Mais implicações: Diretor da Saúde autorizou reverendo a negociar vacina

04/07/21

Por Poder 360

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E-mails revelados em reportagem do Jornal Nacional ontem mostram que o diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, deu aval para que o reverendo Amilton Gomes de Paula e a Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários) negociassem a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca por US$ 17,50 a dose com a empresa americana Davati Medical Supply.

Segundo o Jornal Nacional, os e-mails foram confirmados pelo representante comercial da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, que estava copiado nas mensagens. De acordo com a reportagem, os seguintes personagens estavam envolvidos no intermédio de contrato com a empresa e o governo brasileiro:

  • Laurício Monteiro Cruz — diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde;
  • Reverendo Amilton Gomes de Paula — presidente e fundador da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários);
  • Élcio Franco — ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, exonerado em 26 de março. Segundo o Jornal Nacional, Élcio teria participado de reunião com o representante da Davati, Cristiano Carvalho, do dia 12 de março;
  • Cristiano Carvalho — representante comercial da Davati no Brasil;
  • Hélcio Bruno de Almeida — coronel do Exército que teria participado de reunião sobre a negociação de vacinas com Élcio Franco e Cristiano Carvalho.

O valor de US$ 17,50 por dose indicados pelo reverendo no e-mail à Davati representa 3 vezes mais do que os US$ 5,25 que o Ministério da Saúde pagou em cada dose da vacina AstraZeneca comprada em janeiro, de um laboratório na Índia.

A quantia é bem maior do que os US$ 3,50 mencionados pelo cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominghetti em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. Dominghetti se apresentou como vendedor autônomo de vacinas da Davati e intermediário entre a empresa e o Ministério da Saúde na mesma negociação de 400 milhões de doses.

A negociação não foi concretizada. A AstraZeneca afirmou que não negocia a venda de vacinas por meio de empresas ou representantes comerciais, e vende diretamente à governos e o consórcio Covax.

E-MAILS

De acordo com o Jornal Nacional, no dia 23 de fevereiro, Laurício Monteiro Cruz, diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, enviou um e-mail para o reverendo Amilton, presidente da Senah. O assunto: “lista de presença e carta de proposta de fornecimento”.

“Inicialmente agradecemos a disponibilidade da Senah, representada por sua pessoa (…). Na apresentação da proposta comercial para fornecimento de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca”. E finaliza dizendo que “todos os processos de aquisição de vacinas no âmbito do Ministério da Saúde estão sendo direcionados pela Secretaria Executiva.”, diz trecho do e-mail.

A reportagem diz que dia 4 de março, o reverendo postou fotos de uma reunião no Ministério da Saúde. Laurício Monteiro Cruz, o diretor de imunização do ministério, está em uma delas. Na postagem, o reverendo escreveu: “Senah faz reunião no ministério para articulação mundial em busca de vacinas e para a consecução de uma grande quantidade dos imunizantes a ser disponibilizada no Brasil”.

Em 9 de março, Laurício Cruz envia outro e-mail, desta vez endereçado a Herman Cardenas, presidente da Davati nos Estados Unidos: “Informo que o Instituto Nacional de Assuntos Humanitários representados pelo seu presidente Amilton Gomes, esteve no Ministério da Saúde em agenda oficial da Secretaria de Vigilância em Saúde e no Departamento de Logística com a discussão sobre as tratativas sobre a vacina da ‘Astrazenica’ (sic) e que o mesmo foi encaminhado para a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde”.

Em outro trecho, o diretor de imunização deixa claro que a Senah tinha o aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de vacinas com a Davati: “Por fim, esperamos que os avanços de forma humanitária entre o ministério e ‘Astrazenica’ pelo Instituto Nacional de Assuntos Humanitários”. O instituto a que ele se refere é a Senah, a entidade presidida pelo reverendo Amilton.

No dia seguinte, 10 de março, o reverendo Amilton enviou um e-mail para o presidente da Davati nos Estados Unidos. Em inglês, o reverendo escreve: “Eu cordialmente venho agradecer pela confiança depositada em nossa instituição em conduzir negociações com o Ministério da Saúde do Brasil. As negociações estão em estágio final e a expectativa é que o contrato seja assinado em 12 de março de 2021”.

