No Recife: Manifestantes protestam contra Bolsonaro mesmo com chuva

19/06/21

Por  Ana Tenório

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Manifestantes fizeram o mesmo trajeto do dia 29 de maio,  quando foi registrada  violência policial.
Protesto contra Bolsonaro no Recife
Protesto contra Bolsonaro no Recife – Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Nem a chuva afastou as manifestações políticas que saíram às ruas contra o presidente Jair Bolsonaro no Recife. Neste sábado (19), movimentos sociais, centrais sindicais e estudantes, se juntaram ao movimento nacional  para protestar contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A concentração teve início às 9h na Praça do Derby, área central do Recife. Em seguida, os manifestantes saíram pela Avenida Conde da Boa Vista, em direção a Ponte Duarte Coelho.

Durante o percurso os manifestantes empunharam palavras de ordem. Desde a sexta-feira (18), a Capital Pernambucana tem registrado acumulado de chuvas superiores a 30mm segundo a Agência Pernambucano de Águas e Climas (Apac). No percurso da Avenida Conde da Boa Vista, o aguaceiro deu uma trégua, mas voltou a cair novamente quando os manifestantes chegaram a Ponte Duarte Coelho para fazer o ato simbólico. O ato envolvia um “abraçasso”, que é um abraço entre as pontes Duarte Coelho e a Princesa Isabel, palco dos últimos ataques de violência Policial da última manifestação.

Este foi o primeiro protesto desde o 29 de maio, quando houve o episódio de violência policial e resultou, nos casos mais graves, no ataque a dois homens que perderam parcialmente a visão.

Também neste ato, pela primeira vez, houve a presença de conselheiros de conciliação, um grupo de onze pessoas enviadas pelo Estado para garantir a segurança de todos os presentes. Todos estavam identificados e usavam coletes laranjas. “Nós já fazíamos isso indiretamente, agora a gente resolveu, o secretário Sileno Guedes e o governador do Estado de Pernambuco, resolveram colocar em prática na rua esse grupo que sempre faz de preparação, de atos aqui no estado de Pernambuco, para que a gente possa evitar qualquer desgaste de ambas as partes”, conforme explica o Secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Social Criança e Juventude.

Segundo organizadores, a expectativa de público foi em torno de mais de 5 mil pessoas. Além dos movimentos, torcidas organizadas de futebol pernambucano também marcaram presença no ato. Apesar de rivais no campo de futebol, nas ruas, todos se concentraram atrás do mesmo cartaz escrito “pela democracia”.

Políticos do campo da esquerda também estiveram presentes na manifestação. Como Ivan Moraes, vereador do Recife. “Eu assumi um compromisso comigo mesmo e com todo mundo que anda comida, eu vou fazer tudo o que tiver ao meu alcance para que Bolsonaro saia o mais breve possível do poder. Ele faz muito mal à saúde do país, por isso mesmo que a pandemia ainda está rolando, mesmo assumindo um certo risco, a gente está vindo para rua. A gente está vindo todo mundo protegido, todo mundo de máscara boa, você pode ver que o distanciamento está funcionando, tem muito álcool 70 na mão de todo mundo. Esse ato já é pelo menos 2 vezes maior do que o ato do dia 29 de maio. Eu tenho certeza absoluta que vai terminar da melhor maneira possível”, disse o parlamentar.

A deputada federal Marília Arraes (PT) também acompanhou a caminhada. “Com certeza a gente preferiria não precisar ir pra rua, não precisar fazer esse tipo de manifestação num momento crítico como esse. Mas Bolsonaro tem se mostrado uma ameaça não somente para os brasileiros, com meio milhão de mortos, mas para o mundo inteiro. Tá sendo vitrine negativa para o mundo a péssima gestão que o Brasil tem tido com a Covid”, disse a petista.

O também petista e deputado federal Carlos Veras, esteve presente no ato. “As pessoas só saem no sol, na chuva e só saem as ruas em uma pandemia, em uma crise sanitária, quando o presidente da República, quando o governante é mais prejudicial à vida da população do que o próprio vírus, do que a própria situação que o Brasil se encontra. É por isso que as pessoas estão nas ruas gritando pelo fora Bolsonaro”, concluiu o deputado.

Senadores lamentam 500 mil mortes por covid-19, CPI divulga nota

19/06/21

 

Agência Senado/

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“Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem”, diz a nota de pesar.

Assinam o comunicado os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Rogério Carvalho (PT-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA). Segundo os dados do consórdio, o Brasil contabiliza 500.022 mortes desde o início da pandemia e 17,8 milhões de casos confirmados.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, prestou solidariedade às famílias pelo Twitter: “Meus sinceros sentimentos às 500 mil famílias brasileiras que perderam alguém para a Covid 19. Uma enorme tristeza nacional. Vamos manter o foco na prevenção e na vacina para todos”.

Redes sociais

Outros senadores também se manifestaram. Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), essa foi a notícia que ninguém queria ler. “A vacina para a população precisa chegar ainda mais rapidamente e os cuidados não devem ser cessados”, pediu.

Weverton (PDT-MA) comparou o número com o sumiço de uma cidade inteira de médio porte. “Uma tragédia nacional, que poderia ter sido evitada”, afirmou.

Médica, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também ressaltou que a tragédia poderia ter sido evitada: “mortes que poderiam ter sido evitadas se houvesse coordenação nacional no combate ao vírus; se o governo não tivesse negado a ciência, não tivesse atrasado a compra de vacinas; se estimulasse o uso de máscaras, se não tivesse provocado aglomerações”.

O senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) reforçou a importância da ciência no combate à pandemia. “Que a dor das famílias e a indignação de todos nós sirvam para que o Brasil não continue com os equívocos cometidos até agora”, tuitou. “E que a ciência seja definitivamente, a base das ações contra esse mal em nosso país.”

Também médico, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) lamentou o Brasil ser segundo país em número de mortes. “Apenas os EUA registram mais óbitos, com uma diferença: lá, os casos decaem, atrelados a um índice de 50% das pessoas com a segunda dose. No Brasil só 12% estão completamente protegidos.”

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou não ser possível ficar indiferente ao fato. “Hoje não se discute culpa, ação, omissão, de países, pessoas, líderes. O momento não é para palanque político”, lamentou.

Vacinas

No Instagram, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) registrou ter tomado sua primeira dose da vacina contra covid-19 no mesmo dia em que o Brasil atingiu a marca dos 500 mil mortos. “Em meio a tanta dor, fica difícil comemorar. É hora de união, de compaixão entre os brasileiros”, declarou a senadora, solidarizando-se com quem perdeu entes queridos na pandemia.

Também no Instagram, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) comparou as  perdas para a covid-19 à quase totalidade da população de Porto Velho, ou 27% dos cidadãos que vivem em Rondônia. “Não há palavras suficientes para lamentar essa terrível tragédia. Enquanto parlamentar, sigo trabalhando em busca de vacinas, oxigênio e insumos”, prometeu.

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Cid Gomes (PDT-CE), Izalci Lucas (PSDB-DF), Jean Paul Prates (PT-RN) Lucas Barreto (PSD-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Paulo Rocha (PT-PA), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Plínio Valério (PSDB-AM), Leila Barros (PSB-DF), Angelo Coronel (PSD-BA) e Kajuru (Podemos-GO) também prestaram solidariedade às famílias das vítimas.

Veja a íntegra da nota de parte dos integrantes da CPI da Pandemia a seguir:

Nota Pública da Maioria dos Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da PANDEMIA.

Nessa data dolorosamente trágica, quando o Brasil contabiliza 500 mil mortes, desejamos transmitir nossos mais profundos sentimentos ao País.Temos consciência que nenhuma palavra é suficiente para consolar e superar a dor das perdas de nossas famílias. São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência.

Asseguramos  que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes  da justiça Divina, eles se encontrarão com a justiça dos homens.

Omar Aziz (Presidente CPI)
Randolfe Rodrigues (Vice Presidente )
Renan Calheiros (Relator)
Tasso Jereissati
Otto Alencar
Eduardo Braga
Humberto Costa
Alessandro Vieira
Rogério Carvalho
Eliziane Gama

Protestos de rua ! Hoje, é Fora Bolsonaro; a manhã a direita defende o presidente!

19/06/21
Por JC/midiais sociais/
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Estes vão ser os primeiros protestos deste tipo realizados na capital pernambucana desde que, no dia 29 de maio, um ato promovido por partidos e movimentos de esquerda foi duramente atacado por policiais militares na área central  do Recife – do Derby até a Avenida Guararapes.

 

 

 

Duas manifestações, uma contra e outra favorável ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), estão marcadas para ocorrer no próximo fim de semana (19 e 20 de junho) no Recife. Estes vão ser os primeiros protestos deste tipo realizados na capital pernambucana desde que, no dia 29 de maio, um ato promovido por partidos e movimentos de esquerda foi duramente atacado por policiais militares na área central da cidade, deixando dois homens parcialmente sem visão depois de serem atingidos por balas de borracha.

 

FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEMNo último dia 29, manifestantes fizeram um ato no Recife pedindo o impeachment do presidente, mas o protesto acabou com repressão violenta da PM – FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

 

O primeiro ato vai ocorrer HOJE (19), e será uma nova edição do Dia Nacional de Mobilização por Fora Bolsonaro. A manifestação está sendo organizada por dirigentes sindicais, partidos, movimentos populares e várias outras entidades para cobrar mais vacinas, auxílio emergencial de R$ 600, além do impeachment do presidente.

A mobilização é nacional e, no Recife, a concentração será a partir das 9h, na Praça do Derby. O grupo deve sair em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista e seguir até a Avenida Guararapes, como ocorreu em 29 de maio até a polícia iniciar as agressões aos manifestantes. No mesmo horário também acontecerá mobilização popular em Petrolina.

Devido à pandemia, os organizadores do ato pedem que os participantes da manifestação tomem todos os cuidados para evitar contaminação, levando máscara, álcool em gel e mantendo o distanciamento social durante todo o trajeto.

Direita

Amanhã (20), o movimento Aliança por Pernambuco – que reúne vários grupos de direita pernambucanos que apoiam o presidente – vai realizar a “motociata” Acelera, Patriota!. O objetivo, dizem os organizadores, é “chamar atenção para a liberdade que um estado de direito seguro garante a uma nação, onde os direitos fundamentais do cidadão, como o direito de ir e vir, ao trabalho, à saúde e à liberdade de expressão sejam devidamente respeitados”.

O grupo ressalta, ainda, que os participantes da mobilização vão defender a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 135/2019, que trata do voto impresso auditável. “Além disso, é preciso que se saiba que não há porque a prisão em segunda instância retroceder em nosso País, pois isso só favorece a impunidade e, consequentemente, a criminalidade”, completa o Aliança por Pernambuco.

A concentração da motociata será às 10h, em frente ao Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.