Quem fala ‘fora Bolsonaro’ devia estar viajando de jegue”, diz Bolsonaro em voo

11/06/21
Por conteúdo Estadão
blogfolhadosertao.com.br

Parte dos passageiros hostilizaram e gritaram “fora, Bolsonaro” e “genocida” ao presidente da República

Reprodução / TwitterBolsonaro respondeu passageiros em voo comercial – FOTO: Reprodução / Twitter
O presidente Jair Bolsonaro apareceu de surpresa em um voo da Azul Linhas Aéreas na manhã desta sexta-feira. Ele tirou fotos com tripulantes e passageiros e comparou o apoio recebido aos críticos, que, segundo ele, deveriam estar andando em jegues. “Vocês estão bem hoje, hein? Quem fala ‘Fora Bolsonaro’ devia estar viajando de jegue, não de avião. É o ou não é? Para ser solidário ao candidato deles”, afirmou o presidente, após retirar a máscara que utilizou no restante do tempo dentro da aeronave.
No vídeo de 1 minuto que circula nas redes sociais não está claro se o voo estava em Brasília ou em Vitória, para onde o presidente se deslocou em agenda no Espírito Santo. Ao final, são ouvidos gritos de “Mito” por parte de alguns passageiros.

A atitude do presidente, no entanto, foi compartilhada por apoiadores da sua base de apoio. “Vai lá, Doria, faz igual!”, escreveu a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) ao compartilhar o vídeo, em uma ironia ao desafeto político do presidente e governador de São Paulo.

Na chegada à capital capixaba, Bolsonaro, mais uma vez, causou aglomerações e circulou sem máscara. O presidente cumprimentou apoiadores por cima de um cercado antes de seguir para cerimônia de entrega de casas em São Mateus (ES), que ocorrerá em instantes. Procurada por meio da assessoria, a Azul Linhas Aéreas ainda não se manifestou.
 

Sucesso em Petrolina: Drive thru amplia campanha do São João Solidário do Colégio Plenus

11/06/21

 Laerte Agra de Sá/blogfolhadosertao.com.br 
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Sanfona, zabumba e triângulo deram o tom da animação, nesta sexta-feira (11) em Petrolina – PE, durante a realização de dois ‘drive-thrus’ para arrecadação de cestas básicas que serão doadas aos artistas atingidos pela pandemia da Covid – 19, através do São João Solidário do Plenus Colégio e Curso.

O movimento começou às 7h, com a chegada dos pais dos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental na frente da unidade Orla e do Ensino Médio na Unidade da Barão do Rio Branco. Vestindo o colorido dos figurinos juninos e incorporando personagens a exemplo de Lampião e Maria Bonita, os matutinhos e matutinhas arriscaram até um arrasta-pé com muito forró.

Durante a tarde, o arraiá continuou nas duas sedes com as turmas ampliando o número de cestas doadas e reforçando o convite para a grande live solidária que vai acontecer no próximo dia 18, reunindo atrações como Targino Gondim, Nilton Freitas, Fabiana Santiago, Elisson Castro, Ivan Greg e Jonathan Araújo.

De acordo com a diretora Pedagógica da escola, Sílvia Santos, a live será transmitida a partir das 19h pelo canal oficial da escola no YouTube ‘plenuspetrolinaoficial’. “O São João é uma das festas mais bonitas do nosso calendário de eventos, e o Plenus sempre faz um grande arraiá com forró, coreografias, figurinos temáticos e boas comidas. Agora, em função da pandemia, nós nos reinventamos para oferecer aos familiares, alunos, amigos e corpo docente uma programação à distância, mas com muita animação e segurança. Um São João que vai aquecer os corações e ajudar aos artistas da nossa região que sempre nos alegraram com a poesia, a música, o teatro e a dança”, concluiu.

O São João Solidário do Plenus vem arrecadando as cestas básicas desde o dia 1º deste mês através de gincanas e competições entre as turmas.  A entrega das cestas será feita no dia próximo dia 23 às associações dos artistas de acordo com as indicações do Movimento Transforma Petrolina.

