Ação de Governo: Servidores da Secretaria de Saúde de Lagoa Grande recebem pagamento antecipado do piso da enfermagem e 13º salário

22/04/25

Por Cinara Marques

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A Secretaria de Saúde de Lagoa Grande  trouxe  uma ótima notícia nesta véspera de ‘feriadão’ para os servidores da saúde do município:  efetuou o pagamento do piso da enfermagem e do décimo terceiro dos servidores efetivos da saúde.

“Reafirmo nosso compromisso com os profissionais de saúde de Lagoa Grande. Com essa antecipação, estão sendo  injetados mais de R$ 200 mil na economia da nossa cidade”, disse a prefeita.

Para a secretária de Saúde, Ana Araújo, “esta medida é uma demonstração de respeito e compromisso da gestão da prefeita Catharina Garziera com quem está na linha de frente cuidando da nossa população. Agradeço a cada profissional pelo empenho diário e desejo a todos um feriado de Semana Santa com saúde, paz e renovação”, assinalou a secretária.

Foto: Santiê Comunicação

Sábado: Vaticano anuncia data do funeral do papa Francisco

22/04/25

Por AFP

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O Vaticano anunciou, nesta terça-feira (22), a data do funeral do papa Francisco

O corpo do papa Francisco ficará exposto na Basílica de São Pedro, onde os fiéis poderão prestar homenagens

O funeral do papa Francisco acontecerá no sábado (26), mas os fiéis poderão dar seu último adeus ao primeiro pontífice latino-americano a partir de quarta-feira na basílica de São Pedro, anunciou o Vaticano nesta terça-feira.

A missa fúnebre será celebrada às 10h00 (5h00 de Brasília) na praça vaticana de São Pedro, localizada diante da basílica de mesmo nome e onde o jesuíta argentino fez sua última aparição pública no Domingo de Páscoa.

O caixão com o corpo de Francisco permanece no momento na capela da residência de Santa Marta, onde ele faleceu na segunda-feira aos 88 anos, vítima de um AVC quase um mês depois de receber alta de uma longa hospitalização por problemas respiratórios.

O Vaticano publicou nesta terça-feira as primeiras imagens oficiais do corpo de Jorge Mario Bergoglio dentro de seu caixão, vestido com uma casula vermelha e mitra branca, segurando um rosário entre as mãos, enquanto dois guardas suíços o escoltam.

Segundo a imprensa italiana, meio milhão de fiéis são esperados para o funeral, assim como chefes de Estado e monarcas de todo o mundo.

O presidente americano, Donald Trump, confirmou sua presença, assim como seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e o ucraniano, Volodimir Zelensky.

“Estamos ansiosos para estarmos lá!”, afirmou Trump na segunda-feira, que será acompanhado por sua esposa Melania.

Ao contrário de seus antecessores imediatos, Francisco escolheu a basílica de Santa Maria Maggiore de Roma como local de sepulcro, com uma lápide “simples”, com apenas uma palavra: “Franciscus”, seu nome de papa em latim.

Antes do sepultamento no sábado, os fiéis poderão contemplar seu caixão de madeira e zinco na basílica vaticana de São Pedro, para onde será levado na quarta-feira às 9h00 (4h00 de Brasília).

Apesar do estado de saúde frágil desde sua hospitalização em 14 de fevereiro para tratar uma bronquite que avançou para pneumonia bilateral, a morte de Francisco quase um mês após a alta pegou a Igreja Católica de surpresa.

Na manhã de terça-feira, centenas de jornalistas de todo o mundo começaram a chegar ao Vaticano, onde a polícia controla o acesso de turistas e fiéis à Praça de São Pedro.

“O papa dos últimos”

A morte ativou a contagem regressiva para a escolha de seu sucessor. O conclave para eleger o novo sumo pontífice deve começar em um prazo de 15 a 20 dias. Mais de dois terços dos 135 cardeais eleitores foram nomeados por Francisco.

Antes da eleição, as homenagens prosseguem em todo o mundo para o papa “revolucionário”, segundo o jornal britânico The Guardian, que se dedicou sem descanso à defesa dos migrantes, do meio ambiente e da justiça social, com um estilo austero e humilde.

“Obrigado por tornar o mundo um lugar melhor. Vamos sentir sua falta”, escreveu em sua conta no Instagram o astro do futebol argentino Lionel Messi, sobre seu compatriota, um fã do esporte mais popular do planeta e membro honorário do clube San Lorenzo.

