Polícia identifica segundo suspeito de participação em tentativa de atentado terrorista em Brasília

26/12/22

Por 247

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Suspeito, identificado como Alan Diego Rodrigues, está sendo procurado e existe a possibilidade de que ele já tenha deixado a capital federal

www.brasil247.com - Arsenal com armas e munições com o suspeito de deixar um artefato explosivo perto do aeroporto de Brasília | Polícia realiza ação antibomba perto do aeroporto de Brasília após descoberta de suposto artefato explosivoArsenal com armas e munições com o suspeito de deixar um artefato explosivo perto do aeroporto de Brasília | Polícia realiza ação antibomba perto do aeroporto de Brasília após descoberta de suposto artefato explosivo (Foto: Divulgação/Polícia Civil | REUTERS/Adriano Machado)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou um segundo suspeito de participação na tentativa de um atentado a bomba nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília para impedir a posse do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 1 de janeiro. De acordo com a Band, o suspeito, identificado como Alan Diego Rodrigues, está sendo procurado e existe a possibilidade que ele já tenha deixado a capital federal.
O nome Alan foi citado pelo terrorista bolsonarista George Washington De Oliveira Sousa, 54, preso por planejar o atentado ao terminal aeroportuário, em seu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal. Ele admitiu que o crime seria praticado por razões políticas. O bolsonarista teve a prisão preventiva decretada pela JUstiça e foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda na tarde de domingo (25)..
“Eu resolvi elaborar um plano com os manifestantes do QG do Exército para provocar a intervenção das Forças Armadas e a decretação de estado de sítio para impedir instauração do comunismo Brasil. No dia vários manifestantes do acampamento conversaram comigo e sugeriram que explodíssemos uma bomba no estacionamento do Aeroporto de Brasília durante a madrugada e, em seguida, fizéssemos denúncia anônima sobre a presença de outras duas bombas no interior da área de embarque”, disse Sousa em seu depoimento à PCDF, de acordo com a reportagem.

Acampamentos bolsonaristas viraram incubadoras de terroristas, diz Flávio Dino

26/12/22

Conteúdo Estadão

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O senador eleito pelo Maranhão cumprimentou a PCDF pela prisão de empresário acusado de plantar bomba

EVARISTO SA / AFP
Flávio Dino , futuro ministro da Justiça: sob pressão de aliados, já havia desistido de indicado para a PRF – FOTO: EVARISTO SA / AFP

“Os graves acontecimentos de ontem em Brasília comprovam que os tais acampamentos patriotas viraram incubadoras de terroristas. Medidas estão sendo tomadas e serão ampliadas, com a velocidade possível”, disse Dino no Twitter. “O armamentismo gera outras degenerações. Superá-lo é uma prioridade”.

O senador eleito pelo Maranhão cumprimentou a PCDF pela prisão do empresário, mas afirmou que é necessário agir contra o que vê como crimes políticos. “Reitero o reconhecimento à Polícia Civil do DF, que agiu com eficiência. Mas, ao mesmo tempo, lembro que há autoridades federais constituídas que também devem agir, à vista de crimes políticos”, escreveu.

Dino afirmou que o futuro diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanha o caso. “As investigações sobre o inaceitável terrorismo prosseguem”, afirmou Dino. “Não há pacto político possível e nem haverá anistia para terroristas, seus apoiadores e financiadores”, concluiu.

Polícia encontrou artefato próximo ao aeroporto

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que uma bomba foi deixada na manhã do sábado, 24, na Estrada Parque Aeroporto, próximo do Aeroporto Internacional de Brasília. O objeto foi encontrado à margem da pista de rolamento, no gramado de um canteiro central.

O homem responsável por deixar o artefato na estrada foi encontrado e preso em um apartamento em Sudoeste, na região central do Distrito Federal – ele confessou que tinha intenção de explodir o artefato no aeroporto Juscelino Kubitschek. O empresário foi autuado por posse e porte ilegal de armas, munições e explosivos e crime contra o estado democrático de direito.

Paulo Câmara entrega obras no Sertão do Moxotó, Agreste Central e Zona da Mata

26/12/22

Imprensa PE

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O governador Paulo Câmara (foto) inaugura, nesta segunda-feira (26.12), obras de infraestrutura, esgotamento sanitário, desenvolvimento urbano e abastecimento de água em agenda nas regiões do Sertão do Moxotó, Agreste Central e Zona da Mata, previstas no Plano Retomada. Os compromissos são nos municípios de Arcoverde, Belo Jardim, Tacaimbó, Caruaru, Pombos e Vitória de Santo Antão.

