Sport sai na frente, mas não segura vantagem e empata em casa com Athletic Club

11/06/26  –  http://blogfolhadossertao.com.br –    Por Davi Saboya

Augusto Pucci marcou o gol do Leão, mas pouco tempo depois Ian Lucas igualou o marcado, nesta quarta-feira (10), na Ilha do Retiro

O Sport não conseguiu segurar a vantagem que abriu no jogo e empatou por 1×1 com o Athletic Club, nesta quarta-feira (10), na Ilha do Retiro. O duelo foi válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Augusto Pucci abriu o placar, mas Ian Lucas igualou o marcador – ambos os gols no segundo tempo.

Com o resultado, o Sport acabou na 3ª colocação com 23 pontos. O novo líder da Série B é o Vila Nova, do técnico Guto Ferreira, com 25. Na vice-liderança, o próximo adversário do Leão com 24 pontos: o São Bernardo.

Próximo jogo do Sport

O próximo jogo do Sport acontece já neste domingo (11) e em um horário incomum para o futebol brasileiro. Por causa dos jogos da Copa do Mundo, a partida contra o São Bernardo será realizada a partir das 11h (de Brasília), no estádio 1º de maio, no interior de São Paulo.

Sem gols

Diante de um quebra-cabeça por conta de desfalques no meio e no ataque, Márcio Goiano montou o Sport com uma dobra de laterais pelo lado esquerdo, unindo Felipinho e Edson Lucas. O meio-campo ganhou cara nova com Pedro Martins e Fábio Matheus junto a Biel.

Em campo, o Leão buscou o jogo usando os lados. Aos 9 minutos, Felipinho arriscou um chute forte que Luan Polli espalmou. Na sequência, Madson recebeu passe de Fábio Matheus, mas mandou fraco para as mãos do arqueiro rival.

A grande chance rubro-negra veio aos 29 minutos: Biel achou Barletta em grande assistência; o atacante limpou o goleiro e rolou para Perotti empurrar para as redes, mas a jogada acabou anulada por impedimento de Barletta.

No apagar das luzes do primeiro tempo, o Athletic respondeu com Max escorando um cruzamento de Dixon, levando perigo à meta de Thiago Couto.

Não segurou

Insatisfeito com o 0 a 0, Márcio Goiano mexeu no Sport para o segundo tempo: promoveu as entradas de Augusto Pucci e Carlos De Pena nas vagas de Madson e Edson Lucas.

Porém, a torcida prendeu o fôlego mesmo com o Athletic que, aos seis minutos, marcou com Dixon após rebote de Thiago Couto, para a sorte do Leão, a arbitragem flagrou mais um impedimento.

A resposta rubro-negra veio em forma de gol. Aos 14, Augusto Pucci levantou na área, Biel testou no travessão e, no rebote, o próprio Pucci bateu cruzado e balançou as redes: 1 a 0 Sport.

Só que a alegria durou pouco. Aos 20 minutos, Diogo achou Ian Luccas infiltrado na área e o volante tirou do goleiro para empatar o confronto. O Sport ainda tentou uma última pressão com a entrada de Marlon no lugar de Biel, mas a ansiedade jogou contra e o placar magro selou um tropeço decepcionante na Ilha.

Notas do Escrete de Ouro

Em parceria com o Escrete de Ouro, da Rádio Jornal, o Blog do Torcedor divulga as notas do Sport no empate com o Athletic. A avaliação foi feita pelo comentarista Ralph de Carvalho.

  • Thiago Couto: 7
  • Madson: 6
  • Augusto Pucci: 7
  • Zé Marcos: 6
  • Marcelo Benevenuto: 6
  • Felipinho: 6
  • Pedro Martins: 5
  • Zé Gabriel: 5
  • Fábio Matheus: 5
  • Biel: 6
  • Marlon: 5
  • Barletta: 7
  • Max: 5
  • Perotti: 6
  • Edson Lucas: 5
  • Carlos de Pena: 7
  • Márcio Goiano: 7
Ficha do jogo – Sport 1×1 Athletic Club

Sport

Thiago Couto; Madson (Augusto Pucci), Marcelo Benevenuto, Zé Marcos e Felipinho; Pedro Martins (Zé Gabriel), Fábio Matheus e Biel (Marlon); Barletta (Max), Edson Lucas (Carlos De Pena) e Perotti. Técnico: Márcio Goiano.

