Cemafauna celebra o Dia da Caatinga com a primeira edição do First Friday em 2025

25/04/25

Ascom Univasf

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Universidade Federal do Vale do São Francisco - Univasf Funcionários, localidade, ex-alunos | LinkedIn

Em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) realiza, na próxima segunda-feira (28), a primeira edição do First Friday de 2025. O evento terá início às 9h, no auditório do Museu de Fauna da Caatinga, localizado no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina-PE.

A palestra ‘Biogeografia da Caatinga’, ministrada pelo biólogo e especialista em avifauna Paulo de Tarso Sambugaro. A abordagem propõe uma reflexão sobre a distribuição dos seres vivos no bioma, seus fatores condicionantes e a importância de compreender essas dinâmicas para a conservação da biodiversidade da região semiárida. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da plataforma Even3: https://www.even3.com.br/firstfriday2025/. Os participantes receberão certificado de participação ao final do evento.

Sobre o Palestrante

Graduado em Ciências Biológicas pela Faculdade Integrado de Campo Mourão/PR. Especialista em Ensino-Aprendizagem de Ciências e Biologia e em Biologia e Conservação de Fauna Silvestre. Mestre em Biologia das Interações Orgânicas, com foco na Ornitologia. Atua como Gerente de Planejamento e Novos Projetos na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, junto ao Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna).

Sobre o First Friday

O First Friday é um evento mensal e gratuito promovido pelo Museu de Fauna da Caatinga, que propõe discutir de forma leve e acessível temas ligados ao bioma Caatinga. A iniciativa busca aproximar a ciência do dia a dia das pessoas, criando um espaço de troca, aprendizado e reflexão. As inscrições são feitas pela plataforma Even3 e dão direito a certificado. Nesta edição especial, em homenagem ao Dia da Caatinga, o Cemafauna reafirma seu compromisso com a valorização do bioma e a educação ambiental. Mais do que compartilhar conhecimento, o evento convida a sociedade a olhar com mais atenção e cuidado para a nossa Caatinga — um patrimônio natural único e essencial.

Lagoa Grande: Prefeitura oferece capacitação para adoção de novo sistema pedagógico no município

25/04/25

Ascom PMLG

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Prefeitura de Lagoa Grande oferece capacitação para adoção do novo sistema pedagógico do município | Blog do Banana

Um novo momento passará a ser vivenciado por alunos e professores da rede municipal de ensino de Lagoa Grande. A Prefeitura, através da Secretaria de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (Seduc), adotou o Sistema Aprender de Ensino para o acompanhamento pedagógico. Foi realizada hoje, 24, a formação do novo sistema com todos os professores da rede.

“Estamos inaugurando um novo tempo na educação de Lagoa Grande, é um movimento nosso”, explicou a instrutora dos primeiros e segundos anos do sistema de ensino da Aprender Editora, Aparecida Martins. O programa Aprender chega para somar e assim consolidar as habilidades dos alunos lagoa-grandenses e se tornar sucesso na aprendizagem.

“A Editora Aprender entende que essa é uma parceria de sucesso, tendo em vista a grande participação nas salas de aula dos professores no processo formativo, compreendendo como será a utilização do material”, acrescentou Patrícia Lemos que gerencia a coleção Vidas do Sistema Aprender.

Mailane Oliveira, coordenadora dos programas de formações da Seduc, frisa que a finalidade do novo sistema de ensino adotado no município pretende alfabetizar com qualidade, de forma efetiva e sempre pautada na equidade, contemplando 100% dos alunos da rede de ensino. “Educação é desenvolvimento, é crescimento. Estamos no caminho certo, sem dúvidas”, declarou. A nova orientação pedagógica da educação lagoa-grandense atenderá da creche (educação infantil, pré-escola) ao Ensino Fundamental (séries iniciais – 1°. ao 5°. e finais, 6°. ao 9°. ano).

“Hoje é um dia muito importante para a educação de Lagoa Grande, por determinação da prefeita Catharina Garziera nossa rede foi presenteada com esta capacitação e a implantação do Sistema Aprender, seis novos programas municipais educacionais, estamos implantando esse ano e breve se tornarão leis. Tudo isso é pensado com muito zelo, responsabilidade e comprometimento com a aprendizagem de nossos alunos. Nossa meta é ser referência na educação”, pontuou a secretária de Educação, Joseilde Paulino.

