Datafolha : Para 63%, Bolsonaro é incapaz de liderar o Brasil.

12/07/21
Por Igor Gielow/Folhapress
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O derretimento generalizado da imagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reflete na percepção do brasileiro da sua capacidade de liderar o país. Para 63%, ele é incapaz disso.

Presidente Jair Bolsonaro

O dado foi aferido pelo Datafolha em pesquisa nacional feita em 7 e 8 de julho, na qual foram ouvidas 2.074 pessoas de forma presencial. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Esta é a sétima vez que tal questionamento é feito pelo instituto. Na primeira, em abril de 2020, Bolsonaro ainda retinha uma confiança maior da população acerca de sua capacidade: 52% achavam ele adequado para a missão de liderar, ante 44% que não acreditavam nisso.

Da pesquisa seguinte em diante, a curva se inverteu desfavoravelmente para o presidente, mas com uma distância relativamente curta entre os índices ruins para o Planalto.

Tudo mudou a partir de janeiro deste ano, quando começou a subir de forma acentuada a avaliação negativa.

Na rodada realizada em maio passado, pesquisada em 11 e 12 daquele mês, o presidente era visto como capaz de exercer sua liderança por 38% dos ouvidos. Agora, oscilou negativamente para 34%.

Já o índice daqueles pensam o contrário subiu de 58% para 63%, acima da margem de erro deste levantamento.

A percepção majoritária de sua falta de condições para estar na cadeira presidencial é bastante homogênea.

Num único segmento socioeconômico, o de que quem ganha de 5 a 10 salários mínimos, há um empate técnico na avaliação: 51% o consideram incapaz, e 47%, capaz.

Sua avaliação é pior entre mulheres (67% acham que ele não pode liderar), os mais pobres (68%), nordestinos (72%) e pretos (76%).

Já há uma impressão menos ruim do presidente, ainda que a negativa seja prevalente, entre os mais velhos (41% de visão positiva), mais ricos (40%) e entre moradores de trincheiras do bolsonarismo que já mostraram sua tolerância ao presidente em outros itens dessa rodada: Sul (42%) e Norte/Centro-Oeste (47%).

A piora neste ponto de avaliação acompanha o restante coletado pelo Datafolha, assim como a má posição na pesquisa de intenção de voto para a Presidência em 2022 –por ora com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) isolado na ponta.

Lula tem 46% das intenções de voto em duas simulações feitas pelo Datafolha, assim como Bolsonaro tem 25%. O que muda é a composição do terceiro pelotão, todo feito de presidenciáveis ora com menos de 10% de intenção.

No período entre esta e a mais recente pesquisa, de maio, Bolsonaro se viu envolvido em acusações de corrupção no Ministério da Saúde, que vieram a se somar às avaliações de incompetência talvez criminosa na condução da crise sanitária da Covid-19.

Houve também o trabalho da CPI da Covid no Senado, amplificando as acusações, e fatos como a abertura de um inquérito contra Bolsonaro por suspeita de prevaricação.

A gravidade da crise, apesar de o governo negar os problemas mas ter demitido até aqui dois envolvidos nas acusações, encontra eco nos protestos de rua contra o presidente, que ganharam força.

No período, também foi protocolado um superpedido de impeachment na Câmara, ignorado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

A agressividade de Bolsonaro em reação às más notícias tem sido a usual: sobra para outros Poderes, adversários e a imprensa.

Nesta sexta, houve um ensaio de reação institucional, após o presidente novamente ter alegado que a eleição será fraudada e que o problema está no Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Luis Roberto Barroso, visto pelos bolsonaristas como simpatizante do PT.

Barroso e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticaram as iniciativas de desmoralizar o regime eleitoral brasileiro, falando em crime de responsabilidade e na constituição de um “inimigo da nação”.

O padrão bolsonarista de divulgação de teorias conspiratórias encontra inspiração no ex-presidente americano Donald Trump, ídolo político do mandatário brasileiro.

Após perder as eleições em novembro de 2020, Trump gastou seu tempo dizendo que seriam necessárias recontagens porque ele havia vencido o pleito contra Joe Biden.

No dia 6 de janeiro, quando o Congresso se reuniu para validar os resultados da eleição, algo protocolar, Trump fez um comício e incentivou uma turba a invadir o Capitólio.

Não são poucos os que veem, no mundo político, uma repetição do roteiro por Bolsonaro, ainda que de forma mais mambembe.

Seu aceno constante a forças policiais leva alguns governadores a ter certeza de que ele pretende algum tipo de tumulto caso veja que a reeleição está perdida. A ideia de que só voto impresso, que não deve passar no Congresso, evitará fraudes já é seu mote para essa narrativa.

