Fim da linha: Sport sofre goleada do Flamengo e é rebaixado para a Série B

16/11/25
Por Paulo Mota

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Com cinco rodadas de antecedência, Sport é rebaixado matematicamente para a Série B

Jogadores do Flamengo/Rafael Vieira

Jogadores do Flamengo (Rafael Vieira)

O Leão da Ilha está matematicamente rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Com dois jogadores a menos em campo, o Sport foi goleado pelo Flamengo, por 5 a 1, neste sábado (15), na Arena Pernambuco, em duelo atrasado da 12ª rodada. O Leão até abriu o placar com Pablo, mas o Mengão marcou com Luiz Araújo, Juninho, Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Douglas Teles.

A noite ficará marcada como um retrato fiel da temporada: derrota vexatória em “casa”, arquibancadas com maioria de flamenguistas e uma equipe psicologicamente abalada em campo. O colapso, há muito anunciado, apenas oficializa uma das campanhas mais vergonhosas da história leonina.

Com apenas 17 pontos em 33 rodadas e na lanterna desde o início do campeonato, o Sport já convivia com a queda como questão de tempo. Porém, o cenário que envolveu a partida se transformou em um episódio marcado por críticas: a diretoria leonina vendeu a operação do jogo. Diante disso, os rubro-negros cariocas conseguiram ter maioria nas arquibancadas — uma inversão simbólica de mando em plena Arena Pernambuco.

A queda, confirmada com cinco rodadas de antecedência, representa um dos momentos mais vexatórios da história centenária do clube, que agora precisa buscar reconstrução em meio à desconfiança de sua própria torcida. O Sport volta a campo na terça-feira (18), às 20h30, contra o Botafogo, no Nilton Santos. O Flamengo, por sua vez, encara o Fluminense na quarta-feira (19), às 21h30, no Maracanã.

O JOGO

A tônica inicial da partida mostrou o Flamengo com maior controle da bola, tentando ditar o ritmo por meio de seu jogo ofensivo e de trocas rápidas de passes. O Sport, por outro lado, apostou em uma marcação intensa, buscando aproveitar eventuais equívocos do rival e na saída em contra-ataque.

E foi justamente após uma dessas falhas que o Leão da Ilha conseguiu inaugurar o marcador. Ayrton Lucas errou na saída de bola, e Léo Pereira aproveitou a falha para desarmar João Vitor e acionou Luan Cândido, que deixou Pablo na frente do gol. O centroavante teve a primeira finalização bloqueada, mas pegou o rebote e mandou a bola para o fundo das redes: 1 a 0.

Em desvantagem no placar, o Rubro-Negro carioca avançou mais em direção ao ataque, criando oportunidades com Luiz Araújo e Samuel Lino, mas sem conseguir furar a sólida defesa do Leão da Ilha. E foi justamente a consistência defensiva do time pernambucano que se destacou até aquele momento.

Até que aos 35 minutos, o jogo mudou de rumo. Em um ataque rápido pela ponta direita, Ayrton Lucas avançou com velocidade, e Matheus Alexandre tentou o desarme com carrinho. O árbitro assinalou falta e aplicou o segundo cartão amarelo, resultando na expulsão do jogador. Cinco minutos depois, em uma jogada individual, Luiz Araújo limpou a defesa leonina e, de fora da área, finalizou com precisão e categoria, sem dar chances a Gabriel: 1 a 1.

E a pressão sobre o Sport aumentou como uma verdadeira avalanche. No lance seguinte, Ramon Menezes cometeu falta sobre Wallace no meio de campo, recebeu o segundo cartão amarelo e também foi expulso, deixando sua equipe com apenas nove jogadores em campo.

SEGUNDO TEMPO

Na luta pelo título do Campeonato Brasileiro e com dois jogadores a mais, o Flamengo voltou para a segunda etapa avançando com tudo no ataque. Já o Sport, precisando da vitória para escapar do rebaixamento matemático, mostrava-se pressionado e precisou reorganizar a equipe, priorizando a solidez defensiva. Num cenário clássico de ataque contra defesa.

Em uma dessas investidas, Ayrton Lucas passou por Lucas Lima e finalizou com o pé direito, mas Gabriel realizou grande defesa, mantendo o placar empatado. A igualdade, porém, não durou muito. Aos 15 minutos, Everton Cebolinha, logo no primeiro lance, acertou a trave. No rebote, Juninho empurrou para as redes e colocou o Flamengo à frente: 2 a 1.

