Bolsonarismo: MP acusa Marcelo Crivella e mais 10 de improbidade administrativa e aponta pagamento de R$ 32 milhões em propina

22/01/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br  –

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella e outras dez pessoas de improbidade administrativa em um esquema de corrupção que teria movimentado R$ 32 milhões em propina.

A ação foi apresentada à Justiça pela 7ª Promotoria de Tutela Coletiva, e é um desdobramento do caso que ficou conhecido como “QG da Propina”. O ex-prefeito nega ter cometido fraudes (veja, no fim da reportagem, a íntegra da nota).

De acordo com o inquérito, o esquema envolvia fraudes em licitações da Prefeitura do Rio, com uso de empresas de fachada, notas fiscais frias e contratos fictícios.

Segundo o Ministério Público, “tal esquema de corrupção foi executado de forma planejada, consciente e coordenada”.

Ainda conforme o MP, quem coordenava o esquema era uma dupla formada pelo então prefeito Marcelo Crivella e o empresário Rafael Alves. O foco da investigação foi o contrato de R$ 789 milhões firmado entre o Previ-Rio — instituto de previdência dos servidores municipais — e o grupo Assim Saúde.

Além de pagar aposentadorias, o Previ-Rio é responsável pela administração do plano de saúde dos servidores do município. O inquérito concluiu que a licitação foi direcionada ilegalmente e que o edital foi elaborado sob medida para beneficiar a empresa vencedora.

A ação de improbidade afirma que foi ajustado o pagamento de propina correspondente a 3% do valor global que viesse a ser recebido pela Assim Saúde em contratos com o município. Segundo o MP, documentos apresentados à Justiça destacam que Marcelo Crivella tinha total ciência dos atos praticados por seus subordinados, além de possuir o domínio finalístico e funcional dos fatos.

Com isso, o ex-prefeito, o empresário Rafael Alves, outras nove pessoas e 25 empresas passaram a responder por improbidade administrativa. Segundo o MP, o grupo teria recebido R$ 32 milhões em propina. A ação, apresentada em dezembro, pede a devolução integral desse valor aos cofres da Prefeitura do Rio.

A especialista em direito público Thaís Marçal explica que a Lei de Improbidade Administrativa prevê punições severas.

“É justamente para dar a resposta adequada ao desvio que foi qualificado pelo nosso legislador como algo inaceitável. A improbidade pode ensejar suspensão dos direitos políticos, apreensão de bens patrimoniais, além de uma série de outras restrições, como a impossibilidade de assunção de cargos públicos, justamente para dar a resposta adequada ao desvio que se entendeu que era muito grave no âmbito da administração pública”, afirmou.

Entre os acusados está Bruno de Oliveira Louro, então presidente do Previ-Rio. O MP afirma que o valor da propina chegava a R$ 2 milhões por mês.

De acordo com o detalhamento do esquema, após vencer a licitação, o grupo Assim Saúde assinou contratos com empresas de fachada indicadas pelos integrantes da organização criminosa e pagou por serviços que nunca foram prestados. As notas fiscais eram usadas para dar aparência de legalidade aos repasses e mascarar o pagamento da propina.

O Ministério Público também detalhou os repasses feitos para as contas indicadas pelos integrantes do grupo investigado.

Marcelo Crivella e Rafael Alves foram presos no fim de 2020, acusados de transformar a Prefeitura do Rio em um balcão de negócios ilícitos. Na época, a denúncia apontou que um escritório na sede da Riotur, empresa municipal de turismo, teria se tornado o “QG da Propina”, onde empresários e representantes do poder público negociavam fraudes e desvios em contratos.

O processo do “QG da Propina” está sendo analisado atualmente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio. Em outubro do ano passado, a Procuradoria Eleitoral confirmou a denúncia contra todos os acusados, mas ainda não há previsão de sentença.

Na nova ação de improbidade administrativa, o Ministério Público do Rio pede a condenação de Marcelo Crivella e dos demais investigados. A Justiça ainda não tomou decisões no processo. Além da devolução dos R$ 32 milhões, a promotoria solicita o pagamento de multa e a suspensão dos direitos políticos dos acusados por até 14 anos.

O que dizem os citados

O ex-prefeito se pronunciou com a seguinte nota:

“A denúncia é a terceira em cima da mesma narrativa, nos últimos seis anos. Reforçamos que o assunto volta à tona em período pré-eleitoral, em que o nome de Marcello Crivella aparece na liderança de várias pesquisas partidárias para o Senado Federal. Aliás, até agora o deputado sequer foi ouvido pelos investigadores.

O Grupo Assim Saúde presta serviços ao município ininterruptamente há mais de 17 anos, inclusive na atual gestão. A contratação foi conduzida pelo Previ-Rio, com aval da Controladoria-Geral, da Procuradoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas.

Não houve fraude à licitação, pois não houve licitação, mas credenciamento, modalidade legal, sem vencedores ou vencidos, aceita pelo TCU e recomendada pelo MP”.

Grupo Assim Saúde informou que não vai se manifestar. Rafael Alves e Bruno de Oliveira Louro não responderam até a publicação desta reportagem.

Em Salgueiro: Prefeitura  realiza cadastramento de artistas, esportistas e grupos coletivos do município

22/01/26  –  http://blogfolhdosertao.com.br  –  Ascom PmS

Entre esta terça-feira, 20, e o dia 20 de fevereiro, a Prefeitura de Salgueiro realiza o cadastramento de artistas, esportistas e grupos coletivos do município, visando fazer um mapeamento para futuros eventos e apoios governamentais.

Os cadastros devem ser feitos por meio dos formulários abaixo ou de forma presencial na Secretaria de Cultura e Esportes, na Biblioteca Municipal, contando com o auxílio da equipe da pasta.

Cadastro Cultural Pessoa física – https://forms.gle/BmHb7RrDG12FAACj9
Cadastro Esportivo – https://forms.gle/nNeeRWNPN5Esoddh9
Cadastro cultural – coletivo – https://forms.gle/dLYiN7Dt4mDFvbDfA

O procedimento é uma oportunidade fundamental para uma melhor organização das atividades culturais e esportivas no município, fortalecendo as ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura e Esportes.

Grupo que fraudava licitação para merenda escolar é condenado no Grande Recife

22/01/26 –  http://blogfolhdosertao.com.br  –    Por DP

A fraude ocorreu em dois processos licitatórios para a compra de alimentos a serem usados na merenda escolar, em 2011 e 2013, no Grande Recife

Sede do Ministério Público Federal (MPF)/REPRODUÇÃO/GOOGLE

Sede do Ministério Público Federal (MPF) (REPRODUÇÃO/GOOGLE)

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial que condenou 11 envolvidos em fraudes em processos licitatórios de compra de alimentos para a merenda escolar em São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

O esquema foi desvendado durante as investigações da Operação Fastio, deflagrada em dezembro de 2013.

A sentença acolheu os argumentos do procurador da República Alfredo Falcão Júnior, responsável pelo caso, e condenou por improbidade administrativa quatro agentes públicos que atuaram como secretários de Finanças e de Ação Social do município, entre 2011 e 2013.

Também foram condenados dois servidores que trabalhavam à época na área de licitações, além de cinco empresários do ramo de alimentos, além de três empresas de gêneros alimentícios envolvidas no esquema.

A fraude ocorreu em dois processos licitatórios para a compra de alimentos a serem usados na merenda escolar, em 2011 e 2013.

O esquema de corrupção consistiu no direcionamento das licitações, por meio de cláusulas restritivas e simulação de concorrência entre empresas do mesmo grupo familiar.

Houve ainda o superfaturamento na compra de produtos alimentícios essenciais, como açúcar e sal, em até 219%. O dano causado aos cofres públicos foi de R$ 852 mil.

