A Prefeitura de Ouricuri realizará, no dia 15 de julho, uma Audiência Pública para apresentação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao primeiro quadrimestre de 2026. O encontro será realizado na Câmara de Vereadores de Ouricuri, a partir das 10h.
A iniciativa tem como objetivo garantir transparência e ampliar o acesso da população às informações sobre a situação fiscal do município, permitindo que os cidadãos acompanhem os resultados da administração pública e a aplicação dos recursos municipais.
Durante a audiência, serão apresentados os dados fiscais referentes ao período, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina a divulgação e o acompanhamento dos indicadores da gestão pública.
A participação popular é um instrumento importante para fortalecer o diálogo entre governo e sociedade, contribuindo para uma gestão cada vez mais transparente e próxima da população.
A Prefeitura de Ouricuri convida moradores, representantes de entidades, lideranças e demais interessados a participarem deste momento de acompanhamento e controle social.
A Prefeitura de Ouricuri realizará, no dia 15 de julho, uma Audiência Pública para apresentação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao primeiro quadrimestre de 2026. O encontro será realizado na Câmara de Vereadores de Ouricuri, a partir das 10h.
A iniciativa tem como objetivo garantir transparência e ampliar o acesso da população às informações sobre a situação fiscal do município, permitindo que os cidadãos acompanhem os resultados da administração pública e a aplicação dos recursos municipais.
Durante a audiência, serão apresentados os dados fiscais referentes ao período, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina a divulgação e o acompanhamento dos indicadores da gestão pública.
A participação popular é um instrumento importante para fortalecer o diálogo entre governo e sociedade, contribuindo para uma gestão cada vez mais transparente e próxima da população.
A Prefeitura de Ouricuri convida moradores, representantes de entidades, lideranças e demais interessados a participarem deste momento de acompanhamento e controle social.
09/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Pedro Beija
Oportunidades contemplam Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, SES e UPE; Editais serão publicados em breve
Governo de Pernambuco autorizou a realização de novos concursos públicos; Serão ofertadas 5.337 vagas – Yacy Ribeiro/Secom
O Governo de Pernambuco autorizou a realização de novos concursos públicos para as áreas de segurança pública, saúde e da Universidade de Pernambuco (UPE). Ao todo, serão ofertadas 5.337 vagas, distribuídas entre as polícias Militar, Civil e Penal, o Corpo de Bombeiros Militar, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a UPE.
A homologação que autoriza os certames foi publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (3). Segundo o governo estadual, os editais com as regras, cronograma e etapas de seleção serão divulgados em breve.
A maior parte das oportunidades será destinada à área de segurança pública, com 3.905 vagas. Outras 1.263 serão para a Secretaria Estadual de Saúde e 169 para a Universidade de Pernambuco.
Segurança concentra maior número de vagas
Na Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), o concurso oferecerá 1.320 vagas, sendo 70 para oficiais e 1.250 para soldados.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) contará com 570 vagas, das quais 60 para oficiais e 510 para soldados.
Já a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) terá 1.315 vagas, distribuídas entre 45 delegados, 70 escrivães e 1.200 agentes de polícia.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) abrirá outras 700 vagas para o cargo de policial penal.
Saúde e UPE também terão seleção
Na Secretaria Estadual de Saúde, serão ofertadas 1.263 vagas para médicos plantonistas, analistas em saúde plantonistas, assistentes em saúde plantonistas e fiscais em vigilância sanitária.
Confira a distribuição de vagas para a SES:
428 médicos plantonistas;
283 analistas em saúde plantonistas;
542 assistentes em saúde plantonistas;
10 fiscais em vigilância sanitária.
Na Universidade de Pernambuco, serão abertas 169 vagas, sendo 117 para médicos, 21 para analistas técnicos em gestão universitária e 31 para assistentes técnicos em gestão universitária.
Segundo o Governo de Pernambuco, os editais dos concursos serão publicados nos próximos dias, trazendo detalhes sobre requisitos, remuneração, cronograma e inscrições.
09/07/26 – http://blogfolhdosertao.com.br – Por Blog da Folha
O desembargador Sergio Torres Teixeira, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), foi escolhido para o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na terça-feira (7). O magistrado agora passará por sabatina, a ser realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
Sergio Torres Teixeira é natural do Recife. Bacharel em Direito e especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), além de mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é magistrado desde 1991. Teixeira foi promovido a desembargador em 2013. As informações são do Blog da Folha.
Esteve convocado para o TST em 2021 e foi o vice-presidente do TRT-6 no biênio 2023-2025. Integra o Comitê Científico da ENAMAT desde 2022 e o Centro Nacional de Inteligência da Justiça do Trabalho (CNIJT) desde 2025. Foi eleito recentemente para o cargo de presidente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho no biênio 2027/2028.
