A Prefeitura de Arcoverde e a Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde – Arcotrans deram início à implantação de Pontos de Apoio Escolar no município. A ação, que começou pela Agrovila, localizada nas proximidades do Clube Campestre de Arcoverde – Campear, visa atender com uma inovadora parada de ônibus tanto estudantes que muitas vezes aguardavam o transporte na beira da pista, como também pessoas que utilizam TFDs, possibilitando que agora a referida comunidade conte com uma estrutura física adequada, tendo a devida proteção contra a chuva e o sol.
“Esta foi uma solicitação do Prefeito Wellington Maciel, sendo colocada em prática pela Prefeitura de Arcoverde e a Arcotrans, beneficiando toda a região da Agrovila e que também será efetivada nas Caraíbas, assim como no Loteamento Rocha, na Vila do Presídio, nas proximidades da UPE e no Jardim da Serra. O gestor municipal fez o levantamento e nos solicitou. Então, já estamos organizando no nosso organograma para iniciar as obras e instalações dos demais Pontos de Apoio Escolar e assim, fazer com que todas essas comunidades tenham mais segurança e estejam livres do sol quente, da chuva, gerando segurança para todos”, informou o diretor-presidente da Arcotrans, João Almeida Parra (João do Skate).
Depois dos novos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral, políticos reagiram às declarações do titular do Palácio do Planalto. O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) , afirmou que o Legislativo tem a “obrigação “ de defender o resultado do pleito e que questões superadas “não admitem mais discussão”.Bolsonaro usou a reunião com embaixadores na tarde desta segunda-feira para, sem provas, fazer ataques às urnas eletrônicas e colocar em dúvida o resultado das eleições. Em seu discurso, o presidente voltou a fazer acusações infundadas e a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).— Quando se fala em eleições, vem à nossa cabeça transparência. E o senhor Barroso (Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE) , também como senhor Edson Fachin (presidente do TSE), começaram a andar pelo mundo me criticando, como se eu estivesse preparando um golpe. É exatamente o contrário o que está acontecendo — afirmou Bolsonaro.
“Uma democracia forte se faz com respeito ao contraditório e à divergência, independentemente do tema. Mas há obviedades e questões superadas, inclusive já assimiladas pela sociedade brasileira, que não mais admitem discussão”, afirmou Pacheco nas redes sociais.
Segundo ele, “a segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida. Não há justa causa e razão para isso. Esses questionamentos são ruins para o Brasil sob todos os aspectos”.
Ainda em sua manifestação, o senador diz que “o Congresso Nacional, cuja composição foi eleita pelo atual e moderno sistema eleitoral, tem obrigação de afirmar à população que as urnas eletrônicas darão ao país o resultado fiel da vontade do povo, seja qual for”.
A pré-candidata pelo MDB, Simone Tebet, acusou Bolsonaro de envergonhar o país perante a comunidade internacional.
“O Brasil passa vergonha diante do mundo. O presidente convocou embaixadores e utilizou de meios oficiais e públicos para desacreditar mais uma vez o sistema eleitoral brasileiro. Reforço minha confiança na Justiça Eleitoral e no sistema de votação por urnas eletrônicas”, escreveu a senadora.
Já Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT, disse que a fala de Bolsonaro foi “horrendo espetáculo” e que Bolsonaro “não pode ser mais presidente de uma das maiores democracia do mundo ou o Brasil não pode mais se dizer integrante do grupo de países democráticos”.
“Nunca, em toda história moderna, o presidente de um importante país democrático convocou o corpo diplomático para proferir ameaças contra a democracia e desfilar mentiras tentando atingir o Poder Judiciário e o sistema eleitoral”.
Ciro diz ainda que Bolsonaro “cometeu vários crimes de responsabilidade” e que é preciso “retirá-lo do cargo”.
“Sei que se trata de uma tarefa delicada porque temos uma figura como Arthur Lira na presidência da Câmara, a quem caberia dar andamento a um pedido de impeachment. Não há mais paciência política nem armadura institucional capazes de suportar tamanho abuso. Muito menos complacência de se interpretar organização clara e deliberada de golpe como arroubos retóricos ou desatinos de um presidente desqualificado”.
