Náutico vence Botafogo e mantém invencibilidade na Série B

20/06/21
Por Túlio Feitosa/JC
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Líder isolado, Náutico bateu o Botafogo por 3×1 nos Aflitos

BOBBY FABISAK/JC IMAGEMCom gols de Pedro Castro, contra, Jean Carlos e Paiva, o Náutico bateu o Botafogo por 3×1 – FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

Cinco jogos, cinco vitórias. Esse é o histórico do Náutico nessa Série B do Campeonato Brasileiro após vencer o Botafogo por 3×1 em jogo que teve de tudo: expulsão, pênalti perdido e feito, discussão e golaço na tarde deste domingo (20). Mesmo com chance desperdiçada por Kieza durante a partida, o Timbu teve uma nova oportunidade para manter os 100% no Brasileirão. Pedro Castro, contra, Jean Carlos, de pênalti, e Guillermo Paiva foram os autores dos gols alvirrubros. Felipe Ferreira descontou para o Botafogo.

O Náutico igualou a marca do Guarani de 2009, com vitória nas cinco primeiras rodadas da Série B. Naquele ano, a equipe paulista conquistou o acesso na segunda colocação. Agora o Timbu fica a uma vitória de bater o recorde do Corinthians em 2008, que chegou numa sequência de seis vitórias. O Timão foi campeão com folga naquela temporada.

Com a vitória, o Náutico também quebrou um jejum de 9 anos sem vencer o Botafogo. A última vitória havia sido na Série A de 2012, quando o Timbu bateu o Fogão por 3×2 nos Aflitos.

O Náutico volta a campo já na próxima quarta-feira (23). O Timbu irá enfrentar o Londrina, no Paraná, às 16h para manter a sequência de vitórias na Série B.

O Jogo

Em partida entre favoritos ao acesso, já era esperado um confronto agitado. Já no início da partida, Hélio dos Anjos foi expulso por reclamação exagerada após Jean Carlos tomar uma cotovelada do lateral Warley, do Botafogo. O atleta do alvinegro recebeu amarelo junto com Vinicius, do Náutico, também punido por reclamação.

Movimentado, o Botafogo passou boa parte do primeiro tempo no setor ofensivo e tentando acertar o último passe para concluir as jogadas. A primeira finalização do alvinegro foi aos 14 minutos, com Marco Antônio, mas Alex Alves foi seguro na defesa.

O Náutico abriu o placar após responder esse lance. Aos 15 minutos, Erick chegou pela ponta direita e finalizou com desvio da defesa para escanteio. Jean Carlos cobrou a bola na pequena área, mas acabou batendo na cabeça de Pedro Castro, meia do Botafogo, e indo para o fundo das redes. A equipe carioca ainda tentou revidar logo em seguida, com falta perigosa cobrada por Paulo Victor, mas Alex Alves fez uma bela defesa.

Após o gol, o Timbu melhorou na partida. O Botafogo, que tinha a maior posse de bola, passou a esperar o Náutico propôr o jogo para atuar de forma reativa. Aos 40 minutos, ambas equipes tinham quatro finalizações. Até o final da primeira etapa, a equipe carioca conseguiu chegar mais vezes no ataque, enquanto a pernambucana tentou manter a bola nos pés por mais tempo.

Segundo Tempo

O segundo tempo também começou movimentado, com chute forte de Pedro Castro e mais uma bela defesa de Alex Alves. Aos 10 minutos, o meia tentou novamente na pequena área, cara a cara com o goleiro alvirrubro, que se saiu melhor mais uma vez. O Botafogo chegava com perigo mais vezes, enquanto o Náutico só conseguiu finalizar aos 14 minutos, após Kieza cabecear, para fora, uma bola cruzada por Vinícius.

A equipe alvirrubra poderia ter ampliado ainda aos 22 minutos após Erick sofrer um pênalti. Kieza foi para a cobrança e bateu do lado direito da barra, mas o goleiro Douglas Borges fez boa defesa e evitou o segundo gol do Náutico.