 

Lula é o 3º presidente mais popular da América do Sul, diz pesquisa

25/04/25

Paulo Emilio

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Levantamento realizado pela da CB Consultoria Opinión Pública aponta que o presidente Lula fica atrás apenas de Yamandú Orsi e Daniel Noboa
Lula - 18/03/2025
Lula – 18/03/2025 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

 

Um levantamento realizado pela da CB Consultoria Opinión Pública, realizado entre 11 e 16 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua em terceiro lugar no ranking de popularidade entre os presidentes da América do Sul. O estudo elaborado pela empresa argentina, que entrevistou 12.023 pessoas em dez países da região, confirma a liderança da esquerda no continente, com Yamandú Orsi, do Uruguai, no topo da lista, destaca a Carta Capital.

Orsi, que assumiu o cargo em 1º de março, sucedendo o presidente de centro-direita, Luís Lacalle Pou, mantém a primeira posição com uma imagem positiva de 51,3%, embora tenha sofrido uma ligeira queda em comparação com a rodada anterior (52,9%). Em segundo lugar está Daniel Noboa, presidente reeleito do Equador, com 51% de aprovação, marcando um avanço significativo em relação aos 47,5% obtidos na pesquisa anterior.

Lula, por sua vez, apresenta uma imagem positiva de 49,7%, o que representa um aumento em relação aos 46,5% registrados no mês passado. Sua imagem negativa, no entanto, também recuou, de 50,6% para 47,7%.

O ranking dos cinco primeiros é completado pelo presidente de extrema direita da Argentina, Javier Milei, com 46,3%, ante 46,1% na rodada anterior, e Santiago Peña, do Paraguai, com 45% de imagem positiva, avançando para além dos 42,9% registrados na rodada anterior.

No final da lista, segundo a reportagem, aparecem Gabriel Boric, do Chile, com 44,8%; Gustavo Petro, da Colômbia, com 36,2%; Nicolás Maduro, da Venezuela, com 28,5%; Dina Boluarte, do Peru, com 24,9%; e Luis Arce, da Bolívia, com 24,1%.

A pesquisa, realizada entre 11 e 16 de abril, tem uma margem de erro de até três pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. A amostra inclui entre 1.067 e 1.490 entrevistados por país, abrangendo Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela, Chile, Equador, Bolívia, Paraguai e Equador.

 

Oposição condiciona avanço de projetos do governo ao pagamento das emendas

25/04/25

Por Betânia Santana

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Situação fez gestos com requerimento e visita a gabinetes, mas matéria não entra em pauta na terça

A gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nunca foi tão bem representada na Assembleia Legislativa quanto agora. A deputada Socorro Pimentel (União Brasil) é habilidosa, ágil nas respostas e na movimentação.

Tratou de preparar um requerimento na tentativa de acelerar a sabatina do indicado para administrar Fernando de Noronha. O nome foi sugerido pela governadora no dia 28 de março, após articulação com os líderes do Avante, e o debate deveria ter ocorrido até 22 de abril.

Ontem a parlamentar circulou com o advogado Virgílio Oliveira pela Casa de Joaquim Nabuco. Filho do deputado federal Waldemar Oliveira, ouviu em vários tons que nada pesa contra ele.

Até o deputado Luciano Duque, adversário do grupo em Serra Talhada, é a favor de que os pares deem celeridade ao processo. “Isso não é sinal de maturidade política. Tem que botar para votar e deixar que a maioria decida”, diz o deputado, base do governo.

Mas a oposição já fez as contas. Dos R$ 81,2 milhões em emendas impositivas pendentes de 2024, R$ 31 mi foram empenhados; R$ 8,5 mi, liquidados e R$ 6,6 mi, pagos (8% do valor restante). Sem as emendas, não há o que discutir, diz a oposição.

E o presidente da Comissão de Justiça, deputado Alberto Feitosa (PL), permanece irredutível. “O rapaz é muito educado. Mas o problema não é ele. O governo cobra prazo, e não cumpre”, argumentou, acrescentando que a matéria não será discutida na reunião de terça.

Nem entra em pauta sem o pagamento. O mesmo vale para o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão

Movimentos petistas

O ex-prefeito de Araraquara (SP) e candidato à presidência nacional do PT, Edinho Silva, desembarca no Recife amanhã à noite. No domingo participa de encontro no Sindicato dos Bancários. Vem reforçar a importância da unidade no Processo de Eleição Direta (PED). Chega dias depois de o deputado federal Rui Falcão lançar-se na disputa. A eleição está marcada para 6 de julho.

