Em Goiana: Prefeitura de Goiana participa de apresentação do projeto Areninhas Pernambuco no Palácio do Campo das Princesas

11/06/26 –   http://blogfolhadosertao.com.br –     Ascom PMG

 

Prefeitura de Goiana participa de apresentação do projeto Areninhas Pernambuco no Palácio do Campo das Princesas

 

A Prefeitura de Goiana, por meio da Secretaria de Esportes, participou nesta quarta-feira (10) de evento promovido pelo Governo de Pernambuco, no Palácio do Campo das Princesas, para apresentação do projeto Areninhas Pernambuco. O município foi representado pelo secretário de Esportes, André Rabicó.

O encontro contou com a presença da governadora Raquel Lyra e da secretária estadual de Esportes, Ivete Lacerda. Durante o evento, foi apresentado o programa Areninhas Pernambuco, iniciativa do Governo do Estado que prevê a implantação de 204 campos de futebol society nos municípios pernambucanos. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 70 milhões, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura esportiva e ampliar o acesso ao esporte e ao lazer.

As areninhas contarão com gramado sintético, sistema de iluminação em LED, alambrados, equipamentos esportivos e estrutura adequada para a prática do futebol society. Segundo informações apresentadas durante o encontro, as unidades deverão ser entregues no prazo de 60 a 90 dias.

Goiana será contemplada com uma unidade, que será instalada no Estádio Municipal Agamenon Magalhães, ampliando os espaços destinados às atividades esportivas e recreativas no município.

“Com a implantação da areninha, a expectativa é ampliar a oferta de espaços públicos voltados à prática esportiva e às atividades de lazer em Goiana, beneficiando crianças, jovem e adultos”, afirmou Rabicó.

Ministro Gilmar critica gastos do Congresso e defende que STF barre despesas

11/06/26  –  http://blogfolhadossertao.com.br –   Conteúdo Estadão

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes teceu críticas nesta quarta-feira (10) às propostas aprovadas pelo Congresso que criam despesas no orçamento da União sem a devida avaliação dos impactos financeiros para os entes federativos. Sem citar nenhum caso específico, o decano indicou que a Suprema Corte deve barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Legislativo sem “estudos prévios”.

“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, escreveu. As informações são da CNN.

A publicação foi feita nas redes sociais do ministrodurante a tarde, horas depois de o ministro da Fazenda Dario Durigan procurar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a fim de tentar barrar o avanço de projetos que impactariam o orçamento nacional, como a PL 1365/22 que em pelo menos R$ 13.662 o salário por jornada semanal de 20 horas + adicional de 50% por hora extra e trabalho noturno.

Segundo Gilmar, a estabilidade macroeconômica do país é fundamental para que ele possa se desenvolver, mas para isso acontecer é necessário que haja responsabilidade financeira, que sigam a Constituição Federal.

“(…) definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169)”, exemplifica.

Um dos destaques feito pelo ministro foi o artigo 113 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), segundo o qual propostas que criem novas despesas ou reduzam receitas publicas têm que necessariamente apresentar uma estimativa do possível impacto financeiro na receita. Ou seja, projetos que criem benefícios ou isenções precisam informar quanto a ação custará aos cofres públicos e suas compensações.

Após elencar as ferramentas, Gilmar diz que o Congresso “precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.”

Ele encerra o texto pregando responsabilidade fiscal e “fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.”

Impacto fiscal em ano eleitoral
Conforme publicado pela CNN, o Palácio do Planalto teme pela pressão por votações que tenham impacto fiscal para o governo, ao mesmo tempo em que Davi Alcolumbre sinalizou publicamente que há 31 projetos no Senado que tratam de jornada de trabalho e piso de remuneração de muitas categorias.

“Eu não posso ser seletivo. Então, em um ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Se botar para votar isso aqui, todo mundo vai votar sim por conta da eleição e vai ter que arrumar ‘dez Brasil’ para pagar e aí fica sendo eu o culpado que não quer dar o piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento”, declarou o presidente do Senado.

Uma das principais preocupações do governo é sobre a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado na tarde desta quarta-feira. A proposta prevê regras diferenciadas de aposentadoria, incluindo possibilidade de integralidade e paridade para cada categoria. Como se trata de uma mudança constitucional, o texto não dependeria de sanção do presidente Lula (PT) caso fosse aprovado.

