É hoje: Brasil x Camarões

02/12/22
Por  Gabriel Neukranz
blogfolhadosertao.com.br

 

A Seleção Brasileira retorna aos gramados do Catar nesta sexta-feira (2), pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2022

AFP
Rodrygo pode ser titular no Brasil diante de Camarões pela terceira rodada da Copa do Mundo 2022 – FOTO: AFP

Seleção Brasileira retorna aos gramados do Catar nesta sexta-feira (2), pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2022. Classificado para as oitavas de final de forma antecipada, o Brasilenfrenta Camarõesàs 16h (horário de Brasília), no Lusail Stadium, em seu último compromisso pelo Grupo G do Mundial.

Brasillidera o grupo com 6 pontos, com saldo de +3 e três gols marcados. A Suíçaocupa o segundo lugar, possuindo 3 pontos, saldo zerado e balançado as redes uma vez. Fora da zona de classificação, Camarões e Sérvia estão empatados com 1 ponto. As seleções possuem, respectivamente, -1 e -2 de saldo, ambas com três gols marcados.

Uma das três seleções que garantiu vaga nas oitavas de final de forma antecipada, a equipe comandada por Tite tem a primeira colocação do grupo encaminhada, além da classificação garantida. Dessa forma, a comissão técnica optou por escalar a Seleçãocom uma formação alternativa contra Camarões, com jogadores diferentes dos que o torcedor está acostumado. A CBF adiantou a base dos titulares da próxima partida, com ressalva para algumas dúvidas.

A escalação do Brasilserá diferente daquela que o torcedor está acostumado. O time titular deve ser composto por Ederson; Daniel Alves, Militão, Bremer e Alex Telles; Fabinho, Fred (Bruno Guimarães) e Rodrygo (Everton Ribeiro); Antony, Gabriel Jesus (Pedro) e Martinelli.

Camarões deve entrar em campo com: Epassy; Fai, N’Koulou, Castelletto e Tolo; Anguissa, Oum Gouet e Hongla; Mbeumo, Choupo-Moting e Toko Ekambi. Em seus dois primeiros jogos, a seleção camaronesa perdeu para a Suíçapor 1×0 na estreia e empatou em 3×3 com a Sérvia na última rodada.

Confirmado o primeiro lugar de seu grupo, o Brasilenfrenta o segundo colocado no Grupo H nas oitavas. A vaga está sendo disputada por GanaCoreia do Sul e Uruguai, com Portugalpraticamente assegurado na liderança. Os africanos são quem mais possui chances de enfrentar a Seleçãono mata-mata.

Conheça a SELEÇÃO DE CAMARÕES, terceiro adversário do Brasil na Copa do Mundo 2022

A partida do Brasilna Copa do Mundo 2022, contra Camarões, será transmitida ao vivo por GloboSporTVFIFA+ e Canal do Casimiro.

CHAVEAMENTO DAS OITAVAS DE FINAL DA COPA DO MUNDO 2022

Os times classificados do Grupo G enfrentam os classificados do Grupo H, formado por PortugalGanaUruguai e Coreia do Sul.

Restando uma rodada para o fim da fase de grupos, Portugal lidera o grupo, já classificado, seguido por Gana, que ocupa a segunda colocação.

  • Passando em , o Brasil enfrenta o  deste grupo no dia 05/12, uma segunda-feira, às 16h no Stadium 974.
  • Caso passe em , a equipe comandada por Tite encara o 1° do Grupo H na terça-feira, dia 06/12, às 16h, no Lusail Stadium

Governo federal recua e libera dinheiro bloqueado das universidades e institutos federais

02/12/22

Por MargaridaAzevedo/JC

blogfolhadoseertao.com.br

 

Depois da pressão de reitores, parlamentares e da sociedade, governo federal liberou nesta quinta-feira verbas que haviam sido bloqueadas das universidades e institutos federais

DAY SANTOS/JC IMAGEM
Na UFPE, bloqueio do governo federal tinha sido de R$ 19,5 milhões – FOTO: DAY SANTOS/JC IMAGEM

Quatro dias depois de bloquear recursos do orçamento das universidades e institutos federais – cerca de R$ 466 milhões – o governo federal recuou e decidiu liberar as verbas nesta quinta-feira (1º). A retenção do dinheiro tinha ocorrido na última segunda-feira (28). Para as seis instituições de ensino de Pernambuco, o corte somava R$ 31,7 milhões.