Sergio Torres também é professor de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit), na Imbiribeira. Ele participou ativamente da criação do curso, que já completou 20 anos de formação de novos profissionais ao mundo jurídico.
O aval explícito do presidente Lula à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco começa a consolidar o cenário esperado na Frente Popular: a conversão do PT ao projeto governista.
A presença do senador Humberto Costa, das deputadas Rosa Amorim e Dani Portela e da vereadora do Recife Kari Santos sinaliza que o pragmatismo partidário superou os ruídos internos. Alinham-se ao veredicto de março, quando o partido sacramentou o apoio ao ex-prefeito do Recife, por 59 votos a 11.
O mais recente capítulo dessa engrenagem ocorreu na noite de ontem, capitaneado pela ala jovem do partido. Articulada pelo vice-presidente estadual da legenda e secretário de Habitação da capital, Felipe Cury, a plenária selou o engajamento da militância juvenil.
Longe de figurar apenas como adereço de palanque ou suporte de bandeiras, o grupo adiantou estar construindo uma pauta densa, com reivindicações que incluem passe livre estudantil, avanços na educação, saúde e uma política de segurança voltada à proteção, em vez da repressão.
Mais do que uma aliança formal, os jovens assumem o protagonismo para vender a candidatura como o projeto de Lula no estado. Em um auditório lotado de petistas, o pré-candidato discursou por cerca de 20 minutos.
Alternou críticas contundentes à gestão estadual e prometeu abrir oportunidades e espaço para propostas da juventude. A expectativa é de que esse grupo reforce o entusiasmo a partir de 16 de agosto, quando a campanha ganha oficialmente as ruas.
De Brasília para a Fenearte
Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) saiu de Brasília diretamente para a Fenearte. Não perderia a agenda de Raquel Lyra na semana em que a governadora sustentou seu nome para a Casa Alta. “Estou animado. Meus colegas do PT também estão felizes por eu estar ao lado de Raquel, defendendo o nome do presidente Lula. Acredito nessa parceria”, exaltou.
Não tem jeito
Por mais que a governadora Raquel Lyra evite falar sobre política com a imprensa, programações como a de ontem, na Fenearte, dão o tom da agenda. Ao lado dos pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho e Túlio Gadêlha, e com a quantidade de deputados, prefeitos e outros líderes que a acompanham, o ritmo é de pré-campanha.
Isolamento
Petistas observaram, após encontro com a juventude, que existe uma tendência de nomes históricos no partido ficarem isolados. Próximos à governadora Raquel Lyra, os deputados João Paulo Lima e Doriel Barros ainda não participaram das agendas da Frente Popular.
Prestação de contas
O deputado Renato Antunes (Novo) está entre os que ocuparam as redes sociais para divulgar o destino de emendas. Fez live em Bezerros, Agreste, registrando verba para saúde e infraestrutura. “Emenda não é dinheiro de deputado, é do povo de Pernambuco.”
09/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por LeiaJá/Ruan Reis
Evento reúne mais de 5 mil expositores, em 700 espaços, ao longo de 12 dias
26ª edição da Fenearte celebra a tradição e os saberes de artesãos dedicados à arte em couro. Foto: Ruan Reis/LeiaJá
A Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) abriu as portas da sua 26ª edição nesta quarta-feira (8), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Com o tema Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma, o evento homenageia a tradição e os saberes de artesãos dedicados à arte em couro.
Ao LeiaJá, a diretora-geral de Promoção da Economia Criativa da Adepe, Camila Bandeira, destacou que a riqueza cultural do estado motivou a escolha do tema deste ano. “Diante da diversidade que a gente tem de artesanato. ao longo do nosso estado, são várias tipologias, universos e ofícios, da cerâmica, do barro, do têxtil, da madeira. Enfim, este ano resolvemos reverenciar aqueles artistas que trabalham com couro , que está espalhado e representa bem todo o nosso território pernambucano; desde o Sertão ao Agreste, a gente tem o couro muito bem representado”, descreveu.
Camila também ressaltou o papel social e identitário dessa matéria-prima na cultura local. “Quando você pensa no sertanejo, no vaqueiro, no forrozeiro, eles utilizam o couro para fazer roupas, acessórios e como elemento de proteção e indumentária. Então, ele representa muito bem o nosso estado para a iconografia, além de transformar o resíduo do couro em obras de arte e ter suas vidas transformadas a partir do seu ofício”, concluiu a diretora.
Inovações que movimentam a 26ª edição da Fenearte
A cada nova edição, a feira de artesanato se desafia a trazer inovações. O grande destaque deste ano no setor de mercado é a realização, pela primeira vez, de uma rodada de negócios internacional. Fruto de uma parceria com a Apex, a iniciativa traz ao evento 11 compradores estrangeiros vindos de nove países com o objetivo exclusivo de negociar diretamente com os artesãos locais.
