Papa Bento XVI morre aos 95 anos

31/12/22

Por Filipe Domingues, Thais Matos e Savio Ladeira, g1

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Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos

Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos

Papa Emérito Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, após passar por uma piora repentina de saúde nos últimos dias. O velório está marcado para começar na segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro, sendo que o funeral será na quinta-feira (5) na Praça de São Pedro, presidido pelo Papa Francisco, segundo o Vaticano.

“É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 [5h34 no horário de Brasília] no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano”, escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter.

Pouco antes das 11h locais (7h em Brasília), os sinos da basílica de São Pedro tocaram pela morte do Papa Emérito, enquanto centenas de pessoas foram à praça no Vaticano para recordar a figura de Joseph Ratzinger.

A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito nesta sexta-feira (30) em um comunicado sua condição era grave, mas estável, com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano.

Embora o gesto mais marcante de seu pontificado tenha sido a própria renúncia, os quase oito anos no comando da Igreja Católica também foram marcados por textos teológicos de fôlego, uma linha conservadora nas questões morais, e escândalos de disputas políticas e vazamentos de documentos do Vaticano – os chamados Vatileaks.

“Houve tempos difíceis, mas sempre Deus me guiou e me ajudou a sair, de modo que eu pudesse continuar o meu caminho”, disse Ratzinger no seu aniversário de 90 anos, já aposentado.

 

Por que a saúde frágil do papa emérito Bento 16 traz um dilema ao Vaticano — Foto: PA

Por que a saúde frágil do papa emérito Bento 16 traz um dilema ao Vaticano — Foto: PA

Renúncia ao papado

Papa Bento XVI surpreendeu o mundo quando anunciou sua renúncia, em latim, durante uma reunião rotineira com os cardeais presentes em Roma. Muitos papas da era moderna chegaram a cogitar a renúncia por motivos de saúde, entre eles Paulo VI e João Paulo II, mas nenhum deles havia concretizado essa decisão.

Na ocasião, aos 85 anos, Bento XVI disse que o motivo para deixar o cargo era a falta de forças na mente e no corpo.

“No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, seja do corpo, seja do ânimo, vigor que, nos últimos meses, em mim diminuiu, de modo tal a ter que reconhecer minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado.” – Papa Bento XVI

Reveja abaixo a reportagem do Jornal Nacional de 2013, quando Bento XVI renunciou ao pontificado:

REVEJA: Bento XVI é o primeiro Papa que renuncia em 600 anos

REVEJA: Bento XVI é o primeiro Papa que renuncia em 600 anos

A diferença de Bento XVI em relação a outros papas que renunciaram no passado é que ele deixou o cargo de forma consciente e voluntária, alegando não ter mais forças para governar.

Bento XVI renunciou quase 600 anos depois de Gregório XII, que deixou o cargo da mesma forma em 1415, em meio a uma divisão política na Igreja. A ideia de Gregório XII era permitir a eleição de um novo pontífice que a unificasse.

Ainda mais notável, porém, foi o caso do Papa Celestino V, considerado santo pela Igreja. Em 1294, ele renunciou após apenas cinco meses no trono de Pedro, virou eremita e, no fim da vida, foi mantido prisioneiro de seu sucessor, o Papa Bonifácio VIII.

Diferentemente deles, e por escolha própria, Bento XVI tornou-se o primeiro Papa Emérito da história. Continuou se vestindo de branco e não renunciou à confortável vida no Vaticano, protegida de holofotes e multidões. Mas adotou um estilo simples e, com exceção de algumas aparições públicas e comentários teológicos publicados por escrito, manteve-se isolado. Ao renunciar, ele prometeu obediência ao seu sucessor, que viria a ser o Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013.

“Com um ato de extraordinária audácia, ele renovou o ofício papal, e com um último esforço o potencializou”, disse Dom Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e Prefeito da Casa Pontifícia, em maio de 2016, num evento em Roma.

“Não é surpreendente que, para alguns, ele seja visto como revolucionário. Outros veem nisso um papado secularizado, mais humano e menos sacro. Outros, ainda, são da opinião de que Bento XVI tenha quase desmistificado o papado”, disse Gänswein.

