Humberto Costa traça o caminho de fiador para a volta de Pernambuco aos trilhos

11/09/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br  –    Por Betânia Santana

Senador e candidato à reeleição afirma que a Transnordestina não deve ser motivo de disputa política
Diante da investida da oposição, que tenta colar na bancada pernambucana a pecha da inoperância sobre a Transnordestina, o senador Humberto Costa (PT) recusou a posição defensiva e quer assumir o protagonismo da pauta.

Candidato à reeleição, partiu para o ataque propositivo ao apresentar uma alternativa para destravar o ramal Salgueiro-Suape. A conclusão da ferrovia se tornou prioridade para um possível novo mandato.

Diz que a Transnordestina não poderia jamais ser ponto de disputa política em Pernambuco. Em vez de apontar responsáveis, propõe que alguma coisa seja feita. Sugere unir a estatal Infra S.A. e a Petrobras e ancorar o investimento na operação da Refinaria Abreu e Lima.

A ideia é transformar o escoamento do diesel produzido no estado rumo ao interior do Nordeste, na garantia pagadora do empreendimento. Não esperou a campanha esquentar. Já esteve com a direção da Petrobras para mostrar a viabilidade logística e ambiental do projeto.

Defende a criação de um comitê pernambucano unindo governo do estado, bancadas federais, setor produtivo e sociedade civil. Busca construir a blindagem institucional que sempre faltou ao estado, diferentemente do ocorrido no Ceará.

Coloca seu capital político em jogo ao evidenciar sua ponte direta com o Palácio do Planalto e chamar para si a responsabilidade de convencer o presidente Lula a dar a canetada final.

Com isso, desmonta a tese da omissão e fixa seu nome como principal fiador do retorno de Pernambuco aos trilhos.

Associação de imagem
Mendonça Filho garantiu o direito de citar Raquel Lyra em sua propaganda eleitoral, impondo uma derrota à coligação da governadora. A tentativa de blindá-la do bolsonarismo – Mendonça apoia Flávio Bolsonaro – esbarrou na decisão do TRE-PE contra censura prévia. A candidata tenta fugir dos rótulos, mas as alianças têm seu preço.

Armadilha
Raquel Lyra confirmou presença no debate da Rádio Cidade em Caruaru, a partir das 9h de hoje. Ontem não foi ao do Sinpol discutir segurança. Aliados consideraram que seria “uma armadilha”. O adversário João Campos acabou aproveitando imagens da “cadeira vazia”.

Espaços
Se o candidato ao governo de Pernambuco Ivan Moraes não tivesse brigado na Justiça para participar do debate na TV Nova, o espaço de hoje, às 21h, seria novamente só do ex-prefeito João Campos. Candidata à reeleição, a governadora Raquel Lyra não vai.

Rejeitadas
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) rejeitou 61 candidaturas proporcionais: 40 do partido Mobiliza, que apoia João Campos; 20 do Democrata, que tem o professor Jeremias como candidato ao governo;  e uma do Republicanos, que deve substituir o nome.

Justiça Eleitoral rejeita pedido da Frente Popular contra críticas a João Campos e Paulo Câmara

11/09/26 –   http://blogfolhadosertao.com.br –  Ascom/Assesoria

 

João Câmara e Paulo Câmara

 

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco julgou, nesta quinta-feira (10), improcedente o pedido de direito de resposta apresentado pela Frente Popular de Pernambuco contra a Coligação Pernambuco de Coração, em ação que questionava uma inserção de aproximadamente 30 segundos veiculada em emissoras de TV e Rádio do Estado. A propaganda associava o candidato João Campos à gestão do ex-governador Paulo Câmara e fazia críticas ao período, mencionando obras paradas, restauração sucateada, filas na saúde e notícias relacionadas a desvio de recursos públicos.

Na decisão, o magistrado afirmou que não ficou caracterizada na propaganda a ocorrência de afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, requisitos previstos na legislação eleitoral para a concessão do direito de resposta. Com isso, o pedido apresentado pela Frente Popular foi rejeitado.

“A propaganda não atribui a João Campos a prática de ato determinado durante sua passagem pelo Governo do Estado. Ela rememora fato de sua trajetória política e administrativa e, a partir dele, formula avaliação negativa sobre a gestão então encerrada”, destacou Fernando Braga Damasceno, desembargador eleitoral.

Entre os argumentos analisados pelo TRE-PE estava a referência à participação de João Campos no Governo Paulo Câmara. Segundo a decisão, “não há controvérsia relevante” de que João Campos exerceu a função de chefe de gabinete do então governador Paulo Câmara e que rememorar essa circunstância no contexto de uma propaganda eleitoral não é, por si só, ilícito.