Cloroquina é mentira orquestrada pelo governo federal, diz Natalia Pasternak

11/06/21
Por Sarah Teófilo/ blogfolhadosertao.com.br
Pesquisadora e microbiologista disse aos senadores em depoimento à CPI que o comportamento do presidente Jair Bolsonaro “induz as pessoas a comportamentos de risco” durante a pandemia
  •  (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
(crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, nesta sexta-feira (11/6), a pesquisadora e microbiologista Natalia Pasternak afirmou que o negacionismo à ciência observado durante a pandemia no Brasil, a exemplo do incentivo de medicamentos sem eficácia contra a doença, “é uma mentira orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde”. Natalia, que foi muito atuante durante a crise sanitária, divulgadora de diversas informações científicas pelas redes sociais e veículos de comunicação, foi convidada a falar sobre pesquisas em relação à covid-19 na comissão ao lado do médico Cláudio Maierovitch, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Isso é negacionismo, senhores. Isso não é falta de informação. Negar a ciência e usar esse negacionismo em políticas públicas não é falta de informação, é uma mentira e, no caso triste do Brasil, é uma mentira orquestrada, orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde. E essa mentira mata, porque ele leva pessoas a comportamentos irracionais, que não são baseados em ciência”, disse.

A fala da pesquisadora se deu num contexto de explicação sobre a ineficácia da cloroquina em pacientes com covid-19. Ela citou uma série de estudos feitos ao longo da pandemia, mostrando que o medicamento funciona apenas in vitro — ou seja, nos laboratórios. Quando os estudos são feitos em células do trato respiratório de animais e de humanos, já não funciona.

“Ela nunca teve plausibilidade biológica para funcionar. O caminho pelo qual ela bloqueia a entrada do vírus na célula só funciona in vitro, em tubo de ensaio, porque, nas células do trato respiratório, o caminho é outro. Então, ela já nunca poderia ter funcionado”, explicou. E completou: “Não funciona em camundongos, não funciona em macacos, e também já sabemos que não funciona em humanos. Senhores, a cloroquina já foi testada em tudo. A gente testou em animais, a gente testou em humanos. A gente só não testou em emas porque as emas fugiram, mas, no resto, a gente testou em tudo, e não funcionou”.

Pasternak fez referência ao animal em alusão a uma foto do presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, “oferecendo” uma caixa de cloroquina a uma ema. Bolsonaro é um grande defensor do uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra covid-19, como cloroquina e ivermectina. O presidente também não segue as medidas sanitárias, como uso de máscara e distanciamento social. Bolsonaro reduziu a gravidade da doença ao longo de toda a pandemia, colocando em xeque a eficácia das vacinas contra a doença.

Negacioismo mata

Natalia frisou que a questão em relação ao negacionismo não é apenas para a cloroquina. “A cloroquina aqui é apenas um exemplo. Isso serve para o uso de máscaras, isso serve para o distanciamento social, isso serve para a compra de vacinas que não foi feita em tempo para proteger a nossa população. Esse negacionismo da ciência perpetuado pelo próprio governo mata”, disse.

A pesquisadora também criticou a postura do presidente, dizendo que ele é a autoridade suprema do país, e que seu comportamento induz as pessoas a comportamentos de risco. “As pessoas acreditam nele. Quando aparece sem máscara, desdenhando a pandemia, mostrando falta de empatia com o luto dos brasileiros, ele ilude as pessoas. Isso faz com que as pessoas assumam comportamento de risco. Comunicação é essencial e negacionsimo mata”, disse.

