Banco Master: PF diz que fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões

19/11/25

http://blogfolhadosertao.com.br   – agência Brasil

Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da Polícia Federal Foto: ANDRESSA ANHOLETE/AGÊNCIA SENADO

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, estima que as fraudes contra o sistema financeiro investigadas na Operação Compliance Zero podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. Rodrigues depôs à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o crime organizado e comentou a operação deflagrada pela PF, nesta terça-feira (18).

– Estamos fazendo uma operação importante, de forma conjunta com Banco Central e Coaf, para [investigar] um crime contra o sistema financeiro que leva à monta de cerca de R$ 12 bilhões – falou.

Entre os investigados está o dono do Banco Master, Daniel Vacaro, detido no Aeroporto de Guarulhos. Também são investigados o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria do banco, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Ambos foram afastados dos cargos que ocupam no BRB.Aos senadores, Rodrigues antecipou que já nas primeiras ações da manhã desta terça, foram apreendidos R$ 1,6 milhão, em espécie, na residência de um único investigado.

Ele também confirmou que a operação resultou em “várias prisões”.

A Operação Compliance Zero é fruto de investigações que a PF iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituições são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Essas mesmas instituições negociavam essas carteiras de crédito com outros bancos.

Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam esses créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

BANCO CENTRAL
Diante da situação, o Banco Central oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários.

O documento coloca como liquidante extrajudicial, com “amplos poderes de administração e representação da sociedade”, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas; e, como responsável técnico, Eduardo Felix Bianchini.

CONTEXTO
O Master tornou-se conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores às taxas médias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.

Operações do banco com precatórios (títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva) também aumentaram as dúvidas sobre a situação financeira do Master, que ao emitir títulos em dólares, não conseguiu captar recursos.

Nesta segunda-feira (17), o grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, anunciou que compraria o Master.

 

Presidente e vice da Câmara de Ipojuca são presos em saída de supermercado, no Recife

19/11/25  – Diario de Peernamauco

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Dupla foi detida em supermercado de Boa Viagem. Presidente da Câmara já era alvo de investigação

Flávio do Cartório (PSD), presidente da Câmara dos Vereadores de Ipojuca/Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Ipojuca

Flávio do Cartório (PSD), presidente da Câmara dos Vereadores de Ipojuca (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Ipojuca)

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, na tarde desta terça-feira (18), os vereadores Flávio do Cartório e Professor Eduardo, ambos do PSD e integrantes da mesa diretora da Câmara de Ipojuca, no Grande Recife. Os parlamentares foram detidos em um supermercado de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

As autoridades, no entanto, ainda não revelaram detalhes sobre a investigação que envolve os dois vereadores. Na abordagem, eles estariam com uma grande quantia em dinheiro.

Os dois foram conduzidos até a Central de Plantões da Capital, em Campo Grande, na Zona Norte do Recife, onde prestaram depoimento.

Em nota, o PSD estadual afirmou que acompanha o caso e aguarda o desfecho das apurações para definir as medidas que deverão ser tomadas.

Confira a nota abaixo:

“O PSD de Pernambuco informa que vai acompanhar as investigações referentes à prisão do presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório, e do seu vice, Professor Eduardo, ambos filiados ao partido. Assim que o processo legal for concluído, adotaremos as medidas cabíveis.”

Diario de Pernambuco tentou entrar em contato com a Polícia Civil e com a assessoria do vereador Flávio do Cartório, mas não obteve retorno.

Operação Alvitre

Em outubro, a Polícia Civil desencadeou a Operação Alvitre, voltada a desarticular um grupo criminoso acusado de atuar em municípios da Região Metropolitana do Recife, além de áreas da Zona da Mata e do Agreste.

A organização é suspeita de praticar corrupção passiva, peculato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A apuração, iniciada ainda em outubro de 2024, concentra-se nas cidades de Ipojuca, Caruaru, Bezerros, Catende, São José da Coroa Grande e Barreiros.