Não que muitos acreditem nas acusações que Bolsonaro dissemina, contudo.

Segundo o Datafolha, o índice de brasileiros que não confia em nada que é dito pelo presidente Jair Bolsonaro é o maior desde que o instituto começou a aferir isso, em agosto de 2019: 55%.

A série tem 11 levantamentos até aqui. Desde o anterior, de maio passado, a desconfiança subiu de 50% para os atuais 55%. Confiam em tudo o que Bolsonaro diz 15%, ante 14% no levantamento passado. Já a avaliação de que o presidente é crível às vezes caiu de 34% para 28%.

Os dados conversam com o mau estado da popularidade presidencial aferida pelo instituto, constatada nesta rodada.

Isso não significa que Bolsonaro esteja à beira de um impeachment, conforme avaliam líderes políticos de vários espectros. Mas sua condição política está deteriorada.

Não creem em nada que Bolsonaro fala mais mulheres e menos instruídos (60% de incredulidade), além de moradores da fortaleza petista do Nordeste (65%).

Acreditam sempre no presidente mais os maiores de 60 anos (22%), moradores de áreas bolsonaristas como o Norte/Centro-Oeste (21%) e os evangélicos (22%) –embora mesmo ali a maioria, 51%, não acredita em Bolsonaro.

Nos grupos mais específicos, há previsibilidade em consonância com outros aspectos captados pelo Datafolha. Para 38% dos empresários, Bolsonaro sempre diz a verdade. Já homossexuais e bissexuais, alvos da homofobia presidencial, são quase unânimes (75%) em rejeitar as falas do presidente. Tal avaliação é feita por 63% dos pretos.

O melhor momento de popularidade de Bolsonaro, dezembro do ano passado, já não tinha um índice muito grande de crença: 21% acreditavam no presidente.

De lá para cá, a avaliação de que ele não fala a verdade subiu de 37% para o patamar atual.

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Domingão de Notícias, com Machado Freire

11/07/21

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         Por coincidência ou não,  o presidente Jair Bolsonaro passou dois dias  no Rio Grande do Sul, onde voltou a fazer pronunciamento no contexto de campanha eleitoral antecipada -com motociata e coisa e tal. Deve ter voltado para Brasilia muito satisfeito depois de receber uma pistola de presente. Ele acha “que povo armado jamais  será humilhado  (sic)”.  Sua Excelência  esteve na terra de Getúlio Vargas, que passou 15 anos no poder e suicidou-se em 24 de agosto de 1954.  Na verdade,  o gaúcho que fez história bem diferente do que  deseja o atual mandatário da Nação verde e amarela (hoje mais amarela do que verde, de tanto sofrer decepções), uma vez que  Getúlio governou o País em três períodos, passando pela Revolução de 30, Estado Novo e, finalmente, eleito pelo voto direto.  O Messias Bolsonaro, pelo visto (e dito) pretende fazer o caminho inverso:  de eleito a ditador. Sim, isto mesmo!  Ele sabe perfeitamente (passou quase 40 anos na Câmara Federal)  que a Constituição de 1988 não permite que uma “claúsula  petra”  seja mudada, alterada e/ou modificada  como quem ‘bota cristé em vaca”.  Precisa   ser submetida ao crivo  do  Congresso Nacional e, no caso da volta ao atraso,  com a cédula de papel,  não é diferente!  Tudo teria que estar definido até o inicio de outubro de 2021.  Mas o Bolsonaro (mais Jair do que  Messias) quer impor na base do “bota pra quebrar” porque “aqui quem manda sou eu”. Imagine que hoje ele não conta nem  com o apoio  da maioria do Centrão (d0 toma-lá-dá-cá) e recebeu um recado bem largo  do seu aliado, senador Rodrigo Pacheco,  presidente do Congresso Nacional, da CNBB, do ministro  do STF  Luis Roberto Barroso e, por último, a pesquisa que  do Datafolha-  que saiu ontem :  “Pela primeira vez, maioria no país defende impeachment de Bolsonaro”  e   “Maioria no país não acredita em nada que é dito por Bolsonaro”.

 

Por onde anda Clebel ? O que se comenta em Salgueiro é que o ex-prefeito não reeleito do município mais importante  do Sertão Central, Clebel Cordeiro  mudou seu endereço residencial para a cidade de Petrolina, onde também estaria  implantando um projeto voltado para a produção agrícola. E que os negócios relacionados com cemitérios e casa mortuária agora não pertencem apenas a um dono, objeto de um contrato interessante, visando a expansão do grupo que sabe ganhar dinheiro .  Comenta-se  também que  o empresário filho da Bahia continua  chateado com  o processo que responde na Justiça Federal, por causa de uso indevido de água e terras da Transposição do São Francisco.

