Hoje(23) em Salgueiro: Missa de Sétimo Dia em hmenagem ao ex-vereador Alvinho Patriota na Igreja do Santuário

23/09/26  – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Machado Freire

Missas de Sétimo Dia celebradas em Memória do ex-vereador ...

 

Mensagem de Gonzaga  Patriota:

 

Meu irmão, Alvinho,

Gonzaga Patriota se manifesta sobre morte do seu irmão Alvinho: “Meu coração está apertado” - PE Notícias

“Hoje faz 7 dias que você partiu, mas a sensação é de que ainda estou tentando entender como seguir sem você. A saudade já aperta o peito e, ao mesmo tempo, as lembranças de tudo o que vivemos se tornam ainda mais presentes.
Você foi meu irmão, meu companheiro de tantos momentos e alguém que deixou uma marca impossível de apagar.

Ainda é difícil aceitar que não vou mais ouvir sua voz, ver seu sorriso ou simplesmente saber que você estava ali.

Sei que nada vai trazer você de volta, mas me agarro à certeza de que o amor que nos uniu não termina com a sua partida. Vou carregar você comigo por toda a minha vida, nas lembranças, nas histórias e em tudo aquilo que você deixou em mim.

Hoje são 7 dias sem você, Alvinho. E será uma vida inteira sentindo sua falta. Que Deus te receba em Seus braços e me dê forças para aprender a conviver com essa saudade.
Te amo, meu irmão. Para sempre.”

Mais de 446 mil famílias em Pernambuco podem ter desconto na conta de luz e não recebem benefício

23/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –   Por JC

Recife concentra quase 70 mil famílias que podem ter direito à Tarifa Social que garante isenção da tarifa para consumo de até 80 kWh por mês

Mais de 446 mil famílias em Pernambuco podem ter direito à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), mas ainda não recebem o benefício. O levantamento da Neoenergia Pernambuco aponta que a maior concentração está na Região Metropolitana do Recife.

Na capital pernambucana, 69.936 famílias têm potencial para receber a Tarifa Social. Em seguida aparecem Jaboatão dos Guararapes, com 44.835 famílias; Olinda, com 27.121; e Paulista, com 17.058.

No interior do Estado, Caruaru concentra 16.883 famílias que podem se enquadrar nos critérios do programa, enquanto Petrolina tem 15.040. Também aparecem na lista Cabo de Santo Agostinho (10.140), Camaragibe (8.359) e Garanhuns (7.911).

Com as regras atuais, os beneficiários têm isenção de 100% da tarifa de energia para os primeiros 80 kWh consumidos por mês. Para famílias com consumo dentro desse limite, o benefício pode zerar o valor referente à tarifa de energia elétrica, embora outros itens da conta possam continuar sendo cobrados.

Quem tem direito

A Tarifa Social é destinada a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa. Famílias indígenas e quilombolas também estão incluídas nos critérios.

O benefício também contempla idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até três salários-mínimos e que tenham integrante que necessite do uso contínuo de equipamento elétrico vital também podem ter direito.

Segundo a Neoenergia, parte das famílias que atendem aos critérios ainda não recebe o benefício por motivos como dados desatualizados no CadÚnico, divergências cadastrais ou falta de vinculação entre o cadastro social e a unidade consumidora.

Como solicitar

Quem acredita ter direito à Tarifa Social deve verificar se os dados do CadÚnico estão atualizados e se o titular da conta de energia está vinculado corretamente ao cadastro social.

A atualização do CadÚnico pode ser feita nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Já a alteração da titularidade da conta de energia pode ser solicitada pelos canais de atendimento da Neoenergia Pernambuco.

Embate sobre maioridade penal e crise no STF marcam debate ao Senado em Petrolina

23/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por Felipe Nascimento

Encontro no Sertão abordou combate ao crime, bets e pautas regionais
O debate entre os candidatos de Pernambuco ao Senado Federal promovido nesta terça-feira (22) pela Rádio Grande Rio FM, em Petrolina, no Sertão do São Francisco, foi marcado por intensos confrontos diretos, acusações e disputas ideológicas em torno das prioridades estaduais e nacionais. Ao longo de quatro blocos, o embate transitou entre pautas regionais e temas de forte repercussão nacional, como a proibição das casas de apostas digitais (BETs), a redução da maioridade penal e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).Por atenderem ao critério de representação partidária no Congresso Nacional, participaram os postulantes Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD). A candidata Marília Arraes (PDT) não compareceu, justificando a ausência devido a um choque de compromissos de agenda.

