Raquel Lyra ressalta investimentos do Morar Bem Pernambuco no resultado do setor imobiliário em 2025

30/04/26 – http://blogfolhadosertao.com.br   –    Imprensa PE

 

Em noite da 31ª edição do Troféu Ademi-PE, nesta quarta-feira (29), a governadora Raquel Lyra destacou a relevância do programa Morar Bem PE, do Governo do Estado, para o resultado do mercado imobiliário pernambucano em 2025. Segundo dados da Ademi, no ano passado o setor registrou o Valor Geral de Vendas (VGV) recorde de R$ 10,1 bilhões, montante que representa um crescimento expressivo de 53% em comparação ao ano de 2024. A ampliação está diretamente ligada ao Morar Bem PE, maior programa estadual de habitação de interesse social da história de Pernambuco, proporcionando moradia digna para famílias de baixa renda.

Durante o evento, a governadora ressaltou o trabalho em parceria com a iniciativa privada e também recebeu uma homenagem em reconhecimento ao programa estadual. “A Ademi representa o setor imobiliário, que é de extrema importância para nossa economia, para geração de emprego e renda para nossa população pernambucana. A gente tem sido um parceiro muito forte, a partir da compreensão, do entendimento do diálogo da construção de política pública, como é o programa Morar Bem Pernambuco. Com isso, já fomos capazes de entregar mais de 20 mil casas no Estado nos últimos três anos, em parceria com o governo federal, através do programa Minha Casa Minha Vida”, destacou a governadora Raquel Lyra.

De acordo com o novo presidente da Ademi-PE, Leonardo Queiroz, que foi empossado durante a cerimônia, a chegada do programa Morar Bem impulsionou o volume de vendas em habitação. “O Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, tem reposicionado a história da habitação em Pernambuco, através da criação do programa Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida. A iniciativa viabilizou um recorde histórico de volume de vendas de imóveis. Esses empreendimentos são importantíssimos para a população pernambucana”, afirmou o presidente, que assume o biênio 2026-2027.

A premiação, que celebra os investimentos do mercado imobiliário pernambucano, contemplou desde projetos do programa Minha Casa Minha Vida até unidades de alto luxo, além de reconhecer avanços em áreas como inovação tecnológica, intervenções urbanas e práticas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).

Presente no evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância do setor para a economia brasileira. “O setor imobiliário é essencial para a economia brasileira. O programa Minha Casa Minha Vida tem sido um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro”, afirmou a ministra.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro, ressaltou a importância do evento. “O Troféu Ademi 2026 é um evento importantíssimo para a construção civil onde reúne aqui os principais players do mercado e o Governo de Pernambuco não poderia faltar nesse momento. O programa Morar Bem em Pernambuco é uma referência para o Nordeste, referência para o país”, disse o titular da pasta.

Acompanharam a premiação as secretárias Simone Nunes (Projetos Estratégicos) e Cacau de Paula (Cultura); os presidentes dos órgãos estaduais André Fonseca (DER), Francisco Amaral (Perpart), Guilherme Cavalcanti (Copergás) e Paulo Lira (Cehab). Também esteve presente o prefeito do Recife, Victor Marques.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

 

 

Messias diz que passou por processo de ‘desconstrução’ com ‘mentiras’: ‘Sabemos quem comandou’

30/04/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br   –  Por O Globo

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse após a derrota no Senado que passou por um processo de “desconstrução” durante a campanha pela vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele recebeu 34 votos, sete a menos do que o mínimo necessário para ser aprovado.

— Lutei o bom combate, como todo cristão. Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso— disse Messias. As informações são do jornal O GLOBO.

Ele afirmou também que se submeteu, ao longo de cinco meses, por um escrutínio e foi recebido por 78 senadores em seu périplo por votos no Senado. Mesmo com a reprovação, ele diz ser grato a Deus e afirma que “cumpriu seu desígnio”.

— Hoje participei de uma a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, um espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto demonstrei o que sinto. 
Agora, a vida é assim, gente. Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Senado é soberano.

Ainda, Messias também destacou que não precisa de um cargo público para sustentá-lo que sua trajetória “não acaba aqui”

— Não preciso de um cargo público para me sustentar. Continuo minha vida com estudo e mérito.