Treinamento intensivo
Menos de uma semana após devolver o cargo ao prefeito João Campos, o vice Victor Marques assumiu extraoficialmente o comando da cidade. Tem vistoriado obras, recebido vereadores e monitorado ações. João Campos está em São Paulo. Participou de encontro na Fundação FHC e amanhã estará no congresso do PSB.

Dois títulos
Dia 5, o ministro do STF Flávio Dino receberá da UFPE título de Doutor Honoris Causa. Às 9h30, na Concha Acústica. A Alepe deve aproveitar a mesma cerimônia para entregar ao ministro o título de Cidadão Pernambucano, de autoria do deputado Sileno Guedes.

Acelerado
Reconduzido à liderança do PV na Câmara, o deputado Clodoaldo Magalhães encontrou, em Brasília, a governadora Raquel Lyra, líderes políticos e as ministras Gleisi Hoffmann e Luciana Santos, e defendeu a federação PT-PV-PCdoB. De hoje a domingo circula pelo interior.

Collor é preso em Alagoas, após condenação por corrupção na BR Distribuidora

25/04/25
Por Marina Verenicz
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Ex-presidente foi detido em Maceió ao tentar se entregar em Brasília; Moraes rejeitou novo recurso e ordenou cumprimento imediato da pena
Fer
Fernando Collor de Mello 

O ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cumprimento imediato da pena de oito anos e dez meses em regime fechado, imposta a Collor por corrupção envolvendo contratos irregulares na BR Distribuidora.
Segundo a defesa, o ex-presidente foi detido por volta das 4h da manhã, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília, onde pretendia cumprir voluntariamente a decisão judicial. Ele está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Alagoas. A informação foi revelada pelo jornal O Globo.

Condenação por corrupção e rejeição de recursos

Collor foi condenado por receber R$ 20 milhões em propina, entre 2010 e 2014, para facilitar a celebração de contratos entre a BR Distribuidora — braço da Petrobras — e a construtora UTC Engenharia. Em troca, oferecia apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal.
O STF já havia negado embargos de declaração e, ontem, rejeitou também os embargos infringentes, último recurso da defesa, que alegava divergência na dosimetria da pena. Moraes considerou que o recurso foi meramente protelatório, o que autorizou o trânsito em julgado da condenação e sua execução imediata.
“A manifesta inadmissibilidade dos embargos, conforme a jurisprudência da Corte, revela o caráter meramente protelatório dos infringentes”, escreveu o ministro em sua decisão.

Sessão plenária deve referendar decisão

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, determinou que o caso fosse incluído na sessão virtual do Plenário desta sexta-feira, que vai das 11h às 23h59. Os ministros avaliarão se ratificam a ordem de Moraes, embora a jurisprudência já permita o início do cumprimento da pena antes mesmo da publicação da decisão, quando há uso indevido de recursos.
Além de Collor, o STF também determinou o cumprimento das penas de outros dois condenados no mesmo processo: Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, que cumprirá quatro anos e um mês em regime semiaberto, e Luís Pereira Duarte Amorim, que recebeu penas restritivas de direitos.

 

A prisão marca um novo capítulo na trajetória de Fernando Collor, que se tornou o primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização e foi também o primeiro a sofrer impeachment, em 1992. Ele voltou à política como senador por Alagoas e permaneceu no cargo até 2023.
O caso da BR Distribuidora é parte dos desdobramentos da Operação Lava Jato, e sua condenação no STF encerra uma das investigações mais antigas contra políticos de alto escalão.

