07/11/25
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07/11/25
Ascom PMLG
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O Comando Militar do Nordeste (CMNE), com o apoio do 72º Batalhão Caatinga de Petrolina e em parceria com a Prefeitura Municipal de Lagoa Grande, realiza neste sábado, 8, e domingo, 9, atividades da ação cívico-social (ACISO) voltadas à Operação Guararapes 2025. Ainda no sábado, a partir das 16h, haverá a formatura dos mais de 2700 militares participantes das atividades.
A programação cívico-social se concentrará nas imediações do Hospital Municipal José Henrique de Lima, bairro Morada Nova. Já o desfile de formatura acontecerá às 16h, sábado, 8, na Avenida Hélio Ferreira Maia, ao lado do Parque da Uva e do Vinho. Mais de 100 pessoas, entre profissionais de saúde e médicos que atuam nos hospitais do Exército no âmbito de atuação do CMNE, além de profissionais e servidores da Prefeitura Municipal estarão presentes na realização e no apoio às atividades.
A operação aportou na ‘capital da uva e do vinho do Nordeste’ deste 1º de novembro com uma série de treinamentos e adestramentos militares. A atividade contempla treinamentos militares e ações de prestação de serviços à população por meio da Ação Cívico-Social (ACISO), com diversos serviços totalmente gratuitos.
Segundo o Coronel Flávio Moreno, chefe da Comunicação Social do CMNE, a população está convidada a prestigiar o evento e participar desse momento de integração entre o Exército Brasileiro e a comunidade. Durante a ACISO, serão oferecidos atendimentos médicos, odontológicos, vacinação, emissão de documentos e ações educativas, recreação infantil, entre outras iniciativas. “A Operação integra um plano estratégico destinado a elevar a prontidão e a capacidade de dissuasão da Força Terrestre. É um gesto de integração e apoio à comunidade que reforça o compromisso do Exército Brasileiro com o bem-estar da sociedade”, destacou o Coronel Flávio Moreno.
A prefeita de Lagoa Grande, Catharina Garziera, ressaltou a importância do município sediar uma operação dessa dimensão, destacando o impacto positivo para a cidade e o reconhecimento do Exército à região. “É uma honra para Lagoa Grande receber o Comando Militar do Nordeste. Essa operação representa não apenas o fortalecimento das forças armadas, mas também uma grande oportunidade de integração social, com serviços e benefícios diretos à nossa população. Agradecemos ao Exército por escolher Lagoa Grande como sede dessa missão tão significativa”, afirmou a prefeita Catharina Garziera.
SERVIÇO:
Foto/Arte – Santiê Comunicação
07/11/25
Imprensa PCR
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Delegação recifense, a maior do país, vai apresentar seus projetos, participar de painéis, visitas técnicas e atividades culturais na conferência. Nesta quinta, eles receberam os seus kits de viagem na Prefeitura do Recife
O Recife é a cidade do Brasil que enviará a maior delegação de jovens para participar da COP30, em Belém (PA). São 36 pessoas, com idades entre 18 e 29 anos, participantes do programa Jovens no Clima 2025 (edital lançado pela gestão municipal em março), que viajarão no próximo sábado (8) para apresentarem os projetos implementados por eles entre maio e setembro deste ano. O grupo, que viajará com financiamento da Bloomberg Philanthropies, vai protagonizar painéis na Zona Verde, participar de visitas técnicas e atividades culturais.
Nesta quinta-feira (6), a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, realizou um encontro com os jovens no auditório do edifício-sede da PCR. Na ocasião, cada participante conheceu os detalhes da programação que seguirá até o dia 15 de novembro e recebeu um kit viagem formado por mala de bordo; mochila; garrafa térmica; duas camisas de algodão; uma camisa UV; itens de higiene pessoal tais como toalha, sabonete, escova de dentes e creme dental; capa de chuva; e lanche.
