Salgueiro perde o médico José Barbosa Franklin aos 72 anos

23/10/21

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Dr. José Barbosa era clínico geral e atuou   durante 43 anos  como humanista em Salgueiro

 

     O médico José Barbosa Franklin  faleceu  hoje,  às 7 horas,  no Hospital  Santa Terezinha, no Recife,  onde estava internado há 8 meses.   Exatamente hoje saiu o diagnóstico acusando a causa da enfermidade  que o levou à morte:  um tumor cerebral,  que o fez parar suas atividades  há nove meses.

     Com origem em uma família numerosa,  Dr. José Barbosa  foi xepeiro na Casa Estudante de Pernambuco e formou-se em Medicina  pela  Universidade Federal de Pernambuco – UFPE   há 43 anos, tempo em que exerceu sua profissão initerruptamente.

     Entre os cargos que exerceu -sempre   como servidor público,  o médico filho de um sapateiro, foi diretor  da 7a.  Diretoria Regional de Saúde do Estado, sediada em Salgueiro  e supervisor médico do Núcleo de Hemoterapia de Salgueiro -Hemope, e orgulhava-se de ter iniciado  suas atividades,  como clínico geral, na extinta Fundação Sesp.   Foi assim que o conhecido  Dr. Zezé  (apelido carinhoso  dado pelos parentes e amigos) se projetou como humanista muito considerado ne Sertão Central.

      Estimulado por amigos,  Dr. José Barbosa   deu sua contribuição à política partidária do município, tendo  exercido os mandatos de vereador e vice-prefeito e entrou para a história como o primeiro candidato a prefeito de Salgueiro  pelo Partido Socialista Brasileiro-PSB.

      O sepultamento do querido médico  será realizado  na manhã deste domingo (24)  no cemitério público de Salgueiro.  Dr. José Barbosa  tinha  cinco filhos (de dois casamentos): Caroline, Carla, Maria Júlia,  Stefanye e  José Barbosa Franklin Júnior, que segue o pai  na profissão.

Nota: 

        Nós que fazemos o Blog Folha do Sertão e o jornal Folha do Sertão,  lamentamos profundamente a perda do nosso eminente  amigo de todas as horas, certos de que  Dr. José Barbosa  prestou relevantes serviços,   de forma incansável  – durante 43 anos,  sempre em favor dos humildes e carentes.    Barbosa    fará muita falta a Salgueiro e à Região  onde deixou o exemplo de simplicidade e humanismo.   Nosso profundo pesar aos familiares e amigos.

Machado Freire 

     

 

 

 

 

O preço da gasolina no Brasil está nas alturas. Você entende por que e como é a política em outros países?

23/10/21
Por Adriana Guarda/JC

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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) sugere conversa entre governadores e Petrobras para discutir os preços dos combustíveis
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Projeto altera a forma de cobrança do ICMS para mitigar a alta dos preços dos combustíveis – FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Quando você para em um posto de combustíveis e pede ao frentista para colocar R$ 150 de gasolina no seu carro, você está deixando R$ 63,75 para o governo. Não, a conta não está errada. É isso mesmo: R$ 44,25 é referente ao imposto estadual (ICMS) e R$ 19,50 aos impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins). Isso explica, em parte, porque a gasolina é tão cara no Brasil. Mas não é só isso. Além dos impostos, a composição do preço dos combustíveis no País também levam em conta a remuneração da Petrobras (dona do produto), o etanol ou biodiesel misturado ao combustível e o lucro das distribuidoras e revendedoras, que fazem o produto chegar até as bombas.

O preço da gasolina nas alturas e a certeza de que não vai parar de subir tem provocado discussões sobre a estrutura da composição de preços no Brasil e suscitado questionamentos sobre como é no restante do mundo. A ideia é tentar encontrar uma equação que não prejudique ainda mais o consumidor, remunere a Petrobras, as distribuidoras e as revendedoras e que os governos não percam arrecadação, porque os combustíveis estão entre os segmentos que mais geram receita para as administrações públicas. A política de combustíveis da Petrobras foi tema de reunião virtual do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nesta quinta-feira (21) com os governadores dos Estados.

 

Uma primeira sugestão de Pacheco foi agendar uma conversa dos governadores com a Petrobras. Os governadores estão preocupados com um projeto em tramitação no Congresso, que muda a cobrança do ICMS sobre os combustíveis. Em contraponto, os gestores estaduais querem levar para a estatal a proposta de criação de um fundo de equalização de combustíveis, que, na avaliação deles, faria o preço da gasolina cair no País. Pelas contas dos governadores, com o fundo o valor do litro da gasolina poderia baixar para R$ 4,50.