O senador Humberto Costa (PE), do PT, também se manifestou:
“Bolsonaro joga contra o Brasil. Ao convocar embaixadores de vários países para uma exposição recheada de mentiras contra o sistema eleitoral brasileiro, ele destrói a democracia do nosso país para o mundo. Esse genocida golpista não é e nunca será um patriota”.
A procuradora da República Monique Cheker entrou nesta segunda-feira, 18, com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o presidente da República de calúnia. Em entrevista à TV Jovem Pan, em janeiro, Jair Bolsonaro (PL) disse que Cheker tentou forjar provas contra ele. “Por coincidência, em 2012, essa senhora tentou forjar provas contra mim, numa acusação mentirosa de crime ambiental. Eu fui acusado de praticar pesca num dia e hora duas horas de diferença, entre o auto de infração e meu dedo no painel aqui em Brasília. E mesmo assim, a senhora Monique Cheker tentou levar avante contra mim, quase tudo pega, levando essa proposta fraudando provas”, afirmou o presidente na emissora.
Na ação, a procuradora confirma a investigação de crime ambiental, mas rechaça a acusação do presidente. “As pessoas que tiveram contato com o conteúdo, acompanhando ao vivo a entrevista ou acessando o link disponível até hoje na referida rede social, indubitavelmente ficam com a impressão de que a acusação formulada pelo MPF teria sido urdida, montada ou “fabricada” com base em elementos de prova inexistentes ou fraudulentos, destinados a prejudicar o então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República.”
A procuradora pede a condenação de Bolsonaro por danos morais, com pagamento de indenização (o valor não foi solicitado), e a perda do mandato eletivo do presidente da República.
Filiado ao PL de Anderson Ferreira, o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Keko do Armazém (foto), declarou voto em Danilo Cabral para governador, nesta segunda-feira (18).
O socialista reuniu-se com o gestor e com os pré-candidatos que ele apoia na cidade: Lula da Fonte (federal) e Jeferson Timóteo (estadual).
Keko elogiou o trabalho de Danilo em prol dos pernambucanos. “Eu, que acredito na política como forma de transformar a vida das pessoas, estou com Danilo. Quando ele passou pela Secretaria de Educação, ele fez um trabalho importante, que mudou a vida dos pernambucanos”, destacou.
Danilo comemorou o apoio de peso vindo de uma das maiores cidades do estado. “Muito feliz com essa declaração de apoio. Prefeito Keko, saiba que você terá um governador amigo no Palácio do Campo das Princesas. Vamos fazer muitas parcerias para assegurar esse reencontro do Cabo e de Pernambuco com o Brasil”, pontuou
Extensionista do IPA recebe 2º Prêmio Inovação Aquícola com
destaque na carcinocultura marinha interiorizada
O extensionista e engenheiro de pesca do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Gilvan Pais de Lira Júnior, (foto) classificou-se em 2o lugar, na 2ª edição do “Prêmio Inovação Aquícola da AquiShow Brasil 2022″. O trabalho intitulado “ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS PARA VIABILIZAR A CARCINOCULTURA FAMILIAR EM PERNAMBUCO” concorreu com outros 75 cases de instituições de pesquisa e desenvolvimento renomadas no País. Eles passaram por uma rigorosa avaliação de um grupo de notáveis, composto por 24 especialistas entre professores, pesquisadores, empresários e profissionais do mercado de aquicultura, que se basearam no Manual de Oslo de Inovação, publicado no Brasil pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). A comissão julgadora indicou três finalistas de cada uma das quatro categorias, que seguiram para a segunda fase, onde passaram por uma ampla votação popular, que totalizou 2.217 votos no site oficial do prêmio, ranqueando assim, os cases em 1º, 2º ou 3º lugar.
Na 1ª edição desse prêmio em 2019, Gilvan Lira, havia vencido, na mesma modalidade ‘Políticas Institucionais’, se classificando em 1º lugar com um trabalho, que antecede à este, “INTRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA CRIAÇÃO DO CAMARÃO MARINHO, LITOPENAEUS VANNAMEI, REALIZADA POR AGRICULTORES FAMILIARES DO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO”. De acordo com o extensionista, essa premiação é o reconhecimento pelo esforço e dedicação empreendida em desenvolver a carcinocultura marinha no Semiárido de Pernambuco desde 2012.