Para além da feira de negócios, o evento reúne mais de 5 mil expositores em 700 espaços. Ao longo de 12 dias, segundo Camila Bandeira, o público terá acesso a uma programação “muito recheada”, que inclui desfiles de moda, bate-papos, aulas de gastronomia no mezanino e apresentações que vão da cultura popular à cena contemporânea. Outro ponto forte desta edição são as oficinas diárias sobre técnicas tradicionais e sustentabilidade, ensinando desde cerâmica e gravura até “como transformar, por exemplo, cascas de sururu em biojoias”.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, celebrou a abertura do evento e convidou o público a prestigiar a acessibilidade e a estrutura planejadas para esta 26ª edição. “A gente espera que todos possam vir. Vocês sabem de tudo que a gente faz para poder trazer para cá o público cada vez maior, com os incentivos, as pessoas que têm neurodivergência, as pessoas com deficiência, o transporte exclusivo para quem vem dos shopping centers”, disse.
A líder do executivo estadual ainda falou sobre o impacto econômico e cultural do evento e expressou o orgulho de sediar a maior feira de artesanato da América Latina: “Toda Fenearte a gente enche o coração de orgulho de sermos pernambucanos. Ano passado a gente bateu recorde de público e de vendas, e eu não tenho dúvida nenhuma de que esta edição vai superar mais uma vez a do ano anterior. Tem sido assim desde que a gente entrou no governo, colocando mais recurso, colocando mais incentivo, ampliando o espaço, ultrapassando os muros da própria Fenearte e permitindo que o nosso artesanato possa ser divulgado aqui e fora daqui”.
Visitantes e artesãos
Se existe um lugar onde admiradores das artes e seus criadores se fundem em uma celebração especial, esse espaço é o Centro de Convenções. Pelos corredores do pavilhão, o público ganha a oportunidade de contemplar a riqueza das produções e adquirir peças exclusivas diretamente de quem as produziu, enquanto os artesãos encontram no evento uma vitrine para projetar suas obras e ver seu ofício devidamente valorizado.
É o caso da artesã Lenilda Lima, de 62 anos, que expressou com entusiasmo a emoção de participar mais uma vez da feira, destacando a importância do evento para a valorização do trabalho artístico: “É sempre como se fosse a primeira vez, porque é uma oportunidade ímpar. Então, é um momento [especial] para nós, pois a feira é uma vitrine do nosso artesanato, da nossa obra de arte, da gente se mostrar para o público”.
O sentimento é compartilhado por sua amiga e também expositora Cássia Lopes, de 49 anos. Para a maranhense, que estreia no evento, a feira é o cenário ideal para apresentar seu trabalho. “Essa para mim foi uma oportunidade única, porque é a minha primeira vez numa feira desse porte. Aqui tem artesãos de todos os estados brasileiros, inclusive de outros países. Então, essa oportunidade vai ser a vitrine para a apresentação do meu trabalho”, frisou.
Quem andava pelos corredores se encantava com as criações. Poliana Macedo, de 34 anos, não escondeu a empolgação ao contar que costuma frequentar o evento anualmente. “Minha mãe já expôs há alguns anos e a gente não perde nenhuma edição. Costumamos vir umas duas ou três vezes durante toda a edição e fazemos isso todo ano. É apaixonante”, disparou.
Sua mãe, Maria Sônia de Almeida, de 64 anos, que trabalha como artesã em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado, conta que passou oito anos expondo na Fenearte, mas decidiu trocar de papel e se tornar uma visitante assídua. “Isso aqui é uma maravilha. Eu sou apaixonada. Por mim, eu estava aqui todos os dias, porque amo tudo isso. A gente vem e se inspira para o nosso trabalho; vem para ver novas ideias, abrir a mente, ver coisa bonita. Isso é maravilhoso”, pontuou.
Quem deseja conferir a 26ª edição da Fenearte já pode garantir seus ingressos pelo site Evenyx. As entradas custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) de segunda a quinta-feira, e R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia) de sexta a domingo.
Esquema criminoso envolvia a contratação de serviços inexistentes
O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sertão) e da Promotoria de Justiça de Parnamirim, deflagrou hoje (8) a Operação Curto-Circuito. A ação investigativa visa combater um esquema estruturado de fraudes em procedimentos licitatórios que atinge os cofres públicos do município de Terra Nova.
Por determinação do Juízo de Garantias da Comarca de Parnamirim, foram cumpridos, com o apoio operacional da Polícia Militar de Pernambuco, dois mandados de busca e apreensão, sendo um na sede de uma empresa em Caruaru e outro na Prefeitura de Terra Nova.
