Jovens cobram emprego, renda e saúde em audiência pública na Alepe

23/06/21

Ascom/Alepe/

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Assembleia Legislativa de Pernambuco

Trabalho, saúde e renda. Essas são as três reivindicações levadas por organizações da juventude de Pernambuco à audiência pública sobre o segmento realizada pela Comissão de Cidadania da Alepe nesta quarta. Débora Costa Aguiar, do Projeto Juventudes nas Cidades, leu a carta da Juventude de Pernambuco ao governador Paulo Câmara. A representante listou reivindicações direcionadas ao poder público de Pernambuco.

Primeiro, comissão especial em defesa das juventudes na Assembleia Legislativa, comprometida com o diálogo permanente com as organizações das juventudes. Dois, grupo de trabalho, GT, entre Governo e secretarias, entidades responsáveis pela execução de políticas públicas em questão (…). Terceiro, Plano Estadual da Juventude, Pacto da Juventude Pernambucana, revisado e incluído nos objetivos estratégicos de Pernambuco, tendo em vista sua entrada no Plano Plurianual”.

A carta menciona ainda uma série de propostas de políticas específicas, como o apoio a jovens com dificuldades de aprendizagem, suporte a vítimas de violência e incentivo ao empreendedorismo. Em relação à economia, Adriana Marcolino, do departamento intersindical de estatística e estudo socioeconômico, afirmou que nunca os números de desemprego foram tão alarmantes. Ela informou que, se somados os desempregados, os que dependem de subempregos, ou bicos, e os que gostariam de trabalhar mas desistiram de procurar emprego, 30,7% dos trabalhadores estão subutilizados no Estado de Pernambuco, números que são ainda piores entre os jovens.

Com base em dados nacionais do IBGE, ela destaca que o trabalho precário também afeta o segmento de forma desproporcional. No mesmo sentido, Nayara Fernandes, da Feira das Mulheres Pretas, cobrou o acesso facilitado de empreendedores da periferia ao cadastro de microempreendedor individual, com cota para afrodescendentes.

Vemos uma falta de interesse e abertura de diálogo entre o poder público e empreendedores, trabalhadores informais, principalmente em se tratando de jovens, de mulheres negras, mães da periferia. Devemos acender o alerta que fica escancarado com a pandemia de Covid-19, e mostrar a vulnerabilidade da juventude empreendedora, artesã, trabalhadora informal de um modo geral”.

No campo da saúde, André Sobrinho, da plataforma Agenda Jovem Fiocruz, destacou que, atualmente, mais da metade dos internamentos e óbitos causados pela pandemia, no Brasil, estão na faixa etária de adultos jovens e maduros, entre 20 e 59 anos. A co-deputada do mandato coletivo Juntas, do PSOL, Joelma Carla, cobrou medidas do Governo do Estado. Ela afirmou que, até agora, 77% do orçamento para 2021 da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude não foi sequer empenhado. E lembrou também que, desde 2018, com o fim da validade do Plano Estadual da Juventude, não há uma estratégia coerente para tratar do tema.

Em resposta, Eduardo Vasconcelos, secretário executivo para Criança e Juventude de Pernambuco reconheceu o atraso, desde 2018, na elaboração do novo Plano Estadual da Juventude. “Nós estamos fazendo uma avaliação de todo o plano, em todas as secretarias onde o plano cita essas secretarias, ações que estão dentro do plano, para que a gente possa trazer isso novamente, a gente possa levar para o conselho e aí a gente possa fazer uma análise e pensar no formato dessa atualização do plano para os próximos dez anos”.

Sobre a execução orçamentária, o secretário executivo explicou que devem ser considerados os recursos destinados  pelas diversas secretarias estaduais a programas que atendem a juventude. Já Adriana Queiroz Costa, Secretária Executiva de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, afirmou que o estado oferta mais de 50 tipos de cursos para a qualificação profissional, os quais atendem principalmente a população jovem.

A presidente da Comissão de CidadaniaJô Cavalcanti, do Mandato Coletivo Juntas, do PSOL, manifestou inconformidade com as respostas sobre o Plano Estadual de Educação e a execução orçamentária, no que foi apoiada por João Paulo, do PCdoB. Já Antônio Fernando, do PSC, lamentou a falta de um planejamento de longo prazo no País.

Ao final do encontro, foram aprovados diversos encaminhamentos, incluindo a instalação de uma comissão especial em defesa da juventude na Alepe, a criação de um grupo de trabalho com o Governo do Estado e movimentos da juventude para acelerar o diagnóstico e a implantação de políticas públicas e a cobrança execução do orçamento estadual previsto para ações voltadas aos jovens.