Confira o depoimento ao vivo:

 

Governo de Pernambuco adota quarentena mais rígida em cidades do Sertão

11/06/21

Pernambuco prorroga restrições em vigor e anuncia medidas mais rígidas no Sertão – Gonzaga Patriota

Os municípios que fazem parte das VI, X e XI Gerências Regionais de Saúde (Geres), com sedes em ArcoverdeAfogados da Ingazeira e Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, entrarão em quarentena mais rígida a partir de segunda-feira (14). O anúncio foi feito pelo Governo do Estado durante uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (10).

Apenas as atividades essenciais poderão funcionar até o dia 20 de julho nas 35 cidades que fazem parte das VI, X e XI Geres. Segundo o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, a decisão foi tomada por causa do aumento da ocupação dos leitos de UTI na região.

“Lá, os indicadores caminham no sentido contrário, com forte aceleração. A região vive seu pior momento em termos de solicitações de UTI, com um crescimento de 57% nos primeiros dias desta semana”, afirma.

Alepe aprova novos projetos contra a Covid e debate CPI sobre ação violenta de PMs

11/06/21

AscomAlepe/blogfolhadosertao.com.br

 

Quatro projetos de lei de iniciativa do Governo do Estado no sentido de conter os efeitos econômicos e sociais e fortalecer o atendimento médico dos casos de Covid em Pernambuco foram aprovados em segundo turno, nessa quinta, no Plenário da Assembleia Legislativa. As proposições tramitam em regime de urgência. Uma das matérias visa garantir o abastecimento de oxigênio medicinal na rede hospitalar dos municípios. Segundo a iniciativa, a Secretaria Estadual de Saúde fica autorizada a comprar e a doar o insumo para as cidades que estejam enfrentando dificuldades no suprimento de oxigênio.

Outra iniciativa acatada beneficia os professores da rede estadual que estão trabalhando de forma remota nessa pandemia. A proposta concede crédito no valor máximo de cinco mil reais, em parcela única, para a aquisição de notebooks. E uma ajuda mensal de cinquenta reais, durante 12 meses, para a contratação de serviço de Internet. A deputada Teresa Leitão, do PT, alertou que os professores contratados ficaram de fora do benefício, e sugeriu reunião com o secretário da Educação, Marcelo Barros: “Pra que a gente possa fazer uma nova licitação, o Governo mandar um novo projeto de lei que contemple também os professores contratados”.

Antonio Fernando, do PSC, Dulci Amorim, do PT, e Professor Paulo Dutra, do PSB, também reivindicaram computadores e Internet para os educadores contratados da rede estadual. João Paulo Lima lembrou que esses professores são os que recebem os menores salários e precisam do auxílio.

Também foi aprovada nessa quinta, o Auxílio Emergencial “Ciclo Junino de Pernambuco”, em socorro aos artistas e grupos culturais impedidos de trabalhar nessa pandemia. O pagamento será em parcela única que pode variar de três mil a 15 mil reais, para quem atua nas categorias de cultura popular, dança e música. Outra medida acatada pelos deputados foi a ampliação do número de empresas beneficiadas pelo programa de recuperação fiscal do estado. A iniciativa do Governo permite que o contribuinte com débito tributário sob denúncia do Ministério Público, mas sem ação transitada em julgado,  também tenha direito ao parcelamento de dívidas e descontos nos juros e multas. As quatro propostas de enfrentamento à Covid já seguem essa sexta para sanção ou veto do governador.

Antes da votação do pacote de medidas, vários deputados se pronunciaram. João Paulo Lima falou sobre ameaças à democracia no Brasil e aproveitou para criticar a falta de punição para o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, por ter participado no mês passado de um ato político no Rio de Janeiro junto ao presidente Bolsonaro. O deputado questionou a postura do Exército no episódio, que não viu infração disciplinar no gesto do general Pazuello.

