Pernambuco perde Egídio Pereira Lima

17/04/22

por Folhape

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O corpo do parlamentar  foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e o sepultamento aconteceu no final da tarde, da tarde neste sábado no Cemitério de santo  Amaro, no Recife
O ex-deputado pernambucano Egídio Ferreira Lima faleceu na madrugada deste sábado (16) por complicações renais e pulmonares. Ele morreu em casa, no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O político, que se destacou na luta pela redemocratização do Brasil, tinha 92 anos.Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco e professor da Faculdade de Direito do Recife, Egídio, que foi deputado estadual e federal, construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, e se tornou uma referência na política nacional.

Ele era viúvo e deixou uma filha e três netos. O velório foi neste  sábado,  na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Foi  realizada às 14h uma missa também na Alepe. O sepultamento  foi realisado por volta das  16h no Cemitério de Santo Amaro, na região central da capital pernambucana.

Egídio Ferreira Lima ao lado de Jarbas VasconcelosEgídio Ferreira Lima ao lado de Jarbas Vasconcelos – Foto: reprodução/arquivo

Tajetória e atuação

Natural de de Timbaúba, município da Zona da Mata Norte de Pernambuco, Egídio Ferreira Lima nasceu no dia 26 de agosto de 1929, filho de Valfredo Ferreira Lima e de Júlia de Andrade Ferreira Lima. Em 1955, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante a vida acadêmica, destacou-se como líder estudantil.

Iniciou sua carreira política como vereador de sua cidade natal em 1950, onde ficou até janeiro de 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Considerado “paradigma dos juízes”, permaneceu no cargo até 1963, quando pediu exoneração para dedicar-se à carreira política. Dois anos mais tarde, no Recife, desempenhou atividades docentes como professor da Faculdade de Direito da UFPE.

No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado estadual de Pernambuco, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu o seu mandato em fevereiro de 1967, permanecendo nele até janeiro de 1969. Nessa data, teve os seus direitos políticos cassados em decorrência do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.

Em 1970, colaborou com a criação do grupo dos “autênticos” do MDB, considerado a ala mais à esquerda da agremiação e no qual estavam presentes os políticos pernambucanos Marcos Freire, Fernando Lira e Jarbas Vasconcelos. Em 1974, foi um dos principais coordenadores da candidatura vitoriosa de Marcos Freire ao Senado Federal.

Como advogado, foi titular do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) — secção de Pernambuco — entre 1972 e 1982. Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da República João Batista Figueiredo, em agosto de 1979, recuperou os seus direitos políticos. Em novembro de 1982, elegeu-se deputado federal por Pernambuco, na legenda do PMDB, assumindo o mandato em fevereiro de 1983.

Nas discussões sobre a sucessão de Figueiredo, apoiou a “campanha das Diretas”, que exigia a volta do pleito direto para a Presidência da República. Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas em novembro daquele ano.

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente pelo PMDB. Foi relator da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral Partidária e Garantia das Instituições.

Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que adotavam política de discriminação racial, da desapropriação da propriedade produtiva, do mandado de segurança coletivo, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e do aborto. Votou contra a pena de morte, a legalização do jogo do bicho e o limite de 12% ao ano para os juros reais.

Nas questões de interesse imediato dos trabalhadores, votou a favor da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional e da unicidade sindical.

Em dezembro de 1988, defendeu uma coligação envolvendo o PMDB e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda formada basicamente por parlamentares egressos do PMDB, para o lançamento de uma candidatura comum na sucessão do presidente José Sarney. No entanto, devido a resistências no interior do PMDB, tal coligação não se firmou.

Não disputou as eleições para deputado federal no pleito de outubro de 1990, deixando o Congresso Nacional no término de seu mandato em janeiro de 1991. Desde então, passou a se dedicar ao exercício da advocacia, mantendo escritório na capital pernambucana.