As duas entidades que representam os reitores dessas instituições – a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) – foram comunicadas sobre o estorno das verbas nesta manhã de quinta-feira.

Para as universidades federais, o bloqueio era de R$ 344 milhões, segundo a Andifes. O Brasil tem 69 universidades federais. Para os 38 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II, o corte representava R$ 122 milhões, de acordo com o Conif.

Em Pernambuco, o bloqueio no orçamento das seis instituições federais de ensino do Estado representou um montante de R$ 31,7 milhões. Essa era a soma retirada da UFPE, UFRPE, UFAPE, Univasf, IFPE e IF do Sertão.

Na UFPE, o bloqueio tinha sido de R$ 19,5 milhões, (R$ 14,5 milhões de recursos discricionários do tesouro e R$ 5 milhões de recurso próprio), um dos cortes mais altos do País.

Para a UFRPE, a retenção tinha sido de R$ 4 milhões. Na UFAPE somava R$ 2,3 milhões. O IFPE iria perder R$ 1,8 milhão e o IF Sertão de Pernambuco, R$ 2 milhões. Já a Univasf teria R$ 2,1 milhões a menos no orçamento.

PRESSÃO E MOBILIZAÇÃO

Desde o anúncio do bloqueio, reitores se mobilizaram em todo o País pedindo o apoio de parlamentares para pressionar a União a reverter o bloqueio.

“O presidente do Conif, Cláudio Rocha, foi informado nesta quinta-feira por Adalton Matos, da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação, que o dinheiro tinha retornado para as contas das universidades e institutos. Checamos e confirmamos que o limite orçamentário realmente foi reposto”, informou a reitora do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Leopoldina Veras.

“Avalio como extremamente importante esse desbloqueio. Foi resultado de muita pressão. Ratifico a importância dos parlamentares, da imprensa e da sociedade para que o governo federal devolvesse os recursos”, disse Leopoldina. “Mas nossa luta continua para a reposição do corte de 7,2% que ocorreu no meio do ano”, destacou a reitora.

“Foi uma correção importante de uma ação que seria extremamente prejudicial para o IFPE e demais instituições, considerando que ocorria na fase de encerramento do exercício financeiro”, disse o reitor do IFPE, José Carlos de Sá.

PRESSA PARA REALIZAR EMPENHOS

“A Andifes foi incansável na pressão em cima do MEC e no pedido de apoio aos parlamentares para que houvesse o desbloqueio. A falta dessas verbas inviabilizaria uma situação que já estava difícil nas universidades”, comentou o reitor da UFPE, Alfredo Gomes.

“Conseguimos o estorno, o dinheiro voltou para nossas contas. Estamos contentes com isso, embora o impacto no planejamento das universidades é desastroso. Vamos correr agora para empenhar os recursos para não correr o risco de um novo bloqueio por parte do Ministério da Economia”, destacou Alfredo.

O prazo para empenho das verbas foi ampliado pelo MEC. Expirava em 9 de dezembro. Agora, em um novo comunicado, o órgão informou que as instituições de ensino terão até 15 de dezembro para gastar os recursos.

ANDIFES SE MANTERÁ VIGILANTE

Por meio de nota, divulgada no início da tarde desta quinta-feira, a Andifes disse que “seguirá atenta aos riscos de novos cortes e bloqueios e manterá o diálogo com todos os atores necessários, no Congresso Nacional, governo, sociedade civil e com a equipe de transição do governo eleito para a construção de orçamento e políticas necessárias para a manutenção e o justo financiamento do ensino superior público”.

O presidente da Andifes, reitor Ricardo Marcelo Fonseca, foi informado que a devolução dos limites de empenho que haviam sido retirados na segunda-feira seria realizada até o meio dia.

