Sport estreia em casa na Série A e perde para o Atlético-MG por 1 x 0

06/06/21

Por Davi SaboyaJC/blogfolhadosertao.com.br

O Leão  da Ilha ainda não venceu no Campeonato Brasileiro

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEMHulk marcou o gol da vitória do Atlético-MG em cima do Sport. – FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
O Sport perdeu por 1×0 para o Atlético-MG, neste domingo (6)  na Ilha do Retiro, em partida válida pela segunda rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória mineira foi marcado pelo atacante Hulk. Até o adversário balançar a rede, aos 13 minutos do primeiro tempo, o Leão conseguiu produzir. Depois, o ataque rubro-negro errou bastante no pelotão de frente.
O JOGO

A partida começou muito equilibrada. O primeiro lance de perigo foi a favor do Sport. Dentro da grande área, Marquinhos recebeu livre para finalizar, mas mandou para fora. Em seguida, o Atlético-MG passou a tentar controlar a posse de bola para ameaçar o Leão. Porém, cercou e errou o último passe.

Já o time rubro-negro ficou esperando os espaços para atacar o adversário. E levou perigo. Marquinhos, de novo, apareceu livre pela esquerda, cortou para o meio e acertou a trave. Na resposta, em um vacilo da marcação do Sport, o Atlético-MG abriu o placar.

Hulk recebeu livre, de frente para o gol, aos 13 minutos. Do jeito que ele gosta, dominou, ajeitou e soltou uma “bomba” com a perna esquerda. Sem chance para Mailson! Após o Galo sair na frente no marcador, o Sport tentou empatar logo o confronto, no entanto, ficou muito precipitado nas jogadas.

Enquanto isso, o Atlético-MG apostou nos contra-ataques. Ainda mais nas costas de Hayner pelo lado direito. Só que não estava com a finalização aprimorada. Para complicar ainda mais a situação do Leão, Thiago Neves sentiu um estiramento na panturrilha direita, deixou o campo antes da metade do primeiro tempo e Gustavo ficou com a vaga.

Nenhuma descrição disponível.

No fim do primeiro tempo, o Galo passou a controlar as ações do jogo. O Sport sentiu o gol e não conseguiu ameaçar o clube mineiro. Muito também porque o Atlético-MG encaixou a marcação e não cedeu mais nenhum espaço para o Leão. O que não estava acontecendo com o placar por 0x0.

Na etapa final, o cenário do jogo não foi alterado. Com a entrada de André, o garoto Gustavo passou a ter um companheiro para dialogar no ataque. Mas ambos não estavam em uma noite iluminada, assim como o restante da equipe. As entradas de Maxwell e Tréllez também não acrescentaram em nada ao Leão.

Tendo a vantagem, o Atlético-MG seguiu priorizando a defesa e buscando matar o jogo em um contra-ataque, o que não aconteceu devido ao persistente erro no último passe. Quem levou mais perigo no ataque do Galo foi o atacante Hulk com as suas perigosas finalizações. Marrony ainda perdeu grande chance nos últimos minutos.

Sport – Mailson; Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Júnior Tavares; Marcão, Ricardinho (Tréllez) e Thiago Neves (Gustavo); Marquinhos (Maxwell), Paulinho Moccelin (Patric) e Mikael (André). Técnico: Umberto Louzer.

Atlético-MG – Everson; Mariano, Igor Rabello, Réver e Dodô; Allan (Gabriel), Tchê Tchê e Zaracho (Borrero); Nacho Fernández (Jair), Hyoran (Marrony) e Hulk. Técnico: Cuca.

Local: Ilha do Retiro, Recife-PE. Árbitro: Raphael Claus (SP). Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Anderson José de Moraes Coelho (ambos de SP). Gol: Hulk aos 13 minutos do 1º tempo. Cartões amarelos: Rafael Thyere, Gustavo e Marquinhos (Sport). Igor Rabello e Hyoran (Atlético-MG).

Empresa italiana reforça investmento em geração de energia solar em Pernambuco

06/06/21
Imprensa PE /blogfolhadosertao.com.br
Miniatura do anexo

Dirigentes da empresa italiana estiveram reunidos com o governador Paulo Câmara e adiantaram a previsão de inaugurar ainda este ano seu parque fotovoltaico em Tacaratu, no Sertão

O governador Paulo Câmara (foto ) participou,  dia 03, de uma reunião por videoconferência com representantes da Enel Green Power. A empresa, de origem italiana, apresentou seu plano de investimentos no Brasil e em Pernambuco, no município de Tacaratu – localizado no Sertão do São Francisco – no segmento de geração de energia renovável. Os empresários também comentaram sobre o que têm sido feito na área de hidrogênio verde, nos territórios onde a Enel atua.

“Debatemos sobre os investimentos que já estão ocorrendo no município de Tacaratu, uma expansão do parque já existente naquela região, tanto de energia solar quanto eólica. Espero que parcerias como essa, que dialogam com o futuro, continuem acontecendo. Um futuro com energia limpa, que possa proteger cada vez mais o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável”, afirmou Paulo Câmara.

A empresa prevê inaugurar, ainda este ano, o seu parque fotovoltaico com 59,4 hectares de expansão. O investimento no projeto é de R$ 550 milhões, gerando, durante o pico da obra, aproximadamente 600 empregos diretos.

“Além do pioneirismo na realização do primeiro leilão de energia limpa no País, que possibilitou a implantação de duas usinas com capacidade instalada de 10MW em Tacaratu, a Enel é uma das maiores empresas de energia do mundo. Isso só comprova que Pernambuco é um Estado estratégico geograficamente, e que possui todas as condições para atrair empresas desse nível”, enfatizou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio.

O grupo italiano anunciou, no dia 14 de dezembro de 2020, que sua subsidiária Enel Green Power Brasil havia iniciado a construção de novos projetos de geração renovável no Nordeste, que somarão 1,3 gigawatts em capacidade e demandarão cerca de R$ 5,6 bilhões. Os empreendimentos – que compreendem quatro parques eólicos e um parque solar – serão apoiados principalmente em contratos de venda da produção futura, negociados com clientes corporativos no chamado mercado livre de energia, onde grandes consumidores, como indústrias, podem fechar contratos de fornecimento de eletricidade diretamente com geradores.

Participaram da reunião a secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça; o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima; o coordenador de Planejamento da SDEC, Antônio Alexandre; e a CEO da Geração Brasil-Enel, Roberta Bonomi,  além de outros representantes da empresa.