O Timbu acabou pagando pelos seus erros. Em troca de passes na entrada da grande área, Camutanga acabou falhando e a bola sobrou para Rafael Moura. O atacante rolou a bola para Diego Gonçalves, que deu nos pés de Felipe Ferreira para bater no contra-pé do goleiro e empatar a partida aos 30 minutos.

Mas o dia foi iluminado para o Náutico. Hereda brigou por uma bola na grande área e recebeu entrada faltosa. Mais um pênalti. Dessa vez, Jean Carlos foi para a cobrança e botou o Timbu à frente do placar aos 44 minutos. Ainda insatisfeitos, os alvirrubros ainda mataram o jogo aos 50 minutos, com um golaço de Guillermo Paiva para manter os 100% na Série B

FICHA DO JOGO – NÁUTICO X BOTAFOGO

Náutico – Alex Alves; Hereda, Wagner, Camutanga e Bryan; Matheus Trindade (Luiz Henrique), Rhaldney (Marciel) e Jean Carlos; Erick (Paiva), Vinicius (Matheus Carvalho) e Kieza (Giovanny). Técnico: Hélio dos Anjos.

Botafogo – Douglas Borges; Warley (Daniel Borges), Kanu, Gilvan e Paulo Victor; Luís Oyama, Pedro Castro (Rafael Moura), Marco Antônio (Felipe Ferreira), Chay (Diego Gonçalves) e Guilherme (Barreto); Rafael Navarro. Técnico: Marcelo Chamusca.

Local: Estádio dos Aflitos, Recife-PE.

Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (MG).

Assistentes: Ricardo Junio de Souza e Frederico Soares Vilarinho (ambos de MG).

Gol: Pedro Castro (contra), aos 15 do 1ºT, Jean Carlos (pênalti), aos 44 do 2ºT, e Paiva, aos 50 do 2ºT (N); Felipe Ferreira, aos 30 do 2ºT (B).

Cartões amarelos: Vinicius, Camutanga, Wagner, Matheus Trindade e Hereda (N); Warley, Rafael Carioca, Kanu, Pedro Castro, Guilherme e Rafael Moura (B).

Cartões vermelhos: Hélio dos Anjos (N).

Domingão de Notícias, com Machado Freire – E S P E C I A L !!!

20/06/21

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    Brasil,  PERDEMOS mais de 500 mil vidas para  a Covid- 19  !

 

01-O Brasil   perdeu,  até ontem, mais de  500 mil vidas para a Covid-19.    Vidas humanas que não representam apenas meio milhão de cidadãos e cidadãs  que  faleceram precocemente !!!

02-  O vírus sucumbiu sonhos, projetos, propostas e  algo que só seres humanos e filhos de Deus podem construir !

03-  O prejuízo é  insanável e   não teremos como recuperar NADA. Isto   tem causa  (por todos conhecida): o governo despreparado e estúpido, do  senhor que será lembrado  eternamente  por “capitão cloroquina”.

04-  Apesar dos males que atingem direta e indiretamente a todos brasileiros (do esmoler  ao bilionário), um grupo de políticos insensatos, oportunistas e irresponsáveis  -a exemplo de alguns prefeitos, ainda tiram onda com a cara da população (a exemplo dos prefeitos de Petrolina e Jaboatão)  que investem  na mídia (com dinheiro público)    numa disputa  para dizer  “que a minha cidade é a que mais salva vidas na pandemia”. Eles devem ser autuados pela Justiça !!!

05- Ora, o Brasil  é o 78o. (septuagésimo oitavo ) lugar no  tratamento e evolução  do combate à doença que só tem na vacina a possibilidade de reduzir o número exagerado de mortes precoces.    Estamos no segundo lugar em mortes (no mundo) depois dos Estados Unidos. Não existe nenhum remédio que possa PREVENIR o ser humano contra a covid-19 !