O Senado rejeitou nesta quarta-feira um nome ao STF após 132 anos e impôs uma derrota histórica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O revés para o governo tensiona ainda mais a relação com o Congresso, a menos de seis meses da eleição. Messias teve 34 votos a favor da indicação, sete a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários.

Ele foi indicado por Lula para ocupar uma vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias teve 16 votos em sabatina que foi marcada por um clima de apreensão de governistas diante da falta de segurança se ele seria aprovado.

O resultado torna o chefe da AGU o primeiro nome indicado ao STF a ser rejeitado na redemocratização brasileira. A última vez que isso ocorreu foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.

— Para mim foi uma surpresa., estávamos esperando 44 ou 45, mas cada um vota com sua consciência — disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), evitando dizer se a derrota seria uma traição. — Não vou adjetivar.

Auxiliares de Lula creditam a derrota no Senado a uma articulação de Alcolumbre contra Messias. Inicialmente considerado um dos pontos de governabilidade de Lula 3, o senador se afastou do Planalto e passou a criticar publicamente o governo federal após o chefe do Executivo indicar Messias para a vaga no Supremo –e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de primeira hora do presidente do Senado.

Até a noite da véspera da sabatina, auxiliares de Lula atuavam para que Alcolumbre fizesse um gesto público de apoio a Messias, o que não ocorreu. Pacheco, por sua vez, posou para foto com o chefe da AGU na tarde de terça em evento que oficializou o apoio da bancada do PSB ao ministro.

O silêncio do presidente do Senado foi motivo de conversas paralelas ao longo da sabatina de Messias na CCJ, com alguns parlamentares sugerindo um movimento nos bastidores de Alcolumbre contra o nome de Messias. No fim da manhã, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando nesse sentido. A jornalistas, respondeu a uma pergunta falando dessa possibilidade em tom de ironia.

— Se ele estiver operando contra é um bom sinal. Deve estar vendo que (Messias) vai ganhar — disse Wagner.

Quatro senadores afirmaram ao GLOBO, sob reserva, que o movimento de Alcolumbre foi em cima de parlamentares do centro, da oposição e indecisos. Segundo eles, o presidente do Senado teria procurado esses nomes e estimulado o voto contrário ao chefe da AGU. A assessoria de imprensa de Alcolumbre foi procurada e negou qualquer atuação do senador nesse sentido.

De acordo com uma pessoa que acompanhou as conversas, o Planalto foi informado no começo da tarde sobre um suposto movimento de Alcolumbre para impor a derrota a Messias. Num primeiro momento, auxiliares de Lula telefonaram para senadores para buscar entender se havia algum novo movimento nesse sentido.

Com a divulgação de notícias tratando dessa possibilidade, aliados de Messias telefonaram para o presidente do Senado, que não atendeu às chamadas. O senador passou a maior parte do dia na residência oficial da presidência do Senado e chegou à Casa pouco antes da proclamação do resultado da votação na CCJ.

O resultado da votação pressiona também Lula às vésperas das eleições. Nos últimos meses, o petista viu seu principal adversário na disputa, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se consolidar na corrida eleitoral e, em algumas pesquisas de intenção de votos, ultrapassá-lo numericamente.

Até mesmo um aliado de primeira hora do petista reconhece que essa derrota traz danos políticos à imagem de Lula, além de colocar em dúvida o capital político do chefe do Executivo, num momento em que o governo busca sinalizar ao centro na tentativa de atrair eleitores e apoios políticos nesse grupo. Ele minimiza, no entanto, o peso que isso terá na hora da eleição, afirmando que Lula poderá adotar um discurso de embate com o Congresso Nacional.

A sabatina
Durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o aborto e enalteceu Deus em suas falas na sabatina para uma vaga à Corte, numa sinalização à oposição e em busca de votos de senadores desse grupo.

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. A votação é secreta.

A indicação de Messias à Corte contrariou a cúpula do Senado e, principalmente, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aliados do chefe da AGU dizem que, além de fazer gestos à oposição, o ministro também faz falas para distensionar a relação com esses senadores. Em sua fala inicial na sabatina, por exemplo, elogiou nominalmente Pacheco, com quem se reuniu na terça.

