PSB vibra com denuncias da Folha de São Paulo contra Codevasf. Esperam que escândalo atinja Miguel Coelho

20/04/22

Folha de S.Paulo/blogdejamildo

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Nos bastidores, denúncias de irregularidades na estatal alimentam campanha ao governo do Estado

WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO
CÁLCULO Desafio de FBC seria não atrapalhar os projetos dos filhos, Miguel Coelho e Fernando Filho – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A mensagem circulou mais cedo, entre os socialistas no Estado. “Bom dia! Já viram o ex-prefeito de Petrolina e o pai dele brilhando na manchete da Folha de São Paulo?”. Miguel Coelho é candidato pela oposição. Desde o começo da peleja, os socialistas ja haviam planejado associar o jovem candidato com a imagem do pai.

 

Reprodução
Jornal de São Paulo cita problemas na Codevasf, reduto dos Coelhos – Reprodução
Veja resumo abaixo

Licitações de pavimentação afrouxadas pela estatal federal Codevasf para escoar emendas parlamentares no governo Bolsonaro já resultam em obras precárias, paralisadas e superfaturadas.

A Codevasf, entregue por Bolsonaro a partidos do centrão em troca de apoio político, cresceu em contratos no atual governo e expandiu seu foco e sua área de atuação —tudo isso sem planejamento e com controle precário de gastos.

Ao mesmo tempo, a estatal se transformou num dos principais instrumentos para escoar a verba recorde das emendas, distribuídas a deputados e senadores com base em critérios políticos e que dão sustentação ao governo no Congresso.

Esse fluxo de verbas e obras ocorre por meio de uma manobra licitatória que deixa em segundo plano o planejamento, a qualidade e a fiscalização, abrindo margem para serviços precários, desvios, superfaturamentos e corrupção.

Pernambuco e Alagoas

Algumas das vias examinadas estão em Barra de São Miguel, município no litoral alagoano que tem como prefeito Benedito de Lira (PP-AL), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Como a Folha mostrou em dezembro passado, Barra de São Miguel foi beneficiada com a destinação de R$ 4,7 milhões em 2021 e de R$ 5,8 milhões em 2020 por meio das chamadas emendas de relator.

Com apenas 8.400 habitantes, é o município alagoano que mais recebeu recursos deste tipo de emenda proporcionalmente à sua população.

Em Pernambuco, no primeiro ano do governo Bolsonaro, em 2019, uma concorrência de pavimentação destoou do padrão em razão de a pregoeira (autoridade responsável pela disputa online) ter desclassificado 18 das 19 licitantes.

A única que sobrou no páreo, a Liga Engenharia Ltda, venceu com proposta mais cara para os cofres da Codevasf. Uma das desclassificadas recorreu ao TCU, que julgou as eliminações como irregulares.

Após o caso chegar ao tribunal de contas, a empreiteira deu um desconto no preço que levou a uma economia de R$ 1,3 milhão para a estatal.

A Liga Engenharia tem como um de seus sócios Pedro Garcez de Souza, que é cunhado de um sobrinho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), ex-líder do governo no Senado.

Em um relatório da CGU relativo a contratos de pavimentação em Pernambuco, os fiscais afirmaram que causava estranheza o fato de a Liga Engenharia somente participar de licitações promovidas pela Codevasf.

“Tal preferência exclusiva pode indicar falha nos controles internos das licitações”, segundo o levantamento da controladoria, em um capítulo em que relata a “ausência de procedimentos formais para coibir e identificar práticas ilegais entre as empresas participantes de pregões eletrônicos.”

A Folha esteve em Petrolina (713 km de Recife) no fim do ano passado e encontrou uma pavimentação precária decorrente de um contrato da Codevasf abastecido com verbas destinadas pelo senador Bezerra Coelho, que ganhou até apelidos.

A obra federal é chamada de farofa ou sonrisal, em referência ao esfarelamento dos trechos pavimentados, que derrete com o forte calor, gruda nos calçados dos moradores e, quando se quebra em pedaços, começa a esfarelar.