Fundo com mesma função da Cide

Na avaliação do advogado e professor de Direito Tributário da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Eric Castro e Silva, a ideia do fundo repete exatamente o que era a proposta da Cide no passado, mas que acabou sendo desvirtuada.

“É importante ressaltar que no Brasil já foi criado um tributo para fazer uma ‘poupança’ para que o preço do combustível não variasse tão fortemente por força da subida do preço internacional do petróleo. Trata-se da Cide-Combustível, um tributo que era para ser cobrado justamente para subsidiar o preço dos combustíveis quando houvesse variação brusca, como está havendo agora”, recorda.

Depois, o próprio governo criou um mecanismo para usar os recursos da Cide. “Ao invés de guardar a receita da Cide-Combustível com o fim constitucional para o qual ela foi criada, o governo, por meio de emenda constitucional, criou a desvinculação de receitas da união (DRU), permitindo que o governo usasse os recursos de equalização do preço do combustível para qualquer outra despesa. Em outras palavras, o Brasil já criou um meio de controlar o preço dos combustíveis, mas abriu mão dele para pagar despesas diversas”, explica o tributarista.

E como é no mundo?

No globo, a política dos combustíveis também não é uma equação fácil. Muitos países, como o Brasil, praticam uma forte taxação sobre o setor. Mesmo os que a taxação é bem menor, como nos Estados Unidos, o preço ao consumidor é alto. Os países com maior (Hong Kong) e menor (Venezuela) valor do litro no mundo têm situações muito diferentes das nossas e não nos servem como referência.

A Venezuela subsidia o produto para que fique mais barato, mas provoca um excesso de demanda, provocando escassez no mercado e criando um comércio paralelo no setor. Já Hong Kong, além dos impostos, o preço dos terrenos onde são embutidos na conta porque o preço do metro quadrado é alto e existe pouca oferta.

Composição do preço da gasolina no Brasil

(Valor em %)

Petrobras – 33,6%
ICMS – 27,6%
Etanol anidro – 16,9
Cide, PIS, Pasep e Cofins – 11,5%
Distribuição e revenda – 10,4%

Composição do preço da gasolina em outros países

Inglaterra:
O preço do combustível é composto pelo preço do barril do petróleo mais dois tributos: um tributo específico sobre combustíveis (fuel duty) e o Imposto sobre valor agregado, à alíquota de 16,7%. Do total do preço do combustível, 72% fica com o governo, por meio desses dois tributos.

Estados Unidos:
A tributação é bem mais baixa. O preço do barril do petróleo corresponde a 53% do preço final da gasolina. Lá a tributação do combustível se dá por alíquotas específicas, ou seja, um valor fixo por galão. São cobrados valores fixos nos tributos Federais, estaduais e municipais. A tributação total corresponde a 17% do preço final do combustível.

Venezuela:
O preço é altamente subsidiado, ou seja, é menor do que o custo de produção. Hoje se encontra em 0,02 centavos de dólar o litro, para quem compra até 120 litros por mês e possui cadastro no governo. Para quem compra acima de 120 litros, o valor sobe para 0,05 centavos de dólar por litro. Esses preços são os oficiais. Na prática está havendo uma falta generalizada de combustíveis devido ao sucateamento do setor de petróleo no país. Hoje muito é vendido no mercado negro, a preços bem mais elevados.

Hong Kong:
O país asiático tem o valor do combustível mais alto do mundo. Lá, além da tributação e do preço internacional do petróleo, o preço dos terrenos para a instalação de um posto de gasolina influencia bastante no preço do combustível, já que a cidade possui um dos metros quadrados mais caros do mundo e há escassez de terrenos. A tributação corresponde a 40% do preço do litro (fuel tax).

