21/04/21
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20/04/25
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Em mais um movimento que levanta sérias dúvidas sobre seu compromisso com a democracia, o presidente do Equador, Daniel Noboa, acusado de fraudar as eleições presidenciais, recorreu a uma narrativa sem fundamento para tentar desviar a atenção da crise política que se aprofunda no país. No sábado (19), o governo equatoriano divulgou um comunicado alarmista sobre um suposto plano de magnicídio, que envolveria a entrada de sicários mexicanos no país para assassinar o presidente e membros de sua equipe. A informação foi divulgada pela rede teleSUR, com base em declarações oficiais e reações populares.
O comunicado, assinado pelo Ministério do Governo e intitulado com cinismo “A vingança dos maus perdedores”, afirma que setores políticos derrotados estariam articulando atentados e protestos violentos em conluio com o crime organizado. Segundo o texto, um informe reservado das Forças Armadas relataria o deslocamento de sicários do México e de outros países para o território equatoriano. No entanto, até o momento, nenhuma prova concreta foi apresentada à sociedade — o que transformou a denúncia em alvo de descrédito generalizado.
Nas redes sociais, a resposta foi imediata. Muitos cidadãos classificaram o anúncio como “um falso positivo”, expressão comumente usada para denunciar manobras governamentais autoritárias. “Começou o show, já ninguém acredita neles”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “O cinema é pouco para tanto drama — mais quatro anos de mentiras”. Muitos preveem que, com essa retórica, o governo justificará novas medidas de exceção para reprimir manifestações e silenciar críticas.
Enquanto isso, a oposição, liderada pela candidata Luisa González, do movimento Revolução Cidadã, reafirma que houve fraude generalizada no processo eleitoral. González anunciou que apresentará “provas da manipulação das atas” e mencionou um relatório da missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) que aponta irregularidades graves durante toda a eleição. Um dos trechos destacados no documento da OEA revela que a tinta utilizada para marcar as cédulas transferia-se entre as opções políticas quando as cédulas eram dobradas, o que gerou anulação de votos e confusão na contagem.
“Roubaram mais de um milhão de votos”, acusou González, que pretende impugnar os resultados, mesmo diante de um cenário em que as instituições estão, segundo ela, capturadas pelo Executivo. A candidata também denunciou que Noboa fez campanha enquanto exercia o cargo, sem se licenciar, e usou recursos públicos para distribuir bônus milionários, sem base técnica, com o objetivo claro de influenciar o voto.
A estratégia de Noboa de criar uma narrativa conspiratória sem provas concretas surge como uma tentativa desesperada de deslegitimar as denúncias que colocam em xeque sua permanência no poder. Ao transformar o debate eleitoral em um espetáculo de paranoia e repressão, o presidente equatoriano lança mão de velhas táticas autoritárias para sufocar a oposição e prolongar seu mandato sob um clima de intimidação e censura.
A instrumentalização da segurança nacional para fins políticos, especialmente sem qualquer comprovação factual, representa uma ameaça direta à democracia e aos direitos civis dos equatorianos. O futuro do país agora depende da resistência das forças democráticas e da mobilização popular contra os abusos de um governo cada vez mais desacreditado e isolado.
O jogo
Quando saiu a escalação do Sport com a ausência de Lucas Lima na formação titular, os torcedores rubro-negros questionaram a escolha de Pepa por Carlos Alberto. Se a ideia do treinador era ganhar em vigor físico, a modificação não fez tanto efeito.
Sentindo a pressão adversária, o Sport sequer conseguia ultrapassar o meio de campo e suportava o ímpeto alvinegro como podia. A primeira investida leonina aconteceu apenas aos 28 minutos. O lance, aliás, serviu para acordar o time dirigido por Pepa. Du Queiroz rolou a bola para trás e Sérgio Oliveira bateu bonito, colocado, com perigo ao gol de Matheus Donelli.
Já marcando presença no ataque com mais frequência, o Leão voltou a assustar aos 36 minutos. Carlos Alberto carregou a bola na entrada da área e abriu para Barletta. Com liberdade, o camisa 30 finalizou com efeito, mas a bola acertou a trave adversária. Oito minutos depois, o Sport acabou sendo premiado. Após boa bola trabalhada no campo ofensivo, Hereda cruzou para a área. Infiltrando no meio dos defensores, Sérgio Oliveira mandou um voleio para fazer 1×0.
Virada alvinegra
Na volta do intervalo, independente da estratégia escolhida por Pepa para controlar o resultado, tudo foi por água abaixo com apenas dez segundos. Romero cruzou da direita para Memphis Depay. O camisa 10 dominou girando e tocou na saída de Caíque França para igualar o marcador.
Com o tento sofrido, não demorou para Pepa acionar Lucas Lima e Gonçalo Paciência nas vagas de Chrystian Barletta e Arthur Sousa, respectivamente. As alterações não impediram o Corinthians de seguir aumentando a pressão.
