08/02/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Congresso em Foco
Presidente afirma estar motivado para disputar novo mandato, pede articulação política e fala em defesa da democracia durante evento do PT em Salvador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a eleição de 2026 será uma “guerra” e declarou que “acabou o Lulinha paz e amor”. Apesar do tom combativo, disse estar “animado para cacete” para tentar disputar um quarto mandato. A fala ocorreu neste sábado (7), durante o evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA).,
“Eles são desaforados e nós não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela. Estou motivado para cacete”.
Lula disse que, mais do que a disputa eleitoral, o que está em jogo é a democracia. Sem citar nomes, o petista afirmou que a gestão anterior tentou construir um “país fascista” e que a manutenção do regime democrático dependeria de sua reeleição.

O presidente também fez um apelo ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, para que construa alianças que garantam a sua vitória.
“Precisamos compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva], você vai ter que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Não tem que fazer negação dos princípios do PT. Um acordo político é uma coisa tática”.
Na quarta-feira (4), as executivas nacionais do PT e do PDT apresentaram versões distintas sobre o resultado de uma reunião que tratou do desenho da aliança entre as duas siglas para as eleições deste ano. O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou ter recebido apoio petista em palanques estaduais no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, versão negada pelo partido de Lula.
“Na reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais; e de Requião Filho, no Paraná”, escreveu Lupi nas redes sociais.
PT e PDT divergem em versões sobre acordo para as eleições
A publicação veio após nota da direção do PT informando que houve um “diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas que o encontro não teve como objetivo definir palanques estaduais. Segundo o partido, as decisões locais seguem em construção nos diretórios regionais.
“Não troquei minha dignidade pela liberdade”, diz Lula sobre prisão
Presidente relembrou prisão e defendeu postura firme diante de pressões externas.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (6) que se recusou a fazer acordos para deixar a prisão em troca do uso de tornozeleira eletrônica. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde, em Salvador, na Bahia.
Ao relembrar o período em que esteve preso, Lula disse que não aceitou negociar sua liberdade em troca do que chamou de perda de dignidade.
“Eu não troco a minha dignidade pela minha liberdade. Eu não coloco tornozeleira porque eu não sou pombo-correio e a minha casa não é prisão.”
Taxação de Trump
Lula afirmou que essa postura, segundo ele, orienta sua atuação política e diplomática. O presidente lembrou as medidas tarifárias adotadas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que o Brasil não pode agir com medo.
“Quando o presidente Trump taxou esse país, muita gente ficou com medo. Eu dizia: vamos ter calma. O brasileiro não tem que ter medo de alguém que fala grosso.”
O presidente fez referência à Bahia ao defender uma postura firme diante de pressões externas. Segundo ele, o Estado teve papel central na luta pela independência do Brasil.
“Não tem que ter medo, sobretudo aqui na Bahia, que vocês são responsáveis pela independência do Brasil. Lá gritou, mas aqui quem lutou foi vocês”, afirmou.
Lula disse que a confiança nacional é essencial para o respeito internacional e comentou a relação atual com Trump, a quem chamou de amigo.
“Agora eu sou amigo do Trump. Ele diz que a gente tem uma química, uma química de amor à primeira vista.”
Para o presidente, o respeito nas relações internacionais começa pela postura interna de um país. “Porque ninguém respeita quem não se respeita”, afirmou.
Entrega de ambulâncias
Durante o evento, o governo federal realizou a entrega simbólica de mais de mil combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS), com foco na ampliação da atenção primária em municípios baianos.
Também foi confirmada a destinação de 107 ambulâncias do Samu, 32 Unidades Odontológicas Móveis e 575 kits de telessaúde. A agenda incluiu ainda a autorização para a construção de três novas policlínicas regionais, nos municípios de Ibotirama, Ipirá e Seabra.
Segundo o governo federal, o conjunto de ações representa o maior pacote de investimentos em saúde já anunciado para a Bahia, dentro do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação do acesso a exames, cirurgias e atendimento especializado no SUS.
Lula: “Houve um tempo em que era mais bonito vender armas do que livros”
Presidente afirmou que, segundo a Constituição, a segurança pública é responsabilidade dos Estados.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (6) que o Brasil viveu um período em que a venda de armas foi incentivada em detrimento do acesso a livros e educação. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde, em Salvador, na Bahia.
Segundo Lula, “se fazia ufologia da arma como se fosse a salvação”. Para o presidente, esse modelo contribuiu para o fortalecimento do crime organizado.
“Esse país chegou a um tempo em que era mais bonito vender armas do que vender livros. Se fazia a ufologia da arma como se cada um de nós tivesse uma arma e isso fosse a salvação. Essas armas iam cair na mão do bandido ou do crime organizado.”
Ele relembrou que o governo encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para definir com mais clareza o papel da União na área, a chamada PEC da Segurança Pública.
De acordo com o presidente, hoje a Constituição atribui a responsabilidade da segurança pública principalmente aos Estados, enquanto a União atua por meio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A proposta, segundo ele, busca ampliar a coordenação federal.
“Eu estou com a PEC no Congresso para definir qual é o papel da União na segurança pública. Pela Constituição, a segurança pública é responsabilidade dos Estados. A União cuida da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.”
Lula afirmou ainda que, caso a PEC seja aprovada, pretende criar o Ministério da Segurança Pública, desmembrando-o do Ministério da Justiça. Segundo ele, a nova estrutura só fará sentido se houver recursos suficientes para enfrentar o problema de forma efetiva.
Entrega de ambulâncias
Durante o ato, foram entregues mais de mil combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS), destinados a ampliar a capacidade de atendimento da atenção primária em municípios baianos. Também foi confirmada a destinação de 107 ambulâncias do Samu, 32 Unidades Odontológicas Móveis e 575 kits de telessaúde.
O presidente participou da entrega simbólica dos equipamentos e destacou o papel do Sistema Único de Saúde no atendimento à população mais pobre. A agenda incluiu ainda a autorização para a construção de três novas policlínicas regionais, nos municípios de Ibotirama, Ipirá e Seabra.
Segundo o governo federal, o conjunto de ações representa o maior pacote de investimentos em saúde já anunciado para a Bahia. Os recursos fazem parte do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação do acesso a exames, cirurgias e atendimento especializado no SUS.