Athletic Club

Luan Polli; Jhonatan Silva, João Miguel e Belezi; Diogo Batista (Douglas Pelé), Gian Cabezas (Jota), Ian Luccas (Gabriel Moisés), Kauan Rodrigues e Zeca; Dixon Vera (Ruan Assis) e Max (Bruninho). Técnico: Alex de Souza.

  • Local: Ilha do Retiro, no Recife-PE.
  • Árbitro: Afro Rocha de Carvalho Filho (PB).
  • Assistentes: Schumacher Marques Gomes (e Luis Filipe Goncalves Correa (ambos da PB).
  • VAR: Rafael Traci (SC)
  • Gols: Augusto Pucci (aos 15′ do 2ºT) e Ian Luccas (20′ do 2ºT).
  • Cartões amarelos: De Pena (S) e Bruninho (A).
  • Público: 13.724 torcedores.
  • Renda: R$ 297.962,00.

Em Goiana: Prefeitura de Goiana participa de apresentação do projeto Areninhas Pernambuco no Palácio do Campo das Princesas

11/06/26 –   http://blogfolhadosertao.com.br –     Ascom PMG

 

Prefeitura de Goiana participa de apresentação do projeto Areninhas Pernambuco no Palácio do Campo das Princesas

 

A Prefeitura de Goiana, por meio da Secretaria de Esportes, participou nesta quarta-feira (10) de evento promovido pelo Governo de Pernambuco, no Palácio do Campo das Princesas, para apresentação do projeto Areninhas Pernambuco. O município foi representado pelo secretário de Esportes, André Rabicó.

O encontro contou com a presença da governadora Raquel Lyra e da secretária estadual de Esportes, Ivete Lacerda. Durante o evento, foi apresentado o programa Areninhas Pernambuco, iniciativa do Governo do Estado que prevê a implantação de 204 campos de futebol society nos municípios pernambucanos. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 70 milhões, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura esportiva e ampliar o acesso ao esporte e ao lazer.

As areninhas contarão com gramado sintético, sistema de iluminação em LED, alambrados, equipamentos esportivos e estrutura adequada para a prática do futebol society. Segundo informações apresentadas durante o encontro, as unidades deverão ser entregues no prazo de 60 a 90 dias.

Goiana será contemplada com uma unidade, que será instalada no Estádio Municipal Agamenon Magalhães, ampliando os espaços destinados às atividades esportivas e recreativas no município.

“Com a implantação da areninha, a expectativa é ampliar a oferta de espaços públicos voltados à prática esportiva e às atividades de lazer em Goiana, beneficiando crianças, jovem e adultos”, afirmou Rabicó.

Ministro Gilmar critica gastos do Congresso e defende que STF barre despesas

11/06/26  –  http://blogfolhadossertao.com.br –   Conteúdo Estadão

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes teceu críticas nesta quarta-feira (10) às propostas aprovadas pelo Congresso que criam despesas no orçamento da União sem a devida avaliação dos impactos financeiros para os entes federativos. Sem citar nenhum caso específico, o decano indicou que a Suprema Corte deve barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Legislativo sem “estudos prévios”.

“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, escreveu. As informações são da CNN.

A publicação foi feita nas redes sociais do ministrodurante a tarde, horas depois de o ministro da Fazenda Dario Durigan procurar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a fim de tentar barrar o avanço de projetos que impactariam o orçamento nacional, como a PL 1365/22 que em pelo menos R$ 13.662 o salário por jornada semanal de 20 horas + adicional de 50% por hora extra e trabalho noturno.

Segundo Gilmar, a estabilidade macroeconômica do país é fundamental para que ele possa se desenvolver, mas para isso acontecer é necessário que haja responsabilidade financeira, que sigam a Constituição Federal.

“(…) definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169)”, exemplifica.

Um dos destaques feito pelo ministro foi o artigo 113 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), segundo o qual propostas que criem novas despesas ou reduzam receitas publicas têm que necessariamente apresentar uma estimativa do possível impacto financeiro na receita. Ou seja, projetos que criem benefícios ou isenções precisam informar quanto a ação custará aos cofres públicos e suas compensações.