A operação é fruto de um trabalho integrado entre a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco, com apoio da Diretoria de Inteligência da corporação

Quilombolas defendem financiamento direto e apoiam manifesto afrodescendente na COP30

19/11/25  –

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Movimento quilombola reforça autonomia territorial e reconhecimento político na agenda climática
Representantes do movimento quilombola no painel da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), no dia 16 de novembro de 2025.
Representantes do movimento quilombola no painel da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), no dia 16 de novembro de 2025.

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Rurais Quilombolas (Conaq) concluiu a primeira semana da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) com o painel “Fundos comunitários e o acesso ao financiamento direto: como contribuem para a implementação dos planos de gestão territorial”, realizado no domingo (16).

A entidade destacou a urgência de destinar recursos financeiros diretamente às comunidades quilombolas, que protegem os territórios e sustentam a biodiversidade. Segundo a organização, esses recursos permitem que soluções como os fundos comunitários sejam efetivamente implementadas.

A mesa contou com a participação de Jhonny Martins, diretor administrativo e coordenador nacional da Conaq, que integrou o debate ao lado de Toya Manchineri da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Rose Apurinã do Podáali  – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira e Fany Kuiru da  Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA).

Para Martins, o fortalecimento dos fundos comunitários é indispensável para a autonomia territorial, preservação das florestas e a implementação de planos de gestão construídos a partir dos saberes tradicionais. “Financiamento direto é futuro, é proteção, é justiça climática”, afirmou no seu discurso.

Ao longo do dia, comunicadores quilombolas também produziram um vídeo-manifesto em apoio à carta pública divulgada pela Coalizão Internacional de Territórios e Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe (CITAFRO), lançada durante o evento.

O documento denuncia o racismo ambiental, a pilhagem de territórios por indústrias extrativistas e as violações de direitos que atravessam toda a região. A carta também exige que a ONU reconheça oficialmente os povos afrodescendentes como atores políticos e ambientais na COP30.

“A CITAFRO apoia a proposta de uma declaração na COP30 que reconheça a participação ativa de milhões de descendentes da diáspora africana. A conservação do planeta é um compromisso coletivo, mas não haverá justiça climática sem justiça racial”, aponta a carta.

O que é a COP?

A COP, ou Conferência das Partes, é um órgão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), composta por 197 países. A entidade é o principal espaço deliberativo da ONU para a execução de medidas assumidas pelos países para reverter a crise climática.

O encontro acontece desde 1995 e teve sua primeira edição em Berlim, na Alemanha. Neste ano, a COP chega à sua 30a edição e acontece pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA).

 

PL Antifacção: Câmara aprova projeto por 370 votos a 110

19/11/25 – Conteúdo Estadão

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Plenário analisa agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto

Guilherme Derrite apresentou seu texto em Plenário/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Guilherme Derrite apresentou seu texto em Plenário (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 18, o projeto antifacção, de autoria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposição foi alvo de disputa entre o Palácio do Planalto e a oposição, especialmente após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolher Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança Pública de São Paulo temporariamente licenciado, como relator. Foram 370 votos pela aprovação, 110 votos contrários e três abstenções.

O relator apresentou seis versões do texto ao longo de duas semanas – a última protocolada pouco antes do início da discussão em plenário. As mudanças atenderam aos pedidos do governo Lula. Mesmo assim, petistas continuaram críticos e tentaram adiar a votação, mas foram derrotados. A proposição agora vai ao Senado.

O texto final aprovado endurece penas e cria tipos penais para crimes cometidos por integrantes de facções.

Essa proposta passou por extensa negociação entre lideranças partidárias nesta terça depois de um adiamento da votação na semana passada.

Tanto governo como Derrite, de oposição, disseram que faltou diálogo entre as partes. Derrite disse que “não foi procurado em nenhum momento”.

Já Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, disse no plenário que o relator recusou conversar com os ministros Ricardo Lewandowski, da Justiça, e Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, para negociar. “Faltou diálogo, vontade de se sentar na mesa de negociação”, afirmou.

