Trump avisa o Irã que a reunião de terça-feira é sua “última chance” ou “vai explodir o país”

20/04/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br   –   Estadão Conteúdo

 

O presidente dos Estados Unidos insistiu que de forma alguma aceitará a condição iraniana de liberar seus fundos congelados para facilitar acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu neste domingo, 19, o Irã de que a possível reunião de terça-feira entre os negociadores de ambos os países no Paquistão é a “última oportunidade” que eles têm para alcançar uma solução pacífica para o conflito; caso contrário, “o país será reduzido a cinzas”.

Após anunciar nas redes sociais que a delegação norte-americana liderada por seu enviado especial Steve Witkoff e seu genro Jared Kushner chegará à capital paquistanesa, Islamabad, na noite de segunda-feira, e enquanto aguarda uma resposta da parte iraniana, Trump ameaçou, em declarações à Fox News, atacar a infraestrutura civil do país caso não fique satisfeito com os resultados das conversas.

SEM ACERTO COM O IRÃ

O presidente dos Estados Unidos insistiu que de forma alguma aceitará a condição iraniana de liberar seus fundos congelados para facilitar o acordo e que não cometerá o “erro” de seu antecessor, Barack Obama, em referência ao acordo nuclear internacional com o Irã alcançado em 2015, que reintegrou a república islâmica aos mercados internacionais.

Trump, por fim, insistiu em suas próprias condições, como a reabertura total do Estreito de Ormuz e a entrega, por parte do Irã, de todo o urânio enriquecido que possui armazenado, para garantir que não fabricará uma bomba atômica com esse material. O Irã vem afirmando há anos que a natureza de seu programa nuclear é pacífica e não esconde intenções ofensivas.

NEGOCIAÇÃO PARA CESSAR-FOGO

O Irã nega ter concordado em participar de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos pelo cessar-fogo no Oriente Médio, segundo a Irna, agência de notícias da República Islâmica. Teerã afirma que a recusa é motivada por “exigências excessivas” dos EUA. Além disso, cita as movimentações com “expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição e contradições repetidas e bloqueio aos portos iranianos, o que tem considerado violações.

 

Eleição de governador pode virar um Fla x Flu pernambucano

20/04/26  http://blogfolhadosertao.com.br    –  Por Terezinha Nunes Blog Dellas

A pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira demonstrou que a animosidade que atinge a classe política pode ficar ainda mais tensa

– “Não há dúvida de que a eleição deste ano vai ser um clássico. Não é todo dia que se tem uma disputa entre uma governadora em exercício e um ex-prefeito de capital bem avaliado. Isso já é um componente de acirramento. A campanha vai ser aguerrida e bonita de se ver até porque Raquel Lyra e João Campos nunca perderam eleição e, portanto quem for derrotado o será pela primeira vez”. Análise é do líder do PSB na Assembléia, deputado estadual Diogo Moraes. Para ele, que aposta na vitória de João, o acirramento da disputa tem também outro componente: “desta vez só teremos dois candidatos com chance, bem diferente do que aconteceu no estado em 2022 quando tivemos cinco nomes competitivos”.

Sobre o clima da disputa que já é comparada, os meios políticos, a um verdadeiro Fla x Flu, a líder do Governo na Alepe, deputada Socorro Pimentel ,que aposta na vitória de Raquel, diz que “a Assembleia é hoje o maior exemplo disso ao ponto de estar praticamente paralisada”. Afirma que desde o início de 2025 “uma manobra parlamentar da oposição mudou a composição das comissões permanentes, onde o Governo tinha maioria, e o presidente da Alepe assumiu-se oposicionista, travando desde então projetos imprescindíveis para o estado ao ponto de estarmos no mês de abril e o Orçamento de 2026 não ter sido aprovado porque o presidente, que apoia o ex-prefeito, não remete a decisão para o plenário onde o governo tem maioria.

Clima de guerra na Alepe

Na verdade, a Alepe vive um clima de guerra permanente. A animosidade entre oposição e situação demonstra que a deputada Socorro Pimentel tem razão quando diz que tudo começou no poder legislativo. Durante o ano de 2025 passou a ser difícil juntar mais do que 10 a 15 deputados no chamado buraco frio onde os parlamentares costumavam almoçar e aproveitar para colocar informações em dia e falar do andamento das comissões, das votações em plenário e de programar pronunciamentos. Hoje pouquíssimos fazem isso. Almoçam nos gabinetes ou em restaurantes da redondeza. “Não quero me aborrecer na hora do almoço”- disse um deputado governista sobre a ausência no buraco frio.

Há quinze dias, no entanto, a situação ficou mais pesada e chegou ao plenário quando deputados governistas reclamaram na tribuna de apartes do presidente Álvaro Porto por causa da demora na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, tendo o presidente da Comissão de Finanças, deputado Antonio Coelho, chamado Porto de “líder da minoria”. Houve outro problema quando o deputado Izaias Regis, da base governista. foi impedido pela presidência de ler a ata, sendo substituído pelo oposicionista Romero Albuquerque.

A pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira demonstrou que a animosidade que atinge a classe política pode ficar ainda mais tensa com a possibilidade da eleição ser decidida decidida voto a voto, incentivando os os dois lados a mostrar força nas redes sociais, nas passeatas, nos comícios e na propaganda eleitoral do Rádio e da TV.