Concurso em Pernambuco: confira as oportunidades abertas no Estado

25/04/25

Por Concursos e empregos

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Vagas para cargos de nível médio, técnico e superior estão disponíveis no agendão de concursos
A agenda de concursos em Pernambuco traz uma variedade de oportunidades em diferentes áreas, como segurança pública, saúde e administração, com vagas para todos os níveis de escolaridade.
Há editais abertos com prazos que se estendem até Junho de 2025 e outros previstos para breve, abrangendo órgãos municipais, estaduais e federais. Confira o agendão abaixo:Concurso SAD/DER PE
Vagas: 77 (66 ampla concorrência + 11 para PcD)
Prazo: 30 de abril
Taxa de inscrição: gratuita
Cargos: Engenheiro Civil, Técnico em Estradas, Assistente em Educação de Trânsito
Área: Infraestrutura e Trânsito
Nível: médio, técnico e superior
Remuneração: entre R$ 2.000,00 e R$ 5.200,00
Inscrição: neste link

Concurso Prefeitura de Orobó
Vagas: 1
Prazo: 25 de abril
Taxa de inscrição: gratuita
Cargos: Médico da Unidade de Saúde de Matinadas
Área: Saúde
Nível: superior (graduação em Medicina com registro no CRM)
Remuneração: R$ 2.000,00 por plantão (segunda a sexta) + R$ 2.000,00 por plantão (sábado e domingo) + R$ 500,00 de ajuda de custo por plantão
Inscrição: presencial na Secretaria Municipal de Saúde de Orobó ou via Correios (Rua Professor Mariano de Aguiar, s/n, Bairro da Matriz, Orobó/PE, CEP 55745-000)

Concurso Prefeitura de Caruaru

Vagas: 36
Prazo: 15 de maio
Taxa de inscrição: entre R$ 72,00 e R$ 97,00
Cargos: Analista de Controle Interno, Bibliotecário, Engenheiro/Arquiteto em Engenharia de Segurança do Trabalho, entre outros
Área: Administrativa e Fiscal
Nível: médio e superior
Remuneração: entre R$ 1.518,00 e R$ 5.000,00
Inscrição: neste link

Concurso Prefeitura de Moreno
Vagas: 3 imediatas + cadastro reserva (até 30)
Prazo: 21 de abril
Taxa de inscrição: gratuita
Cargos: Alfabetizador voluntário (Programa Brasil Alfabetizado)
Área: Educação
Nível: médio (preferência para estudantes ou formados em Pedagogia ou Letras)
Remuneração: bolsa de R$ 1.200,00
Inscrição: via e-mail para pbamoreno.gov@gmail.com.

Concurso Prefeitura de Igarassu
Vagas: 398
Prazo: 12 de maio
Taxa de inscrição: entre R$ 125,00 e R$ 140,00
Cargos: Procurador, professor, Guarda Civil, entre outros
Engenharia Civil:
Área: Diversas
Nível: médio e superior
Remuneração: entre R$ 3.655,26 e R$ 5.200
Inscrição: neste link

Processo seletivo ABCDE/CESVASF – PE

Vagas: 30
Prazo: 25 de abril
Taxa de inscrição: R$ 100,00
Cargos: Professor Especialista Substituto nas áreas de Engenharia Agronômica, Engenharia Civil, Farmácia, Fisioterapia, entre outras
Área: educação superior
Nível: Superior
Remuneração: Entre R$ 1.074,04 e R$ 1.790,06
Inscrição: Presencialmente no Setor de Pessoal da Autarquia Belemita de Cultura, Desportos e Educação, Rua Coronel Trapiá, nº 202, Belém do São Francisco – PE, de terça a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, até 25 de abril

Processo seletivo AESGA – PE
Vagas: 11
Prazo: 24 de abril
Taxa de inscrição: R$ 250,00
Cargos: Professor de Direito Público, Professor de Administração/Contabilidade, Professor de Engenharia Civil, entre outros
Área: diversas
Nível: Superior
Remuneração: Entre R$ 21,22 e R$ 35,21 por hora/aula
Inscrição: neste link

Processo seletivo CRMV PE
Vagas: 105
Prazo: 5 de maio de 2025
Taxa de inscrição: R$ 60,00 a R$ 80,00
Cargos: Assistente Administrativo, Técnico Agropecuário, Médico Veterinário, entre outros
Área: Administração, Agropecuária, Medicina Veterinária
Nível: Médio, técnico e superior
Remuneração: entre R$ 1.518,00 e R$ 4.000,00
Inscrição: neste link

Alguns órgãos devem abrir inscrições em breve, entre eles:

— Banco do Brasil
— CNU 2025
— INSS
— Correios
— Receita Federal
— Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
— Polícia Federal
— Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)
— Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
— PF administrativo
— PRF
— Prefeitura do Recife
— Anvisa
— Dataprev

Opinião: Por que toda operação da PF parece um roteiro repetido contra o governo Lula?