Ministério Público Federal pede investigação criminal sobre compra de vacina Covoxin pelo governo Bolsonaro

23/06/21]

Estadão Conteúdo

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2- O preço pago pelo imunizante, de US$ 15 por dose, foi 1.000% mais alto do que o estimado pela própria fabricante seis meses antes da compra

 

DIBYANGSHU SARKAR / AFPO MPF decidiu enviar para a área criminal parte de uma investigação envolvendo a compra da vacina indiana pelo governo de Jair Bolsonaro – FOTO: DIBYANGSHU SARKAR / AFP

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu enviar para a área criminal parte de uma investigação envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro. A procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira, do Distrito Federal, viu indícios de crime na contratação e apontou “interesses divorciados do interesse público”. Como revelou o Estadão, o preço pago pelo produto, de US$ 15 por dose, foi 1.000% mais alto do que o estimado pela própria fabricante seis meses antes da compra.

O contrato de compra de 20 milhões de doses da Covaxin por R$ 1,6 bilhão já era alvo de um inquérito civil no MPF. Diante das suspeitas de que pode ter ocorrido crime, Oliveira solicitou que o caso seja enviado ao 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa.

Como revelou o Estadão nesta terça, 22, telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado, ao qual o Estadão teve acesso, informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora.

A ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro. A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos. No caso da Pfizer, foram quase onze meses, período no qual o preço oferecido não se alterou (US$ 10 por dose). Mesmo mais barato que a vacina indiana, o custo do produto da farmacêutica americana foi usado como argumento pelo governo Bolsonaro para atrasar a contratação, só fechada em março deste ano.

Diferentemente de outros imunizantes adquiridos pelo governo federal, feitas diretamente com os fabricantes, a compra da Covaxin, foi intermediada pela Precisa Medicamentos. A empresa é alvo da CPI da Covid, que quebrou os sigilos de um dos sócios, Francisco Maximiano. A firma já foi alvo do Ministério Público Federal sob acusação de fraude na venda de testes para covid-19

No despacho, do dia 16 de junho, o Ministério Público Federal cita o fato de que cada dose da vacina ter sido comprado por US$ 15, “preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional, a exemplo da vacina da Pfizer”.

“Expirados os 70 dias de prazo para a execução escalonada do contrato, nenhum dos lotes de 4 milhões de doses fora entregue pela contratada Precisa, porque a vacina em questão não havia obtido, pelo menos até 5 de junho de 2021, autorização emergencial da Anvisa para importação e/ou uso no Brasil”, relata a procuradora.

O acordo da Covaxin previa o fornecimento de 6 milhões de unidades já em março, mas condicionava a um aval da Agência Nacional de Saúde (Anvisa), que só foi dado no dia 4 deste mês. Ainda assim, a autoridade sanitária impôs uma série de condições para que o governo distribua a vacina, como um plano de monitoramento de quem receber as doses, o que, segundo a Anvisa, ainda não foi apresentado.

“A omissão de atitudes corretiva da execução do contrato, somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal, uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público “

A procuradora cita ainda no documento que a Precisa tem como sócia a empresa Global Saúde, que “há pouco mais de três anos, entabulou contrato para venda de medicamentos ao Ministério da Saúde”. A Global é alvo de ação na Justiça Federal do DF por ter recebido R$ 20 milhões da pasta para fornecer remédios que nunca foram entregues. O negócio foi feito em 2017, quando o ministério era chefiado pelo atual líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), do Centrão. Passados mais de três anos, o ministério diz que ainda negocia o ressarcimento. O ex-ministro e servidores da pasta também são alvo da ação por improbidade administrativa.

Em depoimento ao Ministério Público, um servidor do Ministério da Saúde aponta “pressões anormais” para a aquisição da Covaxin. O funcionário relatou ter recebido “mensagens de texto, e-mails, telefonemas, pedidos de reuniões” fora de seu horário de expediente, em sábados e domingos. Esse depoimento está em poder da CPI.

O servidor assegurou que esse tipo de postura não ocorreu em relação a outras vacinas. O coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde do Ministério da Saúde, Alex Lial Marinho, foi apontado como o responsável pela pressão.

COM A PALAVRA, A PRECISA MEDICAMENTOS

A Precisa informa que as tratativas entre a empresa e o Ministério da Saúde seguiram todos os caminhos formais e foram realizadas de forma transparente junto aos departamentos responsáveis do órgão federal. A empresa está à disposição dos senadores da CPI para prestar todos os esclarecimentos necessários. A Precisa desconhece oficialmente qualquer investigação do Ministério Público Federal em relação ao contrato firmado para importação de vacinas.

Com relação ao valor estipulado para a vacina, a Precisa informa que o mesmo preço praticado pela vacina junto ao mercado brasileiro foi cobrado de outros 13 países que também já adotaram a Covaxin. O valor da vacina é estabelecido pelo fabricante, no caso a Bharat Biotech, isso é regra de mercado. A estrutura para produção da vacina vetorial viral é maior, e isso acaba refletindo no custo final.

Sobre o preço final, a única com exceção é a própria Índia, país onde a fabricante está estabelecida. Naquele país, o preço da dose foi estipulado em US$ 2 para o governo federal, que antecipou o pagamento de 100 milhões de doses da Covaxin e investiu no desenvolvimento do estudo clínico e do produto. Para os governos estaduais da Índia, o preço da dose foi estipulado em US$ 5,3, e para os hospitais privados, US$ 16 (valor superior ao estipulado ao Brasil).

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Ministério da Saúde informa que o assunto é analisado pela consultoria jurídica da pasta e que não foi feito qualquer pagamento ao laboratório.

O Ministério da Saúde esclarece que mantém diálogo com todos os laboratórios que produzem vacinas Covid-19 disponíveis no mercado. No entanto, só distribui aos Estados imunizantes aprovados pela Anvisa, que avalia rigorosamente a documentação dos fabricantes.

A pasta reitera que respeita a autonomia da Anvisa e acata todas as decisões da agência reguladora.

Matador Lázaro Barbosa acumula 4 ordens de prisão , 6 assassinatos e mais de mil denúncias sobre seu paradeiro

23/06/21
Por Marcelo Rocha (Folhapress)
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Perseguição a Barbosa chegou nesta terça (22) ao 14º dia, com as forças de segurança lidando com dificuldades para localizá-lo
Lazaro Barbosa, procurado pela polícia
A Justiça de Goiás inseriu no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão) uma ordem de prisão contra Lázaro Barbosa de Sousa, 32, o “serial killer do DF”.

É relativa a um caso de 2020, em que ele foi apontado como o autor de uma tentativa de latrocínio (matar para roubar) e roubo mediante restrição da liberdade das vítimas em Cocalzinho de Goiás (GO), região onde a polícia realiza as buscas.

Com esse novo registro, incluído na sexta-feira (18), chegam a quatro os mandados de prisão contra ele no sistema administrado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Envolvem crimes cometidos em Goiás, no Distrito Federal e na Bahia.

A perseguição a Barbosa chegou nesta terça (22) ao 14º dia, com as forças de segurança lidando com dificuldades para localizá-lo.

Barbosa se refugiou nas cercanias do povoado de Girassol (GO) onde existem muitas chácaras e mata, área cortada por córregos. O procurado é apontado pelas autoridades como mateiro, bastante conhecedor do terreno por onde se movimenta.

A SSP-GO (Secretaria de Segurança Pública de Goiás) criou um disque-denúncia para receber informações sobre o caso. Em um intervalo de apenas 24 horas, houve cerca de 1.000 dicas, a maioria delas trote, informou a secretaria.

Desde que assassinou uma família em Ceilândia (DF), no dia 9 deste mês, ele vem escapando ao cerco policial.

Durante a fuga, segundo a polícia, cometeu novos crimes –baleou moradores de uma chácara, fez outros de reféns, roubou carros e armas. Trocou tiros com um funcionário de uma fazenda e também com policiais.

Uma megaoperação foi montada com o objetivo de capturá-lo, incluindo polícias estaduais de Goiás e do DF, e as polícias Federal e Rodoviária Federal. Foram mobilizados mais de duzentos agentes de segurança.

Além do quádruplo latrocínio (matar para roubar) em Ceilândia, é atribuída a ele a tentativa do mesmo tipo penal em 2020, ao invadir chácara em Santo Antônio do Descoberto (GO) para roubar e atingir um idoso com um machado.

Foi por conta dessa ocorrência que a Justiça de Goiás incluiu no banco nacional de mandados do CNJ mais uma ordem de prisão contra Barbosa.

As circunstâncias daquele crime mostram a maneira de agir do criminoso, réu em ação penal após ser denunciado pelo Ministério Público. De acordo com a ocorrência, ele invadiu a propriedade para roubar.

“Vale registrar que todas as vítimas são idosas e foram surpreendidas quando jogavam dominó na varanda da residência”, narrou o juiz do caso, Marlon Rodrigo Alberto dos Santos, da comarca de Santo Antônio do Descoberto.

“Além das ameaças psicológicas e do terror causado a todo momento, o denunciado restringiu a liberdade das vítimas trancando-as no quarto. Posteriormente, valendo-se de um machado, danificou as janelas dos quartos, a porta da sala, da cozinha e dos fundos.”

Na sequência, segundo as apurações, Barbosa atingiu com um golpe de machado a cabeça de um idoso, causando-lhe uma fratura de base de crânio. Pegou um facão e passou a agredir outra vítima nas costas e nos braços.

Deixou o local com quatro smartphones, R$ 500 em espécie e uma arma de fogo revólver calibre .38.

O fugitivo possui condenação por duplo homicídio na Bahia. O crime ocorreu em Barra do Mendes, onde nasceu. A cidade fica distante cerca de 500 km de Salvador.

Após ficar foragido da polícia baiana por mais de uma semana, ele disse em depoimento que resolveu se entregar para “pagar pelo que tinha feito”. Escapou do presídio depois.

É considerado foragido da Justiça também por crimes de estupro, roubo à mão armada e porte ilegal de arma de fogo, acusação que o levou à cadeia em 2013 na capital do país.

Após três anos, progrediu para o regime semiaberto e fugiu da cadeia. De acordo com informação da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, ele não retornou ao sistema após uma saída temporária. Há mandados de prisão no BNMP em razão desses casos.

Em 2018, Barbosa foi preso pela polícia de Goiás, mas conseguiu escapar novamente. Desde então, vinha sendo procurado pela polícia

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Perseguição: Delegado que fez buscas contra Ricardo Salles é removido da chefia da PF

23/06/21

Por Estado de Minas

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 (Foto: Arquivo/Agência Brasil )

Ricardo Salles – bem apoiado por Jair Bolsonaro

 

O delegado da Polícia Federal Franco Pezzani, responsável por chefiar a operação que fez buscas em endereços do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi demitido da chefia da PF na última quinta-feira (17). A informação é do jornal O Globo.
A investigação, chamada de operação Akuanduba, visa apurar crimes contra a administração pública – corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando – supostamente praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro, diz a PF.
O STF determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ministro do Meio Ambiente e de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Essa não é a primeira mudança na PF ligada a ações contra o ministro do Meio Ambiente. Um dia após apresentar uma noticia-crime contra Ricardo Salles no Supremo Tribunal Federal, o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi afastado desse posto e removido para Volta Redonda (RJ).

De volta ao atraso: Se Congresso aprovar voto impresso, Guedes vai ter que arranjar verba para implantar, diz Bolsonaro

23/06/21

 

Por Folhapress

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O projeto retrógrado de Bolsonaro vai consumir R$ 2 bilhões do imposto que pagamos. Ele que o voto impresso (do século passado) de volta. Voto impresso é coisa do século passado. Trazê-lo de volta é coisa de quem não tem o que fazer !

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes, ministro da Economia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta terça-feira (22) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá que arrumar dinheiro para a implementação do voto impresso em 2022, caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) que está na Câmara seja aprovada.

“A democracia não tem preço. Sempre me falaram isso. Então, tenho certeza, pela primeira vez, vou falar que o Paulo Guedes vai cumprir uma ordem minha, porque sempre eu discuto com ele. Paulo Guedes, se passar, você vai arranjar o recurso para que o voto auditável seja uma realidade em 2022. Tá ok, PG?”, disse Bolsonaro dirigindo-se a Guedes por seu apelido, durante cerimônia de lançamento de nova edição do Plano Safra, no Palácio do Planalto.

A estimativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é que a implementação do voto impresso custaria R$ 2 bilhões.

Ao falar em direção ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro disse que, “se a Câmara e o Senado aprovarem esta PEC e ela for promulgada, nós teremos voto impresso em 2022”.

Com o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tabuleiro eleitoral, Bolsonaro voltou a insistir, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições de 2014 e 2018.

Em várias oportunidades, Bolsonaro também tem desafiado o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, contrário à implementação do voto impresso.
Na segunda-feira (21), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, deu 15 dias para que Bolsonaro apresente as provas que diz ter sobre uma suposta fraude no sistema eletrônico de votação nas eleições de 2018.