Aliás, empurrado pela torcida, foi a equipe da casa que voltou a mexer no placar. E novamente com o atacante holandês. Após tabela com Léo Maná, Memphis chutou rasteiro e contou com desvio de João Silva para virar o jogo.
Referência ofensiva, o centroavante português passou a ser a maior preocupação da zaga adversária. O português ainda foi responsável pelas duas únicas chances até o fim da partida. Primeiro, após boa jogada de Lenny Lobato, o camisa 7 tentou, mas Anglieri afastou de cabeça. Aos 39, Du Queiroz fez o cruzamento e o atacante cabeceou para fora.
Ficha do jogo
Corinthians 2
Matheus Donelli; Léo Maná, Félix Torres, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; Raniele (Rayan), André Carrillo (Alex Santana) e Breno Bidon (Maycon); Romero (Dieguinho), Memphis Depay e Yuri Alberto. Auxiliar técnico: Orlando Ribeiro.
Caíque França; Hereda, João Silva, Lucas Cunha e Chico; Rivera (Zé Lucas), Du Queiroz e Sérgio Oliveira (Titi Ortiz); Carlos Alberto (Lenny Lobato), Chrystian Barletta (Lucas Lima) e Arthur Sousa (Gonçalo Paciência). Técnico: Pepa.
Local: Neo Química Arena (São Paulo/SP)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Maira Mastella Moreira (RS)
VAR: Rafael Traci (SC)
Gols: Sérgio Oliveira, aos 44′ do 1T (SPT); Memphis Depay, ao 1′ e aos 15′ do 2T (COR)
Cartões amarelos: Félix Torres, Breno Bidon, Matheus Donelli (COR); Caíque França, Rivera (SPT)
Lucas Valle
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O Náutico segue sem vitórias na Série C do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (19), a equipe alvirrubra empatou em 0 a 0 contra o Botafogo-PB, em partida realizada no Estádio dos Aflitos, válida pela 2ª rodada do Brasileiro.
Em sua reestreia pelo Náutico, Hélio dos Anjos que teve pouco tempo para treinar a equipe para a partida, não conseguiu sair do 0 a 0 diante da torcida alvirrubra. O Timbu teve bom domínio do campo ofensivo do jogo, mas sem muitas chances claras.Já o Botafogo-PB teve chances de abrir o marcador e alcançar sua segunda vitória no campeonato, porém todas as chances pararam no goleiro Muriel, que realizou uma bela partida.Com o resultado, o Náutico abre a rodada somando um ponto e se posicionando na 15ª colocação. Agora, o Timbu volta a campo no próximo sábado (19), no Estádio Rei Pelé, às 19h30, contra o CSA. O jogo é válido pela terceira rodada da Série C.
O Náutico entrou em campo com a pressão de conseguir sua primeira vitória na Série C de 2025, após estrear com derrota contra o Itabaiana. Com o apoio da sua torcida, o Náutico entrou em campo ocupando o setor ofensivo, trocando passes, tentando criar oportunidades de gols.A primeira chance do Náutico veio aos oito minutos, com um erro na saída de bola do defensor Lucas Lopes, que tocou a bola nos pés do meia Patrick Allan, que finalizou para fora do gol.
Seis minutos depois, a equipe do Timbu continuou forçando passes pelas laterais do campo, sem êxito. Aos 14 minutos, Luiz Paulo faz uma bela jogada, cai para uma falta perigosa na entrada da área. Paulo Sérgio cobrou para fora.
A melhor chance do Náutico em todo o primeiro tempo veio por volta dos 20 minutos, quando, após a defesa do Belo afastar mal um cruzamento na área, Igor Pereira bateu forte para a bela defesa do goleiro Michael Fracaro.
Nos 25 minutos restantes do primeiro tempo, o Botafogo-PB nivelou a partida, atacando e forçando o goleiro Muriel a fazer belas defesas. A principal veio nos acréscimos, quando Rodrigo Alves finalizou bonito, mas Muriel defendeu, salvando o Timbu na reta final da primeira etapa.
Hélio dos Anjos tenta compensar partida abaixo de Marco Antônio e Patrick Allan, colocando Hélio Borges e Caio Vitor. Já pelo lado do Botafogo-PB, nenhuma mudança.
O jogo voltou com as duas equipes buscando o ataque, o Náutico conseguiu avançar em uma das jogadas pelas laterais, cruzando a bola para o goleiro Michael afastar, dando chance para Luiz Paulo finalizar em cima da defesa alvinegra. Um minuto depois, no outro lado do campo, a bola sobrou para o centroavante Henrique Dourado finalizar em cima da defesa alvirrubra.
Em uma bela partida, Luiz Paulo comandou as ações ofensivas em boa parte do 2° tempo. Aos nove minutos, chutou rasteiro em direção a meta alvinegra, dando rebote para Caio Vitor finalizar para fora. Aos 11, o lateral chutou novamente em direção ao goleiro Michael, que observou a bola indo para fora do gol.
O Náutico continuou controlando o campo de ataque, porém com jogadas de pouco perigo. A melhor veio dos pés do atacante Caio Vítor que chutou raspando a trave alvinegra.