HISTÓRICO – A Enel SpA é uma empresa italiana com sede em Roma, que atua na geração e distribuição de energia elétrica e na distribuição de gás natural. Foi fundada em 1962, por lei, reunindo diversas pequenas empresas do ramo. É a maior companhia de energia elétrica da Itália e a quinta maior companhia de energia do mundo. O Grupo Enel está presente em 34 países, em cinco continentes, gerando energia com uma capacidade instalada em torno de 89 GW e distribuindo gás e energia por meio de uma rede que alcança 2,2 milhões de quilômetros.  Por meio da Enel Green Power, a companhia é uma das líderes em geração de energia eólica e solar no Brasil.

Em Petrolina: Hospital Dom Malan lembra importância do Teste do Pezinho

06/06/21

Por Anna Monteiro/blogfolhadosertao.com.br

 

Miniatura do anexo
 

O Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado hoje ( 06 de junho)  e, nesta data, o Hospital Dom Malan reforça a importância da realização do exame, que tem como objetivo diagnosticar precocemente doenças que podem causar complicações graves para o bebê em desenvolvimento.

Desde 2014 todos os estados brasileiros estão habilitados a realizar o teste, tanto no sistema público de saúde, quanto no privado. Atualmente, todos os municípios pernambucanos contam com pontos de coleta para o teste do pezinho, totalizando 294 unidades de saúde aptas. O Hospital Dom Malan/IMIP, em Petrolina, é um desses pontos de coleta e realiza o teste em todos os recém-nascidos.

As amostras colhidas no Dom Malan são encaminhadas, através da VIII Geres, para o Lacen, responsável pela leitura do exame. Os resultados são enviados às Gerências Regionais de Saúde e, posteriormente devolvidos aos postos de coleta.

O procedimento é simples: por meio de uma punção no calcanhar, são retiradas algumas gotas de sangue, que são aplicadas em um papel-filtro, encaminhado, em seguida, para análise. A partir disso, é possível diagnosticar, precocemente, quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, e fibrose cística.

Havendo resultado do teste do pezinho sugestivo para as doenças triadas, há busca ativa e encaminhamento da criança para dar seguimento ao diagnóstico e, havendo confirmação, tratamento e acompanhamento.

“É preciso mobilização da rede e dos profissionais de saúde, mas também das famílias e da comunidade, visto a importância do exame”, ressalta a Diretora de Atenção à Saúde do HDM, Tatiana Cerqueira.

PSOL vai ao Supremo contra o ‘tratoraço’

06/06/21
Alberto Bombimg/blogfolhadosertao.com.br
O PSOL vai acionar o Supremo Tribunal Federal contra o orçamento secreto de Jair Bolsonaro, o já famoso “tratoraço”

 

ALAN SANTOS/PRPresidente Jair Bolsonaro – FOTO: ALAN SANTOS/PR
Leitura: 4min

O PSOL vai acionar o Supremo Tribunal Federal contra o orçamento secreto de Jair Bolsonaro, o já famoso “tratoraço”, revelado pelo Estadão. O partido está elaborando uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para que a Corte faça o controle da constitucionalidade das emendas do relator geral e da execução dos recursos orçamentários. A ação alegará que a prática fere os princípios de transparência, publicidade, legalidade e moralidade pública da Constituição e que desrespeita a lei de diretrizes orçamentária.

Ação

A medida jurídica do PSOL deve ser protocolada na próxima semana.

Mudou

A deputada Margarete Coelho (PP-PI) aproveitou o feriado para um pente fino na reforma eleitoral e contou com a ajuda de diversos juristas. O relatório dela deve ser apresentado na próxima semana.

Cota…

Líder da bancada feminina no Senado, Simone Tebet (MDB-MT) pedirá, na próxima reunião de líderes da Casa, a inclusão na agenda de votações de um projeto da colega Eliziane Gama (Cidadania-MA).

…feminina

O texto propõe a criação de uma vaga extra e exclusiva para as mulheres em todas as comissões do Senado, incluindo CPIs. Conforme a proposta, a posição só será criada se nenhuma das cadeiras dos colegiados for ocupada por uma parlamentar.

Vem aqui!

Desde que deixou o Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello foi promovido a novo “queridinho” do presidente. Enquanto ministro, foram poucas reuniões, mas agora Bolsonaro faz questão de exaltá-lo sempre que possível.

Escalada

A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) diz que a postura do Exército no caso Pazuello compõe “conjunto de outras evidências que ameaçam a nossa democracia, tais como declarações antecipadas (do presidente) de não aceitação de resultados eleitorais”.

Escalada 2

A importante organização suprapartidária, que trabalha pela democracia, pede respeito ao estado de direito, “no qual a lei e os procedimentos se aplicam a todos os cidadãos, militares e civis.”

Ponte…

Considerado o pai do teto de gastos, o ex-presidente Michel Temer tem gestado novo projeto, denominado provisoriamente de “teto social”. O nome deixa claro o foco dessa nova ideia: diminuir as desigualdades no País em momento de grave crise.

…para o social

O “teto social” deverá fazer parte de um conjunto de propostas mais amplo do MDB, o Ponte Para o Futuro 2, que abordará, entre outros pontos, a urgência de uma reforma administrativa.

Em…

Notório defensor dos madeireiros do Pará, o senador Zequinha Marinho (PSC-PA) silenciou sobre a operação da PF contra Ricardo Salles (Meio Ambiente) no mês passado.

…espera

Em março, juntamente com outros congressistas, Zequinha teve audiência com Salles para pedir a liberação da maior apreensão de madeiras do País. No mês seguinte, ele e o ministro viajaram juntos para Santarém para reunião com os madeireiros.

Grato

Em discurso no Senado em fevereiro do ano passado, Zequinha agradeceu publicamente a atuação de Ricardo Salles.

Santa Cruz tropeça e empata contra o Floresta na Série C: 0 x 0

06/06/21

 

Por Túlio Feitosa/JC/blogfolhadosertao.com.br

 

O Santa Cruz de Bolívar seguiu sem marcar gols na Série C e ficou no empate contra o Floresta-CE

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEMLances do jogo entre os times do Santa Cruz (PE) e do Floresta (CE), válido pela Campeonato Brasileiro da série C 2021. Partida realizada no estádio dos Arruda no Recife. – FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
O Santa Cruz precisava vencer dentro de casa para resgatar a confiança da torcida Tricolor no time do técnico Bolívar. Com algumas mudanças táticas e influenciadas por alguns desfalques, a Cobra Coral seguiu sem marcar gols na Série C do Campeonato Brasileiro e empatou com o Floresta-CE por 0x0 neste sábado (5), em jogo válido pela segunda rodada. Com seca de resultados positivos, a última vitória Coral na temporada foi no dia 28 de abril, contra o Retrô, no Campeonato Pernambucano.