Integrantes da Fazenda temem um impacto fiscal bilionário, que poderia resultar em um efeito cascata para outras categorias do serviço público. Alguns classificaram a proposta como uma “contrarreforma da Previdência”.

Além da PEC dos agentes de saúde, outra frente que preocupa Lula envolve pisos salariais de categorias. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado já aprovou propostas relacionadas aos pisos de bombeiros, dentistas e médicos.

Leia abaixo a íntegra do texto publicado por Gilmar Mendes:

Aos pessimistas, precisamos lembrar que as bases para o desenvolvimento econômico do Brasil estão nas nossas mãos: temos uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor; temos fartos recursos naturais; temos instituições democráticas sólidas, ainda que sujeitas a ataques eventuais. Mesmo com insumos tão potentes, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo comparando com países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência.

Atualmente, lidamos com um cenário internacional turbulento, com guerras, choque nos preços do petróleo e fontes de pressão nos preços dos alimentos. Há um risco relevante de vermos, em muitos países, inflação com baixo crescimento econômico, o que comumente coloca a governabilidade e estabilidade política em xeque.

Tal quadro exige que dediquemos especial atenção aos fundamentos de uma economia de mercado forte. Penso que a estabilidade macroeconômica é premissa básica para o desenvolvimento de qualquer país, e para isso é necessário que haja responsabilidade fiscal.

No Brasil, nossa Constituição Federal estabelece diversos comandos nesse sentido, a exemplo de: definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169); impedir a transferência de encargo financeiro decorrente da prestação de serviço público para qualquer ente federativo sem a previsão de fonte orçamentária e financeira correspondente (art. 167, §7º); vedar explicitamente a criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º); exigir estimativa do impacto orçamentário e financeiro de proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita (art. 113, ADCT).

É importante destacar o art. 113 do ADCT: toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.

O STF possui jurisprudência pacífica sobre o tema: a ausência desses estudos prévios gera a inconstitucionalidade da medida legislativa. É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.

Enquanto sertanejos ganham milhões, Flávio José recusa redução no cachê do São João

11/06/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –     Por Alan Lopes

Após ter reajuste de cachê questionado pelo MP-BA, Flávio José cancela agenda na Bahia; em Pernambuco, forró tradicional recebe valores inferiores aos gêneros mais comerciais

Cantor e sanfoneiro Flávio José/Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cantor e sanfoneiro Flávio José (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O cantor e sanfoneiro paraibano Flávio José anunciou, em um comentário publicado no Instagram, que não vai participar mais do São João da Bahia deste ano, após recusar um acordo com o Ministério Público (MP-BA) sobre o valor de seu cachê no estado.

O impasse começou após o órgão questionar o reajuste de seu contrato, que saltou de R$ 250 mil, em 2025, para R$ 350 mil, em 2026, representando uma alta de 40%. O caso reacendeu o debate sobre a desvalorização do forró tradicional nos polos juninos, enquanto astros do sertanejo e do piseiro recebem supercachês milionários.

“Às vésperas da maior festa cultural do Nordeste, recebi a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê. Enquanto isso, outros artistas que não têm relação com o forró ganham rios de dinheiro. Isso é de um desrespeito sem tamanho. Por esse motivo, não irei à Bahia este ano. É lamentável”, escreve o artista. Em sinal de protesto, ele cancelou 15 shows que faria nos festejos juninos baianos.

Em nota enviada à imprensa, o MP-BA justificou que as recomendações sobre os cachês são baseadas em critérios técnicos, como projeção artística e notoriedade. No caso de Flávio José, o monitoramento ocorreu devido ao reajuste de seu cachê em relação a 2025.

O órgão também detalhou que acionou mais de cem municípios baianos por indícios de superfaturamento, “incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado”.

A título de comparação, a atração mais cara das festas de São João do estado, segundo dados disponíveis no Painel Junino do MP-BA, é a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano. Os dois receberão R$ 905 mil por show, valor que representa um aumento de 12,7% em relação ao cachê do ano passado (R$ 803 mil), sendo permitido pelo órgão.