25/04/25
Por Reynaldo Aragon
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‘Escândalos, pânico moral e manchetes às vésperas de eleições formam um padrão de guerra híbrida disfarçada de zelo institucional’.
Alessandro Stefanutto
Alessandro Stefanutto (Foto: Arquivo/Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A crise do INSS deflagrada nesta quarta-feira (23) não é apenas mais um escândalo administrativo: é um sintoma de algo muito maior e muito mais antigo. Quando a Polícia Federal aparece em rede nacional, às 6h da manhã, com sirenes ligadas, mandados em mãos e câmeras estrategicamente posicionadas, o Brasil já sabe que não está diante de uma simples operação policial. Estamos diante de mais um capítulo do manual informal de guerra híbrida em território nacional. Um roteiro conhecido, ensaiado, e, infelizmente, eficaz. A operação “Sem Desconto” mobilizou manchetes, afastou servidores, levou à demissão do presidente do INSS e, principalmente, gerou um impacto político imediato no governo Lula  a pouco mais de um ano das eleições de 2026. Coincidência? Dificilmente.

A verdade é que o Brasil tem uma tradição — que passa tranquilamente por fora da Constituição de instituições de Estado que atuam como braços políticos de determinados interesses de classe. Polícia Federal, Judiciário, Ministérios Públicos, Controladorias e até autarquias técnicas têm, nos momentos mais delicados, servido aos interesses do que há de mais reacionário nas elites econômicas, midiáticas e geopolíticas. Foi assim no Mensalão, com ministros do STF que ultrapassaram os limites processuais para condenar sem provas com base na “teoria do domínio do fato”. Foi assim com a Lava Jato, com seu espetáculo midiático, prisões seletivas, acordos internacionais obscuros e delações premiadas costuradas com afinco. E foi assim no golpe contra Dilma Rousseff, legitimado por um Congresso corrompido, por uma mídia histérica e por promotores sedentos por manchetes.

Agora, a história ensaia nova temporada. O enredo, embora reciclado, é eficiente: escândalo + mídia + aparato policial + pânico moral + desgaste do governo. A fórmula da guerra psicológica não mudou. O que mudou, talvez, seja a sofisticação do jogo e a urgência em seu cronograma — afinal, 2026 se aproxima. E os inimigos da soberania nacional não dormem.

HISTÓRICO DE INTERVENÇÕES INSTITUCIONAIS

O Brasil não é um país onde as instituições funcionam com neutralidade republicana. Ao contrário do que prega o bordão auto celebratório de certos setores da burocracia estatal, o que se observa há pelo menos duas décadas é um padrão: o uso de estruturas de Estado como instrumento de disputa política, quase sempre contra governos do campo progressista. Esse padrão não é conspiratório, é documentado.

Comecemos pelo Mensalão, escândalo que explodiu em 2005, logo após o Brasil ter enterrado de vez a proposta da ALCA e ensaiar uma política externa soberana. O caso foi julgado por um Supremo Tribunal Federal pressionado pela mídia e movido por um furor moralista que ignorou garantias básicas. O ex-ministro Joaquim Barbosa, transformado em herói midiático, aplicou a controversa “teoria do domínio do fato” para condenar sem provas materiais nomes históricos do Partido dos Trabalhadores. A espetacularização do julgamento, com sessões televisionadas ao vivo e manchetes diárias, não apenas serviu para desmoralizar o partido no poder, como também pavimentou o caminho para a aceitação de novas intervenções institucionais no futuro.

Esse futuro chegou com a Operação Lava Jato. Criada em 2014 sob o pretexto de combater a corrupção na Petrobras, a operação se tornou um instrumento geopolítico de destruição seletiva. Ministros, executivos, empreiteiras, estatais e toda uma cadeia do projeto nacional-desenvolvimentista foram desmantelados com o apoio de setores do Ministério Público, da Polícia Federal, da Receita e do Judiciário. Tudo em diálogo com agências estrangeiras, o que já deveria, por si só, ter causado escândalo. Mas o que teve foi aplauso da mídia e silêncio institucional.

A aliança entre a Lava Jato, o Departamento de Justiça dos EUA e organizações como a Transparência Internacional foi revelada por diversas investigações jornalísticas. A Pública e o UOL divulgaram documentos que mostravam como a ONG atuava diretamente na redação de acordos de leniência e celebrava, em eventos públicos, o modelo Curitiba de atuação, ao lado de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro. Em vez de vigilância e equilíbrio, vimos promiscuidade institucional e a legitimação da guerra jurídica e o lawfare como ferramenta de disputa política.