No início, os primeiros passos foram dados, visando o aproveitamento do rejeitado de águas dessalinizadas para o cultivo do camarão marinho, posteriormente, experimentou-se águas salobra com menores teores de sais, captada diretamente nos poços, até conseguirmos utilizar fontes de água doce, onde a salinidade era próxima à zero. O objetivo era gerar alimento, renda e emprego para as famílias de agricultores de base familiar, que sofrem nas regiões de estiagem prolongada”, destaca o engenheiro do IPA, Gilvan Lira.
O trabalho com camarão marinho em águas interiores foi iniciado, quando houve a necessidade de otimizar o rendimento financeiro do Sistema Produtivo do Programa Água Doce-PAD, implantado na Agrovila 8 do DNOCS, no município de Ibimirim, Sertão pernambucano. Desde então, houve, também, um grande interesse de outros agricultores familiares pela tecnologia desenvolvida, sendo que esbarrava na dificuldade do alto custo de implantação do Sistema PAD. Então, numa segunda fase dos trabalhos, procurou-se adaptar o cultivo do camarão marinho a alternativas mais acessíveis ao poder aquisitivo dos agricultores de baixa renda.
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Decisão do ministro Alexandre de Moraes, que comanda o TSE neste recesso, determinou neste fim de semana que 16 perfis de políticos bolsonaristas e apoiadores de Jair Bolsonaro retirem das redes sociais.
A decisão liminar (provisória) foi dada em ação movida pelo PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Eis a íntegra da decisão (583 KB). As publicações foram feitas ou compartilhadas por perfis de bolsonaristas, como o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os deputados federais Otoni de Paula (MDB-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP), além do site Jornal da Cidade Online.
A multa em caso de descumprimento é de R$ 10.000 por dia. O ministro também determinou que os citados na ação deixem de fazer novas postagens ou compartilhamentos sobre os conteúdos questionados. no processo. A multa diária neste caso é de R$ 15.000, se houver descumprimento.
“Há nítida percepção de que as mentiras divulgadas objetivam, de maneira fraudulenta, persuadir o eleitorado a acreditar que um dos pré-candidatos e seu partido, além de terem participaram [sic] da morte do ex-prefeito Celso Daniel, possuem ligação com o crime organizado, com o fascismo e com o nazismo, tendo, ainda igualado a população mais desafortunada ao papel higiênico”, escreveu Moraes.
“O sensacionalismo e a insensata disseminação de conteúdo inverídico com tamanha magnitude pode vir a comprometer a lisur a do processo eleitoral, ferindo valores, princípios e garantias constitucionalmente asseguradas, notadamente a liberdade do voto e o exercício da cidadania”.
A decisão atinge conteúdos publicados pelos seguintes perfis e canais nas redes sociais:
canal de YouTube “Dr. News”;
Jornal da Cidade (revista “A Verdade”);
Max Guilherme Machado de Moura, ex-assessor de Bolsonaro e pré-candidato a deputado (Twitter);
senador Flávio Bolsonaro (Instagram);
deputada Carla Zambelli (TikTok);
Jornal Minas Acontece (Facebook);
Cláudio Gomes de Carvalho (TikTok);
deputado Hélio Lopes (Twitter);
canal do YouTube “Políticabrasil24”; usuário “Titio 2021” (Gettr); perfil “Zaquebrasil” (Gettr); e Gilney Gonçalves (Kwai).
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Secretaria Especial de Comunicação do governo de Jair Bolsonaro (PL) passou por cima de uma investigação do TCU (Tribunal de Contas da União) e fechou contrato de R$ 450 milhões em licitação que estava sob apuração da corte por suspeita de favorecimento à empresa vencedora.
O ministro Weder de Oliveira, relator do caso no TCU, havia pedido a suspensão da licitação em que a Calia/Y2 Propaganda e Marketing teve as melhores notas para realizar serviços de publicidade sobre ações do governo.
A medida cautelar para interromper o processo havia sido tomada por Oliveira no último dia 15 de junho para que os indícios de irregularidades fossem apurados pelo tribunal com maior profundidade e que eventuais danos ao processo fossem evitados.