“O papa dos últimos”, afirma a imprensa italiana nesta terça-feira, em referência à dedicação de Francisco aos mais desfavorecidos e ao trecho da Bíblia que afirma que “os últimos serão os primeiros no reino dos céus”.

“Ele nos encorajou muito, os migrantes, porque dava palavras de incentivo a todos nós que deixamos nossos países”, declarou à AFP Marisela Guerrero, uma venezuelana de 45 anos que migrou para o Chile há alguns meses.

Embora durante seu pontificado, iniciado em março de 2013, não tenha questionado posições conservadoras da Igreja em temas como o aborto ou o celibato dos padres, seu estilo próximo ofuscou a oposição conservadora por sua suposta falta de ortodoxia.

Além do fervor popular, o ex-arcebispo de Buenos Aires deixa um legado marcado pela luta contra a pedofilia na Igreja, o estímulo ao papel das mulheres e leigos e por advogar pelo diálogo entre religiões, entre outros.

Papa Francisco: exemplo de estadista para políticos e eleitores

22/04/25

Betânia Santana

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Pontífice defendeu justiça social, meio ambiente, união entre os povos
Comandante do menor país do mundo – a Cidade do Vaticano – Jorge Mario Bergoglio, 88 anos, ou simplesmente papa Francisco, é considerado o maior chefe de estado. Tem o carisma que todo político deseja. E o comprometimento que todo eleitor espera.Seu partido, o diálogo. Sua bandeira, o fim da desigualdade social. Sem pedir votos, esteve ao lado dos mais pobres e vulneráveis.

“Ele teve sempre a sensibilidade de olhar pelos pequenos, pelos últimos, buscar o caminho da paz e da reconciliação. Esse é o modo de Francisco fazer política, numa época de grande crise de estadistas”, atesta o arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega.

Longe da vaidade que anda junto ao poder político, Francisco foi um homem simples.

“Não se proclamou Bento XVII, Paulo VII ou João XXIV, mas Francisco ‘Zero’! Trouxe para o centro do poder o carisma reformador e missionário do santo dos pobres, que via as chagas de Jesus na humanidade”, observa o  professor da Unicap e coordenador do Observatório das Religiões, Gilbraz Aragão.

Desagradou a ala conservadora. Descartou julgar os gays. Abriu espaço para as mulheres. Liberou a comunhão a divorciados que casaram novamente. Alardeou escândalos ligados a abusos sexuais na própria Igreja.

Identificou corrupção no Banco do Vaticano e reformou a Cúria para resolver. Combateu as guerras e toda forma de violência.

Nos passos de São Francisco de Assis, abraçou a pauta do meio ambiente. “As culturas do encontro e a do diálogo também foram grandes contribuições de Francisco como estadista”, reforçou dom Paulo.

 

Eleição suplementar
Candidato a prefeito de Goiana, o ex-vereador Marcílio Régio (PP) ganha hoje um reforço de peso na campanha. O prefeito do Recife, João Campos (PSB),  participa da chamada “Onda Azul”, uma caminhada, a partir das 19h, saindo da Praça Laura Nogueira. No 2º turno, em 2024, o prefeito não transferiu votos em Paulista nem em Olinda. Régio tem apoio do ex-prefeito Eduardo Honório (UB).

Agenda dobrada
Adversário de Régio, o prefeito interino de Goiana, eleito presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista (Avante), faz porta a porta, às 15h, na Portelinha. E à noite tem caminhada em Atapuz, a partir das 19h. A eleição suplementar na cidade da Mata Norte é a única em Pernambuco e será no dia 4 de maio.

Roteiro de fé
O presidente da União de Vereadores de Pernambuco, Léo do Ar (PP), está com a família na Itália, onde foi passar a Semana Santa. Aproveita agora para participar das homenagens ao papa Francisco. “Experiência singular, muito triste. O país parou”, comentou.

Ganhe o Mundo
Em meio a reclamações de famílias e de estudantes que não conseguiram viajar para intercâmbio, a governadora Raquel Lyra (PSD) entrega hoje kits de viagem a 88 professores de inglês e espanhol selecionados para o Programa Ganhe o Mundo Professor.