“Vamos para uma eleição totalmente indefinida” cravou esta sexta-feira no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o pesquisador Maurício Garcia para quem, mesmo com pouca pontuação, candidatos de pequenos partidos podem levar o pleito para o segundo turno diante da possibilidade de Raquel e João chegarem no dia do pleito quase empatados.

Ouvidos por este blog, os cientistas políticos Priscila Lapa e Felipe Ferreira Lima concordam sobre uma acalorada disputa entre Raquel Lyra e João Campos. Segundo Priscila, “a biografia dos dois principais pré-candidatos reúnem ingredientes de competitividade relevantes: são jovens mas com experiência administrativa, atendendo ao anseio do eleitor por oxigenação nos quadros da política; apresentam disposição para inovar nas gestões e dar mais ritmo às entregas; têm capilaridade e capacidade de articulação; têm excelente engajamento digital e baixa rejeição”.

“ Isso já é suficiente para uma disputa em essência acirrada”- afirma ela mas chama atenção para fato de que, “ao contrário de 2022, não há conjuntura de mudança, o que, em essência, favorece Raquel mas João se apresenta como opção viável para o leitor e terá o desafio de fazer discurso de mudança em um contexto em que esse pode não ser o sentimento predominante, por isso a tentativa dele de nacionalizar a disputa”. Ela, porém, chama atenção para o fato de que é preciso que a campanha seja iniciada para ter maior clareza do movimento do eleitor”.

Importância do voto conservador

Felipe Ferreira Lima entende que a pesquisa Datafolha aponta um grande nível de acirramento. “Raquel está crescendo e João apresenta uma certa estabilidade, dando a impressão de que atingiu o teto e vai precisar agir para ampliar seu espaço, embora precise vencer um outro obstáculo que é o fato de ter montado uma chapa totalmente de esquerda, excessivamente vermelha, o que afasta dele o eleitor mais conservador”.

Na sua opinião, “foi importante para Raquel conservar a frente na espontânea pois isso dá mais segurança da cristalização do voto e para traçar estratégias e continuar fazendo suas entregas, sem falar que o comando da máquina a favorece pela visibilidade que isso representa”. Embora chame a atenção para esperar mais ele não afasta a possibilidade dela vir a ser vencedora em um eventual primeiro turno “com a chapa que João montou o voto da direita vai cair no colo dela e essa pode fazer a diferença de que ela precisava para ser reeleita”.

 

Educação como prioridade: presidente Lula sanciona novo PNE

20/04/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br  –

Educação como prioridade: presidente Lula sanciona novo PNE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou,  o novo Plano Nacional de Educação (PNE), em solenidade realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. No Senado, o texto foi aprovado sob a relatoria da senadora Teresa Leitão, atual presidenta da Comissão de Educação e Cultura (CE), responsável pela condução e consolidação da proposta na Casa.

A tramitação foi marcada por ampla participação social e institucional, com a realização de 33 audiências públicas, somente no Senado, resultando em um plano robusto, alinhado à Constituição e às demandas contemporâneas da educação brasileira.

Presente na cerimônia, Teresa Leitão destacou o caráter estratégico e simbólico do novo PNE. “O Plano Nacional de Educação é muito mais do que um conjunto de metas: é um pacto coletivo com o futuro do Brasil. Ele carrega o sonho de milhões de estudantes, professoras, professores e educadores que veem na educação a chance de transformar suas vidas, romper ciclos de exclusão e construir novos caminhos.”
A senadora também reforçou a necessidade de que o plano se concretize na vida das pessoas. “Não basta iluminar o caminho, é preciso garantir que todos possam caminhar por ele”, afirmou, ao defender investimentos, valorização profissional e políticas voltadas ao enfrentamento das desigualdades educacionais.

A cerimônia de sanção reuniu um amplo conjunto de representantes do poder público e da sociedade civil, entre eles autoridades do governo federal, parlamentares, governadores e secretários estaduais de educação. Também estiveram presentes representantes de instituições como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e o Fórum Nacional de Educação (FNE).

Na ocasião, o presidente Lula discursou reafirmando a responsabilidade coletiva na execução do plano e a importância dos mecanismos de monitoramento e inovação previstos no texto. “Nós temos a responsabilidade de não permitir que ninguém, quem quer que seja, do partido que seja, tenha o desmazelo de não executar o que está previsto no Plano Nacional de Educação”, afirmou. “A cada dois anos, a sociedade brasileira tem a obrigação política, moral e ética de fiscalizar para saber quem é que não está cumprindo, de onde vem a responsabilidade”, complementou Lula.

Entre os principais avanços, o novo PNE prevê o fortalecimento do regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, a criação do Sistema Nacional de Educação, a ampliação da educação integral e o estabelecimento de metas voltadas à inclusão, à diversidade e à redução das desigualdades de raça, renda e território. O plano também institui monitoramento contínuo, com avaliações a cada dois anos, assegurando acompanhamento sistemático e ajustes ao longo de sua implementação.

Com a assinatura presidencial, o Brasil abre uma nova etapa na consolidação de políticas educacionais estruturantes, reafirmando o compromisso com o direito à educação pública de qualidade e com a construção de um futuro mais justo e inclusivo para todos os brasileiros.