PERNAMBUCO
Em Pernambuco, Wesley Safadão opera em um patamar financeiro ainda mais elevado. Mesmo que seja reconhecido como um representante do forró eletrônico, o artista ampliou seu público ao combinar o estilo com sertanejo, arrocha e piseiro, sendo enquadrado fora do forró tradicional.

Neste ano, seu cachê em Caruaru inflou 25%, subindo de R$ 1,1 milhão, em 2025, para R$ 1,5 milhão, em 2026. Esse acréscimo de R$ 400 mil assegura ao cantor o título de atração mais cara de todo o evento pelo segundo ano consecutivo.

Embora conte com a adesão de apenas 15% dos municípios pernambucanos até o momento, o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) traz dados que evidenciam a disparidade que rege a distribuição de recursos entre os ritmos.

Um levantamento realizado pelo Diario na plataforma constatou que metade dos contratos de artistas do forró vão até R$ 50 mil. Em contrapartida, metade das atrações de outros estilos musicais mais comerciais garantiram contratos acima de R$ 180 mil.

Outro dado relevante é que, entre os maiores cachês de todo o São João do estado, apenas quatro pertencem a artistas do forró e todos eles estão ligadas à vertentes mais comerciais, como Safadão. São os casos do projeto À Vontade (Caruaru, R$ 990 mil), Xand Avião (Caruaru, R$ 800 mil), Henry Freitas (Caruaru e Santa Terezinha, R$ 600 mil em cada município) e a Banda Seu Desejo (Caruaru, R$ 500 mil).

As demais posições são ocupadas por artistas de outros segmentos, como Bell Marques, do axé (Caruaru, R$ 800 mil); Pablo, do arrocha (Caruaru, R$ 765 mil); Matheus e Kauan, do sertanejo universitário (Caruaru, R$ 700 mil); e Léo Santana, do pagode baiano (Caruaru, R$ 650 mil).

A lista inclui ainda Zé Vaqueiro, do piseiro e vaquejada (Caruaru, R$ 600 mil); Mari Fernandez, do piseiro e sertanejo (Caruaru, R$ 520 mil); e Léo Magalhães, do sertanejo e arrocha (Caruaru e Caetés, R$ 500 mil em cada cidade).

 

Pesquisa Quaest: por que Lula sobe e Flávio Bolsonaro perde terreno

11/06/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br    –  Por  Igor Maciel

Flávio Bolsonaro aparece com 29% no primeiro turno e não fecha nem o campo da direita; Lula sobe para 44% no segundo turno na Quaest de junho

A pesquisa Genial/Quaest nacional desse mês de junho registra dois movimentos simultâneos: Lula (PT) cresce e Flávio Bolsonaro (PL) recua. A leitura apressada pode tratar os dois como faces do mesmo fenômeno, como se Lula melhorasse porque Flávio piorou. Não é a realidade.

Flávio perde porque o caso Banco Master deteriorou sua posição fora do bolsonarismo e os números são específicos sobre isso. Lula avança porque suas políticas públicas estão produzindo efeitos percebidos pelo eleitorado e a pesquisa deixa isso claro.

São dinâmicas independentes, com origens distintas, e entender a diferença entre elas é essencial para não afundar em pessimismo ou decolar em empolgação.

Recuo

No confronto direto, Flávio aparece com 38% e Lula com 44%. A diferença de 6 pontos ganha peso quando comparada a maio: há um mês, o senador tinha 41% e o presidente, 42%. O empate técnico de 30 dias atrás transformou-se numa vantagem de 6 pontos para o líder petista.

O recuo não veio de dentro do bolsonarismo. Flávio ainda concentra 94% das intenções de voto do grupo e mantém 70% de voto consolidado, índice praticamente igual ao que Lula tem com o seu eleitorado à esquerda. O problema é que o bolsonarismo não vence uma eleição presidencial sozinho. Os eleitores da chamada “direita bolsonarista” representam cerca de 13% apenas. Para Flávio vencer é preciso ter a “direita não bolsonarista” e os independentes.

A soma da direita bolsonarista com a direita não bolsonarista representa 33% do eleitorado. Flávio aparece com 29% no primeiro turno. Ele não consegue fechar nem o campo que deveria ser todo seu. Uma parcela da direita que não se identifica como bolsonarista não migrou para o senador. Os 4 pontos que faltam para completar os 33% estão dispersos ou indecisos.