Os agentes públicos que participaram do esquema recebiam propinas de 10 a 14% do valor dos contratos. O MPF constatou que houve ainda o fornecimento de produtos com adulteração, com data de vencimento alterada.

Segundo o procurador da República, “o esquema funcionava como uma engrenagem voltada ao desvio de recursos públicos, que deveriam ter sido destinados à merenda escolar, com grave afronta ao interesse público”.

Os recursos federais eram provenientes de fundos e programas vinculados ao Ministério da Educação: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Condenação

Justiça Federal aplicou aos condenados as sanções de suspensão dos direitos políticos, em prazos que variam de 5 a 12 anos para cada um; multas em valores equivalentes ou superiores ao dano causado; perda da função pública, quando cabível; e proibição de contratar com o poder público, no caso dos empresários e das empresas envolvidas.

A sentença incluiu também a condenação ao ressarcimento integral do dano por todos, solidariamente, com correção monetária e juros.

O MPF recorreu para que a Justiça corrija uma contradição da sentença e, assim, condene o sexto empresário que participou do esquema.

Mãe de criança que foi morta após abuso sexual do padrasto é presa em Caruaru

22/01/26  –  http://blogfolhdosertao.com.br –  G1 Caruaru

Delegado explica detalhes sobre prisão do padrasto

Delegado explica detalhes sobre prisão do padrasto

A mãe da criança de 4 anos que foi morta pelo padrasto após sofrer abuso sexual foi presa em Caruaru. O nome da mulher e a idade não foram divulgados pela Polícia Civil. A informação da prisão foi divulgada na noite da quinta-feira (15).

De acordo com a polícia, as investigações revelaram que outras crianças, que conviviam no mesmo núcleo familiar, também eram vítimas de diversos maus-tratos, como:

  • Violência física reiterada;
  • Negligência grave;
  • Trabalho infantil;
  • Silenciamento mediante ameaças.

O conjunto de maus-tratos motivaram a atuação do Conselho Tutelar e o afastamento das vítimas do convívio familiar.

Na época do crime, o menino foi levado até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Rosa, onde o padrasto e a mãe alegaram que a criança havia sofrido um acidente doméstico. As investigações, no entanto, apontaram que o menor foi agredido e abusado sexualmente.

“Houve uma negligência no socorro dessa criança [por parte dos responsáveis], porque propositalmente esperaram a criança desfalecer, desmaiar, para depois levar pro hospital. Não satisfeitos, ainda tentaram simular a situação de um acidente”, destacou o delegado Francisco Souto Maior.

Em entrevista ao CNF, que faz parte do Grupo Asa Branca, a mulher não confessou o crime e deu versões contraditórias ao delegado. As crianças acolhidas pelo Conselho Tutelar, no entanto, confirmaram as agressões sofridas.

Entenda o crime

 

Complexo Dinter 1 da Polícia Civil, em Caruaru — Foto: Reprodução/Google Street View

Complexo Dinter 1 da Polícia Civil, em Caruaru — Foto: Reprodução/Google Street View

Em 29 de dezembro de 2025, um menino de 4 anos com síndrome de Down deu entrada uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Rosa após ser vítima das agressões. O delegado Francisco Souto Maior disse que os responsáveis pelo menino alegaram que ele havia sofrido uma queda.

Contudo, após a realização de exames minuciosos na criança, os médicos notaram diversas marcas de maus tratos. A mãe da criança tentou acobertar o companheiro.

“[A mãe tentou acobertar o companheiro] reafirmando que se tratava de uma queda de berço. Felizmente as equipes médicas da unidade de saúde fizeram um exame minucioso na criança, que inclusive já se encontrava morta. Então, foi constatada por essa equipe médica lesões, múltiplas lesões no crânio da criança, e também no corpo da criança, com hematomas, além de uma laceração nos seus órgãos genitais”, destacou o delegado.

