PT aciona TSE por propaganda antecipada em motociata de Bolsonaro

18/04/22

Por Renata Monteiro/Conteúdo Estadão

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A representação pediu aplicação de multa para Bolsonaro e para o empresário Jackson Villar, que organizou o evento

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da motociata com apoiadores – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (17). O partido alega que a “motociata” da sexta-feira (15) configurou campanha eleitoral antecipada. “Esses atos promovidos, e duvidosamente intitulados de ‘Acelera para Cristo’, resultaram posteriormente na realização de um verdadeiro comício com pedido de votos e ataques ao sistema eleitoral”, afirmou o partido na representação ao TSE.
Em nota, os advogados Eugênio Aragão e Cristiano Zanin, responsáveis pela representação, afirmaram que Bolsonaro foi “ativo e proativo, desde o início”. Segundo a sigla, o presidente convocou o evento publicamente, conduziu sua motocicleta durante o percurso, incitou os apoiadores com gestos típicos de suas campanhas, desfilou em carro aberto e subiu em carro de som, onde realizou comício e pediu votos, explícita e implicitamente.
A representação pediu aplicação de multa para Bolsonaro e para o empresário Jackson Villar, que organizou o evento.
O ato, chamado de “Acelera para Cristo”, reuniu 3,7 mil motos, segundo registros de pedágios, e interditou a Rodovia dos Bandeirantes até as 13h do feriado de sexta-feira.
A motociata saiu de São Paulo até a cidade de Americana, onde o presidente discursou e atacou ministros do TSE. O ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro do Meio Ambiente e pré-candidato a deputado federal Ricardo Salles, que também pretende disputar cargo por São Paulo, participaram do evento.
Dinheiro público
A vereadora afirma que há “fortes indícios” de utilização de recursos públicos para “fins de promoção pessoal” de Bolsonaro e seus ministros que são pré-candidatos às eleições deste ano.
Mais:

Na cola: Anitta bloqueia Bolsonaro no Twitter e analisa estratégia do presidente nas redes

18/04/22

Por Emannuel Bento/Agência Estado

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Anitta opinou que Bolsonaro estaria tentando incorporar uma imagem mais descontraída para atrair o eleitorado jovem

REPRODUÇÃO DAS REDES E JOSE DIAS/PALÁCIO DO PLANALTO
REDES Interação de Bolsonaro com Anitta movimentou o Twitter neste sábado – Foto: Reprodução das redes e José Dias/Palácio do Planalto
A cantora Anitta disse ter bloqueado o presidente Jair Bolsonaro no Twitter após ele responder a uma publicação sua na plataforma.

Em seu perfil na rede social, a artista defendeu que a bandeira do Brasil pertence a todos os brasileiros e não deve ser apropriada por um grupo específico. O chefe do Executivo compartilhou a postagem e escreveu, em tom de ironia: “Concordo com a Anitta”.

A cantora vestiu figurino verde e amarelo em sua apresentação no festival americano Coachella, neste fim de semana, e havia usado a plataforma para justificar a escolha das cores. “A bandeira do Brasil e as cores da bandeira do Brasil pertencem aos brasileiros. Representam o Brasil em geral”, escreveu.

–  Concordo com Anita. ???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????? ???? https://t.co/bMrhxxvMoT — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) Abril 16, 2022

Após Bolsonaro compartilhar a publicação, Anitta voltou à rede e disse que seu nome estava sendo usado para “gerar buzz” – isto é, engajamento – para o presidente, que tentará a reeleição este ano.

Anitta analisou nova estratégia de Bolsonaro nas redes

Segundo a artista, o chefe do Executivo estaria tentando incorporar uma imagem mais descontraída para atrair o eleitorado jovem. Ela disse reconhecer o movimento da equipe de marketing do presidente por já ter usado a mesma estratégia.

“Nesse momento, qualquer manifestação contra ele por meio dos artistas vai ser convertida em forma de deboche pelas mídias sociais dele. Assim, o artista vira o chato e ele o cara bacana que leva tudo numa boa”, publicou ela.

“Aquela sensação de: queria ser amigo dele… logo, você votaria no seu amigo gente boa. E por aí vai a estratégia. Já passa a ser mídia boa quando você cita o nome dele, não faz diferença se você citou de forma negativa ou positiva”, completou.