 

 

Veja Programação: 

 

Arcoverde

8h – Inauguração da Adutora do Agreste – Trecho Barragem do Ipojuca/ Distrito de Mimoso

Local: Barragem do Ipojuca

Belo Jardim

9h10 – Inauguração das obras de terraplanagem, pavimentação, drenagem e sinalização do trecho da BR-232 ao Distrito de Água Fria

Local: Distrito de Água Fria

9h40 – Inauguração do Parque Ambiental Janelas para o Rio

Local: Rua Antônio Gonzaga, 363 – São Pedro – Antigo Parque do Bambu

10h10 – Inauguração do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Belo Jardim

Local: Avenida Cinquentenário, s/n – Cohab-1

Tacaimbó

11h – Visita às obras de restauração da PE-144

Local: Entrada da Cidade

11h30 – Inauguração das obras de terraplanagem, pavimentação, drenagem e sinalização em vias urbanas no Loteamento Santo Antônio

Local: Rua Antônio Nunes Pereira – Loteamento Santo Antônio

Caruaru

12h40 – Inauguração do Centro de Hemodiálise do Hospital Mestre Vitalino

Local: BR-104, 756 – Luiz Gonzaga

Pombos

14h20 – Inauguração da primeira etapa de obras da PE-058

Local: Largo da Usina Nossa Senhora do Carmo, a 12 quilômetros da BR-232

14h50 – Inauguração da rede de distribuição para atendimento das localidades de Dois Leões e Vila São José

Local: Praça de Dois Leões, s/n – Às margens da antiga BR-232

Vitória de Santo Antão

15h40 – Inauguração da ampliação do abastecimento para o bairro de Cajueiro e da nova rede de distribuição do bairro Belo Horizonte

Local: Avenida Henrique de Holanda, s/n – Cajueiro

16h10 – Inauguração da 1ª etapa da PE-045

Local: Marco Zero da PE-045 – Ao lado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

Codevasf decide gastar com novo galpão em vez de agilizar doações de cisternas

26/12/22

 

Flávio Ferreira/Folhapress

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No fim do ano passado, a reportagem foi a Petrolina (PE), a 713 km do Recife, e mostrou que a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) mantinha em estoque dezenas de cisternas, caixas-d’água, tratores, implementos agrícolas e tubos de irrigação comprados com recursos de emendas parlamentares.

Os equipamentos já davam sinais de desgaste com o tempo e alguns deles, como canos e reservatórios de água, estavam lá há mais de um ano, segundo relatos de moradores da região.

Eles suspeitavam que os produtos estavam sendo guardados para distribuição no ano eleitoral de 2022.

Com base na publicação do jornal, o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) a realização de uma investigação sobre o fato.

A corte de contas abriu então uma apuração e constatou que à época da reportagem, em 2021, a regional da Codevasf em Petrolina mantinha estocados mais de 5.000 reservatórios de água. Desse total, a maior parte era de caixas d’água de 500 litros, com 3.800 unidades.

Seis meses após a publicação, em meados deste ano, o estoque ainda era alto, com 4.300 unidades, de acordo com a fiscalização do TCU.

A Codevasf informou ao Tribunal de Contas que tanto no fim de 2021 quanto em junho havia em suas dependências “apenas caixas d’água e tanques oriundos de emendas parlamentares”.

Os controles fornecidos pela estatal também indicaram 7.900 tubos de PVC armazenados em dezembro do ano passado, número que subiu para cerca de 11 mil unidades em junho.

A auditoria constatou que “os equipamentos estavam armazenados de forma precária”.

De acordo com o TCU, para corrigir essa situação, a Codevasf decidiu então construir um galpão metálico para armazenar os produtos.

O passo inicial foi contratar, sem licitação, a empresa Inoxtec Ltda. para fazer o projeto do novo depósito.

O preço só do projeto foi orçado em R$ 100 mil. O contrato recebeu um aditivo que prorrogou a entrega do trabalho para outubro.

A reportagem indagou à Codevasf qual era o estoque de reservatórios de água em 30 de outubro deste ano, data do segundo turno das eleições gerais, uma vez que os moradores da região anteviam que a velocidade das entregas aumentaria em função das votações.