Conclave: quem são os brasileiros que participarão da escolha do próximo papa

22/04/25

Por Fabio Nóbrega

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Morte do papa Francisco abre período de sede vacante na Igreja Católica. Oito brasileiros podem ser o novo papa
Com a morte do papa Francisco, aos 88 anos, a Igreja Católica se prepara para o processo de escolha de seu novo líder, por meio do conclave.
No conclave, cardeais de todo o mundo se reúnem no Vaticano para votar no sucessor do papa morto ou que renunciou. Após a saída do pontífice, a Igreja entra num período de sede vacante e a chegada do novo pode demorar alguns meses.

Oito cardeais brasileiros estarão presentes no processo de escolha do papa que herdará o lugar de Francisco. Cinco deles inclusive foram nomeados pelo próprio argentino — os outros três por Bento XVI em seu papado).

Cardeais com 80 anos ou mais não podem votar, mas podem receber votos. O Brasil tem um cardeal nessa faixa etária, dom Raymundo Damasceno, de 88 anos. O país tem, portanto, sete cardeais eleitores.

Ao todo, compõem o Colégio Cardinalício da Igreja Católica 252 cardeais, dos quais 138 são eleitores. Para ser eleito, o cardeal precisa de ao menos dois terços dos votos, a maioria qualificada.

Conclave:  os cardeais brasileiros que podem ser o próximo papa

Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo (75 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Bento XVI, em 2017.

Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (74 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Francisco, em 2014.

Dom Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília (57 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Francisco, em 2022.

Dom Leonardo Ulrich Steiner, Arquidiocese de Manaus (74 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Francisco, em 2022.

Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil (65 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Francisco, em 2022.

Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre (64 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Francisco, em 2024.

Dom João Braz de Aviz, Arcebispo emérito de Brasília (77 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Bento XVI, em 2012.

Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo emérito de Aparecida (88 anos)
Nomeado cardeal pelo papa Bento XVI, em 2010.

Leia também
• Conclave: como é processo para escolher um novo papa? Entenda
• Da infância em Buenos Aires ao pontificado: quem foi o papa Francisco
• O que acontece quando um Papa morre? O passo a passo do luto no Vaticano

Lula exalta ‘coragem’ do papa Francisco ao abordar causa climática

22/04/25

AFP

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Nesta foto do serviço de imprensa do Vaticano, o papa Francisco (E) recebe o presidente Lula em audiência privada na Santa Sé, em 21 de junho de 2023© Handout

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o papa Francisco, nesta segunda-feira (21), por sua “coragem” para impulsionar a causa climática e anunciou que viajará a Roma para participar do funeral do pontífice ao lado da primeira-dama, ‘Janja’ da Silva.

O governo decretou sete dias de luto oficial pela morte de Francisco, de 88 anos, que visitou o Brasil em julho de 2013, sua primeira viagem internacional após ser eleito papa.

“Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas”, afirmou Lula. Em novembro, o Brasil sediará, em Belém do Pará, a COP30, a cúpula climática da ONU.

Lula: ‘Francisco foi o papa da paz, do diálogo, da união’© Sonia LOGRE

“Francisco foi o papa da paz, do diálogo, da união e do amor a todas as formas de vida, fez seguidos alertas sobre a crise climática e a ameaça de destruição do nosso planeta”, resumiu o presidente em um vídeo posterior, no qual apareceu vestindo um sóbrio terno escuro.

Mas também lembrou com alegria do “bom humor” do pontífice e de sua paixão pelo futebol, uma qualidade que, segundo Lula, fazia dele “o mais brasileiro dos argentinos”.

Lula também elogiou as críticas de Francisco, com quem se reuniu duas vezes, aos “modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças” e por “sempre” se colocar “ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”.

Lula: ‘Francisco foi o papa da paz, do diálogo, da união’

O governo informou que Lula e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, vão comparecer ao funeral do papa em Roma, que ainda não tem data prevista.

Em Brasília, as bandeiras no Palácio do Planalto tremulavam a meio mastro.

“A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo”, lamentou o presidente, lembrando um líder católico que propagou “o amor, a tolerância e a solidariedade”.

Por sua vez, a Presidência da COP30, liderada pelo diplomata brasileiro André Corrêa do Lago, também saudou a “voz firme e inspiradora” de Francisco “em defesa da justiça climática e da dignidade humana”.