E a Rádio Talismã ?  Um grupo empresarial de Serra Talhada  é o novo dono da Rádio Talismã de Salgueiro –  imaginada,  desejada e criada  pelo saudoso  radiotécnico  Olímpio Souza  que  tornou-se um “sonho realizado” por seu filho Ailton   Souza,   que criou e ainda mantém (apesar da pandemia do coronavívus) a  Banda Limão com Mel.  Olimpio começou  a luta com o serviço de som e propaganda volante Miramar Publicidde.  Um programa de destaque da Talismã é o Forró,   Poeira e Carvão, comandado   pelo poeta  Djacy Nunes, há quatros anos.

 

Parem o andor que o santo é de barro.   Digam aos chefes políticos  e prefeitos do seu município – de Norte a Sul do Estado, que o pleito  de 2022 não será municipalizado e que a eleição municipal – de fato e de direito será em 2024.  A maioria dos politiqueiros  está confundindo as coisas,  como se o programa de vacinação contra a covid-19   fosse  “uma coisa do município” ou do partido do prefeito. Digam  a eles também que  o problema é  muito sério,  pois nem  15% da população  brasileira   recebeu a segunda dose do imunizante.  E que o povo não é idiota !

Ministério Público neles !!! –  O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (que adora fazer propaganda sobre o programa de vacinação contra a covid  19, como se  fosse um programa   da prefeitura)  recebeu  RECOMENDAÇÃO do Ministérios Público  de Defesa do Patrimônio Público )  para vetar o projeto da Câmara Municipal de Vereadores que  aumenta  a verba de combustíveis de  R$2 mil para R$3 mil por mês, uma imoralidade .  O gestor tinha até a noite desta sexta-feira   para informar ao MPPE se acata ou não a recomendação, bem como apresentar as medidas adotadas para dar cumprimento à recomendação ministerial.

É  outdoor até uma horas !   Pelo que está sendo divulgado (e precisa de mais  detalhes ) a Prefeitura de Salgueiro pretende  “investir”  na comunicação fixa  de outdoors.  Numa publicação  do tipo pregão eletrônico, mostra que  seria feita a contratação de  cada peça  R$ 128.500  para a exibição de  15 dias.   Os interessados  e a Prefeitura têm até o dia 27 deste mês para  a contratação  de cerca de 300  outdoors  que seriam exibidos   de forma  programada, ao longo de um ano.  Já temos muitos carros de som, bicicletas, rádios,  uma tal de “midias sociais” (a maioria de péssima qualidade).  Bom, Salgueiro vai muito bem obrigado  em comunicação .

Lá vem a “Operação tapa buraco”.  Dizem  que  o bom samaritano é aquele que tem paciência, que sabe esperar “que um dia chega”.  A prefeitura de Salgueiro anunciou que  firmou  um contrato com  a microempresa Ana Maria Batista dos Santos  no valor de R$155 mil visando  a implantação da operação “Tapa buracos”  na primeira etapa de um programa que se estenderá por quatro anos, e abrange todos os bairros da cidade.  Sobre o  pontilhão que  liga os bairros Primavera e Cohab ( que oferece perigo de morte aos transeuntes),  foi realizada  uma licitação e a empresa vencedora vai iniciar o serviço imediatamente.  O acesso ao  Loteamento Santo Antonio está uma desgraça, há muito tempo  ! 

Arquivada  investigação sobre a primeira dama.  Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)  e decidiram rejeitar o pedido de investigação sobre os R$89 mil reais em cheques depositados pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro.  Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e o relator Marco Aurélio Mello, votaram a favor do arquivamento. Deve ter sido o último voto do ministro Marco Aurélio antes de sua  aposentadoria, semana passada.

Seleção Argentina vence o Brasil no Maracanã e leva título da Copa América

11/07/21
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Di María for o autor do único gol da partida que levou a Argentina ao título da Copa América
E Lionel Messi levantou uma taça com a seleção argentina. Foram tantos os insucessos desta geração e era tão grande a fila de títulos que a cena, para muitos, já parecia inimaginável. Mas ela foi registrada na noite deste sábado (10), no Maracanã, o mesmo Maracanã que havia negado a glória a ele e a todos os argentinos em 2014.