06- O retardamento da aquisição das vacinas contra a covid – 19 ( por conta culpa EXCLUSIVA do governo  Bolsonaro) nos coloca numa posição vergonhosa perante o mundo . Até o momento, apenas 29% dos nossos patrícios receberam a primeira dose. E o pior :  menos de  13%  (quinze por cento) dos nossos irmãos brasileiros receberam a segunda dose da vacina que, inegavelmente,  é a grande esperança de todos nós, porque ela  recebe a orientação da Ciência, diferentemente do  que pregam e defendem  os irresponsáveis e desumanos  negacionistas  de plantão.

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Sugerimos que  vocês leiam com atenção  o artigo abaixo e façam  uma reflexão , juízo crítico e tudo mais que a DEMOCRACIA  permitir !


O mundo paralelo da estupidez e da delinquência

 

Por Weiller Diniz*

A obtusidade bolsonarista mergulhou o Brasil em um abismo sepulcral da realidade paralela. Há expedientes reincidentes na tentativa de falsear ou desconectar parte da sociedade da verdade: gastos maciços em propaganda irreais, redes orgânicas de disseminação de fake news, a reiteração da mentira com método de gerar entropias e a fabulação de mundos inexistentes com o propósito de maquinar um universo invisível e intangível. O messianismo, de índole fundamentalista, se apossou de uma mente obscurantista, retrógrada e de baixíssima capacidade cognitiva.

Entre pulverizar sua rudimentar formação militar e intelectual ou tentar compreender a complexidade do mundo e da governança do Estado, opta pelas escolhas simplistas do negacionismo, que não lhe exigem esforços mentais.

Na mais aterradora pandemia mundial, responsável por um morticínio superlativo no Brasil, a atual gestão baseou suas formulações de políticas públicas a partir de orientações do gabinete paralelo. Ele era constituído por médicos obscurantistas – sem investiduras públicas formais – ou conselheiros informais, desqualificados, que guiaram o governo na contramão das recomendações científicas. O chamado gabinete da escuridão estimulava aglomerações, advogava a fictícia imunidade de rebanho, prescrevia cloroquina e chegou ao limite de propor a fraude da bula do medicamento para recomendá-lo contra Covid-19. Todos os rastros mortais do grupo estão comprovados em declarações, documentos, vídeos e testemunhos.

Autodenominados de ‘médicos pela vida’, a falange criminosa bombardeava as vacinas contra o coronavírus em reuniões em Brasília. O resultado foi um boicote deliberado e prolongado do capitão na aquisição dos imunizantes. O Instituto Butantan, um dos mais respeitados no mundo, fez reiteradas ofertas de vacinas entre julho de 2020 e janeiro de 2021. O desprezo, desautorizações públicas e xenofobia do chefe de Estado contra a aquisição da Coronavac marcaram as negociações.

A mesma resistência nas relações com outro laboratório, a Pfizer. Entre as primeiras ofertas, de agosto do ano passado e março de 2021, foram 83 tentativas de interação da empresa ignoradas ou desprezadas pelas autoridades brasileiras. O número 1 da pasta, Eduardo Pazuello, declarou cinicamente que não era papel dele se reunir com representantes das empresas. O número 2 por lá arguiu até um vírus de computador que o impediu de abrir as propostas que salvariam vidas.

Na perseguição promovida pelo Estado paralelo, invisível ao controle público e à fiscalização institucional, a atual gestão inovou ao privatizar o dinheiro público. Inventou-se o orçamento paralelo para remunerar financeiramente a docilidade de aliados no Congresso Nacional. O governo criou uma contabilidade fora do radar do Tribunal de Contas da União de perto de R$ 3 bilhões, alheio ao teto de gastos, para comprar deputados. Uma espécie de ‘biscoito’ para controlar o apetite. Segundo as denúncias, os ofícios dos parlamentares eram encaminhados, principalmente ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Nos documentos os aliados indicavam à pasta onde gostariam e alocar os valores em montantes muito superiores aos 8 milhões que têm direito anualmente em emendas da vida real. Há entre eles uma casta privilegiada que comandou a farra da distribuição do dinheiro do contribuinte.