“Que os ensinamentos do papa Francisco e sua corajosa liderança sirvam de exemplo em um momento-chave para acelerarmos a implementação do Acordo de Paris e de soluções climáticas”, destacou em comunicado.

“Seu legado nos inspirará na COP30 e na mobilização de um mutirão global para combater a mudança do clima sem deixar ninguém para trás”, acrescentou.

Francisco publicou em 2015 a primeira encíclica (‘Laudato si’), defendendo uma “ecologia integral”, o que desencadeou um debate mundial, sem precedentes para um texto religioso, incluindo comentários em revistas científicas.

Meses depois, os países participantes da COP21 alcançaram o Acordo de Paris sobre o clima, que estabeleceu como meta conter a elevação da temperatura no planeta abaixo dos +2°C em comparação com o período pré-industrial.

Governo de Pernambuco decreta luto oficial de sete dias pelo falecimento do Papa Francisco

21/04/21

Imprensa PE

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“O falecimento do Papa Francisco nos deixa um vazio imenso”

Lula decreta luto oficial de sete dias pela morte de Papa Francisco - Gazeta do Cerrado

A governadora Raquel Lyra decretou luto oficial de sete dias em todo o Estado pelo falecimento de Sua Santidade, o Papa Francisco (foto) , aos 88 anos, nesta segunda-feira (21). Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, conduzia a Igreja Católica desde 2013, sendo uma grande referência religiosa e humanitária. O luto foi oficializado em edição extra do Diário Oficial do Estado nesta segunda.

“Hoje é um dia muito triste para a comunidade católica e para todas as pessoas que acreditam no amor e na fraternidade como forças que movem nosso mundo. O falecimento do Papa Francisco nos deixa um vazio imenso. O mundo perde uma voz ativa na busca por igualdade social e na defesa dos diretos humanos. Certamente ele agora está nos braços do Pai, ao lado de nosso senhor Jesus Cristo”, declarou a governadora Raquel Lyra.

Primeiro pontífice latino-americano da história, escolhido com o nome inspirado no santo dos pobres, Francisco sempre esteve a serviço dos mais necessitados, sendo uma voz incansável em busca da justiça, da igualdade e da reconciliação, independentemente de credo e de divergências de qualquer natureza. Entre as marcas do seu pontificado, estão humildade, misericórdia e diálogo.

Foto: Janaína Pepeu/Secom

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Vaticano confirma morte do papa por AVC e colapso cardiovascular

Agência Brasil

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Santa Sé ainda não divulgou detalhes sobre cerimônias fúnebres
Retrato do papa Francisco
Retrato do papa Francisco (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

 

 Um boletim médico oficial divulgado nesta segunda-feira (21) pela Santa Sé informa que o papa Francisco foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido por coma e colapso cardiovascular irreversível.

O relatório de óbito é assinado pelo professor Andrea Arcangeli, diretor da Direção de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano. A morte foi constatada por meio de registro eletrocardiotanatográfico, método que identifica o momento exato da parada cardíaca (7h35 no horário local; 2h35 no horário de Brasília).

O documento também informa que o papa apresentava histórico clínico de insuficiência respiratória aguda, pneumonia multimicrobiana bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

“Declaro que as causas da morte, segundo meu conhecimento e consciência, são aquelas indicadas acima”, afirmou Arcangeli no relatório.

A Santa Sé ainda não divulgou detalhes sobre as cerimônias fúnebres nem sobre os próximos passos do Vaticano com relação à sucessão papal.

Lula pretende ir a Roma para funeral de papa Francisco

21/04/25
Lais Correia/ 247
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Presidente brasileiro quer prestar última homenagem ao pontífice, com quem manteve diálogo sobre paz, fome e desigualdade
Lula e papa Francisco
Lula e papa Francisco (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade de viajar a Roma para acompanhar o funeral do papa Francisco, que faleceu nesta segunda-feira (21), no Vaticano. A informação foi apurada pela CNN Brasil, segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto. De acordo com a emissora, Lula tem demonstrado forte intenção de comparecer à cerimônia em homenagem ao pontífice argentino.

Ainda não foram divulgados oficialmente a data, o horário nem o local exato do funeral. No entanto, segundo interlocutores do governo, desde que o estado de saúde de Francisco se agravou — por conta de crises respiratórias — Lula já mantinha sua agenda em alerta, pronto para viajar caso a situação se confirmasse.

