Em Pernambuco não é diferente. Balanço do programa Juntos pela Segurança mostra que, em 2025, caíram os números de homicídios (inclusive contra o sexo feminino), roubos de veículos, roubos de celulares, crimes contra o patrimônio.
Mas os assassinatos de mulheres, simplesmente por serem mulheres, não. Ao contrário. Os registros aumentaram. Pularam de 76 casos, em 2024, para 88 no ano passado, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS) do estado.
No dia 30 de dezembro, a governadora Raquel Lyra (PSD) entregou a primeira das seis unidades móveis de atendimento às mulheres em situação de violência.
Dias antes, tinha contemplado 181 municípios com veículos para fortalecer a rede de políticas públicas voltadas às mulheres, ampliando a capacidade de enfrentamento à violência. Mas sabe, e diz, ser impossível fazer qualquer coisa sozinha.
O Ministério Público de Pernambuco ajudou. Capacitou promotores; celebrou termos de cooperação com o governo, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Prefeitura do Recife para acompanhar as vítimas de agressores monitorados eletronicamente e ajudar as mulheres a se libertarem dos agressores.
Conjunta ou separadamente, as ações não surtiram o efeito desejado. Precisam ser revistas, ampliadas, intensificadas.