Conheça a trajetória de Bento XVI
Conheça a trajetória de Bento XVI
O escândalo Vatileaks

Embora o discurso oficial do Vaticano seja o da falta de forças para governar, até hoje muito se especula sobre os motivos que levaram à renúncia de Bento XVI. Ele mesmo afirma que a decisão foi tomada após sua viagem ao México, em março de 2012, quando levou uma queda e sentiu o peso da idade em um voo intercontinental. Foi quando percebeu que não seria capaz de ir ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013.

O momento era difícil para a Igreja Católica: os escândalos do Vatileaks expuseram uma série de problemas na forma como o Vaticano vinha sendo conduzido, entre corrupção, desvios de dinheiro, condutas sexuais contrárias ao ensinamento da Igreja e jogos de poder.

Na época, relatos na imprensa internacional mostravam um Papa isolado no Palácio Apostólico, enquanto a Igreja era comandada, na prática, pelo secretário de Estado, o cardeal Tarciso Bertone – posteriormente envolvido numa polêmica por causa da reforma de seu apartamento de 700 m usando recursos do hospital infantil Bambino Gesù, do Vaticano.

Idoso e pouco popular, Joseph Ratzinger tinha seu poder e influência enfraquecidos. Em vida, ele mesmo reconhecia que a administração não era o seu ponto mais forte e, por isso, delegava boa parte das decisões a pessoas de confiança, como o cardeal Bertone.

Em entrevista ao biógrafo Peter Seewald, autor de “O Último Testamento”, Bento XVI garantiu que jamais abandonaria a “barca de Pedro” em mar tortuoso, como pressões externas ou após a traição de alguns colaboradores. Afirmou que já havia solucionado os problemas ligados ao Vatileaks e vivia “no estado de espírito de quem pode passar o leme a quem vem depois”.

Um dos colaboradores mais próximos a ele, o mordomo Paolo Gabriele, foi condenado por ter vazado documentos pessoais do papa ao jornalista Gianluigi Nuzzi. Após prisão e julgamento, Gabriele foi perdoado por Bento XVI e continuou trabalhando no Vaticano, em outras funções. O mordomo dizia que sua intenção era expor os escândalos para ajudar o pontífice. Além dele, ninguém mais foi condenado.

Dom Gänswein insiste que a renúncia de Bento XVI não está ligada aos escândalos. “É bom que eu diga com toda a clareza que o Papa Bento, no fim, não renunciou por causa do pobre e mal dirigido ajudante de quarto [o mordomo Paolo Gabriele]”.

“Aquele escândalo era pequeno demais para uma coisa do gênero. Foi muito maior o bem ponderado passo de grandeza histórica milenar que Bento XVI realizou”, disse Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI.

Defensor da fé
A visita de Bento XVI ao Brasil em 2007

A visita de Bento XVI ao Brasil em 2007

Em seu livro-entrevista com Ratzinger, Peter Seewald defende a ideia de que o principal objetivo de Bento XVI em seu pontificado era demonstrar ao mundo e à própria Igreja, atordoados por tantas mazelas, que a fé ainda é importante e que Deus é essencial para a humanidade.

“Os oito anos de seu ministério foram uma espécie de grandes exercícios espirituais dos quais a Igreja precisava para consolidar o castelo interior e fortalecer a própria alma”, escreveu o jornalista.

Para o padre e historiador italiano Roberto Regoli, a “a questão central do pontificado beneditino é a fé em Jesus Cristo, que no mundo ocidental está em nítido regresso”.

A maioria dos textos que publicou como Papa tinha esse direcionamento. Para muitos, o grande legado de Bento XVI são os seus textos teológicos, que ainda serão estudados por muitas gerações.

Entre seus clássicos acadêmicos está o livro “Introdução ao Cristianismo”, que compila lições universitárias publicadas em 1968. Amante da música clássica, Bento XVI tocava piano e tinha apreço especial pelas obras de Mozart. Já a série de livros “Jesus de Nazaré”, que contou a história da vida de Jesus com toques de história e teologia, foi um best-seller em muitos países.