O presidente brasileiro e o papa Francisco construíram ao longo dos anos uma relação de respeito e afinidade em torno de causas comuns, como a justiça social, o combate à fome e a promoção da paz mundial. A última vez em que os dois líderes se encontraram foi em junho de 2023, durante uma visita oficial de Lula ao Vaticano. Acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, o presidente participou de uma reunião bilateral com o pontífice.

Na ocasião, a conversa entre o argentino Jorge Mario Bergoglio e Lula girou em torno de temas centrais da agenda internacional. O encontro reforçou o alinhamento de visões entre ambos, sobretudo no que diz respeito à necessidade de combater as desigualdades sociais e garantir dignidade às populações mais vulneráveis.

A morte de Francisco, o primeiro papa latino-americano da história, gerou comoção entre lideranças políticas, religiosas e populares de todo o mundo. No Brasil, além de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff também lamentou a perda, afirmando que o pontífice foi “presença de luz”.

Caso confirme sua presença no funeral, Lula representará o Brasil na cerimônia de despedida de um líder que marcou a história da Igreja Católica com uma atuação voltada aos pobres, ao diálogo inter-religioso e à construção de pontes em um mundo cada vez mais polarizado.

Lula lamenta morte do papa Francisco: “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”

21/04/25

Luis Lauro Filho/247
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Presidente decreta luto oficial de sete dias no Brasil em homenagem ao legado de papa Francisco
Presidente Lula e papa Francisco em encontro em Roma, 2023
Presidente Lula e papa Francisco em encontro em Roma, 2023 (Foto: Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de sete dias em todo o território nacional pela morte de papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21) aos 88 anos, no Vaticano. Em nota oficial, Lula destacou o compromisso do pontífice com a justiça social, a paz e o cuidado com os mais vulneráveis.​

“A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos”, afirmou o presidente.​

Lula também relembrou os encontros que teve com o pontífice, nos quais compartilharam ideais de paz, igualdade e justiça. “Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, declarou.​

O presidente enfatizou a atuação de Francisco em temas como mudanças climáticas e desigualdade social. “Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças. Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, ressaltou.​

A decisão de decretar luto oficial por sete dias reflete a importância de papa Francisco para o Brasil, país com a maior população católica do mundo. Durante o período de luto, a bandeira nacional será hasteada a meio mastro em todas as instituições públicas, em sinal de respeito e homenagem ao líder religioso.​

 

 

 

 

Na Série D, Santa vence Treze, no Amigão; Central derrota o Ferroviário-CE, no Lacerdão

21/04/25

Por William Tavares
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Tricolor bateu o Galo por 1×0, enquanto a Patativa derrotou o Tubarão por 2×1, ambos pelo Grupo A3
Felipe Alves e Israel foram os nomes da vitória do Santa Cruz por 1×0, diante do Treze, no Amigão, neste domingo (20), na estreia da Série D do Campeonato Brasileiro 2025. O primeiro fez diversas grandes defesas enquanto o placar estava em branco. O segundo saiu do banco de reservas para marcar o gol e cravar os três pontos para o Tricolor no Grupo A3. Com o resultado, a Cobra Coral divide o topo da chave ao lado do homônimo Santa Cruz-RN e Central.O jogo

“Tudo que foi feito nesta semana tem de ser feito aqui. Com coragem e personalidade”. Foi esse o discurso do goleiro do Santa Cruz, Felipe Alves, na saída do vestiário, antes de a bola rolar para o confronto diante do Treze. O Tricolor sabia o peso que um triunfo fora de casa na abertura da Série D teria para o ambiente coral.

Além de usar as palavras, Felipe precisou fazer o trabalho padrão com as mãos para ajudar o Santa Cruz no início de jogo. Por duas vezes, o goleiro precisou fazer boas defesas em finalizações do meia Dione. No lado pernambucano, muito nervosismo e falta de organização no meio-campo.

A primeira boa chegada do Santa Cruz foi aos 24 minutos. Após escanteio pelo lado direito, a bola passou por todo mundo até chegar nos pés de Thiago Galhardo, que dominou mal e desperdiçou a chance de abrir o placar no Amigão. O Treze, por outro lado, só não marcou porque mais uma vez Felipe Alves fez milagre, agora em chute de Arthurzinho.