Lindbergh criticou a escolha de Motta por Derrite como relator. “Ao escolher o relator Derrite claramente trouxe uma conotação de disputa partidária”, disse.

Oposicionistas em especial ainda tentaram emplacar no projeto a equiparação de facções ao crime de terrorismo. Dois governadores – Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Cláudio Castro (PL) do Rio – estiveram na Câmara nesta terça-feira para exercer pressão.

Derrite incluiu o tema na primeira versão do seu relatório, mas logo recuou após intensa ofensiva do governo.

Motta disse que essa inclusão “não faz parte do escopo do texto” e impediu a votação para a inclusão do tópico na proposta.

Integrantes do Centrão trabalharam para que esse trecho não entrasse no texto. O relator na Câmara também já conversou com o relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), para garantir que o texto avance na outra Casa legislativa. Pessoas a par do diálogo dizem que houve sinal positivo.

Na quinta versão, protocolada na tarde desta terça, Derrite cedeu em duas das principais críticas apontadas pelo governo: o destino dos bens apreendidos pela Polícia Federal e outras medidas que afetariam a Receita Federal.

Derrite criou o conceito de organização criminosa ultraviolenta, também chamada de facção criminosa, o “agrupamento, de três ou mais pessoas, que emprega violência, grave ameaça ou coação para impor controle territorial ou social, intimidar populações ou autoridades, atacar serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais, ou que pratica, ainda que ocasionalmente, quaisquer atos destinados à execução dos crimes tipificados nesta lei”.

O relatório prevê a existência do crime de domínio social estruturado. Essa infração reúne condutas graves cometidas por facções, como o uso de violência para impor domínio territorial, ataques a forças de segurança ou sabotagem de serviços públicos.

A pena para esse crime é de 20 a 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento de pena pela metade ou em até dois terços, entre outros casos, caso esse crime tive sido cometido por uma liderança se houver conexão transnacional, se tiver o fim de obter vantagem econômica com a extração ilegal de recursos minerais ou a exploração econômica não autorizada ou se houver violência contra autoridades ou pessoas vulneráveis.

O projeto também endurece penas cometidas por integrantes de organização criminosa, grupo paramilitar ou milícia privada. São os casos de:

Ameaça qualificada – pena prisão de um a três anos;

Lesão corporal seguida de morte – pena de prisão de 20 a 40 anos;

Lesão corporal – aumento da prisão (três meses a um ano) em 2/3 da pena;

Sequestro ou cárcere privado – pena de prisão de 12 a 20 anos;

Furto – pena de prisão de quatro a dez anos e multa;

Roubo – aumento da pena para esse crime (quatro a dez anos) em três vezes;

Latrocínio – pena de prisão de 20 a 40 anos, e multa;

Extorsão – aumento da pena para esse crime (quatro a dez anos) em três vezes;

Extorsão mediante sequestro – aumento da pena para esse crime (8 a 15 anos) em dois terços;

Receptação – aumento da pena para esse crime (um a quatro anos, e multa) em dois terços;

Tráfico de drogas – aumento da pena (5 a 15 e multa, no caso de tráfico, e dois a seis anos, também com multa, na situação de colaboração em grupo) no dobro; e

Posse e porte irregular de arma de fogo de uso permitido ou restrito – aumento da pena em 2/3 (nesses três crimes as penas variam entre o mínimo de um ano e o máximo de seis anos de prisão), se praticado em concurso ou ligado ao tráfico de drogas.

O relator colocou no texto um trecho que permite que a Receita Federal, o Banco Central e outros órgãos fiscalizadores possam continuar executando suas medidas de perdimento imediato de bens. Além disso, o juiz poderá decretar o perdimento extraordinário de bens, independentemente de condenação penal.

No relatório protocolado na Câmara, na semana passada, Derrite dizia que a alienação de bens do crime organizado só poderia ser feita após o trânsito em julgado de decisão judicial. Além disso trechos do texto retirariam da Receita a capacidade de apreender mercadorias e de declarar o perdimento de contrabandos.

