Sport empata em 1 x 1 com Criciúma e mantém tabu em Santa Catarina

24/04/22

Por Ricardo Bezerra

blogfolhadosertao.com.br

Apesar de somar apenas um ponto, o resultado deixa, momentâneamente, o Leão da Ilha no G4
Sport e Criciúma ficaram no empate pela segunda rodada da Série B
Sport e Criciúma ficaram no empate pela segunda rodada da Série B – Foto: Anderson Stevens/Sport

Em sua viagem para Santa Catarina, o Sport trouxe para casa um empate por 1×1 na partida contra o Criciúma, pela terceira rodada da Série B. O confronto ocorreu na manhã deste sábado (23), às 11h. O jogo ficou marcado por uma dominância do time da casa no primeiro tempo e equilíbrio na segunda etapa.

Com o resultado, o Sport passa a ocupar a terceira posição na tabela, com cinco pontos, enquanto que o Criciúma fica com a sétima colocação, com quatro. A posição dos clubes no campeonato ainda podem sofrer alterações até o fim do dia, a depender dos outros resultados na tabela.

Antes da bola rolar, o Leão da Ilha entrou em campo com o reforço de Rafael Thyere, que desfalcou a equipe na última partida. no decorrer do jogo Giovanni fez a sua estreia com a camisa rubro-negra. No duelo, Sport manteve um tabu no Heriberto Hulse, de nunca vencer o Criciúma no estádio, com o confronto deste sábado, foram oito jogos, seis vitórias do Tigre e dois empate.

O jogo

Na primeira etapa, o time da casa ditou o ritmo de jogo no Heriberto Hulse. Os primeiros minutos da partida foram marcados por muito estudo e cautela por parte das equipes. O Criciúma rodava a bola no meio de campo em busca de espaços na defesa do Sport, enquanto o Leão procurava aproveitar os contra ataques em velocidade.

As primeiras finalizações do jogo vieram de fora da área, e foi assim que, aos 13 minutos, com um chute de Marcelo Hermes e uma falha de Maílson, o Tigre abriu o placar. Após sair atrás, o Leão da Ilha buscou melhorar o seu desempenho ofensivo,  porém encontrava dificuldades com a marcação alta do Criciúma, que permaneceu pressionando com chutes e triangulações na beira da área.

2º tempo

Se o primeiro tempo foi cauteloso,  a segunda etapa começou a todo vapor. O Sport começou o segundo tempo com os ânimos renovados. Após cravar quatro finalizações em apenas seis minutos, o Leão da Ilha alcançou o empate com um chute de Luciano Juba, após uma saída de bola falha do Criciúma.

Com o empate, o Criciúma avançou seu jogo e cresceu no jogo, aproveitando chances e assustando o goleiro Maílson com lançamento e bolas paradas. O jogo permaneceu equilibrado até os minutos finais, com um jogo de xadrez entre os treinadores nas subistituições em busca da vantagem. Porém, o empate persistiu no placar até os momentos finais.

Ficha técnica 

Sport 1
Maílson; Ezequiel (Ewerthon), Thyere, Sabino e Sander; Bruno Matías, William Oliveira (Ronaldo) e Naressi (Giovanni); Juba, Bill (Jaderson) e Búfalo (Flávio). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Criciúma 1
Gustavo; Claudinho (Cristovam), Rodrigo, Zé Marcos e Marcelo Hermes; Léo Costa(Marcos Serrato), Arilson, Marquinhos Gabriel e Fellipe Mateus(Negueba); Rafael Bilu (Lohan) e Thiago Alagoano(Hygor). Técnico: Cláudio Tencati.

Estádio: Heriberto Hulse (Criciúma/SC)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Assistentes: Jorge Eduardo Bernardi e José Eduardo Calza (ambos do RS)
VAR: Daiane Caroline Muniz dos Santos (FIFA/SP)
Cartões amarelos: Léo Costa (Criciúma) Rafael Thyere (Sport)
Gols: Marcelo Hermes (13’- 1ºT), Luciano Juba (7′-2ºT)

Especial de domingo: Qual é a graça, general ?

24/04/22

blogfolhadosertao.com.br

 

Por Ricardo Leitão*

 

Questionado por jornalistas sobre gravações de áudios inéditos de sessões do Superior Tribunal Militar (STM) que apontam denúncias de tortura durante o período da ditadura (1964-1985), o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, deu uma risada e comentou: “Apurar o que, os caras já morreram”. Em seguida, debochou: “Vai trazer os caras de volta dos túmulos? Isso já passou”.

 

As gravações, que cobrem o período de 1975 a 1985, somando mais de 10 mil horas, foram analisadas pelo historiador Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pelo advogado e pesquisador Fernando Fernandes. Em um dos áudios, de junho de 1977, o general Rodrigo Octávio, ministro do tribunal militar, relata o aborto sofrido pela presa política Nádia Lúcia do Nascimento, aos três meses de gravidez, “após castigos físicos”.