Além das dezenas de livros que escreveu quando foi professor de teologia, bispo, arcebispo e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger assinou três encíclicas (documento mais importante escrito por um papa) e deixou uma quarta pronta, para ser assinada por Francisco.

Especialistas notam mudanças no tom e nas teses defendidas por ele ao longo da vida. A encíclica Caritas in veritate (“Caridade na verdade”), desafiou o mundo a encontrar modelos de desenvolvimento social e econômico mais humanos, centrado no amor.

“O Papa Ratzinger é um homem de estupenda e belíssima inteligência”, disse o cardeal austríaco Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, amigo e discípulo de Bento XVI, em uma longa entrevista ao canal italiano TV 2000.

“Sua força, no entanto, não é só essa, mas a simples e humilde amizade com Jesus que transparece em todos os escritos e em tantas de suas belas homilias”, disse Schönborn.

O Papa Emérito Bento XVI, terceiro a partir da esquerda, encontra-se com os vencedores do Prêmio Ratzinger 2022 no mosteiro Mater Ecclesiae em 1º de dezembro de 2022 — Foto: Fondazione Vaticana J.Ratzinger via AP

Críticas

Tanto como papa quanto como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – órgão responsável pela disciplina e os dogmas – Bento XVI foi muito criticado por algumas alas da Igreja. Dois grupos, em especial, viram nele uma espécie de algoz ao menos em alguns momentos de sua vida.

Primeiro, os que pediam mudanças progressistas nas doutrinas morais da Igreja, especialmente no que diz respeito à moral sexual. Assim como João Paulo II, Bento XVI adotou uma linha predominantemente conservadora nessas questões.

Em diversas ocasiões, ele manifestou, por exemplo, ser contrário ao aborto em qualquer circunstância, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à distribuição de preservativos como política pública, ao fim do celibato dos padres e à flexibilização das normas da Igreja para pessoas em segunda união.

O segundo grupo que criticava o Papa era formado por representantes da teologia dita “de esquerda”, como os chamados teólogos “da libertação”. Esse movimento típico da América Latina nasceu nos anos 1960 e 1970 e conciliava a defesa dos pobres na política com o cristianismo. Parte dos membros dessa linha adotou um viés marxista e, durante o pontificado de João Paulo II, foi alvo de sanções disciplinares. No Brasil, ficou conhecido o teólogo Leonardo Boff.

O padre jesuíta alemão e português Andreas Lind explicou ao g1 que alguns “excessos de mudança radical, próprios dos anos 1960, realizados tanto na sociedade como em alguns setores da Igreja, talvez expliquem a atenção prestada por Bento XVI à continuidade com a tradição do passado”. Segundo Lind, uma das grandes contribuições de Ratzinger foi o diálogo entre fé e razão.

“O senhor é o fim do velho ou o início do novo?”, perguntou o biógrafo Peter Seewald a Bento XVI. “As duas coisas”, respondeu o papa aposentado.

Entenda as polêmicas do papado de Bento XVI

Entenda as polêmicas do papado de Bento XVI

Infância e adolescência

Joseph Aloisius Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, município do estado da Baviera, na Alemanha, e cresceu durante o período em que o regime nazista ganhou força na região. Seus primeiros anos de vida, até a adolescência, foram passados em Traunstein, perto da fronteira com a Áustria. Foi na região que o futuro papa começou sua formação cristã e cultural.

Foto tirada em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, quando trabalhava como assistente da Força Aérea alemã — Foto: AFP PHOTO/KNA

Ele chegou a participar da Juventude de Hitler durante a adolescência, o que gerou polêmica após sua eleição – a participação no movimento era obrigatória desde 1939 e o Vaticano justifica que, assim que pôde, o jovem Ratzinger optou pelo seminário.

Em 1943, já mais para o fim da Segunda Guerra Mundial, Ratzinger e seus colegas de seminário foram convocados para os serviços auxiliares antiaéreos. Ele não chegou a participar das batalhas devido a uma infecção em um dos dedos, que não permitiu que ele aprendesse a atirar.

