A janela partidária está escancarada oficialmente a partir de hoje. Mais do que poder trocar de legenda, sem correr o risco de perder o mandato, ou entrar em um partido para a disputa deste ano, maioria dos pré-candidatos a deputado estadual, federal e ao Senado vive a ansiedade dos cálculos. Seja para contabilizar o quanto será preciso investir, seja para estimar a quantidade de votos para assegurar a vaga.
Na ordem de prioridade, os pré-candidatos desejam mesmo que os nomes em potencial na disputa pelo governo de Pernambuco – o prefeito João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD) – sinalizem com quem vão compor a majoritária (o vice e os dois nomes ao Senado). Essa definição vai apontar o caminho de muitos.
A ansiedade de outros é ter, pelo menos, a garantia de que os partidos conseguirão compor chapas para estadual.
O Solidariedade, que em 2022 elegeu quatro deputados, fez um prefeito em 2024, e terminou arrastando um suplente, não terá fôlego para repetir o desempenho.
Todos os parlamentares vão migrar para o Podemos. O PRD, que hoje tem dois estaduais, já disse que o foco é formar a chapa federal.
O MDB não descartou, mas dificilmente vai conseguir. Os dois deputados terão que procurar outro rumo. A mesma situação é vivida pelo Republicanos.
Com mais esperança, o PSDB corre contra o tempo em busca de reforço. Enquanto isso, o PP/União, o PSB, o PL e a Federação PT-PV-PCdoB estão em ritmo acelerado. Nessa rearrumação, o PSD deve ganhar representantes na Alepe.
Quando o 4 de abril chegar (um dia após o prazo para filiações), a composição partidária na Casa será bem diferente da encontrada em 2023.
Aliança consolidada
Reunidos em Brasília, o prefeito do Recife, João Campos (PSB); o presidente do PT nacional, Edinho Silva; o senador Humberto Costa e o deputado Carlos Veras acordaram pontos para o Senado: nenhuma candidatura avulsa; reeleição de Humberto Costa e um segundo nome, escolhido pelo prefeito, que esteja alinhado ao grupo.
Raquel Lyra e Edinho
Antes de reunir-se com João Campos, o presidente do PT nacional, Edinho Silva, recebeu a governadora Raquel Lyra (PSD). Em Brasília desde terça, a gestora teria ido agradecer o apoio do presidente Lula e colocar-se à disposição para conversas eleitorais.
Diálogo e responsabilidade
O presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto, não estava na sessão que aprovou dois projetos enviados pela governadora Raquel Lyra. Nas redes sociais, disse: “Alepe, a Casa do diálogo e da responsabilidade”. Não quer ninguém falando mal do Legislativo por aí. Agora falta votar os vetos à Lei Orçamentária Anual (LOA).
Cidadania
O deputado federal Alex Manente (SP) é o novo presidente nacional do Cidadania. Eleito por unanimidade, ontem, durante congresso em São Paulo, ele substitui o ex-deputado Roberto Freire, escolhido presidente de honra. A federação com o PSDB deve ser mantida.