Porém, no dia 21 seguinte, véspera da sessão plenária em que a decisão seria submetida para confirmação ou não pelos demais integrantes do tribunal, representantes da Secom solicitaram reunião de urgência no gabinete do ministro a pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), na qual lhe foi informado que o contrato já havia sido firmado no dia 25 de maio.
Nestes casos, não é possível aplicar multa ao órgão por descumprimento da medida porque a finalização da licitação aconteceu quando o tribunal ainda estava analisando as informações recebidas para então decidir se manteria ou não a suspensão.
Na sessão plenária, o ministro se queixou da atitude do governo. Disse que a Secom se omitiu por quase um mês em dar essa informação ao TCU, deixando que a Selog (Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas), unidade encarregada da instrução processual do tribunal, concluísse sua instrução sem estas informações.
A Secom sabia desde o dia 9 de maio que o certame estava sendo questionado pelo tribunal, mas não forneceu este dado ao processo durante as oitivas do TCU. “
“A conduta observada [pela Secom] foi oposta à esperada por esta Corte, de prudência e colaboração: o procedimento licitatório foi encerrado rapidamente, na vigência do prazo para manifestação em oitiva prévia, omitindo-se o órgão de prestar a este tribunal essa informação de suma importância, sem qualquer justificativa, tanto para a omissão, quanto para a homologação célere”, afirmou Oliveira.
O ministro acrescentou que tal “conduta reprovável não é usual, mas não é a primeira vez que ocorre”. Ele disse que, em outras oportunidades, outros relatores do TCU já reportaram situações análogas.
Citou que, diante de representação ou denúncia em que o tribunal pede medida cautelar que suspenda processo licitatório, o órgão governamental aproveita-se, injustificadamente, do período de oitiva prévia para concluir o procedimento sobre o qual paira alegação de ilegalidade.
“Situações como essa que trago ao conhecimento de Vossas Excelências são deletérias e corroem a confiança na colaboração mútua entre controlador e controlado e nos tornam reticentes acerca da possibilidade de conceder prazos que, ao invés de contribuir para desejados esclarecimentos, podem ser utilizados para consumar os fatos”, diz.
A denúncia que chegou ao TCU citava suposto vínculo conjugal entre a diretora da Calia, Alessandra Matschinski, e Peter Erik Kummer, então subsecretário de Gestão e Normas da Secom.
Os técnicos do tribunal lembraram que Kummer foi exonerado da pasta, em publicação no Diário Oficial, um dia antes do caso ser veiculado no portal do Jornal GGN, em 24 de março deste ano.
Além disso, o TCU encontrou indícios de que a avaliação das propostas técnicas das empresas que participaram da licitação se deu de forma coletiva pelos membros da subcomissão técnica da Secom, e não de forma individual, como determina a legislação.
Segundo o edital, os membros da subcomissão deveriam fazer avaliação individualizada das propostas apresentadas, para que a pontuação final de cada licitante correspondesse à média aritmética dos pontos atribuídos.
Porém, segundo os técnicos, houve grande semelhança entre as notas atribuídas às empresas concorrentes. Isso, segundo o tribunal, macularia a concorrência, pois a avaliação se deu de forma coletiva, “com as notas previamente acertadas, muito provavelmente em razão das discussões em grupo”.
“Por exemplo, na Proposta 2: ‘Brasil. 200 Anos de Independência. O Futuro Escrito em Verde e Amarelo’, as notas para ‘raciocínio básico’ (8,47), ‘estratégia de comunicação publicitária” (14,17) e ‘estratégia de mídia e não mídia” (9,24) foram todas idênticas entre os avaliadores. Só houve variação na ‘ideia criativa’, mesmo assim, apenas por um dos avaliadores, com 11,29 pontos, ao passo que os outros dois atribuíram 11,64 pontos”, escreveram.
Por isso, Oliveira havia determinado a suspensão do andamento da concorrência, até que o tribunal deliberasse sobre o mérito do caso.
Procuradas por e-mail e por telefone, a Secom e a Calia não se pronunciaram. O caso segue em análise no tribunal. Peter Kummer também foi procurado por meio de seu escritório, mas não respondeu.
No ano passado, a CPI da Covid no Senado pediu a quebra de sigilo telefônico e fiscal da empresa para apurar se houve dinheiro público destinado às campanhas de comunicação na pandemia usado para financiar sites e plataformas de apoiadores de Jair Bolsonaro que produzem e divulgam fake news.
