Nomes dos presos pela PF no Recife com quantia de R$ 2,7 milhões são divulgados

23/03/26  – http://blogfolhdosertao.com.br  –    Por Anthony Santana

Quatro homens são acusados de lavagem de dinheiro, um deles era assessor de deputado federal paulista
Os nomes dos quatro homens presos pela Polícia Federal (PF), na última sexta-feira (20), no Recife, de posse de R$ 2,7 milhões em espécie, foram divulgados neste domingo (22). Os acusados são: Fernando José Palma Sampaio, até então assessor do deputado federal Vinícius Carvalho (PL-SP); Luiz Henrique de Albuquerque Bueno; Tiago Galve dos Santos e Tales Mariano Carvalho da Silva.

A ação de prisão foi realizada após o saque do valor numa agência na Avenida Agamenon Magalhães, região central da capital pernambucana. As investigações da PF indicam que a quantia seria entregue pelo suspeito que fez o saque aos demais envolvidos no esquema, que chegaram no Recife em um jatinho, pouco antes da movimentação que gerou a prisão dos suspeitos.

Luiz Henrique de Albuquerque Bueno é apontado como empresário do setor de fabricação de transformadores, indutores e capacitores, enquanto Tiago Galve dos Santos é dono de uma empresa que atua com obras de alvenaria.

Os acusados foram autuados em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro e encaminhados para a audiência de custódia. O juiz do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), Francisco Antonio de Barros e Silva Neto concedeu liberdade provisória aos suspeitos, mas impôs medidas cautelares, como a proibição de que Fernando José Palma Sampaio tenha acesso à Câmara dos Deputados, onde exerce a função de assessor.

Além disso, o magistrado determinou que os demais acusados não mantenham contato entre si, não deixem o país e entreguem os passaportes à Polícia Federal.

Exoneração
O deputado federal Vinicius Carvalho se manifestou por meio do advogado responsável por sua representação, Antonio Belarmino Jr. A nota enviada à imprensa indica que o parlamentar recebeu com surpresa a informação da prisão do assessor. O advogado fez questão de ressaltar que o Ministério Público Federal não encontrou ligação do deputado com o crime de lavagem de dinheiro, supostamente praticado pelo auxiliar.

“Conforme consta do próprio termo de declarações prestado pelo assessor, restou expressamente consignado que o parlamentar não tinha conhecimento dos deslocamentos, tampouco de quaisquer condutas investigadas, inexistindo qualquer relação entre o deputado e os eventos sob apuração. No mesmo sentido, a manifestação do Ministério Público Federal reconhece que não há elementos que indiquem envolvimento do parlamentar”, expõe o documento.

Após a repercussão da prisão, o assessor foi exonerado da função pelo deputado Vinicius Carvalho.

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