Independentes

A série entre os independentes, aqueles que declaram não ser nem direita e nem esquerda, torna o movimento negativo para Flávio ainda mais preciso. Em janeiro, o filho de Bolsonaro liderava esse grupo: 29% contra 26% de Lula. Em fevereiro já havia perdido a dianteira: 23% contra 27%. Em junho, a distância se aprofundou para 24% contra 37% de Lula.

O candidato da oposição saiu da liderança entre os independentes e ficou 13 pontos atrás. A coincidência com o período de maior visibilidade do caso Banco Master não é casual.

Sustentação

Já o crescimento na aprovação do presidente tem explicação própria, separada da queda do adversário.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação do governo chega a 60%. Entre os não beneficiários, cai para 43%. A distância de 17 pontos mostra que o programa segue funcionando como base de sustentação política.

A isenção do Imposto de Renda alcançou 32% dos entrevistados. Desse grupo, 57% já percebem ganho financeiro concreto: 23% afirmam que a renda aumentou significativamente e 34%, um pouco. São efeitos que chegam ao bolso e depois vão à urna.

O Desenrola 2.0 registra aprovação combinada de 70%, onde 50% consideram boa ideia e 20% avaliam que ajuda um pouco. Apenas 25% o classificam como má ideia. O número tem peso porque inclui parcelas do eleitorado não alinhadas ao governo.

Foi especificamente nesses pontos que Lula cresceu.

Estrutura

Em resumo, Flávio Bolsonaro encolheu fora do bolsonarismo e não porque Lula melhorou.

Já Lula melhorou porque suas políticas estão produzindo efeitos percebidos e não porque Flávio caiu.

Entender isso é importante para evitar depressão ou empolgação. O jogo ainda está aberto, principalmente se for para o segundo turno.

Adesão: João Campos recebe o apoio de liderança da oposição e vereadores da base de Raquel Lyra em Gameleira

11/06/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –   Assessoria

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) segue ampliando o leque de apoios ao projeto da Frente Popular em todo o estado. Nesta quarta-feira (10), ele firmou aliança com Jaylson da Garagem, candidato a prefeito em 2024, e mais da metade da bancada da Câmara Municipal de Gameleira, na Mata Sul. Os parlamentares foram eleitos em 2024 por partidos da base da governadora Raquel Lyra (PSD).

Decidiram marchar com o pré-candidato do PSB os vereadores Geno da Laranjeira (Avante), Deise de Babau (PSD), Ninho da Vila (PSDB), Lucas Predadores (União Brasil), Irmão Júnior (Solidariedade) e Vado Bala (PSDB). O apoio foi firmado durante reunião com João Campos no Recife.

“Quem assume essa missão que eu respeito muito, que é o trabalho dos vereadores, tem uma capacidade enorme de chegar muito perto do dia a dia das pessoas, entendendo o que elas precisam, onde é que o poder público precisa melhorar. Esse time de vereadores que a gente está reunindo, junto com Jaylson, tem ouvido e compreendido o sentimento das pessoas em todo o estado. Fico feliz de receber esse apoio e de poder fazer essa caminhada junto de quem busca o melhor por Gameleira e por Pernambuco”, declarou João.

Policial acusado de matar mulher de 34 anos é expulso da PM de Pernambuco

10/06/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –   Por Diario de Pernambuco

Crime aconteceu dentro da casa da madrinha da vítima, em Piedade

Amanda Carolina Pacheco Pereira foi morta em Piedade/Foto: Reprodução/Redes Sociais

Amanda Carolina Pacheco Pereira foi morta em Piedade (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O policial militar Leonardo Vieira Gomes foi expulso da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar Militar que apurou sua participação na morte da comerciante e estudante de gastronomia Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (9) e assinada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Segundo a portaria, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social concluiu que há provas suficientes de que o então terceiro-sargento efetuou um disparo de arma de fogo que resultou na morte da vítima, em abril de 2025, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

O documento destaca que, além da morte de Amanda, a investigação administrativa apontou que o militar deixou o local sem prestar socorro e alterou a cena do crime para tentar simular um suicídio. De acordo com a decisão, Leonardo posicionou a própria pistola na mão da vítima com o objetivo de induzir peritos e autoridades policiais ao erro.