Fustigado pela CPI e amedrontado com o cerco se fechando, o capitão Bolsonaro, viciado em mentiras e propagador de mundos ficcionais, inventou um TCU paralelo também. Ele garantiu aos que focinham rotineiramente no cercadinho da estupidez no Alvorada haver um relatório do Tribunal de Contas da União revelando que 50% das mortes registradas por Covid-19 no Brasil foram por outras causas que não o vírus. “Não é meu. É do tal do TCU, questionando o número de óbitos no ano passado por covid. E ali, o relatório final, não é conclusivo, mas disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o TCU”, apontou fraudulentamente. Mais uma vez culpou a imprensa por incomodá-lo com a realidade, oposta aos seus delírios.

“Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar. Já passei para três jornalistas com quem eu converso e devo divulgar hoje à tarde. E como é do TCU, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava. Muitos vídeos que vocês viram de WhatsApp, etc, de pessoas reclamando do que o que o ente querido não faleceu daquilo. Está muito bem fundamentado, todo mundo vai entender, só jornalista não vai entender”, escarneceu mantendo seu alvo predileto na luta contra a verdade, a imprensa, mãe de todos os fracassos bolsonaristas.

O TCU desmentiu instantaneamente a fraude presidencial e esclareceu inexistir informações que apontem que ’em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid’, conforme a fantasia irresponsável do capitão que se viu constrangido a se retratar: “Vou só explicar uma coisa aqui, a questão do equívoco, eu e o TCU, de ontem. O TCU está certo, eu errei quando falei tabela’, disse o presidente. “A tabela quem fez foi eu, não foi o TCU. O TCU não errou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que fui desmentido, o tempo todo é assim”. O mentor da farsa do estudo paralelo, Alexandre Figueiredo Marques foi afastado, responderá a um inquérito administrativo e foi convocado pela CPI.

Alexandre confessou que foi o pai dele o responsável por repassar o documento ‘paralelo’ a Bolsonaro. O dado está junto à confissão do servidor enviada à corregedoria do TCU. O pai do servidor foi presenteado com um cargo na Petrobras durante a atual gestão e já se reuniu ao menos três vezes com Bolsonaro. O nome dele é Ricardo Silva Marques, coronel do Exército, nomeado gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras em 2019. Alexandre Figueiredo também é amigo dos filhos de Bolsonaro e do presidente do BNDEs, Gustavo Montezano. Em 2019, o servidor tentou assumir uma diretoria no banco na área de ‘compliance’, mas teve os planos barrados pelo então presidente do TCU na época, José Mucio Monteiro.

O Exército Brasileiro é outra vítima do estupro do Estado paralelo. Ele o ridiculariza ao chamá-lo impropriamente de “meu Exército” porque despreza a separação do público e privado. O capitão humilhou o Alto Comando ao abortar a punição de Eduardo Pazuello por participar de um ato político no Rio de Janeiro. A baderna e a indisciplina ficaram liberadas. As mesmas que ocasionaram a expulsão de Bolsonaro do Exército. Pazuello é a nódoa mais vergonhosa do Exército Brasileiro. Além de incompetente, de insuflar a anarquia, Pazuello mentiu despudoramente quando depôs à CPI. Desmascarado pela verdade, maquinou expressões ininteligíveis como “posição de internet”. Teve os sigilos quebrados pela Comissão Parlamentar de Inquérito e anda assombrado com os desdobramentos da investigação. Ainda hoje esconde sua parvoíce no biombo do Estado e numa farda que não parece ostentar.

A exemplo dos nazistas que institucionalizaram organizações paramilitares, como a SS, SA e a Gestapo, a quadrilha em torno de Jair Bolsonaro ambiciona estruturar uma polícia paralela, legalizando a face mais abominável do submundo do crime carioca, as milícias que matam e extorquem. As vinculações com a delinquência do Rio de Janeiro são indesmentíveis e as digitais milicianas mancham alguns dos mandatos da família. Condecorações a Adriano da Nóbrega, emprego para familiares dele, a ciranda financeira com Fabrício Queiroz, os vizinhos envolvidos com a execução de Marielle Franco são as conexões visíveis. Jair e Flávio já defenderam publicamente a legalização das milícias.