— Quero enaltecer a atuação de Rodrigo Pacheco na condução da PEC 8/21 — disse Messias, em referência à Proposta de Emenda à Constituição que trata de normas do Judiciário, como prazo de pedidos de vista e concessão de medidas cautelares.

 

Sport perde para o Fortaleza no fim, mas avança como líder no Nordestão

30/04/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –    Por Thiago Wagner

 

Leão sofre gols nos acréscimos, perde invencibilidade, mas garante melhor campanha geral da competição; Rubro-negro encara o ASA nas quartas de final

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O Sport foi derrotado por 2×0 pelo Fortaleza nesta quarta-feira (29), na Arena Castelão, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. Os gols saíram nos acréscimos do segundo tempo, com Miritello e Vitinho.  As duas equipes atuaram com times mistos, o que impactou o nível técnico durante boa parte do confronto.

Apesar da derrota, o Leão terminou a fase com 12 pontos e garantiu a melhor campanha geral da competição. Já o Fortaleza, que entrou pressionado, marcou duas vezes no fim, garantiu a classificação e vai enfrentar o Confiança na próxima fase. Acabou que com os gols no fim, o Leão do Pici eliminou o Retrô, que mesmo vencendo o América-RN, foi eliminado.

O Sport, por sua vez, encara o ASA no mata-mata. A partida será em jogo único na Ilha do Retiro.

O Leão volta a campo no domingo (3), contra o Ceará, na Ilha do Retiro, pela Série B. O Fortaleza joga em casa contra o Goiás, no sábado.

Como foi o jogo

O jogo começou com ritmo alto e erros dos dois lados na saída de bola. Logo no primeiro minuto, o Fortaleza aproveitou falha do Sport e finalizou com Lucas Emanoel, mas Halls defendeu. O Sport respondeu em seguida, em cruzamento de Marlon que atravessou a área sem finalização.

Com o passar do tempo, o Fortaleza passou a ter mais volume ofensivo, principalmente em finalizações de média distância. Luiz Fernando e Welliton arriscaram, mas sem dificuldade para o goleiro rubro-negro.

A melhor chance da etapa inicial foi do time cearense aos 33 minutos, quando Lucas Sasha chutou de fora da área e a bola passou muito perto da trave.

Na reta final do primeiro tempo, o jogo ganhou mais velocidade. Em contra-ataque, Luiz Fernando acionou Lucas Emanoel, que finalizou forte para fora. Na resposta, o Sport chegou com perigo e obrigou Vinícius Silvestre a fazer boa defesa.

Na volta do intervalo, o Fortaleza promoveu mudanças e passou a ter mais posse de bola. O Sport adotou postura mais conservadora e buscou explorar os contra-ataques.

A melhor chance do Leão pernambucano veio aos 12 minutos, quando Iury Castilho arriscou um voleio após cruzamento de Marlon, mandando por cima do gol.

A partir daí, o Fortaleza aumentou a pressão. Vitinho finalizou livre e parou em Halls. Na sequência, Paulo Baya aproveitou erro na saída do Sport e chutou rasteiro, novamente defendido pelo goleiro.

Na reta final, o time cearense teve a grande chance. Kayke acertou a trave após jogada dentro da área.

Logo depois, o jogo foi paralisado após finalização de Vitinho bater em Habraão, que precisou sair para atendimento.

Com um jogador a mais momentaneamente, o Fortaleza abriu o placar aos 47 minutos. Lucas Sasha cruzou pela direita e Miritello subiu para marcar.

Nos acréscimos, saiu o segundo gol que definiu a classificação. Após cruzamento na área, Halls deu rebote e Vitinho completou para o gol, fechando o placar em 2×0.

Ficha da partida – Fortaleza 2×0 Sport

Fortaleza: Vinicius Silvestre; Luan, Ronald, João Lucas (Kauã Rocha) e Wellinton (Kayke); Sasha, Lucca Prior (Paulo Baya), Rodrigo e Rodriguinho (Vitinho); Luiz Fernando e Lucas Emanoel (Miritello). Técnico: Thiago Carpini.

