Bem posicionados nas pesquisas Marília e Miguel enfrentam problemas partidários para concorrer

30/11/25  –     http://blogfolhadosertao.com.br  –  Terezinha Nunes

Eles têm um obstáculo em comum a ser vencido até o mês de julho de 2026, quando se realizam as convenções partidárias para escolhas das chapas aptas   

 

Dois dos mais citados candidatos ao Senado em 2026, a ex-deputada federal Marília Arraes – a primeira em todas as pesquisas – e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho têm um obstáculo em comum a ser vencido até o mês de julho de 2026, quando se realizam as convenções partidárias para escolhas das chapas aptas para concorrer aos cargos de governador, senador e deputados federais e estaduais em Pernambuco. Marília está em um pequeno partido, o Solidariedade, que não lhe dá condições de reciprocidade em tempo de TV com o candidato a governador que a colocar como parceira e Miguel está em um partido grande, o União Brasil, que formou Federação União Progressista com o PP onde outra liderança, o deputado federal Eduardo da Fonte, é também pré-candidato ao Senado.

Além disso, Miguel para ter a candidatura promulgada pela Federação terá que convencer o PP a sair da base da governadora Raquel Lyra e migrar para o campo adversário, do prefeito João Campos. Marília está conversando com várias legendas com o objetivo principal de formar uma federação com o Solidariedade e o PRD, que estão dispostos a caminhar juntos ( os dois formam uma bancada de 10 deputados). O PSB tem 16 deputados federais, só seis a mais que o Solidariedade e PRD mas tem maior escopo partidário com figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o prefeito João Campos, que preside a legenda nacionalmente, e o ex-governador de São Paulo, Márcio França.

Outros dois pré-candidatos ao Senado têm um partido grande mas não se entendem. É o caso do ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira e do ex-ministro do Turismo Gilson Machado. Ambos são do PL, mas sequer se falam. A situação no partido é de incerteza pois o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, quer a candidatura de Anderson e o ex-presidente Jair Bolsonaro prefere Gilson. Enquanto isso, o próprio Gilson está em prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes que, até agora, não respondeu aos pedidos de seus advogados para que lhe concedam a liberdade. Gilson teria, segundo o ministro, ajudado o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, antes da delação, a tentar obter visto para entrar em Portugal, o que Gilson nega.

Raquel Lyra ignora ataques de ex-aliado e faz discurso por união

30/11/25 –  http://blogfolhadosertao.com.br   –  Betânia Santana

 

Em congresso de vereadores, governadora evitou cobranças à Alepe e propôs que se discuta eleição em 2026

Tudo às avessas. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), discursou 35 minutos no Congresso da União de Vereadores de Pernambuco (UVP), em Petrolina, nessa sexta-feira.

Diferentemente da postura adotada há meses nas agendas públicas, não cobrou que a Assembleia Legislativa vote o pedido de autorização de empréstimo. O último enviado à Casa este ano, no valor de R$ 1,7 bilhão, tramita há cinco meses.

Ignorou completamente a narração do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), no dia anterior. O deputado previa a cobrança e fez pronunciamento na defensiva, reforçando que a Alepe não pode ser responsabilizada por obras não realizadas.

Autorizou todos os empréstimos e alegou que o problema é de gestão. Foi a primeira vez que o presidente da Casa falou sobre o assunto em evento fora da Alepe.

A governadora, por sua vez, preferiu fazer balanço das ações administrativas. Ouviu cobranças por água, estrada, delegacia, concurso.  E assumiu o compromisso de fazer o estado crescer.

Às vésperas de um ano eleitoral e com campanha antecipada, pediu o quase impossível.

“A gente tem que fugir da armadilha da próxima eleição para ganhar as próximas gerações… Vamos deixar a briga menor de lado. Porque se a gente perde tempo com eleição, a gente esquece de governar e cuidar do povo.”

E pregou união: “Não vamos separar vermelho, azul, branco, amarelo ou roxo. Não estamos aqui para lutar uns contra os outros. Estamos trabalhando para não deixar ninguém para trás.”

Assembleia esvaziada
ALei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, prevista para ser votada até dia 5, deve ficar para a semana seguinte. Por causa da Conferência da União Nacional dos Legisladores Estaduais (Unale), de 3 a 5, no Rio Grande do Sul, não haverá sessões na Alepe.  Dizem que as comissões vão funcionar. Segunda, dia 8, é feriado.

Procurador indígena
O Ministério Público de Pernambuco tem o primeiro procurador de justiça indígena. Originário do povo Xukuru do Ororubá, de Pesqueira, Agreste do estado, José Bispo de Melo está atuando em Caruaru. “Trago bagagem e espírito de luta”, assegurou.

Pivô da discórdia
Autor da PEC 30/2025, que adequa a Constituição de Pernambuco à federal, o procurador da Assembleia Legislativa Paulo Pinto fez trabalho técnico e acabou provocando polêmica entre os Poderes. À Rádio Folha, disse estar à disposição do Executivo para qualquer dúvida.

Novo caruaruense
O presidente do PSB de Pernambuco, deputado Sileno Guedes, recebeu o título de cidadão de Caruaru. O objetivo do vereador Gil Bobinho (PSB) foi reconhecer os serviços prestados à Capital do Agreste pelo parlamentar, dirigente partidário e ex-gestor público.