PRIMEIRO BLOCO
No primeiro bloco, dedicado às perguntas de jornalistas, os postulantes anteciparam os pontos de atrito do debate. Questionado sobre a conduta de ministros do STF, Humberto Costa declarou que votaria pelo afastamento de membros da Corte: “Se realmente for necessário, eu votarei [pelo impeachment de ministro]. Não terei nenhuma dificuldade em fazer isso, obviamente desde que exista um processo legal normal, desde que haja provas suficientes”, garantiu o petista.

Na sequência, Mendonça Filho defendeu emendas para obras como a segunda ponte Petrolina-Juazeiro, Paulo Rubem criticou os juros altos do Banco Central, Túlio Gadêlha reafirmou oposição à escala 6×1 e Eduardo da Fonte cobrou recursos para a rede de saúde PEBA e para o Hospital Universitário da Univasf.

SEGUNDO BLOCO
No segundo bloco, em confrontos diretos por temas sorteados, a Transnordestina e a segurança pautaram os debates. Sobre a ferrovia, Túlio e Paulo Rubem criticaram paralisações passadas, enquanto Humberto sugeriu incluir a Petrobras no projeto. Na segurança, Mendonça defendeu o fim da progressão de pena para chefes de facções criminosas.

Ao abordarem a atuação do Judiciário, Mendonça criticou a interferência do STF no Legislativo e Eduardo defendeu o fim da vitaliciedade. Em resposta, Paulo Rubem fez uma fala contundente: “A democracia não é só fazer eleições, é botar na cadeia todo e qualquer tipo de golpe que atenta contra a vontade do povo. O lugar de golpista antidemocrático é ir para a cadeia”.

TERCEIRO BLOCO
O terceiro bloco aproximou a discussão das demandas locais com perguntas de ouvintes e de entidades como a Univasf e a OAB. Sobre a indicação de magistrados ao STF, Túlio Gadêlha defendeu critérios técnicos e criticou o loteamento político da Corte.

Humberto Costa abordou a reforma tributária ao defender o Fundo de Desenvolvimento Regional para Pernambuco. Já no debate agrícola, Mendonça Filho defendeu a expansão de polos irrigados no Araripe e no Sertão de Taparica, enquanto Paulo Rubem cobrou igualdade de incentivos para a agricultura familiar.

QUARTO BLOCO
O quarto bloco reservou os embates mais tensos, em rodadas com tema livre. Na segurança pública, Mendonça Filho defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos, enquanto Túlio Gadêlha rebateu: “Faço política com ciência, e em nenhum lugar no mundo aumentar penas reduziu a violência. A saída é investir em educação”. Mendonça retrucou: “Quem fizer crime violento tem que pagar na cadeia. É preciso dureza para enfrentar o crime, não moleza”.

O ápice do bloco ocorreu no confronto entre Eduardo da Fonte e Mendonça Filho sobre as BETs. Eduardo provocou o rival ao cobrar um posicionamento claro sobre o banimento dos jogos online: “Eu no Senado vou votar para acabar com as BETs porque defendo os princípios cristãos, a família e as igrejas. É importante você deixar claro, você que gosta tanto de jogar posições para deixar contradições”.

Na tréplica, Mendonça acusou o rival de “jogo de cena” e revelou bastidores: “Quem gosta de jogar é você, Eduardo. Você jogou de forma nefasta ao negociar o cargo de senador com João Campos no início deste ano. Não venha me dar lições no campo da ética”.

A polêmcia da laqueadura sem permissão e a disputa pelo voto feminino

23/09/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Betânia Santana

Em encontro com mulheres, Raquel Lyra, em Caruaru, e João Campos, no Recife, apresentam propostas
Com 3,87 milhões de eleitoras aptas a votar (53,6% do eleitorado de Pernambuco), o voto feminino tornou-se o fiel da balança no jogo eleitoral.

A disputa por essa maioria ficou mais acirrada após a divulgação, no último domingo, de um vídeo em que a governadora Raquel Lyra (PSD) sugeria a realização de laqueadura sem consentimento da paciente.

O episódio virou estopim para mobilizações na capital e no interior. A oposição lotou o comitê da Frente Popular, no Recife, com candidatas, militantes e ativistas. No palco, discursos duros marcaram a reação coletiva em defesa dos direitos reprodutivos.

O candidato João Campos elevou o tom para atingir o ativo mais sensível da adversária, e cravou: “Pernambuco jamais será terra de ‘faz sem ela saber’. Aqui, quem manda no corpo da mulher é a mulher”. A fala virou bandeira política contra a gestão.

A governadora levou a reação ao seu principal berço político. Em Caruaru, cidade que administrou por cinco anos, Raquel Lyra também reuniu mulheres para demonstrar musculatura e contornar a crise.

Acompanhada por apoiadoras, a candidata à reeleição reforçou sua condição de primeira governadora do estado e contrapôs a onda de críticas ao elencar entregas de governo como o Hospital da Mulher e os Programas Mães de Pernambuco e Colo de Mãe.

