RMR, Zona da Mata e Agreste voltam a avançar no Plano de Convivência

12/06/21

ImprensaPE/blogfolhadosertao.com.br

Macrorregião 3, que engloba o Moxotó e o Pajeú, registra alta nas solicitações de UTI e entrará em quarentena rígida. A Macro 4 permanece com o status atual

 

Miniatura do anexo

 

O Governo de Pernambuco informou que as Macrorregiões 1 e 2, que contemplam a Região Metropolitana (RMR), Zona da Mata e Agreste, voltarão a avançar no Plano de Convivência com a Covid-19. Nas duas primeiras, o comércio de varejo e serviços poderá funcionar nos finais de semana dos dias 19 e 20 e 26 e 27, com horário reduzido.

O Agreste, que estava com medidas restritivas mais severas, retomará suas atividades também nos dias de semana. Já as 35 cidades da Macrorregião 3, no Sertão, onde houve aumento na solicitação de leitos de UTI, entrarão em quarentena rígida a partir da próxima segunda-feira (14.06). Até o dia 20 de junho, nos municípios das Gerências Regionais de Saúde (Geres) VI, X e XI – com sedes em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, respectivamente – só poderão funcionar, diariamente, as atividades permitidas no decreto. A Macrorregião 4, no Vale do São Francisco e Araripe, segue no esquema atual.

Na RMR, o varejo de bairro e centro, assim como bares e restaurantes, estará autorizado a funcionar nos finais de semana até às 18h, para o estabelecimento que abrir às 10h. Na Zona da Mata, o comércio está autorizado a abrir mais cedo, entre as 5h às 20h, respeitando o limite máximo 10 horas contínuas durante a semana, e entre 6h até às 18h nos fins de semana, completando oito horas de funcionamento. Já as lojas varejistas, localizadas nos municípios do Agreste, devem fechar mais cedo. Podem abrir das 5h às 18h, respeitando o máximo de 10 horas de expediente nos dias de semana, e nos sábados e domingos também são permitidas oito horas de abertura, entre 6h e 18h.

O secretário estadual de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebelo, abriu a coletiva de imprensa online com o detalhamento dos números epidemiológicos de cada região do Estado, assim como do progresso da vacinação. Em seguida, o secretário estadual de Saúde, André Longo, comentou os índices, reiterando que Pernambuco ainda vive um momento delicado e preocupante em relação à pandemia, mas já está colhendo os primeiros frutos do atual período de restrições mais severas. “Na 1ª Macrorregião já há desaceleração. Foi registrada uma redução de 10% nas solicitações de leitos de UTI na semana passada. Já nesta semana, de domingo até ontem, tivemos uma redução de 17% em comparação aos primeiros dias da semana anterior”, apontou, com base nos números apresentados por Rebelo.

No Agreste, após mais de 20 dias de intensas restrições, também foram registradas melhoras. “As solicitações de leitos de UTI tiveram estabilidade na semana passada, mas já nos primeiros quatro dias desta semana, houve queda de 31%”, justificou André Longo. De acordo com esses dados, segundo ele, já existe um processo de diminuição progressiva da fila por leitos de terapia intensiva e, neste momento, a oferta de vagas já supera o número de solicitações.

Longo também comentou a situação da Macrorregião 3, que contempla os sertões do Moxotó e Pajeú. “Lá, os indicadores caminham no sentido contrário, com forte aceleração”, disse. A região vive seu pior momento em termos de solicitações de UTI, com um crescimento de 57% nos primeiros dias desta semana. Já a 4ª Macrorregião permanece com estabilidade nos indicadores, de acordo com a Secretaria de Saúde. Mas no começo desta semana apresentou um aumento nas solicitações de leitos de UTI. “Vamos acompanhar o desenvolvimento desses números para reavaliar a situação”, concluiu.

MÁSCARAS – O secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, também participou da coletiva online, e anunciou a distribuição de 30 mil máscaras, partir do dia 14 próximo, nas feiras de Toritama, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, para ajudar a combater o vírus nessas cidades. “A gente pede que todos continuem usando máscaras, continuem com o distanciamento e usando o álcool em gel. A economia tem sido afetada, e é importante que todos colaborem, cumprindo tudo o que as organizações de saúde estão propondo, para que a gente possa manter os empregos, algo tão importante neste momento para o povo pernambucano”, completou Lopes.