“A presença dos participantes do programa Jovens no Clima na COP30 reforça o compromisso da Prefeitura do Recife com o protagonismo juvenil nas pautas ambientais. São jovens da periferia do Recife que tiveram a oportunidade de desenvolver projetos em seus territórios e agora estarão num evento de alcance global. É preciso reconhecer a potência criativa da juventude recifense na construção de soluções sustentáveis para os desafios climáticos e que ações lideradas por jovens podem inspirar transformações reais”, destacou Marco Aurélio Filho, secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife.
A agenda dos recifenses na COP30 será intensa. Na tarde da segunda-feira (11), na Zona Verde, no Pavilhão Governo Federal, o grupo acompanha o painel “Jovens no Clima: as juventudes do Recife no centro do debate e ação climática”, com palestras da Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Macaé Evaristo; do prefeito do Recife, João Campos; da diretora executiva do Delibera Brasil, Marisa Villi; da representante da Comunicação Ambiental, Alice Xucuru; e de dois representantes dos coletivos de jovens beneficiados pelo programa. O mediador será o secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho.
Já na manhã da terça (12), os jovens estarão na COP do Povo, na Casa do Povo, onde apresentarão o painel “Jovens no Clima Recife: da lama do território para o mundo”. No mesmo dia, à tarde, será a vez do Pavilhão do Círculo dos Povos com o painel “Jovens no Clima Recife 2025: A experiência de jovens indígenas da periferia do Recife na gestão de projetos sustentáveis”.
Outro destaque da programação inclui o painel “Território, Educação e Justiça Climática: experiências locais em diálogo global”, no Pavilhão do Pará. A agenda também contempla intercâmbios com a Universidade da Amazônia e visitas a projetos socioambientais, como o PluviAmbiental, na Ilha do Combu, além de momentos culturais na Casa de Cultura Ruth Costa e no Festival Jambu Arena do SESC Pará.
A estudante de oceanografia Alanna Barros, 22 anos, integrante do projeto “Alerta Vermelho”, financiado pelo edital Jovens no Clima, está empolgada para participar da COP30. “Vai ser mágico participar da primeira COP no Brasil. Estou muito ansiosa para vivenciar isso. Agradeço muito à organização, meus olhos estão brilhando com tudo o que está acontecendo” declarou ela, após receber o seu kit viagem.
Ayandson Melo, 24 anos, é um dos responsáveis pelo projeto “Entra a Pulso: território da esperança” e também vai marcar presença em Belém. “A gente realizou formações sistemáticas com os jovens de Entra a Pulso sobre racismo ambiental. Depois do projeto, agora a gente vai pra COP30, é muito importante participar das soluções para as mudanças do clima”, comentou ele.
JOVENS NO CLIMA – O Jovens no Clima é uma realização da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, em parceria com a Rede Conhecimento Social e o Delibera Brasil.
A implementação do programa é fruto do município ter sido a única capital do Brasil e uma das 100 cidades do mundo escolhidas como beneficiárias do Fundo de Ação Climática Juvenil da Bloomberg Philanthropies, da United Cities and Local Governments e do Bloomberg Center for Public Innovation. Cada um dos projetos dos coletivos de jovens selecionados recebeu R$ 20 mil para sua implementação.
07/11/25
Imprensa PE
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A governadora Raquel Lyra também encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto que cria o Fundo Estadual de Segurança Alimentar

A governadora Raquel Lyra (foto) comandou, nesta quinta-feira (6), o evento Pernambuco Sem Fome 2025, no Palácio do Campo das Princesas. O encontro reuniu autoridades, gestores públicos e representantes da sociedade civil para celebrar três importantes medidas para o avanço do combate à fome e à insegurança alimentar: a assinatura de um termo de fomento e parceria com 62 cozinhas solidárias; o lançamento do III Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANESAN/PE); e o envio à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) do projeto de lei que cria o Fundo Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (FESSAN/PE). A vice-governadora Priscila Krause também acompanhou a agenda.
“Hoje, a gente lança o termo de fomento e parceria para 62 cozinhas solidárias em Pernambuco. Já trabalhamos com mais de 20 organizações sociais e lançamos um edital para garantir que o movimento da sociedade civil organizada, com o apoio do Governo de Pernambuco, possa colocar mais comida no prato de quem tem fome no nosso Estado. Além disso, estamos encaminhando para a Assembleia Legislativa o projeto de lei que cria o Fundo Estadual de Segurança Alimentar, permitindo separar a política de combate à fome da política de assistência social, com recursos e financiamentos já previstos no orçamento, além de parcerias com o governo federal e possíveis doações da iniciativa privada. Também agradecemos a parceria com a sociedade civil organizada para o lançamento do terceiro Plano Estadual de Segurança Alimentar de Pernambuco. A cada passo que damos, precisamos nos preparar para superar novos desafios, e é disso que trata o nosso novo plano”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Com um investimento de até R$ 12,9 milhões em 12 meses, o projeto de apoio técnico e financeiro de 62 cozinhas solidárias contribuirá para a distribuição de mais de 139 mil refeições por mês para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os espaços, geridos por organizações da sociedade civil que atuam diretamente nas comunidades, irão oferecer alimento de qualidade.
“O programa Bom Prato já conta com 234 cozinhas comunitárias espalhadas por todo o Estado, já tendo servido mais de 19 milhões de refeições. A partir de hoje, diversas organizações da sociedade civil também passam a firmar contrato com o governo estadual e vão receber 3 milhões de reais por ano para ofertar, juntas, uma média de 1,6 milhão de refeições anuais. Essa iniciativa fortalece a atuação desses grupos, ampliando o alcance às pessoas mais vulneráveis”, disse o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Carlos Braga.
Rafael Araújo, representante da ONG Samaritanos, uma das 62 organizações beneficiadas, celebrou o avanço na política pública de enfrentamento à fome em Pernambuco. O grupo atua há 10 anos, e conta com 300 voluntários. “Hoje, atendemos 530 pessoas, no Recife, em todas as RPAs, todas as semanas. Através desse apoio do Governo de Pernambuco, vamos quase dobrar essa quantidade de refeições e também melhorar nosso cardápio”, ressaltou.
PLANESAN – Também foi lançado o III Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANESAN/PE), um documento estratégico que orienta ações intersetoriais entre diferentes áreas, definindo diretrizes, programas, objetivos, metas e ações destinadas à garantia da segurança alimentar e nutricional, combate a fome e a má nutrição, estruturando políticas públicas efetivas. O plano foi desenvolvido pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional de Pernambuco (CAISAN/PE), junto com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA/PE), reforçando o compromisso de proteger o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas (DHANA).
“Aqui em Pernambuco, foram quase 1 milhão de domicílios deixando a situação de fome. Parabenizamos e agradecemos todas as ações da gestão estadual, que tem atuado com políticas inovadoras para fortalecer o combate à insegurança alimentar, como as cozinhas comunitárias e, agora, o lançamento do FESSAN”, pontuou a secretária extraordinária de Combate à Fome e à Pobreza do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Valéria Burity.
FESSAN – O evento marcou, ainda, a apresentação do projeto de lei que cria o Fundo Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, ligado à Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS). Esse fundo será um suporte financeiro contínuo para que programas como o Bom Prato e outras ações de combate à fome possam chegar de forma constante e ampliada a quem precisa.
A deputada estadual Rosa Amorim ressaltou o trabalho que vem sendo feito pela gestão estadual para combater a fome e garantir uma alimentação de qualidade para quem mais precisa. “Quero parabenizar o Governo do Estado, porque não é só discurso. É também orçamento e compromisso real para tirar do papel programas que fazem diferença”, declarou.