Durante a reunião plenária dessa quinta, o deputado Alberto Feitosa, do PSC, responsabilizou deputados do PT, PSOL e PCdoB, pela falta de apuração parlamentar sobre a violência cometida por policiais militares em protesto no Recife, no dia 29 de maio. Ele é autor de requerimento para a abertura de uma CPI sobre o caso:  “Nós temos treze assinaturas. Quem assinou essa nota são cinco. Está na mão do PT, do PSOL e do PCdoB a abertura da CPI. E aí poderemos assim saber a verdade e fazer o trabalho constitucional desta Casa. Não é só legislar não, minha gente. Nem só dar amém ao Palácio… é também fazer a fiscalização dos atos do Poder Executivo num momento tão grave”.

Na avaliação de Feitosa, há indícios de que teria partido do Palácio a ordem para dispersar os manifestantes do protesto contra o presidente Bolsonaro. Priscila Krause, do Democratas, defendeu a abertura da CPI: “Se é pra punir aqueles truculentos e que rezam pela cartilha de Bolsonaro, que eles sejam punidos. Se é pra punir aqueles que se travestem de socialistas e de democratas, que eles sejam punidos. E que nós reconheçamos a CPI como um meio legal e legítimo dessa Casa, que nós enquanto parlamentares não podemos abrir mão deles, para efetivamente chegar à verdade”.

Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas, do PSOL, defendeu que a Comissão de Segurança Pública da Casa faça as escutas. E apontou que os deputados não podem ser constrangidos a apoiar a CPI: “Não está parecendo que é uma CPI democrática pra outros deputados estarem falando não. Está parecendo a sua CPI, porque quando o senhor vai nas redes pra ficar falando da sua posição enquanto campo de extrema direita de apoiador de Bolsonaro, não está parecendo que o senhor quer discutir o ato, no cerne do que aconteceu no dia 29”.

Teresa Leitão rebateu críticas à nota oficial assinada por deputados do PT, PSOL e PCdoB contra a instalação da CPI, considerada incoerente por Alberto Feitosa“Mas na hora em que nós fomos expostos, desafiados e desafiadas, temos medo não. Temos medo não. Quem cutuca o cão com vara curta, merece o retorno que nós demos. Por isso eu quero dizer que não aceitamos esse tipo de comparação. Nós queremos talvez mais do que quem quer a CPI, a investigação e a elucidação dos fatos.”

Na reunião dessa quinta, no tempo reservado ao pequeno expediente, os deputados abordaram a situação da pandemia no Agreste. A predominância da variante mais contagiosa da Covid nos casos da doença confirmados na região, comprovada em estudo da UFPE, motivou pronunciamento de Diogo Moraes, do PSB. O deputado fez uma apelo ao Governo Federal para que inclua todos os trabalhadores do setor têxtil de Pernambuco no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Priscila Krause concordou com a necessidade de acelerar a vacinação no Agreste, diante do crescimento “fora da curva” dos casos de Covid na região e a consequente pressão sobre o sistema de saúde. Delegado Erick Lessa, do PP, defendeu a flexibilização das restrições sanitárias às atividades do Polo de Confecções. Segundo o parlamentar, o clima entre os donos de fábricas que atendem às feiras é de desespero.

Temas ligados à cultura também foram analisados durante a plenária, a exemplo do processo de revalidação do Frevo como Patrimônio Cultural do Brasil, aberto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan. Priscila Krause pediu o engajamento da população na consulta pública sobre o ritmo pernambucano disponível no site da autarquia federal. O acesso é pelo endereço portal.iphan.gov.br

 

 

Paulo Câmara anuncia vacinas da Janssen para áreas críticas do Agreste e Sertão

Imprensa PE / blogfolhadosertao.com.br
Além do Recife, conforme orientação do Ministério da Saúde, imunizante será distribuído também para Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Afogados Ingazeira e Serra Talhada
 
 
 (Foto: Hélia Scheppa/SEI. )
Governador Paulo Câmara (foto cortesia)
O governador Paulo Câmara informou, em pronunciamento nesta quinta-feira (10.06), que as vacinas da Janssen – que, segundo com o Ministério da Saúde, chegarão ao Brasil na próxima semana – também serão distribuídas para cidades do Agreste e do Sertão do Estado. De acordo com o governador, além do Recife, os municípios de Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Afogados Ingazeira e Serra Talhada, atualmente com patamares altos de contaminação, irão receber doses do imunizante para acelerar a vacinação da população.
 