Com Pipico no banco, Bolívar optou por Adriano Michael Jackson na titularidade, além do meia Rondinelly, que fez sua estreia com a camisa do Santa Cruz. O volante Caetano e o lateral-esquerdo Eduardo também começaram entre os onze, já que Augusto Cesar e Julinho estavam com quadro de virose. Com grandes expectativas de estreia neste sábado, o atacante Wallace Pernambucano sentiu um desconforto na coxa e não foi relacionado.

Além de Rondinelly, o meia Frank também fez sua estreia com a camisa Coral. Apesar de ter entrado bem, no segundo tempo, não influenciou no placar. O atacante Madson saiu machucado ainda no primeiro tempo para a entrada de Bustamante.

O Santa Cruz volta a campo só no dia 14 (segunda-feira), contra o Ferroviário, lá no Ceará. A Cobra Coral somou apenas um ponto em dois jogos e ainda não marcou nenhum gol.

O Jogo

O Santa Cruz começou a partida com um esquema tático bem postado em campo. Com a linha defensiva coordenada e marcação alta, a dupla de zagueiros foi bastante atuante na troca de passes na altura do grande círculo quando a Cobra Coral teve a posse da bola. O Floresta tentou agredir nos primeiros 10 minutos, mas não conseguiu finalizar para a meta do goleiro Jordan.

Em compensação, a equipe cearense também não deu espaços para o Santa Cruz trabalhar no campo de ataque. Madson e Adriano pouco participaram na primeira metade do primeiro tempo. Já Chiquinho e Rondinelly procuraram oportunidades com a bola parada. A dificuldade na criação de jogadas continuou sendo um empecilho para o time Tricolor.

Por pouco o Santa Cruz não foi punido no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Deysinho recebeu um cruzamento na pequena área e cabeceou entre as pernas de Jordan, mas o atacante do Floresta havia feito uma falta em Weriton durante o salto para cabecear. O Floresta ainda voltou a pressionar no final do primeiro tempo, mas não finalizou.

2º Tempo

O Santa Cruz entrou mais ligado quando voltou do vestiário. Pressionou durante o início do segundo tempo, mas ainda não conseguiu finalizar. O Floresta retornou reforçando o setor defensivo ao tirar o atacante Deysinho e colocar Fábio Alves, que é lateral-esquerdo de origem.

A partida ficou mais equilibrada. O Santa Cruz passou a agredir mais o Floresta, mas ambas equipes mantiveram boas posturas defensivas. A Cobra Coral criou chances reais a partir dos 25 minutos, quando o atacante Pipico e o meia Frank, outro estreante do dia, entraram em campo. O meia recebeu uma linda bola na ponta esquerda de Rondinelly, tirou da marcação e bateu forte para uma bela defesa do goleiro do Floresta. Na sequência, Chiquinho cobrou escanteio na cabeça de Breno Calixto, que finalizou para fora, raspando a trave.

Frank acabou sendo o mais participativo da equipe na segunda etapa, no setor ofensivo, mas não conseguiu fazer diferença no marcador. O time de Bolívar chegou a mais uma partida sem marcar e conquistou apenas um ponto como compensação de não ter sofrido gols.

FICHA TÉCNICA –

Santa Cruz

Jordan; Weriton, Bruno Calixto, Hebert e Eduardo; Vitinho (Frank), Caetano, Chiquinho e Rondinelly (França); Madson (Bustamante) e Adriano (Pipico). Técnico: Bolívar.

Floresta

Douglas Dias; Tony, Willian Goiano (Alisson), Edimar e Carlos Renato; Jô, Marconi e Eduardo (Dione); Elielton, Deysinho (Fábio Alves) e Flávio Torres (Alison Mira). Técnico: Leston Júnior.

Local: Estádio do Arruda, Recife-PE
Árbitro: Leonilson Fernandes (RN)
Assistentes: Luis Carlos de França (RN) e Reinaldo de Souza (RN)
Cartões amarelos: Caetano, Hebert (S); Deysinho (F)

Domingão de notícias, com Machado Freire

06/06/21

 

blogfolhadosertao.com.br

 

          Meus amigos e amigas, não temos mais idade e paciência para assistirmos situações vexatórias como as  que foram registradas ao longo desta semana (que não vai deixar saudade)  em nosso estado, em alguns municípios e no Brasil como um todo. Uma semana marcada  pelo ataque de policiais militares, no Recife,  a  uma pequena multidão que protestava PACIFICAMENTE contra o governo desastroso de Jair Bolsonaro. Somente ontem (passados oito dias) os companheiros da Imprensa localizaram um documento que deixa claro quem deu ordens  para que fosse feita a dispersão dos manifestantes (faltando poucos minutos para acabar o protesto popular), à base de balas de borracha, bombas de efeito moral, etc.  Foi cruel assistirmos (pelas imagens que estão soltas no mundo e no inquérito que apura o triste episódio)  duas guarnições da  PM  NEGAREM socorro a um trabalhador que estava com um olho sangrando. E olhem que a PM existe para garantir segurança aos cidadãos. Ora,  eles  dispararam  spray de pimenta no rosto de uma vereadora. Ela apenas se identificou  ( qual problema nisso ?) como parlamentar e advogada !  E a CPI da Covid  constatou que o governo federal mantém  um gabinete paralelo para atrapalhar o programa de combate à Covid-19 que já matou  mais de 470 mil brasileiros. São contabilizados a perda de cerca de duas mil vidas por dia para o coronavírus em nosso País e os  defensores da cloroquina torcem a cara.  Essa gente não merece  um “bom dia” nem o voto dos brasileiros.

Verde que queremos verde.  Terminamos a semana do meio ambiente e o sr.  Ricardo Salles (aquele do ‘vai passando a boiadas”) não foi demitido e continua solto, apesar  do excelente trabalho que a Polícia Federal está realizando, sobre a devastação da Amazônia e  o envolvimento de Salles com grupos poderosos ligado à extração ilegal de madeira.  São muitos milhões de reais envolvidos nessas falcatruas.

Palanques armados em Salgueiro.  Na Salgueiro Grande de Veremundo Soares,  os senhores detentores de mandatos – de todos os lados e grupos,  continuam dando um  péssimo exemplo aos eleitores, contribuintes e um mundo de desempregados. Eles receberam  o voto, tomaram posse  mas  permanecem  com os palanques armados, na Câmara de Vereadores e na Prefeitura. Até um empreendimento privado que se planeja trazer para o município  é motivo de briga. “Fui eu que trouxe, foi fulano que ajudou a trazer, foi promessa de campanha”.  Está  na hora de pensar grande, com inteligência e competência.  O povo não “come capim”, como quer o Bolsonaro !