 

 

Tragédia familiar no Recife: Mulher e quatro filhos morrem em incêndio após casa ser incendiada durante briga de casal

30/11/25   –   wttp://blogfolhadoseretao.com.br  – Mariana Souza

As três crianças tinham de cinco, quatro e dois anos, além de um bebê de poucos meses. As informações foram confirmadas pelo Major do Corpo de Bombeiros, Matias Júnior

Rescaldo do incêndio na Caxangá. 
/Foto: Francisco Silva/ DP foto

Rescaldo do incêndio na Caxangá. (Foto: Francisco Silva/ DP foto)

Cinco pessoas morreram na tarde deste sábado (29) após um incêndio atingir parte da ocupação do Movimento Urbano dos Trabalhadores Sem Teto (MUST), na Avenida Caxangá, Zona Oeste do Recife. As vítimas são uma mulher e seus quatro filhos, de 5, 4 e 2 anos, além de um bebê de poucos meses. As informações foram confirmadas pelo Major do Corpo de Bombeiros Matias Júnior.

O fogo teve início da tarde e pelos barracos da comunidade. O incêndio pode ter sido provocado após o companheiro da mulher atear fogo na casa durante uma briga de casal. A população tentou linchar o suspeito, que foi detido e levado para atendimento médico após a confusão, de acordo com informações da Polícia Militar.

A residência onde estavam as vítimas era um imóvel misto, parte de alvenaria e parte de madeira, e precisou ser isolado por conta do avanço das chamas. No total, cerca de 30 casas foram destruídas, deixando dezenas de pessoas desalojadas e a comunidade em situação de emergência.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A perícia oficial deve ser realizada nos próximos dias pela Polícia Científica, que irá analisar as causas e circunstâncias da tragédia.

STJ arquiva análise sobre quebra de sigilo de advogado de Adélio Bispo

30/11/25 –   http://blogfolhadosertao.com.br   – Paulo Moura

Apuração tratava da quebra de sigilo bancário de um dos defensores do homem que esfaqueou Bolsonaro

Adélio Bispo de Oliveira Foto: Folhapress/Guilherme Leite

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou o recurso apresentado pelo Conselho Federal da OAB contra a decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário de um dos advogados de Adélio Bispo, autor do ataque a faca contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. A determinação foi tomada nesta sexta-feira (28).

De acordo com o site Poder360, o arquivamento teria acontecido pelo fato de o inquérito que motivava o pedido de quebra de sigilo já havia sido encerrado. Em um comunicado do dia 10 de novembro, a OAB informou ao ministro que não havia mais investigação ativa, o que tornava o processo sem utilidade prática.

O caso chegou a ser incluído na pauta da 5ª Turma do STJ, mas foi adiado pela ausência do relator e posteriormente foi retirado de vez. Paciornik então reconheceu que o recurso estava prejudicado, já que não havia mais como analisar o mérito sem qualquer medida pendente que justificasse a quebra de sigilo.

A polêmica sobre a origem dos honorários da defesa de Adélio surgiu desde o início do caso. Os advogados que o defenderam inicialmente afirmaram que teriam sido contratados por um suposto fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, em Minas Gerais. A instituição, porém, desmentiu a informação e declarou que nem ele nem seus familiares eram membros da igreja.

O advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que atuou na defesa de Adélio, disse à Polícia Federal que aceitou o caso buscando visibilidade e que, por isso, reduziu seus honorários para R$ 25 mil, muito abaixo dos R$ 150 mil que ele costumava cobrar. Segundo ele, porém, apenas a primeira parcela, de R$ 5 mil, foi paga antes de o suposto contratante sumir.

Em 2023, a Folha de S.Paulo noticiou que o inquérito da PF mencionava possíveis vínculos entre a facção PCC e advogados de Adélio. Havia, por exemplo, registros de pagamentos no valor de R$ 315 mil em 2020 à empresa do advogado Fernando Magalhães. Também foi identificado um grupo na plataforma WeChat com o nome “Adélio PCC”, após verificação no celular de Zanone.

Magalhães afirmou que os honorários eram responsabilidade de Zanone e disse que o nome do grupo de mensagens foi apenas uma “galhofa impensada”. Em 2024, ele foi alvo de uma operação da PF, que apreendeu um avião e um Porsche, mas a corporação concluiu que não havia provas de que o PCC financiou a defesa de Adélio.

O recurso da OAB tratava especificamente da decisão do TRF-1 que autorizou a quebra do sigilo bancário de Zanone e buscas em seu escritório, referentes ao período entre 6 de setembro e 1° de dezembro de 2018. A 3ª Vara Federal de Juiz de Fora considerou que, diante da resistência do advogado em revelar quem o contratou, o interesse público da investigação deveria prevalecer.

A OAB contestou a decisão alegando violação da prerrogativa da advocacia. O TRF-1, porém, manteve a determinação da primeira instância em 2021, afirmando que era necessário identificar quem financiou a defesa, sobretudo porque Adélio não teria contratado pessoalmente o advogado.

Enquanto o caso tramitava, o Ministério Público Federal inicialmente defendeu a manutenção cautelar das provas diante da suspeita de envolvimento do PCC. Posteriormente, em 2024, o MPF mudou de posição e apoiou a tese da OAB, afirmando que, como o advogado não era investigado, não havia justificativa para a quebra de sigilo.

Em agosto do ano passado, o processo foi atribuído ao ministro Paciornik, que negou pedido de liminar da OAB. Agora, com o encerramento do inquérito e a perda de objeto, o STJ encerra a discussão sem analisar o mérito da questão.

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