O reverendo diz ainda: “Nós pedimos para que enviem os dados para preencher o contrato de aquisição das vacinas (…) e que seja fornecido o SGS para ser enviado ao ministro quando ele requisitar”. SGS é nome de uma empresa de certificação que atesta se determinado produto está em conformidade com as normas e regulamentações.

Por fim, o reverendo faz um pedido: “Nós solicitamos com urgência o FCO atualizado, com o valor de US$17,50 como acordado em 5 de março e com a data de entrega”. FCO é uma sigla em inglês que quer dizer oferta completa de venda. US$ 17,50, o valor que seria pago por dose.

O reverendo manda um novo e-mail um dia depois. E reafirma para o presidente da Davati: “A Senah, devidamente reconhecida como interlocutora na negociação referente à aquisição das vacinas Astrazeneca entre a companhia Davati e o Ministério da Saúde, vem através deste informar que em 12 de março, às dez da manhã no horário do Brasil, haverá um encontro com o secretário executivo do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco, para tratar de questões relacionadas à aquisição de vacinas da Astrazeneca via Davati, fortalecendo assim a confiabilidade dos laços para futuras aquisições”.

O reverendo diz que a presença dos representantes da Davati na reunião será extremamente importante para validar a proposta de preço.

O jornal disse que representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho confirmou por telefone que o encontro com Élcio Franco ocorreu dia 12 de março às 10h05. Na agenda oficial de Élcio Franco, nessa data, aparece uma reunião com o presidente do Instituto Força Brasil, coronel Hélcio Bruno de Almeida. O representante da Davati diz que o coronel também participou da reunião sobre a vacina.

Domingão de Notícias, com Machado Freire

04/07/21

 

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Na semana mais movimentada do ano, tivemos “um bode na sala”  no Senado da República, durante  reunião  da Covid-19,  para a apuração da denúncia  de propina na compra da vacina Covaxin.  O cabo da polícia Militar de Minas Gerais  Luiz Paulo Dominguetti Pereira  criou    uma série de dificuldades durante seu depoimento tendo, inclusive,  sofrido o risco de ser preso.  Ele gerou dúvidas- tanto à  situação quando à  oposição-, se  ele era   “uma encomenda” para atrapalhar os trabalhos da comissão.

E não adiantou muito o “pé no breque” da Procuradoria Geral da República- PGR, pois a   ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber determinou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja investigado por prevaricação, nas supostas irregularidades no contrato de compra da vacina contra a covid-19 Covaxin. A abertura do inquérito atende ao pedido feito  pela própria PGR Procuradoria-Geral da República (PGR), que dias antes tinha dado parecer contrário.  E iniciamos a segunda semana de julho com mais protesto de rua -no País inteiro, contra o governo Bolsonaro.  Vamos aguardar o comentário com  os novos adjetivos presidenciais, com ou sem máscara,.

 

Mobilidade urbana criticada em Cabrobó.  Durante visita à sua terra natal, o juiz de Direito  Gildenor Pires Júnior usou suas redes sociais para  comentar a situação da mobilidade urbana em Cabrobó. “Um governo que todos sabem ser continuidade do outro devia ter se preocjpado com o orçamento. Esse papo furado de dizer que tem melhorado os caminhos da zona rural  definitivamente não cola.  A cidade bem iluminada tá um buraco só, e  política  assim não tem nada de novo.  Mais trabalho e menos marketing, por favor !   E ironizou: “ Aqui no Cabrobozim o desprezo aos ciclistas é patente”.

“Voto impresso é um retrocesso  e  em risco o sigilo da escolha do eleitor”  . É  o que diz  o deputado Gonzaga Patriota, ao se posicionar  contrário à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 135/19, que torna obrigatório o voto impresso. Para o parlamentar, essa prática é um retrocesso e desqualifica o processo democrático, colocando em risco o segredo do voto. Para ele, “esta  medida não é benéfica para sociedade. O voto impresso é um retrocesso e coloca em risco o sigilo da escolha do eleitor, contribuindo para a compra de votos que ainda é recorrente no Brasil. Nosso processo democrático não pode ser afetado”

Muito prazer, sou Eduardo Leite.  Como vem repercutindo no País inteiro a revelação do governador gaúcho Eduardo Leite, ao  anunciar sua opção sexual.    Ele  se define um governador gay; “não um gay governador”.  Avalia-se que Leite  quebrou o tabu com toda a simplicidade do mundo, ao decidir falar sobre sua orientação sexual no programa do Pedro Bial. Na tela o semblante de Leite era de tranquilidade, mas uma leitura corporal mais atenta revela que ele fervia por dentro, numa intensa emoção de quem dá o 1º passo rumo ao desconhecido.