Após elencar as ferramentas, Gilmar diz que o Congresso “precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.”

Ele encerra o texto pregando responsabilidade fiscal e “fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.”

Impacto fiscal em ano eleitoral
Conforme publicado pela CNN, o Palácio do Planalto teme pela pressão por votações que tenham impacto fiscal para o governo, ao mesmo tempo em que Davi Alcolumbre sinalizou publicamente que há 31 projetos no Senado que tratam de jornada de trabalho e piso de remuneração de muitas categorias.

“Eu não posso ser seletivo. Então, em um ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Se botar para votar isso aqui, todo mundo vai votar sim por conta da eleição e vai ter que arrumar ‘dez Brasil’ para pagar e aí fica sendo eu o culpado que não quer dar o piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento”, declarou o presidente do Senado.

Uma das principais preocupações do governo é sobre a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado na tarde desta quarta-feira. A proposta prevê regras diferenciadas de aposentadoria, incluindo possibilidade de integralidade e paridade para cada categoria. Como se trata de uma mudança constitucional, o texto não dependeria de sanção do presidente Lula (PT) caso fosse aprovado.

Integrantes da Fazenda temem um impacto fiscal bilionário, que poderia resultar em um efeito cascata para outras categorias do serviço público. Alguns classificaram a proposta como uma “contrarreforma da Previdência”.

Além da PEC dos agentes de saúde, outra frente que preocupa Lula envolve pisos salariais de categorias. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado já aprovou propostas relacionadas aos pisos de bombeiros, dentistas e médicos.

Leia abaixo a íntegra do texto publicado por Gilmar Mendes:

Aos pessimistas, precisamos lembrar que as bases para o desenvolvimento econômico do Brasil estão nas nossas mãos: temos uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor; temos fartos recursos naturais; temos instituições democráticas sólidas, ainda que sujeitas a ataques eventuais. Mesmo com insumos tão potentes, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo comparando com países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência.

Atualmente, lidamos com um cenário internacional turbulento, com guerras, choque nos preços do petróleo e fontes de pressão nos preços dos alimentos. Há um risco relevante de vermos, em muitos países, inflação com baixo crescimento econômico, o que comumente coloca a governabilidade e estabilidade política em xeque.

Tal quadro exige que dediquemos especial atenção aos fundamentos de uma economia de mercado forte. Penso que a estabilidade macroeconômica é premissa básica para o desenvolvimento de qualquer país, e para isso é necessário que haja responsabilidade fiscal.

No Brasil, nossa Constituição Federal estabelece diversos comandos nesse sentido, a exemplo de: definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169); impedir a transferência de encargo financeiro decorrente da prestação de serviço público para qualquer ente federativo sem a previsão de fonte orçamentária e financeira correspondente (art. 167, §7º); vedar explicitamente a criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º); exigir estimativa do impacto orçamentário e financeiro de proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita (art. 113, ADCT).

É importante destacar o art. 113 do ADCT: toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.

O STF possui jurisprudência pacífica sobre o tema: a ausência desses estudos prévios gera a inconstitucionalidade da medida legislativa. É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.

Enquanto sertanejos ganham milhões, Flávio José recusa redução no cachê do São João

11/06/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –     Por Alan Lopes

Após ter reajuste de cachê questionado pelo MP-BA, Flávio José cancela agenda na Bahia; em Pernambuco, forró tradicional recebe valores inferiores aos gêneros mais comerciais

Cantor e sanfoneiro Flávio José/Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cantor e sanfoneiro Flávio José (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O cantor e sanfoneiro paraibano Flávio José anunciou, em um comentário publicado no Instagram, que não vai participar mais do São João da Bahia deste ano, após recusar um acordo com o Ministério Público (MP-BA) sobre o valor de seu cachê no estado.

O impasse começou após o órgão questionar o reajuste de seu contrato, que saltou de R$ 250 mil, em 2025, para R$ 350 mil, em 2026, representando uma alta de 40%. O caso reacendeu o debate sobre a desvalorização do forró tradicional nos polos juninos, enquanto astros do sertanejo e do piseiro recebem supercachês milionários.

