Missionária Savana agrega na chapa feminina do União Brasil

28/07/22

Assessoria

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Savana pretende unir Litoral e Sertão nessa primeira caminhada para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar e a pré-candidata a deputada estadual Missionaria Savana

Convidada pelos presidentes nacional e estadual do União Brasil em Pernambuco, Luciano Bivar e Marcos Amaral, respectivamente, a pré-candidata a deputada estadual, Missionária Savana pretende unir Litoral e Sertão nessa primeira caminhada para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alepe).

“Tive a honra de ter esse convite pelo presidente de nosso partido, Luciano Bivar que estamos juntos na pré-candidatura dele a presidente, e também num apoio à caminhada ao nosso presidente estadual Marcos Amaral que tá aí na luta para ser eleito deputado federal. Outro nome que temos buscado reforçar o apoio é o do pré-candidato a governador, Miguel Coelho”, pontuou Savana.

Savana vem com proposta de unir sua missão evangélica a causas de fortalecimento da mulher, do idoso, de políticas de creches e atenção às crianças e jovens; e ações de promoção do emprego, renda e oportunizar o empreendedorismo entre os pernambucanos e pernambucanas.

“Vamos colocar em prática todas essas ações em nosso mandato. Sei que posso contar com a apoio de nossa gente para colocar em prática”, registra Savana.

AGENDA

A pré-candidata tem andado em municípios de regiões onde construiu suas bases políticas e tem fortalecido apoios importantes na militância política do estado, rumo a confirmação do seu nome para integrar a chapa feminina do UB para a Alepe.

Savana foi candidata a prefeita em São Lourenço da Mata em 2020 e tem buscado se preparar melhor para oferecer por meio da política, projetos e ações concretas que possam melhorar a vida das pessoas, seu propósito de ter ingressado na vida pública.

“Sou sertaneja de Petrolina, tenho muitos amigos na Região Metropolitana e na Zona da Mata. Nosso trabalho vai intensificar o que já tenho feito em minha missão. Ampliar e fortalecer com ações concretas, mudanças de realidades que conhecemos tão bem. Esse tem sido meu propósito na política e irei centrar toda a minha atenção para colocar em prática essas mudanças através do mandato na Alepe. Nossa construção tem sido fortalecida a na campanha ficará ainda mais evidente tendo em vista, dia melhores para nosso povo”, concluiu Savana. (Com assessoria de imprensa)

Luciana Santos: “Danilo será o governador das águas”

28/07/22

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Sem citar nomes, a vice-governadora Luciana Santos, indicada a vice na chapa de Danilo Cabral (foto), teceu críticas, nesta segunda-feira (26), à também pré-candidata e deputada federal Marília Arraes. O motivo foi a omissão da parlamentar na votação do substitutivo do projeto do marco legal do saneamento, na Câmara dos Deputados.

Durante ato com apoiadores da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Francismar, ao saudar o pré-candidato a deputado federal Pedro Campos, Luciana afirmou: “Danilo Cabral já disse aqui que, se Miguel Arraes foi o homem que levou luz ao campo, ele será o governador das águas. E vamos contar com você, Pedro, na Câmara dos Deputados. Você não vai vacilar na hora de decidir e votar coisas importantes, como a gente viu aqui candidatura adversária vacilar numa hora importante, no marco do saneamento básico. Não compareceu à votação”.

De acordo com a vice, não basta um candidato falar que vai defender abastecimento de água. “Precisa ter tido posição política na hora decisiva”, disse ela, referindo-se à votação que abriu caminho para a privatização do saneamento, pauta que contribui para o desmonte do serviço público.

No evento, a vice ainda defendeu a trajetória de Danilo. “É o candidato mais experiente. Sempre esteve no mesmo partido. Por onde passou, deu boas contribuições, desde a secretaria na gestão de João Paulo, na Prefeitura, passando pela secretaria de Eduardo Campos, também foi líder da bancada do PSB no Congresso. É uma liderança política que faz resistência a Bolsonaro, estando na linha de frente. Somos resistência a esse governo que é o pior da história brasileira”, afirmou.

 Foto: Marcus Mendes

Bolsonarista: PM ameaça comunidade em SP com “volta de governo comunista”

27/07/22

Por Gabriela Marçal

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Policial fardado diz que moradores da comunidade Barreirinha, em São Sebastião, no litoral de SP, vão perder “o direito de todos os bens”
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um policial militar (PM) fardado alarmando moradores da comunidade Barreirinha
Reprodução

São Paulo – Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um policial militar (PM) fardado alarmando moradores da comunidade Barreirinha, no bairro Cambury, em São Sebastião, no litoral de São Paulo, sobre a “volta de governo comunista“.

“Se vocês aceitarem esse governo comunista que está querendo voltar de novo, vai chegar a hora que o governo vai falar assim: ‘essa casa agora é do governo’”, disse o PM enquanto é observado por um grupo de pessoas.

Um senhora interrompe o policial: “Aí eu pergunto: e esse que está aí fez o quê?”.

Estado

“Eu não gosto de política e não estou indicando político nenhum. Eu só estou querendo explicar para vocês, aproveitando essa oportunidade, que ali, por exemplo, não tem escritura e está em uma área de preservação. É uma parte normal que o Estado faz”, responde o agente.

“Porém, se a gente alimentar a parte comunista da história, aí vai ser igual aos outros países que está [sic] aí. Nós cidadãos perdemos o direito de todos os nossos bens”, continuou o PM.

Vitória tricolor: Justiça determina que Retrô diminua o valor dos ingressos do jogo contra o Santa de R$300 para R$100

27/07/22

Por Raoni Nunes/Folhape

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A Fênix tem até a próxima quinta-feira (28) para efetuar a redução sob pena de multa diária de R$ 1000,00 por ingresso vendido, caso não seja cumprida a decisão judicial; clube informa que não foi notificado
Arena de Pernambuco

A Justiça determinou, na noite desta terça-feira (26), que o Retrô reduza o preço dos ingressos da partida contra o Santa Cruz, pela quarta divisão do Campeonato Brasileiro, para R$100,00 e R$50,00O clube de Camaragibe já havia iniciado as vendas nos valores de R$300,00 e R$150,00. 

Na decisão, o juiz Flávio Augusto considera que “majorar o preço do ingresso, sem justa causa, numa Série D, constitui uma prática abusiva”. E argumenta que “o mando de campo é uma questão de Direito Desportivo, que não enseja poder absoluto, mormente no Estádio da Arena, que é um estádio público.”

O Retrô tem até a próxima quinta-feira (28) para efetuar a redução do valor dos ingressos sob pena de multa diária de R$ 1000,00 por ingresso vendido, caso não seja cumprida a decisão judicial. Ainda cabe recurso para o Retrô recorrer.

Em rápido contato com a Reportagem da Folha de Pernambuco, o diretor de futebol do Retrô Gustavo Jordão informou que o clube não foi notificado da decisão até a noite desta terça.

Também nesta terça, a Polícia Civil informou que os preços dos ingressos anunciados pelo Retrô seriam investigados pela Delegacia do Consumidor. Uma queixa crime foi feita questionando os valores cobrados pelos ingressos.

Santa Cruz e Retrô se enfrentam na próxima segunda-feira (01), às 20h, na Arena de Pernambuco. A partida é válida pelo jogo de volta do primeiro mata-mata da Série D. O jogo de ida terminou empatado em 0 a 0.

A polêmica do preço dos ingressos 

A história começou quando, antes da primeira partida no último domingo (24)  no Arruda, o presidente do Retrô Laércio Guerra informou que o clube cobraria R$300,00 no jogo da volta. “Esse será o valor tanto para a torcida visitante quanto para a minha torcida”, disse Laércio.

Na segunda, o Departamento Jurídico do Santa Cruz acionou o Procon-PE para verificar se havia alguma forma de diminuir o valor dos bilhetes. “Houve abuso”, alegaram os tricolores.

Economia: Com oferta de R$ 455 mi, Grupo Maersk cobre proposta de concorrente em leilão do Estaleiro Atlântico Sul

27/07/22

Por: Diario de Pernambuco

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Venda da área interna do EAS deverá viabilizar construção de novo terminal de contêineres no local ( Rafa Medeiros/Divulgação)
Venda da área interna do EAS deverá viabilizar construção de novo terminal de contêineres no local ( Rafa Medeiros/Divulgação)
O Grupo Maersk, por meio da APM Terminals, ofereceu nesta terça-feira (26) uma proposta de R$ 455 milhões pela área interna do Estaleiro Atlântico Sul (EAS). O valor, que supera a oferta realizada de forma conjunta pelas empresas ICTSI Rio Terminal 1 Brasil e Conepar S/A na última semana, deverá garantir que o grupo se consolide como vencedor do leilão pela área da Unidade Produtiva Isolada da UPI Pré-constituída B do estaleiro.
Atuando como “Stalking Horse” do leilão, termo utilizado para designar um proponente âncora que se predispõe a realizar a primeira proposta, a APM Terminals já havia realizado uma oferta de R$ 300 milhões pelo local anteriormente. No entanto, no dia 21 deste mês, o consórcio formado pela ICTSI e Conepar ofereceu R$ 400 milhões pela área interna do estaleiro. Porém, como atuou como “Stalking Horse”, o Grupo Maersk pode utilizar seu direito de preferência e cobrir a oferta realizada pelo concorrente.
Agora, será preciso aguardar que as etapas judiciais do processo sejam finalizadas, assim como os acertos entre o EAS e a APM Terminals, antes que a empresa seja oficialmente declarada como vencedora do leilão. A previsão é de que o local arrematado seja utilizado para a implantação de um Terminal de Uso Privativo (TUP), que deverá estabelecer concorrência no Porto de Suape.
O diretor de planejamento e gestão de Suape, Francisco Martins, avalia a novidade de forma positiva. “Um segundo terminal de contêiner já tem estado no radar de Suape há algum tempo. Inicialmente, se previa um outro terminal dentro do porto organizado. Mas, agora surge a oportunidade de termos um fora do porto organizado, o que deverá estabelecer um nível de concorrência importante”, afirmou.

Para Francisco, a expectativa é que o novo local impacte diretamente nas cadeias produtivas já consolidadas no estado, como é o exemplo do polo automotivo. “Poderemos ter um reflexo direto no custo de produtos que utilizam insumos importados e também no custo de produtos exportados através do porto. Temos muita expectativa e otimismo com as consequências futuras desse empreendimento. Ele deverá colocar Suape na rota dos portos estratégicos não só do Brasil mas também da América Latina e de todo o hemisfério sul”, completou.

Decisão
De acordo com a declaração de resultado do processo competitivo, a proposta vencedora será definida “se somente houver propostas para aquisição individual da UPI-B Cais Sul e UPI-B Central, será declarada vencedora aquela que represente o maior preço para aquisição de cada UPI individualmente” ou “se houver propostas para aquisição da UPI Pré-Constituída B e propostas para aquisição individual das UPI-B Cais Sul ou UPI-B Central, será declarada proposta vencedora aquela que represente o maior preço arrecadado total, ainda que existam propostas que individualmente (para aquisição da UPI-B Cais Sul ou UPI-B Central) sejam de maior valor; devendo ser observado o Preço Mínimo, o disposto no Plano e neste Edital”.
Ante o exposto, a Administração Judicial requer se digne Vossa Excelência: a) desconsiderar o requerimento do item ‘e’ da manifestação ID 110598618, porque superado (e prejudicado) pela oferta de nova proposta feita tempestivamente pela proponente APM TERMINALS BV (Stalking Horse), exercendo o seu direito de preferência previsto no edital; b) Receber o resultado do processo competitivo, cuja maior proposta e vencedora foi a apresentada pela APMT Stalking Horse, no valor de R$ 455.000.000 (quatrocentos e cinquenta e cinco milhões de reais), cotejando a Ata e as informações protocoladas no ID 110598618 em conjuntamente com a presente manifestação; c) Determinar a intimação de todas as partes interessadas, inclusive credores, Recuperanda e o Ministério Público a apresentar suas impugnações, querendo, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, na forma do artigo 143 da LRF, homologando o resultado do certame subsequentemente.

Investigações mostram como PCC usa política de Bolsonaro para se armar

27/07/22
Conteúdo Estadão
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2 – Decretos e portarias sobre armas que o governo de Jair Bolsonaro editou em 2019 e em 2020 ampliam o acesso a armas de fogo potentes, a munições e ao porte

DIVULGAÇÃO/PF
Armas apreendidas em operação da PF em Minas Gerais – FOTO: DIVULGAÇÃO/PF

Vitor Furtado, o Bala 40, foi surpreendido pela polícia do Rio vendendo armas para bandidos. Tinha um arsenal com 26 fuzis e outras armas avaliados em R$ 1,8 milhão.

Em São Paulo, no Lageado, zona leste, os policiais do Departamento de Narcóticos (Denarc) encontraram fuzil, carabina, duas pistolas e dois revólveres com Diego Izidoro, de 35 anos, acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em Uberlândia (MG), a Polícia Federal apreendeu na casa de um outro integrante do PCC duas carabinas, um fuzil T4, duas pistolas, uma espingarda e um revólver.

Ocorridos em três Estados diferentes, eles não são casos isolados e indicam uma nova forma de agir do crime organizado.

Todas essas armas foram compradas legalmente por laranjas ou por criminosos com ficha criminal que se registraram como colecionadores, atiradores ou caçadores, os chamados CACs.

Policiais e especialistas no combate ao crime organizado afirmam que isso é consequência do decretos e portarias sobre armas que o governo de Jair Bolsonaro editou em 2019 e em 2020, ampliando o acesso a armas de fogo potentes, a munições e ao porte.

O Estadão procurou o Palácio do Planalto, o Comando do Exército e Ministério da Justiça para questionar as supostas falhas de fiscalização dos CACs e sobre o controle das armas adquiridas, mas não obteve resposta.

“Infelizmente, tudo isso facilitou o acesso dos bandidos às armas e munições. O crime organizado lava o dinheiro em atividades lícitas e usa esse dinheiro para comprar legalmente armas que serão usadas nas atividades ilícitas”, afirmou o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima.

Nesse processo, o Exército revogou em abril de 2020 três portarias do Comando Logístico (Colog) que tratavam do transporte, do rastreamento, da identificação e da marcação de armas, munições e produtos bélicos. Sem isso, não seria mais possível saber onde um lote de balas usadas em um crime foi comprado e por quem. Também não seria mais possível saber se o CAC está levando a arma ao clube de tiro ou se está circulando armado, o que é proibido. Ao todo, Bolsonaro alterou, incluiu ou revogou mais de 300 dispositivos relacionados ao tema.

VALORES

A nova situação permitiu aos bandidos a opção de comprar armas a um preço até 65% menor do que eram obrigados a pagar quando tudo vinha pelo contrabando da Bolívia ou do Paraguai. É o que diz o promotor Lincoln Gakiya, um dos maiores especialistas do País no combate ao crime organizado.

“É muito fácil pegar um laranja e tirar o certificado de CAC.” O documento é concedido pelo Exército. Se for para ser atirador, o criminosos poderá comprar 30 armas com esse registro, sendo 15 fuzis de uso restrito e 6 mil munições por ano. Já se o bandido obtiver o registro de colecionador, ele não terá limite de compra de armas, desde que adquira apenas cinco de cada modelo, como os fuzis AR-15 e Rugger (R$ 8 mil).

“Eles (integrantes do PCC) pagavam de R$ 35 mil até R$ 59 mil num fuzil no mercado paralelo e agora pagam de R$ 12 mil a R$ 15 mil um (fuzil calibre) 556 com nota fiscal”, disse o promotor.

Segundo Lincoln Gakiya, foram detectadas em várias investigações do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) ordens da facção para que membros do grupo obtivessem o registro de CAC. Gakiya não é contrário aos CACs – ele mesmo é CAC há 30 anos, desde que entrou no Ministério Público.

O esquema do crime organizado se vale de falhas na averiguação de antecedentes criminais e na ausência de investigação social sobre os pretendentes a manter um arsenal em casa. O Exército não verificaria se o endereço do futuro CAC é frio, se o documento é quente ou se ele têm ligação com criminosos.

Esse tipo de ação foi detectada pela primeira vez pela polícia paulista em 2021, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Um atirador esportivo falsificou documentos e comprou 40 fuzis para revender a traficantes – dez das armas foram apreendidas.

Na semana passada, o homem preso pela PF em Minas com fuzis já tinha sido processado 16 vezes por tráfico de drogas e homicídio.

Já o acusado detido em São Paulo tinha arsenal avaliado em R$ 50 mil, mas renda de R$ 2 mil. Ele era ligado a Anísio Amaral da Silva, o Biu, suspeito de participar do grupo do traficante de drogas Anselmo Santa Fausta. Fausta comprou uma empresa de ônibus em São Paulo, a UPBus, que mantinha contrato de R$ 600 milhões com a Prefeitura, para lavar dinheiro do tráfico. Acabou assassinado em 2021, na zona leste.

ECONOMIA

“Em termos de negócio, comprar dez fuzis no CAC gera uma economia significativa para eles (os bandidos)”, disse Gakya. Ele contou outra vantagem obtida pela facção com as regras atuais. “Imagine o custo, o peso e o trabalho para trazer de helicóptero do Paraguai ou da Bolívia 6 mil munições de calibre 556 (usadas em fuzis), se com apenas um CAC você pode fazer isso no Brasil. Compensa e bastante.”

Para se ter uma ideia do tamanho problema, basta ver os números. Segundo o Instituto Sou da Paz, o total de pessoas com licença de CAC aumentou 262% entre julho de 2019 e março de 2022. Eles passaram de 167.390 para 605.313 pessoas. Ao todo, foram 437.923 registros a mais, uma média de 449 novos CACs por dia.

“Isso vai se voltar contra a sociedade, e as primeiras vítimas serão os policiais”, afirmou o coronel José Vicente da Silva Filho, da PM de São Paulo.

Um membro da cúpula da Polícia Civil paulista lembrou que fuzis sempre entraram ilegalmente no País, mas os bandidos tinham dificuldade em comprar grandes quantidades de munição. Com as normas atuais, isso acabou.

O coronel José Vicente lembra que as armas longas, como os fuzis, têm uma função de defesa territorial e não pessoal. É o que ocorre nos morros e comunidades do Rio. “Com a liberação dessas armas, corre-se o risco de o modelo do crime do Rio se espalhar pelo Brasil.” É com armas desse tipo que o PCC invade cidades, espalha o terror no interior do País e impõe o monopólio do tráfico.

DINHEIRO

“As pessoas esqueceram que o crime organizado tem dinheiro para comprar armas e munições”, afirmou o delegado Lima. Só o PCC movimenta quase R$ 2 bilhões por ano só com o tráfico de drogas para a Europa. Para ele, faltou criar uma fiscalização rigorosa e controles rígidos das armas.

Desde setembro de 2021, o ministro Nunes Marques, do STF, mantém paralisado o julgamento sobre a legalidade dos decretos das armas de Bolsonaro, por meio de um pedido de vistas. “Estamos criando uma tragédia, uma situação dramática para o policiamento no futuro”, disse o coronel José Vicente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.