O cenário escancara a divisão de táticas na reta final: enquanto a oposição mobiliza o Grande Recife para colar na governadora a pecha de desrespeito à autonomia feminina, Raquel Lyra recorre ao Agreste para tentar fixar a imagem de gestora que tem políticas públicas para as mais de 4,7 milhões de pernambucanas.

Presença de Lula 1
Depois de pressão da Frente Popular, o presidente Lula (PT) deve chegar ao Recife sexta-feira. O presidente estadual do PT, Carlos Veras, e o candidato João Campos confirmaram a visita. O roteiro não havia sido definido até ontem. É provável que faça uma caminhada em Brasília Teimosa e um discurso ao lado da chapa majoritária.

Presença de Lula 2
O presidente fica apenas três horas na cidade. Vem de Alagoas e depois viaja a São Paulo.Mas será tempo suficiente para a festa dos aliados. Em discurso no comitê em Casa Forte, João Campos e a líder do governo, senadora Teresa Leitão, convocaram a millitância.

Embate 1
No debate ao Senado, na TV Grande Rio, em Petrolina, o candidato Túlio Gadêlha se disse preocupado com os suplentes de Humberto Costa e Marília Arraes, apontando “contradição na política”. O senador reagiu afirmando ser contraditório Gadêlha estar em um partido que tem “um fascista como candidato” e pedir votos para Lula.

Embate 2
Em outro momento, Eduardo da Fonte disse ser contra as bets e cobrou posição de Mendonça Filho, que não titubeou: “Quem gosta de jogar é você, Eduardo. Jogou de forma nefasta ao negociar o cargo de senador com João Campos. Não venha me dar lições de ética”.

Atlas: Raquel marca 48,6% e João, 47,4% na disputa pelo Governo de Pernambuco

23/09/26 – http://blogfolhadosertao.com.br  –  Por Alexandre Cunha

Nova pesquisa AtlasIntel ouviu 1.836 eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro

Diferença entre principais candidatos está em pouco mais de 1%/Sandy James/DP Foto

Diferença entre principais candidatos está em pouco mais de 1% (Sandy James/DP Foto)

A nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (22), mostra um estreitamento da disputa pelo Governo de Pernambuco entre a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). No primeiro turno, os dois estão separados por apenas 1,2 ponto percentual e permanecem em situação de empate técnico.

Raquel aparece com 48,6% das intenções de voto, enquanto João registra 47,4%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rodada anterior do AtlasIntel, divulgada no último dia 17, Raquel tinha 48,7% e João, 45,6%. Na comparação entre os levantamentos, portanto, a governadora oscilou 0,1 ponto para baixo, enquanto o socialista oscilou 1,8 ponto para cima. A distância entre os dois passou de 3,1 para 1,2 ponto percentual.

O candidato Ivan Moraes (PSOL) aparece na sequência, com 2,1% das intenções de voto. Renan Hallais (Missão) registra 0,8%.

Brancos e nulos somam 0,9%, enquanto 0,2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder. Os demais candidatos testados não pontuaram.

Segundo turno

A disputa aparece ainda mais apertada na simulação de um eventual segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos.

Nesse cenário, Raquel registra 49,2% das intenções de voto, contra 48,5% de João. A diferença entre os dois é de apenas 0,7 ponto percentual, também dentro da margem de erro da pesquisa.

Em relação ao levantamento anterior do AtlasIntel, a distância entre os candidatos diminuiu. Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, Raquel aparecia com 51,1%, enquanto João tinha 47,3%, diferença de 3,8 pontos percentuais.

Agora, a governadora oscila 1,9 ponto para baixo, enquanto João varia 1,2 ponto para cima.

Na nova rodada, 1,3% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo em um eventual segundo turno. Outros 0,9% não souberam responder.

Pesquisa anterior

A rodada divulgada na última quinta-feira (17) já apontava empate técnico entre Raquel e João nos dois cenários pesquisados.

No primeiro turno, Raquel tinha 48,7%, contra 45,6% de João. Ivan Moraes aparecia com 2%, seguido por Renan Hallais, com 1,1%, e Professora Camila (UP), com 0,1%.

No confronto direto de segundo turno, a governadora registrava 51,1% e o ex-prefeito do Recife, 47,3%.

A pesquisa anterior ouviu 1.793 eleitores entre os dias 11 e 16 de setembro e também tinha margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento havia sido contratado pela Bloomberg e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-02989/2026.

Metodologia

A nova pesquisa AtlasIntel ouviu 1.836 eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Realizado com recursos próprios, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os protocolos PE-02023/2026 e BR-09256/2026.