Como mostrou o Estadão, delegados, auditores e empresários do setor de combustível apontavam no relatório de Derrite ataque à Receita Federal, inviabilizando o combate ao contrabando, a Operação Carbono Oculto e até ações como a das joias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nessa nova versão, Derrite também alterou a lei sobre o crime de lavagem e ocultação de bens e incluiu um trecho que o preso em flagrante ou “por força de mandado de prisão provisória” fará a audiência de custódia por videoconferência.

Se na versão apresentada na semana passada os bens apreendidos iriam para Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol), agora o destino passará a ser o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Governistas eram críticos ao destino que estava no relatório anterior – o relator afirma que tinha feito essa inclusão a pedido de membros da PF.

“Em um primeiro momento, optou-se, após pedido de representantes da Polícia Federal”, disse Derrite. “Contudo, tendo em vista a manifestação midiática do Governo Federal de que isso poderá prejudicar as contas públicas e outros investimentos, em simetria ao que é feito com os estados, previu-se o encaminhamento do quinhão cabível à Polícia Federal ao Fundo Nacional de Segurança Pública.”

Na sexta versão, Derrite propôs mais uma hipótese para aumentar a pena de eventuais réus: quando o “crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica com a extração ilegal de recursos minerais ou a exploração econômica não autorizada”.

Ele também detalhou o regramento sobre as audiências de custódia via videoconferência, prevendo, por exemplo, que todos os estabelecimentos prisionais terão salas próprias, “com disponibilização de mecanismos de videoconferência estáveis”.

O relator ainda fez um ajuste na redação sobre o perdimento extraordinário de bens. Agora, a previsão é de que a medida seja aplicada quando “restar clara a origem ilícita do bem, independente de condenação penal”, nem necessidade de haver risco de dissipação de patrimônio.

Encontro das Vilas Produtivas Rurais do PISF acontece em Salgueiro 

19/11/25  –   http://blogfolhadosertao.com.br

 

O Núcleo de Gestão de Projetos Sociais (NGPS) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), promoverá nos dias 28 e 29 de novembro o Encontro das Vilas Produtivas Rurais do PISF – “A Importância da Produção e da Identidade Socioprodutiva no Acesso aos Mercados da Agricultura Familiar”. A programação será realizada no auditório do Hotel Imperador, em Salgueiro (PE), com início às 14h. A atividade integra as ações de encerramento dos trabalhos para o ano de 2025, junto às Vilas Produtivas do Pisf, e reunirá representantes dos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

O encontro contará com palestras e oficinas voltadas ao fortalecimento da produção nas áreas irrigadas, ao reconhecimento da identidade socioprodutiva das Vilas e à criação de marcas como estratégias de acesso aos mercados da Agricultura Familiar. O objetivo é promover trocas de experiências, estimular o protagonismo comunitário e fomentar caminhos para a geração de renda para as famílias.

A escolha de Salgueiro (PE) para sediar o evento se deu pelo fato da localização do município ser estratégica para recebimento dos agricultores dos três Estados de atuação do projeto acompanhado pelo NGPS (Pernambuco, Ceará e Paraíba), sendo um local central para reunir as comunidades e ampliar o diálogo regional.

“Este encontro representará um momento de troca, construção coletiva e reconhecimento do potencial socioprodutivo de cada Vila Produtiva. Nosso compromisso é fortalecer a produção e as iniciativas locais, ampliar o acesso aos mercados e consolidar práticas que garantam autonomia e desenvolvimento para as famílias que fazem parte do PISF”, destacou o professor Leonardo Sousa Cavalcanti, coordenador técnico do NGPS/Univasf.