Para a SDS, a conduta configura fraude processual e representa uma grave violação dos deveres inerentes à função policial. A portaria afirma que as atitudes são incompatíveis com a atividade militar e demonstram desrespeito aos princípios éticos, ao dever de proteção à vida e à dignidade humana.

A decisão administrativa também ressalta que o processo respeitou o contraditório e a ampla defesa, sem registro de irregularidades. Com base nos relatórios da Corregedoria e pareceres técnicos produzidos durante a apuração, a Secretaria concluiu que Leonardo Vieira Gomes não possui condições de permanecer nos quadros da corporação.

Por isso, foi aplicada a penalidade de exclusão a bem da disciplina, considerada a mais grave prevista para militares estaduais. A portaria aponta que a conduta do policial afetou a honra pessoal, o pundonor policial-militar e o decoro da classe, além de violar dispositivos do Estatuto dos Militares de Pernambuco e do Regulamento de Ética Profissional da categoria.

Caso ocorreu em 2025

Amanda Carolina Pacheco Pereira foi morta na madrugada de 12 de abril de 2025. Na ocasião, ela e Leonardo Vieira Gomes estavam na residência da madrinha da vítima, em Piedade. Segundo relatos colhidos durante as investigações, os dois consumiam bebidas alcoólicas e conversavam normalmente antes do disparo.

A madrinha de Amanda informou ter acordado após ouvir um tiro. Ao chegar ao cômodo, encontrou a afilhada caída e ferida por arma de fogo. Leonardo já havia deixado o local.

Pouco tempo depois, o policial se apresentou na Delegacia de Prazeres, onde foi preso em flagrante. Apesar da prisão, ele foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada no mesmo dia.

Na decisão judicial que concedeu liberdade provisória, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) considerou que não havia elementos concretos que indicassem risco à instrução processual ou possibilidade de fuga, destacando que o acusado possuía residência fixa e era policial militar da ativa. Foram impostas medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição de mudança de endereço sem autorização.

À época, o Ministério Público também se manifestou pela liberdade provisória ao apontar que o investigado não possuía antecedentes criminais e que ainda existiam dúvidas sobre a dinâmica da morte. Com o avanço das investigações e o oferecimento da denúncia, foi apresentado novo pedido de prisão.

Além da responsabilização administrativa, Leonardo Vieira Gomes responde criminalmente pelos crimes de feminicídio e fraude processual. As acusações estão relacionadas tanto à morte de Amanda quanto à suposta tentativa de manipular a cena do crime. Até o momento, não há data definida para o julgamento do caso pela Justiça.

 

Náutico não consegue passar pelo Fortaleza e sofre 2ª derrota seguida na Série B

10/06/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br –    Por Davi Saboya

O gol da derrota alvirrubra foi marcado pelo zagueiro Mateus Silva, contra, no fim do 1º tempo, e o Timbu não conseguiu superar o goleiro João Ricardo

Com um gol contra do zagueiro Mateus Silva, o Náutico perdeu por 1×0 para o Fortaleza, nesta terça-feira (9), no estádio dos Aflitos. O duelo foi válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Essa foi segundo resultado negativo do Timbu, que tinha perdido o clássico para o Sport na rodada passada.

Na classificação, o time alvirrubro perdeu duas posições. Agora, o Náutico ocupa temporariamente a 6ª colocação com 19 pontos. A 12ª rodada só acaba nesta quarta-feira (10) e a equipe dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos ainda pode perder mais três posições.

O próximo do Náutico acontece no dia 14 de junho de 2026 (domingo). O Timbu visita o Novorizontino, às 19h (de Brasília), no estádio Jorge Ismael de Biasi. O duelo é válido pela 13ª rodada.

Gol contra

Com a base titular mantida, o Náutico tomou a iniciativa do jogo e deu o primeiro susto aos seis minutos, em chute de fora da área de Vinícius, defendido por João Ricardo. O Fortaleza deu o troco aos 12, com cabeçada perigosa de Luan Freitas.

Ditando o ritmo e com as linhas altas, o Náutico sufocou o adversário e quase marcou aos 16 minutos, em nova cabeçada de Dodô parada pelo goleiro. Defensivamente, o Timbu se mantinha seguro, neutralizando as transições do Leão do Pici com desarmes e impedimentos. Aos 29, a trave impediu o gol de Derek após grande jogada de Dodô.