A Polícia Federal também incluiu a Calia entre as empresas investigadas pelo financiamento e realização de atos antidemocráticos.
Embora estas ações tenham ocorrido em licitações firmadas em governos anteriores, as agências mantiveram os contratos no primeiro ano do mandato de Bolsonaro.
Náutico segue na zona de rebaixamento da Série B do Brasileiro
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Roberto Fernandes foi campeão pernambucano neste ano – FOTO: TIAGO CALDAS/CNC
O Náutico não é mais comandado pelo técnico Roberto Fernandes. Cerca de três horas após o jogo contra a Chapecoense, que acabou com vitória catarinense por 2×1, de virada, em pleno Aflitos, o Timbu anunciou que o treinador não é mais ligado ao clube. No comunicado sobre a demissão de Roberto Fernandes, o Náutico informa que o auxiliar Fernando Alves também foi demitido.
Confira o comunicado do Náutico:
O Náutico informa o desligamento do técnico Roberto Fernandes e do seu auxiliar Fernando Alves.
À frente do Náutico, nesta quinta passagem, Roberto Fernandes se sagrou campeão do Campeonato Pernambucano, o seu segundo título com nossas cores. Desejamos sucesso na carreira.
Após a derrota, vários torcedores já pediam a cabeça de Roberto Fernandes. Inclusive a torcida que foi aos Aflitos xingou o treinador, o chamando de burro.
Já na coletiva pós-jogo, Roberto Fernandes falava em frustração enorme pela derrota do Náutico.
“O sentimento é de frustação”, diz Roberto Fernandes após derrota
Roberto Fernandes comandou o Náutico em 18 jogos na sua quinta passagem. Foram cinco vitórias, seis empates e sete derrotas. O aproveitamento foi de 38%.
Apesar de curto, Roberto Fernandes ainda conseguiu conquistar mais um título pernambucano ao superar o Retrô na final – o primeiro título foi em 2018.
NÁUTICO NA SÉRIE B
O Náutico está em 18º na Série B do Campeonato Brasileiro, estando na zona de rebaixamento. O Timbu encara a Ponte Preta na próxima rodada, fora de casa, no Moisés Lucarelli, em Campinas, São Paulo. O jogo será às 19h, horário de Brasília, na próxima quarta-feira (20).
O Náutico não é mais comandado pelo técnico Roberto Fernandes. Cerca de três horas após o jogo contra a Chapecoense, que acabou com vitória catarinense por 2×1, de virada, em pleno Aflitos, o Timbu anunciou que o treinador não é mais ligado ao clube. No comunicado sobre a demissão de Roberto Fernandes, o Náutico informa que o auxiliar Fernando Alves também foi demitido.
O crescimento de grandes complexos eólicos no país, em particular no Nordeste, tem crescido vertiginosamente nos últimos anos, principalmente devido a excelente qualidade dos ventos na região, da flexibilização e da baixa fiscalização das leis ambientais, e do preço da terra arrendada (ou comprada) ser insignificante diante dos investimentos realizados. Tais condições têm atraído inúmeros empreendedores nacionais e internacionais pela alta lucratividade desta atividade, conhecida como “negócios do vento”.
Com a rápida expansão desta agenda econômica, inúmeros impactos, conflitos e injustiças socioambientais estão sendo detectadas, e relatadas em estudos e trabalhos realizados pelas universidades públicas, centros de pesquisa, organizações não governamentais, sindicatos de trabalhadores rurais, e comissões pastorais ligadas à igreja católica.
Todavia, a propaganda com justificativas falaciosas e tendenciosas, o uso de táticas questionáveis pelas empresas e de sua representação nacional, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), tem confundido e omitido da opinião pública, a atual situação nos territórios onde foram implantados os complexos eólicos. Ao mesmo tempo o governo federal, governos estaduais e municipais têm cedido a tais interesses econômicos, legislando a favor dos “negócios do vento”; não levando em consideração o desastre socioambiental provocado, e o que se anuncia para os próximos anos com o atual modelo de expansão desta tecnologia, que tem optado pela geração centralizada, em benefício exclusivo do lucro das empresas.