A apuração da Promotoria de Justiça de Parnamirim tomou como base o Processo Licitatório nº 004/2021, cujo objeto estipulava a prestação de serviços de assessoria técnica e manutenção do parque de iluminação pública municipal.
Os alvos poderão responder, em tese, pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e infrações penais contra a Lei de Licitações.
Inicialmente, o contrato nº 017/2021 foi homologado no montante de R$ 283,9 mil, valor que respeitava o teto legal de R$ 330 mil estipulado para a modalidade licitatória de Convite. Contudo, as auditorias do Gaeco Sertão revelaram a injeção posterior de recursos por meio de três termos aditivos sucessivos sem justificativa técnica ou jurídica idônea.
As alterações elevaram o custo final para quase R$ 443, mil, superando em 34% o teto máximo permitido para a modalidade. Os aditamentos ainda geraram um incremento de 56% sobre o valor inicial da contratação, violando flagrantemente o limite de 25% fixado pela Lei de Licitações e Contratos.
Para o Ministério Público, há indícios de fracionamento irregular de despesa e utilização inadequada de modalidade licitatória com o objetivo de restringir a concorrência e evitar certames mais rigorosos.
NOTAS FRIAS – A linha investigativa aponta que o esquema operava por meio de pessoas jurídicas de fachada, utilizadas para simular a execução de contratos através da inserção de dados falsos em documentos de liquidação, como notas fiscais e boletins de medição.
08/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Eliane Guimaraes
A informação foi divulgada pelo presidente da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, durante apresentação do estudo técnico realizado pela Sudene sobre a ferrovia
Apresentação de estudo técnico sobre a Transnordestina em Pernambuco (Rafael Vieira/DP Foto)
A retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco entrará em votação no Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 15 de julho. A informação foi divulgada pelo presidente da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, durante apresentação do estudo realizado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) sobre a ferrovia nesta terça-feira (7).
Na ocasião, Cassiano Pereira afirmou que o presidente da Infra S.A, Jorge Bastos, havia ligado para informar a data. A votação definirá os rumos da Transnordestina no estado, cujo trecho Salgueiro – Porto de Suape foi retirado do projeto inicial durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Contudo, foi reinserido na gestão de Raquel Lyra.
Desde maio deste ano, o ramal pernambucano enfrenta entraves junto ao TCU. O órgão determinou que o Ministério dos Transportes, como também a Infra S.A. suspendessem novos compromissos financeiros relacionados ao retorno das obras da ferrovia no estado. Para o tribunal, havia ausência de estudos técnicos, econômicos e ambientais.
Estudo
Na tentativa de destravar as obras em Pernambuco, a Sudene apresentou os resultados de um estudo técnico, realizado no último mês, sobre o trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina. O documento trouxe uma análise relacionada à demanda de mercado, questões econômicas e sociais.
Em entrevista ao Diario, o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, salientou que os dados apresentados foram levantados pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Segundo ele, o estudo aponta uma ordem de R$ 4,7 bilhões em valor social. O valor social se refere à geração de emprego, renda, de transformação e desenvolvimento.
“Nós levamos cerca de um mês para fazer esse estudo, desde quando o TCU tomou a decisão. Nós já tínhamos todos os dados macroeconômicos, a partir da cessão dos dados que o governo deu de estudo feito para Suape. A Fiepe nos deu outra parte e pedimos estudos complementares à Consultoria Nelog, Nordeste Logística, demonstrando o que é carga, potencialidade, de onde vem, quais cargas saem do Porto [de Suape] para o interior, quais vêm do interior para o Porto. Porque a estrada tende a ligar o Porto de Suape até Matopiba, até o Piauí”.
No levantamento apresentado, a estimativa é que a ferrovia tenha uma movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas por ano no que se refere à exportação de minérios e grãos. Ademais, o estudo aponta um impacto de cerca de R$ 8,23 bilhões no Valor Adicional Bruto (VAB), como também se projeta a criação de 9,6 mil empregos permanentes. Essas vagas seriam distribuídas entre a operação ferroviária, os terminais de carga e as atividades econômicas.
À reportagem, o superintendente da Sudene ressalta que o estudo foi enviado à Infra, como também para o Ministério dos Transportes. “Nós levaremos ao TCU”, disse. A expectativa, conforme Francisco Ferreira Alexandre, é que o levantamento técnico altere o voto que paralisou as obras da Transnordestina em Pernambuco.
Apresentação do estudo técnico sobre a Transnordestina (Rafael Vieira/ DP Foto)
Momento crítico
Também presente na apresentação, o senador Humberto Costa (PT) pontuou os avanços da Transnordestina no Ceará e classificou a paralisação do ramal pernambucano como um “momento bastante crítico”.
“Nós estamos assistindo à inauguração consecutiva de trechos da Transnordestina, no ramal que vai para o Pecém, com uma previsão de que, até meados de 2027, a estrada estará concluída. No entanto, no nosso caso, quando a gente tinha uma pequena luz, não era uma grande luz, porque a gente sabe que o recurso que foi liberado para o início das obras era muito pouco, mas ele tinha um simbolismo importante”.
Na análise de Costa, a retomada das obras deve atrair diversos segmentos empresariais do setor, assim como a iniciativa privada. “A partir do momento em que esses passos forem dados, eu não tenho dúvidas de que surgirão investidores estrangeiros, investidores brasileiros, e a gente vai poder construir um novo desenho para que uma concessão seja feita”.
O senador defende que, além dos recursos federais, também sejam usados empenhos privados. “Se nós formos apenas com esses recursos federais, por mais que eles possam vir, não há a perspectiva de a gente ter essa ferrovia pronta antes de 2030, talvez até um pouco mais para frente”, explanou.
Em recente entrevista ao Diario de Pernambuco, a vice-governadora, Priscila Krause (PSD) declarou que o trecho Salgueiro-Suape deve ser executado inicialmente com recursos públicos.
“O primeiro passo foi conseguir que o ramal de Pernambuco, que é o ramal Salgueiro-Suape, voltasse para o projeto da Transnordestina. Depois, nós conseguimos a decisão política do governo federal de que essa obra seria retomada como uma obra pública, com recursos públicos”.
Ainda durante a fala, Humberto Costa também criticou a suspensão da obra pelo Tribunal de Contas da União e alegou que a decisão foi tomada “sem informação adequada, sem estudo prévio e cuidadoso”.
Perseguição política
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado João Paulo (PT) também esteve presente no evento. Na análise do parlamentar, a retirada do trecho Salgueiro-Suape do projeto original da Transnordestina é consequência da perseguição política durante o governo Bolsonaro.
“A obra do trecho de Pernambuco foi retirada pelo governo Bolsonaro. Isso significou que os interesses econômicos de grupos econômicos foram mais fortes no governo passado. Então houve perseguição política ao estado de Pernambuco. Pernambuco foi muito discriminado pelo governo Bolsonaro, acompanhei isso como deputado estadual, no governo Paulo Câmara (PSB) e o estado sentiu muito”, afirmou.
Com a votação no TCU prevista para o dia 15 deste mês, João Paulo aponta que a expectativa é positiva e ressalta os ganhos para a classe trabalhadora. “Só o cenário que foi apresentado, na estimativa de geração de 13 mil empregos na fase de obras e, depois, mais 9 mil postos de trabalho, é um ganho fundamental para a classe trabalhadora”.
Na disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco, o número de prefeitos aliados, em uma eleição polarizada, rege o compasso do voto cruzado.
Analistas têm um diagnóstico: o pragmatismo das bases vai ditar o ritmo das urnas, pulverizando coligações verticais a partir da assimetria entre as duas principais forças do estado.
O ex-prefeito João Campos formou uma chapa que tenta harmonizar o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada Marília Arraes (PDT) – detentora de apelo popular, mas carente de prefeitos.
E a governadora Raquel Lyra (PSD) dispõe de Fernando Dueire (PSD) e Túlio Gadêlha (PSD), e de um imbróglio na União Progressista. A federação precisa decidir se vai bailar com Eduardo da Fonte (PP) ou Miguel Coelho (União), força política no Sertão.
A indefinição no palanque governista transforma os votos cruzados em terreno fértil para Humberto Costa. Respaldado pela força do presidente Lula, o petista pisa com serenidade em bases adversárias. Dos cerca de 130 prefeitos, mais de 80 integram o bloco de Raquel Lyra.
Essa transversalidade expõe o voto compartilhado na roda. Defensor do municipalismo, Dueire construiu alianças que transcendem partidos. Muitos prefeitos que marcam passos com ele seguem Humberto.
Já o grupo comandado pelo deputado Eduardo da Fonte responde ao alinhamento governista, reflexo do espaço ocupado pelo partido no estado. O mundo político acompanha a coreografia de Da Fonte, e suas cerca de 30 prefeituras tendem a marchar no mesmo tom das diretrizes do Palácio das Princesas.
Em busca da unidade
Quem esteve em Brasília, na reunião de Raquel Lyra com Antônio de Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP), da Federação União Progressista, viu uma governadora firme. Historiou os fatos e quis saber quem seguirá junto. O deputado Fernando Filho (União), irmão de Miguel Coelho, assegurou. Já o deputado Eduardo da Fonte (PP), não.
Os preferidos
Após explicar o passo a passo das negociações em Pernambuco, Raquel Lyra teria defendido os nomes do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e do deputado Túlio Gadêlha para o Senado. Também avisou que não pretende abrir mão da vice Priscila Krause.