Apenas dois minutos depois, em uma saída de bola equivocada do Sport, Cebolinha acionou Luiz Araújo, que encontrou Bruno Henrique. O atacante finalizou com categoria, por cobertura, ampliando o marcador: 3 a 1.

Insaciável em campo, o Flamengo seguia com tudo no ataque. Aos 25 minutos, Ayrton Lucas arriscou mais um chute com o pé direito, a bola desviou em Aderlan e morreu no fundo das redes, ampliando a vantagem e transformando o placar em goleada na Arena Pernambuco: 4 a 1.

E quem pensou que pararia por aí se enganou. Cebolinha avançou com velocidade pela esquerda, entrou na área e cruzou na medida para Douglas Teles, jovem atacante da base que acabara de entrar em campo: 5 a 1.

Um dos capítulos mais constrangedores da história do Sport terminou com a festa da torcida do Flamengo — em maioria absoluta — tomando conta da Arena Pernambuco. No duelo contra um rival carregado de história — especialmente pela longa disputa do título de 1987 —, o Sport entrou em campo com um ambiente que lembrava mais o Maracanã do que a casa rubro-negra pernambucana.

FICHA DO JOGO

SPORT 1
Gabriel; Matheus Alexandre, Rafael Thyere, Ramon Menezes e Luan Cândido; Rivera (Riquelme), Lucas Kal e Lucas Lima (Adriel); Matheusinho (Aderlan), Léo Pereira (Sérgio Oliveira) e Pablo (Igor Cariús). Técnico: César Lucena.

FLAMENGO 5
Rossi; Emerson Royal, João Victor, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar (Everton Araújo) e Saúl; Luiz Araújo, Bruno Henrique (Douglas Teles), Wallace Yan (Juninho) e Samuel Lino (Cebolinha). Técnico: Filipe Luís.

Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (RS) e Michael Stanislau (RS)
4º Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelo: Ramon (2x), Matheus Alexandre (2x) e Riquelme (SPT); Pulgar, João Victor, Saúl (FLA)
Cartões Vermelho: Matheus Alexandre e Ramon
Gols: Pablo (14’/1º) (SPT); Luiz Araújo (40’/1º) Juninho (15’/2º), Bruno Henrique (17’/2º) Ayrton Lucas (25’/2º) Douglas Teles (34’/2º) (FLA)

Público: 19.706
Renda: R$ 2.948.180,00

Usinas nucleares e manipulações retóricas

16/11/25

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Heitor Scalambrini Costa *

 

 

“É necessário se espantar, se indignar e se contagiar,

só assim é possível mudar a realidade”

Nise da Silveira (médica psiquiatra) 

Tem se tornado lugar comum a participação ativa de grupos lobistas pró-energia nuclear na mídia, com campanhas publicitárias e esforços de relações públicas destinados a melhorar a imagem da fonte de energia e influenciar a opinião pública e decisões políticas. Manipulações retóricas, desinformações, falta de transparência, omissão de dados, negacionismo, táticas de intimidação e mesmo de ameaças, fazem parte desta agressiva atuação. Recusam intencionalmente em admitir fatos e evidências técnico-científicas comprovadas sobre a insegurança e a inviabilidade das usinas nucleares, frequentemente com o objetivo de distorcer a realidade para interesses específicos.

Estão convencidos que na última reunião de 2025 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de assessoramento da presidência sobre questões energéticas, será aprovado a continuidade da construção da usina nuclear de Angra 3, obra iniciada a mais de 40 anos, e consequentemente “abrir a porteira” para nuclearização do país.

Foi criado uma grande expectativa nas 3 últimas reuniões do CNPE para que fosse pautado este tema, defendido arduamente pelo ministro das “boas ideias”, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia. O mesmo defende usinas nucleares de pequeno porte na Amazônia, o uso do petróleo “até a última gota”, os combustíveis fósseis como carvão mineral e o gás natural em termelétricas, além do avanço da exploração do urânio, para reforçar a segurança nacional, a defesa (?) do país, ou seja, construir a bomba atômica.

Além da população ser contra usinas nucleares, setores do próprio governo federal, como o Ministério da Fazenda e Ministério de Meio Ambiente questionam esta insanidade. Pois além de neutralizar os esforços de barateamento dos custos da energia elétrica perseguido pelo governo federal, atenta gravemente o meio ambiente e as pessoas, com a possibilidade de vazamento e liberação de radioatividade na extração do urânio.