Quando o Fortaleza finalmente conseguia equilibrar as ações e cadenciar o jogo, veio o golpe de sorte: aos 44 minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro alvirrubro Mateus Silva marcou contra, garantindo a vantagem cearense no primeiro tempo.

Não teve jeito

Sem se abater com o gol sofrido, o Náutico reiniciou a partida no ataque e assustou logo aos dois minutos, em novo chute de Vinícius defendido por João Ricardo.

O cenário ficou ainda mais favorável ao Timbu quando o ala Rodriguinho foi expulso após dar uma entrada violenta em Igor Fernandes, lance que precisou do auxílio do VAR para a aplicação do vermelho.

Rafael Vieira/CNC
Vinícius, atacante do Náutico, em lance no jogo contra o Fortaleza pela 12ª rodada da Série B – Rafael Vieira/CNC

 

Aproveitando a superioridade numérica, Hélio dos Anjos mudou o time de forma ofensiva: acionou Yuri Silva na lateral esquerda e, na sequência, promoveu as entradas de Ramon Carvalho e Juninho.

Sob o comando de Dodô e Vinícius, o Náutico empilhou chances, mas parou no paredão João Ricardo. Conforme o tempo passava, a equipe se desorganizou, apostando excessivamente em chuveirinhos na área e saindo de campo frustrada pela falta de eficiência nas finalizações.

Notas do Escrete de Ouro

Em parceria com o Escrete de Ouro, da Rádio Jornal, o Blog do Torcedor divulga as notas do jogo do Náutico. A avaliação foi feita pelo comentarista Ednaldo Santos.

  • Muriel: 6
  • Reginaldo: 6
  • Mateus Silva: 4
  • Betão: 4
  • Wanderson: 4
  • Igor Fernandes: 4
  • Yuri Silva: 4
  • Leonai: 5
  • Ramon Carvalho: 4
  • Wenderson: 7
  • Rosa: 4
  • Dodô: 7
  • Vinícius: 7
  • Júnior Todinho e
  • Derek: 7
  • Juninho: 4
  • Hélio dos Anjos: 6
Ficha do jogo – Náutico 0x1 Fortaleza

Náutico

Muriel; Reginaldo, Mateus Silva, Betão (Wanderson) e Igor Fernandes (Yuri Silva); Leonai (Ramon Carvalho), Wenderson (Rosa) e Dodô; Vinícius, Júnior Todinho e Derek (Juninho). Técnico: Hélio dos Anjos.

Fortaleza

João Ricardo; Rodriguinho, Brítez, Lucas Gazal, Luan Freitas e Mucuri (Gabriel Fuentes); Lucas Sasha e Rodrigo Santos; Vitinho (Lucas Crispim), Luiz Fernando (Kayke Queiroz) e Miritello (Pochettino). Técnico: Thiago Carpini.

  • Local: Estádio dos Aflitos, no Recife-PE.
  • Árbitro: Lucas Casagrande (PR).
  • Assistentes: Sidmar Dos Santos Meurer e Roberto Rivelino Dos Santos Júnior (ambos do PR).
  • VAR: Vinícius Gomes do Amaral (MG).
  • Gol: Mateus Silva contra (43′ do 1ºT).
  • Cartões amarelos: Leonai, Mateus Silva, Juninho (N), Brítez, Luiz Fernando, Kayke Queiroz e Mucuri (F).
  • Cartões vermelhos: Rodriguinho e Miritello (F).
  • Público: 7.753 torcedores.
  • Renda: R$ 137.231,00.

Bolsonarismo: Documentos mostram como Vorcaro enviou R$ 61 milhões aos EUA para bancar ‘Dark Horse’

10/06/26  –    http://blogfolhadosertao.com.br  –   Estadão Conteúdo

Montantes mencionados constam dentre documentos reunidos na investigação do caso Master

Trecho do trailer de ‘Dark Horse’/Reprodução

Trecho do trailer de ‘Dark Horse’ (Reprodução)

Novos documentos obtidos revelados pelo site The Intercept, incluindo uma planilha de pagamentos e um comprovante de transferência internacional, detalham, segundo a publicação, parte do caminho percorrido por recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e indicam que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões na cotação da época, foram destinados ao projeto até maio de 2025.