“A velocidade da pandemia no nosso Estado não obedece a um critério uniforme. Por isso, pactuamos com os municípios uma estratégia diferente para a distribuição da vacina da Janssen. Esse é mais um anúncio importante na nossa luta contra o novo coronavírus”, afirmou o governador, explicando ainda que, por imunizar com dose única, a vacina da Janssen permite dar maior rapidez ao processo de vacinação completa.
 
Inicialmente, a orientação do Ministério da Saúde era de limitar a distribuição às capitais brasileiras. No entanto, segundo o governador, além de apresentarem altos níveis de contaminação, essas regiões são importantes polos econômicos. “Esses municípios são grandes centros comerciais e de serviços do interior do Estado. Com mais gente imunizada em menos tempo, poderemos ajudar a conter a aceleração da doença no Agreste e no Sertão”, disse.
 
Paulo Câmara acrescentou que, por serem de grande porte, essas cidades têm plenas condições de manejar as vacinas dentro do prazo de validade curto necessário à sua aplicação. Ele aproveitou para agradecer a compreensão das demais prefeituras, e reafirmar o significado desse passo, que considera decisivo para a superação da pandemia em Pernambuco.
 
A iniciativa contemplará as sedes das Gerências Regionais de Saúde (Geres) das Macrorregiões 2 e 3. Da Macrorregião 2 fazem parte as Geres IV e V, que têm como cidades polo Caruaru e Garanhuns, respectivamente. Já na Macrorregião 3 estão as Geres VI, X e XI, que contam com os municípios de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada como cidades centrais.
 
Link para o pronunciamento: https://we.tl/t-vYBaIxzqiU

Gabinete paraledo: CPI quebra sigilos de Eduardo Pazuello, Ernesto Araújo e de integrantes ligados a Bolsonaro

11/06/21

Agência Senado/blogfolhadosertao.com.br

 

A CPI da Pandemia aprovou nesta quinta-feira (10) a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

 

Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello

Também são alvos da transferência de dados a secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”, o assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, o empresário Carlos Wizard e o virologista Paolo Zanotto. Os dois últimos são apontados como integrantes de um “gabinete paralelo” que orientava o presidente Jair Bolsonaro contra vacinas e minimizando a pandemia.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é o autor de 21 dos 23 requerimentos

aprovados. Para ele, Eduardo Pazuello “é personagem essencial” na investigação, por ter recorrido a “indefensáveis escusas” para não comprar vacinas. Ainda segundo o autor do requerimento, o ex-ministro “não envidou os esforços necessários para conter o colapso da saúde” em Manaus (AM) em janeiro deste ano.

A quebra dos sigilos de Ernesto Araújo busca apurar “uma lamentável negligência do ex-chanceler para conseguir vacinas e insumos para o Brasil”. “A transferência dos dados permitirá avaliar os esforços que foram ou não envidados, a autonomia ou não de sua atuação, a existência ou não de planejamento”, argumenta Alessandro Vieira.

“Gabinete paralelo”

Outros dois alvos da quebra de sigilo são Carlos Wizard e Paolo Zanotto, apontados como integrantes do “gabinete paralelo”. Alessandro Vieira argumenta que Wizard era “mais do que um mero conselheiro” do ex-ministro Eduardo Pazuello. Segundo o parlamentar, há “indícios de que (o empresário) tenha mobilizado recursos financeiros para fortalecer a aceitação das medidas que o presidente da República julgava adequadas, mesmo sem qualquer comprovação científica”.

O autor do requerimento lembra ainda que, durante reunião com Jair Bolsonaro, o virologista Paolo Zanotto recomendou “tomar um extremo cuidado” com o uso de vacinas. O virologista também admitiu ter enviado uma carta a Arthur Weintraub, ex-assessor do presidente da República. Na correspondência, ele sugere a formação de um shadow cabinet (gabinete das sombras) para orientar o Palácio do Planalto na pandemia.