Alguns dos principais efeitos negativos identificados estão relacionados a supressão de vegetação (área para a instalação dos aerogeradores e construção de estradas); aos problemas causados a fauna (mortandade de morcegos, pássaros), as pequenas criações (diminuição dos ovos, do leite, abortos, …); as alterações do nível hidrostático do lençol freático no processo de instalação da estrutura das torres; aos impactos sonoros e efeito “estroboscópio” afetando a saúde das pessoas (distúrbios do sono, dor de cabeça, zumbido e pressão nos ouvidos, náuseas, tonturas, taquicardia, irritabilidade, problemas de concentração e memória, episódios de pânico com sensação de pulsação interna ou trêmula, que surgem quando acordado ou dormindo); aos deslocamentos das populações com destruições de modos de vida de populações tradicionais; a expropriação de terras (com contratos draconianos de arrendamento) e pagamentos irrisórios dos arrendadores.
Não se pode admitir que continue esta situação de “vale tudo”. Não é respeitado nem áreas de conservação, nem brejos de altitude, áreas indígenas, áreas quilombolas, fundos de pasto, áreas da agricultura familiar, áreas litorâneas de vocação turística, …. É mais que urgente mudar a rota do atual modelo de expansão adotado, diante da necessidade de utilizar as fontes renováveis de energia (sol, vento, biomassa, água), na descarbonização tão necessária e urgente, para uma transição energética justa, e assim, enfrentar a emergência climática que assola o planeta.
Várias propostas para minimizar estes problemas têm sido sugeridas e discutidas. Como a priorização da produção descentralizada de energia. Não há dúvidas que grandes instalações contínuas com seus efeitos cumulativos, ocupando grandes áreas (onde existem moradores dispersos), atentam mais gravemente contra o meio ambiente e as pessoas, do que pequenas instalações eólicas. O tamanho do impacto é proporcional ao tamanho da área ocupada pelos aerogeradores, transformadores, e pela construção de estradas e acessos, além das linhas de transmissão
No sentido de evitar e mesmo minimizar os danos, urge tornar obrigatório o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto de Meio Ambiente (RIMA) para tais empreendimentos. Não é correto tecnicamente utilizar a expressão energia limpa (como de baixo impacto ambiental) para instalações de grande porte, diante do que está ocorrendo, e assim exigir somente o Relatório Ambiental Simplificado (RAS).
O zoneamento territorial evitaria que determinadas áreas recebam os complexos eólicos e assim minimizaria danos ambientais, sociais, culturais e econômicos, além de evitar a competição entre produção de alimentos e de energia. A atualização dos Atlas dos Ventos, pode ser um caminho, se for levado em conta em sua confecção: a) as políticas públicas ambientais; b) a localização das Unidades de Conservação; c) áreas de proteção ambiental dos Brejos de Altitude (Pernambuco e Paraíba); d) áreas de proteção de mananciais hídricos; e) as áreas de “hotspot” da conservação biológica; f) zonas de produção agroecológica; g) as propriedades rurais produtivas da agricultura familiar e assentamentos agrícolas.
Efetivo acompanhamento e fiscalizaçãopelos órgãos ambientais (o que não acontece hoje) de todas as etapas de licenciamento (prévia, instalação e operação) concedidas. Transparência dos relatórios das equipes de fiscalização e acompanhamento com a sua publicização, com informações sobre o atendimento ou não, das exigências contidas nas licenças expedidas (compensação).
Os complexos eólicos têm deixado profundos rastros de destruição do meio ambiente e na vida das comunidades atingidas (exemplos não faltam). Desde a obtenção do terreno (pela compra, ou pelo arrendamento), a sua preparação (desmatamento, terraplanagem, compactação, abertura de estradas de acesso dos equipamentos), a construção das linhas de transmissão, a piora na saúde das pessoas, a desconstituição das atividades produtivas com a desestruturação dos modos de vida.
Sem que requisitos socioambientais sejam atendidos, sem o respeito pela vida das pessoas que vivem e tiram seu sustento de onde vivem, e cultivam suas tradições; os grandes complexos eólicos são insustentáveis, e no fim das contas trazem mais desvantagens do que vantagens. Assim, propõe-se a criação de territórios livres dos complexos eólicos (TLCE), que a geração distribuída seja priorizada, e que seja exigido o EIA/RIMApara o licenciamento dos empreendimentos.