Mourão tem um histórico de declarações em defesa da ditadura militar. Em 1º de março de 2018, na cerimônia de passagem para a reserva, ele chamou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por sequestro e tortura, de “herói”. Ustra também recebeu homenagem pública de Jair Bolsonaro, que a ele dedicou seu voto, no plenário da Câmara de Deputados, a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff – presa política torturada pela ditadura.

Natural portanto, para os bolsonaristas, que em 31 de março passado – dia da deflagração do Golpe de 1964 – o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica divulgassem nota oficial afirmando que a derrubada do governo democraticamente eleito de João Goulart, pelas forças armadas, garantiu a “democracia” fardada imposta ao País.

Também natural o comentário cruel do deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Sua Excelência, sobre a tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, aos 19 anos: “Tenho pena é da cobra”. Eduardo, líder da extrema direita bolsonarista, se referia a uma das mais sórdidas sevícias a que foi submetida a jornalista em um quartel do Exército, no Espírito Santo: ser trancada em uma cela totalmente escura, despida, com uma cobra sucuri. Engraçado, general Mourão?

Os números da repressão política no Brasil são pouco precisos, uma vez que a ditadura nunca reconheceu esses episódios. A Justiça Militar recebeu 6.016 denúncias de torturas. Estimativas posteriores apontam para 20 mil casos. Em 2021, a Comissão Nacional da Verdade listou 191 mortos e 210 desaparecidos. Outros 33 desaparecidos tiveram seus corpos localizados posteriormente. Segundo o relatório “Tortura Nunca Mais”, pelo menos 1.918 prisioneiros políticos atestaram ter sido torturados entre 1964 e 1979. O documento descreve 283 formas de torturas utilizadas na época pelos órgãos de repressão.

Algumas delas foram ensinadas a policiais brasileiros na Escola das Américas, localizada nos Estados Unidos, e depois identificadas por historiadores e testemunhas como um centro de difusão de técnicas de tortura. O americano Dan Mitrione, um dos “professores” da escola, foi transferido para a Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, e passou a treinar brasileiros em técnicas “científicas” para arrancar informações. Mitrione se utilizava de mendigos para demonstrar seus conhecimentos.

Um de seus seguidores foi Sérgio Paranhos Fleury, delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo. Acusado de torturar presos políticos até a morte, Fleury operou em estreita cooperação com o coronel Ustra – o “herói” do presidente Bolsonaro e do vice-presidente Mourão –, na época chefe da caça aos militantes da esquerda em São Paulo. A Escola das Américas, depois rotulada “Escola de Assassinos”, foi fechada pelo governo dos Estados Unidos, após o fim das ditaduras na América Central e do Sul.

A tortura, no entanto, nunca deixou de ser uma demonstração de exercício do poder sem qualquer limite para a extrema direita no Brasil. Aterroriza, provoca submissão, pânico, dor extrema, arranca “confissões” de inocentes e mostra que não são nada, diante da brutalidade e da desumanidade do torturador.

Tortura-se ainda hoje nas delegacias policiais; nos campos lavrados por trabalhadores em regime de escravidão; em favelas comandadas por traficantes e milicianos. Não há heróis na miséria dessa tragédia social, alimentada pela injustiça e pela desesperança. Existem apenas sobreviventes.

Os heróis do vice-presidente e do presidente são outros e venceram suas grandes batalhas torturando presos políticos nos porões da ditadura. Não é uma graça, general?

 

  • Ricardo Leitão é Jornalista

Santa Cruz perde para o Asa de Arapiraca pela segunda rodada da Série D

24/04/22

Por Raoni Nunes
blogfolhadosertao.com.br

O Tricolor ainda não venceu na competição nacional
Wescley fez sua estreia pelo Santa Cruz

Mesmo com a presença de quase 20 mil torcedores, o Santa Cruz não conseguiu o resultado positivo. Neste sábado (23), o Tricolor do Arruda perdeu por 2 a 1 para o Asa de Arapiraca pela segunda rodada da Série D. A partida marcou a estreia da Cobra Coral nos seus domínios na competição. O Asa chega à sua segunda vitória, enquanto o Santa segue sem vencer.

Tricolor entrou em campo com mudanças na escalação. O técnico Leston Júnior colocou Wescley e Ariel nas vagas de Elyeser e Esquerdinha. No entanto, Ariel foi substituído por Esquerdinha aos 15 minutos, após sofrer lesão em dividida com o goleiro do Asa.

1 TEMPO

Santa Cruz até iniciou bem a primeira etapa. Mesmo sem criar grandes oportunidades, durante os quinze minutos iniciais, a Cobra Coral controlou as ações do jogo. A melhor chance foi aos 11 minutos, quando o cruzamento de Ariel desviou na zaga do Asa e quase entrou na meta do goleiro Raílson.

Porém, a equipe alagoana aos poucos foi gostando da partida e chegou com perigo aos 18 minutos. O zagueiro Alex Alves errou o recuo e Roger Gaúcho saiu cara a cara com Klever, que salvou o Tricolor. Três minutos depois, saiu o gol do Asa. Após cobrança de escanteio, a zaga do Santa Cruz se atrapalhou e Dudu Mandai acabou colocando contra a própria meta.