Ascom Univasf

Raquel Lyra reforça compromisso de Pernambuco com a retomada da Transnordestina e destaca o impacto da ferrovia para o desenvolvimento do Estado

19/11/25

Imprensa PE

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A ferrovia foi tema de debate durante a última etapa do Seminário Conexões Transnordestina, que aconteceu no Porto de Suape

Governadora Raquel Lyra reforça compromisso de Pernambuco com a retomada da  Transnordestina e destaca o impacto da ferrovia para o desenvolvimento do  Estado – Blog do Didi Galvão

“A Transnordestina é de grande importância para que possamos garantir a competitividade para Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra, nesta terça-feira (18), durante o encerramento da série de seminários Conexões Transnordestina, no auditório do Porto de Suape. A chefe do Executivo estadual reforçou o compromisso do Governo de Pernambuco em colaborar para a retomada da obra, que teve edital lançado no final de outubro, ressaltando que “não dá para esquecer a ferrovia quando se tem um país com dimensões continentais”. Para a gestora, setor produtivo e sociedade presentes no evento, a Transnordestina é fundamental para garantir o desenvolvimento econômico do Estado, com ampliação de exportação e melhoria no escoamento das produções.

“Tivemos um avanço importante quando conseguimos recolocar o trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina. Temos a expectativa que essa obra possa ser retomada e, ao longo desse tempo, os outros trechos possam ser licitados a partir da remodelagem do projeto que está sendo adaptado pela Infra S.A com o acompanhamento permanente do Governo de Pernambuco. Essa é uma obra federal, mas é estratégica para o desenvolvimento de Pernambuco, além de ser estratégica como uma infraestrutura logística do Nordeste brasileiro”, ressaltou a governadora Raquel Lyra. O edital dos primeiros 73 quilômetros foi lançado pelo presidente Lula e o ministro dos Transportes, Renan Filho.

O lançamento do edital da ferrovia marcou a retomada do projeto, que tem como objetivo, neste primeiro momento, construir 73 quilômetros, entre Custódia e Arcoverde, no trecho Salgueiro-Suape. O trecho conta com um orçamento estimado em R$ 415 milhões, bancados com recursos federais, e será executado pela Infra S.A, empresa pública federal, que teve seu diretor de Empreendimentos, André Luís Ludolfo, presente no evento em Suape.

O seminário Conexões Transnordestina, realizado pelo Movimento Econômico, foi iniciado em julho e passou por Salgueiro, Araripina, Petrolina, Belo Jardim e Caruaru, mostrando o impacto que a ferrovia trará a cada uma das cidades e suas respectivas regiões. Durante o evento em Suape, a governadora Raquel Lyra recebeu do presidente da Agência de Desenvolvimento Social do Araripe, Daniel Torres, uma carta de intenções, que reuniu propostas e perspectivas sobre o papel da ferrovia discutidas durantes os seminários. O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou a importância do diálogo para o avanço das obras da ferrovia. “Com esse diálogo, será possível que o Porto de Suape se torne um grande e importante centro de escoamento da produção de Pernambuco e de todo o País”, afirmou Francisco Alexandre.

Anfitriã do seminário, a CEO do Movimento Econômico, Patrícia Raposo, comentou que o evento percorreu o Agreste e Sertão pernambucanos. “Chegamos agora em Suape, que é o ponto final da ferrovia, colhendo informações, sugestões, ouvindo a sociedade civil, entendendo a realidade local de cada cidade que vai ser impactada por essa grande obra, para que ajustes possam ser feitos”, explicou. Presente no seminário, o prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, destacou os debates realizados sobre a Transnordestina. “Iniciamos essa discussão na cidade de Salgueiro, que é o ponto de interseção da Transnordestina. Pernambuco não pode mais perder oportunidades, essa tem sido a tônica”, comentou o gestor municipal.

Em Pernambuco, 179 quilômetros da rodovia estão concluídos, o que representa 38% da obra no Estado. Representando a Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Joãozinho Tenório destacou a capacidade do Governo de Pernambuco em dialogar em busca de investimentos. “Estamos conseguindo retomar obras importantes para o nosso Estado, para que possamos alavancar nossa economia, gerar emprego e renda”, comentou o parlamentar.

Acompanharam a agenda o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti; o presidente do Complexo Industrial Portuário de Pernambuco, Armando Monteiro Bisneto; o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro; assim como o prefeito de Agrestina, Josué Mendes.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom