TRE-PE intima Raquel Lyra a apresentar programa de governo

13/08/26 –    http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Alice Lins

A governadora Raquel Lyra precisa apresentar programa de governo em até três dias e corrigir pendências apontadas no registro de candidatura

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) intimou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) a apresentar o programa de governo exigido no registro de candidatura. Ela se registrou oficialmente como candidata na última quarta-feira (5), mas, até o momento, a proposta de governo ainda não foi apresentada à Justiça Eleitoral.

Conforme o processo obtido pela reportagem, a candidata possui o “prazo de 3 (três) dias, suprir as irregularidades verificadas no Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) e demais documentos apresentados, a seguir indicadas, sob pena de indeferimento do pedido”, levando em consideração que o limite para os registros é dia 15 de agosto.

O documento também consta que eventuais manifestações e a juntada de documentos deverão ser realizadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe). Caso a parte não esteja representada por advogada ou advogado, poderá utilizar a aplicação de peticionamento avulso, disponível no portal do TSE, observando-se, no que couber, o disposto nos §§ 3º a 6º do art. 36 da Resolução TSE nº 23.609/2019.

No registro, Raquel afirmou um total em bens de R$ 359.498,33, o nome de Priscila Krause (PSD) como candidata a vice-governadora e trajetória política.

Decisão de Goiana estreia no Campeonato Pernambucano Sub-13 no dia 29 de agosto

13/08/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –  Ascom PMG

Equipe goianense enfrenta o Torres, às 15h, no Estádio José Dionísio do Carmo, no Sesc Goiana

Decisão de Goiana estreia no Campeonato Pernambucano Sub-13 no dia 29 de agosto | PARAÍBA E PERNAMBUCO CONECTADOS

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) divulgou, na noite desta terça-feira (11), a tabela e o regulamento do Campeonato Pernambucano de Futebol de Base Sub-13 2026. A competição começa no dia 29 de agosto e contará com 20 clubes. Representando Goiana, o Decisão Futebol Clube integrará o Grupo C.

A estreia da equipe goianense será contra o Torres, no sábado (29), às 15h, no Estádio José Dionísio do Carmo, no Sesc Goiana. O elenco foi formado a partir de uma seletiva realizada no último sábado (8), em Goiana. Ao todo, 25 atletas foram aprovados e selecionados para compor a equipe que disputará o Campeonato Pernambucano Sub-13.

A participação no campeonato faz parte do trabalho voltado ao fortalecimento do esporte de base e proporciona aos jovens atletas a oportunidade de disputar uma competição oficial do futebol pernambucano, desenvolver suas habilidades e adquirir experiência.

Na primeira fase, disputada em jogos de ida, o Decisão enfrentará Náutico, América, Vitória, Santa Cruz, Central e Torres. Os três melhores colocados do grupo avançam para a segunda fase.

Além da estreia, o Decisão terá outros dois jogos em Goiana nesta etapa. A equipe enfrentará o Náutico no dia 12 de setembro, às 10h, e o Vitória no dia 10 de outubro, também às 10h.

O time também terá três compromissos fora de casa. No dia 5 de setembro, enfrentará o América, às 10h, no Campo do Murado, em Igarassu. Em 26 de setembro, jogará contra o Central, às 15h, no Estádio Lacerdão, em Caruaru. A primeira fase será encerrada no dia 17 de outubro, com o confronto contra o Santa Cruz, às 15h, no Ninho das Cobras, em Camaragibe.

As datas, os horários e os locais das partidas podem sofrer alterações pela Diretoria de Competições da FPF-PE ou em razão da programação da TV FPF.

O Campeonato Pernambucano Sub-13 será disputado em quatro fases. Após a primeira etapa, os oito clubes classificados avançam para as quartas de final, com jogos de ida e volta. As semifinais também serão disputadas em duas partidas, enquanto a final está prevista para ocorrer em jogo único, no dia 21 de novembro.

A participação no campeonato amplia as oportunidades para crianças e adolescentes que praticam futebol e permite que os jovens atletas tenham contato com uma competição estadual, representando Goiana e adquirindo experiência esportiva.