A equipe tricolor sentiu o gol sofrido e só foi retomar o controle da partida após os 30 minutos. Wescley finalizou uma bola perigosa de fora da área, mas parou no goleiro do Asa. Faltou tranquilidade para o Santa criar chances claras de gol.

2 TEMPO

Na volta do intervalo, o Santa seguiu a mesma tônica do final da primeira etapa. A equipe tricolor ocupou o campo de ataque, mas era muito ineficiente nas finalizações. Isso mudou quando o árbitro marcou pênalti após uma confusão dentro da área. Aos 32 minutos, Rafael Furtado marcou o gol de empate tricolor.

Asa estava bem recuado e segurando o resultado. Porém, o Santa Cruz vacilou no meio campo e possibilitou um contra-ataque para os alagoanos. Aos 42 minutos, Roger Gaúcho fez o gol da vitória dos alagoanos.

Santa Cruz volta a campo no dia 04/05, às 20h, contra a Juazeirense, fora de casa. O Asa recebe o Sergipe no dia 1° do próximo mês, às 16h.

Ficha técnica

Santa Cruz: 1

Klever; Marcos Martins, Alex Alves, Júnior Sergipano, Dudu Mandai (Ítalo Silva); Rodrigo Yuri, Tarcísio, Wescley (Raphael Macena) e Ariel (Esquerdinha). Matheuzinho (Fabrício) e Rafael Furtado (João Cardoso).
Técnico: Leston Júnior.

ASA: 2

Railson; Michel, Cristian Lucca, Benne e Assis; Magal (Magdiel), Fidélis, Gaspar (Matheuzinho) e Roger Gaúcho; Xandy (Marcinho) e Gutti ( Éverton).
Técnico: Maurício Copertino

Local: Arruda (Recife)
Árbitro: Raimundo Rodrigues de Oliveira Junior (CE)
Assistentes: Ricardo Jorge Nunes e Daniele de Andrade Felipe (Ambos PE)
Gols: Dudu Mandai contra (21 min do 1° tempo); Rafael Furtado (32 min do 2° tempo); Roger Gaúcho (42 min do 2° tempo)
Cartões Amarelos: Benne (Asa), Roger Gaúcho (Asa) , Gutti (Asa), Marcão (Asa), Alex Alves (Santa Cruz) e Rafael Furtado (Santa Cruz)

Renda  359.955,00
Publico 19.491

—–

Leia também
• “A oportunidade da minha vida”, disse Wescley em apresentação no Santa Cruz
• Wescley e Raphael Macena, reforços do Santa Cruz, estão regularizados
• Raphael Macena enaltece recepção no Santa Cruz e se diz pronto para estrear

Gonzaga Patriota é o mais novo Cidadão de Carnaubeira da Penha

24/04/22
blogfolhadosertao.com.br
O parlamentar   é  autor do   projeto que  emancipou  o ex-distrito  que pertencia  ao município de Floresta, nos idos de 1985,  quando exercia o seu primeiro mandato como deputado estadual e pertencia ao antigo MDB
O deputado federal Gonzaga Patriota -PSB ( foto ) recebeu o título de cidadão honorário pelos serviços prestados à cidade de Carnaubeira da Penha, nesta sexta-feira (22). A honraria foi concedida pelo vereador Welber Santana e com a aprovação do  parlamentares da Casa  Legislativa do município.  Gonzaga Patriota é autor do Projeto de Lei 751/1985   que emancipou o ex-distrito  de Carnaubeira que pertencia ao município de Floresta.

O vereador Welber Santana agradeceu ao deputado os recursos enviados ao município e aos povos indígenas que vivem no local. Participaram da entrega da honraria  Neidinha, esposa do vereador e pré-candidata a deputado estadual, e lideranças da região.

TRIUNFO. Gonzaga Patriota  também esteve em Triunfo onde, juntamente com o prefeito Luciano Bonfim,  o vice João Hermano, o vereador Nego Rico, demais vereadores e secretários, participou da inauguração da pavimentação em calçamento de algumas ruas no bairro Baixa Verde.  “Atendendo ao pedido do vereador Nego Rico eu já destinei, nos últimos 4 anos, mais de R$ 2 milhões, dos quais R$ 500 mil foram destinados para pavimentação, sendo R$ 250 mil para o bairro Melo e o restante para o Baixa Verde”, disse Patriota.

Depois de passar por Arcoverde e realizar algumas visitas, à noite Gonzaga Patriota esteve em Bom Conselho para participar da entrega do certificado de 57 mototaxistas que fizeram o curso da  Educate – empresa especializada em cursos de qualificação profissional na área de trânsito, transporte e segurança pública, credenciada pelo DETRAN/PE.

Na oportunidade, o deputado destacou o seu Projeto de Lei PL 4430/12, que isenta do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre as Operações Financeiras (IOF) a aquisição de motocicletas e motonetas destinadas ao transporte remunerado de passageiros. “Esse projeto é para que os mototaxistas não paguem o IPI das motos, assim como acontece com os taxistas, pois ambos devem ter os mesmos direitos”, avalia Patriota. O encontro foi organizado por Artur Vítor, diretor da Educate.