Sport: Halls; Augusto Pucci (Dedé), Marcelo Ajul, Habraão e Edson Lucas; Pedro Martins, Yago Felipe e Max (Micael); Marlon Douglas, Iury Castilho e Gustavo Maia. Técnico: Márcio Goiano.

Competição: Copa do Nordeste (fase de grupos – última rodada). Local: Arena Castelão, Fortaleza. Árbitro: Afro Rocha De Carvalho Filho (PB). Assistentes: Rafael Guedes de Lima e Paulo Ricardo Alves Farias (PB). Gols: Miritello, aos 47 do 2º tempo; Vitinho, aos 52 do 2º tempo. Cartões amarelos: Luiz Fernando (Fortaleza), Marcelo Ajul e Halls (Sport). Cartão Vermelho: Yago Felipe (Sport) – dois amarelos.

Alcolumbre atropela governo com derrota histórica para Lula e manda recado: ‘quem manda no Senado sou eu’

30/04/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br  –  Por Andreia Sadi

 

Contrariado com indicação de Jorge Messias para o STF, presidente do Senado articulou para derrubá-la.

Alcolumbre manda recado ao governo Lula: ‘Quem manda no Senado sou eu’

Nos bastidores da sabatina de Jorge Messias no Senado, uma coisa ficou cristalina desde o início: essa nunca foi uma novela sem dono. Teve — e tem — protagonista. O nome dele é Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.

A derrota histórica imposta ao governo Lula não veio por acaso. Veio com recado. E Alcolumbre tratou de deixar isso muito claro, em várias camadas.

A principal: quem manda no Senado é ele, e não há espaço para articulação paralela, negociação de bastidor ou construção fora do seu radar.

Alcolumbre sempre repetiu, inclusive a interlocutores próximos, que nunca viu passar algo no Senado sem a sua articulação direta. E, nesse episódio, mostrou na prática. Mais do que uma derrota de um nome, foi uma demonstração de força institucional e política.

Fontes ligadas ao presidente Lula atribuem o resultado a uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e, principalmente, a disputa política-eleitoral em curso no Senado.

Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Aliados que fizeram campanha pela indicação de Messias dizem agora que o desfecho já vinha sendo sinalizado. Segundo esses relatos, Alcolumbre teria dito desde ontem que a indicação seria derrotada.

Nos bastidores, senadores chegaram a relatar a um ministro do Supremo que até gostariam de votar a favor de Messias, mas não estavam sendo liberados por Alcolumbre — reforçando a leitura de que o controle político da votação passou diretamente por ele.

‘Combo’ para derrotar Lula no Senado

Nos bastidores, também já se desenhava um movimento mais amplo: um “combo” articulado por setores da oposição, aproveitando o fato de Flávio Bolsonaro (PL) ser senador e adversário direto de Lula na eleição de outubro.

Nesse cenário, o grupo de Flávio Bolsonaro aparece como peça-chave. A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo. A estratégia acabou bem-sucedida.

A isso se somou, segundo essas fontes, a vontade pesssoal de Alcolumbre, apoiado dentro do próprio Supremo por ministros que não queriam Messias, como Alexandre de Moraes.

A leitura é a de que houve uma convergência de interesses — com Alcolumbre, que preferia outro caminho (com a indicação de Rodrigo Pacheco), e com senadores dispostos a impor uma derrota simbólica ao Planalto.

Fontes do STF consideram que também pesou o clima de expectativa sobre a delação de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o possível envolvimento de nomes do centrão, em mais um recado de descontentamento com o governo.

Outro elemento é o cálculo individual de senadores: a expectativa de futuras indicações ao Supremo também pesou. Ainda assim, aliados de Lula afirmam que, mesmo após a derrota, o presidente não deve ceder a esse tipo de pressão na escolha de um novo nome.

O resultado escancara não só a força de Alcolumbre, mas também um problema sério de leitura política do governo. Faltou termômetro. Faltou pulso sobre o que estava acontecendo dentro do Senado. Enquanto a temperatura subia, o Planalto parecia fora da sala.