Os argumentos repetidos à exaustão pelos lobistas chega ao extremo da chantagem, ao afirmar que os minérios estratégicos (urânio incluído) e o petróleo é que garantirão os recursos financeiros para financiar a transição energética. Infelizmente entendem a transição, como mera transação, privilegiando o balcão de negócios bilionários em torno da expansão das desnecessárias usinas.

Os mais tresloucados colocam a energia nuclear como uma salvação do clima, como se fosse mais sustentável que as fontes renováveis (sol, vento, água, biomassa), cujo potencial no Brasil é extraordinário, chegando ao disparate de denominar a nucleoeletricidade de “energia limpa”.

 Não existe nenhuma base científica na afirmação de que as usinas nucleares garantem a segurança energética, outro mote utilizado com frequência. Definida como “a capacidade de um país ou região garantir o fornecimento ininterrupto, confiável e a preços acessíveis de energia para atender às necessidades da população e da economia”. Nem em relação à capacidade instalada, nem a preços acessíveis vale esta afirmação em relação à energia nuclear. Muito menos a hilária afirmativa de que novas usinas nucleares evitarão os apagões.

Atualmente o pais dispõe de menos de 2% de eletricidade nuclear injetada na matriz elétrica, e mesmo com o término de Angra 3, e de mais 10.000 MW até 2050, como propõe o Plano Nacional de Energia, a contribuição nuclear não vai ultrapassar 4% da potência total instalada, valor extremamente irrisório de capacidade para garantir segurança do setor energético. E em relação aos custos da energia nuclear estes valores são comparáveis aos das termelétricas a combustíveis fósseis, em torno de 4 a 6 vezes maior que o das fontes solar e eólica.  Valores estes apresentados em recente estudo (mencionado na mídia, mas não disponibilizado publicamente) realizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sob encomenda do CNPE.

Este estudo, segundo fragmentos divulgados, indica que concluir a construção da usina nuclear Angra 3 é a opção mais econômica (?) e benéfica (?) para o Brasil, em comparação com o abandono do empreendimento. O estudo oculto conclui que o custo do cancelamento da obra seria de R$ 22 bilhões a R$ 25,97 bilhões, enquanto o valor estimado para finalizar seria de R$ 23,9 bilhões, levando a mídia, em particular da extrema direita, a antecipar que é mais vantajoso terminar Angra 3, do que abandonar o projeto. Estes números carecem de uma análise técnico-econômica isenta, onde as premissas, as hipóteses são apresentadas claramente. Da forma apresentada é mais uma estratégia propagandista, utilizando para tal a credibilidade dos técnicos do BNDES.

É apontado também pelo estudo-fantasma que a energia gerada para cobrir os custos e garantir retorno ao investimento deve variar entre R$ 778 a R$ 817 por MWh. Valores inverossímeis, que devem passar pelo crivo da isenção, para que estes valores sejam realmente verificados, e como se chegou a estes números.

A falta de transparência é utilizada como arma para credibilizar os negócios nucleares no Brasil, como solução ao aquecimento global e para atender a demanda crescente por energia elétrica, em particular dos “data centers” que processam informações para a inteligência artificial. São os mesmos países que causaram a crise climática que agora expandem suas infraestruturas destrutivas nos territórios do Sul Global, transferindo os custos socioambientais.

Não se deve esquecer dos episódios controverso que atestam a falta de credibilidade do setor nuclear brasileiro (www. https://www.congressoemfoco.com.br/artigo/108097/programa-nuclear-brasileiro–pau-que-nasce-torto-morre-torto). Mais recentemente o desgaste da Eletronuclear, responsável pelas usinas, ficou bem evidenciado, diante de uma crise financeira. Com um rombo em suas contas no final de outubro de 2025, a Eletronuclear (sempre ela sumidouro do dinheiro público) solicitou um aporte de R$ 1,4 bilhão ao governo federal para cobrir suas contas. Neste mesmo mês a Eletrobras (atual, Axia Energia) concordou em vender sua participação de 68% na Eletronuclear para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, por R$ 535 milhões, em uma operação ainda não esclarecida totalmente, que levou a participação de um grupo econômico que não tem nada a ver com energia, a entrar em um negócio de tamanho risco econômico-financeiro. O passado e presente das empresas dos irmãos bilionários donos da J&F holding estão repletos de notícias nas páginas policiais.