“A Prefeitura de Goiana deseja uma boa competição aos atletas e à comissão técnica do Decisão e convida a população a acompanhar os jogos da equipe ao longo do campeonato”, afirmou o secretário de Esportes, André Rabicó.

Victor Coelho, prefeito de Ouricuri, assume coordenação da campanha de Raquel Lyra no Araripe

13/08/26 –   http://blogfolhadosertao.com.br –   Ascom/Assessoria

 

Prefeito de Ouricuri deixa o Republicanos e se filia ao PSD - Blog Cenário

O prefeito de Ouricuri, Victor Coelho (foto), foi escolhido para coordenar a campanha de Raquel Lyra no Sertão do Araripe. A decisão coloca o jovem gestor em uma posição de destaque dentro do projeto de reeleição da governadora e reforça o espaço que Victor vem conquistando no cenário político pernambucano.

A escolha ocorre em uma região estratégica para a disputa estadual e representa um voto de confiança de Raquel em um prefeito que, mesmo ainda no primeiro mandato, vem ganhando projeção para além de Ouricuri. Victor também tem sido reconhecido pelo trabalho desenvolvido à frente do município e por um perfil de organização, planejamento e diálogo.

O momento também é favorável para a governadora na região. Raquel Lyra vem ampliando a presença do Governo de Pernambuco no Araripe, com obras e investimentos em diferentes áreas e uma atuação que tem sido percebida pelos municípios da região.

A nova função amplia o protagonismo político do gestor. Ao assumir a coordenação da campanha de Raquel no Araripe, Victor passa a ocupar um espaço de maior relevância dentro da estratégia eleitoral da governadora para o Sertão.

“Estou pronto para essa responsabilidade. É uma missão importante e vou trabalhar para que a campanha de Raquel seja forte em todo o Araripe”, afirmou Victor.

Raquel Lyra convence Túlio Gadêlha a não desistir da candidatura ao Senado

13/08/26 – httçp://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana

Cobrando estrutura, deputado teria se retirado da disputa às vésperas do início da campanha oficial

 

Depois de um dia em que teria chegado a desistir da candidatura ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) foi demovido da ideia pela governadora Raquel Lyra, que vinha administrando insatisfações.

“Sou candidato ao Senado por Pernambuco… Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus valores. O Senado nos espera!”, disse nas redes sociais, ontem à noite, sem anunciar os suplentes.

Túlio Gadêlha reclamava de a candidatura não estar sendo impulsionada. A governadora mobilizou líderes políticos para apoiar o único viés lulista na chapa.

Ainda chateado, na terça-feira avisou que seriam seus suplentes a ex-deputada Dulci Amorim e o vice-presidente do PSD no estado, André Teixeira Filho, homem da confiança da governadora.

Marcou uma coletiva de imprensa e desmarcou em seguida. Raquel Lyra não gostou. Queria fazer de forma coletiva, mostrando união e sintonia da equipe.

Ao saber do nome de André Teixeira na suplência de Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte também não teria gostado. Nova crise se instalou. Diante de tantos contratempos a quatro dias do início da campanha, a governadora buscou alternativas.

Para amortizar os transtornos, contou com o apoio do grupo Coelho, que indicou o ex-secretário Carlos Andrade Lima para a primeira suplência de Da Fonte. Após tantos transtornos, o dia da governadora parece ter sido rearrumado.

O deputado Túlio Gadêlha já pode assinar a ata da convenção, ocorrida no dia 2, para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) homologue a chapa. Ele ainda não havia feito isso.

Pressão na suplência
Túlio Gadêlha, que tem acompanhado as agendas de Raquel Lyra, chegou atrasado na vistoria das obras que acontecem na Fábrica Tacaruna, entre o Recife e Olinda. Estava no Palácio pressionando assessores da governadora para garantir o nome de André Teixeira na suplência. Não conseguiu participar da visita ao Espaço Ciência.

Sem perder tempo
O deputado Eduardo da Fonte, também candidato ao Senado na chapa da governadora, não perdeu tempo. Circulou com Raquel Lyra em todas as agendas e ainda terminou o dia feliz da vida com os dois suplentes – Carlos Andrade Lima e a Irmã Jane. O primeiro nome foi indicado pelo agora candidato a federal Miguel Coelho.