Após a publicação da reportagem, o então prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União-PE), filho do senador, reconheceu a má qualidade da pavimentação e culpou a empreiteira do Maranhão pela precariedade do serviço. Agora Miguel Coelho é pré-candidato ao governo pernambucano.

Outro lado

Quanto à concorrência vencida pela empresa Liga Engenharia, a Codevasf declarou que a empreiteira foi contratada após processo licitatório regular e a unidade técnica do TCU concluiu que não houve superfaturamento.

“Relações sociais ou familiares existentes entre sócios de empresas participantes de pregões e terceiros são desconhecidas e não integram o rol de critérios de classificação ou desclassificação”, afirma.

Um acervo técnico apresentado pela Liga Engenharia mostrou a prestação de serviços para órgãos públicos no estado da Bahia, completou a estatal sobre o assunto.

Em relação ao asfalto “farofa” em Petrolina, a Codevasf relatou que uma inspeção verificou que o problema se deve à presença de um lençol freático raso, identificado após o período de chuvas.

“Seu rebaixamento forçado comprometeria estruturalmente as edificações da área. A Codevasf tem avaliado alternativas, como um programa de macrodrenagem da quadra em que a rua está localizada.”

Procuradas pela reportagem da Folha por email e telefone, as empreiteiras Liga Engenharia e Enciza não se manifestaram.

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Luta pela demarcação de terras indígenas e falta de médicos no Oswaldo Cruz pautam debate na Alepe

20/04/22
AscomAlepe
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Na passagem do Dia do Índio, nesta terça, a reunião plenária da Assembleia Legislativa contou com um pronunciamento sobre a conclusão do décimo oitavo Acampamento Terra Livre, encontro de lideranças indígenas de todas as regiões do Brasil. Na tribuna, o deputado João Paulo, do PCdoB, leu o documento final do evento, que reuniu oito mil líderes de 200 povos em Brasília, na primeira quinzena de abril. O relatório da plenária final do encontro anuncia propostas divididas em cinco eixos, incluindo a urgente demarcação dos territórios, e a “interrupção da agenda anti-indígena no Congresso Federal”.

João Paulo citou trechos do documento, que denuncia a implantação de empreendimentos “devastadores”, envolvendo mineração, hidrelétricas, portos, estradas e outras atividades econômicas: Outras ameaças vêm do Congresso. Mas também trazem as digitais do Bolsonarismo. A Câmara dos Deputados, por exemplo, aprovou o texto-base do PL 2.633, o chamado PL da Grilagem de Terras, que, na prática, anistia e incentiva invasões de terras indígenas ou públicas e facilita, inclusive, o registro definitivo de propriedade definitiva para os invasores”. 

No tempo do pequeno expediente, Isaltino Nascimento, do PSB, destacou o projeto de lei do Governo que pretende viabilizar a seleção especial de professores para as comunidades quilombolas. O deputado anunciou que a matéria deve começar a tramitar nas Comissões da Alepe na próxima semana:  “E deverá se tornar lei aí no princípio do mês maio, para que as comunidades quilombolas tenham de fato garantido esse direito. Então, os indígenas já o têm, os têm, e agora esse direito é também estendido aí por esse projeto de lei também para as comunidades quilombolas”.

A abertura urgente de concurso público visando à contratação de médicos para compor o quadro do Hospital Universitário Oswaldo Cruz foi o tema do pronunciamento do deputado Joel da Harpa, do PP. O parlamentar disse que foi procurado por profissionais do corpo médico preocupados com o desfalque na equipe da unidade de saúde: “Em várias áreas e especialidades, colocando em risco o pleno atendimento, a  necessidade de cuidados de saúde da nossa comunidade, do nosso estado de Pernambuco. Este é o grito de socorro que os médicos do Hospital Oswaldo Cruz fazem a esta Casa, sobretudo ao Poder Executivo”.