“Às vésperas da maior festa cultural do Nordeste, recebi a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê. Enquanto isso, outros artistas que não têm relação com o forró ganham rios de dinheiro. Isso é de um desrespeito sem tamanho. Por esse motivo, não irei à Bahia este ano. É lamentável”, escreve o artista. Em sinal de protesto, ele cancelou 15 shows que faria nos festejos juninos baianos.

Em nota enviada à imprensa, o MP-BA justificou que as recomendações sobre os cachês são baseadas em critérios técnicos, como projeção artística e notoriedade. No caso de Flávio José, o monitoramento ocorreu devido ao reajuste de seu cachê em relação a 2025.

O órgão também detalhou que acionou mais de cem municípios baianos por indícios de superfaturamento, “incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado”.

A título de comparação, a atração mais cara das festas de São João do estado, segundo dados disponíveis no Painel Junino do MP-BA, é a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano. Os dois receberão R$ 905 mil por show, valor que representa um aumento de 12,7% em relação ao cachê do ano passado (R$ 803 mil), sendo permitido pelo órgão.

PERNAMBUCO
Em Pernambuco, Wesley Safadão opera em um patamar financeiro ainda mais elevado. Mesmo que seja reconhecido como um representante do forró eletrônico, o artista ampliou seu público ao combinar o estilo com sertanejo, arrocha e piseiro, sendo enquadrado fora do forró tradicional.

Neste ano, seu cachê em Caruaru inflou 25%, subindo de R$ 1,1 milhão, em 2025, para R$ 1,5 milhão, em 2026. Esse acréscimo de R$ 400 mil assegura ao cantor o título de atração mais cara de todo o evento pelo segundo ano consecutivo.

Embora conte com a adesão de apenas 15% dos municípios pernambucanos até o momento, o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) traz dados que evidenciam a disparidade que rege a distribuição de recursos entre os ritmos.

Um levantamento realizado pelo Diario na plataforma constatou que metade dos contratos de artistas do forró vão até R$ 50 mil. Em contrapartida, metade das atrações de outros estilos musicais mais comerciais garantiram contratos acima de R$ 180 mil.

Outro dado relevante é que, entre os maiores cachês de todo o São João do estado, apenas quatro pertencem a artistas do forró e todos eles estão ligadas à vertentes mais comerciais, como Safadão. São os casos do projeto À Vontade (Caruaru, R$ 990 mil), Xand Avião (Caruaru, R$ 800 mil), Henry Freitas (Caruaru e Santa Terezinha, R$ 600 mil em cada município) e a Banda Seu Desejo (Caruaru, R$ 500 mil).

As demais posições são ocupadas por artistas de outros segmentos, como Bell Marques, do axé (Caruaru, R$ 800 mil); Pablo, do arrocha (Caruaru, R$ 765 mil); Matheus e Kauan, do sertanejo universitário (Caruaru, R$ 700 mil); e Léo Santana, do pagode baiano (Caruaru, R$ 650 mil).

A lista inclui ainda Zé Vaqueiro, do piseiro e vaquejada (Caruaru, R$ 600 mil); Mari Fernandez, do piseiro e sertanejo (Caruaru, R$ 520 mil); e Léo Magalhães, do sertanejo e arrocha (Caruaru e Caetés, R$ 500 mil em cada cidade).

 

Pesquisa Quaest: por que Lula sobe e Flávio Bolsonaro perde terreno

11/06/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br    –  Por  Igor Maciel

Flávio Bolsonaro aparece com 29% no primeiro turno e não fecha nem o campo da direita; Lula sobe para 44% no segundo turno na Quaest de junho

A pesquisa Genial/Quaest nacional desse mês de junho registra dois movimentos simultâneos: Lula (PT) cresce e Flávio Bolsonaro (PL) recua. A leitura apressada pode tratar os dois como faces do mesmo fenômeno, como se Lula melhorasse porque Flávio piorou. Não é a realidade.

Flávio perde porque o caso Banco Master deteriorou sua posição fora do bolsonarismo e os números são específicos sobre isso. Lula avança porque suas políticas públicas estão produzindo efeitos percebidos pelo eleitorado e a pesquisa deixa isso claro.

São dinâmicas independentes, com origens distintas, e entender a diferença entre elas é essencial para não afundar em pessimismo ou decolar em empolgação.