A estatal respondeu que no dia do turno final das eleições o estoque de reservatórios era de 2.300 unidades, ou seja, houve aceleração na distribuição dos produtos nos meses pré-eleitorais.

Nos anos de 2019 e 2020 a superintendência da Codevasf em Petrolina gastou cerca de R$ 490 milhões oriundos de emendas parlamentares.

Elas foram apresentadas por 26 congressistas da bancada pernambucana, de vários partidos de situação e oposição, de acordo com relatório fornecido pelo órgão federal à Câmara Municipal de Petrolina, por solicitação do vereador Gilmar dos Santos Pereira (PT).

Porém, quase 70% das verbas foram destinadas pelo ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Do total, pelo menos R$ 125 milhões foram endereçados pelo senador por meio das chamadas emendas do relator, de acordo com documentos do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Segundo o relatório obtido pelo vereador, no biênio 2019/2020 a regional do órgão federal usou 28% dos recursos provenientes de emendas para compra de máquinas e equipamentos, 9% para perfuração e instalação de poços e 7% para recuperação e implantação de reservatórios hídricos, o que corresponde a um total de cerca de R$ 215 milhões.

Codevasf diz que precisa estocar para concluir processos de doação Procurada pela reportagem, a Codevasf afirmou que a entrega dos equipamentos envolve vários passos, como a elaboração de relatórios, avaliação de conveniência socioeconômica, visitas técnicas, emissão de pareceres e publicação de informações no Diário Oficial da União.

“Até que os procedimentos de transferência sejam concluídos, é necessária a permanência dos equipamentos em áreas de armazenamento”, de acordo com a estatal.

De acordo com a Codevasf, a contratação do projeto dos galpões modulares metálicos foi feita sem licitação pois a legislação permite a dispensa de concorrência pública para estatais que vão contratar obras e serviços de engenharia com valor de até R$ 100 mil.

O projeto do galpão está em fase de revisão, segundo a empresa pública.

Indagada sobre a precariedade na estocagem dos produtos, a estatal respondeu que “os bens ficam armazenados em área da Codevasf sob vigilância permanente (24 horas diárias). Recinto coberto abriga parte dos equipamentos”.

Quanto aos fatos de manter estoques altos e acelerar entregas em período eleitoral, a estatal afirmou que “aquisições e doações de bens pela Codevasf ocorrem continuamente — há fluxo constante de entrada e saída de equipamentos nos espaços de armazenamento mantidos pela companhia. Por essa razão, o estoque é sempre positivo”.

“Eventual avaliação do ritmo de entregas não deve ser realizada por meio de mera subtração de quantidades existentes em estoque em diferentes datas”, completou.

Entenda decisão que barrou emendas de relator

Decisão da Justiça

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade das emendas de relator na segunda (19). Os ministros entenderam que é irregular, por exemplo, a falta de identificação de quem pediu os recursos

Moeda de troca

Esse tipo de emenda foi instituído em 2020 para destinar recursos federais a despesas de interesse de congressistas. A estatal Codevasf foi um dos principais destinos das verbas indicadas por deputados e senadores alinhados com o governo e a cúpula do Congresso

Manobra

Ao aprovar o Orçamento para 2023 na última semana, o Congresso distribuiu os R$ 19,4 bilhões de emendas de relator previstas para o ano em emendas individuais (R$ 9,6 bi) e orçamento para execução dos ministérios (R$ 9,8 bi), mantendo viva a lógica por trás desse tipo de emenda

Indígenas invadem marquise do Supremo para pedir a soltura de cacique bolsonarista

26/12/22

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Índios saltaram o primeiro alambrado que cerca a sede do Supremo

www.brasil247.com - Ato de indígenas em Brasília (DF)
Ato de indígenas em Brasília (DF) (Foto: Reprodução)

–Um grupo de indígenas invadiu a marquise do Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a soltura do cacique José Acácio Tserere Xavante, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), e preso neste mês por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento em manifestações favoráveis a um golpe no Brasil.

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José Acácio Serere Xavante e Clenio. Foto: Reprodução(Photo: Reprodução)Reprodução

Os indígenas saltaram o primeiro alambrado que cerca a sede do Supremo, mas não chegaram a invadir o prédio.

Neste mês, apoiadores de Bolsonaro protestaram contra a prisão do cacique. Manifestantes colocaram fogo e quebraram carros nas proximidades da sede da Polícia Federal, em Brasília (DF).

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Bolsonaristas colocam fogo em carros na capital federal. Foto: Reprodução(Photo: Reprodução)Reprodução

Justiça decreta prisão preventiva de terrorista bolsonarista

25/12/22

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Criminoso que tinha arsenal explosivo pretendia explodir o aeroporto de Brasília

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George Washington (Foto: Reprodução (PCDF))

 O empresário bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa, 54, ficará preso por tempo indeterminado, após decisão da juíza Acácia Regina Soares de Sá, do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) durante audiência de custódia. Ele confessou no sábado (24) à polícia ter montado uma bomba numa área de acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília.

O terrorista confessou ainda que planejou com os acampados no QG do Exército instalar explosivos em pelo menos dois locais da capital federal para “dar início ao caos” e provocar uma intervenção militar.

A bomba encontrada próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília foi neutralizada pelas forças de segurança pública no sábado. George também revelou planos de instalar explosivos em postes de energia próximos a uma subestação de distribuição em Taguatinga.

Especial de domingo: “Não foi fácil o nosso governo. Fazemos uma avaliação com muito pé no Chão, depois de 8 anos de gestão, diz Paulo Câmara

25/12/22

Por Adriana Guarda/JC

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Em entrevista ao Jornal do Commercio, Paulo Câmara (PSB) comentou as dificuldades que enfrentou e diz que deixa as contas públicas para Raquel Lyra em melhores condições do que teve nos últimos 8 anos

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Paulo Câmara comenta seu balanço de 8 anos de gestão, em entrevista ao Jornal do Commercio – FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se despede do Palácio do Campo das Princesas, no dia 1º de janeiro, quando entregará o comando da Casa à primeira governadora eleita do Estado, Raquel Lyra (PSDB). Provavelmente será o primeiro encontro dos dois após a campanha eleitoral. Bastante atacado por Raquel, na fase de transição, Paulo preferiu manter distância.

Nesta entrevista ao JC, sobre o balanço dos seus 8 anos, o governador fala sobre as dificuldades que enfrentou na condução do Estado por conta da recessão de 2015 e 2016 e da pandemia da covid-19, sobre desemprego, desigualdade, entraves para captar recursos, obras de infraestrutura, Plano Retomada, futuro na vida pública e o que ele considera ter sido a marca de sua gestão.

Jornal do Commercio – Que área que o senhor considera a marca de sua gestão ? Por quê?

Paulo Câmara – A gente tem tido uma avaliação do nosso governo de uma maneira muito pé no chão. Não foi fácil o nosso governo, porque foram oito anos muito difíceis no Brasil todo.

A crise econômica que nós tivemos em 2015/2016, onde o PIB foi negativo e muitas empresas fecharam ou precisaram diminuir de tamanho, o Estado precisou se ajustar.

Quando vem a crise, o Estado precisa crescer mesmo com a economia diminuindo, precisa aumentar a oferta de saúde, educação, a segurança. Tem sempre uma questão atrelada à vulnerabilidade social, então entendemos que precisávamos aprimorar a gestão como uma forma de vencer tantas crises. Em 2017 também houve problemas, depois tivemos a eleição …

JC – O senhor esteve reunido com o presidente eleito Lula e com a cúpula do PSB e existe uma expectativa de que o senhor possa fazer parte do governo federal. Como foi essa conversa? Houve algum convite direto por parte do presidente Lula?

Câmara – Sempre deixei muito claro, desde esse processo de defesa da candidatura do presidente Lula lá atrás, a importância histórica da vitória dele para a reconstrução do País e sempre defendi que o PSB fosse aliado de primeira hora, como foi. E fomos contemplados com com a indicação do Alckmin dentro de uma costura política muito bem feita.

Nós sabíamos que a partir do momento que nos inserimos na aliança da forma que está sendo feita, a gente tem que ajudar da melhor forma. ]

JC – Em agosto de 2021, o senhor lançou o Plano Retomada, na tentativa de recuperar o tempo perdido com a pandemia, atrair investimentos, gerar empregos e apostar na infraestrutura. Como o senhor entrega o programa, que realizações conseguiu fazer?

Câmara – O Plano Retomada pega um conjunto de ações que nós tínhamos planejado para executar em 2020 e 2021.

A pandemia atrapalhou e tivemos a necessidade de reprogramar as ações para o final de 2021 e 2022.