Acompanhe o preço do litro da gasolina no mundo:

Venezuela – R$ 0,22 – Mais barata do mundo
Bolívia – R$ 3,05
Colômbia – R$ 3,44
Rússia – R$ 3,95
Estados Unidos – R$ 5,48
Argentina – R$ 5,48
Mexico – R$ 6,10
Brasil – R$ 6,44
China – R$ 6,89
Reino Unido – R$ 10,90
Hong Kong – R$ 14,80 – Mais cara do mundo

 

Fontes; Levantamento do tributarista Eric Costa Silva para o JC e Global Petrol Prices

 

Tráfico de aves no Araripe : PM apreende 250 papagaios e 3 araras em Ipubi

23/10/21

Leia Já

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Um homem que fazia o transporte dos animais silvestres foi preso

 

Divulgação/PMPEOs papagaios e as araras-vermelhas estavam dentro de caixas de papelão . Divulgação/PMPE

 

Uma carga de animais silvestres que estavam sendo traficados foi apreendida na madrugada desta sexta-feira (22), na PE-590, no trecho que liga o Distrito de Santa Rita (Ouricuri)   ao município de Ipubi, no Sertão pernambucano. A polícia também conseguiu prender um homem.

De acordo com  a Polícia Militar, o efetivo realizava patrulhamento na via, quando avistou dois veículos em atitudes suspeitas. Um dos carros não foi alcançado; no outro estavam aproximadamente 250 papagaios e três araras-vermelhas. Quatro celulares também foram apreendidos.

O suspeito e os animais foram conduzidos para a Delegacia de Polícia de Araripina.

Greve/Bolsa Diesel: Governo deve se reunir com caminhoneiros na próxima semana

23/10/21

Por Paula Soprana / Folhapress

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Na reunião, um dos tópicos a ser debatido será o de criação do Fundo de Estabilização dos Preços dos Derivados do Petróleo (PL 750/21)

O governo federal marcou para a próxima quinta-feira (28) uma reunião com caminhoneiros. Entidades da categoria planejam uma greve para o dia 1º de novembro.

Para acalmar os ânimos do grupo, que já foi base de apoio eleitoral de Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente anunciou nesta quinta (21) que lançaria um programa de R$ 400 por mês a cerca de 750 mil caminhoneiros.

Apelidada de “bolsa diesel”, a iniciativa não foi bem recebida por alguns líderes da categoria, que mantêm exigências de uma pauta estruturada desde setembro.

O encontro entre o Planalto e a categoria foi solicitado pelo deputado Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, que recentemente solicitou abertura de inquérito para abrir uma CPI para investigar os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras.

Na reunião, serão debatidos os critérios econômicos e tributários a serem implementados na política de preços dos combustíveis e a criação do Fundo de Estabilização dos Preços dos Derivados do Petróleo (PL750/21), segundo Crispim.

De acordo com o deputado, estarão presentes representantes da Casa Civil, do Ministério da Infraestrutura e da Aepet (Associação de Engenheiros da Petrobras). Os caminhoneiros serão representados por entidades como CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores).

No sábado (16), motoristas definiram que iniciarão uma paralisação no dia 1º de novembro caso Bolsonaro não atenda as demandas do setor. Eles exigem cumprimento do frete mínimo e nova política de preços para os combustíveis, que nunca estiveram tão caros no Brasil.

A definição ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018. A articulação também está sendo feita com caminhoneiros ligados a portos.

Em grupos, caminhoneiros se manifestaram contrários ao auxílio. O pleito, segundo lideranças, é pela constitucionalidade da lei 13.703, de 2018, que estabelece o piso mínimo de frete, uma conquista da categoria após as greves de 2018 no governo de Michel Temer.

Há três ações que pedem a inconstitucionalidade da lei no STF (Supremo Tribunal Federal).
“Se quiser nos ajudar, chama o povo do agronegócio e pede para retirar as ações de inconstitucionalidade e nos deixe trabalhar tranquilamente. Essa lei é medo de alguns [empresários] de ver o [caminhoneiro] autônomo forte”, afirmou Fabio Freitas, liderança de um grupo de autônomos do Vale da Paraíba.
Wallace Landim, conhecido como Chorão, um dos líderes da greve de 2018, afirmou que trata-se de mais um “balão apagado para categoria colecionar de promessas do governo que ajudou a eleger”.

“Os caminhoneiros autônomos brasileiros não querem esmolas, auxílio no valor de R$ 400 não supre em nada as necessidades e demandas da categoria. Com as declarações de hoje, o governo federal faz ‘ouvido de mercador’ às demandas dos caminhoneiros autônomos brasileiros”, disse.

Ele acrescentou que a reivindicação é por estabilidade dos preços dos combustíveis, fundo de colchão para amenizar volatilidade, mudança na política de preços da Petrobras, aposentadoria especial a partir de 25 anos de contribuição e cumprimento da lei do piso mínimo de frete.

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