As informações ampliam as revelações anteriores sobre o caso. Em maio, o site divulgou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro discutem um aporte de US$ 24 milhões para a produção do filme. O valor equivale a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação do período. O Estadão confirmou que os montantes mencionados constam nos documentos reunidos na investigação do caso Master.

Inicialmente, Flávio Bolsonaro chegou a negar o financiamento do filme por Vorcaro, mas depois acabou admitindo ter pedido os recursos e também ter visitado o banqueiro após ele ter sido solto pela justiça com a aplicação de medidas cautelares.

Agora, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (9) documentos permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelos recursos enviados aos Estados Unidos para financiar o filme. Entre eles está uma planilha que registra uma operação de quase US$ 24 milhões e detalha os aportes previstos e os valores efetivamente pagos. De acordo com o site, o cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Os registros indicam que, até maio daquele ano, haviam sido repassados US$ 10,6 milhões.

O Intercept afirma, porém, que a própria documentação sugere que o valor final pode ter sido superior. Essa planilha foi encaminhada em agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Vorcaro com a observação de que havia duas parcelas em atraso e uma terceira prestes a vencer. Em resposta, o ex-banqueiro escreveu: “Segunda fazemos duas”. A troca de mensagens indica que novos desembolsos ainda estavam sendo discutidos naquele momento.

A reportagem também divulgou um comprovante de transferência internacional emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países. O documento registra uma remessa de US$ 2 milhões realizada em 13 de fevereiro de 2025 para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas cujo agente legal é o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, de Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Segundo o comprovante, a transferência teve como remetente a Entre Investimentos, empresa que aparece como responsável pelo envio dos recursos aos Estados Unidos. O dinheiro foi destinado a uma conta do Havengate. Como mostrou o Estadão, embora a Entre Investimentos e Vorcaro neguem qualquer vínculo societário, documentos e investigações apontam para uma possível conexão operacional entre o grupo e o ex-banqueiro.

Pelos documentos divulgados pelo The Intercept, a operação teria seguido o seguinte caminho: os recursos saíram da Entre Investimentos, foram enviados ao Havengate, e tinham como destino final a Go Up Entertainment, empresa da produtora Karina Ferreira da Gama. A produtora é a responsável pela produção do Dark Horse.

Polícia Federal investiga se parte dos recursos destinados ao filme foi desviada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA.

Veja também:

Raquel Lyra e João Campos enfrentam da humanização aos ataques nas redes sociais

10/06/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Betânia Santana

Pré-candidatos ao governo de Pernambuco buscam autoria dos disparos. Ele, na polícia, e ela, na Justiça

Os dois principais personagens da sucessão estadual em Pernambuco compartilham a mesma dor de cabeça.  A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) revelaram, quase simultaneamente, o lado sombrio da ferramenta que ajudou a pavimentar suas projeções públicas. As redes sociais, antes vitrines de entregas e carisma moldado para engajamento, viraram guerrilha digital.

No começo deste mês, no Fórum de Lisboa, em Portugal, João Campos, em entrevista ao Congresso em Foco, denunciou o bombardeio de uma suposta “milícia digital”, movida a robôs e perfis inorgânicos. Acionou a Polícia Federal e declarou como mais importante “entender quem está por trás disso”.

Ontem, exatamente uma semana depois, Raquel Lyra seguiu roteiro idêntico em conversa com a CNN. Apontou baterias contra perfis falsos e narrativas difamatórias disparadas após o Instituto Datafolha apontar sua liderança na pesquisa. Procurou o caminho judicial.

O ambiente virtual, antes focado em humanizar os gestores e massificar ações, converteu-se em desinformação. João Campos, conhecido nacionalmente pelo domínio dessas plataformas, agora se diz vulnerável.

Raquel Lyra,  que reformulou a comunicação para o embate, queixa-se de ataques à honra patrocinados por opositores interessados em “reocupar o poder”. Há inteligência artificial operando.

Sobram acusações mútuas sobre os autores dos disparos e ambos tentam se blindar. Mas nas urnas modernas, quem escolhe a arena do clique se sujeita à tirania do ataque.