A Andifes lembrou, na mesma nota, que o governo federal já havia realizado um bloqueio orçamentário de R$ 438 milhões na metade deste ano.

E destacou que essa nova retirada de recursos, no valor de R$ 344 milhões para as universidades – desfeita nesta quinta-feira – praticamente inviabilizaria as finanças de todas as universidades federais, “tornando ainda mais grave a situação orçamentária do sistema federal de ensino superior”.

SEGUNDO RECUO DO GOVERNO

Essa foi a segunda vez, nesse semestre, que o governo federal bloqueou verbas das universidades e institutos federais e depois voltou atrás. Em 30 de setembro, às vésperas do primeiro turno das eleições (dia 2 de outubro), a União tinha retido R$ 328 milhões das universidades e R$ 147 milhões dos institutos federais.

Uma semana depois, em 7 de outubro, depois de muito desgaste político para o presidente da República, Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, o governo anunciou que o dinheiro seria liberado para as instituições de ensino. Para Pernambuco, o bloqueio era de R$ 18,3 milhões.

STF valida “revisão da vida toda” nas aposentadorias

02/12/22

Poder360
Por Lucas Mendes
blogfolhadosertao.com.br

STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta 5ª feira (1º.dez.2022), por maioria, validar a possibilidade da chamada “revisão da vida toda”, tese que poderá ser usada para o recálculo de aposentadorias.

A Corte decidiu que contribuições previdenciárias anteriores ao Plano Real, instituído em 1994, podem ser usadas para recalcular valores de aposentadorias. Com isso, o benefício de alguns brasileiros aumentará.

O placar foi 6 a 5. A corrente vencedora foi a do relator, ministro Marco Aurélio (aposentado). Acompanharam o entendimento os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

Votaram contra a possibilidade de revisão da vida toda os ministros Nunes Marques, Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Ainda não há um cálculo de quanto a mudança pode custar. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fez uma estimativa de que a União teria prejuízo de R$ 46 bilhões se metade dos aposentados nos últimos 10 anos solicitasse a revisão.

A revisão das aposentadorias deverá ser feita caso a caso, em processos na Justiça.

A maioria dos ministros entendeu ser possível aplicar a regra mais vantajosa para a definição das aposentadorias de trabalhadores que ingressaram no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) antes da Lei 9.876/1999. A norma alterou a forma de contagem dos salários de contribuição para o cálculo do benefício.

A lei estabeleceu uma regra de transição para os trabalhadores, que excluiu contribuições anteriores a julho de 1994. A intenção era garantir uma situação benéfica a quem se aposentasse, evitando efeitos da inflação sobre os salários recebidos antes do Plano Real.

A norma de transição, no entanto, acabou sendo menos atrativa a parte dos trabalhadores. Em alguns casos, os valores das aposentadorias seriam maiores se calculados pela regra definitiva.

A decisão tem repercussão geral, ou seja, deve ser aplicada por todos os tribunais do país em casos semelhantes. A tese fixada foi a seguinte:

“O segurado que implementou as condições para o beneficio previdenciário após a vigência da lei 9876 de 26/11/1999 e antes da vigências das novas regras constitucionais introduzidas pela emenda constitucional 103 de 2019 têm o direito de optar pela regra definitiva, caso esta lhe seja mais favorável”. 

“Revisão da vida toda”

A discussão sobre a chamada “revisão da vida toda” vem de questionamentos de aposentados sobre a Lei 9.876 de 1999. O texto trouxe uma nova fórmula de cálculo da aposentadoria, determinando uma transição para quem já contribuía com a Previdência antes do Plano Real. O marco da transição seria julho de 1994.

No caso específico discutido pelo STF, um aposentado questionava o cálculo de sua aposentadoria, fixada pela regra de transição em R$ 1.493. A defesa do aposentado dizia que, caso fossem consideradas as contribuições feitas antes de julho de 1994, o valor da aposentadoria seria de R$ 1.823.

A tese determina que o cálculo da aposentadoria poderá considerar todas as contribuições feitas pelo trabalhador, inclusive aquelas anteriores ao Plano Real, caso essa opção seja mais benéfica ao aposentado.

Quem se beneficia?