Foi ordenado padre em 1951 e bispo em 1977. No mesmo ano, o Papa Paulo VI o nomeou cardeal. Nunca deixou de escrever e dominava seis idiomas: alemão, italiano, francês, latim, inglês e castelhano, além de ter conhecimentos de português.

Chegou a ser arcebispo de Munique, na Alemanha, e de 1981 a 2005 ocupou o cargo de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tornando-se braço direito do Papa João Paulo II, no comando das questões morais. O objetivo desse escritório vaticano é justamente prezar pela manutenção das tradições e pela conservação das doutrinas católicas.

Eleição ao papado
Bento XVI celebra missa ao ar livre em Aparecida, no dia 13 de maio de 2007 — Foto: Osservatore Romano/Arturo Mari/Pool/AFP/Arquivo

Bento XVI celebra missa ao ar livre em Aparecida, no dia 13 de maio de 2007 — Foto: Osservatore Romano/Arturo Mari/Pool/AFP/Arquivo

Sua proximidade com o Papa fez com que Ratzinger se tornasse o favorito no conclave que o elegeu, em 2005. Muitos diziam que o seu papado seria de transição. No conclave, foram necessárias quatro votações para que um único nome recebesse mais de dois terços dos votos.

Ao aparecer em público como papa pela primeira vez, ele disse:

“Amados Irmãos e Irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor.

Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações.

Na alegria do Senhor Ressuscitado, confiantes na sua ajuda permanente, vamos em frente. O Senhor ajudar-nos-á. Maria, sua Mãe Santíssima, está conosco. Obrigado!”

Veja abaixo uma reportagem do Bom Dia Brasil de 2010, quando Bento XVI se tornou o novo Papa:

REVEJA: Cardeal alemão Joseph Ratzinger é eleito novo Papa Bento XVI

 

REVEJA: Cardeal alemão Joseph Ratzinger é eleito novo Papa Bento XVI

O último papa a adotar o nome de Bento havia sido o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922, o Bento XV. E São Bento, o fundador da Ordem Beneditina, é o padroeiro da Europa.

Bento XVI visitou o Brasil em maio de 2007, entre os dias 9 e 13, para dar início à 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida, no interior de São Paulo. Foi nesta ocasião que Frei Galvão foi canonizado, tornando-se Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil.

LEIA TAMBÉM:

A mágoa do governador de Pernambuco com o PSB e Lula

31/12/22

Paulo Cappelli

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A mágoa de Paulo Câmara, futuro ex-governador de Pernambuco, com o próprio partido e com Lula. Socialista reclama falta de consideração

Paulo Câmara, governador de Pernambuco

Paulo Câmara está magoado com Lula e com o próprio partido, o PSB.

O futuro ex-governador de Pernambuco foi importante na costura que selou a união eleitoral entre PSB e PT em âmbito nacional e, sobretudo, em Pernambuco. Contudo, Paulo Câmara ficou fora do ministeriado de Lula.

Além da mágoa com o petista, sobrou reclamação também para o próprio partido. Câmara avalia que o PSB não o colocou na lista de prioridades para comandar uma pasta. Ele cobiçava o comando da Ciência e Tecnologia, que acabou nas mãos de Luciana Santos, do PCdoB, curiosamente sua vice-governadora.

O PSB de Paulo Câmara indicou três ministros para o governo de Lula: Geraldo Alckmin para a pasta de Indústria e Comércio; Flávio Dino para a Justiça; e Márcio França para Portos e Aeroportos

Raquel Lyra anuncia mais um grupo de assessores do primeiro escalão.

31/12/22

Ascom PSDB

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Novos nomes do Governo Raquel Lyra são divulgados neste sábado

Foram divulgados, na tarde deste sábado (31), mais quatro nomes que farão parte do governo de Raquel Lyra, na área de segurança.

Confira a seguir:

 

Casa Militar: Coronel Hercílio da Fonseca Mamede

É bacharel em Ciências Jurídicas – Direito pela Unicap, com especialização em Ciências Criminais Militares pela Aeso. Foi subcomandante do Batalhão de Polícia de Choque e do Batalhão de Polícia Rodoviária. Também foi comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar, além de comandante do 11° Batalhão de Polícia Militar de Casa Forte, do Batalhão de Polícia de Guardas e diretor de Inativos e Pensionistas da PMPE.

Comando da Polícia Militar: Coronel Tibério César dos Santos

É bacharel em Administração de Empresas pela UPE, pós-graduado em Gestão da Qualidade em Serviço pela Fcap/UPE, MBA em Gestão Pública Governamental pela Uninter e pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas pela Unicesumar. Já exerceu os cargos de comandante do 4º e 14º BPM, assistente do Comando Geral, diretor de Saúde da PM, diretor de Apoio Logístico, diretor-adjunto da Dinter I e II, e, atualmente, é diretor geral de Administração da Polícia Militar.

Chefe da Polícia Civil: Simone Aguiar

É graduada em Administração de Empresas (UPE) e em Direito (Aeso). Possui também pós-graduação em Ciências Criminais pela Facesf e cursou Investigação e Combate ao Crime Organizado na ANP (Academia Nacional de Polícia) e Uso de Inteligência nas Investigações no Crime Organizado, na International Law Enforcement Academy. É delegada da Polícia Civil desde 2008 e, desde 2010, atua na área de inteligência policial. Teve ainda passagens pela Corregedoria, Núcleo de Inteligência do DHPP e Diretoria de Inteligência da PCPE (Dintel), cargo que ocupa desde 2017. Ela é ainda instrutora do curso de Inteligência de Segurança Pública da SDS/PE.

Comando do Corpo de Bombeiros: Coronel Luciano Alves Bezerra da Fonsêca

Foi o primeiro oficial do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco promovido ao posto de coronel BM, exercendo suas atividades no Sertão do estado. Ingressou no Corpo de Bombeiros em 1993 e, até o momento, exercia a função de diretor Integrado do Interior II, em Petrolina, e foi comandante do 4º Grupamento de Bombeiros, no mesmo município.

Fotos a seguir:
https://drive.google.com/drive/folders/1DtQ3KwHRtAP_piNXKRYYLDBUW2CtsWtJ

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 Raquel Lyra divulga mais nomes que irão compor o seu governo

Foi divulgada, na noite deste sábado (31), mais uma lista de pessoas que farão parte do governo de Raquel Lyra.

Confira os nomes a seguir:

Desenvolvimento Econômico: Guilherme Cavalcanti

É formado em Administração pela Unicap, com especialização em finanças pela FGV. Obteve formação complementar em temas como governança corporativa no IBGC, finanças públicas pelo Banco Mundial, desenvolvimento urbano pelo Instituto Gehl Architects, e políticas para a primeira infância pela Universidade de Harvard.

Foi diretor-executivo do Movimento Atitude Pernambuco, cofundador e diretor-presidente da Agência Recife para Inovação e Estratégia – Aries CEO da Cesar e presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Fundarpe: Renata Borba

É formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco, bacharel em Administração pela Universidade de Pernambuco (Fcap) e com MBA em Gestão da Qualidade das Construções pela Universidade de Salvador. Cursa, atualmente, a especialização em Conservação e Restauração do Patrimônio Cultural Edificado, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Foi gerente de Habitação do município do Cabo de Santo Agostinho e, em 2016, assumiu o cargo de superintendente do Iphan em Pernambuco, coordenando a execução de obras de restauração em diversos monumentos do estado, além de importantes ações na área do Patrimônio Imaterial.

Secretaria Executiva de Cultura: Léo Salazar

É produtor cultural, jornalista e contabilista. Tem especialização em Gestão de Negócios (Fcap/UPE) e mestrado em Hotelaria e Turismo (UFPE). É autor do livro “Música Ltda: o negócio da música para empreendedores” e do guia digital “Música tocando negócios”.

Foi secretário-executivo de Turismo e Economia Criativa da Prefeitura de Caruaru, vice-presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, vice-presidente do Conselho de Política Cultural de Caruaru e presidente do Comitê Gestor do São João de Caruaru.

Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca: Aloisio Ferraz

Engenheiro agrônomo pela UFRPE, técnico em Planejamento Agrícola e Agroindustrial e analista em Gestão Pública e Privada, com atuação em estudos e projetos de desenvolvimento rural, empreendedorismo, administração, apoio a micro e pequenas empresas.

Foi diretor de Operações da Semempe, presidente da Emater/PE, secretário de Agricultura e Irrigação de Pernambuco, secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, presidente do IPA, diretor-técnico do Sebrae/PE e superintendente em exercício por várias oportunidades. Também integrou e presidiu conselhos de abrangência estadual e nacional, em diversas áreas como Meio Ambiente, Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária, Abastecimento e Comércio Agrícola, entre outras.

Executiva de Ressocialização: Paulo Paes de Araújo

Formado em Administração, é policial penal desde 2002 e já atuou na Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria Executiva da Ressocialização (Seres). Em Canhotinho e em Pesqueira, no Agreste do estado, fez parte da Supervisão de Segurança no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA) e no Presídio Desembargador Augusto Duque, respectivamente. Até o momento, ocupa o cargo de gestor na Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS), em Caruaru.

Fotos a seguir:
https://drive.google.com/drive/folders/12yeMSQCuH9mxV0da1XpQiVc7eoUiDcPN

Paulo Câmara homenageia secretariado em último ato no Palácio da Princesas

31/12/22

Imprensa PE 
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O governador Paulo Câmara (foto) condecorou, nesta sexta-feira (30.12), secretários estaduais, militares e servidores civis com a Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes, a mais alta comenda concedida pelo Estado. A cerimônia, realizada no Salão das Bandeiras do Palácio do Campo das Princesas, homenageou os agraciados pelos serviços prestados ao Estado de Pernambuco. Os homenageados receberam medalhas em três graus: Grande Oficial, Comendador e Cavaleiro.
 
“Estamos encerrando os oito anos do nosso governo com muitas realizações e desafios enfrentados. Saímos felizes, porque fizemos de Pernambuco um Estado melhor para se viver. Agradeço a toda minha equipe que se dedicou nos últimos anos para construir um futuro melhor. Essa unidade foi muito importante para que pudéssemos ter superado as maiores crises que já tivemos. Encerramos este ciclo de cabeça erguida, pisando em solo firme, com a sensação de dever cumprido e prontos para seguir lutando”, enfatizou Paulo Câmara em seu último evento à frente do Executivo Estadual, acompanhado da primeira-dama Ana Luiza, e das suas filhas Clara e Helena.
 
Escolhida para falar em nome dos condecorados, a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista, externou sua gratidão. “Somos muito gratos pelo governador nos ter concedido a honra de governar Pernambuco ao seu lado. Um homem sério, comprometido, responsável e que lutou tanto para desenvolver o nosso Estado, trazendo tantas melhorias para a população pernambucana. Sem sombra de dúvidas, o governador deixou seu nome na história do nosso Estado”, enfatizou Fernandha.
 
MEDALHA – A Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes é constituída de cinco graus (Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro) em dois quadros (Efetivos e Especiais), sendo o primeiro classificado por duas categorias: Ordinária e Suplementar. A honraria, instituída pelo Decreto nº 4.891, de 20 de janeiro de 1978, é a mais importante comenda concedida pelo Estado a pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, que se destacaram por méritos excepcionais ou pelos relevantes serviços prestados a Pernambuco, simbolizando um gesto de agradecimento do Estado.
 
Também participaram da solenidade o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Carlos Neves; o deputado federal Fernando Monteiro; e os familiares dos agraciados.
 
Fotos: Hélia Scheppa/SEI

Campeonato Pernambucano 2023 tem tabela oficial divulgada pela FPF

31/12/22

 

Por Felipe Holanda

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Com 13 clubes, Pernambucano 2023 tem tabela oficial divulgada pela FPF

<i>(Foto: Rafael Vieira/FPF)</i>

Agora é oficial. O Campeonato Pernambucano de 2023 terá 13 clubes na disputa e começa a partir de 7 de janeiro, segundo confirmou a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) nesta sexta-feira (30) após divulgação da tabela oficial. Na primeira fase, os times vão se enfrentar, todos contra todos, em turno único. Ao todo, serão 13 rodadas, com um clube folgando em cada uma.

 

  • Copa São Paulo 2023 tem datas definidas no jogos para Náutico, Retrô, Santa Cruz e Sport
    Copa São Paulo 2023 tem datas definidas no jogos para Náutico, Retrô, Santa Cruz e Sport

Apesar de algumas informações extraoficiais darem conta de que seriam cinco rebaixados, o número não sofre de descenso alterações, permanecendo quatro. Os últimos colocados da primeira vão disputar a Série A-2 do Estadual no ano que vem.

Apesar de algumas informações darem conta de que seriam cinco rebaixados, o número não sofre de descenso alterações, quatro. Os últimos da primeira vão disputar a Série A-2 do Estadual no ano que vem.
Confira os jogos da 1ª rodada
Central x Náutico – 07/01, às 16h30, no Lacerdão
Salgueiro x Maguary, 07/01, às 19h, no Cornélio de Barros
Sport x Íbis, 08/01, às 16h30, na Ilha do Retiro
Caruaru City x Porto, 08/01, às 16h, no Lacerdão
Afogados x Belo Jardim, 08/01, às 19h, no Vianão
Retrô x Santa Cruz, sem data e local definidos
*O Petrolina só estreia na 2ª rodada
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Medida Provisória perde validade hoje (31) e combustíveis podem voltar a subir

31/12/22

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 (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Medida Provisória (MP) que desonerou as alíquotas do PIS/Pasep e Cofins sobre combustíveis perderá a validade amanhã (31). A norma passou a valer em maio deste ano e suspendeu a cobrança dos tributos federais até o último dia deste ano.
Com a fim da medida, o preço dos combustíveis poderá subir nas bombas dos postos no primeiro dia de 2023.
Estimativas do setor de infraestrutura apontam que o litro da gasolina pode sofrer aumento de R$ 0,69, do diesel, R$ 0,33, e do etanol, R$ 0,26.
Na terça-feira (27), o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que pediu para o atual governo não prorrogar a desoneração de impostos. Segundo Haddad, a medida não poderia ser tomada de forma apressada durante a transição de governo.
Ontem (29), após ser anunciado como novo ministro de Minas e Energia, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), disse que a questão do preço dos combustíveis será avaliada após 1º de janeiro e “nada está descartado”.

Jean Paul Prates é escolhido para comandar a Petrobras

31/12/22

Por Lucas Moraes/JC

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Senador do PT  do Rio Grande do Norte foi escolhido para assumir a estatal

Lucas Moraes
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador do PT pelo Rio Grande do Norte Jean Paul Prates será o presidente da Petrobras. A escolha do político foi anunciada nesta sexta-feira (30). Economista, Prates tem vasto conhecimento no ramo energético e de petróleo e gás.

Jean Paul Prates tem 54 anos e é advogado e economista. Tem mais de 30 anos de trabalho nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais. Foi membro da assessoria jurídica da Petrobras internacional (Braspetro), no final da década de 80.

Assumiu em 2007 a Secretaria de Estado de Energia do RN e viabilizou mais de 10 bilhões de investimentos para o estado. Em 2014, foi eleito suplente da Senadora Fátima Bezerra (PT-RN), assumindo em janeiro de 2019 a cadeira de senador após a eleição de Fátima para o governo do estado. Durante seu mandato, Prates foi autor e relator de importantes marcos legais envolvendo a transição energética e práticas sustentáveis, combustiveis, educação digital, mobilidade urbana e infraestrutura ferroviária.