Foto: Hélia Scheppa/SEI

Gonzaga Patriota articula com a Agrovale doação de álcool em gel para municípios pernambucanos

11/06/21

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Gonzaga Patriota articula com a Agrovale doação de álcool em gel para municípios pernambucanos – Blog Edenevaldo Alves

Gonzaga Patriota fez uma visita aos dirigentes da Agrovale, em Juazeiro (BA)

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) visitou, esta semana, a Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A – Agrovale, empresa produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade. Na ocasião, o parlamentar foi recebido pelo diretor Financeiro e TI, Guilherme Colaço Filho e pelo diretor agrícola, Cid Filho e conseguiu articular o envio de mais 40 mil litros de álcool em gel para ajudar os municípios pernambucanos no combate ao novo Coronavírus (Covid -19).

Em 2020, por intermédio de Gonzaga Patriota (PSB), a Agrovale doou para o sistema público de saúde das cidades de Dormentes, Afrânio, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó e Salgueiro, solução de álcool 70% para que fosse produzido álcool em gel para fortalecer as ações de combate à COVID-19.

O parlamentar elogiou a iniciativa e agradeceu o desempenho da empresa no enfrentamento da pandemia. “Essa luta é de todos e a Agrovale, ao doar esse produto, amplamente utilizado na higienização e assepsia, contribui com o combate à disseminação do novo coronavírus. Em 2020 foram 30 mil litros doados, atendendo ao meu pedido e, agora, mais 40 mil litros de álcool em gel chegarão às cidades pernambucanas”, revelou Patriota.

Sobre a Agrovale

A Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A. – AGROVALE, é uma empresa produtora de Açúcar, Etanol e Bioeletricidade. Reconhecida como uma das maiores indústrias do Estado da Bahia, a empresa se destaca no cenário sucroalcooleiro como referência em agricultura irrigada e produtividade de cana por hectare, associada a uma eficiente política de sustentabilidade. Com uma área de plantio totalmente irrigada, implementou sólidos avanços em preservação dos recursos naturais e consumo consciente, adotando um modelo sustentável através da aplicabilidade de programas prioritários para seu desempenho social, ambiental e econômico.

Morre em Brasília, aos 80 anos, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel

12/06/21
Elton Ponce/Angela Fernanda Belfort
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Advogado e professor, Marco Maciel foi deputado, governador de Pernambuco, senador, ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República e vice-presidente da República de 1995 a 2003, no governo Fernando Henrique Cardoso. Maciel  era ligado à família Coelho de Petrolina  aliado  de primeira hora do governo  que estabeleceu a ditadura  militar  que durou  20 anos no Brasil.

CLEMILSON CAMPOS / ACERVO JC IMAGEMEntão pefelista, Maciel passou oito anos ao lado de FHC – FOTO: CLEMILSON CAMPOS / ACERVO JC IMAGEM

Morreu na madrugada deste sábado (12) aos 80 anos o ex vice-presidente da República Marco Maciel. O pernambucano estava internado num hospital em Brasília, em decorrência de complicações do Mal de Alzheimer, que o acometia desde 2014. Maciel deixa a mulher, Anna Maria, e três filhos. Ainda não há informações do velório e enterro

Advogado e professor, Marco Maciel foi deputado, governador de Pernambuco, senador, ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República e vice-presidente da República de 1995 a 2003, no governo Fernand Henrique Cardoso.

Histórico

Marco Maciel assumiu a presidência da República 87 vezes – “um pouco mais de 10 meses” – nos oito anos em que foi vice de Fernando Henrique Cardoso, que ocupou o Palácio do Planalto de 1995 a 2002. “Era o vice dos sonhos. Viajava e não tinha a menor preocupação, porque Marco era correto. E mais do que correto, minucioso, quase carinhoso. Por exemplo, muitas vezes me trazia algo para ler e marcava em amarelo para poupar o meu tempo. Ele era leal ”, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em depoimento ao documentário Marco Maciel – A Política do Diálogo, realizado pela TV Câmara em 2016 (?).

O que mais chama a atenção da frase acima é que Marco Maciel e Fernando Henrique Cardoso passaram grande parte da vida em partidos de lados opostos. Maciel foi um tradicional quadro de siglas da direita – como Arena, PDS e o PFL – e Fernando Henrique, era considerado de esquerda até se tornar presidente da República, quando assumiu um perfil de centro-direita. As posições religiosas também eram diversas: Marco Maciel era muito católico e FHC agnóstico.