Zuenir Ventura, jornalista e escritor com sete décadas de carreira, morre aos 95 anos

23/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por Jornal Nacional

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu hoje, aos 95 anos

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu ontem, aos 95 anos

Morreu nesta terça-feira (22), no Rio, aos 95 anos, o jornalista e escritor Zuenir Ventura. Em sete décadas de carreira, Zuenir ajudou a contar alguns dos principais episódios da história recente do Brasil.

Um mestre das palavras e do ofício que amava. Jornalista e autor premiado, imortal da Academia Brasileira de Letras. Tão importante e tão suave e generoso.

“A memória é de um jornalista, de um mestre, extremamente talentoso, atento. Atento às transformações do Brasil, do mundo, do Rio de Janeiro. E de um olhar generoso e amoroso para com os colegas, inclusive os mais jovens, que era o meu caso à época”, diz a jornalista Flávia Oliveira.

“Eu não queria ser jornalista. Eu queria ser professor só. E fui durante 40 anos, né, e depois me aposentei. Mas eu queria realmente é ler. Aliás, eu até hoje não gosto de escrever, eu gosto de ler. Ou então, gosto de ter escrito, mas de escrever eu não gosto”.

Mas o destino, o talento extraordinário ou os dois falaram mais forte no mineirinho que nasceu em Além Paraíba em 1931. Aos 11 anos, se mudou para Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, e ainda na juventude foi estudar na capital.

“Meu pai era pintor de parede, que aliás foi a minha primeira profissão”, contou Zuenir Ventura.

Zuenir Ventura, jornalista e escritor com sete décadas de carreira, morre aos 95 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Zuenir Ventura, jornalista e escritor com sete décadas de carreira, morre aos 95 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Zuenir raspava as paredes que o pai pintava. Antes de chegar aos grandes jornais, revistas e livrarias de todo o país com suas obras, trabalhou como contínuo de banco e laboratório, entregador, faxineiro e balconista de bar, e professor primário. Ele dizia que toda essa experiência foi fundamental para a formação do homem e do jornalista Zuenir Ventura, que os amigos e colegas de profissão batizaram de “Mestre Zu”.

“Ele conseguiu unir, então, essas duas qualidades. A qualidade de um grande repórter com a qualidade de um dos maiores professores do jornalismo brasileiro”, afirma o jornalista Ancelmo Gois.

O início da carreira foi no arquivo do jornal “Tribuna da Imprensa”, de Carlos Lacerda.

“Eu, no arquivo, eu não pensava em ser jornalista. Até que um dia eu acabei descendo, fazendo um artigo, e o Carlos Lacerda gostou muito. E a partir daí eu fui pra redação, mas fui sem nunca pensar que acabaria sendo jornalista”, contou Zuenir Ventura.

A partir de 1960, conciliou as redações com as aulas como professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial. Zuenir Ventura passou pelas redações das revistas mais importantes do país de sua geração. Fez carreira também no “Jornal do Brasil” e estreou no jornal “O Globo” em 1999. Deixou claro que essa seria sua última mudança.

Na última coluna publicada, em fevereiro de 2022, ele refletiu sobre a pandemia, racismo e sobre o assassinato a pauladas do congolês Moïse Kabagambe em um quiosque na Barra, no Rio.

“Ele sempre reafirmou em todos os momentos os ideais democráticos. Conviver com meu pai no dia a dia, sempre devolveu a fé na humanidade”, afirma o jornalista Mauro Ventura, filho de Zuenir Ventura.

O primeiro livro publicado tornou-se de imediato uma obra indispensável à memória do país: “1968: O Ano que Não Terminou”. O livro narra as manifestações dos estudantes contra a ditadura militar e o que se seguiu ao Ato Institucional Número 5, que suspendeu os direitos políticos dos brasileiros. Ele ganhou o Prêmio Jabuti, o mais tradicional do país.

“Entre as originalidades de 68, está essa de que ele é um personagem. Ele tem vida. Você fala dele como se fosse uma pessoa, como se fosse um ser animado”, disse Zuenir Ventura.

Inclusive, o próprio Zuenir foi preso por três meses durante a ditadura militar. O livro inspirou a minissérie “Anos Rebeldes”, da TV Globo.

Em 1994, o relato dramático, também em livro, da chacina de Vigário Geral, que deixou 21 inocentes mortos. Ele frequentou a favela por dez meses para escrever o relato.

“E eu encontrei uma, uma comunidade… Quer dizer, as pessoas tristes, sofridas, mas sem raiva, sem, sabe, desejo de vingança. E procurando, em cada brecha da tristeza, um pouco de alegria, de felicidade”, disse Zuenir Ventura.

Zuenir Ventura, jornalista e escritor com sete décadas de carreira, morre aos 95 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução