PL confirma Bolsonaro como candidato à reeleição em convenção no Rio

24/07/22

Metropole

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Evento do partido conta com a presença de uma série de políticos do Centrão. Presidente subiu ao palco emocionado, ao lado de Michelle

Aline Massuca/ Metrópoles
–O Partido Liberal (PL) confirmou, neste domingo (24/7), a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro. A sigla realiza sua convenção nacional para oficializar o nome do presidente. O general Walter Braga Netto será o vice, em uma chapa pura do PL. A confirmação dos nomes ocorreu por unanimidade, por votação virtual na plataforma da legenda minutos antes da entrada de Bolsonaro.

O evento é realizado na arena do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo, e tem elementos para ajudar o presidente a tentar reverter a alta rejeição no eleitorado feminino.

O ginásio está decorado com as cores verde e amarela. Os milhares de apoiadores presentes também compareceram em peso com camisas nas cores da bandeira nacional.

Bolsonaro chegou ao local acompanhado pela primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, ao som do jingle “Capitão do Povo”, da dupla sertaneja Mateus e Cristiano. O candidato a vice, Braga Netto, estava logo atrás com a esposa.

A programação teve início com uma oração conduzida pelo deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), que é pastor evangélico. Em seguida, houve execução do Hino Nacional. A primeira-dama foi a primeira a discursar, antecedendo Bolsonaro.

A convenção conta com a presença de diversos políticos do Centrão, como o próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Também participam do evento políticos de siglas que devem compor a coligação e auxiliares e ex-assessores presidenciais. Veja a lista:

Veja a lista dos participantes do evento:

  • Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro
  • Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal
  • Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil
  • Anderson Torres, ministro da Justiça
  • Fábio Faria, ministro das Comunicações
  • Célio Faria Júnior, ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República
  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
  • Tereza Cristina (PP-MS), deputada federal e ex-ministra da Agricultura
  • Ricardo Barros (PP-PR), deputado federal e líder do governo na Câmara
  • Eduardo Gomes (MDB-TO), senador e líder do governo no Congresso
  • Carla Zambelli (PL-SP), deputada federal
  • Bia Kicis (PL-DF), deputada federal
  • Daniel Silveira (PTB-RJ), deputado federal
  • Flávia Arruda (PL-DF), deputada federal
  • José Roberto Arruda (PL-DF), ex-governador do Distrito Federal
  • Romário (PL-RJ), senador
  • Wellington Fagundes (PL-MT), senador
  • Marcos Rogério (PL-RO), senador
  • Jorginho Mello (PL-SC), senador
  • Fernando Collor (PTB-AL), senador
  • Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde
  • Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia
  • Gilson Machado (PSC-PE), ex-ministro do Turismo
  • Jorge Seif (PL-SC), ex-secretário da Pesca
  • Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro

Dos três filhos do presidente que são parlamentares, apenas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareceu à convenção. O vereador Carlos e o deputado federal Eduardo estão em viagem aos Estados Unidos. Flávio é um dos principais coordenadores políticos da campanha do pai.

Segundo a assessoria de imprensa do PL, a estimativa de público bateu 12 mil. A capacidade do ginásio é estimada em 13 mil.

vereador em 1988, após deixar o Exército. Ele foi eleito por sete mandatos deputado federal antes de chegar à Presidência da República.

 

Danilo Cabral tem um domingo de fé e devoção na Missa do Vaqueiro, em Serrita

24/07/22

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Danilo: “Uma alegria voltar à Serrita em uma atividade que é um marco, não só da cultura em Pernambuco, mas da religião; uma afirmação da fé”

 

 

 

 

 

 

Fé e devoção marcaram o domingo de pré-campanha de Danilo Cabral, que foi hoje (24) ao município de Serrita, no Sertão Central, prestigiar a 52ª edição da Missa do Vaqueiro. O socialista foi recebido com muito carinho e atenção pelos pernambucanos, que aproveitaram para elogiar sua participação nos atos com o ex-presidente Lula, realizados na última semana.

“Uma alegria voltar à Serrita em uma atividade que é um marco, não só da cultura em Pernambuco, mas da religião; uma afirmação da fé. E também muito importante do ponto de vista turístico para o nosso estado. A missa que marca, sobretudo também, a história de resistência do povo nordestino, do povo pernambucano, do povo sertanejo. A morte de Raimundo Jacó traz esse simbolismo de um povo que Euclides da Cunha bem definiu como um povo forte”, pontuou Danilo.

Na condição de pré-candidato a governador, Danilo circulou no evento ao lado dos deputados Raul Henry (federal), Aglailson Victor (estadual) e Rodrigo Navaes (estadual); dos prefeitos Aleudo Benedito (Serrita), Nininho (Parnamirim) e Raimundinho Saraiva (Exu), além de ex-prefeitos, vereadores, pré-candidatos e lideranças dos sertões Central e do Araripe. “Feliz em vivenciar esse ato tão importante para o povo pernambucano e também para mim, que tenho muita fé. Vim agradecer a Deus por tudo que a gente tem tido nas nossas vidas. E pedir a ele muita serenidade; e que ele nos ilumine nessa caminhada”, concluiu.

Em Petrolândia: Isaltino Nascimento prestigia Encontro Regional da Rede LGBT no Sertão

23/07/22

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Na sua atuação, o parlamentar já criou leis que preveem multas e sanções para empresas com condutas de discriminação em razão da sexualidade

 

Após dois anos sem acontecer, por conta da pandemia, o tradicional Encontro da Rede LGBT do Interior de Pernambuco chega à 25ª edição, reunindo lideranças de mais de 20 municípios da zona da mata ao sertão, na cidade de Petrolândia, nos dias 22, 23 e 24 de julho.

O evento, que desta vez levanta a bandeira do antifascismo, objetiva animar a caminhada de lutas sociais no enfrentamento às LGBTfobias no interior do estado e refletir acerca da conjuntura política, econômica e social em âmbito local, regional e nacional.

O deputado Isaltino Nascimento, líder do governo, considerado um dos parlamentares brasileiros que mais e defende o movimento LGBTQIA+, marcou presença no encontro da Rede LGBT do Interior, no sertão de Itaparica. Para ele, garantir os direitos dessa população é fomentar uma sociedade mais justa e igualitária. “Sou defensor nato desse segmento social, desde quando fui eleito vereador do Recife, em 2000. Participar desse momento me emociona. É como ver um filho nascer e crescer. Apoiar o fortalecimento da rede é uma das prioridades de meu mandato, que dialoga pela garantia dos direitos humanos nas camadas mais vulneráveis da sociedade”, declarou Isaltino.

Na sua atuação, o parlamentar já criou leis que preveem multas e sanções para empresas com condutas de discriminação em razão da sexualidade; que determina a divulgação de estatística de violência contra a população LGBTQIA+ em Pernambuco; que estabelece as diretrizes para a instituição da Política Estadual de Incentivo ao Empreendedorismo Inclusivo no Estado de Pernambuco. Também atuou na criação da Frente Parlamentar pela cidadania LGBT na Alepe e da Assessoria Especial LGBT do Governo de Pernambuco. Articulou a criação e apoia a Parada da Diversidade em PE e tantos outros eventos como o Dia da Visibilidade Lésbica, Sarau do Orgulho LGBT e o Setembro da Diversidade.

A Rede LGBT do Interior de Pernambuco é um desses compromissos de Isaltino com a população LGBTQIA+, criada em 2010 como estratégia para fortalecer grupos de diversos municípios no interior pernambucano, a partir da formação continuada de militantes para incidência direta nas políticas públicas LGBTQIA+ no estado. Para a coordenação colegiada da Rede, Rildo Véras, essa reunião periódica fortalece ações de controle social para a essa população. “As ações aqui discutidas, visam contribuir na construção de climas favoráveis ao respeito e efetivação da cidadania desse público”, pontua

Angelim e Bom Conselho também integram maioria que apoia Danilo no Agreste Meridional

