Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

03/09/26  – http://blogfolhadosertao.com.br – Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

Votação de PEC no Senado só deve ocorrer após eleições
13/07/2026 -  Brasília - Torres do Prédio do  Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólicaA última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto.

Vorcaro prestou depoimento ao STF sem PF; Mendonça diz que motivo foi segurança do banqueiro

03/09/26  – http://blogfolhdosertao.com.br  – Estadão Conteúdo

Ministro disse que não convocou policiais para proteger Vorcaro, mas por causa de “graves intimidações” relatadas em seu depoimento

Além de prestar depoimento à Polícia Federal (PF) na semana passada, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também foi ouvido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em audiência com a presença do Ministério Público (MP), sem a participação da PF.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, 02, após a revelação do depoimento pelo jornal O Globo, Mendonça afirmou que não convocou agentes policiais para garantir a segurança física e psicológica de Vorcaro, já que o depoimento foi motivado por “relato de graves intimidações”.

“O depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência. Trata-se de ato processual regular, conduzido por juiz auxiliar”, diz a nota.

Mendonça ainda afirmou que a lei exige presença de representante do Ministério Público nesse tipo de audiência, mas os policiais responsáveis pela investigação podem ser afastados para garantir a “incolumidade física e psicológica do depoente”.

“O conteúdo da audiência é resguardado por sigilo legal. Registre-se, apenas, que a informação de que teriam sido abordados temas relacionados ao ministro Alexandre de Moraes não procede”, afirmou.

“Mainha enverga, mas não quebra”, diz Raquel Lyra em caminhada no Recife

03/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Eliane Guimarães

A candidata à reeleição realizou, nesta quarta-feira (2), ato político na Zona Sul da capital pernambucana

Raquel Lyra (PSD)/Maurício Ferry/DP Foto

Raquel Lyra (PSD) (Maurício Ferry/DP Foto)

Em mais uma agenda de campanha na Região Metropolitana do Recife, a governadora de Pernambuco, candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), realizou, nesta quarta-feira (2), uma caminhada pelo Ipsep, na Zona Sul do Recife. O ato de rua serviu para reforçar o tom de mobilização da chapa governista a pouco mais de 30 dias das eleições.

No discurso, Raquel Lyra destacou as entregas de sua gestão e rebateu as críticas e os ataques direcionados ao seu grupo político. “Vocês têm visto que querem desviar a gente do nosso foco. Ninguém desvia, não. Mainha enverga, mas não quebra”, declarou a governadora sob aplausos.

Na ocasião, a candidata também pontuou avanços na área de segurança pública. “Já colocamos oito mil profissionais de segurança. Vai ter concurso para mais 3.900 vagas, viatura nova. E sabe o quê? Laranjinha na rua fazendo história”, afirmou.

Raquel aproveitou para pedir o empenho à militância na captação de votos. “E para você que acredita que nosso trabalho merece continuar, eu quero pedir o seu voto e a sua confiança. E que você multiplique esse voto, que leve à sua família, aos nossos amigos.”

Priscila comenta ataques à chapa governista

Questionada sobre o acirramento da disputa e ataques contra a chapa governista, a vice-governadora Priscila Krause (PSD), que também esteve presente na caminhada, pontuou que as medidas cabíveis já estão sendo tomadas na esfera jurídica.

“A Justiça já está cuidando dessa, desse assunto, de todas essas coisas. Agora eu já disse e vou repetir, fui perguntada uma vez se achava que, por conta de uma decisão do TRE suspendendo vídeos de fake news, os ataques iam parar, e não vão, não vão parar porque a gente sabe como funciona o outro lado”, pontuou Priscila.

Apesar do clima de embate político, a vice-governadora ressaltou que a prioridade até o pleito é dialogar com a sociedade sobre as realizações da gestão e os projetos futuros. “Até o dia 4 de outubro é assim, falando dos investimentos que foram feitos, do que vem pela frente, muita entrega, muito compromisso, mas, como diz a nossa governadora Raquel Lyra, o melhor ainda está por vir e esse trabalho não pode parar”, concluiu.

Governadora Raquel Lyra foca na prestação de contas dos quase quatro anos de gestão

03/09/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br  –

Candidata à reeleição relatou o que já fez e sinalizou continuidade em um possível segundo mandato
A governadora Raquel Lyra (PSD) deixou clara a estratégia de comunicação na busca pela reeleição: focar no retrovisor.

Na última sabatina com postulantes ao governo de Pernambuco, realizada pela Rádio Folha 96,7 FM, prestou contas, desfilou números volumosos de ações e defendeu a narrativa de uma gestão que “arrumou a casa”.

Propostas para um eventual segundo mandato foram discretas e genéricas, ganharam tom de continuidade.

Dos 2.100 ônibus escolares aos R$ 150 do Pix do Tênis, passando pelos R$ 26 bilhões anunciados em obras públicas, a gestora usou o microfone como uma vitrine dos quase quatro anos de gestão.

Quando instada a projetar os próximos quatro anos, a fala migrou de dados cirúrgicos para compromissos amplos – como garantir água na torneira e saúde perto de casa.

Essa escolha não é fruto do acaso, cumpre a cartilha da comunicação política. O candidato à reeleição joga na defensiva estratégica do legado. Sua prioridade é demonstrar capacidade de execução e estabilidade.