Essa trajetória culminou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O Judiciário lavou as mãos. O STF assistiu à farsa constitucional encenada por um Congresso presidido por Eduardo Cunha, réu em inúmeros processos e orquestrada por partidos que hoje integram o centrão fisiológico. O crime de responsabilidade nunca existiu, mas o ritual foi cumprido. Mais uma vez, as instituições “funcionaram”.

Desde então, tornou-se quase normal ver operações da PF às vésperas de votações importantes, dossiês “vazados” seletivamente para a imprensa, decisões judiciais que atropelam prazos e princípios, e uma atuação coordenada entre setores da burocracia estatal e interesses de elites que temem qualquer projeto que fale em soberania, desenvolvimento ou redistribuição de renda.

A atual operação contra o INSS repete os mesmos padrões. O momento político é delicado, o governo enfrenta dificuldades para aprovar pautas importantes e a mídia já começa a plantar a ideia de um “governo conivente com a corrupção”. Não importa que a operação trate de fraudes que, em grande parte, ocorreram entre 2019 e 2022 o auge do bolsonarismo no poder. O que importa é o espetáculo e o alvo: enfraquecer, mais uma vez, a legitimidade de um governo progressista.

A Transparência Internacional e o teatro da moralidade seletiva.

Em meio ao caos político e institucional dos últimos vinte anos no Brasil, um nome sempre surge com aura de neutralidade técnica e suposta autoridade ética: Transparência Internacional. O problema é que, quando se examina mais de perto a atuação da organização no país, especialmente durante os anos da Lava Jato, o que se vê é tudo, menos neutralidade. A entidade, que goza de prestígio em setores da mídia e junto a elites globais, atuou não apenas como observadora, mas como aliada direta dos operadores da guerra jurídica.

Durante os anos mais intensos da Lava Jato, representantes da ONG participaram de eventos públicos ao lado de Deltan Dallagnol e outros membros da força-tarefa. Defendiam com entusiasmo o modelo Curitiba, enquanto omitiam completamente as ilegalidades que já vinham sendo denunciadas por juristas independentes, como os abusos de prisões preventivas, os vazamentos seletivos para a mídia e a colaboração direta com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em 2020, a agência de jornalismo investigativo A Pública revelou documentos que demonstravam que a Transparência Internacional chegou a sugerir termos de acordos de leniência com o Ministério Público Federal, além de discutir estratégias jurídicas com procuradores envolvidos nas delações. O UOL também publicou documentos que mostram que essa parceria ia muito além da retórica pública de “apoio técnico”. Era influência direta em decisões que afetaram profundamente a política e a economia brasileiras. Um ativismo institucional travestido de moralismo global.

Não se trata aqui de negar a importância do combate à corrupção, mas de questionar quem define os alvos, quais os critérios usados e, principalmente, quem lucra politicamente com a erosão da confiança nas instituições. A mesma Transparência Internacional que silenciou sobre os crimes de Sergio Moro e os vazamentos ilegais da Lava Jato, hoje também pouco se manifesta sobre os desmandos da extrema-direita global, do trumpismo e de seus aliados. Seu radar moral parece bem calibrado para identificar escândalos seletivos, mas cegamente tolerante com o autoritarismo e a guerra híbrida em curso.

Diante da atual operação que atinge o INSS, convém perguntar: qual será a postura da Transparência Internacional? Haverá comunicados indignados? Acompanhamento técnico? Ou, como de costume, o silêncio eloquente enquanto a narrativa da corrupção é novamente usada como arma de desgaste político seletivo?

A operação de hoje no contexto político atual.

A operação “Sem Desconto”, deflagrada pela Polícia Federal em 23 de abril de 2025, caiu como uma bomba sobre um governo que já enfrenta um campo minado diário. O escândalo dos descontos indevidos em benefícios do INSS, com estimativas que apontam para um rombo de mais de R$ 6 bilhões, repercutiu imediatamente na mídia, no Congresso e na opinião pública. A resposta do governo Lula foi rápida: demissão do presidente do INSS, cobrança de apuração rigorosa e manifestação de “profunda preocupação” do ministro Lewandowski. Mas, em meio à tempestade, uma pergunta legítima paira no ar: por que agora?