O Plano prevê a recuperação de todas as estradas de Pernambuco e a grande parte delas está em obras, algumas já foram inauguradas ou já estão com andamento bem avançado. Previa também a questão do abastecimento de água. Na próxima segunda-feira (26), nós estamos entregando uma etapa importante da Adutora do Agreste.

JC – Com esse movimento, o senhor deixa para a governadora eleita, Raquel Lyra, uma condição fiscal melhor do que dispôs em seu governo.

Câmara – Deixo com satisfação, porque lutei muito para não acontecer em Pernambuco o que aconteceu em Estados inclusive fortes do País, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e o vizinho Rio Grande do Norte, que quebraram.

JC – Ao longo da gestão do senhor, Suape teve oito presidentes. O Porto não é um ativo econômico importante demais para passar por tanta descontinuidade?

Câmara – Veja, você não está confundindo presidente com vice-presidente? Tivemos Thiago Norões, que acumulou a secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Porto de Suape, depois Marcos Batista ficou quase dois anos. Teve um período de interinidade realmente no final do nosso primeiro governo, com três presidentes, até assumir Leonardo Cerquinho.

Depois entrou Roberto Gusmão que saiu para cuidar de questões pessoais. Os presidentes ficaram, em média, 2 anos em Suape e essa oscilação não afetou nenhum investimento em Suape.

JC – Por que os investimentos foram tão baixos na gestão do senhor? Mesmo com a crise e a pandemia, Estados do Nordeste investiram mais, como Ceará, Bahia e até Alagoas.

Câmara – Quando assumimos o governo, não conseguimos captar recursos com Dilma (Rousseff). No governo Temer, do dia para a noite, ele mudou a metodologia do Capag (capacidade de pagamento), o que fez com que o Estado passasse de Capag B para C.

O Ceará nunca perdeu Capag deles, porque se enquadrou naquelas metodologias. Conseguimos investir uma média de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão por ano, mas sabemos que isso é muito pouco para atender às demandas da população. O ideal seria aplicar R$ 3 milhões por ano.

JC – A taxa de desemprego em Pernambuco até 2014 era de um dígito (8%). Ao longo da gestão do senhor foi para dois dígitos e seguiu escalando com pequenas quedas, até alcançar o recorde de mais de 20% no ano passado, ficando entre as maiores do Brasil. O que provocou essa escalada?

Câmara – Se formos olhar de maneira muito clara, Pernambuco foi um dos estados que melhor aproveitou o bom momento da economia brasileira.

Eduardo teve a competência de trazer essas grandes obras estruturadoras, como Estaleiro, refinaria e indústria de automóveis. Mas também fomos os estados que mais sofreram com a crise foi um baque ali, principalmente na indústria naval.

Essas crises fizeram com que Pernambuco e grande parte do Nordeste sofressem muito com o aumento da taxa de desemprego. E agora estamos fazendo um caminho de volta.

JC – No início, o projeto da Cidade da Copa era menor e tocado pelo governo de Pernambuco. Depois veio a iniciativa privada por meio da Odebrecht. A construção da Arena Pernambuco foi um erro?

Câmara – Isso é uma pergunta que deveria ser feita lá atrás. Porque a pergunta era: quer Copa do Mundo em Pernambuco ou não? Todos foram a favor de ter Copa no Estado e para ela acontecer precisava construir a Arena.

Quando a Seleção Brasileira veio jogar aqui, todos unanimemente disseram que a Arena é a melhor conservada do Brasil. Obviamente, que quando assumimos o governo, vimos que aquele projeto pensado de PPP, diante da crise econômica, não ia se sustentar.

Fizemos a rescisão do contrato para criar uma Cidade da Copa, porque não tinha condições de manter o modelo que estava pensado.

Atuamos para ter um modelo de governança da Arena com parceiros privados. Avançamos na perspectiva desse modelo e a Arena começou a cumprir também um papel importante na atração de eventos e jogos. Não com a regularidade que nós gostaríamos, mas e ter jogos lá.

Veio a pandemia e atrapalhou esse planejamento dos últimos dois anos. Agora ela tá numa outra condição, ou seja, voltou a ter shows internacionais e teve o primeiro show internacional. E tem uma expectativa nos próximos anos de o Sport jogar lá porque o time vai fazer uma grande intervenção na Ilha do Retiro.