Chapa lulista
Enquanto a governadora Raquel Lyra controlava o “incêndio” no Palácio, o candidato João Campos (PSB) anunciava a consolidação da chapa lulista. Amanhã, ele e os nomes ao Senado – Humberto Costa e Marília Arraes – estarão com o presidente Lula fazendo imagens para o programa eleitoral e para a campanha de rua.

Do lado certo
E para reforçar os laços com o presidente, a chapa da Frente Popular tem novo jingle que promete colar no eleitor: “Time de Lula do lado certo: João, Marília Arraes e Humberto”.

Padre de São Paulo é excomungado após aderir a grupo que desafia autoridade do papa Leão XIV

13/08/26 – http:/blogfolhadosertao.com.br   –  Por Livia Nane/Agência O Globo

Antes da decisão anunciada pela Diocese de Jundiaí, Rodrigo de Oliveira da Silva já havia pedido seu afastamento da Igreja Católica

O padre Rodrigo de Oliveira da Silva foi declarado em situação de cisma e excomunhão pela Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, após aderir à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo tradicionalista que não está em plena comunhão com a Igreja Católica. A decisão foi comunicada pelo bispo diocesano, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, em nota pastoral publicada na quinta-feira (6).

Segundo a diocese, o padre Rodrigo de Oliveira da Silva passou a integrar a fraternidade e, por isso, encontra-se em situação de cisma e excomunhão após a ordenação episcopal de quatro sacerdotes da organização, realizada em 1º de julho de 2026 sem mandato apostólico e, de acordo com a Santa Sé, em desobediência ao papa Leão XIV.

“O Rev.mo. Pe. Rodrigo de Oliveira da Silva, por sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, encontra-se, em razão dos atos acima referidos, em situação de cisma e de excomunhão, assim como todos os ministros sagrados vinculados à mesma Fraternidade. Consequentemente, os atos de seu ministério são ilícitos. No que tange aos Sacramentos da Penitência e do Matrimônio, tanto a absolvição sacramental por ele concedida quanto os casamentos por ele assistidos carecem de validade e são nulos”, diz a nota.

A Diocese de Jundiaí afirma que, em 2 de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um decreto e uma nota explicativa sobre as consequências canônicas das ordenações. As orientações foram posteriormente encaminhadas aos bispos brasileiros pela Nunciatura Apostólica no Brasil.

Na nota, dom Arnaldo afirma que, em razão da adesão à fraternidade, os atos do ministério do padre Rodrigo são considerados ilícitos. A diocese também declara que as absolvições concedidas por ele no sacramento da confissão e os casamentos por ele celebrados são inválidos.

Nota pastoral da Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva — Foto: Reproduçã/Diocese de Jundiaí
Nota pastoral da Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva — Foto: Reproduçã/Diocese de Jundiaí

O padre coordena um espaço de culto no território da Diocese de Jundiaí. Segundo o bispo, as celebrações, atividades pastorais, iniciativas de formação e demais atos realizados no local não ocorrem em comunhão com o papa nem com o bispo diocesano e, portanto, são considerados irregulares pela Igreja.

A diocese também orientou os fiéis a não frequentarem o espaço. A nota afirma que leigos que aderirem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, adotando suas posições e recusando a submissão ao papa e aos bispos, também podem incorrer nas penas de cisma e excomunhão. O documento acrescenta que a participação habitual ou exclusiva nas atividades promovidas pela fraternidade pode igualmente levar a essas consequências.

A Diocese de Jundiaí encerra a nota exortando os fiéis a permanecerem em comunhão com o papa e com os bispos e a se afastarem de ambientes que defendam uma ruptura com a autoridade da Igreja como forma de suposta fidelidade à tradição católica.

Padre havia pedido afastamento

 

O pronunciamento do padre Rodrigo de Oliveira Silva — Foto: Reprodução/Youtube
O pronunciamento do padre Rodrigo de Oliveira Silva — Foto: Reprodução/Youtube

Antes da decisão anunciada pela Diocese de Jundiaí, Rodrigo de Oliveira da Silva já havia pedido seu afastamento da instituição. Em vídeo publicado em março, o sacerdote afirmou que havia enviado, no fim de janeiro, uma carta ao bispo dom Arnaldo Carvalheiro Neto para comunicar sua “inquietação” diante do que classificou como uma crise na Igreja Católica.

