de Controle Externo do TCE para verificar o cumprimento da lei do serviço público que determina, entre outros pontos, a instalação de ouvidorias nos municípios”, afirmou o conselheiro ouvidor do TCE-PE, Carlos Neves.

As ouvidorias são responsáveis pela comunicação direta entre a sociedade e a administração pública, sendo um importante instrumento de gestão participativa e transparente, de controle social e de transformação institucional. Por meio delas, é possível propor mudanças e ajustes nas atividades internas da administração, a partir das demandas encaminhadas pela sociedade, contribuindo para a eficiência da prestação do serviço público.

“O cidadão pode participar politicamente da vida do Estado através do voto, mas também da exigência dos seus direitos, e de uma atuação mais crítica em relação aos serviços prestados pela administração pública, por meio das ouvidorias municipais”, disse Carlos Neves. “Por isso a importância da criação desses canais de comunicação com a sociedade”, afirmou.

A própria Ouvidoria do TCE-PE está passando por um processo de reformulação, com ampliação dos serviços, integração com as redes sociais, criação de uma plataforma que vai melhor escutar o cidadão para, ao fim, levar uma resposta mais rápida à população, seja no aspecto tecnológico, físico e estrutural.

A auditoria, realizada no mês de novembro deste ano por uma equipe de 37 servidores do Departamento de Controle Municipal, aplicou questionários para identificar pontos como, presença das ouvidorias nas localidades; infraestrutura; instalações; recursos; existência de cargo, função ou designação para as atividades do setor. O trabalho também avaliou os canais de contato, Relatório de Atividades, Conselho de cidadãos e existência de Carta de Serviços ao Usuário. 

RESULTADOS

Os resultados mostraram que 159 prefeituras do Estado já implementaram suas ouvidorias, e 25 ainda não dispõem do serviço. Dos municípios que já criaram o canal, 108 o fizeram mediante Lei Municipal e 24 por decreto, enquanto em 26 não existe ato normativo para a criação. A regulamentação foi dada apenas em 57,23% dos casos; dos quais 44,21% aconteceram por meio de Lei Municipal, 50,53% por decreto, um por Portaria, um por Ato Administrativo e três por outros meios.

O estudo observou a existência de cargo, função ou designação para as atividades de Ouvidoria em 119 municípios, que ocorrem por comissão em 103 casos, efetivo em oito, mandato em um, e de outras formas, sete.

Em 99 municípios, eles são ocupados por servidores comissionados, com dedicação integral aos serviços prestados em 93 cidades analisadas. Em 124 dos entes fiscalizados, o setor dispõe de recursos para operacionalização de suas atividades.

O diagnóstico mostrou também que 65 prefeituras elaboraram Relatório de Atividades relativo ao exercício de 2021, dos quais, 40% mostraram falhas em sua totalidade e 13,85% de forma parcial. A divulgação integral do Relatório de Atividades no site institucional foi feita em 67,69% das ouvidorias levantadas.

A Carta de Serviço ao Usuário, que trata dos serviços prestados pelos seus órgãos e entidades, as formas de acesso a esses serviços e seus compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público, foi elaborada de forma total por 70 prefeituras, e parcial por 37 delas, mas a operacionalização foi regulamentada por apenas 36 deles, enquanto a divulgação ocorreu em 92 casos. Já o Conselho de Usuários, foi regulamentado e instituído por 15 das prefeituras visitadas.

Em relação à comunicação com a sociedade, existe link com essa finalidade nos sites institucionais de 151 localidades. Em 105 delas, a comunicação é feita por telefone; 63 por Whatsapp, 07 por Facebook e 18 pelo Instagram. Outros meios utilizados são o “Fale Conosco” (46) e o e-mail (69).

Acesse aqui o relatório na íntegra 📊

Para Priscila Monteiro, coordenadora da Ouvidoria do Tribunal de Contas, os resultados da pesquisa mostraram que já houve um avanço na elaboração das normas e no interesse na estruturação das ouvidorias após a publicação da resolução do TCE, em comparação ao diagnóstico de 2021, respondido por 100% dos municípios.

“Acredito que temos muito que avançar e o Tribunal de Contas está disponível para dar o suporte aos municípios. Vale destacar a parceria importante com a Escola de Contas, que oferece de forma gratuita o Curso Estruturando as Ouvidorias Municipais, com links e manuais que auxiliam a gestão do setor”, esclareceu Priscila Monteiro.

A partir dos resultados da pesquisa, o TCE deverá mapear a evolução dos municípios e continuar cobrando daqueles que ainda não instalaram suas Ouvidorias, além de acompanhar a real efetividade do setor nas Prefeituras e Câmaras Municipais.

O relatório deverá ser feito anualmente, consolidando as informações recolhidas das manifestações, de modo a apontar falhas e sugerir melhorias na prestação de serviços públicos.Gerência de Jornalismo (GEJO)

Pernambuco é líder em inovação no Nordeste, aponta Índice Fiec

13/12/22

Imprensa PE
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Levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará analisou capacidades e resultados dos estados brasileiros
 
Pernambuco segue como Estado mais inovador do Nordeste e segundo lugar em Competitividade Global do Brasil. É o que aponta o Índice de Inovação dos Estados 2022 – desenvolvido pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) -, que mapeia todo o território nacional. No ranking geral, divulgado na última quinta-feira (08.12), em relação ao levantamento passado, o Estado subiu duas posições, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal.
 
“O Estado tem um compromisso e uma vocação natural para o setor de ciência, tecnologia e inovação. Temos investido fortemente, oferecendo bolsas e incentivando o segmento que desponta cada vez mais como uma das forças do crescimento de Pernambuco, que se torna cada vez mais forte e competitivo”, frisou o governador Paulo Câmara.
 
O Índice mensura aspectos multidimensionais do processo de inovação e promove um verdadeiro raio-x de como cada Estado brasileiro se posiciona em diferentes aspectos do processo inovador. O objetivo é identificar lacunas e direcionar políticas para a melhoria e desenvolvimento dos diferentes aspectos do ecossistema de inovação no Brasil. 
 
O levantamento está dividido em duas áreas – Capacidades e Resultados – e cada uma delas avalia tanto o ecossistema quanto a inovação em si. De acordo com o levantamento, Pernambuco ocupa o primeiro lugar na Região Nordeste e o oitavo lugar geral entre os Estados da Federação. Além disso, ficou na 10ª posição em Capacidades (12º na anterior) e assumiu o oitavo lugar em Resultados – com destaque para o segundo em Competitividade Global, sétimo em Inserção de Mestres e Doutores e o oitavo em Capital Humano (pós-graduação). 
 
“Este resultado celebra o compromisso e a sensibilidade do governador Paulo Câmara em aportar recursos financeiros para a Ciência, Tecnologia e Inovação, que permitiu este grande resultado para Pernambuco”, comemora o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Jucá.
 
Para elaborar o ranking, o estudo avalia uma série de indicadores e aspectos do ecossistema de inovação no Brasil em cada um dos 26 Estados e o Distrito Federal. São analisados pontos como investimentos públicos em ciência e tecnologia, infraestrutura, produção científica e empreendedorismo.

Governo do Estado homologa concurso para professores da Educação Básica realizado em agosto

13/12/22

Por blog dos concursos

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Nos próximos dias, a Secretaria de Educação abrirá um novo certame totalizando mais de 3.700 vagas
O Governo de Pernambuco homologou, nesta segunda-feira (12), o concurso para professor da Educação Básica realizado em 21 de agosto e divulgou o número de vagas para cada disciplina. Ao todo, 13 disciplinas devem contar com novos profissionais, incluindo Português, Matemática, Sociologia, Artes e Filosofia.

Além do concurso para Professor da Educação Básica, nos próximos dias, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) abrirá um terceiro concurso para professores do Estado. O órgão deve divulgar um terceiro edital, para Professor do Conservatório de Música, da Educação Profissional e Especial, totalizando 3.714 vagas.

“Esse é mais um passo decisivo para fortalecer o nosso ensino público e assegurar a nossa permanência entre os estados com a melhor educação do país”, afirmou o governador Paulo Câmara em comunicado.

As vagas a serem preenchidas serão distribuídas em 13 polos que contemplam 16 Gerências Regionais da Educação. Os últimos certames promovidos pela SEE foram lançados em 2015, contemplando as áreas da Educação Básica, Profissional e Especial/Inclusiva, com vigência até 2019, após nomeação de mais de 4 mil candidatos aprovados.

Veja a quantidade de vagas por disciplina do concurso para professores:
  • Português – 601
  • Matemática – 502
  • Biologia – 334
  • História – 285
  • Geografia – 221
  • Educação física – 218
  • Química – 199
  • Física – 192
  • Inglês – 134
  • Filosofia – 76
  • Artes – 63
  • Espanhol – 43
  • Sociologia – 39
  • ——
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Ministro Alexandre de Moraes diz que a utilização das redes sociais nas eleições foi desvirtuada por extremistas

13/12/22
Conteúdo Estadão
Mirela Araújo/JC
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O ministro também fez um apelo pela pacificação do País e disse que Lula governará para mais de 215 milhões de brasileiros a partir de 1º de janeiro de 2023

ANTONIO AUGUSTO/TSE
Presidente do TSE, Alexandre de Moraes assinou e entregou os diplomas ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin – FOTO: ANTONIO AUGUSTO/TSE

A cerimônia de diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada nesta segunda-feira (12), em Brasília, foi marcada por discursos sobre a defesa do Estado e das instituições democráticas.

Logo depois, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, também fez uso da palavra, e não poupou críticas aos constantes ataques à democracia feitos ao longo desse processo eleitoral.

“A diplomação tem duplo significado. Além do reconhecimento de vitória da chapa atesta a vitória plena e incontestável da democracia e do estado de direito contra ataques antidemocráticos”, afirmou o ministro.

Moraes ressaltou que a desinformação e discurso de ódio foram proferidos por “diversos grupos organizados”, relembrando também o papel das redes sociais no pleito.

“A utilização em massa das redes sociais foi desvirtuada por extremistas. Extremistas, criminosos, milícias digitais passaram a atacar a mídia tradicional. Queriam substituir debate de ideias por suas mentiras autoritárias e discriminatórias”, disse.

Ele revelou que esses grupos já foram identificados e garantiu que eles “serão integralmente responsabilizados para que isso não retorne nas próximas eleições”.

O ministro também fez um apelo pela pacificação do País e disse que Lula governará para mais de 215 milhões de brasileiros a partir de 1º de janeiro de 2023. “Senhor presidente eleito, atividade política deve ser realizada sem ódio, sem discriminação e sem violência. A consequência do ódio e da violência é vazio e mágoa”, afirmou

“Encerra assim mais um ciclo democrático com respeito à soberania popular e à Constituição e com o seu término as paixões eleitorais devem ser substituídas pelo respeitoso embate” de ideias, ressaltou Alexandre de Moraes.


Clique aqui e leia a íntegra do discurso de Alexandre de Moraes

Justiça concede liberação e Luciano Bivar será candidato à presidência do Sport

13/12/22

Por Yure Teixeira

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Comissão Eleitoral do Rubro-negro havia alegado inelegebilidade do ex-presidente

Luciano Bivar, candidato à presidência do Sport

A eleição do Sport, marcada para sexta-feira (16), terá dois candidatos. Após ter a candidatura vetada, Luciano Bivar poderá concorrer ao cargo do Executivo. A Comissão Eleitoral do Rubro-negro havia alegado a inelegibilidade do ex-presidente por ele exercer cargo público como deputado federal. Entretanto, nesta segunda-feira (12), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acatou um pedido de concessão de tutela provisória de urgência da chapa “Lealdade ao Sport”, que torna Bivar elegível ao bate-chapa.

Decisão com base no estatuto

A decisão expedida pela 5ª Câmara Cível do TJPE, assinada pelo desembargador Francisco Manoel Tenório dos Santos, foi a favor de Bivar baseada no parágrafo único do artigo 116 do estatuto do Sport. Se o candidato for presidente ou vice do Executivo ou do Deliberativo e “concorrer a qualquer cargo público eletivo, majoritário ou proporcional, se licenciará, a partir do registro da candidatura, do seu cargo no Sport e perderá este cargo, se tornar posse no cargo público”.

Atualmente, Bivar é deputado federal reeleito pelo União Brasil. A defesa do candidato afirma que, como ele já exercia cargo público, não poderia ser impedido de participar do pleito rubro-negro. “O estatuto é claro. Você não poderia disputar a eleição caso estivesse em um cargo de presidente ou vice do Executivo ou do Deliberativo e fizesse isso de trampolim para cargos públicos. No caso de Luciano, não há impedimento algum. Ele já era deputado”, afirmou à Folha de Pernambuco o advogado Delmiro Gouveia.

Na interpretação do desembargador, em caso de vitória de Luciano Bivar na eleição rubro-negra, ele poderá exercer os cargos de presidente do Sport e de deputado federal dentro da legalidade. “Diferentemente do que defende a Comissão Eleitoral do clube, caso seja eleito, quando o Agravante tomar posse em janeiro para o quadriênio 2023-2026 (na Câmara dos Deputados), não perderá o cargo de diretor executivo, vez que o registro de sua candidatura para cargo público eletivo, majoritário ou proporcional, deu-se em março de 2022, época em que o recorrente não exercia qualquer cargo de direção”, detalha o magistrado.

Comissão se pronuncia

Em contato com a reportagem, o presidente da Comissão Eleitoral do Sport, Alexandre Bartilotti, pontuou que a ordem do TJPE será cumprida, e que qualquer providência judicial deve ser tomada por parte da chapa da situação, “Sport do Futuro”, encabeçada pelo atual mandatário Yuri Romão.

“Isso não afeta em nada a programação das eleições do Sport, visto que todas as providências vinham sendo adotadas, por precaução, de modo que o sócio pode ficar tranquilo que, na sexta-feira, tudo ocorrerá dentro da mais absoluta normalidade”, finalizou.