Disputa pelo Senado
Na entrevista à CNN, Raquel Lyra deixou escapar o nome dos pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho e Túlio Gadêlha. Ninguém sabe se por deslize ou intencionalmente, a governadora não citou Eduardo da Fonte nem Fernando Dueire. Alguns acreditam ter sido para medir a repercussão da atitude. Outros, para mandar recado.

Areninhas
Raquel Lyra anuncia hoje a instalação de 203 campos com gramado sintético, iluminação e estrutura acessível.  Um investimento de R$ 74,3 milhões do estado. Três deles vão para Petrolina, segundo Júlio Lóssio Filho, ex-candidato a prefeito da cidade.

Em casa
Ao lado do prefeito Victor Marques, dos vereadores Zé Neto e Romerinho Jatobá, e do secretário de Habitação Felipe Cury, o ex-prefeito João Campos reviveu ontem à noite algumas das ações desenvolvidas no Recife. Participou da regularização de 359 imóveis e da entrega de 166 títulos de propriedades, no bairro da Várzea.

Sindicalistas
Um ato do PSB marca hoje a filiação de líderes sindicais. Participam o presidente da legenda em Pernambuco, Sileno Guedes; o secretário sindical nacional da sigla, Evaldo Costa; e o estadual Jackson Bezerra. João Campos é aguardado. Às 15h, no Hotel Villa Park.

 

Desenrola 2.0 já renegociou dívidas de 6 milhões de brasileiros, afirma Dario Durigan

10/06/26    http://blogfolhadosertao.com.br  –  Otávio Rosso

Programa prevê alcançar 10 milhões de renegociações até o fim de junho e já garantiu descontos médios superiores a 80%
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Adriano Machado / Reuters)

 

O programa Novo Desenrola Brasil já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas com a renegociação de dívidas em todo o país. A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (9), em entrevista ao UOL. Segundo o ministro, a expectativa do governo federal é ampliar esse número para 10 milhões de brasileiros até o fim de junho.

De acordo com o balanço apresentado por Durigan, cerca de 4 milhões de pessoas já conseguiram regularizar sua situação financeira por meio da iniciativa. O programa, que teve uma nova etapa lançada neste mês e seguirá em funcionamento até agosto, tem como foco principal famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos.

“Hoje, nesta manhã, temos mais de 6 milhões de pessoas e famílias beneficiadas pelo novo Desenrola. Fizemos agora o Desenrola, 6 milhões de famílias beneficiadas nos primeiros dias, vai ser uma mobilização nacional até o dia 2 de agosto. Quatro milhões de pessoas já estão desnegativadas, 1,1 milhão já pagaram à vista a sua dívida com desconto de mais de 80% na média, já liquidaram, estão aptas a trocar seu carro, comprar eletrodoméstico. Outros 1,7 milhão foram renegociadas”, afirmou o ministro.

Durigan também demonstrou confiança na ampliação dos resultados nas próximas semanas. “Acho que muito em breve, ainda em junho, a gente chega em 10 milhões de pessoas”, declarou.

O Novo Desenrola Brasil foi criado para facilitar a renegociação de débitos de consumidores que recebem até R$ 8.105 por mês. A iniciativa contempla dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo pendências relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Na semana passada, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, informou que o programa já havia renegociado aproximadamente R$ 20 bilhões em débitos. Com descontos que podem chegar a 85%, o valor total das dívidas foi reduzido para cerca de R$ 2,7 bilhões.

Outra medida incorporada ao programa foi a autorização para utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no pagamento das dívidas. Desde o fim de março, os participantes podem sacar até R$ 1 mil por titular ou 20% do saldo disponível nas contas do FGTS, prevalecendo o valor mais alto.

Além das famílias, o pacote de renegociação também contempla micro e pequenas empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), produtores rurais e estudantes com contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A renegociação das dívidas do Fies deverá entrar em operação ainda neste mês.

Entre as condições oferecidas pelo Desenrola 2.0 estão descontos que variam de 30% a 90%, taxa de juros limitada a 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 meses e prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. O valor máximo da dívida renegociada, após a aplicação dos descontos, é de R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira participante.

Para aderir ao programa, os interessados devem procurar os canais oficiais dos bancos habilitados. As operações contam com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo criado para ampliar o acesso à renegociação e reduzir os riscos para as instituições financeiras.