A transferência de sigilo telefônico e telemático da médica Nise Yamaguchi estava na pauta, mas não chegou a ser votado. Ela também estava na reunião entre Paolo Zanotto e outros integrantes do “gabinete paralelo” com Jair Bolsonaro.

Os senadores aprovaram ainda a quebra dos sigilos do tenente-médico da Marinha Luciano Dias Azevedo. Segundo o senador Alessandro Vieira, o militar “foi o autor da minuta de decreto que teria como objetivo alterar a bula da cloroquina”. O tema foi discutido durante reunião no Palácio do Planalto.

Outros alvos

A CPI da Pandemia aprovou a quebra dos sigilos telefônico e telemático da secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Em mensagem enviada à Prefeitura de Manaus no ápice da pandemia, ela avaliou que seria “inadmissível” a não utilização de medicamentos como cloroquina e ivermectina, drogas sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Os senadores também quebraram os sigilos do assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins. Segundo Alessandro Vieira, “há suspeitas fundadas” de que Martins integrava o “famigerado gabinete do ódio”. De acordo com o parlamentar, a “máquina de mentiras e difamação” do Palácio do Planalto pretende “destruir a reputação de qualquer pessoa que defenda a aquisição de vacinas ou combata o chamado ‘tratamento precoce’”.

Um requerimento do senador Humberto Costa (PT-PE) prevê a transferência de dados do auditor afastado do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Costa e Silva. O servidor introduziu, de forma não autorizada, no sistema do TCU um documento que coloca em dúvida o número de óbitos por covid-19 no Brasil. A informação foi desmentida pelo TCU, mas, antes, foi citada pelo presidente Jair Bolsonaro para minimizar o impacto do coronavírus.

Gonzaga Patriota anuncia o envio de R$ 3 milhões para o município de Bonito

11/06/21

 

blogfolhadosertao.com.br

 

Gonzaga Patriota destina R$ 3 mi para saúde de dez municípios - Blog da Folha - Folha PE

O deputado federal Gonzaga Patriota -foto (PSB) esteve em Bonito, no  Agreste pernambucano, nesta quarta-feira (09), para discutir a destinação de novos recursos para o município. O parlamentar anunciou o envio de R$ 3 milhões que serão usados para saúde, infraestrutura turística e pavimentação de estradas. Além disso, o socialista ainda se comprometeu em ajudar os programas de ação social do município.

O padre Sivonaldo, o vereador Marquinhos da Garagem e outras lideranças, apresentaram ao deputado as ações desenvolvidas pela Igreja Católica em prol das pessoas mais carentes. De acordo com o Pe. Sivonaldo, com a pandemia, a situação se agravou. Gonzaga Patriota se colocou à disposição para firmar parcerias, via prefeitura, e ajudar nas ações realizadas pela Instituição.

O parlamentar também esteve com o prefeito Gustavo Adolfo e com os ex-prefeitos Ruy Barbosa e José Pinheiro para anunciar o envio de R$ 3 milhões de reais para o município. “Serão R$ 1 milhão para estradas da Zona Rural, mais R$ 1 milhão para infraestrutura turística, principalmente para saída do teleférico e, por fim, mais R$ 1 milhão para saúde, que é a nossa prioridade nesse momento tão difícil”, diz Patriota.

O parlamentar já havia destinado R$ 1 milhão de emenda parlamentar para o teleférico da cidade, inaugurado em 2018. A atração, que fica localizada a 136 quilômetros do Recife, liga o Pátio de Eventos e o alto da Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, em um trajeto de cerca de 1,2 mil metros. O teleférico pode transportar até 92 pessoas por hora e tem ajudado a incentivar o turismo e fortalecer o comércio local, estimulando a geração de emprego e renda na região. Gonzaga também já destinou emendas no valor de R$ 240 mil para construção de três academias da saúde nos distritos de Alto Bonito, Bem-te-vi e Estreito; investimentos para ampliação e recuperação do hospital Dr. Alberto de Oliveira, no valor de R$ 400 mil e construção da Casa dos Idosos de Bonito, no valor de R$ 600 mil.

Bolsonaro quer desobrigar uso de máscara por vacinados; para especialistas, é uma temeridade


Bolsonaro fala em desobrigar milhões de brasileiros do uso de máscara na pandemia
Bolsonaro fala em desobrigar milhões de brasileiros do uso de máscara na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10) que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um “parecer” para desobrigar o uso de máscaras por quem estiver vacinado contra a Covid ou por quem já tiver contraído a doença.

O ministro informou ter recebido do presidente o pedido de um estudo sobre as máscaras, mas especialistas ouvidos pelo G1 consideram a medida uma temeridade neste momento crítico da pandemia de Covid no Brasil (leia mais abaixo).

Bolsonaro deu a declaração no Palácio do Planalto, ao discursar durante solenidade de lançamento de programas do Ministério do Turismo. O presidente usou máscara antes e depois do evento — ele só retirou a proteção para discursar.

“Acabei de conversar com um tal de Queiroga — não sei se vocês sabem quem é —, nosso ministro da Saúde. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados. Para tirar esse símbolo, que obviamente tem a sua utilidade para quem está infectado”, declarou.

Depois de participar do evento no Planalto, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em uma rede social e voltou a falar no assunto.

Durante a transmissão, disse que não impôs ‘nada’ ao ministro da Saúde, mas que pediu o estudo sobre as pessoas poderem transitar sem máscara.

“Eu falei com o Queiroga agora. Não impus nada a ele. Se bem que também tenho que dar minhas piruadas aí, no bom sentido. ‘É possível a Saúde apresentar um estudo aí da desobrigatoriedade da máscara para quem já foi vacinado ou para quem já foi contaminado e curado, poxa?’. Ele falou: ‘É possível, é possível’. Vamos fazer isso. Vamos ficar reféns de máscara até quando? Está servindo para multar gente, pessoal. Está servindo para multar. Eu fui ameaçado agora de multa em São Paulo”, declarou.

Vacina e Covid-19: preciso usar máscara e evitar aglomerações mesmo depois de vacinado?

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, 11,06% da população receberam a segunda dose de vacina até esta quarta-feira (9) — 24,48% receberam somente a primeira dose. No total, até esta quarta, o Brasil tinha quase 480 mil mortos por Covid, segundo o consórcio, e 17,1 milhões já tinham contraído a doença.

Em outras ocasiões, Bolsonaro já demonstrou não ter apreço pelas máscaras como forma de proteção contra a Covid.

Em fevereiro, ele usou uma enquete alemã distorcida para criticar o uso de máscaras. Em agosto do ano passado, contrariando a opinião da maioria dos cientistas e especialistas, ele disse a apoiadores que a eficácia de máscara é “quase nenhuma”. Um mês antes, havia vetado parte de uma lei que estabelecia o uso de máscaras em locais públicos — vetou a obrigação no comércio, em escolas, igrejas e templos.

No discurso no Planalto, Bolsonaro também repetiu a pregação que costuma fazer contra o isolamento social. Disse que provoca depressão, fome, violência doméstica e elimina empregos.

“A quarentena é para quem está infectado, não é para todo mundo. Isso destrói empregos, mata de outra forma o cidadão, mata de fome, de depressão, aumenta violência em casa, abuso contra criança.”

Ministro confirma ‘estudo

À noite, em vídeo gravado pela assessoria do Ministério da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga disse ter recebido um pedido de Bolsonaro para fazer um estudo sobre as máscaras .

“Recebi do presidente Bolsonaro hoje uma solicitação para fazer um estudo acerca do uso das máscaras”, afirmou Queiroga, que vem defendendo o uso da proteção. Ele reiterou essa afirmação em depoimento à CPI da Covid (vídeo abaixo).