No vídeo, Rodrigo disse ter decidido “optar pela tradição” após estudar e rezar sobre a situação da Igreja. Segundo ele, testemunhos de outros sacerdotes ligados ao movimento tradicionalista, como os padres François Costa e Vander, contribuíram para que tomasse a decisão.

— Optar pela tradição, como todos sabem, é remar contra a maré. Sabemos que não estamos sozinhos, que o Senhor não abandona aqueles que a Ele se confiam, que a Virgem Santa e o seu Imaculado Coração triunfarão. Mas sabemos que é um momento delicado — afirmou.

Na gravação, o padre também declarou que continuaria celebrando a missa tradicional, atendendo confissões, visitando doentes e realizando seu apostolado, apesar do que chamou de “pseudo-suspensão das ordens” decorrente da situação da Igreja.

Na época, Rodrigo também divulgou uma campanha de arrecadação para viabilizar a compra de um imóvel em Campo Limpo Paulista, na região de Jundiaí, onde pretendia estabelecer um espaço dedicado ao apostolado tradicionalista. Segundo ele, o terreno tinha 4,5 mil metros quadrados e 80 metros quadrados de área construída e estava sendo oferecido por R$ 190 mil.

O sacerdote afirmou que, naquele momento, morava de aluguel em um imóvel onde havia adaptado um cômodo para celebrar missas. Ele agradeceu ainda ao Centro Dom Bosco, grupo católico tradicionalista, pelo apoio à campanha e pelas doações de objetos litúrgicos, incluindo altar e sacrário.

Trajetória

Natural de Cajamar, no interior de São Paulo, Rodrigo estudou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro, da Diocese de Jundiaí, e concluiu a formação em Filosofia e Teologia em 2009. Em 2010, foi ordenado diácono e, no ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal.

Rodrigo foi ordenado padre em 12 de dezembro de 2011, na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí. Segundo o relato feito por ele no vídeo, passou cinco anos na Diocese de Marabá, no Pará, em auxílio a um território de missão. De volta a Jundiaí, assumiu a Paróquia Santo Antônio de Pádua e Votuporoca.

Posteriormente, pediu ao bispo autorização para fazer uma experiência de vida eremítica na Diocese de Campanha, onde permaneceu até o fim de 2025. No início de 2026, comunicou sua decisão de deixar a Diocese de Jundiaí e seguir o apostolado ligado à tradição católica.

O que é a Fraternidade Sacerdotal São Pio X

 

Fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X reúne católicos tradicionalistas que defendem a preservação da liturgia anterior ao Concílio Vaticano II e se opõem a parte das reformas promovidas pela Igreja Católica a partir da década de 1960.

Entre as principais bandeiras do grupo estão a celebração da missa segundo o rito tridentino, em latim, com o sacerdote voltado para o altar, além de críticas a mudanças litúrgicas e pastorais introduzidas após o Concílio Vaticano II.

Realizado entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II promoveu uma das maiores reformas da Igreja Católica. As missas passaram a poder ser celebradas nas línguas locais, o sacerdote passou a celebrar voltado para os fiéis e a Igreja ampliou o diálogo com outras religiões e com o mundo contemporâneo.

A Fraternidade São Pio X considera que parte dessas mudanças representa um afastamento da tradição católica e defende uma interpretação mais rigorosa da doutrina e da liturgia.

O conflito entre o grupo e o Vaticano se intensificou em 1988, quando Lefebvre ordenou quatro bispos sem autorização do Papa João Paulo II. Na ocasião, ele e os bispos ordenados foram excomungados por desafiar a autoridade da Santa Sé.

Em 2009, o papa Bento XVI retirou a excomunhão dos quatro bispos em uma tentativa de promover a reconciliação. Apesar disso, a Fraternidade permaneceu em situação canônica irregular, e as divergências doutrinárias e disciplinares nunca foram plenamente resolvidas.

Agora, com a ordenação de quatro novos bispos sem autorização da Santa Sé, o Vaticano voltou a considerar que os envolvidos incorreram em excomunhão e classificou a adesão formal à fraternidade como um ato de cisma, reacendendo um conflito que atravessa mais de cinco décadas.