Recentemente, Bolsonaro e Anitta encamparam outro embate digital, embora menos explícito. No mês passado, a cantora aproveitou uma campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e usou as redes sociais para incentivar que adolescentes se cadastrem para votar em outubro.

Em seguida, o presidente e aliados lançaram a hashtag #SouJovemSouBolsonaro, buscando promover a ideia de que uma participação maior dos jovens no pleito não necessariamente implicaria na derrota do chefe do Planalto.

Náutico anuncia Roberto Fernandes como novo treinador

18/04/22
Por Marjourie Corrêa
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Técnico chega para a sua quinta passagem pela equipe alvirrubra e ocupa o cargo deixado por Felipe Conceição. Primeiro contato com o elenco já será nesta segunda (18)
Roberto Fernandes, técnico do Náutico
O novo treinador do Náutico não é tão novo assim. Velho conhecido da torcida, Roberto Fernandes chega para a sua quinta passagem pela equipe Alvirrubra e vai substituit Felipe Conceição, demitido no dia 11 de abril.

nome do técnico havia sido ventilado ao longo da semana. A longa relação entre Roberto e Náutico foi um facilitador para o retorno do comandante, que já chega nas vésperas de uma final de estadual – o primeiro jogo entre Náutico e Retrô será já na quinta-feira (21), às 16h30, nos Aflitos.

Em 2018, Robertou conquistou o Pernambucano com a equipe alvirrubra, que ainda tem algumas peças daquela época, como o goleiro Bruno, o zagueiro Camutanga, o lateral Bryan e o atacante Robinho. As outras três passagens pelos Aflitos foram em 2007, 2008 e 2011.

“Quero agradecer o apoio do torcedor do Náutico para este meu retorno. Comandar o Náutico pela quinta vez, um clube com essa tradição e camisa, é motivo de orgulho pra todo mundo. Encaro o meu retorno com muita expectativa do torcedor e muita responsabilidade da minha parte. Temos um elenco qualificado e capaz de alcançar os objetivos que o torcedor tanto almeja”, afirma.

Somadas as quatro passagens, Roberto Fernandes possui 155 partidas à frente do Náutico. Ele perde em número de jogos apenas para Duque e Palmeira, com 187 e 221 jogos respectivamente.

O primeiro contato do novo treinador com o elenco alvirrubro será nesta segunda-feira (18), no centro de treinamento Wilson Campos, no bairro da Guabiraba. A reestreia à beira do gramado será na quinta (21), diante do Retrô, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano, nos Aflitos.

“A expectativa é muito positiva. Será a primeira vez que irei fazer uma estreia já em uma final de competição. É um jogo que gera uma expectativa muito maior. Vamos enfrentar um adversário muito bem preparado. Não vamos cair nessa história de que a camisa por si só ganha jogo. Temos um grupo que pode chegar onde o torcedor espera”, conclui.

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Santa Cruz empata, fora de casa, com o Lagarto na estreia da Série D

17/04/22
Por Marjourie Corrêa
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Tricolor chegou a marcar um gol no primeiro tempo, que foi anulado pela assistente Amanda dos Santos. Lance foi bastante criticado pelos atletas corais, que não concordaram com a marcação
Santa Cruz estreia com empate na Série D

Santa Cruz iniciou a sua trajetória na Série D empatando fora de casa diante do Lagarto/SE. O placar de 0 a 0 poderia ter sido outro, se o gol de Rafael Furtado, marcado ainda no primeiro tempo, não tivesse sido anulado pela assistente. Com um ponto, Santa Cruz fica empatado com outros seis times, que também empataram na rodada de estreia da quarta divisão.

Fraco tecnicamente, o jogo também ficou marcado por marcações questionáveis da arbitragem. No fim das contas, o empate não foi de todo ruim para o Tricolor, que jogou longe dos seus domínios e esteve em campo com um homem a menos desde os 28 minutos do segundo tempo.

Primeiro tempo

Com o mando de campo, os donos da casa começaram empolgados. Já no primeiro minuto, um chute forte de fora da área do ataque sergipano indicava que essa seria a principal arma da equipe comandada por Givanildo Sales.

Até os 20 primeiros minutos, o Lagarto comandava as ações de ataque, controlando também a posse de bola. Até que Rafael Furtado, aos 24 minutos, abriu o placar para o Tricolor. Inicialmente validado pelo árbitro Gustavo Ervino Bauermann, de Santa Catarina, ele foi anulado um minuto depois pela assistente Amanda dos Santos, de Sergipe, após ser pressionada pelos jogadores da casa.

De acordo com a bandeirinha, Tarcísio, do Santa Cruz, estava impedido, mas o passe para o gol de Furtado havia partido dos pés de Matheuzinho. De todo modo, sem o VAR, o placar seguiu zerado, já que a decisão de campo foi soberana.

A partir daí, a equipe pernambucana se soltou mais e conseguiu incomodar o goleiro Careca, que foi acionado por diversas vezes até o fim da etapa inicial.

Segundo tempo

Santa Cruz voltou para a etapa complementar da mesma forma que encerrou o primeiro tempo: intenso. Mas não era o suficiente, já que apresentava falhas no sistema ofensivo, principalmente na hora de arrematar a jogada.

Já do outro lado, o Lagarto percebeu que não conseguia furar a defesa Coral e resolveu arriscar de fora da área. Foram muitas bolas chutadas de longe, que exigiram de Klever mais atenção.

Apostando em um jogo mais reativo, o Santa Cruz precisou redobrar as atenções quanto aos espaços deixados no campo, já que Elyeser foi expulso aos 28 minutos, após agredir Davi Ceará.

Apesar da inferioridade numérica, o time de Leston Jr conseguiu segurar o empate fora de casa. Agora, o treinador vai concentrar os seus trabalhos para receber o ASA/AL, no próximo sábado (23), no Arruda, que se prepara para receber até 20 mil torcedores.

Ficha de jogo

Lagarto 0
Careca; Guilherme Lucena, Júnior Goiano, Leozão e Márcio; Felipe Jacaré (Natan), Tiquinho (Reny Max), Rhuan e Davi Ceará (Thiago Santos); Bruninho e Pedro Henrique (Neto). Técnico: Givanildo Sales.

Santa Cruz 0
Kléver; Marcos Martins, Jr Sergipano, Alex Alves e Dudu Mandai; Rodrigo Yuri, Elyeser, Esquerdinha (João Cardoso) e Tarcísio (João Erick); Matheuzinho (Ítalo Silva) e Rafael Furtado. Técnico: Leston Júnior.

  • Horário: 16h
  • Local: Estádio Barretão, em Lagarto-SE
  • Arbitragem: Gustavo Bauermann (SC). Assistentes: Thiago Emanuel Albuquerque e Amanda dos Santos (ambos de SE)
  • Cartões amarelos: Tarcísio (SAN); Davi Ceará (LAG).
  • Cartão vermelho: Elyeser (SAN).

Mais:

Duelo entre Santa Cruz e ASA-AL, no Arruda, é antecipado para sábado (23)
• Rapahel Macena é mais um reforço do Santa Cruz; jogador foi oficializado neste domingo (17)

Especial de domingo: contragolpe do 11/ 11

17/04/22   –  Os cristãos comemoram hoje o Domingo da Ressurreição

 

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Por  Ítalo Rocha Leitão*

 

Henrique Batista Duffles Teixeira Lott é um daqueles personagens da política brasileira que não devem nunca ser esquecidos pelas gerações da sua pós-existência.   Nascido no Interior de Minas Gerais, o general entrou para a história como herói por causa de uma humilhação que sofreu, embutida num “chá de cadeira“, que levou de um presidente da República.

O ano era o de 1955. Juscelino Kubitscheck estava eleito para governar o Brasil pelos próximos 5 anos. Ganhara as eleições pelo PSD. Logo após o pleito, teve início uma campanha ferrenha, comandada pelo deputado federal Carlos Lacerda, contra a posse e pela anulação das eleições. Dono do jornal A Tribuna da Imprensa, Lacerda puxava o cordão com o argumento de que Juscelino se elegera sem a maioria dos votos (36%). Mas, a Constituição não dizia que era necessária essa maioria, bastava ser o mais votado dos candidatos. A regra era clara e tinha sido aplicada para seus antecessores e teria que ser também para ele. Outros jornais também abriram espaço para as intenções dos golpistas. Sorrateiramente, Lacerda pregava que a volta de Juscelino era também o retorno do Getulismo. Nos meios militares, também crescia o movimento contra JK.

No primeiro dia de novembro daquele ano, um sábado de muita chuva no Rio de Janeiro, o ministro da Guerra, o general Henrique Teixeira Lott, saiu de casa para ir ao enterro do general Canrobert Pereira da Costa, vítima de  câncer, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas,. Canrobert estava em evidência por  ser, dentro do Exército, uma voz estridente contra a posse do presidente eleito. Ao pé da cova, um coronel do Exército, Jurandir Mamede, quebrou o protocolo e fez um discurso inflamado contra a posse do presidente eleito. O ministro Teixeira Lott fechou a cara. Se retirou sem aceitar os cumprimentos do coronel. Tinha uma visão rígida da disciplina militar. Não havia como aceitar o comportamento do coronel Mamede. As Forças Armadas, na sua opinião, tinham que ser legalistas e garantir a posse do vitorioso nas eleições de 3 de outubro de 1955.

Na memória do ministro da Guerra, outra imagem que o incomodou em todos os segundos que seu relógio marcou naquele fatídico dia foi o abraço efusivo que o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, dera no coronel Mamede, logo após o discurso golpista do militar. Assim como Juscelino, o deputado era mineiro e do mesmo partido do presidente eleito.

O fim de semana foi de muita angústia para o ministro da Guerra. Na segunda-feira, dia 3, os jornais deram destaque ao discurso do coronel. Lott ligou logo cedo para o gabinete da Presidência da República, no Palácio do Catete. Queria uma audiência com Café Filho, o vice que havia assumido a Presidência, no anterior ano anterior, depois do suicídio do presidente Getúlio Vargas. O ministro Lott tinha pressa em levar um relato sobre o coronel Mamede ao Presidente e comunicar que iria punir o militar por indisciplina e afronta à ordem legal. A via-crúcis do general para garantir a posse de JK tava só começando. Do outro lado da linha, veio o primeiro torpedo em direção ao ministro: O presidente Café Filho estava internado, no Hospital dos Servidores do Estado, desde a madrugada, com suspeita de problemas cardíacos.

Sete dias depois, com o Presidente ainda internado, o ministro da Guerra foi chamado para ser recebido pelo presidente em exercício, Carlos Luz, o mesmo que abraçara o coronel Mamede em louvor ao seu discurso golpista. Antes da audiência, o general levou um chá de cadeira de 1 hora e meia. A humilhação foi vista por integrantes do alto escalão do governo. O diálogo foi de potência pra potência. Quando Lott ainda estava descrevendo o episódio, foi interrompido: “Não há o que punir!”. O tiro de Carlos Luz foi certeiro. Mas, o ministro não era de se entregar. Estava disposto a só fazê-lo “na morte e de parabelo na mão!”. E também disparou em direção a Carlos Luz: “A quem devo entregar o cargo?”. O Presidente em exercício não titubeou um segundo em responder: “Para o general Fiúza de Castro”. Lott se sentiu derrotado e se ofereceu a passar o cargo ao sucessor naquela mesma hora. Carlos Luz disse que podia deixar para a tarde do dia seguinte.

Já era noite e o general Lott recebeu, em casa, o general Odílio Denys, comandante da Região Militar do Rio de Janeiro. Contou a ele tudo que aconteceu naquela tarde, no Gabinete da Presidência da República. O comandante chamou o ministro para reagir. Ele não aceitou. Se despediram. Quando chegou a madrugada, Lott, que até então não havia conseguido dormir, levantou da cama, se aprontou e foi para a casa do general.

Estava amanhecendo o 11 de novembro. Seguiram para o Ministério da Guerra, já na companhia de outros generais. Ali, instalaram as bases militares para agir em nome da lei e da ordem.

O dia já tinha clareado quando Lott foi avisado que o presidente Carlos Luz estava ao telefone. Não foi atendê-lo. Estava ocupado. Tanques e outros veículos do Exército já eram vistos pelas ruas do Rio. Carlos Luz percebeu a situação embaraçosa que havia criado para si e para o governo e se refugiou num navio da Marinha, o cruzador Tamandaré.  Com ele, ministros, assessores e o coronel Jurandir Mamede.

No decorrer dos fatos, com o presidente Café Filho hospitalizado e Carlos Luz refugiado, o general Lott conseguiu que o Congresso aprovasse o impedimento do presidente em exercício, que foi substituído pelo senador Nereu Ramos, presidente do Senado. Carlos Lacerda partiu para um exílio voluntário. O presidente Café Filho, depois de receber alta médica, teve seu impedimento também aprovado Congresso. Em 31 de janeiro de 1956, Nereu Ramos passou o governo para o presidente eleito Juscelino Kubitscheck. O general Teixeira Lott chegou a concorrer à Presidência da República contra Jânio Quadros, nas eleições de 1960. Quatro anos depois, se retirou da vida pública por discordar do Golpe Militar de primeiro de abril de 1964. Morreu aos 89 anos, em 1984, no Rio de Janeiro.

Ítalo Rocha Leitão*
é Jornalista

Pernambuco perde Egídio Pereira Lima

17/04/22

por Folhape

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O corpo do parlamentar  foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e o sepultamento aconteceu no final da tarde, da tarde neste sábado no Cemitério de santo  Amaro, no Recife
O ex-deputado pernambucano Egídio Ferreira Lima faleceu na madrugada deste sábado (16) por complicações renais e pulmonares. Ele morreu em casa, no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O político, que se destacou na luta pela redemocratização do Brasil, tinha 92 anos.Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco e professor da Faculdade de Direito do Recife, Egídio, que foi deputado estadual e federal, construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, e se tornou uma referência na política nacional.

Ele era viúvo e deixou uma filha e três netos. O velório foi neste  sábado,  na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Foi  realizada às 14h uma missa também na Alepe. O sepultamento  foi realisado por volta das  16h no Cemitério de Santo Amaro, na região central da capital pernambucana.

Egídio Ferreira Lima ao lado de Jarbas VasconcelosEgídio Ferreira Lima ao lado de Jarbas Vasconcelos – Foto: reprodução/arquivo

Tajetória e atuação

Natural de de Timbaúba, município da Zona da Mata Norte de Pernambuco, Egídio Ferreira Lima nasceu no dia 26 de agosto de 1929, filho de Valfredo Ferreira Lima e de Júlia de Andrade Ferreira Lima. Em 1955, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante a vida acadêmica, destacou-se como líder estudantil.

Iniciou sua carreira política como vereador de sua cidade natal em 1950, onde ficou até janeiro de 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Considerado “paradigma dos juízes”, permaneceu no cargo até 1963, quando pediu exoneração para dedicar-se à carreira política. Dois anos mais tarde, no Recife, desempenhou atividades docentes como professor da Faculdade de Direito da UFPE.

No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado estadual de Pernambuco, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu o seu mandato em fevereiro de 1967, permanecendo nele até janeiro de 1969. Nessa data, teve os seus direitos políticos cassados em decorrência do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.

Em 1970, colaborou com a criação do grupo dos “autênticos” do MDB, considerado a ala mais à esquerda da agremiação e no qual estavam presentes os políticos pernambucanos Marcos Freire, Fernando Lira e Jarbas Vasconcelos. Em 1974, foi um dos principais coordenadores da candidatura vitoriosa de Marcos Freire ao Senado Federal.

Como advogado, foi titular do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) — secção de Pernambuco — entre 1972 e 1982. Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da República João Batista Figueiredo, em agosto de 1979, recuperou os seus direitos políticos. Em novembro de 1982, elegeu-se deputado federal por Pernambuco, na legenda do PMDB, assumindo o mandato em fevereiro de 1983.

Nas discussões sobre a sucessão de Figueiredo, apoiou a “campanha das Diretas”, que exigia a volta do pleito direto para a Presidência da República. Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas em novembro daquele ano.

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente pelo PMDB. Foi relator da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral Partidária e Garantia das Instituições.

Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que adotavam política de discriminação racial, da desapropriação da propriedade produtiva, do mandado de segurança coletivo, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e do aborto. Votou contra a pena de morte, a legalização do jogo do bicho e o limite de 12% ao ano para os juros reais.

Nas questões de interesse imediato dos trabalhadores, votou a favor da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional e da unicidade sindical.

Em dezembro de 1988, defendeu uma coligação envolvendo o PMDB e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda formada basicamente por parlamentares egressos do PMDB, para o lançamento de uma candidatura comum na sucessão do presidente José Sarney. No entanto, devido a resistências no interior do PMDB, tal coligação não se firmou.

Não disputou as eleições para deputado federal no pleito de outubro de 1990, deixando o Congresso Nacional no término de seu mandato em janeiro de 1991. Desde então, passou a se dedicar ao exercício da advocacia, mantendo escritório na capital pernambucana.

Aposentou-se como professor da cadeira de direito comercial da UFPE. Em agosto de 1997, Egídio Ferreira Lima recebeu o título de Cidadão do Recife. Em 2008, foi criado o Instituto Egídio Ferreira Lima, formado por um conselho de representantes da sociedade, como um fórum de debates, cursos e pesquisas sobre Direito, Política e Cidadania.

NOTA DE PESAR

Foi com enorme pesar que recebi a notícia do falecimento de Egídio Ferreira Lima. Ele participou, proativa e destacadamente, da construção da democracia brasileira. Foi incansável na defesa da reabertura política e dos direitos dos trabalhadores durante sua sólida carreira como advogado, juiz, professor de Direito e deputado, integrante inclusive da Assembleia  Nacional Constituinte na década de 80. Meus sinceros sentimentos à família e aos amigos. E um sincero agradecimento a Egídio por tudo que fez pelo nosso País.

João Campos – Prefeito do Recife

NOTA DE PESAR

Faleceu esta madrugada o amigo ex-deputado federal Egídio Ferreira Lima, figura emblemática da política pernambucana. Egídio teve papel fundamental na luta pela redemocratização do Brasil ao lado de Ulisses Guimarães e do senador Jarbas Vasconcelos.  Foi deputado constituinte e, como jurista, sempre teve suas opiniões muito respeitadas nos momentos cruciais da história recente brasileira. Que Deus reconforte sua família. #terezinhanunes

Ex-deputada estadual Terezinha Nunes

NOTA DE PESAR

Perdemos, neste sábado (16), um grande nome da política nacional, o ex-deputado Federal Egídio Ferreira Lima. Ele e o meu querido tio Fernando Lyra eram grandes amigos e juntos travaram a luta contra a ditadura no País, marcando época e ajudando a todos nós a termos o direito de um Brasil democrático. Dr. Egídio também exerceu os cargos de juiz e vereador, antes de se eleger, em 1987, deputado estadual. Uma figura que marcou a história do nosso país e sempre presente em nossa família. Deixo registrado o meu imenso carinho e o meu mais profundo pesar aos familiares e amigos.

 

General Newton Cruz, ex-chefe do SNI na ditadura militar, morre no Rio aos 97 anos

17/04/22

Por Henrique Cruz

blogfolhadosertao.com.br G1 Rio

 

 

 

General Newton Cruz, em entrevista à GloboNews em 2010 — Foto: Reprodução GloboNews

General Newton Cruz, em entrevista à GloboNews em 2010 — Foto: Reprodução GloboNews

O general Newton Cruz, ex-chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) durante a ditadura militar, de 1964 a 1985, morreu na sexta-feira (15). Cruz tinha 97 anos.

A informação foi confirmada ao g1 por familiares neste sábado (16). Newton Cruz morreu de causas naturais e estava internado no Hospital Central do Exército, em Benfica, na Zona Norte.

À tarde, o Comando Militar do Leste divulgou nota confirmando a morte. “Neste momento de consternação, os integrantes do CML solidarizam-se e rogam a Deus pelo conforto de familiares e amigos do General Newton Cruz”, disse a força.

O General de Divisão Newton Cruz foi chefe do SNI entre 1977 e 1983. Em 2010, deu uma entrevista à GloboNews.