Balanço incompleto, sim – O presidente da Câmara de Vereadores de Salgueiro,   Agaeudes Sampaio  publicou um “balanço”  sobre os seis meses de funcionamento da Casa Epitácio Alencar  nos primeiros seis meses de 2021. Foi tudo muito positivo, mas  não saiu uma linha sobre a viagem que a Mesa Diretora fez  em fevereiro para  uma visita (imaginem)  ao prefeito de Jaboatão dos Guararapes.  Também não foi dada uma  explicação plausível sobre a contratação de 10  (DEZ) pessoas físicas para “ampliar” a comunicação do Legislativo, ao preço entre R$5.400,00 e R$ 6.000,00. Ora, já existem a internet e três emissoras de rádio para transmitir as reuniões das quartas-feiras.

Oh! Meu Divino espírito Santo!   Sinceramente, só apelando para o santo que dá nome a um dos bairros mais populosos (e sofridos) de Salgueiro. O Divino  padece da falta de cuidado pela Prefeitura de Salgueiro  (há mito tempo)  com a malha viária, que precisa de uma ação imediata,  sob pena de algumas ruas  não permitirem mais a circulação de carros, motos e dos próprios pedestres.   No primeiro momento -porque a coisa está muito feia, o ideal seria uma ação “tapa buraco”.

Propaganda agora no plural – O prefeito de Petrolina e grande aliado do governo Bolsonaro, Miguel Coelho mexeu no anúncio  que a Prefeitura vem investindo ,  do litoral ao Sertão, onde dizia erradamente  que Petrolina era a cidade que mais salvava vidas durante a pandemia. Depois que comentamos o caso aqui ,  a propaganda   diz agora  que  Petrolina é uma das cidades que mais salvam vidas na pandemia.

“Bolsa gasolina”  em Petrolina – Pelo menos três vereadores de Petrolina “se tocaram” e “caíram na real” sobre  o exagero que o presidente da casa, vereador Aero Cruz cometeu ao aumentar  de R$2 mil para R$ 3 mil  a “Bolsa gasolina”   que é colocada na conta de cada parlamentar. Esta semana, Ruy Wanderlei, Diogo Hoffmann e Gaturiano Cigano, optaram por não recebeu o “auxilio” da imoralidade.

 

Taxa de ocupação de UTIs públicas covid-19 cai para 66% em Pernambuco

04/07/21

Por Larissa Lima/JC

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Em comparação com a semana passada, houve uma diminuição de 11%.

HÉLIA SCHEPPA/SEIUTI para pacientes com covid-19 – FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI

A taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede pública destinados a pacientes com quadros respiratórios graves, com suspeita ou confirmação da infecção pelo novo coronavírus em Pernambuco, continua em queda. Neste sábado (3), com 1.760 leitos de UTIs, o Estado registra  66% de ocupação.

Em comparação com a semana passada, 26 de junho, na qual a o percentual era de 77% e 1.812 leitos, houve uma diminuição de 11%.

Os leitos da enfermaria também tiveram queda. Neste sábado (3), a taxa de ocupação é de 54% e a quantidade de vagas chega a 1.249. Na semana passada, a taxa estava em 60% e a quantidade de leitos em 1.261.

Hospitais privados

Nos hospitais privados, o cenário se repete. Mesmo com a redução no número de leitos, a ocupação nas UTIs da rede particular caiu. No dia 26 de junho, havia 76% de ocupação e 398 leitos disponibilizados. Atualmente, a taxa está em 68% e há 319 leitos disponíveis.

Queda na média móveis de casos

O boletim epidemiológico deste sábado (3) mostra que Pernambuco continua a tendência de queda nas médias móveis de casos e de mortes pela covid-19, há 12 e 13 dias, respectivamente. O indicativo, considerado a melhor forma de medir o comportamento da pandemia, contabiliza a média dos últimos sete dias (contando com hoje) e compara com 14 dias atrás. Variações acima de 15%, seja para mais ou menos, indicam tendência de alta ou queda, respectivamente. Já abaixo disso, indica estabilidade.