Aprovado
OPP terá nova reunião com Raquel Lyra esta semana. Fontes garantem que Ciro Nogueira já tomou a decisão, e ela ratifica a posição da executiva. Com cinco votos a favor e duas abstenções, a federação no estado aprovou o nome de Eduardo da Fonte ao Senado.
Militância
Os pré-candidatos ao governo de Pernambuco João Campos; o vice Carlos Costa; e ao Senado Humberto Costa e Marília Arraes terão encontro hoje com a juventude petista. A partir das 17h, no Hotel Vila Park, no bairro da Soledade, área central do Recife.
08/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Adriana Guarda
A feira acontece de 8 a 19 de julho no Pernambuco Centro de Convenções, com expectativa de receber mais de 340 mil pessoas em 12 dias
25ª edição da Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) – JAILTON JR./JC IMAGEM
Nesta quarta-feira, o pavilhão do Pernambuco Centro de Convenções abre as portas para a 26a Fenearte, maior feira de artesanato da América Latina, que segue até o dia 19. Este ano o tema é “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”, homenageando o artesanato em couro. O tema estará presente em toda a feira: na cenografia, na moda, na cozinha e nos estandes.
Realizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Adepe, a Fenearte reúne 5 mil artesãos, distribuídos em mais de 700 espaços de comercialização, trazendo artesanato de 24 estados e de 30 países. São 12 dias de feira com uma programação extensa, com oficinas, salões de arte, desfiles de moda, palestras (Conversas Instigantes), Circuito Fenearte, e Pernambuco Meu País. O JC preparou um guia para quem vai visitar a feira e quer se programar.
Horários e ingressos
Imagem da Fenearte 2025 – (Thiago Silveira/Fenearte)
A feira abre de segunda a sexta, das 14h às 22h, e nos sábados e domingos, das 10h às 22h. Os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) de segunda a quinta, e R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia) de sexta a domingo, valores que a organização aponta como os mais baratos entre as grandes feiras do Brasil.
A compra pode ser feita online, pelo site www.evenyx.com/26a-fenearte, com link também disponível no Instagram @fenearte, ou em pontos físicos espalhados pela Região Metropolitana e pelo interior. Vendem ingressos as lojas do Artesanato de Pernambuco no Palazzo Itália (Bairro do Recife) e nos shoppings Recife e Tacaruna, as unidades da Casa do Pará, da Trois Barbearia e da Crosby, a loja Crabolando (Plaza) e o quiosque Parcele Aqui no Vitória Park Shopping, em Vitória de Santo Antão. Os ingressos também estarão disponíveis no site oficial www.fenearte.pe.gov.br.
Translado gratuito
Quem preferir deixar o carro em casa tem cinco rotas de traslado gratuito, com partidas dos shoppings Recife, RioMar, Plaza, Tacaruna e Patteo. Os ônibus circulam das 13h às 23h de segunda a sexta, e das 9h às 23h nos fins de semana, com embarque e desembarque nos estacionamentos. A novidade é o terminal de passageiros dentro da feira, próximo à entrada principal.
Para quem vai de carro, o estacionamento do Centro de Convenções cobra R$ 13 pela primeira hora e R$ 7 por hora excedente ou fração. A diária de até 12 horas sai por R$ 35.
Salões de Arte e Espaço Janete Costa
Nem tudo na Fenearte exige ingresso. O Átrio, área de entrada da feira com bilheteria ampla e totens de autoatendimento para evitar filas, pode ser visitado gratuitamente. É ali que ficam o Espaço Janete Costa, que une artesanato, arquitetura e design e recebe os bate-papos e lançamentos de livros das Conversas Instigantes, e os quatro salões de arte.
São eles o 21º Salão de Arte Popular Ana Holanda, o 19º Salão de Artes Sustentáveis, o 10º Salão de Arte Popular Religiosa e o 2º Salão Pernambuco Faz Design, com mobiliários e objetos. O público vota na peça favorita de cada salão, e os autores mais votados recebem o prêmio de Aclamação Popular.
Alameda dos Mestres
25ª edição da Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) – JAILTON JR./JC IMAGEM
A Alameda dos Mestres é a identidade da feira, onde estão os 64 estandes de mestras e mestres vivos e das famílias que continuam legados da tradição popular. A estreante este ano é a Mestra Francisca Xukuru, do povo Xukuru, da Aldeia Pé de Serra dos Nogueiras, em Pesqueira. Aos 80 anos, presente na feira desde a primeira edição, ela trabalha com a renascença “desde menina” e diz que o artesanato “foi a solução de tudo”. Francisca ocupa o estande deixado pelo Mestre Roque Santeiro, falecido em fevereiro deste ano, em Petrolina, vítima de leucemia. O trabalho em madeira do Mestre Heleno, de Tracunhaém, que também faleceu este ano, segue exposto pelas mãos da família.