*Heitor Scalambrini Costa
Professor associado da Universidade Federal de Pernambuco (aposentado)
Foi por pouco, porém o time coral conquistou a vaga na fase eliminatória e encara o Retrô, que goleou o Crato por 5 a 1 neste sábado (16)
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No final do primeiro tempo, Hugo Cabral marcou o gol da classificação (Foto: Rafael Vieira/Esp. DP Foto)
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Foi emocionante. Neste sábado (16), o Santa Cruz recebeu o Lagarto em partida válida pela Série D do Campeonato Brasileiro. Jogando mal, a Cobra decepcionou os milhares de tricolores presentes no Arruda e empatou, com gol de Hugo Cabral, em 1 a 1. Apesar do desempenho ruim, o time comandado por Marcelo Martelotte conquistou a vaga no mata-mata da competição.
No próximo final de semana, o Santa Cruz recebe, no seu estádio, o Retrô. A Fênix de Camaragibe terminou a fase inicial na liderança do Grupo A3 e, por isso, decidirá com a Cobra, quarta colocada do A4, o jogo de volta em casa. Provavelmente, na Arena de Pernambuco.
O JOGO
Antes do apito inicial, a atmosfera nas arquibancadas do estádio do Arruda irradiava insegurança. Afinal, os 14 mil torcedores presentes no Mundão sabiam que a missão da tarde deste sábado não era fácil. Com a bola rolando, isso ficou muito claro. E não custou muito tempo para a ‘decisão’ se tornar ainda mais angustiante.
Aos 7 minutos da etapa inicial, o Lagarto, líder do Grupo A3 e classificado com antecedência ao mata-mata da Série D, abriu o placar. Em lance marcado por uma falha do sistema defensivo coral, o lateral Márcio Duarte cruzou e Neto, livre de marcação, finalizou de cabeça para colocar o time visitante em vantagem no Arruda.
Daí em diante, foram instantes de inquietação. Erros de passe, na marcação, na tomada de decisão final. Tudo isso deixava a torcida coral ansiosa. No ápice do nervosismo, veio, porém, a tranquilidade. Aos 45 minutos, Matheuzinho fez grande jogada pelo lado direito, levou à linha de fundo e cruzou ‘na medida’ para Hugo Cabral finalizar de cabeça e deixar tudo igual no Arruda. Em seguida, o árbitro terminou o primeiro tempo.
SEGUNDO TEMPO
Para os 45 minutos finais, o treinador Marcelo Martelotte optou por manter o time. Já Givanildo Sales tirou o camisa 10, Davi Ceará, e entrou com Diogo. Mesmo assim, o cenário permaneceu similar ao do primeiro tempo: muitos erros e poucas construções de jogadas.
Faltando 15 minutos para o término do jogo, Martelotte tirou de campo o improdutivo Rafael Furtado e acionou o contestado Raphael Macena. Além disso, Matheuzinho, que deu a assistência do gol coral, foi substituído por Lucas Silva. Era a hora de retomar as rédeas do jogo.
Apesar disso, os instantes finais foram repletos de emoção. E o torcedor coral, que não tirava o olho do jogo entre Juazeirense e CSE, viu o Santa Cruz se classificar ao mata-mata por muito pouco.
FICHA DE JOGO
Santa Cruz
Jefferson; Edson Ratinho, Luan Bueno, Alemão e Ítalo Silva; Daniel Pereira, Wescley (Arthur) e Tarcísio; Hugo Cabral (Fabrício), Matheuzinho (Lucas Silva) e Rafael Furtado (Raphael Macena). Técnico: Marcelo Martelotte
Lagarto
Adilson; G. Lucena, Davi, Júnior Goiano e Márcio Duarte; Natan (Victor Garcia), Felipe Jacaré e Davi Ceará (Diogo); Neto, Bruninho (Ricardinho) e Cleiton (Netinho). Técnico: Givanildo Sales
Local: estádio do Arruda
Arbitragem: Thiago Luis Scarascati (SP)
Auxiliares: Bruno Chaves Vieira e Karla Renata Santana (ambos PE)
Gols: Neto aos 7’/1ºT (LAG); Hugo Cabral aos 45’/1ºT (SCFC)