JC – Em maio de 2021, houve aquele episódio lamentável de PMs que avançaram contra pessoas que faziam um ato pacífico contra o governo de Jair Bolsonaro, no Centro do Recife. Dois trabalhadores ficaram cegos. Até hoje não houve punição para os policiais já identificados. Por que? E o que foi feito nesse último ano para combater a violência policial?

Câmara – Naquele episódio houve a instauração de todos os inquéritos, pelo que me que consta. Houve punições, alguns vão para a Justiça e não cabe a nós colocar.

Demos assistência às duas vítimas, uma delas, inclusive, não quis fazer acordo, a outra vítima quis, mas os protocolos foram devidamente trabalhados. Tanto é, que tivemos manifestações após aquele episódio e a polícia atuou de maneira muito diferente. Teve alterações de comando também. Foi um fato muito sério e muito grave. Eu espero que não haja mais em Pernambuco ações como aquela.

Essa cobrança de finalização de inquéritos também é uma demanda que cobramos, mas nós temos legislações que esbarram em prazos legais. As informações da maioria das medidas administrativas já foram finalizadas. Agora, punição de oficial é obrigatoriamente a Justiça que dá.

JC – O Complexo do Curado se transformou em uma vergonha internacional. O CNJ esteve este ano em Pernambuco fazendo exigências. A situação parece intransponível, com criminosos comandando o presídio e a superlotação. Como o senhor tratou o problema ao longo dos seus mandatos.

Câmara – A questão da superlotação, nós buscamos abrir vagas e fizemos. Nós vamos praticamente dobrar o número de vagas quando tivermos a conclusão (das unidades prisionais) de Araçoiaba e Itaquitinga.

O Curado é um presídio de uma década lá atrás e foi feito dentro de um padrão de segurança diferente. Foi se ajustando ao tempo.

A velocidade com que se prendeu e a velocidade da construção de vagas não seguiu o mesmo ritmo, tanto é que tantas intervenções precisaram ser feitas e nós chegamos no limite do Curado. Por isso, precisou fazer essa intervenção que estamos fazendo, porque o limite chegou no momento em que poderíamos fazer os investimentos. Tanto que estão sendo gastos R$ 82 milhões, além de dar um novo formato.

Agora é um sistema prisional, a questão é complexa. Eu participei das reuniões do CNJ com a agora presidente do STJ, a ministra Maria Thereza, e ficou muito claro que tem uma cadeia que precisa ser resolvida.

Nós estamos resolvendo questões estruturais do presídio, mas ainda tem 60%, 70% dos nossos presos que são provisórios. E isso também precisa de um tratamento por parte do Ministério Público, do Poder Judiciário, que também estão atuando decisivamente para termos um horizonte melhor para frente.

Esse é um desafio que com certeza vai continuar persistindo em Pernambuco, porque há uma relação direta de aprofundamento de violência com aumento de prisões, enquanto há uma diminuição, vai haver uma estabilidade, mas se lá na frente houver aumento, vai precisar prender mais. Temos que estar preparados para essa dinâmica do sistema prisional.

Terra de ninguém: Bandidos atacam e incendeiam base da Polícia Militar no Rio de Janeiro

25/12/22
Por Agência O Globo
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Criminosos lançaram coquetéis Molotov; e houve confronto. Uma pessoa ficou ferida
Bandidos atacam e incendeiam base da Polícia Militar na Praça Seca

Traficantes da comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, atacaram, na madrugada deste sábado, uma base da Polícia Militar localizada na região. Houve confronto com os policiais, que solicitaram reforço e um veículo blindado foi ao local dar apoio. Ele também foi atingido por tijolos e pedaços de pau. Uma pessoa ficou ferida.

Nas redes sociais, circularam imagens de uma viatura da PM incendiada com alguns policiais tentando apagar o fogo usando baldes com água. As informações são de que a quadrilha que atua na comunidade quer a saída da base das imediações da comunidade.

O ataque teria acontecido por volta das 3h, quando os criminosos atiraram contra a unidade e jogaram pedras e coquetéis molotov. Os agentes que estavam no local reagiram, e houve confronto até a chegada de reforço policial.

Um homem ficou ferido e foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. O estado de saúde dele é estável. Pela manhã, policiais do Batalhão de Choque estão nos acessos da comunidade e reforçando o policiamento no entorno da base atacada.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, nesta madrugada, “um grupo de criminosos atacou a base avançada do 18° BPM (Jacarepaguá) na Comunidade Bateau Mouche. Os envolvidos realizaram disparos de arma de fogo contra os policiais e as equipes reagiram. Também foram arremessados paus, pedras e coquetéis Molotov. Uma viatura e parte da estrutura da base foram danificados. Um homem foi ferido e socorrido ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. O estado de saúde dele é estável. Outras equipes do 18° BPM seguiram em apoio e a situação foi estabilizada. O policiamento segue intensificado com o apoio do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) na região. A Corregedoria da Corporação também acompanha o caso”.

Granito amplia programação nos festejos dos 59 anos de emancipação

24/12/22

Ascom PMG

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Reconhecidamente a prefeitura de Granito, através da secretaria de Cultura, fez uma grande programação cívico-social para comemorar seus 59 anos de emancipação política do município.

Missa em Ação de Graças, alvorada festiva, desfiles, esporte e muita festa popular com as melhores atrações artísticas para receber uma verdadeira multidão.

É assim que Granito faz: boa programação e presença dos visitantes de toda a região. O prefeito João Bosco, ao lado da família e dos amigos em todos os momentos comemorativos.

Lula insiste para Simone Tebet aceitar pasta do Planejamento, dizem fontes próximas à senadora

24/12/22
Agência O Globo
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Emedebista resiste, porém, a compor o time econômico e avalia que a pasta não é de “ação política”
A senadora Simone Tebet, cotada para comandar o Ministério do Meio Ambiente, e o novo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acompanharam Lula no avião

Fontes próximas a Simone Tebet (MDB-MS) contam que, no avião que a senadora e o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dividiram na tarde desta sexta-feira (23), de Brasília para São Paulo, o petista insistiu para que a emedebista aceite ser sua ministra do PlanejamentoTebet, no entanto, resiste a compor o time econômico.

As mesmas fontes dizem que a ida de Tebet para o Planejamento conta com o entusiasmo do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O ex-prefeito de São Paulo reforçou seu endosso à cúpula do MDB na noite de sexta-feira. O petista entende que Tebet pode ser um canal junto a economistas e empresários liberais.

Tebet, no entanto, resiste à ideia de ir para o Planejamento, justamente por considerar ter um perfil mais liberal, que destoaria da equipe econômica do fututo governo. Além disso, argumenta que a pasta não é de “ação política”.

O convite de Lula ocorreu após as tratativas para uma dobradinha entre Simone e a deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) no Meio Ambiente e na Autoridade Climática irem por água abaixo. Marina não quer o novo cargo de embaixadora do clima e Tebet não aceita assumir o Meio Ambiente nestas condições.

Como mostrou O Globo, Marina foi convidada para ser ministra do Meio Ambiente. Pessoas próximas a Lula afirmaram que o petista vai nomeá-la.

Pasta de Cidades

Um dos ministérios para o qual Tebet foi cotada e demonstra simpatia é o de Cidades, pasta prometida por Lula ao MDB, além de Transportes. O presidente eleito acertou com o partido que uma indicação pertencerá à bancada da Câmara e outro, à do Senado. O último nome já é de consenso na sigla: o ex-governador de Alagoas e senador eleito Renan Filho para Transportes.

O nome da Câmara para Cidades, porém, é objeto de um racha entre os deputados emedebistas. Embora tenha despontado como favorito inicialmente, o deputado federal José Priante (PA) sofre resistência do clã Barbalho. Um dos cotados para o ministério é Jader Filho, presidente do MDB no Pará e irmão do governador Helder Barbalho. Havia a expectativa de que o governador reeleito do Pará e o líder do partido na Câmara, deputado Isnaldo Burlhões Jr (AL), batessem ontem o martelo do indicado a Lula, em uma reunião que, no entanto, não ocorreu.

A decisão será tomada, de acordo com fontes do MDB, até terça-feira. Se o impasse seguir, Tebet poderia surgir como a indicada para Cidades. A possibilidade, porém, já fez surgir movimentos contrários. Lideranças do União Brasil, que reivindica ficar com a pasta de Cidades, defendem junto ao futuro governo que, se a pasta ficar mesmo com o MDB, que o ministro seja outro nome, e não Simone Tebet. O partido tenta emplacar o nome da deputada federal Professora Dorinha Rezende (União-TO), mais identificada com a pauta da Educação.