Recuo

No confronto direto, Flávio aparece com 38% e Lula com 44%. A diferença de 6 pontos ganha peso quando comparada a maio: há um mês, o senador tinha 41% e o presidente, 42%. O empate técnico de 30 dias atrás transformou-se numa vantagem de 6 pontos para o líder petista.

O recuo não veio de dentro do bolsonarismo. Flávio ainda concentra 94% das intenções de voto do grupo e mantém 70% de voto consolidado, índice praticamente igual ao que Lula tem com o seu eleitorado à esquerda. O problema é que o bolsonarismo não vence uma eleição presidencial sozinho. Os eleitores da chamada “direita bolsonarista” representam cerca de 13% apenas. Para Flávio vencer é preciso ter a “direita não bolsonarista” e os independentes.

A soma da direita bolsonarista com a direita não bolsonarista representa 33% do eleitorado. Flávio aparece com 29% no primeiro turno. Ele não consegue fechar nem o campo que deveria ser todo seu. Uma parcela da direita que não se identifica como bolsonarista não migrou para o senador. Os 4 pontos que faltam para completar os 33% estão dispersos ou indecisos.

Independentes

A série entre os independentes, aqueles que declaram não ser nem direita e nem esquerda, torna o movimento negativo para Flávio ainda mais preciso. Em janeiro, o filho de Bolsonaro liderava esse grupo: 29% contra 26% de Lula. Em fevereiro já havia perdido a dianteira: 23% contra 27%. Em junho, a distância se aprofundou para 24% contra 37% de Lula.

O candidato da oposição saiu da liderança entre os independentes e ficou 13 pontos atrás. A coincidência com o período de maior visibilidade do caso Banco Master não é casual.

Sustentação

Já o crescimento na aprovação do presidente tem explicação própria, separada da queda do adversário.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação do governo chega a 60%. Entre os não beneficiários, cai para 43%. A distância de 17 pontos mostra que o programa segue funcionando como base de sustentação política.

A isenção do Imposto de Renda alcançou 32% dos entrevistados. Desse grupo, 57% já percebem ganho financeiro concreto: 23% afirmam que a renda aumentou significativamente e 34%, um pouco. São efeitos que chegam ao bolso e depois vão à urna.

O Desenrola 2.0 registra aprovação combinada de 70%, onde 50% consideram boa ideia e 20% avaliam que ajuda um pouco. Apenas 25% o classificam como má ideia. O número tem peso porque inclui parcelas do eleitorado não alinhadas ao governo.

Foi especificamente nesses pontos que Lula cresceu.

Estrutura

Em resumo, Flávio Bolsonaro encolheu fora do bolsonarismo e não porque Lula melhorou.

Já Lula melhorou porque suas políticas estão produzindo efeitos percebidos e não porque Flávio caiu.

Entender isso é importante para evitar depressão ou empolgação. O jogo ainda está aberto, principalmente se for para o segundo turno.

Adesão: João Campos recebe o apoio de liderança da oposição e vereadores da base de Raquel Lyra em Gameleira

11/06/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –   Assessoria

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) segue ampliando o leque de apoios ao projeto da Frente Popular em todo o estado. Nesta quarta-feira (10), ele firmou aliança com Jaylson da Garagem, candidato a prefeito em 2024, e mais da metade da bancada da Câmara Municipal de Gameleira, na Mata Sul. Os parlamentares foram eleitos em 2024 por partidos da base da governadora Raquel Lyra (PSD).

Decidiram marchar com o pré-candidato do PSB os vereadores Geno da Laranjeira (Avante), Deise de Babau (PSD), Ninho da Vila (PSDB), Lucas Predadores (União Brasil), Irmão Júnior (Solidariedade) e Vado Bala (PSDB). O apoio foi firmado durante reunião com João Campos no Recife.

“Quem assume essa missão que eu respeito muito, que é o trabalho dos vereadores, tem uma capacidade enorme de chegar muito perto do dia a dia das pessoas, entendendo o que elas precisam, onde é que o poder público precisa melhorar. Esse time de vereadores que a gente está reunindo, junto com Jaylson, tem ouvido e compreendido o sentimento das pessoas em todo o estado. Fico feliz de receber esse apoio e de poder fazer essa caminhada junto de quem busca o melhor por Gameleira e por Pernambuco”, declarou João.