No fim, a crise expõe um eixo de poder muito claro: no Senado, hoje, a temperatura e o ritmo passam por Alcolumbre.

Em Salgueiro: Município festeja 162 anos de emancipação com ações político-administrativas

30/04/26  – http://blogfolhadosertao.com.br-    Ascom PMS

 

 

Na noite desta quarta-feira, 29, véspera do aniversário de 162 anos de emancipação política de Salgueiro, o prefeito Fabinho Lisandro e o vice-prefeito, Emmanuel Sampaio, fizeram o lançamento do programa “Acelera Salgueiro”, somando R$ 162 milhões no maior pacote de investimentos da história do município. As ações contemplam diversos setores, visando fomentar o desenvolvimento local, com consequente atração de mais investimentos e melhorias na qualidade de vida dos salgueirenses e visitantes. São obras em fase de licitação, em andamento ou planejadas com recursos garantidos, em parceria com os governos estadual e federal e deputados.

O pacote inclui construção de duas creches; pavimentações de ruas e avenidas; habitacionais; Centro da Mulher; novo CAPS; reformas de escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da UPA 24h – com Raio-X Fixo; aquisição de ambulâncias; kits para as UBSs; construção da escola do bairro Santa Margarida; novos ônibus escolares e ambulâncias; iluminação das BRs; reforma do canteiro da Avenida Central; terraplanagem da estrada do Pau Ferro; aquisição de patrulha mecanizada; passagem molhada do Alazão; reformas de praças e do Parque das Crianças; Casa do Forró e da Poesia (antiga Casa do Sanfoneiro); complexo esportivo e centros de convivência.

Também consta no programa o Complexo de Polícia Científica, com Instituto de Medicina Legal (IML), que será inaugurado em breve numa articulação entre a prefeitura e o Governo de Pernambuco. A obra, que estava paralisada há anos, foi retomada pela governadora Raquel Lyra após intercessão do atual prefeito e seu grupo político, atendendo a muitos pedidos da população de Salgueiro e região.

Durante o lançamento do programa, o prefeito destacou o simbolismo do anúncio no momento em que o município celebra 162 anos de emancipação. “A gente vive um momento importante, de comemoração de 162 anos de emancipação política. Um momento que a gente precisa reafirmar os nossos compromissos e neste momento a gente precisa mostrar a que viemos. [O ano de 2025] foi um ano de muito trabalho, de muito planejamento, de muito esforço e agora vamos colher o resultado do que plantamos”, disse.

A cerimônia de lançamento foi realizada na Rua Joaquim Sampaio, em frente ao prédio da prefeitura. Além do prefeito e do vice-prefeito, estiveram presentes secretários, coordenadores e diretores municipais; vereadores; lideranças políticas e população em geral.

Homenagens

Antes do anúncio dos investimentos aconteceu uma entrega simbólica de placas de homenagens a Cléa Santos, Antônio Carlos ‘Tó’ Filho e Oliveira do Prado, reverenciados com as denominações dos CRAS I e II e do CREAS, respectivamente. O ato emocionou familiares dos homenageados, que agradeceram ao governo municipal pela atitude.

 

 

Raquel Lyra assina concessão parcial da Compesa com previsão de R$ 17,4 bilhões em investimentos

30/04/26  –   http://blogfolhadosertao.com.br   –  Por Pedro Beija

Contrato prevê atuação privada em 151 municípios pernambucanos, repasses a prefeituras e meta de universalização do saneamento até 2033

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (29) o contrato de concessão parcial dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), com previsão de R$ 17,4 bilhões em investimentos ao longo dos próximos anos.

Durante a solenidade, no Palácio do Campo das Princesas, a governadora classificou a medida como um marco para o Estado e destacou a participação da iniciativa privada na ampliação dos serviços.

“Hoje é um dia histórico e de prosperidade para o povo pernambucano. Essa assinatura é uma das ações mais importantes da nossa história. A proposta do nosso governo sempre foi trabalhar para universalizar os serviços de água e esgoto no Estado”, afirmou.

O modelo prevê a transferência à iniciativa privada dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário em 151 municípios, distribuídos pela Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e parte do Sertão. De acordo com a gestão estadual, a Compesa seguirá responsável pelas etapas de produção e armazenamento de água.