Rota do couro
Quem quiser ver de perto o tema da edição pode montar um roteiro próprio atrás dos seleiros homenageados. Irineu do Mestre, de Salgueiro, leva à feira os “bonéus” de couro que João Gomes usa nos palcos, peças de uma linhagem de mestres iniciada pelo pai, Zé do Mestre. Fafá Belém, de Petrolândia, apresenta sandálias, bolsas e carteiras feitas com couro de tilápia, técnica que transformou a economia do seu território. Jailson Marcos, radicado no Recife, expõe os acessórios e calçados que marcam a moda autoral pernambucana. O Ciclo do Couro de Exu, eternizado por nomes como Zé Venceslau, e as seleiras e seleiros de Cachoeirinha, epicentro nacional das selas e arreios, completam o universo reverenciado pelo tema, presente também na ambientação da Alameda dos Mestres e nos desfiles da Moda Fenearte.
O couro na moda
A Moda Fenearte toma os dois sábados da feira com nove desfiles que celebram a moda autoral pernambucana, este ano com o couro como estrela das passarelas. Entre as atrações, desfilam as criações dos 15 finalistas do 3º Desafio MAPE (Moda Autoral de Pernambuco), concurso que revela estudantes de moda e design do Estado e premia os três primeiros em dinheiro.
Oficinas
Entre as atrações mais disputadas da feira, as Oficinas Fenearte ensinam ao público técnicas como xilogravura, biojoias e trabalho com reciclados, passadas por quem domina o ofício. São cerca de 13 oficinas no Mezanino, que no ano passado reuniram 1,6 mil participantes.
Cozinha Fenearte
Cozinha Fenearte vai receber aulas de gastronomia em reverência à gastronomia sertaneja – Divulgação
A Cozinha Fenearte oferece 17 aulas de gastronomia dedicadas à cozinha sertaneja, tema escolhido em diálogo com a homenagem aos seleiros. A novidade deste ano é a mistura entre música e fogão, com receitas inspiradas em aboios e aboios inspirados em receitas, para ver, vivenciar e saborear. As aulas contam com intérpretes de Libras.
Estandes
O passeio pelos corredores também atravessa fronteiras. Além dos expositores de todas as regiões de Pernambuco, a feira reúne artesãos de 24 estados brasileiros e de mais de 30 países, cada estande com as técnicas, as matérias-primas e as tradições do seu lugar de origem. É a chance de comprar, numa mesma tarde, uma peça do Sertão pernambucano, do Norte do Brasil e do outro lado do mundo sem sair de Olinda.
Pernambuco Meu País
Palco do Pernambuco Meu País funciona na Praça de Alimentação – Divulgação
A Praça de Alimentação entra no clima do Festival Pernambuco Meu País, com programação da Fundarpe e da Secretaria de Cultura de Pernambuco. São mais de 70 atrações musicais nos 12 dias, da cultura popular à cena contemporânea.
Feira acessível
Pessoas com deficiência visual, neurodivergentes, surdas ou ensurdecidas contam com visitas guiadas com acessibilidade comunicacional, que em 2025 atenderam mais de 350 pessoas. Há intérpretes de Libras nas programações da Cozinha Fenearte e das Conversas Instigantes, além de cadeiras de rodas disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida.
Circuito Fenearte
Pelo quarto ano, o Circuito Fenearte leva programação paralela para fora do Centro de Convenções, com imersões por ateliês e espaços de arte, cultura e economia criativa na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata e no Agreste.
08/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Eliane Guimarães
A informação foi divulgada pelo presidente da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, durante apresentação do estudo técnico realizado pela Sudene sobre a ferrovia
Apresentação de estudo técnico sobre a Transnordestina em Pernambuco (Rafael Vieira/DP Foto)
A retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco entrará em votação no Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 15 de julho. A informação foi divulgada pelo presidente da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, durante apresentação do estudo realizado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) sobre a ferrovia nesta terça-feira (7).
Na ocasião, Cassiano Pereira afirmou que o presidente da Infra S.A, Jorge Bastos, havia ligado para informar a data. A votação definirá os rumos da Transnordestina no estado, cujo trecho Salgueiro – Porto de Suape foi retirado do projeto inicial durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Contudo, foi reinserido na gestão de Raquel Lyra.
Desde maio deste ano, o ramal pernambucano enfrenta entraves junto ao TCU. O órgão determinou que o Ministério dos Transportes, como também a Infra S.A. suspendessem novos compromissos financeiros relacionados ao retorno das obras da ferrovia no estado. Para o tribunal, havia ausência de estudos técnicos, econômicos e ambientais.
