23/03/26 – http://blogfolhdosertao.com.br – Por Anthony Santana
Quatro homens são acusados de lavagem de dinheiro, um deles era assessor de deputado federal paulista
A ação de prisão foi realizada após o saque do valor numa agência na Avenida Agamenon Magalhães, região central da capital pernambucana. As investigações da PF indicam que a quantia seria entregue pelo suspeito que fez o saque aos demais envolvidos no esquema, que chegaram no Recife em um jatinho, pouco antes da movimentação que gerou a prisão dos suspeitos.
Luiz Henrique de Albuquerque Bueno é apontado como empresário do setor de fabricação de transformadores, indutores e capacitores, enquanto Tiago Galve dos Santos é dono de uma empresa que atua com obras de alvenaria.
Os acusados foram autuados em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro e encaminhados para a audiência de custódia. O juiz do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), Francisco Antonio de Barros e Silva Neto concedeu liberdade provisória aos suspeitos, mas impôs medidas cautelares, como a proibição de que Fernando José Palma Sampaio tenha acesso à Câmara dos Deputados, onde exerce a função de assessor.
Além disso, o magistrado determinou que os demais acusados não mantenham contato entre si, não deixem o país e entreguem os passaportes à Polícia Federal.
Exoneração
O deputado federal Vinicius Carvalho se manifestou por meio do advogado responsável por sua representação, Antonio Belarmino Jr. A nota enviada à imprensa indica que o parlamentar recebeu com surpresa a informação da prisão do assessor. O advogado fez questão de ressaltar que o Ministério Público Federal não encontrou ligação do deputado com o crime de lavagem de dinheiro, supostamente praticado pelo auxiliar.
“Conforme consta do próprio termo de declarações prestado pelo assessor, restou expressamente consignado que o parlamentar não tinha conhecimento dos deslocamentos, tampouco de quaisquer condutas investigadas, inexistindo qualquer relação entre o deputado e os eventos sob apuração. No mesmo sentido, a manifestação do Ministério Público Federal reconhece que não há elementos que indiquem envolvimento do parlamentar”, expõe o documento.
Após a repercussão da prisão, o assessor foi exonerado da função pelo deputado Vinicius Carvalho.