O contrato foi firmado com um consórcio formado pelas empresas Acciona e BRK Ambiental, representados no evento pelos seus diretores-presidentes, José Manuel Entrecanales e Alexandre Thiollier, respectivamente. Entrecanales destacou o marco histórico da parceria, enquanto Thiollier, afirmou que a empresa pretende ampliar a qualidade dos serviços ofertados no Estado.

“Assim como Pernambuco é um Estado revolucionário, estamos revolucionando o setor com essa parceria”, pontuou Entrecanales.

“Hoje estamos aumentando nossa parceria com o Governo de Pernambuco. Vamos trabalhar arduamente para a evolução dos serviços ofertados”, disse Thollier.

Além dos investimentos, o acordo prevê o pagamento de R$ 4 bilhões em outorga, dos quais R$ 2,4 bilhões foram pagos no ato da assinatura. Parte desses recursos será destinada aos municípios contemplados, com repasses diretos para reforço de caixa e investimentos locais.

Meta de universalização

Segundo o governo estadual, a concessão busca acelerar o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece a universalização do acesso à água potável e ao esgotamento sanitário até 2033.

O secretário estadual de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, afirmou que o foco agora será garantir a execução das metas previstas.

“Nossa missão agora é acompanhar as ações das empresas privadas, priorizando as demandas do Estado, para que possamos alcançar o Marco do Saneamento. A partir de hoje, estamos deixando para trás uma página difícil da história de Pernambuco”, disse.

A governadora também destacou que o contrato foi estruturado para ampliar a capacidade de investimento e garantir segurança jurídica.

“Estamos olhando para todos os pernambucanos, seja na Região Metropolitana ou no interior, garantindo um direito básico para a população”, afirmou.

Modelo, impacto e expansão

Com a nova configuração, o consórcio privado composto por BRK e Acciona assume a operação dos serviços nas cidades incluídas na microrregião RMR-Pajeú, que reúne a maior parte dos municípios atendidos pela concessão. Nesses locais, caberá às empresas a responsabilidade pela distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, além da execução de obras de ampliação e modernização da rede.

Já outra concessão, assinada anteriormente, prevê atuação da empresa Vita Sertão em 24 municípios do Sertão, ampliando o modelo de parceria com a iniciativa privada em diferentes regiões do Estado.

Segundo o governo, a divisão em microrregiões busca adaptar os contratos às características de cada área, considerando diferenças de infraestrutura, disponibilidade hídrica e demanda por investimentos. A expectativa é de que cerca de 7 milhões de pernambucanos sejam impactados diretamente pela ampliação dos serviços, com aumento gradual da cobertura de água tratada e esgotamento sanitário ao longo dos próximos anos.

A gestão estadual argumenta que a concessão representa um dos principais eixos da política de segurança hídrica e saneamento, com potencial para reduzir desigualdades regionais históricas e melhorar indicadores de saúde pública, especialmente em áreas com baixa cobertura de esgoto.

A secretária estadual de Projetos Estratégicos, Simone Nunes, destacou que o avanço na infraestrutura deve ter impacto direto no cotidiano da população.

“O avanço concreto na universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário impacta diretamente na qualidade de vida de milhões de pernambucanos”, afirmou.

Além da ampliação dos serviços, o contrato também prevê repasses financeiros aos municípios, o que, segundo o governo, deve fortalecer a capacidade de investimento das prefeituras e ampliar a cooperação com o Estado na execução de políticas públicas.

Representando os gestores municipais, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), afirmou que a medida tem potencial de beneficiar diretamente as cidades atendidas.

“Essa ação beneficia diretamente todos os municípios pernambucanos, sendo um grande marco”, declarou.

Derrota: Senado rejeita indicação do pernambucano Jorge Messias para o STF

30/04/26  — http://blogfolhadosertao.com.br –   Agência O Globo

Advogado-geral da União teve 34 votos, sete a menos que o mínimo necessário para a aprovação

O Senado rejeitou um nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) após 132 anos, impôs uma derrota histórica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e barrou a indicação do ministro pernambucano Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) à Corte.
O revés para o governo tensiona ainda mais a relação com o Congresso, a menos de seis meses da eleição. Messias teve 34 votos a favor da indicação, sete a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários.