O que diz Jean Paul Prates

Em nota, o senador fez uma avaliação da escolha de seu nome: 

Recebi hoje a missão de comandar a Petrobras pelos próximos anos. Muito me honra a escolha do Presidente Lula que coloca sobre mim a responsabilidade de conduzir uma empresa que é patrimônio de todos os brasileiros.

Após a posse do novo governo teremos pela frente um processo burocrático, estabelecido pela legislação e pelos sistemas de governança da Petrobras, até que ocorra a formalização do meu nome como presidente da companhia. Nesta oportunidade, terei a chance de me dirigir ao Conselho da empresa e à sociedade em geral para apresentar de forma detalhada nossos planos para a empresa.

A Petrobras é uma empresa forte, um exemplo internacional de capacidade técnica, engenho e determinação. É uma companhia que existe como empresa de economia mista, que alia capitais privados e estatais, e precisa conciliar essa natureza ao seu papel estruturante na economia brasileira. “Vejo a Petrobras como uma empresa que precisa olhar para o futuro e investir na transição energética para atender às necessidades do país, do planeta e da sociedade, além dos interesses de longo prazo de seus acionistas”.

Esse olhar para o futuro foi a principal demanda colocada pessoalmente a mim pelo Presidente Lula, que acredita que a empresa deve permanecer como uma referência de mercado, tecnologia, governança e responsabilidade social.

Deputados derrubam veto de Paulo Câmara ao Orçamento de 2023 e aprovam reajustes de salários

31/12/22

Ascom Alepe

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A Assembleia Legislativa aprovou, nesta sexta (30), propostas que reajustam as remunerações mensais dos deputados estaduais, da governadora e da vice-governadora, além dos secretários de Estado. Com a aprovação, a chefe do Poder Executivo vai receber subsídio de 22 mil reais a partir de 1º de janeiro de 2023, enquanto a vice-governadora e secretários, de 18 mil reais. Já para os deputados estaduais, há previsão de reajuste escalonado em quatro parcelas, partindo de 29 mil, 470 reais em 1º de janeiro do ano que vem, até 34.774 reais em fevereiro de 2025.

Para analisar essas matérias, os parlamentares atenderam à autoconvocação feita pelo presidente da Casa, deputado Eriberto Medeiros, do PSB. A abertura de uma sessão legislativa extraordinária foi necessária porque o Legislativo estadual está em período de recesso.

Além das propostas de reajuste, o Parlamento derrubou o veto parcial do governador Paulo Câmara à Lei Orçamentária Anual. A matéria rejeitada pelos deputados tinha o objetivo de recompor o orçamento de secretarias e órgãos do Estado com a retirada de emendas que remanejaram 90 milhões de reais para ações da própria Assembleia Legislativa, como capacitação de servidores, preservação do patrimônio histórico e adequação de instalações.

Na mensagem de justificativa, o governador Paulo Câmara considerou que a retirada de recursos vai prejudicar a execução de políticas públicas e custeio de órgãos, e deve impactar negativamente a área de ciência e tecnologia, essencial para o desenvolvimento.

A derrubada do veto em Plenário dependia da aprovação da maioria absoluta dos deputados, ou 25 votos, e o placar final marcou 39 votos a 3. Assim, a Assembleia decidiu pela manutenção do remanejamento dos recursos, com votos contrários apenas de Priscila Krause, do Cidadania, vice-governadora eleita, e de Aluísio Lessa, do PSB, e Clarissa Tércio, do PP.

A autoconvocação permitiu, ainda, a aprovação da emenda que acrescenta atribuições à Procuradoria-Geral da Alepe na Constituição Estadual. Além das votações em Plenário, as  Comissões de Justiça, de Finanças e de Administração Pública também se reuniram nesta sexta. Todas as atividades foram realizadas de maneira remota.

No final dos trabalhos, o presidente Eriberto Medeiros convocou o conjunto de deputados para a  Sessão Extraordinária destinada à solenidade de posse da governadora Raquel Lyra, e da vice-governadora, Priscila Krause. Será no dia 1º de janeiro, próximo domingo, às três e meia da tarde, no Plenário Governador Eduardo Campos.