Não foi do camisa 10 o gol da vitória por 1 a 0 na decisão da Copa América, título que encerra um jejum de 28 anos, mas sim de Ángel Di María. Como um lembrete tardio de que Messi, em todos esses anos, precisava contar com outros protagonistas para decidir e dividir com ele a responsabilidade de fazer a equipe alviceleste campeã de novo.

Quando Di María foi lançado por Rodrigo De Paul, aos 21 minutos do primeiro tempo, os torcedores argentinos presentes no estádio (cerca de 2.200, mesmo número de convidados brasileiros), devem ter visto um filme passar diante de seus olhos, um filme repetido.

Cara a cara com Ederson, Di María chutaria para fora. Como fizeram Higuaín e Rodrigo Palacio na decisão do Mundial, há sete anos. Como o próprio Lionel Messi, que isolou a sua penalidade e viu a Argentina perder pela segunda vez consecutiva uma final de Copa América para o Chile.

Desta vez, porém, houve outro desfecho. O gol é praticamente uma cópia do marcado por Di María na decisão olímpica de 2008, em Pequim. Lançamento, chute de cobertura, gol.

O desafogo para uma geração que prometia, a partir do ouro olímpico, grandes sucessos com a seleção principal e o retorno da esperança. Mas a vitória tardou tanto tempo em chegar que já não é somente um triunfo, é redenção.

Curioso analisar como o peso da fila não parecia estar do lado argentino neste sábado. Foi uma atuação madura, de um time que nunca deixou de competir, mas cuja competitividade nem sempre estava alinhada com a organização.

Ponto para Lionel Scaloni, o novato treinador que conquista seu primeiro título na função. Tantos outros passaram pelo cargo, e até mesmo Diego Maradona foi colocado nesse posto para desenterrar a Argentina de uma vida sem conquistas.

Em sua edição deste sábado, o diário Olé, da Argentina, falava em “Maradona no céu, Messi na terra”, clamando por uma ação divina que pudesse ajudar a seleção.

Em todos esses anos de jejum, não faltaram pedidos e orações destinadas a forças sobrenaturais ou deuses (Diego, inclusive) que pudessem tirar a seleção do incômodo lugar em que se colocou, o de não ganhar nada.

Na preparação para a Copa do Mundo de 1986, o então técnico Carlos Bilardo enviou um grupo de atletas para a província de Jujuy, norte do país, com a intenção de que se aclimatassem à altitude que encontrariam meses depois no México. Na visita à cidade de Tilcara, teriam pedido à padroeira da cidade que, se fossem campeões, voltariam para agradecê-la.

A visita de agradecimento, porém, não aconteceu imediatamente após o torneio. Apenas em 2018, jogadores que haviam levantado a taça no Estádio Azteca retornaram a Tilcara com uma réplica da taça para fazer uma espécie de reparação com a santa.

Quando fizeram a visita, já era um período longo de fila para a seleção argentina, que nunca voltou a ser campeã mundial e buscava um título, qualquer título, desde 1993, ano em que conquistaram a Copa América. O último troféu de um país reconhecidamente berço de craques. Um deles eleito seis vezes melhor jogador do mundo.

Argentinos, culturalmente, tendem a dramatizar tudo. Até mesmo grandes derrotas, como se elas também fizessem parte do que eles são como nação futebolística. E fazem, porque se ganha e se perde nesse esporte chamado futebol, ainda que o torcedor custe a aceitar essa verdade.

Demorou praticamente uma década para os argentinos se convencerem de que Lionel Messi é, de fato, argentino. Uma enorme perda de tempo. Ele não é Maradona, mas também chora, também ama o seu país. E, por fim, também mostrou que é campeão, enfim. Está na história do futebol que Messi é campeão com a Argentina.

Maioria da população é a favor de impeachment de Bolsonaro, diz Datafolha

11/07/21

Estadão Conteúdo

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É a primeira vez que esse desejo se torna majoritário na sondagem, desde que o instituto começou a questionar os brasileiros sobre o tema
Isac Nóbrega/PR
Até dirigentes de partidos do Centrão, aliados de Bolsonaro, demonstram apreensão com a escalada das ameaças – FOTO: Isac Nóbrega/PR
A maioria da população brasileira defende a abertura de um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, como mostra pesquisa Datafolha. É a primeira vez que esse desejo se torna majoritário na sondagem, desde que o instituto começou a questionar os brasileiros sobre o tema, em abril de 2020. De acordo com a pesquisa, 54% dos entrevistados afirmaram que são a favor da ação pela Câmara dos Deputados, na comparação com 42% que se mostram contrários à ideia.