Ele foi indicado por Lula para ocupar uma vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias teve 16 votos em sabatina que foi marcada por um clima de apreensão de governistas diante da falta de segurança se ele seria aprovado.

O resultado torna o chefe da AGU o primeiro nome indicado ao STF a ser rejeitado na redemocratização brasileira. A última vez que isso ocorreu foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.

Auxiliares de Lula creditam a derrota no Senado a uma articulação de Alcolumbre contra Messias. Inicialmente considerado um dos pontos de governabilidade de Lula 3, o senador se afastou do Planalto e passou a criticar publicamente o governo federal após o chefe do Executivo indicar Messias para a vaga no Supremo –e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de primeira hora do presidente do Senado.

Até a noite da véspera da sabatina, auxiliares de Lula atuavam para que Alcolumbre fizesse um gesto público de apoio a Messias, o que não ocorreu. Pacheco, por sua vez, posou para foto com o chefe da AGU na tarde de terça em evento que oficializou o apoio da bancada do PSB ao ministro.

O silêncio do presidente do Senado foi motivo de conversas paralelas ao longo da sabatina de Messias na CCJ, com alguns parlamentares sugerindo um movimento nos bastidores de Alcolumbre contra o nome de Messias. No fim da manhã, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando nesse sentido. A jornalistas, respondeu a uma pergunta falando dessa possibilidade em tom de ironia.

— Se ele estiver operando contra é um bom sinal. Deve estar vendo que (Messias) vai ganhar — disse Wagner.

Quatro senadores afirmaram ao Globo, sob reserva, que o movimento de Alcolumbre foi em cima de parlamentares do centro, da oposição e indecisos. Segundo eles, o presidente do Senado teria procurado esses nomes e estimulado o voto contrário ao chefe da AGU. A assessoria de imprensa de Alcolumbre foi procurada e negou qualquer atuação do senador nesse sentido.

De acordo com uma pessoa que acompanhou as conversas, o Planalto foi informado no começo da tarde sobre um suposto movimento de Alcolumbre para impor a derrota a Messias. Num primeiro momento, auxiliares de Lula telefonaram para senadores para buscar entender se havia algum novo movimento nesse sentido.

Com a divulgação de notícias tratando dessa possibilidade, aliados de Messias telefonaram para o presidente do Senado, que não atendeu às chamadas. O senador passou a maior parte do dia na residência oficial da presidência do Senado e chegou à Casa pouco antes da proclamação do resultado da votação na CCJ.

O resultado da votação pressiona também Lula às vésperas das eleições. Nos últimos meses, o petista viu seu principal adversário na disputa, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se consolidar na corrida eleitoral e, em algumas pesquisas de intenção de votos, ultrapassá-lo numericamente.

Até mesmo um aliado de primeira hora do petista reconhece que essa derrota traz danos políticos à imagem de Lula, além de colocar em dúvida o capital político do chefe do Executivo, num momento em que o governo busca sinalizar ao centro na tentativa de atrair eleitores e apoios políticos nesse grupo. Ele minimiza, no entanto, o peso que isso terá na hora da eleição, afirmando que Lula poderá adotar um discurso de embate com o Congresso Nacional.

A sabatina
Durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o aborto e enalteceu Deus em suas falas na sabatina para uma vaga à Corte, numa sinalização à oposição e em busca de votos de senadores desse grupo.

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. A votação é secreta.

A indicação de Messias à Corte contrariou a cúpula do Senado e, principalmente, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aliados do chefe da AGU dizem que, além de fazer gestos à oposição, o ministro também faz falas para distensionar a relação com esses senadores. Em sua fala inicial na sabatina, por exemplo, elogiou nominalmente Pacheco, com quem se reuniu na terça.

— Quero enaltecer a atuação de Rodrigo Pacheco na condução da PEC 8/21 — disse Messias, em referência à Proposta de Emenda à Constituição que trata de normas do Judiciário, como prazo de pedidos de vista e concessão de medidas cautelares.

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