Conforme o delegado Eric Costa, da 20ª Delegacia de Homicídios de Caruaru, no decorrer das investigações foi concluído que a criança foi morta pelo padrasto, por agressão na região da cabeça, que causou traumatismo craniano no menino.

“Os laudos periciais comprovaram ainda que a criança vinha sendo vítima de abusos sexuais”, diz comunicado da Polícia Civil.

O autor já havia sido preso por força de mandado de prisão, expedido pela Vara do Tribunal do Júri de Caruaru e passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (9). Após ter a prisão preventiva decretada, a Justiça não informou qual unidade prisional o homem foi recolhido.

Sport aplica goleada sobre Decisão na estreia da equipe principal

22/01/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br  –   Por Davi Saboya

Barletta, Gustavo Maia, Marcelo Ajul, Felipinho e Zé Roberto marcaram os gols da vitória dominante do clube rubro-negro pela 4ª rodada do Pernambucano

Na estreia da  equipe  principal e ainda do técnico Roger Silva, o Sport atropelou o Decisão, nesta quarta-feira (21), na Ilha do Retiro. Dominante, o Leão aplicou uma goleada por 5×0 no jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Pernambucano.

Os gols da goleada rubro-negra foram marcados por Barletta, Gustavo Maia, Marcelo Ajul, Felipinho e Zé Roberto. Com o resultado, o Leão pulou para sete pontos na classificação do Estadual.

Próximo jogo do Sport

O próximo jogo do Sport já acontece neste sábado (24). Às 17h (de Brasília), o Leão recebe o lanterna Vitória, na Ilha do Retiro, em partida pela 5ª rodada do Pernambucano.

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PM acusado de estupro em batalhão vai responder em liberdade

22/01/26  –  http://blogfolhdossertao.com.br  –         Por Adelmo Lucena

Subtenente estava detido desde o dia 15 de outubro de 2025 no Centro de Reeducação da PM

Diario teve acesso a laudos periciais realizados no posto do BPRv do Cabo/REPRODUÇÃO/GOOGLE MAPS

Diario teve acesso a laudos periciais realizados no posto do BPRv do Cabo (REPRODUÇÃO/GOOGLE MAPS)

 

A Vara da Justiça Militar de Pernambuco revogou, na tarde desta terça-feira (21), a prisão preventiva do subtenente Luciano Valério de Moura. Ele é acusado de estuprar uma mulher dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

A decisão foi proferida por volta das 16h, após o acolhimento de um pedido apresentado pela defesa durante sessão do Conselho de Justiça. De acordo com a decisão, o colegiado entendeu “que não estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, como risco à ordem pública ou à instrução do processo”.

O texto diz ainda que “foi levado em consideração o comportamento colaborativo do militar ao longo da apuração e a fragilidade dos elementos probatórios apresentados até o momento”.

Com a revogação da medida cautelar, o subtenente passará a responder ao processo em liberdade. De acordo com a defesa do acusado, o Conselho de Justiça considerou ainda a desproporcionalidade da prisão, que vinha sendo mantida desde o final do ano passado. O processo segue em tramitação na Justiça Militar.

O subtenente estava preso desde o dia 15 de outubro, quando se apresentou voluntariamente, acompanhado de advogado, ao quartel da Polícia Militar no bairro do Derby, centro do Recife. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva. Luciano Valério estava no Centro de Reeducação da PM, em Abreu e Lima.

Relembre o caso

Uma mulher de 48 anos denunciou o subtenente por estuproem outubro de 2025. Segundo o relato, a ocorrência teria acontecido durante uma abordagem policial realizada por uma equipe do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho.

De acordo com a denúncia, a mulher seguia de carro com uma amiga e as filhas em direção à praia de Gaibu, quando o veículo foi parado em uma blitz. Durante a fiscalização, um dos policiais verificou a documentação e informou que o sistema apontava o não pagamento do licenciamento anual, o que poderia resultar na apreensão do automóvel.

A condutora relatou que havia comprado o veículo recentemente e desconhecia a pendência. Ela entrou em contato com o vendedor, que informou que só poderia regularizar o débito três dias depois. Em seguida, conforme a denúncia, um dos policiais a conduziu até o posto do BPRv, informando aos demais ocupantes do carro que a mulher iria “beber água”.

Ainda segundo o relato, ao entrar no prédio, ela foi levada a um quarto, onde teria sido forçada a praticar sexo oral no policial e oferecido águia para eliminar as provas.

Após a abordagem, a mulher foi liberada e seguiu para a casa de um familiar. No sábado seguinte, procurou a Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, onde formalizou a denúncia. Na unidade, ela reconheceu o policial por meio de fotografia e entregou as roupas para perícia, mas não realizou exame de corpo de delito.

O inquérito policial ouviu os outros dois policiais militares que participavam da blitz, um soldado e um sargento. Ambos afirmaram ter visto a vítima sair do posto policial com um copo de água na mão, acompanhada pelo subtenente.

O policial denunciado não compareceu para prestar depoimento na data inicialmente marcada, alegando que havia sofrido uma queda no fim de semana anterior.

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Raquel Lyra aproveita encontro da Amupe para fazer desabafo e aproximar-se de prefeitos

22/01/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia  Santana

Governadora listou conquistas, apontou dificuldades com a Alepe e mostrou disposição na adversidade
O convite era para detalhar a concessão da Compesa aos prefeitos pernambucanos. Mas a governadora Raquel Lyra foi além.

Durante quase uma hora e meia de discurso conversou com os gestores como se fossem velhos amigos. A eles, abriu o coração.

Relatou dificuldades enfrentadas desde que assumiu a gestão, em janeiro de 2023, e a necessidade de adotar uma postura mais altiva para viabilizar as transformações prometidas para o estado durante a campanha.

Na primeira assembleia do ano da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), detalhou os benefícios da concessão para as prefeituras. Não abriu brechas para questionamentos e colocou a equipe à disposição dos gestores.

No dia em que a Comissão de Finanças da Alepe iniciou a tramitação de projetos do Executivo – entre eles o que modifica a Lei Orçamentária Anual de 2026 – expôs os entraves com o Poder Legislativo.

Lembrou a instalação de uma CPI para investigar contratos do governo e que ainda não foi arquivada, apesar de um relatório do Tribunal de Contas não constatar irregularidades.

Reclamou da demora na votação de pedidos de empréstimos. Pontuou ter maioria na Casa, mas viver o desafio de fazer os projetos chegarem a plenário.

Relembrou a rejeição monocrática do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto, à mensagem com os vetos à LOA.

Esclareceu ser importante contar tudo para que os prefeitos entendam o que chamou de “confusão” com a Alepe.

Conquistou a atenção da plateia. Foi aplaudida no final.

Exaltação
A diferença entre o gestor competente e o incompetente é que este se recolhe na adversidade. A declaração é do deputado Mendonça Filho, exaltando a governadora, na inauguração da adutora em Bezerros. “Modesta e ética, Raquel Lyra é o outro lado da moeda.”

Sem brecha
Opositores ao governo reclamaram da falta de espaço para que prefeitos tirassem dúvidas sobre a concessão parcial da Compesa, durante a assembleia da Amupe. Acharam que a governadora Raquel Lyra se estendeu demais nos detalhes sobre a gestão.

Água na creche
Após concluir uma das 250 creches prometidas, a governadora Raquel Lyra quer entregar, a partir de fevereiro, uma unidade por semana. A primeira, em Igarassu, começa a funcionar em breve. Para garantir água, a prefeita Elcione Ramos está construindo um poço no local.

Dose dupla
O deputado Antonio Coelho valeu-se da condição de presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e assumiu a relatoria do projeto que modifica a LOA. Vai relatar também a matéria que autoriza o uso do empréstimo de R$ 1,7 bi no Fundo de Desenvolvimento Social.