24/07/22

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Dos 20 prefeitos do Agreste Meridional, pelo menos 17  estão apoiando o  pré-candidato a governador pela Frente Popular de Pernambuco

Depois de uma emocionante agenda com o ex-presidente Lula em Garanhuns, o pré-candidato a governador Danilo Cabral voltou ao Agreste Meridional, neste sábado (23), para dois grandes atos políticos, em Angelim e Bom Conselho. Pré-candidatos a federal e estadual, prefeitos, vereadores e lideranças de toda a região se uniram em uma só voz para dizer que estão do lado de Danilo, Teresa Leitão para o Senado e Lula. O apoio ao pré-candidato a governador no Meridional é maciço. Dos 20 prefeitos da região, 17 estão com ele.

Em Angelim, o ato político foi promovido pelo prefeito Douglas Duarte, uma jovem liderança com um governo bem avaliado, que apoia Claudiano Martins Filho para estadual. Já em Bom Conselho, o futuro governador prestigiou o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do ex-prefeito Dannilo Godoy, uma das principais lideranças da região. As duas agendas foram prestigiadas pelo governador Paulo Câmara.

“Quero deixar aqui devidamente registrada a minha gratidão a vocês por essa largada que nós demos na nossa pré-campanha. Nós tivemos aqui, no Agreste Meridional, uma das maiores demonstrações de solidariedade da nossa caminhada até aqui. Este time, já na partida, incorporou a nossa luta. Sabemos que, para construir uma caminhada vitoriosa, a gente tem que unir as pessoas; juntar gente. E foi isso que eu aprendi a fazer na escola que me formei, que é a de Arraes, Eduardo e Lula. Pernambuco está precisando no momento de gente que junte, que una, agregue. Não de gente que espalhe. Tem gente aí disputando a eleição que só aprendeu a fazer arenga por onde passou. Nos partidos que passou, só porque não conseguiu, às vezes, as coisas, em um projeto individual, trocou a camisa. Eleição não se faz assim”, destacou Danilo.

O prefeito de Angelim fez um discurso firme, deixando claro que tem lado. Revelou de público que recebeu um convite do integrante de uma chapa adversária para trair a Frente Popular e declarar apoio à oposicionista. “Na vida, a maior grandeza é a palavra. A gente tem de saber reconhecer. Danilo, você é um homem grande em suas atitudes. Pode ter certeza que, em Angelim, vai ser majoritário. Se depender de Angelim, vai ser governador. Eu aprendi que, na vida, a gente precisa ter lado”, discursou Douglas. Danilo agradeceu ao prefeito, citando Guimarães Rosa e dizendo que a postura de Douglas exigiu coragem.

Em Bom Conselho, onde foi votado para deputado federal, Danilo Cabral se emocionou. A aliança histórica com Dannilo Godoy e com o prefeito João Lucas trouxe mais vida à vida dos conselhenses. “Obrigado, Bom Conselho, por tudo que vocês fizeram comigo na minha caminhada. Se eu sou deputado federal, eu carrego uma dívida com Bom Conselho. Essa união que construímos, verdadeira, sincera; que vai muito além da política. Vocês vieram para cá para promover o reencontro de Bom Conselho com a Assembleia Legislativa. Bom Conselho terá voz de volta à Alepe. Aqui, eu vim pelo coração, Dannilo. Tenho certeza que você vai ser, sim, deputado estadual”, afirmou.

PREFEITOS – Se uniram a Danilo nos dois atos os prefeitos João Lucas (Bom Conselho), Júnior de Rivaldo (Saloá), Beta Cadengue (Brejão), Erivaldo Chagas (Lajedo), Alexandre Batité (São Bento do Una), Delegada Thatianne (Palmeirina), Valmir do Leite (Paranatama), Quebra Santo (Lagoa do Ouro), Tirri (Caetés), Wilson Lima (São João), Nego do Mercado (Capoeiras) e Matheus Martins (Terezinha).

Além dos ex-prefeitos Sandoval Cadengue e Joseraldo, ambos de Brejão, Neném (Capoeiras) e Marcelo Neves (Palmeirina). Inúmeros vereadores, ex-vereadores, suplentes e pré-candidatos também marcaram presença.

Foto: Marcus Mendes

ESPECIAL DE DOMINGO: Vitória (mais uma) da motosserra

24/07/22

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Ricardo Leitão*

 

A cada hora, o Brasil perdeu 189 hectares de vegetação nativa ao longo de 2021, ou seja, 4.536 hectares por dia. As motosserras desmataram no ano passado 16.557 quilômetros quadrados, um total 20% superior ao registrado em 2020. Em áreas críticas, como a Amazônia, a derrubada da floresta foi de 1,9 hectare por minuto, o que equivale a inacreditáveis 18 árvores por segundo. É como se no tempo gasto para ler essa frase quase 20 árvores tombassem.

 

O desmatamento em 2021 atingiu todos os biomas, além da Amazônia, que teve 59% de seu território afetado. Em ordem decrescente seguem o Cerrado (30%), a Caatinga (7%), a Mata Atlântica (1,8%), o Pantanal (1,7%) e o Pampa (0,1%). Comparando-se a 2020, as maiores perdas ocorreram na Caatinga (mais 89%) e no Pampa (mais 92%).

Os dados estarrecedores constam no Relatório Anual de Desmatamento, lançado na semana passada pelo projeto MapBiomas, um trabalho coletivo de universidades, ONGs e empresas de tecnologia. Segundo o relatório, a atividade agropecuária respondeu, em 2021, por 97% da área desmatada, cabendo os 3% restantes ao garimpo, à mineração e à expansão urbana.

Apesar da diversidade dos índices entre os biomas, os efeitos do desmatamento se espalham por todo o País. A derrubada das árvores, muitíssimas vezes ilegal, diminui as chuvas, aumenta o custo da energia, eleva a temperatura, compromete a produção rural e a saúde das pessoas. Tudo se agrava com a incompetência e o desmonte dos órgãos de fiscalização, resultado da inexistência de qualquer política ambiental no desgoverno de Jair Bolsonaro. Um exemplo: foram fiscalizados menos de 3% dos alertas de desmatamento emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras ferramentas de monitoramento, desde o início da gestão de Sua Excelência. Eduardo Bim, ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), assinou portaria que anulava etapas do processo de infração ambiental, ampliando as possibilidades de prescrição de multas. Estimam técnicos do Ibama que a portaria permitiria a prescrição de R$ 1 bilhão em multas.

Não há nenhum interesse de Jair Bolsonaro quanto à degradação do meio ambiente no Brasil, quando não espocam delírios. Estando sóbrio, segundo testemunhas, ele acusou os índios, instigados por ONGs “de esquerda”, de incendiarem a floresta, com o propósito de “enfraquecer a imagem do Brasil no exterior”. Declarações como essa o transformam em um participante exótico em reuniões internacionais sobre clima.

A depender do desgoverno, portanto, o desmatamento vai continuar. O que fazer? Um dos caminhos são as ações judiciais, que já deram resultado. Em abril passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou três decretos de Bolsonaro que excluíam a participação de representantes da sociedade civil na gestão de fundos ligados à Amazônia. O tribunal também declarou inconstitucional decisão de Sua Excelência que autorizava a concessão de licenças e alvarás a empresas enquadradas em atividades de risco ambiental.

Um outro caminho é a pressão política, durante a campanha eleitoral, no debate sobre os programas de governo e na formação das equipes administrativas. A defesa do meio ambiente e o aquecimento global são temas cada vez mais presentes na agenda mundial. Os eleitores jovens dos países europeus desenvolvidos dão a eles uma prioridade capaz de incluí-los na pauta parlamentar da Inglaterra, da França, da Alemanha e da Itália – por exemplo.

Bolsonaro é incapaz de entender e de participar desse debate. Mas tal reflexão coletiva é essencial para o futuro do Brasil – e não só pelo desmatamento e pelas queimadas, principalmente na Amazônia. No rastro da exploração ilegal dos recursos naturais da maior floresta tropical do mundo, se conectam o contrabando de madeira; a predação do garimpo; a grilagem; a pesca de peixes em extinção; milícias e, agora, o tráfico de drogas e armas, com articulações internacionais.

Ao comentar o quadro e os números do desmatamento, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, considerou que a situação “é péssima” e “horrorosa”. Em encontro com empresários, o ministro Paulo Guedes, da Economia, baixou o tom: “São pequenas transgressões”. Qual opinião vale? É a cara do desgoverno. Enquanto isso, roncam as motosserras.

  • Ricardo Leitão  é Jornalista

Náutico perde de virada para o Londrina nos Aflitos na estreia de Elano

23/07/22

Por Raoni Nunes/Folhape

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Esta foi a quarta derrota seguida do Timbu na Série B; Alvirrubro segue na zona de rebaixamento
Náutico perdeu de virada para o Londrina

Na estreia de Elano no comando técnico, o Náutico perdeu, de virada, para o Londrina por 2 a 1, neste sábado (23), nos Aflitos. A partida foi a primeira do returno da Série B e com o resultado o Timbu se mantém na zona de rebaixamento na 18° posição com 18 pontos, enquanto o Tubarão é o quinto colocado com 29 pontos.

Essa foi a quarta derrota seguida do Alvirrubro na competição. Além do Londrina, a sequência de resultados negativos tem Grêmio, Chapecoense e Ponte Preta. O próximo adversário do Náutico é o Bahia. O duelo nordestino acontece na sexta-feira (29) , na Fonte Nova, às 19h. O Tubarão recebe o Guarani, no sábado (30), às 16h.

O Náutico teve mudanças na equipe titular. Além da estreia no comando técnico, a volta de Souza aos Aflitos também foi novidade. O meia Jean Carlos retornou após ficar de fora contra a Ponte Preta por lesão. Na zaga, a mudança foi a entrada de Wellington no lugar de Carlão.

O JOGO 

O início da partida foi muito estudado. Náutico Londrina disputaram o domínio da posse de bola, mas sem criar jogadas de perigo. As melhores chegadas do Timbu aconteceram após ótimos passes longos de Souza, melhor em campo na primeira etapa. Aos 23 minutos, Richard Franco balançou as redes, mas o gol foi anulado pelo bandeira e confirmado pelo árbitro de vídeo após quatro minutos de checagem.

Depois do gol anulado, a equipe comandada por Elano conseguiu ter mais controle do jogo e foi chegando aos poucos. O trio SouzaJobson e Victor Ferraz agregaram qualidade na saída de bola.

O gol alvirrubro saiu numa jogada nostálgica para sua torcida. Aos 33 minutos, Souza bateu escanteio com perfeição para Kieza, na pequena área, cabecear para o gol. A dupla estava na ótima campanha do Timbu na Série A de 2012. O atacante comemorou emocionado, pois não balançava as redes desde o gol marcado contra o Brusque, no dia 24 de julho do ano passado.

O jogo voltou do intervalo num ritmo baixo. Mesmo com mudanças no intervalo, o Londrina não conseguia pressionar o Náutico. No entanto, aos 13 minutos, Douglas Coutinho empatou a partida em uma bela jogada individual. O atacante deu uma caneta em Thiago Ennes e finalizou no ângulo de Lucas Perri.

Com o gol, os visitantes começaram a comandar mais as ações da partida. Alguns atletas do Náutico começaram a cair de desempenho por falta de ritmo, como Kieza e Jean Carlos que foram substituídos. Aos 27 minutos, o Londrina chegou à virada. Após belo passe de Caprini, Douglas Coutinho fez o segundo dele na partida.

Após o gol, o Londrina baixou as linhas e ficou esperando o Náutico. O Timbu exerceu uma pressão no campo ofensivo, mas sem criar boas chances. A melhor chegada foi uma falta na entrada da área aos 44 minutos. Souza cobrou para fora.

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Ficha técnina: 

Náutico 1
Lucas Perri; Thiago Ennes, Bruno Bispo, Wellington e João Lucas; Victor Ferraz (Luis Phelipe), Jobson, Souza, Richard Franco (Luís Felipe) e Jean Carlos (Jonathan Jesus); Kieza (Robinho). Técnico: Elano

Londrina 2
Matheus Nogueira; Denilson, Gustavo Vilar, Augusto (Luis Mandaca) e Alan Ruschel; João Paulo, Jhonny Lucas, Gegê e Caprini (Luan); Douglas Coutinho (Eltinho) e Gabriel Santos (Matheus Lucas). Técnico: Adilson Batista

Local: Aflitos (Recife/PE)
Horário: 18h30
Árbitro: Antonio Dib Moraes de Sousa. Assistentes: Márcio Iglésias Araújo Silva (PI) e Rener Santos de Carvalho (AC)
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda
Gols: Kieza (34 do 1° tempo); Douglas Coutinho (13 do 2° tempo); Douglas Coutinho (27 do 2° tempo)
Cartões Amarelos: Wellington (NAU); Augusto (LON); Jhonny Lucas (LON); Alan Ruschel (LON); Matheus Lucas (LON);

Público: 10.251

Renda: R$ 267.251,00

ESPECIAL DE DOMINGO: Alvo da Polícia Federal, Codevasf dobra orçamento de emendas de relator no ano eleitoral

24/07/22

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A estatal é ocupada por indicados por parlamentares do centrão e tem sido um dos destinos preferenciais das emendas de relator desde que o mecanismo começou a ser utilizado pelo governo Bolsonaro para aglutinar a base aliada
*Arquivo* IMPERATRIZ, MA, 30.03.2022 - Pavimentação feita pela Engefort com recursos de contratos com a Codevasf em Imperatriz (MA). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
*Arquivo* IMPERATRIZ, MA, 30.03.2022 – Pavimentação feita pela Engefort com recursos de contratos com a Codevasf em Imperatriz (MA). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Apesar das suspeitas de irregularidades na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), o Congresso conseguiu, com aval do governo, dobrar o valor das emendas parlamentares a serem destinadas ao órgão neste ano.

O Orçamento de 2022 aprovado pelo Congresso previa R$ 610 milhões para a Codevasf em emendas de relator -distribuídas a deputados e senadores com base em critérios políticos por darem sustentação ao governo no Congresso ou estarem ligados às presidências da Câmara e do Senado.

Mas a cúpula do Congresso quis elevar esse valor para R$ 1,2 bilhão.

O aumento ocorreu após a publicação de uma portaria assinada pelo Ministério da Economia em maio -quase um mês depois de o jornal Folha de S.Paulo revelar indícios de fraudes na estatal.

Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e um de prisão em uma investigação que mira fraudes em licitações e desvios de verbas federais na Codevasf. A ação foi realizada em diferentes cidades do Maranhão.

A estatal é ocupada por indicados por parlamentares do centrão e tem sido um dos destinos preferenciais das emendas de relator desde que o mecanismo começou a ser utilizado pelo governo Bolsonaro para aglutinar a base aliada.

Mais da metade do orçamento para emendas de relator em 2022 já foi negociada às vésperas do início da campanha eleitoral. Os mais beneficiados são aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Essas indicações –e o aumento na verba para emendas neste ano– foram feitas pelo relator do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). Ele não quis se manifestar, mas técnicos da equipe dele dizem que as decisões foram tomadas após tratativas políticas com líderes do Congresso.

Em 2022, já foram indicados R$ 665 milhões em emendas de relator para a Codevasf. Desse total, quem mais repassou recursos para a estatal foi o ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

O senador determinou que todas as emendas a que teve direito até agora fossem para a Codevasf, o que representa R$ 91 milhões. Um filho do senador, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, é pré-candidato ao Governo de Pernambuco pela União Brasil.

As emendas são destinadas principalmente para obras de pavimentação e compras de máquinas e equipamentos. As duas modalidades são os destinos prediletos quando as emendas são para a Codevasf.

Uma emenda de Bezerra, por exemplo, destina R$ 3 milhões para a compra de equipamentos para o matadouro de galinha caipira em Petrolina. Outra reserva R$ 12 milhões para a duplicação e pavimentação da avenida Transnordestina.

O segundo lugar na lista é do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), que aparece como o autor de R$ 57 milhões em emendas de relator.

Governadores de estado não têm direito a emendas de relator. O seu nome aparece lá porque é possível que usuários externos registrem emendas, o que é uma forma de camuflar o real autor do pedido. Com isso, um terço das emendas de relator não tem um autor evidente.

O terceiro lugar na lista é do líder da União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), que indicou R$ 43 milhões em emendas direcionadas para a Codevasf. A estatal é comandada por Marcelo Andrade Moreira Pinto, que foi indicado por Elmar em 2019.

O primeiro parlamentar do Maranhão na lista é o senador Roberto Rocha (PTB-MA), que indicou R$ 21,5 milhões em emendas de relator para a Codevasf. Ele é o quinto colocado no ranking geral de parlamentares.

Rocha foi responsável pela indicação de Antônio Rosendo Neto Junior para o cargo de diretor da área de desenvolvimento integrado e infraestrutura na estatal.

Outros diretores da Codevasf são ligados ao PP, partido de Lira e do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil). É o caso de Luís Napoleão Casado Arnaud Neto, da área de gestão dos empreendimentos de irrigação, e de Rodrigo Moura Parentes Sampaio, da área de revitalização das bacias hidrográficas.

Procurada, a Codevasf disse que as nomeações para cargos de direção observam requisitos técnicos e de experiência estabelecidos em lei.

“A diretoria é composta por pessoas com qualificação e experiência cujos nomes são aprovados pela instância de nomeação e destituição, que é o Conselho de Administração da empresa”, afirmou a estatal.

No governo Bolsonaro, a Codevasf tem conseguido ampliar o orçamento em relação à verba prevista inicialmente em cada ano.

Em 2021, por exemplo, a estatal começou o ano com R$ 1,3 bilhão. Mas esse valor subiu para 3,5 bilhões.

Uma explicação é que a Codevasf se tornou destino para emendas parlamentares. Outro motivo é a transferência de recursos de outros órgãos e ministérios, que decidem repassar à estatal a verba -isso é chamado de descentralização de recursos.

“Esses movimentos orçamentários decorrem da alta capacidade e da agilidade que a Codevasf possui de empenhar e executar os orçamentos que lhe são disponibilizados”, afirmou a estatal em um documento interno.

Para 2022, o orçamento da Codevasf partiu de R$ 2,1 bilhões e atualmente está em R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão de emendas de relator.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou em abril, o governo Bolsonaro passou a usar em larga escala uma manobra licitatória para dar vazão aos recursos bilionários das emendas parlamentares.

A estratégia deixa em segundo plano o planejamento, a qualidade e a fiscalização, abrindo margem para serviços precários, desvios, superfaturamentos e corrupção.

Quando foi criada em 1974, a companhia tinha atividades em 504 municípios, que ocupam 640.000 Km².

A área de atuação da Codevasf foi ampliada desde então. Com a extensão mais recente, sancionada durante o governo Bolsonaro, a Codevasf passou a poder executar ações em 2.675 municípios, que ocupam cerca de 3,1 milhões de km², mais de um terço do território nacional.



Congresso e governo direcionam mais emendas para Codevasf

Valor foi acrescido após negociações com a cúpula das Casas

Emendas de relator previstas – Valor (R$ milhões)

Orçamento aprovado em dezembro – 610

Nova versão do Orçamento após mudanças – 1.207

Situação das emendas – Valor (R$, em milhões)

Emendas disponíveis (Orçamento) – 1.207

Emendas já indicadas (negociadas) – 665

Emendas que restaram – 542

Fonte: Congresso Nacional e Ministério da Economia