27/9/26 – httP://blogfolhadosertao.com.br- Por Betânia Santana
Encontro considerado histórico expôs afinidades e compromissos entre os dois candidatos
Teve em troca a garantia de que o estado vai fazer a diferença na contagem de votos para levá-lo ao Palácio do Planalto pela quarta vez.
João Campos, por sua vez, tem um plano de governo quase todo para ser desenvolvido em parceria com Lula. Quer o presidente ajudando a tirar Pernambuco do mapa do racionamento d’água, como tirou o país do mapa da fome duas vezes. São, pelo menos, 94 projetos.
Quer trabalho conjunto para retomar e concluir a Ferrovia Transnordestina. Quer moradias, encostas, estradas…
O acerto com a coordenação da campanha nacional foi de que o evento dessa sexta-feira não durasse mais que duas horas. Foram pontuais. Começou às 10h30 e terminou às 12h35.
Mesmo compacta, a agenda rendeu boas imagens, discursos contundentes e reforço nas afinidades de propostas.
Mas João Campos e o presidente Lula sabem que não se bastam para vencer eleições tão polarizadas quanto as que se desenham em nível estadual e nacional.
Por isso, na sexta mesmo, o candidato ao governo viajou para Arcoverde e vai passar o fim de semana no Sertão, tentando virar voto. O petista foi a São Paulo e nos próximos dias terá Bahia, Ceará, Pará e Minas em meio a entrevistas e gravações para o guia.
Leveza e sacolejo
A coordenação nacional da campanha de Lula ficou feliz com o que viu no Recife. Considerou um dos atos mais fortes, organizados e importantes entre os já realizados no país. O presidente estava leve, dizem. A campanha de João Campos também gostou. Sacolejou a militância. Aposta agora que isso se transforme em votos.
Disposição
A energia de Lula aos 80 anos chama a atenção. Na quinta saiu de Brasília para dois atos no Rio e de lá, para Alagoas. Chegou ao Recife às 23h. Na sexta, sob um sol de 28º, percorreu 800m em carro aberto, acenando e dando pulinhos. No palco, falou 25 minutos.
Espera
Petistas contra o apoio a João Campos começaram a cantar “Lula lá…” quando o ex-prefeito discursava há 9 minutos. Queriam ouvir o presidente. No local, o deputado João Paulo, o ex-deputado Fernando Ferro, o dirigente Pedro Alcântara. João falou mais 2 minutos.
Sem alfinetadas
Candidatos ao Senado, Marília Arraes e Humberto Costa atacaram o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Mas ninguém criticou a gestão da governadora Raquel Lyra. Nem João Campos, que tem sido ácido em outros momentos. O presidente Lula muito menos.
