Reforçar ações contra o feminicídio é desafio para o poder público

08/01/26   —    http://blogfolhadosertao.com.br  –    Por Betânia Santana

Número de mulheres assassinadas por serem mulheres pulou de 76, em 2024, para 88 no ano passado
O poder público começa 2026 com um desafio que não conseguiu vencer no ano passado: reduzir o número de feminicídios no Brasil, quinto país do mundo que mais comete contra mulheres todo tipo de violência (psíquica, patrimonial, física).

Em Pernambuco não é diferente. Balanço do programa Juntos pela Segurança mostra que, em 2025, caíram os números de homicídios (inclusive contra o sexo feminino), roubos de veículos, roubos de celulares, crimes contra o patrimônio.

Mas os assassinatos de mulheres, simplesmente por serem mulheres, não. Ao contrário. Os registros aumentaram. Pularam de 76 casos, em 2024, para 88 no ano passado, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS) do estado.

No dia 30 de dezembro, a governadora Raquel Lyra (PSD) entregou a primeira das seis unidades móveis de atendimento às mulheres em situação de violência.

Dias antes, tinha contemplado 181 municípios com veículos para fortalecer a rede de políticas públicas voltadas às mulheres, ampliando a capacidade de enfrentamento à violência. Mas sabe, e diz, ser impossível fazer qualquer coisa sozinha.

O Ministério Público de Pernambuco ajudou. Capacitou promotores; celebrou termos de cooperação com o governo, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Prefeitura do Recife para acompanhar as vítimas de agressores monitorados eletronicamente e ajudar as mulheres a se libertarem dos agressores.

Conjunta ou separadamente, as ações não surtiram o efeito desejado. Precisam ser revistas, ampliadas, intensificadas.

 

 

 

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