“Ponderado, tinha horror à crença ideológica cega e também à arrogância da razão. Homem de princípios, não desdenhava das orientações alheias. Construtivo na vida pública, derrubava barreiras, não construía muros que impedissem o diálogo”, afirmou Fernando Henrique, se referindo a Marco Maciel”, num texto intitulado Fé e Razão, uma das apresentações da biografia Marco Maciel – Um Artífice do Entendimento, de autoria do jornalista Angelo Castelo Branco.

A aproximação entre os dois ocorreu quando ambos eram senadores e o apartamento deles ficava próximo em Brasília, o que faziam eles se encontrarem, “de vez em quando”, como lembra Fernando Henrique. Quando começou essa convivência, “Marco Maciel já se inclinava abertamente a ajudar o fim do ciclo político que se iniciara em 1964”, como disse FHC na biografia citada acima.

“Marco Maciel, Luís Eduardo Magalhães e Jorge Borhausen foram os primeiros a colocar a eventualidade de eu ser candidato a presidente da República”, lembrou Fernando Henrique no mesmo documentário. Os três foram dissidentes do antigo PDS e passaram a fazer parte do Partido da Frente Liberal (PFL) que apoiou a candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Fernando Henrique também afirmou que, entre os políticos do PFL, o que tinha mais influência sobre ele era Marco Maciel, “que era discreto”. Na época, se falava muito que o político mais importante do PFL era o baiano Antonio Carlos Magalhães.

Ainda no livro de Angelo Castelo Branco, Fernando Henrique Cardoso revelou que, como presidente, foi “várias vezes ao encontro anual que de deputados católicos, que Marco Maciel patrocinava em sua casa. Unia-nos o respeito às crenças e a vontade de que todos participassem da vida nacional”. E complementa: “a colaboração de Marco Maciel para o andamento das questões legislativas durante meu governo foi fundamental. Suas marcas na Lei de Arbitragem são indeléveis. Seus esforços para que se reconhecesse a função dos que faziam lobbies, sem que o fizessem ocultamente, são conhecidas”. Outra característica que Fernando Henrique cita de Maciel é a tolerância.

Ainda lembrando da sua gestão, Fernando Henrique revelou que Marco Maciel, não descuidava “especialmente das coisas de seu amado Pernambuco”, sendo “inúmeras as vezes em que reivindicou uma estrada importante ou, sobretudo, a continuação do Porto de Suape”.

1940 – Nasceu no dia 21 de julho. Foi o quinto filho de Carmem Sylvia de Oliveira e José do Rego Maciel. A ligação com a política foi influenciada pelo seu pai, que foi prefeito do Recife, deputado federal eleito em 1948 e vice-candidato a governador de Pernambuco em 1958.

1959 Aprovado no vestibular da Faculdade de Direito do Recife. No primeiro ano do curso, foi diretor de Cultura do Diretório Central dos Estudantes (DCE). No segundo ano, se elegeu presidente do DCE.

1962 – Foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Pernambuco e tomou posse em 1963.

1967-1971 – Eleito deputado estadual pela Arena e líder do governo Nilo Coelho (Arena).

1967 – Casou-se com a amazonense Anna Maria com quem teve três filhos.

1971 – Começou a atuar como deputado federal. Esse primeiro mandato acabou em 1974. Exerceu o mesmo cargo entre 1975 e 1978.

1977-1978 – Atuou como presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília.

1979-1982 – Governador de Pernambuco

1983 – Se elegeu senador, cargo que exerceu por 20 anos. O primeiro mandato na Casa Alta encerrou-se em 1991. Depois foi reeleito por mais quatro anos (1991-1994). Voltou a ocupar a mesma função em 2003.

1985-1986 – Atuou como ministro da Educação do governo de José Sarney. Ainda na mesma gestão, foi ministro chefe da Casa Civil entre 1987 e 1988.
2003 – Entrou para a Academia Brasileira de Letras. Ao longo da sua vida, publicou mais de 28 trabalhos em várias editoras, como o a do Senado e a José Olympio, entre outras.

2010 – Aos 70 anos, perdeu a primeira eleição da sua vida

2011 – Terminou o terceiro mandato de senador pelo DEM.

2014 – A partir do final deste ano, se torna mais recluso, ficando
constrangido com os esquecimentos provocados pelo Mal de Alzheimer.