Apesar da nova tese, a mudança deve beneficiar um número pequeno de aposentados, segundo o advogado João Osvaldo Badari, que atuou como amicus curiae no processo junto ao IEPREV (Instituto de Estudos Previdenciários).

A regra não alcança o aposentado que recebeu seu 1º pagamento de benefício há mais de 10 anos, em razão da decadência decenal. Ou seja, quem já recebe aposentadoria há ao menos uma década por meio da base de cálculo da regra de transição não poderá pedir uma revisão.

O aposentado beneficiado pelas regras instituídas pela Reforma da Previdência de 2019 também não pode solicitar a revisão, uma vez que recebe os valores a partir de regras novas.

Segundo Badari, a revisão é voltada para quem contribuía com a previdência antes do Plano Real e passou pela regra de transição, cujo marco foi em julho de 1994. Os mais afetados seriam trabalhadores que recebiam salários maiores e que viram sua remuneração diminuir até o marco da implantação do Plano Real.

Quem começou a contribuir com a previdência após julho de 1994 não é afetado.

“Uma regra de transição jamais pode ser mais desfavorável que a regra permanente. Isso vai de acordo com decisões do próprio STF na aplicação do melhor benefício”, afirmou o advogado.

Não há um cálculo exato do quanto a mudança fixada pelo STF poderá custar aos cofres públicos. Em voto contra a revisão da vida toda, o ministro Nunes Marques citou gastos de R$ 46,4 bilhões até 2029, segundo dados informados pelo INSS.

O número, porém, é questionado por Badari. “O INSS coloca que os anos que mais teriam gastos seriam 2009, 2010 e 2011, mas há o prazo decadencial. A partir dos 10 anos em que o aposentado recebe o benefício, ele não pode pedir a revisão”, disse.

O advogado ressalta que a revisão deverá ser feita caso a caso mediante um cálculo prévio e alerta aposentados a tomarem cuidado com promessas de decisões a partir da decisão do Supremo. “A revisão não é generalizada, e sim de caso a caso”, declarou.

Julgamento

A análise do caso no plenário do STF começou na 4ª feira (30.nov) com as manifestações de partes e de entidades que acompanham o processo. O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou favoravelmente à revisão da vida toda.

O único a votar na 4ª foi o ministro Nunes Marques, contrário à revisão. O magistrado destacou em seu voto o impacto financeiro de uma decisão favorável aos aposentados. Para o ministro, a regra de transição que estabelece o início do período de cálculo dos benefícios previdenciários em julho de 1994 é compatível com a Constituição.

Nesta 5ª feira (1º.dez) votaram os demais ministros.

O caso começou a ser julgado no plenário virtual do STF ainda em 2021. Um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Alexandre de Moraes havia paralisado o julgamento.

O tema voltou a ser analisado pela Corte em março deste ano, também no plenário virtual. Todos os ministros já haviam votado e havia sido formada uma maioria de 6 a 5 a favor da revisão da vida toda (entendimento favorável aos aposentados).

Na ocasião, Nunes Marques fez um pedido de destaque, o que faz o julgamento voltar à estaca zero e remete o caso para o plenário físico do Supremo. No plenário virtual, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico da Corte e não há debate.

Destaque

O pedido de destaque de Nunes Marques foi feito às vésperas da conclusão do julgamento no plenário virtual, em 8 de março.

Incomum, a manobra poderia alterar o resultado do julgamento e beneficiar a posição de Nunes Marques: o voto do ministro Marco Aurélio Mello, proferido antes de se aposentar em 2021, seria descartado porque o caso seria reiniciado no plenário físico.

Nessa situação, caberia ao ministro André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, votar no lugar de Marco Aurélio. O ministro aposentado era favorável à “revisão da vida toda”.

Ocorre que, em 9 de junho, o Supremo decidiu fixar um novo entendimento sobre a validade de votos já proferidos por ministros que se aposentaram da Corte. A partir da data, ficam mantidos os votos dos magistrados aposentados feitos no plenário virtual, em caso de pedido de destaque.

Assim, só o voto de Marco Aurélio ficou preservado e André Mendonça não votou