Aposentou-se como professor da cadeira de direito comercial da UFPE. Em agosto de 1997, Egídio Ferreira Lima recebeu o título de Cidadão do Recife. Em 2008, foi criado o Instituto Egídio Ferreira Lima, formado por um conselho de representantes da sociedade, como um fórum de debates, cursos e pesquisas sobre Direito, Política e Cidadania.

NOTA DE PESAR

Foi com enorme pesar que recebi a notícia do falecimento de Egídio Ferreira Lima. Ele participou, proativa e destacadamente, da construção da democracia brasileira. Foi incansável na defesa da reabertura política e dos direitos dos trabalhadores durante sua sólida carreira como advogado, juiz, professor de Direito e deputado, integrante inclusive da Assembleia  Nacional Constituinte na década de 80. Meus sinceros sentimentos à família e aos amigos. E um sincero agradecimento a Egídio por tudo que fez pelo nosso País.

João Campos – Prefeito do Recife

NOTA DE PESAR

Faleceu esta madrugada o amigo ex-deputado federal Egídio Ferreira Lima, figura emblemática da política pernambucana. Egídio teve papel fundamental na luta pela redemocratização do Brasil ao lado de Ulisses Guimarães e do senador Jarbas Vasconcelos.  Foi deputado constituinte e, como jurista, sempre teve suas opiniões muito respeitadas nos momentos cruciais da história recente brasileira. Que Deus reconforte sua família. #terezinhanunes

Ex-deputada estadual Terezinha Nunes

NOTA DE PESAR

Perdemos, neste sábado (16), um grande nome da política nacional, o ex-deputado Federal Egídio Ferreira Lima. Ele e o meu querido tio Fernando Lyra eram grandes amigos e juntos travaram a luta contra a ditadura no País, marcando época e ajudando a todos nós a termos o direito de um Brasil democrático. Dr. Egídio também exerceu os cargos de juiz e vereador, antes de se eleger, em 1987, deputado estadual. Uma figura que marcou a história do nosso país e sempre presente em nossa família. Deixo registrado o meu imenso carinho e o meu mais profundo pesar aos familiares e amigos.

 

General Newton Cruz, ex-chefe do SNI na ditadura militar, morre no Rio aos 97 anos

17/04/22

Por Henrique Cruz

blogfolhadosertao.com.br G1 Rio

 

 

 

General Newton Cruz, em entrevista à GloboNews em 2010 — Foto: Reprodução GloboNews

General Newton Cruz, em entrevista à GloboNews em 2010 — Foto: Reprodução GloboNews

O general Newton Cruz, ex-chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) durante a ditadura militar, de 1964 a 1985, morreu na sexta-feira (15). Cruz tinha 97 anos.

A informação foi confirmada ao g1 por familiares neste sábado (16). Newton Cruz morreu de causas naturais e estava internado no Hospital Central do Exército, em Benfica, na Zona Norte.

À tarde, o Comando Militar do Leste divulgou nota confirmando a morte. “Neste momento de consternação, os integrantes do CML solidarizam-se e rogam a Deus pelo conforto de familiares e amigos do General Newton Cruz”, disse a força.

O General de Divisão Newton Cruz foi chefe do SNI entre 1977 e 1983. Em 2010, deu uma entrevista à GloboNews.

GloboNews: Dossiê Newton Cruz (2010)
GloboNews: Dossiê Newton Cruz (2010)

Conduzida por Geneton Moraes Neto, a conversa revelou que, além do frustrado atentado a bomba no Rio Centro em 1981, militares idealizaram outro ataque.

“Tempos depois eu recebi a informação de que havia um grupo tentando fazer um ataque semelhante. Não era problema meu. Eu tinha apenas que informar. Pela primeira vez saí da minha função na SNI e fui pessoalmente acabar com isso. Pedi para a agência do Rio marcar um encontro com dois elementos do quartel na cidade. Me encontrei com um tenente da Polícia Militar e um sargento em um hotel no bairro do Leme. Disse a eles que falassem com outros companheiros que se houvesse mais algum ataque, eu iria denunciar. Não houve mais nenhum atentado”, descreveu Newton Cruz.

Vida política

Em 1994, Newton Cruz foi candidato ao governo do Rio pelo PSD. Terminou em terceiro colocado no primeiro turno, atrás de Marcello Alencar (PSDB) e Anthony Garotinho (PDT).

 

Vereadora do PSOL entra com pedido para investigar gastos de ‘motociata’ com Bolsonaro

17/04/022
Felipe Farias/Estadão
blogfolhadosertao.com.br

Erika Hilton entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o órgão investigue a utilização de R$ 1 milhão pela Segurança Pública do Estado

Filipe Farias

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da motociata com apoiadores – FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A vereadora de São Paulo Erika Hilton (PSOL) entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o órgão investigue a utilização de R$ 1 milhão pela Segurança Pública do Estado para reforço no policiamento da motociata liderada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 15, na capital.

A secretaria informou durante a semana que um efetivo de mais de 1.900 policiais militares era previsto para formar a equipe responsável pela operação.

No documento, Erika afirma que “há fortes indícios” de que a utilização de recursos públicos para a realização do evento foi feita “para fins de promoção pessoal” de Bolsonaro, dos ex-ministros Tarcísio de Freitas e de Ricardo Salles, e do ex-secretário da Pesca, Jorge Seif; já que todos pré-candidatos a cargos eletivos nas eleições de 2022, o que pode configurar também como “ato de improbidade administrativa”.

BolsonaroSalles e Seif são filiados ao PL e buscam, respectivamente, a reeleição à Presidência, uma vaga na Câmara dos Deputados e o governo do Estado de Santa Catarina. Tarcísio (Republicanos), mesmo em uma sigla diferente, ainda está na base do governo e tem o apoio do presidente para disputar o governo do Estado de São Paulo.

A representação ainda afirma que há “indícios de lesividade ao patrimônio público e violação da impessoalidade” e que uma apuração deve ser feita para investigar um “eventual ato de improbidade administrativa e lesão ao patrimônio público do Estado de São Paulo”.

MOTOCIATA

Segundo registros de pedágios da Rodovia dos Bandeirantes, a motociata liderada pelo presidente contou com 3.703 motos. A rodovia ficou interditada para o evento logo pela manhã e foi liberada por volta das 13h.

Ao chegar em Americana, Bolsonaro fez um discurso em que criticou um acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp para adiar o lançamento de uma nova ferramenta do aplicativo no País que permite a criação de grupos com milhares de pessoas. O presidente classificou essa parceria entre a Justiça eleitoral e o aplicativo como “inaceitável” e “inadmissível” e afirmou que não será cumprido. Ele, no entanto, não explicou com poderia interferir.

Estadão entrou em contato com o Planalto para comentar sobre o ocorrido, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Raquel Lyra se reúne com equipe e parte para cima do Sertão do São Francisco

16/04/22
Por Augusto Tenório
blogfolhadosertao.com.br
Fechando uma semana movimentada, Raquel Lyra (PSDB) se reuniu com sua equipe de pré-campanha para o Sertão do São Francisco
DIVULGAÇÃO
Raquel Lyra é pré-candidata ao Governo de Pernambuco pelo PSDB – Foto: Divulgação 

A reunião com a equipe de pré-campanha do Sertão do São Francisco ocorreu em Caruaru. Participaram do encontro o ex-prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas; o ex-vereador de Orocó, Ismael Lira; o pré-candidato a deputado estadual Allan Maux; a blogueira Josélia Maria; e Fernando Silva, liderança da região.

Juntos, eles discutiram na reunião pautas estratégias de mobilização nos municípios do Vale do São Francisco. Do Sertão, vale lembrar, vem outro pré-candidato ao Governo de Pernambuco: Miguel Coelho (UB).