Esses e outros episódios aprofundaram perante a opinião pública o crescente descrédito sobre o desempenho da indústria nuclear, e de seus gestores, privilegiados com supersalários. O desgaste da Eletronuclear (responsável pelas usinas) fica mais evidenciado, diante de sua crise financeira com uma política de demissões em massa, que acabou levando à greve trabalhadores das usinas e da parte administrativa.

Mesmo diante da contradição entre o discurso e a ação quando o assunto é energia, se espera que o programa de construção de usinas nucleares e a expansão da mineração do urânio seja interrompido. Que se torne efetivo o que disse o presidente Lula na 4a Cúpula da Celac-EU (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia) realizada em Santa Marta, na Colômbia em 9/11 que “a América Latina é uma região de paz que quer permanecer desta maneira”. Neste contexto a não nuclearização do Brasil deve acontecer, e servir de exemplo para toda América Latina. Não prosseguir com a construção de usinas nucleares, e desenvolver a cadeia nuclear para construir a bomba atômica, como prega o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, é um ato concreto de que somos efetivamente pela paz.

  • Heitor Scalambrini Costa *

Este artigo foi publicado em https://taniamalheiros-jornalista.blogspot.com/

 

Jovens do Recife encerram participação na COP30 com agenda institucional

16/11/25

Imprensa PCR

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Grupo recebeu certificados do curso sobre juventudes e mudanças climáticas na UNAMA e apresentou projetos ao senador Humberto Costa

Jovens do Recife encerram participação na COP30 com agenda institucional

BELÉM (PA) – No último dia de atividades da delegação de jovens recifenses na COP30, os representantes do programa Jovens no Clima estiveram na Universidade da Amazônia (UNAMA) para receber os certificados do Curso Livre de Extensão “COP30, Juventudes e Mudanças Climáticas”. Além disso, seis deles foram recebidos pelo senador Humberto Costa na Assembléia Legislativa do Estado do Pará (ALAPA), ao lado do secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife, Marco Aurélio Filho.

Na UNAMA, todos os 36 jovens do grupo receberam em mãos o certificado em solenidade no auditório da instituição e alguns deles tiveram a oportunidade de detalhar as realizações dos seus projetos no âmbito do Jovens no Clima. O curso foi realizado de forma online, entre os dias 3 e 5 de novembro, com carga horária de seis horas-aula. A proposta, desenvolvida pela UNAMA, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos do Recife, foi promover um intercâmbio entre juventudes e fomentar o debate sobre temas como Amazônia; COP30; biodiversidade e florestas; justiça climática; cidades; cultura e educação.

Larissa Costa, 29 anos, representante do coletivo Florescer, que desenvolveu o projeto “Conte uma História e Plante uma Muda”, compartilhou a sua alegria em ter participado da formação. “A gente chegou em Belém já conhecendo um pouco da cultura e da culinária. Aprendemos sobre ancestralidade, História da Amazônia, juventude e cultura com quatro professores. Chegamos aqui já com as orientações deles”, destacou ela.

NA ALAPA – Na tarde desta sexta-feira (14), representantes dos projetos Jovens defensores do rio Beberibe; Chico no Clima e Conte uma História e Plante uma Muda, todos viabilizados pelo programa Jovens no Clima, foram recebidos pelo senador Humberto Costa na ALAPA. Na ocasião, eles detalharam as realizações. O primeiro promoveu ações de educação ambiental com jovens ao longo deste ano, abordando racismo ambiental e saneamento, com ações práticas de reflorestamento na bacia do rio Beberibe. O segundo realizou oficinas criativas com jogos, tecnologia e arte para engajamento climático entre estudantes. E o último implementou ações de reflorestamento em escolas públicas com oficinas de leitura e plantio, resultando em uma cartilha com histórias e desenhos dos próprios estudantes.

“É com muita alegria que eu recebi a delegação de jovens do Recife que desenvolvem um trabalho importante nas comunidades, especialmente, os jovens da periferia. Eles têm um trabalho também de conscientização sobre a situação climática que vivemos. Hoje já não vivemos uma crise climática, e sim uma emergência climática. Eu reconheço a importância do trabalho e me coloco à disposição para que esse programa se consolide e se amplie”, afirmou o senador Humberto Costa.

Para o secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife, Marco Aurélio Filho, o dia simbolizou o impacto da COP30 na vida dos jovens: “Encerrar a COP30 ao lado desses jovens é perceber como essa experiência marcou a trajetória de cada um. Hoje, ao receberem seus certificados na UNAMA e serem acolhidos com tanta atenção pelo senador Humberto Costa na Assembleia, eles mostraram maturidade, preparo e compromisso com a agenda climática. A COP30 abriu horizontes, fortaleceu redes e confirmou que investir nos jovens é investir no futuro que queremos construir”.