Aos 30 minutos, o jogo do Náutico se focou no atacante Hélio Borges, que teve três chances de finalizar. A primeira desviou na defesa e foi escanteio, na cobrança de escanteio, o jogador finalizou novamente na defesa do Botafogo-PB. Seis minutos depois, Hélio cabeceou bonito para raspar a trave do Belo.
Náutico: Muriel, Arnaldo (Kauan Maranhão), João Maistro, Carlinhos e Luiz Paulo (Igor Fernandes); Igor Pereira, Auremir (Wenderson) Marco Antônio (Hélio Borges) e Patrick Allan (Caio Vitor); Vinícius e Paulo Sérgio. Técnico: Hélio dos Anjos.
Botafogo-PB: Michael Fracaro, Lucas Lopes, Reniê, Marcelo Augusto e Evandro; Gama (Igor Maduro), Thallyson (JP Issep) e Guilherme Santos (Camilo); Gabriel Honório (Silvinho), Rodrigo Alves e Henrique Dourado (Luiz Miguel). Técnico: Antônio Carlos Zago.
Local: Estádio dos Aflitos
Horário: 17h
Árbitro: Emerson Souza Silva (BA)
Assistentes: Ledes Jose Coutinho Neto (BA) e Carlerranzy Silva de Carvalho (BA)
Amarelos: Hélio Borges (N), João Maistro (N) Vinicius (N) e Hélio dos Anjos (N); Gama(B), Marcelo Augusto (B), Reniê (B), Gabriel Honório (B) e Thallyson (B).
Público: 6.980
Renda: R$ 216.768
Com esta medida, presidente Donald Trump fica impedido de usar a legislação para deportar venezuelanos para prisões de El Salvador

“O governo é instruído a não remover nenhum membro da suposta classe de detentos dos Estados Unidos até nova ordem deste tribunal”, diz a decisão, que teve voto contrário de dois dos nove magistrados da Corte máxima do país.
Até então usada apenas em tempos de guerra, a lei de 1798 foi evocada por Trump em meados de março para deportar 238 imigrantes da Venezuela sem direito à apelação para prisão de El Salvador sob acusação de integrarem a organização criminosa Trem de Aragua.
Familiares dos imigrantes deportados sob essa lei negam as acusações e o governo da Venezuela recorreu ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra as deportações.
No dia 7 de abril, a Suprema Corte dos EUA autorizou o uso da lei desde que os imigrantes tivessem o direito de contestar a deportação. Porém, organizações de direitos humanos recorreram aos tribunais alegando que o governo Trump não estava respeitando a decisão.
A União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) representou um grupo de imigrantes nos tribunais denunciando que novas deportações ilegais eram iminentes.
“A decisão [do governo] também não prevê nenhum processo para que indivíduos contestem que são membros da Trem de Aragua e, portanto, não se enquadram nos termos da Proclamação [da Suprema Corte]”, apelou a organização.
A Aclu lembra que, pelo menos, 137 venezuelanos foram removidos para El Salvador sem o devido processo legal “possivelmente pelo resto de suas vidas”.
“Resta saber se a maioria (ou talvez todos) dos homens não têm vínculos com o Trem de Aragua, pois o governo secretamente os expulsou do país e não forneceu informações sobre eles”.
Na sexta-feira (18), o presidente Donald Trump postou um vídeo com supostos criminosos sendo deportados para El Salvador. Em seguida, publicou entrevista para a Fox News para defender as deportações para o país centro-americano.
“Nós não precisamos de legislação, precisamos de um presidente”, escreveu na postagem o presidente dos EUA, com tradução em espanhol para atingir o público latino-americano no país.
O governo de El Salvador, que há três anos governa por meio de decretos de Estado de Exceção, tem recebido prisioneiros enviados pelos EUA em troca de ajuda financeira e de “inteligência” do governo Trump.
O Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot) de El Salvador, conhecida como maior prisão da América Latina, construída pelo presidente Nayib Bukele, é alvo de denúncias de violações de direitos humanos com prática sistemática de tortura, incluindo contra crianças, e por não conceder aos suspeitos direitos à defesa e julgamento justo, com condenações em massa.
“Aqueles que foram removidos para El Salvador enfrentam danos e condições prisionais ameaçadoras no Cecot, incluindo choques elétricos, espancamentos, afogamento simulado e instrumentos de tortura nos dedos dos detentos para tentar forçar confissões de filiação a gangues”, acrescentou a Aclu na ação judicial.
A entidade de defesa dos direitos dos imigrantes afirma ainda que o governo dos EUA tem usado critérios duvidosos para classificar os imigrantes como integrantes da organização criminosa da Venezuela.
“Incluindo atributos físicos como ‘tatuagens que denotam filiação/lealdade à Trem de Aragua’ e gestos com as mãos, símbolos, logotipos, grafites ou vestimenta. Especialistas que estudam a TdA explicaram como nenhum desses atributos físicos é uma forma confiável de identificar membros de gangues”, completou.