Na quinta-feira (14), Raquel Lyra se reuniu com os vereadores de Aliança Maciel Saraiva, Neto de Upatininga e Dinô de Caueiras, que reforçaram apoio à tucana.

Também acompanham o encontro o prefeito de Vicência, Guiga Nunes; o ex-prefeito de Nazaré da Mata, Nado Coutinho e o advogado Allan Ferreira.

O nosso presidente: Com infração de trânsito, Bolsonaro participa de ‘motociata’ em São Paulo

16/04/22

Agência O Globo
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Evento partiu do Anhembi, na capital, com destino a Americana, no interior do estado, em um trajeto de 130 quilômetros e a um custo de R$ 1 milhão aos cofres públicos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta Sexta-feira Santa de um passeio de moto, apelidada “motociata” em São Paulo. É a segunda vez que o evento é organizado na cidade.

Apoiadores do presidente se reuniram de moto no entorno da Praças Campo de Bagatelle, ao lado do Sambódromo, na Zona Norte de São Paulo.

Bolsonaro chegou ao local de camionete por volta das 9h45 e parou para cumprimentar apoiadores. Ele estava acompanhado do ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Estavam presentes também o ex-secretário da Pesca, Jorge Seif, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, os deputados federal Capitão Augusto (PL) e estaduais Gil Diniz (PL) e Wellington Moura (Republicanos).

Por volta das 10h, ele colocou um capacete do tipo “coquinho”, sem viseira e sem proteção para o maxilar — o que é proibido para motociclistas e pode render multa grave —, subiu numa moto e iniciou o trajeto.

O evento partiu da Marginal Tietê, na altura do sambódromo do Anhembi, na capital, e vai até o município de Americana, no interior do estado, em um trajeto de 130 quilômetros.

A motociata passará pelas avenidas Santos Dumont, do Estado e pela Marginal Tietê, até chegar à Rodovia dos Bandeirantes, que ficará interditada no sentido interior até 15h. Os motoristas terão de usar apenas a Rodovia Anhanguera para deixar a capital paulista em direção às cidades da região.

O evento vai custar R$ 1 milhão aos cofres públicos e mobilizar 1.900 policiais militares ao longo do percurso. A Secretaria de Segurança Pública informa que a segurança é necessária “para proteger as pessoas, preservar patrimônios e garantir o direito de ir e vir, bem como o de livre participação no ato e a fluidez no trânsito”.

A Polícia Militar informou que é proibido aos participantes levar objetos que possam atentar contra a integridade física dos demais participantes do ato, da população e de policiais, como armas de fogo, armas brancas, fogos de artifício, sinalizadores e drones. Quem portar este tipo de objeto será conduzido à delegacia para registro de ocorrência.

O esquema de segurança para o evento conta com 22 Bases Comunitárias Móveis, quatro drones, quatro cães e até mesmo três helicópteros Águia.

A motociata foi batizada de Acelera para Cristo e tem entre os organizadores o empresário Jackson Vilar da Silva. É a segunda vez que Vilar organiza o evento em São Paulo com a presença de Bolsonaro.

Em junho de 2021, a motociata fez o mesmo trajeto, mas voltou ao Parque do Ibirapuera depois de chegar a Jundiaí. Na ocasião, o presidente, ministros e deputados aliados foram multados por não usar máscara, exigência segundo decreto então vigente no estado.

Vilar é empresário e já organizou protesto contra as medidas restritivas do governo de São Paulo para combater a pandemia. Foi candidato a deputado em 2018, é conhecido no meio evangélico e irmão do cantor gospel Jonar Vila.

Em seu blog, a jornalista Bela Megale informa que Jackson Vilar da Silva recebeu R$ 5.700 de auxílio emergencial do governo federal entre abril de 2020 e outubro de 2021, segundo informações do Portal da Transparência.

Jackson ainda recebia o auxílio quando se apresentou como um dos realizadores de outra motociata com Bolsonaro em São Paulo, realizada em junho do ano passado.

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