No TSE, a avaliação é que é improvável que seja imposta alguma sanção a Bolsonaro caso ele não responda à notificação para que apresente provas. No entanto, nesse cenário, o tribunal ganhará mais um argumento em favor da lisura do sistema eletrônico de votação.

Na cerimônia Lira disse acreditar que não será possível aprovar a PEC na Câmara e no Senado até o final deste semestre, mas que há possibilidade de viabilizá-la a tempo de o voto impresso ser implementado nas próximas eleições.

“Se for aprovado a tempo, não tem por que não ser, né?”, disse Lira, que afirmou que uma PEC que está no Senado pode ser usada como atalho para dar celeridade à proposta.

“Lembre-se que tem uma PEC já aprovada na Câmara desde 2015, que está no Senado e pode ser inclusive um caminho mais rápido pra este assunto.”

A cerimônia de lançamento do Plano Safra 2021/2022 também marcou a volta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a eventos públicos no Palácio do Planalto.

Ele havia submergido desde que se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal, que apontou operações financeiras suspeitas de Salles a partir do escritório de advocacia que ele tem em sociedade com a mãe, durante o período em que exerce o cargo de ministro e em meio a suposta prática de crimes na exportação de madeira ilegal.

“Parabéns a Ricardo Salles. Não é fácil ocupar o seu ministério”, disse Bolsonaro em um discurso que também teve elogios ao ex-chanceler Ernesto Araújo.

Em determinado momento da cerimônia, o presidente pediu que a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, desse um abraço em Allyson Paolinelli, presidente-executivo da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho).

“Tem muita gente invejando o Allyson aí”, disse Bolsonaro sorrindo, antes de gritar um “ihu!”.

Depois, ao elogiar Lira, disse que formava com ele “heteramente um casal”.

“Eu costumo sempre dizer: não são dois Poderes. São dois, Arthur. O Judiciário e nós para o lado de cá. Porque nós formamos heteramente um casal.”

Bolsonaro encerrou sua fala dizendo “vamos tocar esse barco para frente, que a vitória é nossa.”

Saiba se você será contemplado no segundo lote do imposto de renda 2021

23/06/21
Por Angela Fernanda Belfort/JC
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Em Pernambuco, a restituição do segundo lote vai contemplar 113.505 cidadãos que receberão R$ 191,6 milhões que devem entrar na conta dessas pessoas no dia 30 deste mês

 

Marcello Casal JrAgência BrasilO contribuinte também pode usar o aplicativo, usado para fazer a declaração do IR, para ver se foi contemplado com a restituição – FOTO: Marcello Casal JrAgência Brasil
A consulta ao segundo lote da restituição do Imposto de Renda começa nesta quarta-feira (23). O novo lote vai liberar R$ 5,7 bilhões que vão entrar na conta dos contribuintes a partir do dia 30 deste mês. Em Pernambuco, a restituição vai contemplar 113.505 cidadãos que vão receber R$ 191,6 milhões. Este é o segundo lote da restituição. O primeiro foi o maior da história e devolveu R$ 6 bilhões aos contribuintes.

O maior lote de restituição paga foi o primeiro deste ano que contemplou, em maio último, 103.273 contribuintes em Pernambuco que receberam R$ 204,3 milhões. Em todo o País, este lote devolveu R$ 6 bilhões. O Imposto de Renda é descontado no contracheque dos assalariados que depois fazem a declaração do tributo anualmente. Depois disso, a receita devolve o que o contribuinte pagou a mais.

As consultas podem ser feitas via internet na página da receita federal (https://www.gov.br/receitafederal). “As pessoas também podem usar o mesmo aplicativo que fizeram a declaração para consultar sobre a restituição”, explica o analista-tributário da Receita Federal em Pernambuco Vagner Jeger.

Ele diz que é importante o cidadão consultar o site da Receita para saber se a sua declaração foi processada. “Caso isso não tenha ocorrido, o contribuinte precisa fazer uma retificadora”, aconselha Vagner, argumentando que aí fica mais fácil receber a restituição do que esperar até o último lote para depois tomar conhecimento da pendência que dificultou o processamento da declaração. Também é bom ver se caiu na chamada “malha fina” do Leão.

PRIORITÁRIOS

Os grupos que têm prioridade para receber a restituição são os seguintes: idosos acima de 80 anos;
contribuintes entre 60 e 79 anos; aqueles que apresentem alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e, por último, cidadãos cuja maior fonte de renda seja o magistério.

As restituições serão pagas em cinco lotes e a expectativa é de que o último seja liberado em setembro.