Pré-candidatos ao governo de Pernambuco já no olho do furacão

03/01/26    –  http://blogfolhadosertao.com.br   – Betânia Santana

Adversários acompanham decisões políticas e administrativas dos concorrentes
A repercussão que ganhou a nomeação de dois candidatos com deficiência para a Procuradoria-Geral do Recife sinaliza que nenhuma atitude dos possíveis postulantes ao governo de Pernambuco será ignorada pelos adversários, seja ela de caráter político ou administrativo.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD) estão no olho do furacão e não podem titubear.

Um concurso realizado em 2022 e homologado em 2023 teve como 1º colocado entre as pessoas com deficiência (PCD) o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas.

O problema não mora apenas no parentesco, mas no argumento do candidato, que passou ao topo da lista após ser diagnosticado com autismo, três anos depois de realizado o certame.

Logo se propagou a informação de favorecimento. O outro candidato, que havia apontado ser PCD desde a inscrição, recorreu à Justiça para ter seu direito primeiro assegurado.

AProcuradoria do Recife se viu obrigada a recuar da decisão. Por mais que os instrumentos usados pelos dois sejam legais, até o gestor justificar o imbróglio gera chateação e desgaste.

E, embora o prefeito assegure estar “absolutamente tranquilo” e explicar que a questão administrativa está resolvida, cabendo à Justiça a partir de agora, ninguém duvida de que o assunto será explorado quando a campanha ao governo começar oficialmente.

Por enquanto, o carisma do prefeito segue em alta. Passou nove minutos tirando fotos com simpatizantes após a primeira missa do ano no Santuário do Morro da Conceição, na Zona Norte. Mas é sempre bom não abusar.

Intervir salva vidas
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, apela para que mulheres vítimas de violência denunciem à polícia, para evitar que a agressão vire homicídio. Adverte vizinhos a ignorarem o antigo ditado “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. “Chamem a polícia e intervenham. É uma vida que será salva.”

Machismo estrutural
Para o procurador-geral de Justiça do MPPE, José Paulo Xavier, não é hora de descanso. “Por vezes, nem percebemos na nossa forma de linguagem o quão agressores somos. Não mudaremos em seis meses, um ano, dois, mas não podemos esmorecer nessa luta.”

Provocação
O ministro Silvio Costa Filho instigou o prefeito João Campos a encabeçar campanha contra o feminicídio no estado. “Peço para você liderar esse debate. Não podemos aceitar isso. E tenho certeza de que a gente vai junto construir uma nova história para Pernambuco”, disse, na entrega da 1ª etapa do Parque Eduardo Campos.

Sessão extra
Deputados se reúnem às 9h de hoje para votar o pedido de convocação extraordinária solicitado pela governadora Raquel Lyra. A sessão será comandada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), que entra de licença na próxima segunda (5).

 

Trump confirma ‘ataque de grande escala’ à Venezuela e diz que Maduro foi capturado

03/01/26  –     http://blogfolhadosertao.com.br   –      O Globo

Presidente americano não informou, no entanto, para onde o líder venezuelano foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado que forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em sua plataforma Truth Social. O presidente americano afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.

O presidente americano não informou, no entanto, para onde Maduro foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana. Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.

Segundo uma equipe da rede americana CNN, algumas áreas da capital venezuelana ficaram sem energia elétrica. “Uma delas [explosões] foi tão forte que minha janela tremeu depois”, escreveu a correspondente da CNN em Caracas, Osmary Hernandez.

As explosões ocorrem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionou a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmou que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder estavam contados.

Imagens não verificadas compartilhadas nas redes sociais mostram grandes incêndios com colunas de fumaça, embora sem elementos que permitam identificar a localização exata das explosões, que parecem estar ocorrendo no sul e leste da cidade. Ainda, porém, não é possível verificar sua autenticidade.

Na capital venezuelana, o clima, segundo uma das fontes, “é de pânico pelas imagens de explosões ao redor da cidade”.

— Eu estava dormindo quando minha namorada me acordou e disse que estavam bombardeando. Não vi as explosões, mas ouvi os aviões — disse à AFP Francis Peña, um profissional da Comunicação de 29 anos que mora na zona leste de Caracas.

Sob condição de anonimato, uma aposentada de 67 anos que mora em um bairro próximo ao Forte Tiuna disse que ouviu explosões desde as 2h.

— Há pausas, depois recomeçam. Ainda consigo ouvi-las agora — disse. — As janelas tremeram e eu me escondi em um quarto sem janelas.

Também perto do Forte Tiuna, Emmanuel Parabavis, de 29 anos, morador de El Valle, disse:

— Parece uma metralhadora, como se estivessem se defendendo de bombardeiros — afirmou, acrescentando: — Ouvimos muitas explosões e tiros; imaginamos que sejam contra os aviões que estão sobrevoando a região.

Na cidade costeira de La Guaira (norte), separada da capital apenas por uma montanha que delimita o vale de Caracas, também foram relatadas explosões durante a madrugada. Vídeos obtidos pela AFP mostram colunas de fumaça cinza e laranja ao longo da costa.

Na última segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano. Maduro, por sua vez, expressou confiança em uma entrevista transmitida na última quinta-feira.

LDO é sancionada com prazo para pagar emendas e veto a Fundo Partidário maior

03/01/26 –    http://blogfolhadosertao.com.br   –    Leonardo Sá/ Agência Senado

 

Pela primeira vez, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) fixa um prazo — até o fim do primeiro semestre de 2026 — para que o Poder Executivo pague 65% do total das emendas parlamentares de execução obrigatória. É o que está previsto na Lei 15.321, de 2026, sancionada com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (31).

 

Um prazo máximo para o pagamento de parte do valor das emendas individuais e de bancadas estaduais é uma antiga reivindicação dos parlamentares. A nova sistemática foi acordada entre o Congresso e o governo. O percentual de 65% a ser cumprido até o encerramento do primeiro semestre abrange transferências especiais (também chamadas emendas Pix) e transferências destinadas a fundos de saúde e assistência social.

Mas o presidente vetou o trecho que ampliava o Fundo Partidário, para o financiamento público dos partidos políticos. Os congressistas aprovaram reajuste retroativo a 2016 conforme a regra do arcabouço fiscal. O aumento estimado era de R$ 160 milhões.

O governo justificou que o aumento do valor do Fundo Partidário reduziria o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral, conforme limites estabelecidos no Novo Arcabouço Fiscal). Para 2026, ano eleitoral, são previstos cerca de R$ 1 bilhão para o Fundo Partidário e R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral.

No Congresso, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026 foi aprovado em 4 de dezembro. Na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o projeto foi relatado pelo deputado Gervásio Maia (PSB-PB). A LDO é uma lei anual que define as prioridades e metas do governo para o orçamento do ano seguinte, e estabelece regras para a elaboração, organização e execução do orçamento definido na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Vetos

Ao todo, o presidente Lula vetou 26 trechos do projeto aprovado pelo Congresso. Entre os itens vetados, está o que previa o pagamento de emendas não pagas entre os anos de 2019 a 2023. O Executivo também não acatou o trecho que permitia o pagamento de emendas a projetos sem licença ambiental prévia ou sem projeto de engenharia.

“A identificação dos impedimentos de ordem técnica ou legal possibilita que recursos destinados a programações orçamentárias que não tenham recursos técnicos ou legais necessários para a sua execução possam ser remanejados e executados em programações que reúnam tais condições. Assim, ressalvar quaisquer despesas do rol dos impedimentos técnicos definidos em lei traria prejuízos à eficiência e à qualidade da despesa pública, bem como à boa gestão orçamentária e à responsabilidade fiscal”, diz a mensagem do governo.

Um artigo que permitia que a União priorizasse municípios impactados por grandes obras, como hidrelétricas ou rodovias, também foi vetado pelo presidente. O texto original permitia que esses municípios recebessem mais recursos federais para infraestrutura, como habitação (Programa Minha Casa, Minha Vida), saneamento e saúde, devido ao aumento populacional causado pelas obras.

Segundo o Executivo, tal imposição contraria o interesse público “ao ir de encontro à sistemática de priorização e acompanhamento definidos no art. 4º do Autógrafo do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para a elaboração, a aprovação e a execução do orçamento, na medida em que estabelece prioridade adicional em formato distinto do previsto e sem a respectiva meta associada”.

Outro artigo vetado definia que os recursos e as ações orçamentárias do Programa de Mobilidade Urbana poderiam, a critério do Poder Executivo, ser destinados ao custeio do transporte público coletivo de passageiros, nos modais rodoviário e metroviário, de caráter urbano, semiurbano e metropolitano, em âmbito nacional.

O presidente vetou ainda um trecho que permitia aumentar os repasses do governo federal para o SUS, caso houvesse demanda reprimida por serviços de saúde. O governo argumentou que isso poderia afetar o orçamento e limitar a capacidade de investir em outras áreas.

Também foi vetada a ampliação de gastos discricionários, incluindo os de pesquisas da Embrapa, de defesa agropecuária e do seguro rural. Segundo Lula, o aumento de despesas poderia comprometer o cumprimento das metas fiscais do governo.

Orçamento

A União trabalhará em 2026 com um orçamento total de aproximadamente R$ 6,5 trilhões. Pelo menos R$ 1,82 trilhão será destinado ao pagamento da dívida pública.

De acordo com a LDO de 2026, a meta de resultado primário para o governo será de R$ 34,26 bilhões (0,25% do produto interno bruto — PIB), podendo chegar a R$ 68,53 bilhões. O governo pode considerar o limite inferior da meta para fazer limitações de gastos. Conforme as regras do arcabouço fiscal, a meta estará cumprida mesmo que o resultado seja zero.

Quanto à Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO de 2026 proíbe, salvo em caso de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional:

  • ampliação, prorrogação ou extensão do gasto tributário;
  • criação de novas despesas obrigatórias; e
  • criação de quaisquer espécies de fundos para financiamento de políticas públicas.

 

 

TCU inicia inspeção no Banco Central sobre liquidação do Banco Master

03/01/26    –  http://blogfolhadosertao.com.br    Por DP

Inspeção será conduzida pela área técnica do órgão de controle externo

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

 

Uma inspeção no Banco Central para apurar o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, determinado pela autoridade monetária em novembro, foi iniciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nesta sexta-feira (2).

À CNN, Vital do Rêgo, presidente do TCU, confirmou a informação. “O processo é uma inspeção no Banco Central a respeito do processo de liquidação do Banco Master, esse é o termo técnico. Depois da nota técnica que o Banco Central mandou ao TCU, hoje inicia-se um processo de inspeção da documentação no Banco Central”, disse o ministro.

A inspeção será conduzida pela área técnica do órgão de controle externo. Quando uma conclusão for alcançada, o posicionamento será encaminhado ao ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso.

Em dezembro, Jhonatan de Jesus determinou que os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master fossem apresentados pelo Banco Central, chamando a medida de “extrema” e apontando a existência de indícios de uma cronologia atípica no processo decisório que levou à intervenção na instituição.

A resposta aos questionamentos do TCU sobre a liquidação do Banco Master foi enviada pelo Banco Central na última segunda-feira (29).

Pernambuco divulga calendário do IPVA 2026 com alíquota de 2,4%; confira

03/01/26 –    http://blogfolhdosertao.com.br –   Por Diário de Pernambuco

Motoristas devem ficar atentos às datas de pagamento, que variam conforme o final da placa do veículo

Calendário do IPVA já foi divulgado pelo governo/Foto: Marlon Diego/Esp.DP

Calendário do IPVA já foi divulgado pelo governo (Foto: Marlon Diego/Esp.DP)

Proprietários de veículos em Pernambuco já podem consultar o calendário de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) referente ao exercício de 2026. O estado manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a alíquota geral em 2,4%, além das alíquotas diferenciadas já vigentes para alguns tipos de veículos.

Continuam com alíquotas reduzidas os caminhões e ônibus (1%), os automóveis movidos a gás natural veicular (GNV) avaliados em até R$ 100 mil (1,5%) e as motocicletas, cuja alíquota pode variar entre 1% e 2%, conforme a categoria.

O imposto poderá ser pago em até dez parcelas mensais, desde que o valor mínimo de cada cota seja de R$ 54,78. A cobrança começa em fevereiro, com vencimentos a partir do dia 5, e segue até novembro.

As datas variam de acordo com o final da placa do veículo. Finais 1 e 2 vencem em 5 de fevereiro; 3 e 4, no dia 10; 5 e 6, no dia 19; 7 e 8, no dia 20; e 9 e 0, no dia 25. Quem optar pelo pagamento em cota única até o vencimento de fevereiro terá desconto de 7%.

Entre as mudanças para 2026 está a isenção do IPVA para veículos com 20 anos de fabricação ou mais. Permanecem as isenções já previstas em lei, como as destinadas a mototaxistas, desde que a motocicleta esteja registrada no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) na categoria táxi, além das concedidas a pessoas com deficiência, pessoas com Síndrome de Down e com transtorno do espectro autista. Veículos 100% elétricos também seguem isentos do imposto.

A restituição de valores pagos em duplicidade é feita mediante solicitação no Portal de Atendimento da Sefaz. Nos casos em que o valor não ultrapassa R$ 1 mil, o crédito é processado de forma automática e devolvido na conta bancária indicada pelo contribuinte.

 

Calendário de pagamento do IPVA de 2026 - Foto: Detran-PE
Calendário de pagamento do IPVA de 2026 (crédito: Foto: Detran-PE)

 

IPVA poderá ser pago em até dez parcelas mensais, desde que o valor mínimo de cada cota seja de R$ 54,78

Francisco Julião e o MST: raízes históricas de uma mesma luta pela terra

03/01/26   –  http://blogfolhdosertao.com.br 

Alexandre Acioli*

A trajetória das lutas agrárias no Brasil guarda pontes que atravessam gerações. Entre elas está a relação entre o pensamento do advogado pernambucano e ex-deputado Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas nos anos 1950 e 1960, e as práticas contemporâneas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Embora separados por décadas e contextos políticos distintos, os dois movimentos partilham a mesma aspiração central: democratizar o acesso à terra e fortalecer o protagonismo do trabalhador rural.

Francisco Julião (1915-1999) – que garantia não ser o fundador das Ligas Camponesas, mas a sua principal liderança – defendia que o camponês precisava romper com a imagem de submissão e adquirir consciência política para enfrentar a histórica concentração fundiária brasileira. Para ele, a terra era um direito social, não um privilégio de poucos; e a reforma agrária deveria ser ampla e urgente.

Inicialmente, as Ligas Camponesas, que surgiram em 1º de janeiro de 1955, no Engenho Galileia (Vitória de Santo Antão – PE), tinham como fim o apoio mútuo (Auxílio aos camponeses com despesas funerárias, assistência médica, jurídica e educacional). Mas depois transformaram-se em espaços de organização política, de alfabetização, mobilização social e criação de cooperativas.

Essa mesma visão ecoa, atualmente, nas ações do MST. Criado em 1984, em pleno período de redemocratização do país, o movimento adotou estratégias mais diversas e adaptadas a um cenário legal diferente – que reconhece o direito à organização social, embora ainda haja tensões com a questão fundiária. A ocupação de terras improdutivas, a formação política das famílias assentadas, as escolas itinerantes e os projetos produtivos coletivos reforçam a ideia de que a mudança no campo exige mobilização permanente.

Mas a comparação entre as Ligas Camponesas e o MST revela tanto semelhanças quanto diferenças. Enquanto Francisco Julião enfrentou repressão crescente e terminou exilado após o golpe militar de 1964, o MST atua num ambiente em que os movimentos sociais têm respaldo constitucional e apoio dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Porém, em contextos políticos e sociais distintos, ambos convergem na defesa da autonomia e fortalecimento do protagonismo dos trabalhadores rurais, na democratização do acesso à terra e na compreensão de que a transformação do campo depende da força coletiva.

Mais de meio século após a desarticulação e extinção das Ligas Camponesas, o legado de Francisco Julião permanece como referência política e simbólica. O seu pensamento continua a inspirar novas formas de resistência e organização, reafirmando que a luta pela terra no Brasil é longa, contínua e profundamente marcada pela história das gerações que se sucedem.

(*) Sociólogo, Jornalista e Produtor Cultural

aciolijornalista@gmail.com