Acompanharam a agenda os secretário executivos Felipe Medeiros (Combate à Fome) e Yuri Ribeiro (Políticas Sobre Drogas), além do Promotor de Justiça Westei Conde, que coordena o Núcleo de Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas (DHANA) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e o vereador do Recife, Davi Muniz. Também estiveram presentes o secretário de Governo de Igarassu, César Ramos, representando a prefeitura municipal, o presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar, Gilmar Camará, e o diretor de Infraestrutura Hídrica do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Mychel Ferraz.
Fotos: Janaína Pepeu/Secom
07/11/25
Por Milena Galvão
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Ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel foram realizadas em Exu e Parnamirim

Ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel foram realizadas nos estados de Pernambuco, Ceará e Piauí (Divulgação)
Catorze trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados nas cidades de Exu e Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, em ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, durante inspeções realizadas entre os dias 26 de outubro e 5 de novembro.
Também foram registrados cinco resgates em Caldeirão Grande do Piauí (PI) e um em Juazeiro do Norte (CE). Além disso, o GEFM encontrou um adolescente de 15 anos atuando na quebra de pedras em Exu.
Ao todo, os auditores-fiscais inspecionaram oito frentes de trabalho ligadas à cadeia de extração e beneficiamento de pedras de paralelepípedo, além de uma obra pública que utilizava o material produzido nas pedreiras. Em seis locais, foram constatadas condições degradantes de trabalho, ausência completa de direitos trabalhistas e graves riscos à saúde e à vida dos trabalhadores.
Condições precárias e riscos graves
Segundo o relatório do GEFM, os trabalhadores viviam em barracos de lona e madeira, erguidos sobre o chão batido, sem banheiros, água potável ou chuveiros. Dormiam em redes ou colchões velhos e preparavam as refeições em fogões improvisados, consumindo os alimentos sentados no chão. Em uma das pedreiras, porcos circulavam livremente e se alimentavam de restos de comida dentro das vasilhas usadas pelos quebradores de pedra.
A água utilizada era armazenada em tambores reaproveitados e contaminados por insetos, folhas e terra. Além disso, as necessidades fisiológicas eram feitas ao ar livre, e o banho era tomado com baldes e canecas.
Nas frentes de corte das pedras, os fiscais encontraram o uso de ferramentas rudimentares e explosivos artesanais, feitos com pólvora negra, salitre e carvão, acionados por fios ligados a baterias de automóveis — prática considerada altamente perigosa por representar risco de mutilação e morte.
Nenhum trabalhador possuía equipamentos de proteção individual, exames médicos ou vínculo formal de emprego.
Obra pública envolvida
A operação também alcançou uma obra de pavimentação pública, onde parte das pedras das pedreiras era utilizada. No local, três trabalhadores foram encontrados em uma casa precária, sem banheiro, água encanada ou local adequado para refeições e armazenamento de ferramentas. Assim como nas pedreiras, nenhum tinha registro em carteira.
As investigações apontaram que parte significativa da produção das pedreiras abastecia obras contratadas por prefeituras de Pernambuco, revelando falta de controle e fiscalização sobre a origem dos insumos utilizados em contratos públicos.
Medidas adotadas
Diante das irregularidades, o GEFM resgatou os 20 trabalhadores e afastou o adolescente de 15 anos das atividades, garantindo acesso a três parcelas do seguro-desemprego especial e encaminhamento à rede de assistência social dos municípios.
No total, 43 trabalhadores foram alcançados pela operação — todos sem registro em carteira de trabalho. Os empregadores foram notificados a regularizar vínculos, pagar verbas rescisórias e recolher encargos trabalhistas e previdenciários. Até o momento, R$ 80 mil em verbas trabalhistas já foram pagos.
A Defensoria Pública da União (DPU) firmou Termos de Ajuste de Conduta (TACs) para garantir indenizações por danos morais individuais aos trabalhadores resgatados.
As ações contaram com o apoio da Polícia Federal (PF) e a coordenação da auditora-fiscal do trabalho Gislene Stacholski, que destacou a gravidade das situações encontradas. “O que se constatou nessas pedreiras e na obra representa a face mais dura da exploração humana”, afirmou a coordenadora.