Nesta terçaDelegada Gleide Ângelo, do PSB, apontou tentativas de desconstrução da luta política pelo fim da violência contra a mulher por meio de notícias falsas. A deputada afirmou ter sido alvo de fake news envolvendo a implantação de uma Delegacia da Mulher em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. E assegurou que a unidade policial já tem endereço definido: “Ela será na avenida Beira Mar em Olinda, do lado do Hotel Costeiro. Lá será a Delegacia da Mulher de Olinda, que será inaugurada no próximo mês. E eu faço um convite a quem espalha fake news, vá lá, ver, o que é que nós estamos construindo para as mulheres pernambucanas”.

A reunião plenária desta terça contou, ainda, com a apresentação de um Voto de Protesto do deputado Pastor Cleiton Collins, do PP. Ele criticou um outdoor contratado pelo vereador do Recife Ivan Moraes, do PSOL, defendendo a liberação do uso da maconha. Na avaliação de Collins, a peça publicitária faz apologia a uma prática que vem destruindo as famílias brasileiras, e por isso merece o repúdio do parlamento estadual. João Paulo Lima se colocou a favor da liberdade de opinião do vereador recifense, e esclareceu que a Alepe discute no momento a liberação do plantio e produção de medicamentos à base de cannabis.

Antônio Moraes, do PP, também foi à tribuna. O parlamentar lamentou a morte do ex-deputado federal e estadual Egídio Ferreira Lima, ocorrida no último dia 16, no Recife. Nascido em Timbaúba, na Zona da Mata Norte, Egídio teve o mandato cassado pelo regime ditatorial e uma participação destacada na luta pela redemocratização no país, além de ter atuado como advogado, juiz e professor.

Sport recebe resposta da CBF sobre arbitragem no Castelão na final da Copa do Nordeste

20/04/22

Por  Guilherme Anjos

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Em comunicado, clube “discorda veementemente” do parecer, e afirma não ter recebido áudios do VAR
Pênalti em cima de Sander anulado após consulta com o VAR foi um dos questionamentos do Sport
Pênalti em cima de Sander anulado após consulta com o VAR foi um dos questionamentos do Sport – Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Sport recebeu nesta segunda-feira (18) uma resposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em relação aos supostos erros de arbitragem na Arena Castelão, durante a partida final da Copa do Nordeste, contra o Fortaleza.

No documento, a Comissão de Arbitragem justifica as decisões tomadas em quatro situações questionadas pelo Leão. Em comunicado oficial, o Sport afirmou “discordar veementemente” do parecer enviado pela CBF, e que não teve acesso aos áudios do VAR, apesar da liberação garantida pelo ofício.

Na nota, o clube informou que o presidente, Yuri Romão, e o vice-presidente de futebol, Augusto Carreras, irão até a sede da entidade, no Rio de Janeiro, buscando esclarecimentos tanto sobre as reclamações em relação à final da Copa do Nordeste, quanto sobre lance passível de pênalti que não foi marcado no jogo contra o Guarani no último sábado (16), pela Série B.

“O Sport Club do Recife acredita que lances como esses não podem passar despercebidos, principalmente com o auxílio de uma nova tecnologia, o VAR, que não vem cumprindo seu objetivo na totalidade, que é de minimizar erros capitais”, disse o clube.

Em ofício protocolado no início do mês, o Sport questiona quatro momentos em que a arbitragem teria prejudicado o time, sendo elas três lances e a queda de energia na Arena.

O primeiro lance teria sido um pênalti não marcado aos 21 minutos do primeiro tempo, quando o atacante rubro-negro Javier Parraguez se chocou com a defesa do Fortaleza dentro da área. Segundo a arbitragem, a zaga do Leão do Pici tentou apenas bloquear a bola, e o choque foi acidental, não havendo intenção ou simulação de nenhuma das partes.