Estudo
Na tentativa de destravar as obras em Pernambuco, a Sudene apresentou os resultados de um estudo técnico, realizado no último mês, sobre o trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina. O documento trouxe uma análise relacionada à demanda de mercado, questões econômicas e sociais.
Em entrevista ao Diario, o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, salientou que os dados apresentados foram levantados pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Segundo ele, o estudo aponta uma ordem de R$ 4,7 bilhões em valor social. O valor social se refere à geração de emprego, renda, de transformação e desenvolvimento.
“Nós levamos cerca de um mês para fazer esse estudo, desde quando o TCU tomou a decisão. Nós já tínhamos todos os dados macroeconômicos, a partir da cessão dos dados que o governo deu de estudo feito para Suape. A Fiepe nos deu outra parte e pedimos estudos complementares à Consultoria Nelog, Nordeste Logística, demonstrando o que é carga, potencialidade, de onde vem, quais cargas saem do Porto [de Suape] para o interior, quais vêm do interior para o Porto. Porque a estrada tende a ligar o Porto de Suape até Matopiba, até o Piauí”.
No levantamento apresentado, a estimativa é que a ferrovia tenha uma movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas por ano no que se refere à exportação de minérios e grãos. Ademais, o estudo aponta um impacto de cerca de R$ 8,23 bilhões no Valor Adicional Bruto (VAB), como também se projeta a criação de 9,6 mil empregos permanentes. Essas vagas seriam distribuídas entre a operação ferroviária, os terminais de carga e as atividades econômicas.
À reportagem, o superintendente da Sudene ressalta que o estudo foi enviado à Infra, como também para o Ministério dos Transportes. “Nós levaremos ao TCU”, disse. A expectativa, conforme Francisco Ferreira Alexandre, é que o levantamento técnico altere o voto que paralisou as obras da Transnordestina em Pernambuco.
Apresentação do estudo técnico sobre a Transnordestina (Rafael Vieira/ DP Foto)
Momento crítico
Também presente na apresentação, o senador Humberto Costa (PT) pontuou os avanços da Transnordestina no Ceará e classificou a paralisação do ramal pernambucano como um “momento bastante crítico”.
“Nós estamos assistindo à inauguração consecutiva de trechos da Transnordestina, no ramal que vai para o Pecém, com uma previsão de que, até meados de 2027, a estrada estará concluída. No entanto, no nosso caso, quando a gente tinha uma pequena luz, não era uma grande luz, porque a gente sabe que o recurso que foi liberado para o início das obras era muito pouco, mas ele tinha um simbolismo importante”.
Na análise de Costa, a retomada das obras deve atrair diversos segmentos empresariais do setor, assim como a iniciativa privada. “A partir do momento em que esses passos forem dados, eu não tenho dúvidas de que surgirão investidores estrangeiros, investidores brasileiros, e a gente vai poder construir um novo desenho para que uma concessão seja feita”.
O senador defende que, além dos recursos federais, também sejam usados empenhos privados. “Se nós formos apenas com esses recursos federais, por mais que eles possam vir, não há a perspectiva de a gente ter essa ferrovia pronta antes de 2030, talvez até um pouco mais para frente”, explanou.
Em recente entrevista ao Diario de Pernambuco, a vice-governadora, Priscila Krause (PSD) declarou que o trecho Salgueiro-Suape deve ser executado inicialmente com recursos públicos.
“O primeiro passo foi conseguir que o ramal de Pernambuco, que é o ramal Salgueiro-Suape, voltasse para o projeto da Transnordestina. Depois, nós conseguimos a decisão política do governo federal de que essa obra seria retomada como uma obra pública, com recursos públicos”.
Ainda durante a fala, Humberto Costa também criticou a suspensão da obra pelo Tribunal de Contas da União e alegou que a decisão foi tomada “sem informação adequada, sem estudo prévio e cuidadoso”.
Perseguição política
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado João Paulo (PT) também esteve presente no evento. Na análise do parlamentar, a retirada do trecho Salgueiro-Suape do projeto original da Transnordestina é consequência da perseguição política durante o governo Bolsonaro.
“A obra do trecho de Pernambuco foi retirada pelo governo Bolsonaro. Isso significou que os interesses econômicos de grupos econômicos foram mais fortes no governo passado. Então houve perseguição política ao estado de Pernambuco. Pernambuco foi muito discriminado pelo governo Bolsonaro, acompanhei isso como deputado estadual, no governo Paulo Câmara (PSB) e o estado sentiu muito”, afirmou.
Com a votação no TCU prevista para o dia 15 deste mês, João Paulo aponta que a expectativa é positiva e ressalta os ganhos para a classe trabalhadora. “Só o cenário que foi apresentado, na estimativa de geração de 13 mil empregos na fase de obras e, depois, mais 9 mil postos de trabalho, é um ganho fundamental para a classe trabalhadora”.