ILHA DO COMBU – Na quinta-feira (13), a delegação de jovens visitou a Ilha do Combu, a quarta maior entre as 39 ilhas de Belém. Ela abriga comunidades ribeirinhas e tem sua economia baseada no turismo e no extrativismo. Os participantes do Jovens no Clima conheceram o projeto de captação de água da chuva, “Água para Todos”, que fornece água potável às comunidades locais de forma sustentável. A iniciativa utiliza um sistema de captação, filtragem e desinfecção. O grupo também visitou a Associação de Mulheres Extrativistas do Combu (AME Combu) e o Ygara Artesanal & Turismo.

JOVENS NO CLIMA – O Jovens no Clima é uma iniciativa que mobiliza e forma jovens para atuarem na criação de soluções voltadas aos desafios ambientais e climáticos do Recife. O programa é promovido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, em parceria com a Rede Conhecimento Social e o Delibera Brasil.

A ação foi viabilizada graças ao reconhecimento do Recife como a única capital brasileira e uma das 100 cidades do mundo selecionadas para receber apoio do Fundo de Ação Climática Juvenil, iniciativa da Bloomberg Philanthropies, da United Cities and Local Governments (UCLG) e do Bloomberg Center for Public Innovation. Cada coletivo de jovens contemplado recebeu R$ 20 mil para colocar em prática o seu projeto.

FOTOS: Ytalo Marculino

Diretor-presidente de Suape aposta na competitividade e no potencial do porto

16/11/25

Por Betânia Santana

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Armando Monteiro Bisneto acredita que Complexo Portuário será, em breve, o maior do Norte-Nordeste
O Porto de Suape será o maior do Norte-Nordeste. Vai superar o de Pecém, no Ceará, mesmo contemplado com a Ferrovia Transnordestina. E o da Bahia, maior estado da região.

A aposta é do diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, que ontem reuniu a imprensa para avaliar os sete meses à frente da estatal portuária. Mas, sobretudo, para desenhar o que vislumbra para um futuro com ritmo de presente.

“O Porto de Suape é muito mais competitivo em vários quesitos. A gente tem uma área de expansão com licenciamento prévio infinitamente superior. Tem uma área em que a gente pode atrair várias indústrias  grandes”, atesta. Bisneto também cita que a empresa dispõe de mais água, infraestrutura logística de estradas e calado melhor.

“A gente já tem 90 indústrias no nosso território. Agora, realmente, a gente tem que reconhecer o esforço dos nossos irmãos cearenses, que foram muito hábeis em atrair a ferrovia no momento em que Pernambuco cochilou, infelizmente.”

Mas Bisneto não vê obstáculos irremovíveis. Acredita que o Arco Metropolitano, com previsão de início da construção em breve, vai ampliar a competitividade quando cumprir o papel de melhorar a mobilidade na região. E na retomada da refinaria. “A melhor definição de Suape para 2026 é a de que será um canteiro de obras.”

Quase impossível
A governadora Raquel Lyra convocou deputados da base para almoço no Palácio segunda. Véspera da votação do pedido de empréstimo do Executivo, de R$ 1,7 bilhão, e da PEC que propõe o dobro do valor das emendas para 2026. A gestora pede que a bancada vote contra o aumento. Maioria não quer nem ouvir a proposta.

Resistência democrática
Os 40 anos das eleições diretas, após a ditadura, são celebrados hoje. Dia 3, no Recife, evento vai marcar a data. Idealizador do ato, o deputado Jarbas Filho (MDB) sabe do compromisso de ter como pai o 1º prefeito eleito na retomada do processo democrático. Jarbas Vasconcelos receberá amigos. O presidente estadual do MDB, Raul Henry, não foi convidado.

Rame-rame
Raul Henry foi reconduzido à presidência estadual do MDB. O desembargador Arquibaldo Carneiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, desconsiderou pedido dos diretórios de Paulista e Bodocó para impugnar convenção do partido, em maio.

Nova PF
A delegada Adriana Albuquerque de Vasconcelos é a nova superintendente da Polícia Federal em Pernambuco. Ela, ex-adjunta, substitui o delegado Antônio de Pádua, que vai representar a PF na China.

 

 

Marcha pelo Clima reúne 70 mil e leva força amazônica às ruas de Belém

16/11/25
Agência Brasil
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