Em São José do Egito. A população de São José do Egito – o chamado  “berço imortal da poesia”,  a política praticada pelo prefeito  Evandro Valadares e o  presidente  da Câmara, João  de Maria  está perdendo a rima.  Apesar de serem do mesmo partido, os dois vivem brigando por problemas que não têm o menor sentido, como a futura eleição da nova Mesa Diretora, a se realizar no final de 2022. O neófito João de Maria, quer permanecer na pfresidência do Legislativo por mais dois anos. E que a eleição se dê agora. Ele tinha sete aliados no colégio de 13 vereadores. Agora, só conta com três.

Lá na Petrolina dos impossíveis.  Está na hora dos movimentos sociais e políticos de oposição (ainda tem ?)  de Petrolina  exigirem formalmente (pode ser até na Justiça)  que o prefeito de Miguel  Coelho prove  e comprove que “Petrolina é a cidade que mais salva vidas na pandemia”.  Uma publicidade  com esses dizeres afrontosos está circulando  na mídia paga e aprece  como peça de propaganda antecipada  do prefeito que está doido para ser governador de Pernambuco.  Esta semana,  ele anunciou -através de sua mídia, que recebeu um presente  da Codevasf de mil cisternas.  O ex-prefeito de Cabrobó, Marcílio Cavalcanti disse, a propósito,  que durante os quatro anos do seu mandato nunca recebeu nenhum aceno por parte da Codevasf.  Ora, Mansueto de Lavor já denunciava, há 40 anos, que a Codevasf sempre foi controlada pela família Coelho.  Que vergonha !

E as obras inacabadas.  Temos informações do Tribunal de Contas do Estado-TCE,  que os gestores, principalmente os prefeitos,  respondem perante aos orgãos de controle  sobre as obras inacabadas,  cujos projetos tenham  origem em recursos federais.  Então, diante desta premissa,  está mais do que na hora dos vereadores de Salgueiro  entrarem em ação, fazendo cumprir  sua obrigação constitucional  de  um agente (bem pago)  que foi eleito para FISCALIZAR.  Como dissemos no Folha do Sertão, “Salgueiro é um canteiro de obras  (inacabadas).

O “Gaginete Paralelo paralelo  do CORONAVÍRUS 🗣 “Ministério paralelo” ditava quem ia morrer e quem ia viver, diz senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid    (clic  abaixo para ver depoimento)

Relatório da PF sobre atos antidemocráticos revela pedidos de prosseguimento de diligências ignorados pela PGR

06/06/21

TVGlobo/blogfolhadosertao.com


Relatório da PF sobre atos antidemocráticos revela pedidos de prosseguimento de diligências ignorados pela PGR
Relatório da PF sobre atos antidemocráticos revela pedidos de prosseguimento de diligências ignorados pela PGR

A TV Globo teve acesso ao relatório parcial em que a Polícia Federal pede novas diligências à Procuradoria Geral da República no inquérito dos atos antidemocráticos. A Polícia Federal afirma que encontrou indícios de que apoiadores e parlamentares bolsonaristas discutiram ações para a propagação de discursos de ódio e a favor do rompimento institucional. Mas a PGR não concordou com as novas investigações e nesta sexta-feira (4), depois de cinco meses, pediu o arquivamento sem fazer nenhuma nova diligência.

A Procuradoria Geral da República pediu o arquivamento do caso, que envolve pessoas com foro privilegiado, no Supremo Tribunal Federal. E recomendou que seis investigações contra quem não tem prerrogativa sigam em instâncias inferiores.

Um despacho mostra que o ministro Alexandre de Moraes enviou o relatório parcial da Polícia Federal para a PGR se manifestar no dia 4 de janeiro. A resposta da Procuradoria levou cinco meses, e não foram feitas diligências.

A PGR afirmou ao Jornal Nacional que recebeu o inquérito em fevereiro. Mas este documento mostra que o relatório parcial foi recebido pela Procuradoria no dia 5 de janeiro. A PGR diz também que fez uma auditagem da investigação realizada pela PF, mas não afirma que fez diligências.

A principal crítica da Procuradoria para pedir o arquivamento foi que a Polícia Federal não teria aprofundado as investigações. Não teria seguido, por exemplo, o rastro do dinheiro para organizar e financiar os atos, e que depois de mais de um ano de inquérito, não há mais prazo razoável para a PF aprofundar a apuração.

Mas no relatório da Polícia Federal, os investigadores propõem aprofundar as investigações. Entre os pedidos, está a ampliação da apuração sobre o blogueiro Allan dos Santos, um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro, com forte influência e próximo a deputados que lideram a chamada base ideológica do governo.

A Polícia Federal identificou a articulação e a atuação de integrantes do grupo para evitar uma convocação da CPI das Fake News de um sócio de Allan dos Santos.

Em um grupo de aplicativo de mensagens, integrantes do grupo tentaram convencer a deputada federal Bia Kicis a derrubar a convocação e subsequente oitiva de João Bernardo Barbosa, que na verdade é sócio e pessoa que paga contas de Allan dos Santos. E que fosse realizada pela CPMI, impedindo que a comissão avançasse no entendimento dos fatos.

A PF fez uma série de cruzamento de dados e mostra a relação de empresários, políticos e apoiadores do governo. Uma das linhas de investigação é saber se houve o direcionamento de repasse de dinheiro do governo federal para sites e outros canais bolsonaristas atacarem as instituições.

Há um pedido para investigar os repasses para a Inclutech Tecnologia, de Sérgio Lima. A empresa dele ficou responsável pela marca do partido que Bolsonaro pretendia criar o Aliança Pelo Brasil, e recebeu R$ 1,7 milhão. A empresa também recebeu valores da cota parlamentar de deputados bolsonaristas do PSL.

Foram identificados repasses dos parlamentares Aline Sleutjes, Elieser Girão, José Negrão Peixoto e Bia Kicis que somam o valor de R$ 30,3 mil. De acordo com Sérgio, tais valores estariam relacionados a prestação de serviço de desenvolvimento de redes sociais de tais parlamentares.

Ainda não há conclusão se os recursos impulsionaram a divulgação de atos antidemocráticos. A PGR defendeu que esse caso vá para a primeira instância, alegando que não haveria suspeitas sobre pessoas com foro.

A Polícia Federal também apreendeu uma planilha indicando valores recebidos de servidores públicos pelo canal do blogueiro Allan dos Santos. Entre eles, um repasse de R$ 70 mil feito por uma servidora do BNDES para um dos sócios de Allan. Entre abril e maio do ano passado, auge dos atos antidemocráticos, ocorreram quase 650 transações sem identificação de CPF.