A milícia carioca vende casas e apartamentos ilegais, despeja moradores que não pagam a taxa de segurança, revende os imóveis dos desalojados e constrói clandestinamente em vários municípios do rio de Janeiro. Opera em diversos locais como Guaratiba, Itaboraí, Magé e Rio das Pedras, onde 2 prédios desabaram. Adriano da Nóbrega, arquivo queimado na Bahia, era uma sumidade da milícia em Rio das Pedras e comandava o “escritório do crime. Foi homenageado na prisão por Flávio Bolsonaro com a medalha de Tiradentes da Alerj e elogiado por Jair Bolsonaro, como “brilhante oficial” quatro dias depois de condenado por homicídio.

Antes de morrer, o ex-ministro Gustavo Bebbiano, braço direito de Bolsonaro na campanha mencionou a “Abin paralela” e atribuiu sua concepção ao vereador Carlos Bolsonaro. Na reunião de 22/4/2020, o próprio capitão confessou ter um serviço paralelo de informações. “O meu particular funciona. Os ofi… que temos oficialmente, desinforma. E voltando ao … tema prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações”. A crise com Sérgio Moro pelo controle da PF as operações sistemáticas da Federal contra inimigos do governo aumentaram a suspeição sobre ações extraoficiais de perseguição política a adversários.

Mais recentemente a Abin, através de um decreto presidencial, queria ter acesso a dados sigilosos dos cidadãos para bisbilhotar. A ministra Carmen Lúcia do STF disse que arapongagem era crime. A Agência Brasileira de Inteligência, do amigo Alexandre Ramagem, tinha sido autorizada a fazer devassas. O decreto aumentava o número de cargos, permitia o treinamento/recrutamento de indicados políticos e escancarou o acesso injustificado de arapongas para xeretar informações sigilosas dos cidadãos. Entre eles dados fiscais, bancários, telefônicos, inquéritos policiais e também relatórios do COAF. Por 9 a1 o STF barrou a nova arapuca arbitrária. O recado de que arapongagem é crime acabou antecipando o julgamento de outro caso de polícias políticas paralelas e ilegais no Ministério da Justiça.

Pelo mesmo placar, 9 a 1, o STF também repreendeu o Ministério da Justiça, na gestão de André Mendonça, na produção de dossiês contra adversários, denominados de “antifascistas”. Inspirado nos repulsivos métodos do SNI, invadiu-se, clandestinamente, vidas privadas com expedientes da ditadura. O serviço secreto paralelo foi armado pela Secretaria de Operações Integradas do MJ e gerou um dossiê com 400 páginas de bisbilhotice. O titular do DOPs ilegal foi sacrificado, mas até hoje na se sabe quem encomendou a espreita criminosa. A ministra Carmen Lúcia fulminou a KGB: “A gravidade do quadro descrito, que – a se comprovar verdadeiro – escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição da República”.

Foras da lei, como mafiosos, contrabandistas, golpistas, traficantes e milícias, desprezam as regras do Estado e se homiziam em estruturas paraestatais. A insurreição cotidiana contra os órgãos oficiais e a obsessão em organizar mecanismos extraoficiais, clandestinos, invisíveis ao controle do Estado, expressa a índole ditatorial de Jair Bolsonaro e seu desdém pela democracia.

Desde 2020 ensaia sua noite dos cristais. Já fez ameaças explícitas em conspirações golpistas para fechar os outros poderes. Agora aposta na derrota eleitoral para ativar a quartelada. Assim como seu anacrônico preceptor Donald Trump acabará falando sozinho. O derretimento nas intenções de votos, perda de aderência nas redes sociais, o fiasco da gestão, a corrupção, a incompetência generalizada, o desemprego, a fome, a inflação e a CPI desgastarão Bolsonaro e o devolverão à uma amarga realidade, que hoje se esforça em adulterar.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.