O discurso se apoia em cifras investidas e programas em andamento, o que constrói a imagem de realização e reduz espaço para cobranças por metas futuras detalhadas.

Ao focar no balanço do presente, Raquel Lyra transformou o pleito em um julgamento sobre sua capacidade de entrega em relação às gestões passadas, esquivando-se de criar metas rígidas para 2027–2030. Para o eleitor, resta a mensagem de que um segundo mandato será a continuidade do ritmo atual.

Relação com Lula
Raquel Lyra destacou a relação institucional com o presidente Lula e os ministros. E disse que o problema de outras gestões não foi só ideológico: “Brigaram  com Dilma, Temer e Bolsonaro.” Frisou que a parceria com a União garantiu frutos como a entrega de 26 mil casas, investimentos em aeroportos e avanços na Transnordestina.

Voto presidencial
A governadora deixou nas entrelinhas não ter o menor interesse de revelar o voto para presidente. Rechaçou rótulos e afirmou que “saber o voto na urna é muito menos importante do que o que se pode fazer por Pernambuco”. Deve mesmo repetir 2022.

Municipalista
Diferentemente de 2022, quando chegou ao 2º turno com menos de dez prefeitos, Raquel Lyra contabiliza apoio de 149 dos 184. E justifica: quadruplicou verba da assistência social e recuperou estradas sem exigir alinhamento político. “O povo não tem partido.”

Senado
Após muita confusão para definir os nomes ao Senado, Raquel Lyra cravou ter com Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha uma chapa “100% alinhada”. Ressaltou o respaldo do PSD, PP, União Brasil, PSDB e Avante, e agradeceu a nomes como Miguel Coelho e Fernando Filho.

Em Goiana: João Campos propõe obras contra enchentes e mais investimentos para a Mata Norte

03/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Ascom/ Assessoria

 

Em Goiana, João Campos propõe obras contra enchentes e mais investimentos para a Mata Norte - FalaPE FalaPE

Candidato ao Governo de Pernambuco também defendeu reforço na saúde, ampliação do abastecimento de água e IPVA zero para motos de até 180 cilindradas

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), defendeu, nesta terça-feira (1º), obras para reduzir os impactos das chuvas e ampliar os investimentos na Mata Norte. Durante caminhada em Goiana, ao lado do prefeito Marcílio Régio, de lideranças políticas e apoiadores, João também apresentou propostas para a saúde, o abastecimento de água e a geração de empregos na região.

Em seu discurso, João afirmou que pretende iniciar, desde o primeiro dia de governo, ações para enfrentar os problemas provocados pelas chuvas e realizar melhorias na PE-75.

“Vocês não vão me ver trabalhando apenas no ano da eleição. Nós vamos começar a trabalhar no primeiro dia do governo e passar os quatro anos trabalhando, cuidando e fazendo pelo nosso Estado. Aqui em Goiana, nós vamos fazer obras para amenizar e, quem sabe, acabar com os efeitos das chuvas quando causam as enchentes na cidade. A gente sabe que dá para fazer, e ao lado do prefeito Marcílio, nós vamos fazer juntos”, afirmou.

Para João, a Mata Norte precisa voltar a ser prioridade na política de desenvolvimento econômico de Pernambuco. O candidato criticou a falta de grandes investimentos e defendeu a atração de novas indústrias para a região, com foco na geração de empregos.

“Nesses últimos três anos e meio não veio nenhuma grande fábrica para Pernambuco. Não é só aqui na Mata Norte. Por sinal, a Mata Norte foi a região que teve o menor investimento do Estado nesses últimos anos. Pernambuco inteiro não recebeu uma grande fábrica”, disse.

Na saúde, João afirmou que pretende ampliar a capacidade de atendimento na Mata Norte, reformar o hospital de Goiana e implantar uma UTI na região.

“Da mesma forma como fizemos o Hospital da Criança no Recife, eu quero ser governador para trazer uma UTI para a Mata Norte, aumentar a capacidade de saúde e cuidar de verdade. Eu vou reformar o hospital todinho”, afirmou.

O candidato também reforçou propostas com impacto direto para a população, como o programa “Sem Água, Sem Conta”, voltado aos consumidores que ficam sem abastecimento, e o IPVA zero para motocicletas de até 180 cilindradas.

Ao lado de João durante a caminhada, o prefeito de Goiana, Marcílio Régio, declarou apoio à candidatura e destacou a preparação do candidato para comandar Pernambuco.

“João, eu lhe admiro. Você é uma liderança na região e, pelo que eu vejo em você, você vai ser maior do que seu pai administrando o Estado de Pernambuco. Estou aqui para lutar por João Campos e Carlos Costa”, afirmou.

Ao final do ato, João agradeceu o apoio e reforçou o compromisso de enfrentar os problemas do Estado.

“Se preparem. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, Pernambuco vai ter um governador que sabe trabalhar, que não vai perseguir as pessoas e que vai enfrentar os problemas com coragem”, concluiu.

Também participaram da caminhada o candidato a vice-governador, Carlos Costa; a candidata ao Senado, Marília Arraes; o candidato à reeleição para deputado federal, Mário Ricardo; o candidato à reeleição para deputado estadual, Sileno Guedes; e o candidato a deputado federal, Quinho Fenelon.