A quantidade de doações, o valor repassado por servidores públicos, a forma do repasse, a preocupação demonstrada pelas pessoas quanto à exigência de identificação de CPF indica a necessidade de compreender os fatos e circunstâncias.

A PF também propôs aprofundar as investigações sobre a existência de um braço estrangeiro para financiar os atos antidemocráticos. O elo seria o empresário João Bernardo Barbosa, que mora em Miami, sócio de Allan dos Santos, segundo a PF.

Investigadores dizem que há possibilidade de valores terem sido enviados ao exterior para o recebimento de recursos da chamada monetização, pagamentos feitos a páginas bolsonaristas. A PF afirma que há um pedido de cooperação internacional à Justiça do Canadá para que envie ao Brasil dados sobre os fatos.

Outra linha de investigação trata da possibilidade de uma “rachadinha” ter financiado uma rede de ódio. A “rachadinha” é a prática de o parlamentar ficar com parte do salário dos servidores do gabinete. A PF afirma que a deputada Aline Sleutjes, do PSL, recebeu diversos depósitos em suas contas bancárias feitos por funcionários de seu gabinete. Os investigadores avaliam que é preciso aprofundar o caso. À PF, a deputada afirmou que os valores são legais e são referentes, por exemplo, a quitação de um empréstimo feito a seu auxiliar.

No relatório, a PF também mostra as relações do blogueiro Allan dos Santos com o deputado Eduardo Bolsonaro. Os dois combinaram, na internet, um movimento que pedia a saída do então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Democratas.

No dia 17 de abril do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro e Allan dos Santos conversam sobre a hashtag #foramaia. Na mesma ocasião, Allan dos Santos chama o deputado federal Carlos Jordy, do PSL, para participar ao vivo da transmissão pelo Youtube. Após Jordy perguntar sobre o que seria, Allan afirma: “Bater no Maia”.

A Polícia Federal utilizou uma investigação da empresa Atlantic Council, uma organização que tem uma parceria com o Facebook, para analisar grupos responsáveis por disseminar desinformações em eleições democráticas. Essa investigação tirou contas e perfis ligados à família Bolsonaro.

A polícia obteve dados externos para checar a consistência dessa investigação. Foram identificados dois acessos de Eduardo Bolsonaro a uma das contas. A PF, no entanto, afirma que o cenário é provisório por causa de pendências em dados de órgãos públicos, entre eles, a Presidência da República e o Senado. A PF não conseguiu acessar os dados que recebeu desses órgãos. Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, é senador do Patriota.

E faltou informação da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Foi comunicado que tal instituição não possui arquitetura de registro de logs de acesso à internet. Logo, não teriam como fornecer dados que pudessem individualizar os usuários da internet no ambiente do mencionado órgão público.

Carlos Bolsonaro, também filho do presidente da República, é vereador no Rio pelo Republicanos. Ele prestou depoimento à PF como testemunha e negou produzir conteúdo para incentivar atos antidemocráticos.

Em outra frente, a PF defende uma apuração de possíveis conexões de Allan dos Santos com a comunicação do governo federal, e cita um bilhete encontrado na casa do blogueiro que expõe as seguintes ideias: “Objetivo: materializar a ira popular contra os governadores/prefeitos; fim intermediário: saiam às ruas; e fim último: derrubar os governadores/prefeitos, convergentes com o escopo do presente inquérito policial”.

Segundo a PF, esses objetivos antidemocráticos externados em manuscritos apreendidos na residência de Allan dos santos têm de ser interpretados em conjunto com o interesse demonstrado e ratificado nos relatórios em análise em obter espaço junto à área de comunicação do governo federal.

Os investigadores citam ainda que no ano passado Allan dos Santos enviou mensagens ao tenente-coronel Mauro Cesar Cid, ajudante de ordens do presidente, tentando influenciar e provocar o rompimento institucional com atos que foram realizados entre abril e maio do ano passado. Allan defendeu a intervenção militar alegando não ver solução pela via democrática. Ele citou decisões do Supremo e finalizou dizendo que “não dá mais”.

Uma troca de mensagens aparece no depoimento de Mauro Cesar Cid à PF. O blogueiro diz: “As Forças Armadas precisam entrar urgentemente.”

O inquérito para investigar os atos antidemocráticos foi aberto no ano passado a pedido da PGR e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em abril de 2020 foram realizadas manifestações antidemocráticas, com ataques ao STF e ao Congresso Nacional e a favor da reedição do AI-5, o ato mais duro da ditadura militar. O próprio presidente Jair Bolsonaro discursou em um dos protestos, em frente ao quartel-general do Exército em Brasília. Bolsonaro, no entanto, não foi investigado.

Durante as investigações, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, prendeu manifestantes e quebrou o sigilo de um senador e de dez deputados — a maioria do PSL, como Daniel Silveira, Carla Zambelli e Bia Kicis, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

A deputada Alê Silva fez uma publicação no dia 19 de abril do ano passado, em que escreveu: “AI-5 e intervenção militar é o grito de desespero de um povo que quer ver o seu presidente, eleito democraticamente, governar sem as amarras de dois congressistas”. À PF, a deputada disse que ninguém queria intervenção militar e usou o AI-5 como metáfora.

O pedido de arquivamento das investigações foi assinado pelo vice-procurador geral, Humberto Jaques de Medeiros, e não pelo procurador-geral, Augusto Aras. O ministro Alexandre de Moraes ainda vai analisar o pedido e o material produzido pela Polícia Federal.

A deputada Carla Zambelli afirmou que o posicionamento da PGR é coerente com a liberdade e a verdade. E que não financiou nenhum movimento, muito menos, segundo ela, atos ditos antidemocráticos.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com os outros citados.

E na noite desta sexta-feira (4), a PGR se manifestou a favor de que o deputado Daniel Silveira, do PSL do Rio, que é réu no inquérito dos atos antidemocráticos, volte para a prisão por violação no uso da tornozeleira eletrônica. Ele foi preso em fevereiro por ataques aos ministros do STF, e desde o meio de março está em regime domiciliar. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes. Ele não tem prazo para se manifestar.

 

O perigoso vírus da indisciplina

blogfolhadosertao.com.br

 

Por Ricardo Leitão*

 

Como se fossem pouco a pandemia, o desemprego e a inflação, o presidente Jair Bolsonaro obrou mais uma crise, a militar. Cevou-a com cuidado, ao convidar para uma manifestação política, ao seu lado, o general do Exército Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Pazuello não só foi (“Ele manda, eu obedeço”) como discursou, diante de centenas de pessoas, no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O ex-ministro da Saúde afrontou naquele momento as regras disciplinares do Exército, que proíbem a participação de seus integrantes em manifestações de caráter político-partidário. Em consequência, passou a responder a um processo por indisciplina, por ordem do comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira.

Jogo jogado? Não, para Bolsonaro crise só é boa quando é grande. Decidiu então Sua Excelência nomear Pazuello – um general investigado por indisciplina – para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos, vinculado à Presidência da República. Não é preciso ser um especialista nos (maus) humores da caserna para avaliar o grau do tensionamento que Bolsonaro provocou nos quartéis.

O comandante do Exército depara-se agora com uma decisão que pode custar o seu cargo. É crescente a pressão, entre os oficiais, a favor de uma punição rigorosa a Pazuello, até mesmo prisão por 30 dias. Mas dessa pressão não participa o ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto, firme aliado de Bolsonaro.

Pior: caso atenda aos seus oficiais e puna Pazuello, o general Paulo Sérgio de Oliveira pode ter sua decisão anulada por Bolsonaro. Restará ao comandante, desmoralizado, dobrar-se aos fatos ou solicitar exoneração do cargo. Instala-se o vírus da indisciplina, com o potencial de se transformar em uma pandemia verde-oliva. Perguntarão os soldados, cabos e sargentos: se o general fez aquilo e está protegido pelo presidente, por que nós não podemos também?

Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro sabe que o respeito à disciplina e à hierarquia são dogmas nas Forças Armadas. Então, o que o leva a investir publicamente contra esses princípios? As respostas convergem para um ponto: a radicalização é o caminho que lhe resta para se manter competitivo até a eleição do próximo ano. Esse caminho é ladeado por pró-bolsonaristas e antibolsonaristas, cada contingente devidamente tratado. Se há integrantes das Forças Armadas entre os antibolsonaristas, serão considerados como adversários. Preocupações com a disciplina e a hierarquia são secundárias.

Não é a primeira vez que o presidente da República procede dessa forma. Há dois meses, promoveu simultânea e inédita troca nos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica por desconfiar não contar com o apoio dos líderes em seu projeto de reeleição. O episódio da aparição de Eduardo Pazuello em uma manifestação política escancara o conflituoso papel das Forças Armadas em seu desgoverno.

Os militares apoiaram firmemente a campanha de Bolsonaro em 2018 e assumiram, a seguir, cargos importantes na administração. No início da gestão, dos 23 ministros, dez tinham formação militar, liderando pastas de destaque como Casa Civil (general Braga Neto), Minas e Energia (almirante Bento Albuquerque) e Ciência e Tecnologia (tenente-coronel da FAB Marcos César Pontes). Somavam 11 ministros – quase metade do ministério – quando o general Eduardo Pazuello era o ministro da Saúde. Mais: com a posse do general Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras chegou a 92 o número de dirigentes oriundos das Forças Armadas no comando de empresas estatais federais, dez a mais que no governo de Michel Temer. Em 2020, 6.152 oficiais ocupavam funções administrativas, superando o dobro dos 2.957 registrados em 2016.

Há reconhecimento do trabalho realizado pelos militares na administração pública civil. Porém, entre os próprios oficiais é crescente o medo de o “efeito Pazuello” envolver seus representantes mais graduados em um governo que não cumpre seus compromissos de campanha e mergulha na decadência na fase final. Prevalece no entanto o entendimento de que, apesar de tudo, é necessário dar sustentação ao presidente – pelo menos enquanto ele for a opção viável contra o retorno da esquerda ao poder.

Caminha-se então a passos miúdos, com chinelos de feltro. Avanços e recuos, ações e omissões são avaliados com cuidado. Jair Bolsonaro talvez tenha tropeçado nos coturnos ao estimular a indisciplina de Eduardo Pazuello. Nesse momento, talvez estejam sendo consultados os relatos das rebeliões de sargentos e cabos que antecederam o Golpe de 1964 contra o presidente João Goulart.

Ricardo Leitão

Como se fossem pouco a pandemia, o desemprego e a inflação, o presidente Jair Bolsonaro obrou mais uma crise, a militar. Cevou-a com cuidado, ao convidar para uma manifestação política, ao seu lado, o general do Exército Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Pazuello não só foi (“Ele manda, eu obedeço”) como discursou, diante de centenas de pessoas, no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O ex-ministro da Saúde afrontou naquele momento as regras disciplinares do Exército, que proíbem a participação de seus integrantes em manifestações de caráter político-partidário. Em consequência, passou a responder a um processo por indisciplina, por ordem do comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira.

Jogo jogado? Não, para Bolsonaro crise só é boa quando é grande. Decidiu então Sua Excelência nomear Pazuello – um general investigado por indisciplina – para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos, vinculado à Presidência da República. Não é preciso ser um especialista nos (maus) humores da caserna para avaliar o grau do tensionamento que Bolsonaro provocou nos quartéis.

O comandante do Exército depara-se agora com uma decisão que pode custar o seu cargo. É crescente a pressão, entre os oficiais, a favor de uma punição rigorosa a Pazuello, até mesmo prisão por 30 dias. Mas dessa pressão não participa o ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto, firme aliado de Bolsonaro.

Pior: caso atenda aos seus oficiais e puna Pazuello, o general Paulo Sérgio de Oliveira pode ter sua decisão anulada por Bolsonaro. Restará ao comandante, desmoralizado, dobrar-se aos fatos ou solicitar exoneração do cargo. Instala-se o vírus da indisciplina, com o potencial de se transformar em uma pandemia verde-oliva. Perguntarão os soldados, cabos e sargentos: se o general fez aquilo e está protegido pelo presidente, por que nós não podemos também?

Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro sabe que o respeito à disciplina e à hierarquia são dogmas nas Forças Armadas. Então, o que o leva a investir publicamente contra esses princípios? As respostas convergem para um ponto: a radicalização é o caminho que lhe resta para se manter competitivo até a eleição do próximo ano. Esse caminho é ladeado por pró-bolsonaristas e antibolsonaristas, cada contingente devidamente tratado. Se há integrantes das Forças Armadas entre os antibolsonaristas, serão considerados como adversários. Preocupações com a disciplina e a hierarquia são secundárias.

Não é a primeira vez que o presidente da República procede dessa forma. Há dois meses, promoveu simultânea e inédita troca nos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica por desconfiar não contar com o apoio dos líderes em seu projeto de reeleição. O episódio da aparição de Eduardo Pazuello em uma manifestação política escancara o conflituoso papel das Forças Armadas em seu desgoverno.

Os militares apoiaram firmemente a campanha de Bolsonaro em 2018 e assumiram, a seguir, cargos importantes na administração. No início da gestão, dos 23 ministros, dez tinham formação militar, liderando pastas de destaque como Casa Civil (general Braga Neto), Minas e Energia (almirante Bento Albuquerque) e Ciência e Tecnologia (tenente-coronel da FAB Marcos César Pontes). Somavam 11 ministros – quase metade do ministério – quando o general Eduardo Pazuello era o ministro da Saúde. Mais: com a posse do general Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras chegou a 92 o número de dirigentes oriundos das Forças Armadas no comando de empresas estatais federais, dez a mais que no governo de Michel Temer. Em 2020, 6.152 oficiais ocupavam funções administrativas, superando o dobro dos 2.957 registrados em 2016.

Há reconhecimento do trabalho realizado pelos militares na administração pública civil. Porém, entre os próprios oficiais é crescente o medo de o “efeito Pazuello” envolver seus representantes mais graduados em um governo que não cumpre seus compromissos de campanha e mergulha na decadência na fase final. Prevalece no entanto o entendimento de que, apesar de tudo, é necessário dar sustentação ao presidente – pelo menos enquanto ele for a opção viável contra o retorno da esquerda ao poder.

Caminha-se então a passos miúdos, com chinelos de feltro. Avanços e recuos, ações e omissões são avaliados com cuidado. Jair Bolsonaro talvez tenha tropeçado nos coturnos ao estimular a indisciplina de Eduardo Pazuello. Nesse momento, talvez estejam sendo consultados os relatos das rebeliões de sargentos e cabos que antecederam o Golpe de 1964 contra o presidente João Goulart.

 

*Ricardo Leitão é jornalista

Ele foi “encontrado”: Documento revela quem teria dado ordem para dispersar protesto contra Bolsonaro no Recife; confira os detalhes

05/06/21
Reportagem em parceria com Samara Loppes, da TV Jornal
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEMApós confronto, manifestantes montaram barricadas para impedir a passagem de policiais – FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

Um documento de comunicação interna da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) descreve, em detalhes, quem deu as ordens e como foi a sequência de ações do Batalhão de Choque contra os manifestantes no ato que fazia críticas ao governo Bolsonaro, na área central do Recife, no último dia 29 de maio. A coluna Ronda JC teve acesso ao documento, que foi destinado ao subcomandante do Batalhão de Choque, major Valdênio Corrêa Gondim Silva. Trata-se de uma das principais provas para a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) decifrar, de vez, quem foram os culpados pela ação desastrosa da PM, que acabou deixando dois trabalhadores cegos de um dos olhos.

O documento, assinado por um oficial da PM, cuja identidade está sendo preservada, descreve que, às 10h20, uma ligação telefônica do comandante do Batalhão de Choque, tenente coronel Bruno Alves Benvindo, informou que, por determinação do coronel Lopes, diretor adjunto da Diresp (Diretoria Integrada Especializada), “os pelotões Alfa e Bravo deveriam ficar a postos para acionamento, pois havia a determinação do comandante geral da PMPE (Vanildo Maranhão) para fazer deslocamento para a Praça do Derby, entrar em contato com o comandante do policiamento local e realizar a dispersão de uma manifestação de militantes com aproximadamente 300 pessoas, que estavam em flagrante descumprimento ao decreto estadual sobre a covid-19”.

O comunicado interno diz que a tropa seguiu ao local. “Ao chegar com a tropa de Choque na praça do Derby, entrei em contato com o major PM Monteiro, via telefone, onde fui informado por ele que a determinação do comando geral da PMPE era para fazer a dispersão da manifestação”, diz outro trecho.

Como parte da manifestação já seguia a caminho da Avenida Conde da Boa Vista, por volta das 10h50, outra ligação do comandante do BP Choque informou que, a pedido do diretor adjunto da Diresp, os pelotões deveriam se deslocar para a Praça do Diário.

Às 11h10, já no local determinado, a tropa foi posta na Avenida Guararapes.

“Por volta das 11h30, o capitão PM Máximo (oficial de supervisão) chegou ao local e incorporou na Tropa de Choque. Neste momento, recebi uma ligação do major Feitosa, coordenador do Copom, me informando que a determinação do comandante geral da PMPE era para que: se os manifestantes avançassem em direção à Praça do Diário, era para a Tropa de Choque realizar a dispersão via CDC, usando os meios dispostos.”

O documento segue relatando que os manifestantes chegaram ao local e alguns teriam hostilizado os policiais, chamando-os de “merda” e “fascistas”. Dois manifestantes que não acataram a ordem teriam sido detidos. E, segundo relato no documento, alguns jogaram pedras na tropa.

“Diante disto, como já havia a ordem de dispersão por parte do comando geral da PMPE e a Tropa de Choque já estava hostilizada e sofrendo agressões injustificadas, iniciou-se o processo de dispersão (…) com utilização dos materiais de menor potencial ofensivo e com técnicas e táticas de controle de distúrbios civis (CDC)”, relata a comunicação interna.

O documento reforça, ao final, outra ligação do coordenador do Copom informou que a ordem do comandante geral da PMPE era dispersar todos os manifestantes. E assim a tropa seguiu avançando.

Importante destacar, a partir desse relato, que o então comandante geral da PM, exonerado três dias após a ação desastrosa, nunca se pronunciou à sociedade sobre o assunto. Oficialmente, o governo estadual disse que ele pediu a exoneração, que foi aceita pelo governador Paulo Câmara.

Outro detalhe apurado pela coluna: o comandante geral da PM não esteve no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), no sábado passado, acompanhando as câmeras da cidade em tempo real. Mas estavam lá o então secretário de Defesa Social de Pernambuco, Antônio de Pádua (exonerado nessa sexta-feira), e o agora titular da pasta, Humberto Freire. Além deles, diretores da PMPE.

Reprodução
Documento que mostra quem deu a ordem para dispersar protesto no Recife – Reprodução
Reprodução
Documento que mostra quem deu a ordem para dispersar protesto no Recife – Reprodução

Oito policiais militares estão afastados – entre eles o responsável por comandar a operação na rua. O PM do Batalhão de Choque que atirou no olho do arrumador de contêiner Jonas Correia de França, 29, também foi identificado e afastado das ruas. Já o PM que fez o mesmo com o adesivador Daniel Campelo da Silva, 51, segue sem identificação. A SDS também não revela os nomes dos militares afastados.

QUEDA DO SECRETÁRIO

Após seis dias de extrema pressão, o delegado federal Antônio de Pádua entregou o cargo e não é mais o secretário de Defesa Social. O governo de Pernambuco confirmou a exoneração no final da tarde de ontem. Pádua está no centro da investigação que busca esclarecer quem deu a ordem para que os policiais militares avançassem e atirassem contra os manifestantes que faziam um ato pacífico contra o governo Bolsonaro, no sábado passado, na área central do Recife. Pádua nega que tenha dado a ordem e diz também não saber quem foi o responsável. No lugar dele, assume interinamente o também delegado federal Humberto Freire, até então secretário executivo da pasta.

“Quero agradecer ao secretário Pádua por todo o seu trabalho em defesa do Pacto pela Vida nesses quatro anos, e ressaltar que a missão dada ao secretário Freire e ao comandante Roberto (José Roberto de Santana, novo comandante da Polícia Militar) é que o episódio do último sábado não seja esquecido, para que nunca se repita. Os protocolos precisam ser revistos para que um comando de tropa na rua não possa se sentir autônomo a ponto de agir da maneira que agiu”, afirmou, em nota, o governador Paulo Câmara.

Antônio de Pádua também se pronunciou. “Os fatos ocorridos foram graves e precisam ser investigados de forma ampla e irrestrita. Minha formação profissional e humanística repudia, de forma veemente, a maneira como aquela ação foi executada. Seis dias depois do episódio, com um novo comandante à frente da PM, com os procedimentos investigatórios instaurados e após prestar contas à Assembleia Legislativa, à OAB e ao Ministério Público, entreguei meu cargo com a certeza do dever cumprido e mantendo nosso compromisso com a transparência e o devido processo legal.”

Dois dias antes do protesto, o promotor de Justiça Westei Conde chegou a recomendar ao ex-secretário que alertasse a tropa para que fossem evitados excessos praticados pela PM. Em entrevista, na última quinta-feira, Pádua disse ter se colocado à disposição da Corregedoria da SDS para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido no último sábado. Mas pontou que assim que soube da ação policial ordenou que fosse interrompida.

Pádua assumiu a SDS em 1º de julho de 2017, após a saída do delegado federal aposentado Angelo Gioia. Na época, exercia o cargo de corregedor geral da SDS. Naquele ano, Pernambuco registrou 5.427 homicídios – maior número da história do Pacto pela Vida. Nos dois anos seguintes, houve redução da violência letal. Mas, em 2020, o ano fechou com 3.759 assassinatos – aumento de 8,4% em relação a 2019.

NOVO SECRETÁRIO

O delegado federal Humberto Freire, secretário executivo de Defesa Social desde julho de 2017, assume a titularidade da pasta. Mas de forma interina, como destacou o governo estadual. Ontem, também tomou posse o novo comandante geral da Polícia Militar de Pernambuco, José Roberto de Santana. O coronel substituiu Vanildo Maranhão, exonerado na terça-feira.

Freire já atuou como chefe de vários departamentos da Polícia Federal em Pernambuco e no Amapá. Em 2013, ele chegou a ser cedido ao Ministério da Justiça para exercer o cargo de coordenador de Execução Operacional da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos.

Como delegado de Polícia Federal, exerceu as funções de chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada na Superintendência da Polícia Federal no Amapá e chefe substituto na Delegacia de Polícia Federal em Imperatriz (MA). Em 2004, veio para a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, onde chefiou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, a Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, a Coordenação Regional de Segurança de Grandes Eventos e a Representação Regional da Interpol.

POLÍCIA MILITAR

José Roberto de Santana tomou posse nessa sexta-feira. Até então, exercia o cargo de diretor de Planejamento Operacional da corporação. O coronel tem 31 anos de serviço à polícia.

“Ao povo pernambucano eu asseguro que a Polícia Militar continuará sendo a instituição confiável que sempre foi. A Polícia Militar continuará sendo dura contra o crime e amiga do povo pernambucano, esse é o nosso compromisso”, declarou no discurso de posse. Não foi permitida a presença da imprensa, sob o argumento da pandemia do novo coronavírus.

O subcomandante da PM, André Cavalcante, também foi substituído. No lugar dele, assumiu o coronel Aníbal Rodrigues Lima.Até então, ele eracorregedor adjunto da Corregedoria da SDS. Ele tem 30 anos de efetivo serviço.

Suape começa a reflorestar mais 61 hectares da Mata Atlântica

05/06/21

 

ImprensaSuape/blogfolhadosertao.com.br

 

Miniatura do anexoMiniatura do anexo
Miniatura do anexo

Atividade faz parte das ações em comemoração à Semana do Meio Ambiente

 Na véspera do Dia Internacional do Meio Ambiente, comemorado neste  hoje (5), a empresa Suape deu início a mais uma importante etapa do plano de reflorestamento da Zona de Preservação Ecológica (ZPEC), beneficiando uma área de 61 hectares, equivalente a 61 campos de futebol. Nessa etapa, está previsto o plantio de 71 mil mudas nativas da Mata Atlântica. Na mesma ocasião, foi anunciada a conclusão, ao longo desse mês, da restauração de outros 200 hectares da ZPEC, onde foram plantadas mais de 300 mil mudas.

A área beneficiada, cujo plantio começou nesta sexta-feira (4), está localizada no Engenho Algodoais, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. As mudas utilizadas nos projetos de restauração são cultivadas no Viveiro Florestal de Suape, que tem estrutura e capacidade para produzir cerca de 450 mil mudas por ano de 78 espécies nativas do bioma. Após a finalização do plantio, iniciam-se as atividades de manutenção para garantir o desenvolvimento das mudas até atingirem o status de floresta. Só então são consideradas ecologicamente recuperadas.

Desde 2010, Suape realiza projetos de restauração florestal na ZPEC, somando mil hectares de áreas em processo de recuperação da Mata Atlântica. No bioma, incluem-se mangue, restinga e floresta ombrófila densa. A partir de 2011, a empresa tornou-se signatária do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica (PRMA). A meta do PRMA é restaurar 15 milhões de hectares até 2050 em todo o País. Após 10 anos como signatária do pacto, Suape chega à marca de 2 milhões de mudas nativas plantadas na Zona de Preservação Ecológica.

“As mudanças climáticas exigem medidas de enfrentamento que, de fato, colaborem com a redução dos danos ao meio ambiente. As políticas de reflorestamento são ações importantes nesse combate e essa nova etapa representa mais um passo do que Suape entende como essencial e não apenas como uma boa prática de gestão. E Suape integrar o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica só chancela isso”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio.

Considerado um dos principais polos de investimentos do País e localizado na Região Metropolitana do Recife, com uma área de 13,5 mil hectares, Suape destina 59% de todo seu território para prática de atividades de preservação, proteção e controle dos recursos naturais da ZPEC. A definição foi determinada pelo Plano Diretor em vigor desde 2011, reafirmando o compromisso da empresa com uma agenda verde e sustentável, aliando o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente.

“Suape tem investido cada vez mais recursos para ampliar suas ações ambientais e sociais e, dessa forma, também contribuir com a metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Organizações das Nações Unidas”, completa Carlos André Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da estatal portuária.