VÍDEO: 'É necessário reforçar de forma reiterada, por exemplo, o uso das máscaras', diz Queiroga
 ‘É necessário reforçar de forma reiterada, por exemplo, o uso das máscaras’, diz Queiroga

Segundo o ministro, Bolsonaro “acompanha o cenário internacional” e “vê que em outros países onde a campanha de vacinação já avançou, as pessoas já estão flexibilizando” o uso das máscaras.

“Então, vamos atender essa demanda do presidente Bolsonaro, que está sempre preocupado com pesquisas em relação à Covid”, declarou.

'As vacinas não fazem milagre quando a transmissão na comunidade está muito alta', afirma Margareth Dalcomo
‘As vacinas não fazem milagre quando a transmissão na comunidade está muito alta’, afirma Margareth Dalcomo

Especialistas contestam

Para especialistas ouvidos pelo G1 a proposta do presidente é uma temeridade. Eles defendem que, mesmo após vacinadas, as pessoas precisam usar máscara e evitar aglomerações.

“A vacina tem boa eficácia em evitar que a sua doença acabe se agravando e você precise até de hospitalização, mas ela não tem tão boa eficácia em evitar que você se contamine”, explicou a médica infectologista Luana Araújo em vídeo gravado para o G1.

“Então, enquanto a gente não tem uma boa parte de população plenamente vacinada, é preciso sim usar máscara, evitar aglomerações e preferir ambientes naturalmente ventilados”, disse.

O médico Drauzio Varella afirmou que mesmo os vacinados podem transmitir o novo coronavírus para outras pessoas.

“Você entra em contato com o vírus. O vírus fica nas suas fossas nasais, não vai ficar doente, mas vai poder levar o vírus para dentro de casa para as pessoas que você mais ama. Então, a vacina é uma grande utilidade”, declarou no último dia 12 de maio em podcast do programa Fantástico.

“Ela [a vacina] vai nos livrar do coronavírus, mas não é porque estou vacinado ou porque você está vacinado que você fala: ‘Agora liberou geral”. Infelizmente, não. A gente tem que continuar agindo com responsabilidade”, disse.

Munir Ayub, membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, afirmou que “não existe essa possibilidade” de se prescindir do uso da máscara no atual estágio da pandemia.

“Não tem nenhum sentido. É uma orientação apenas política porque não tem nenhuma justificativa médica para isso. Mesmo a pessoa que já teve ou que já foi vacinada não está livre de se reinfectar. Enquanto estiver circulando o vírus neste nível alto, não existe essa possibilidade. Neste momento é temerário”, disse .

Para Renato Grinbaum, infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, o anúncio de Bolsonaro é “completamente fora do aceitável”.

“Não existe nenhuma lógica para suspender uso de máscaras. A vacina previne bem as formas graves, mas não é uma ferramenta tão poderosa para evitar infecções leves e transmissão. No momento em que se discute aumento de casos em algumas regiões e a possibilidade de terceira onda, este tipo de proposta é completamente fora do aceitável.”

Segundo Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19, “não há possibilidade de isso ser cogitado neste momento”.

“Nós não somos os EUA que estão vacinando em larga escala e com um cenário bem diferente do nosso. Nós não somos Israel ou outros países europeus que já estão em outro cenário da pandemia”, afirmou.

“Temos uma lei federal sancionada para o uso de máscaras”, disse, em referência à lei nº 14.019.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, afirma que não é possível comparar a situação do Brasil com a dos Estados Unidos.

“Não há a menor justificativa para isso na situação atual do Brasil. Na comparação com os Estados Unidos, são situações epidemiológicas completamente distintas. Aqui temos baixa cobertura vacinal, alta taxa de infecção e circulação viral. Além disso, estamos no inverno, quando as infecções respiratórias aumentam. Exatamente o contrário dos EUA”, disse o infectologista.