Mais ameaça: Bolsonaro diz que Forças Armadas podem ir para rua acabar com “covardia” do toque de recolher.

24/04/21
Por Ricardo Brito /Reuters
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Crédito: Arquivo/Agência BrasilPara Bolsonaro, qualquer decreto de governador e prefeito “leva a um transtorno à sociedade onde vem a indignação que você fala está chegando a hora”. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

( O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que as Forças Armadas podem ir para a rua para, segundo ele, garantir o cumprimento do artigo 5º da Constituição e acabar com “essa covardia de toque de recolher” e outras restrições adotadas por governadores no combate à pandemia.

“Se tivermos problema, nós temos o plano de como entrar em campo”, disse Bolsonaro em entrevista veiculada no programa Alerta Especial..

“Eu tenho falado, falo o ‘meu’ e o pessoal fala ‘não’… eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. Vamos falar, o nosso Exército, as nossas Forças Armadas, se precisar, iremos para as ruas, não para manter o povo dentro de casa, mas para restabelecer todo o artigo quinto da Constituição”, acrescentou.

Renan Calheiros se declara impedido para relatar e votar matérias sobre Alagoas e deixa CPI da Covid-19

24/04/21

Por Jovem Pan
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Senador alegou ‘decisão de foro íntimo’; anúncio ocorre na mesma semana em que bolsonaristas intensificaram pressão para que emedebista fosse afastado da relatoria da comissão
Foto: Jane de Araújo/Agência SenadoRenan Calheiros  foi  escolhido  relator da CPI que irá apurar ações e omissões do governo federal na pandemia de coronavírus. Ele sofria pressões, mas alegou outros motivos para desistir da CPI.

Provável relator da CPI da Covid-19, que será instalada na terça-feira, 27, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) se declarou parcial para tratar qualquer tema da comissão que envolva o Estado de Alagoas, onde seu filho é governador. A informação foi divulgada pelo parlamentar em seu perfil nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira, 23. “Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo”, escreveu. O emedebista deve ser escolhido para um dos cargos mais importantes da comissão, a relatoria, em razão de um acordo costurado pela maioria dos integrantes do colegiado – pelo entendimento firmado, Omar Aziz (PSD-AM) será o presidente e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento para a instalação da CPI, o vice-presidente.

A decisão de Calheiros ocorre na mesma semana em que parlamentares bolsonaristas encamparam um movimento na tentativa de impedi-lo de assumir a relatoria da CPI, que irá apurar as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus.

Como a Jovem Pan mostrou, a deputada Carla Zambelli iniciou uma campanha com a hashtag #RenanSuspeito – a parlamentar, uma das integrantes da tropa de choque do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, também entrou com uma ação na Justiça para tentar impedir a indicação do emedebista, ex-presidente do Senado. “O princípio da suspeição do juízo é clara: Renan Calheiros não pode ser relator da CPI da Covid-19. Tendo em vista que é pai de um Governador, também, objeto de investigação da CPI. Considerando que a CPI em tese é um juízo investigativo, é oportuno atribuir o princípio da suspeição do juízo para coibir que a relatoria seja dada ao Sen. Renan Calheiros. Entrarei com uma ação por meio nosso mandato parlamentar, questionando este conflito de interesses”, escreveu em seu perfil no Twitter o ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, deputado federal pelo PSL de Minas Gerais.

Após promessa na Cúpula do Clima, Bolsonaro corta verba para meio ambiente

24/04/21

Por Folha S. Paulo

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Presidente Jair Bolsonaro

 

 

Um dia depois de prometer mais verba para fiscalização ambiental, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) oficializou um corte de recursos para a área relacionada a mudanças do clima, controle de incêndios florestais e fomento a projetos de conservação do meio ambiente. O presidente tirou quase R$ 240 milhões da pasta do Meio Ambiente.

Na quinta (22), na Cúpula de Líderes sobre o Clima, Bolsonaro afirmou ter determinado a duplicação dos recursos destinados a ações de fiscalização ambiental no Brasil. No mesmo dia, ele sancionou o Orçamento de 2021 sem o incremento prometido por ele no encontro internacional.

Comarca de Petrolina cria projeto contra evasão escolar no município

24/04/21

 

AscomTJPE/blogfolhadosertao.com.br

 

 

O projeto “Educação: um Dever Legal”, criado pela Vara da Infância e Juventude junto com o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc), ambos de Petrolina, proporciona audiências de conscientização online para famílias e para jovens em evasão escolar durante a época da pandemia. A ação teve início em janeiro de 2021, quando o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) uniu-se ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e às Secretarias de Educação, municipal e estadual. 

No mesmo mês em que foi implantado, foram remetidos para a Vara da Infância e Juventude, quase 700 casos de evasão escolar, de alunos do ensino fundamental e médio, para integrar o projeto “Educação: um Dever Legal”. O intuito dos integrantes é assegurar o retorno às aulas de todos esses alunos ainda neste primeiro semestre, de forma voluntária.

Os casos são protocolados quando as escolas informam, à Vara da Infância e Juventude, os contatos de alunos que se evadiram das atividades educacionais. Em posse dessa informação, a unidade entra em contato e notifica os responsáveis e o aluno para a realização de uma audiência virtual. Após o contato, a equipe técnica do projeto tem como objetivo compreender os motivos do abandono escolar e elaborar um relatório circunstanciado de cada caso. 

Com isso, as Unidades Judiciais promovem audiências remotas individualizadas para cada estudante. Essas audiências buscam uma conscientização dos jovens sobre a importância da educação em suas vidas nos aspectos profissional e social, além de orientar os responsáveis sobre as consequências jurídicas que poderão sofrer diante de uma situação de abandono intelectual do menor.

O juiz Marcos Bacelar, gestor da Vara da Infância e Juventude e do Cejusc, explica como funciona a dinâmica entre as duas entidades. “Depois das audiências nós oficiamos as escolas, dando ciência sobre as dinâmicas realizadas pela Justiça e, então, solicitamos que a Unidade Escolar promova esse acompanhamento nos 30 dias subsequentes. Havendo a regularidade do retorno, a questão estará superada; em caso negativo, as Providências legais constantes da advertência, serão implementadas por atuação do Ministério Público”, relata.

Com os cerca de 700 procedimentos em andamento, incluindo as dinâmicas individualizadas de busca ativa e de audiência, o magistrado se diz otimista na diminuição da incidência de evasão escolar no município. “Estamos com a esperança de findar nossas ações ao final deste mês de abril. O objetivo, contudo, é de conseguirmos o maior número possível de retorno desses alunos à escola”, conclui Marcos Bacelar.