A fraude, segundo a própria PF, ocorreu principalmente entre 2019 e 2022, justamente no governo de Jair Bolsonaro. Ainda assim, a operação foi detonada no momento em que o governo Lula enfrenta dificuldades para aprovar projetos estratégicos, sofre pressão da mídia corporativa, e vê crescer a articulação de figuras da extrema-direita nas redes e nas ruas. A poucos meses das eleições municipais de 2024 e com 2026 no horizonte, a narrativa de que “nada mudou” e que “a corrupção continua” volta a ocupar o centro do debate público. Quem ganha com isso?

A história recente mostra que operações policiais e escândalos administrativos não ocorrem em vácuos institucionais. Elas ganham forma, ritmo e impacto dentro de um ecossistema onde mídia, judiciário, setores da polícia e think tanks reacionários atuam em sinergia. Não por coincidência, vemos novamente a tentativa de criar um ambiente de pânico moral, de descrença nas instituições, de paralisia política. O script é conhecido: repete-se a fórmula da crise permanente para inviabilizar qualquer projeto de Estado minimamente soberano, popular ou desenvolvimentista.

Mesmo que não haja qualquer irregularidade formal na operação da PF, o timing e o enquadramento dado à notícia já são, por si só, elementos centrais de uma disputa simbólica. Como em outras ocasiões, a narrativa da corrupção generalizada, mesmo quando baseada em fatos anteriores ao atual governo, é mobilizada como ferramenta de desestabilização emocional, psicológica e política. A guerra híbrida contemporânea não precisa de tanques nas ruas; bastam manchetes, mandados e a máquina da suspeição operando sem freios.

O governo Lula não pode ignorar o histórico. A democracia brasileira não sobreviveu impunemente ao que foram o Mensalão, a Lava Jato, o impeachment fraudulento de Dilma e a eleição de 2018 contaminada por fake news e lawfare. Em 2025, com a extrema-direita global reorganizada, financiada e sedenta por revanche, cada operação precisa ser lida também por seus efeitos, não apenas por seus pretextos. E se não aprendermos com o passado, ele voltará mais uma vez com roupa de escândalo e alma de golpe.

Ou seja…

A operação “Sem Desconto” é mais do que uma ação da Polícia Federal contra um esquema de descontos indevidos no INSS. Ela é também um sinal. Um daqueles sinais que, quando observados isoladamente, podem parecer apenas burocráticos, mas que, em conjunto com o histórico institucional do país, formam um padrão inquietante. No Brasil, operações policiais não são apenas medidas de correção administrativa; muitas vezes, são atos de coreografia política com efeitos devastadores na estabilidade democrática.

Do Mensalão à Lava Jato, do impeachment de Dilma às condenações sem provas que impediram Lula de disputar as eleições de 2018, vimos uma repetição de fórmulas que transformaram instituições do Estado em braços operacionais de projetos de poder antipopulares. E agora, em 2025, com um governo progressista no comando, mas sitiado por chantagens legislativas, sabotagens econômicas, campanhas de ódio digital e sabotagem midiática sistemática, é impossível ignorar os riscos de que o filme esteja sendo rebobinado mais uma vez.

Não se trata de negar os fatos. O combate à corrupção é necessário. Mas se trata de perguntar: a quem interessa o espetáculo? Quem lucra com a erosão da credibilidade institucional sempre às vésperas de disputas eleitorais? E, sobretudo, quem define o enredo e escolhe os alvos?

A imprensa progressista, os movimentos sociais e os setores democráticos do país não podem mais cair na armadilha da ingenuidade. O uso político das instituições de controle está em pleno funcionamento — e seu alvo, novamente, é o campo popular. Cada operação espetacularizada, cada manchete acusatória, cada vazamento seletivo é parte de uma engrenagem maior. Uma engrenagem que não se move sozinha, mas é dirigida com precisão por interesses que não se conformam com um Brasil soberano, redistributivo e popular. Em 2026, o Brasil será novamente testado. E se a esquerda democrática não enxergar com nitidez os mecanismos que estruturam essa guerra assimétrica, pode não haver tempo para outro alerta.

Tarifa Social passa a valer a partir deste sábado (26); saiba quem tem direito

25/04/25
Imprensa Compesa
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O auxílio foi homologado em março deste ano pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que estabeleceu a estrutura tarifária dos serviços prestados pela estatal.