A segunda decisão questionada pelo Sport foi a anulação do pênalti marcado a favor do Rubro-negro após consulta com o VAR, que garantiu que a falta feita em Sander havia sido fora da área. Segundo o clube, não havia imagem clara para que o VAR interferisse na decisão da arbitragem de campo, mas a Comissão de Arbitragem afirma o oposto.

No terceiro lance alvo de reclamações do Leão, a arbitragem teria ignorado toque de mão na bola do jogador do Fortaleza, apontado por Parraguez – mas marcado uma falta cometida pelo próprio Parraguez no mesmo momento. Segundo a Comissão, a falta cometida pelo Búfalo veio antes da mão na bola, logo, a jogada já teria sido interrompida antes do toque acontecer.

A última reclamação do Sport diz respeito às condições da Arena Castelão, que sofreu um apagão e estava com o gramado encharcado durante a partida, o que teria prejudicado a equipe rubro-negra. Para a Comissão, a arbitragem também agiu adequadamente na situação.

Na Alepe, colegiado aprova alteração na lei do Programa de Registro de Femenicídios no Estado

20/04/22

Ascom Alepe

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As informações socioeconômicas que caracterizem as condições de vida das vítimas deverão fazer parte do relatório anual sobre a ocorrência de feminicídio no Estado. A medida está prevista no projeto de lei das codeputadas Juntas, do PSOL, que foi aprovado, nesta terça, pela Comissão de Administração Pública da Alepe, em reunião virtual. A proposta sugere alteração na lei que criou o Programa de Registro de Feminicídio de Pernambuco e teve relatoria do deputado Isaltino Nascimento, do PSB.

As autoras justificam que, com a inserção dos dados propostos, vai ser possível identificar os fatores de risco para a ocorrência de feminicídio, direcionando, assim, as políticas públicas que deverão ser implantadas ou fortalecidas para prevenir mortes em contextos de violência contra a mulher. No projeto de lei estão as indicações de que o relatório sobre feminicídios em Pernambuco deverá especificar alguns dados, como a origem étnico-racial, as rendas domiciliar e pessoal, o estado civil, a escolaridade, a situação de moradia e se a vítima era transexual.

Escalada como último item para discussão na manhã desta terça, a proposta de resolução da Mesa Diretora da Alepe que sugere denominar de Museu da Democracia Palácio Joaquim Nabuco o Museu da Assembleia Legislativa, foi retirada de pauta. Os parlamentares argumentaram que a mudança seria desnecessária, justificando que o Poder Legislativo já é o berço da democracia por definição, conforme opinou Tony Gel, do MDB.

“Eu imagino que a proposta aqui busca dar ênfase ao que sempre foi a Assembleia Legislativa, um esteio da democracia em Pernambuco. Deve ser por isso esse reforço, então eu pedi para que se fizesse uma alteração para que fosse o museu da Assembleia Legislativa, para que o povo pernambucano, os mais jovens pudessem conhecer a história de figuras que já passaram pela Assembleia Legislativa”.

O relator da proposição, Diogo Moraes, do PSB, concordou com a retirada da matéria  de pauta para aprofundar as discussões. Antes de encerrar a reunião, o presidente do Colegiado, Antônio Moraes, do PP, fez uma homenagem póstuma ao ex-deputado Egídio Ferreira Lima, que faleceu em casa, no Recife, no último sábado, aos 92 anos. Segundo o deputado, o ex-parlamentar era vocacionado para a política. “Pernambuco perde um grande político e uma referência de um homem público, íntegro, que foi a figura de Egídio Ferreira Lima, que foi de uma época em que nós tínhamos uma riqueza muito grande, com Cristina Tavares, com Fernando Lyra e vários outros parlamentares que faziam a bancada de Pernambuco na Câmara Federal.

José Queiroz, do PDT, também externou o orgulho de ter convivido com Egídio Ferreira Lima. Para o pedetista, Egídio foi um exemplo para as novas gerações num momento difícil da política brasileira.