Mais:

 Pernambuco próximo de completar duas semanas em queda na média móvel de casos e mortes de covid-19

>  Vacina Astrazeneca: vencida ou não? Entenda o caso dos imunizantes fora do prazo de validade 

Santa Cruz perde para o Paysandu por 1×2

04/07/21
Por Gabriel Neukranz/folhape
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Esta foi a primeira derrota de Roberto Fernandes em sua segunda passagem pelo Tricolor

Santa Cruz segue na lanterna do Grupo A.
Santa Cruz segue na lanterna do Grupo A. – Foto: Rafael Melo/Santa Cruz Futebol Clube

 

O Santa Cruz segue sem vencer na Série C. Após sofrer mais uma derrota na competição, a primeira sob o comando de Roberto Fernandes, o time garantiu mais uma rodada na lanterna do Grupo A. Com um bom primeiro tempo e queda de rendimento na volta do intervalo, o Tricolor perdeu para o Paysandu por 1×2, neste sábado (3), pela 7ª  rodada da Série C.

Gols de Santa Cruz 1 x 2 Paysandu

O Santa Cruz entrou em campo reforçado, contando com as estreias de Rafael Castro, Gilmar e Maycon, novos contratados. O time se mostrou presente no campo de ataque e tentou pressionar os visitantes, mas com poucas oportunidades claras de gol criadas. Com a posse da bola, o Tricolor apostou em cruzamentos e finalizações de fora da área, e foi dessa forma que mais levou perigo à meta do Paysandu. Ainda aos dois minutos de jogo, Madson avançou pela direita e chutou forte de fora da área com o pé esquerdo, quase abrindo o placar. O Papão se defendia e saia bem nos contra-ataques, também se aproveitando das faltas sofridas para chegar até a área do goleiro Jordan.

A primeira chance dos visitantes veio com um ataque rápido que terminou com Nícolas driblando Júnior Sergipano e finalizando de perna esquerda para fora, levando perigo. E o o atacante azulino levou vantagem mais uma vez do zagueiro coral, quando Júnior tentou sair jogando e mandou a bola no peito de Nícolas, que dominou dentro da área do Tricolor e chutou sem chances para Jordan, abrindo o placar.

Após o gol, o Santa Cruz seguiu tomando as ações ofensivas e procurando pressionar o adversário. Weriton lançou na direção de Wallace Pernambucano, que escorou para Madson, que marcou o gol de empate, porém logo foi anulado pelo bandeirinha, por impedimento. Os tricolores voltaram a chegar com perigo em duas oportunidades no primeiro tempo. Quando Weriton novamente cruzou para Wallace, que cabeceou com perigo, e quando Gilmar finalizou de perna esquerda raspando o travessão.

O Tricolor voltou do intervalo com três alterações. Saíram Karl, Lucas Batatinha e Bustamante e entraram Rondinelly, França e Levi. As alterações não surtiram o efeito esperado, e o time desempenhou pior do que na primeira etapa. Mesmo que mantivesse a posse da bola, pouco conseguiu criar. Já o Paysandu, conseguiu marcar bem os jogadores corais e levava bastante perigo nas saídas rápidas, pegando a defesa do Tricolor desarrumada.

E foi dessa maneira queo azulino Ratinho ficou cara a cara com Jordan, mas perdeu grande chance após defesa do goleiro. Aos 33 minutos da segunda etapa, a bola bateu em Weriton, após cruzamento da direita do ataque do Papão, e sobrou limpa para a cabeçada de Ratinho, que desta vez superou Jordan e ampliou o placar para os visitantes.

Em seguida, o técnico Roberto Fernandes promoveu as entradas de Léo Gaúcho e Pipico, nos lugares de Madson e Wallace Pernambucano. Desta vez, o treinador coral conseguiu o efeito esperado. Aos 45 minutos, Pipico diminuiu o placar após a bola sobrar em cobrança de escanteio. Após o gol do atacante, a equipe não conseguiu empatar o placar, e a partida terminou com a primeira derrota do Santa Cruz dentro do Arruda na Série C.

Com o resultado, o Santa Cruz segue na lanterna do Grupo A da Terceirona, sem nenhuma vitória conquistada. São três pontos conquistados através de três empates e três derrotas. O Paysandu chegou à liderança do grupo, com 11 pontos, três vitórias, dois empates e uma derrota. O Tricolor volta a campo diante do Altos, no Piauí, às 17 horas do dia 10 de julho.