GloboNews: Dossiê Newton Cruz (2010)
GloboNews: Dossiê Newton Cruz (2010)

Conduzida por Geneton Moraes Neto, a conversa revelou que, além do frustrado atentado a bomba no Rio Centro em 1981, militares idealizaram outro ataque.

“Tempos depois eu recebi a informação de que havia um grupo tentando fazer um ataque semelhante. Não era problema meu. Eu tinha apenas que informar. Pela primeira vez saí da minha função na SNI e fui pessoalmente acabar com isso. Pedi para a agência do Rio marcar um encontro com dois elementos do quartel na cidade. Me encontrei com um tenente da Polícia Militar e um sargento em um hotel no bairro do Leme. Disse a eles que falassem com outros companheiros que se houvesse mais algum ataque, eu iria denunciar. Não houve mais nenhum atentado”, descreveu Newton Cruz.

Vida política

Em 1994, Newton Cruz foi candidato ao governo do Rio pelo PSD. Terminou em terceiro colocado no primeiro turno, atrás de Marcello Alencar (PSDB) e Anthony Garotinho (PDT).

 

Vereadora do PSOL entra com pedido para investigar gastos de ‘motociata’ com Bolsonaro

17/04/022
Felipe Farias/Estadão
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Erika Hilton entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o órgão investigue a utilização de R$ 1 milhão pela Segurança Pública do Estado

Filipe Farias

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da motociata com apoiadores – FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A vereadora de São Paulo Erika Hilton (PSOL) entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o órgão investigue a utilização de R$ 1 milhão pela Segurança Pública do Estado para reforço no policiamento da motociata liderada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 15, na capital.

A secretaria informou durante a semana que um efetivo de mais de 1.900 policiais militares era previsto para formar a equipe responsável pela operação.

No documento, Erika afirma que “há fortes indícios” de que a utilização de recursos públicos para a realização do evento foi feita “para fins de promoção pessoal” de Bolsonaro, dos ex-ministros Tarcísio de Freitas e de Ricardo Salles, e do ex-secretário da Pesca, Jorge Seif; já que todos pré-candidatos a cargos eletivos nas eleições de 2022, o que pode configurar também como “ato de improbidade administrativa”.

BolsonaroSalles e Seif são filiados ao PL e buscam, respectivamente, a reeleição à Presidência, uma vaga na Câmara dos Deputados e o governo do Estado de Santa Catarina. Tarcísio (Republicanos), mesmo em uma sigla diferente, ainda está na base do governo e tem o apoio do presidente para disputar o governo do Estado de São Paulo.

A representação ainda afirma que há “indícios de lesividade ao patrimônio público e violação da impessoalidade” e que uma apuração deve ser feita para investigar um “eventual ato de improbidade administrativa e lesão ao patrimônio público do Estado de São Paulo”.

MOTOCIATA

Segundo registros de pedágios da Rodovia dos Bandeirantes, a motociata liderada pelo presidente contou com 3.703 motos. A rodovia ficou interditada para o evento logo pela manhã e foi liberada por volta das 13h.

Ao chegar em Americana, Bolsonaro fez um discurso em que criticou um acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp para adiar o lançamento de uma nova ferramenta do aplicativo no País que permite a criação de grupos com milhares de pessoas. O presidente classificou essa parceria entre a Justiça eleitoral e o aplicativo como “inaceitável” e “inadmissível” e afirmou que não será cumprido. Ele, no entanto, não explicou com poderia interferir.

Estadão entrou em contato com o Planalto para comentar sobre o ocorrido, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Raquel Lyra se reúne com equipe e parte para cima do Sertão do São Francisco

16/04/22
Por Augusto Tenório
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Fechando uma semana movimentada, Raquel Lyra (PSDB) se reuniu com sua equipe de pré-campanha para o Sertão do São Francisco
DIVULGAÇÃO
Raquel Lyra é pré-candidata ao Governo de Pernambuco pelo PSDB – Foto: Divulgação 

A reunião com a equipe de pré-campanha do Sertão do São Francisco ocorreu em Caruaru. Participaram do encontro o ex-prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas; o ex-vereador de Orocó, Ismael Lira; o pré-candidato a deputado estadual Allan Maux; a blogueira Josélia Maria; e Fernando Silva, liderança da região.

Juntos, eles discutiram na reunião pautas estratégias de mobilização nos municípios do Vale do São Francisco. Do Sertão, vale lembrar, vem outro pré-candidato ao Governo de Pernambuco: Miguel Coelho (UB).

Na quinta-feira (14), Raquel Lyra se reuniu com os vereadores de Aliança Maciel Saraiva, Neto de Upatininga e Dinô de Caueiras, que reforçaram apoio à tucana.

Também acompanham o encontro o prefeito de Vicência, Guiga Nunes; o ex-prefeito de Nazaré da Mata, Nado Coutinho e o advogado Allan Ferreira.

O nosso presidente: Com infração de trânsito, Bolsonaro participa de ‘motociata’ em São Paulo

16/04/22

Agência O Globo
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Evento partiu do Anhembi, na capital, com destino a Americana, no interior do estado, em um trajeto de 130 quilômetros e a um custo de R$ 1 milhão aos cofres públicos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta Sexta-feira Santa de um passeio de moto, apelidada “motociata” em São Paulo. É a segunda vez que o evento é organizado na cidade.

Apoiadores do presidente se reuniram de moto no entorno da Praças Campo de Bagatelle, ao lado do Sambódromo, na Zona Norte de São Paulo.

Bolsonaro chegou ao local de camionete por volta das 9h45 e parou para cumprimentar apoiadores. Ele estava acompanhado do ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Estavam presentes também o ex-secretário da Pesca, Jorge Seif, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, os deputados federal Capitão Augusto (PL) e estaduais Gil Diniz (PL) e Wellington Moura (Republicanos).

Por volta das 10h, ele colocou um capacete do tipo “coquinho”, sem viseira e sem proteção para o maxilar — o que é proibido para motociclistas e pode render multa grave —, subiu numa moto e iniciou o trajeto.

O evento partiu da Marginal Tietê, na altura do sambódromo do Anhembi, na capital, e vai até o município de Americana, no interior do estado, em um trajeto de 130 quilômetros.

A motociata passará pelas avenidas Santos Dumont, do Estado e pela Marginal Tietê, até chegar à Rodovia dos Bandeirantes, que ficará interditada no sentido interior até 15h. Os motoristas terão de usar apenas a Rodovia Anhanguera para deixar a capital paulista em direção às cidades da região.

O evento vai custar R$ 1 milhão aos cofres públicos e mobilizar 1.900 policiais militares ao longo do percurso. A Secretaria de Segurança Pública informa que a segurança é necessária “para proteger as pessoas, preservar patrimônios e garantir o direito de ir e vir, bem como o de livre participação no ato e a fluidez no trânsito”.

A Polícia Militar informou que é proibido aos participantes levar objetos que possam atentar contra a integridade física dos demais participantes do ato, da população e de policiais, como armas de fogo, armas brancas, fogos de artifício, sinalizadores e drones. Quem portar este tipo de objeto será conduzido à delegacia para registro de ocorrência.

O esquema de segurança para o evento conta com 22 Bases Comunitárias Móveis, quatro drones, quatro cães e até mesmo três helicópteros Águia.

A motociata foi batizada de Acelera para Cristo e tem entre os organizadores o empresário Jackson Vilar da Silva. É a segunda vez que Vilar organiza o evento em São Paulo com a presença de Bolsonaro.

Em junho de 2021, a motociata fez o mesmo trajeto, mas voltou ao Parque do Ibirapuera depois de chegar a Jundiaí. Na ocasião, o presidente, ministros e deputados aliados foram multados por não usar máscara, exigência segundo decreto então vigente no estado.

Vilar é empresário e já organizou protesto contra as medidas restritivas do governo de São Paulo para combater a pandemia. Foi candidato a deputado em 2018, é conhecido no meio evangélico e irmão do cantor gospel Jonar Vila.

Em seu blog, a jornalista Bela Megale informa que Jackson Vilar da Silva recebeu R$ 5.700 de auxílio emergencial do governo federal entre abril de 2020 e outubro de 2021, segundo informações do Portal da Transparência.

Jackson ainda recebia o auxílio quando se apresentou como um dos realizadores de outra motociata com Bolsonaro em São Paulo, realizada em junho do ano passado.

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