Torneira

Torneira Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Os beneficiários serão inscritos automaticamente, ou seja, sem a necessidade de requerimento, de deslocamento a uma loja de atendimento da Compesa ou de qualquer ligação para solicitar a adesão à nova tarifa, desde que atendam aos critérios do programa.

Estarão elegíveis para a nova tarifa os pernambucanos com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritos no CadÚnico ou no BPC (Benefício de Prestação Continuada), ou residentes de habitacionais populares da Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (urbano e rural). A Tarifa Social Pernambucana foi lançada pela governadora Raquel Lyra em dezembro do ano passado.

“O acesso ao benefício será automático desde que o cliente atenda aos requisitos previstos em lei. Promovemos o cruzamento de dados oficiais, revisamos eventuais sobreposições de informações e estamos adotando critérios rigorosos para análise dos cadastros para que sejam beneficiados apenas aqueles amparados pelos critérios estabelecidos em lei, que representam cerca de 20% dos nossos usuários. Esses clientes, vale frisar, terão acesso a um desconto de 55% na conta paga hoje. É uma inciativa sem precedentes em Pernambuco, viabilizada a partir de uma eficiência na gestão e com o objetivo de redirecionar esse benefício aos pernambucanos que mais precisam”, destacou o presidente da Compesa, Alex Campos.

A Tarifa Social Pernambucana foi homologada em março deste ano pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que estabeleceu a estrutura tarifária dos serviços prestados pela Compesa.

Ministro Alexandre de Moraes rejeita recursos de Collor e determina prisão do ex-presidente na Lava Jato

25/04/25

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

http://blogfolhadosertao.com.br

Ex-presidente Fernando Collor de Mello — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ex-presidente Fernando Collor de Mello — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Na decisão, Moraes determina a prisão de Collor e o início do cumprimento da pena – e diz que os recursos apresentados tinham caráter “meramente protelatório”.

Em nota, a defesa de Collor afirmou que recebeu a decisão com “surpresa e preocupação”, mas disse que o ex-presidente irá se apresentar para cumprir a determinação (leia na íntegra abaixo).

A pedido de Moraes, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, marcou uma sessão em plenário virtual para que os ministros analisem a decisão individual.

A sessão vai começar às 11h desta sexta (25), com término às 23h59 do mesmo dia.

Enquanto isso, a ordem de prisão segue em vigor.

“Após a comunicação do cumprimento do mandado de prisão, nos termos do art. 66, X, da Lei de Execução Penal c/c. art. 13 da Resolução 113 do Conselho Nacional de Justiça, o Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) deverá proceder à emissão do ATESTADO DE PENA A CUMPRIR do apenado FERNANDO AFFONSO COLLOR DE MELLO”, diz o despacho de Moraes.

Condenação em 2023

A sentença foi dada em um caso que envolve, segundo o Ministério Público, o recebimento de R$ 29,9 milhões em propinas por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. Os pagamentos foram feitos entre 2010 e 2014.

Em novembro do ano passado, por 6 votos a 4, o STF rejeitou recursos apresentados pelo ex-presidente e manteve a condenação.

Além de Collor, os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos foram condenados pelo recebimento do dinheiro. A propina seria para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.

Nota da defesa de Fernando Collor

A defesa do ex-presidente divulgou uma nota na noite desta quinta-feira, após a decisão de Moraes. Leia na íntegra:

“A defesa da ex-presidente da República Fernando Collor de Mello recebe com surpresa e preocupação a decisão proferida na data de hoje, 24/04/2025, pelo  Ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou, de forma monocrática, o cabível recurso de embargos de infringentes apresentado em face do acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos da AP 1025, e determinou a prisão imediata do ex-presidente.

Ressalta a defesa que não houve qualquer decisão sobre a demonstrada prescrição ocorrida após trânsito em julgado para a Procuradoria Geral da República. Quanto ao caráter protelatório do recurso, a defesa demonstrou que a maioria dos membros da Corte reconhece seu manifesto cabimento. Tais assuntos caberiam ao Plenário decidir, ao menos na sessão plenária extraordinária já designada para a data de amanhã.

De qualquer forma, o ex-Presidente Fernando Collor irá se apresentar para cumprimento da decisão determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes, sem prejuízo das medidas judiciais previstas”.