Na consulta anterior, realizada em 11 e 12 de maio deste ano, os favoráveis à abertura de processo para a saída de Bolsonaro da Presidência da República haviam ultrapassado numericamente os contrários à ideia. Porém, ainda havia empate técnico em 49% a 46%. Agora, a diferença aumenta.

No levantamento atual foram ouvidos de forma presencial 2.074 maiores de 16 anos, em todo o País, nos dias 7 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou menos.

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Em casa: : Sport perde de virada para o Fluminense e segue na zona de rebaixamento da Série A

11/08/21

 

Por Carolina Fonseca/JC

 

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O Leão é o 17º colocado, o primeiro na zona de rebaixamento

 

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
O Sport saiu na frente, mas tomou dois gols no segundo tempo e perdeu o jogo. – FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

O Sport chegou a sete jogos sem vencer. Na noite deste sábado (10), o Leão amargou uma derrota de virada por 2×1 para o Fluminense, pela 11ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Imerso em uma crise política que deixa os bastidores ainda mais conturbados, o rubro-negro vai se complicando na competição e se tornando figurinha carimbada na zona de rebaixamento.

Com mais esta derrota, o Sport segue com sete pontos e é o 17º colocado, o primeiro da zona de rebaixamento. A equipe comandada por Umberto Louzer volta a jogar no dia 19 de julho, contra o América-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

O jogo

O Fluminense entrou em campo com um time alternativo, poupando suas principais peças, como o atacante Fred, para o compromisso que tem pela Copa Libertadores da América durante a semana. O Sport, apesar de desfalques, colocou força total no jogo, mirando a porta de saída da zona de rebaixamento.

A partida começou sem o recurso do árbitro de vídeo, por problemas técnicos. No gramado, o rubro-negro pernambucano e o tricolor carioca iniciaram um duelo equilibrado, que teve uma apresentação um pouco superior dos visitantes nos minutos iniciais, colocando o goleiro Mailson para trabalhar bastante.

Quando o jogo chegou na casa dos 20 minutos, o Leão começou a crescer e se encontrou na partida. Aos 28 minutos, Thiago Neves tentou uma finalização de longe, fora da área, mas mandou por cima do gol. Mantendo a ofensividade, dois minutos depois teve mais dos rubro-negros levando perigo. Everaldo cruzou e Trellez cabeceou, mas mandou para fora.

Com o Sport controlando mais a partida, o 0x0 começava a se apresentar como um placar injusto. Até que, aos 39 minutos, Ricardinho tentou um cruzamento para a área, David Braz abriu o braço na interceptação e desviou a bola, cometendo pênalti. André fez a cobrança e converteu em gol do Sport. A partida foi para o intervalo com vitória parcial dos donos da casa por 1×0.

No recomeço do jogo, a vantagem do Sport no placar condizia com o que se via no jogo. O cenário, porém, aos poucos foi mudando. A equipe carioca foi reencontrando seu espaço e levando o jogo de volta para o campo de defesa rubro-negro. O que havia ficado equilibrado, rapidamente pendeu para o lado do Fluminense. Aos 21 minutos, Danillo Barcelos, ex-Sport, fez bom passe para Lucca desviar para o gol e empatar o jogo. Pouco depois, aos 27, a dupla agiu novamente. Desta vez, Danillo cobrou escanteio e levantou a bola na área para Lucca cabecear e virar o jogo.

A partida seguiu com o Sport tentando conseguir uma chance para pelo menos garantir o empate e um ponto, mas a reação do Fluminense foi suficiente para cravar a vitória e levar na bagagem três pontos para o Rio de Janeiro.

Ficha do jogo:

Sport – Mailson; Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Júnior Tavares; Zé Welison (Gustavo), Marcão e Thiago Neves (Thiago Lopes); Tréllez (Mikael), André e Everaldo (Paulinho Moccelin). Técnico: Umberto Louzer.

Fluminense – Muriel; Calegari, Manoel, David Braz e Danillo Barcelos; Wellington, Martinelli, Cazares (Matheus Martins), Nenê (Lucca) e Luiz Henrique (João Neto); Ganso. Técnico: Roger Machado.

Local: Ilha do Retiro, Recife-PE.

Horário: 19h.

Árbitro: Antônio Dib Moraes de Sousa (PI).

Assistentes: Rogério de Oliveira Braga e Márcio Iglésias Araújo Silva (ambos do PI).

Gols: André (Sport), aos 41 minutos do primeiro tempo; Lucca (Fluminense), aos 21 minutos do segundo tempo e aos 27 minutos do segundo tempo;

Cartões amarelos: Marcão (Sport); Welington (Fluminense); Muriel (Fluminense); Matheus Martins (Fluminense).