Em chute de longe de Gabriel Galhardo, que entrou na vaga de Pedro Favela, o Santa iniciou o segundo tempo tentando mudar a imagem deixada na etapa inicial. Outra mudança no time foi a troca de João Pedro por Willian Júnior.

Mesmo com as alterações, foi o Treze quem seguiu melhor. Felipe Alves seguia como o melhor jogador do Santa na partida ao empilhar boas defesas a cada investida dos paraibanos. Uma delas foi após cabeçada de um ex-centroavante coral, Pipico.

João Diogo e Israel foram as alterações do técnico Marcelo Cabo para fazer o Santa reagir na Paraíba e diminuir a impaciência da torcida coral que marcou presença em bom número no Amigão. Mudança crucial. Aos 38 do segundo tempo, finalmente os pernambucanos fizeram os tricolores explodir de alegria. Rodrigues cruzou e Israel, que havia entrado minutos antes, mandou para o fundo das redes para fazer 1×0 e decretar o triunfo.

Série D

No Lacerdão, o Central venceu o Ferroviário-CE por 2×1. Ciel anotou o gol dos cearenses, enquanto Ruan e Jô Santos fizeram para os pernambucanos. Nos outros jogos da chave, o Santa Cruz-RN ganhou por 1×0 do Sousa, no Nazarenão, enquanto Horizonte e América-RN empataram em 0x0, no Domingão.

Santa e Central voltam a campo domingo que vem. O Tricolor recebe o Horizonte, no Arruda. O Alvinegro visita o Sousa, no Marizão.

Ficha Técnica

Treze 0
Rayan; Van, Carlos Henrique, Renan Diniz e Arturzinho (Matheus Maranguape); Wellington Cézar, Cesinha, Rodrigo Gaia (Karl) e Dione (Coutinho); Flavinho (Lucas Venuto) e Gustavo Schutz (Pipico). Técnico: Felipe Surian

Santa Cruz 1
Felipe Alves; Toty, Eurico, Matheus Vinícius e Rodrigues; Wagner Balotelli (William Alves), Pedro Favela (Gabriel Galhardo), João Pedro (Willian Júnior) e Thiaguinho (Israel); Geovany Soares (João Diogo) e Thiago Galhardo. Técnico: Marcelo Cabo

Local: Amigão (Campina Grande/PB)

Árbitro: Rafael Carlos Salgueiro Lima (AL)
Assistentes: Wlademir Cunha Mendes e Gleydson Francisco (ambos da PB)
Gols: Israel (aos 38 do 2ºT)
Cartões amarelos: Pedro Favela, Toty (S)

Morre Francisco, o papa de hábitos simples que lutou para mudar a Igreja

21/04/25

Papa Francisco morre aos 88 anos — Foto: Vaticano

Papa Francisco morre aos 88 anos — Foto: Vaticano

Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu aos 88 anos. As informações foram confirmadas pelo Vaticano. O pontífice ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos.

Nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia do seu antecessor e, ainda, o primeiro jesuíta no posto.

À frente da Igreja Católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266. Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu. Relembre a carreira do papa mais abaixo.

Alta após quadro de bronquite

Francisco ficou internado por cerca de 40 dias com um quadro de bronquite. A primeira hospitalização foi no início de fevereiro. Nos dias seguintes, o papa começou a ter dificuldades para discursar durante audiências religiosas. Ele admitiu publicamente que estava com dificuldades respiratórias e chegou a pedir para um auxiliar fazer a leitura do sermão.

No dia 14 de fevereiro, o papa foi internado no hospital Agostino Gemelli para fazer exames e tratar a bronquite. Mesmo hospitalizado, ele continuou participando de algumas atividades religiosas. No domingo (16), ele pediu desculpas por faltar à oração semanal com fiéis na Praça de São Pedro.

Já na segunda-feira (17), o Vaticano informou que Francisco estava com uma infecção polimicrobiana — causada por um ou mais microrganismos, como bactérias, vírus ou fungos. O quadro de saúde do papa foi descrito como “complexo”.

No dia seguinte, em um novo boletim, o Vaticano anunciou que o pontífice estava com uma pneumonia bilateral. A infecção é mais grave do que uma pneumonia comum, já que pode prejudicar a respiração e a circulação de oxigênio pelo organismo de uma forma geral.

Até a publicação desta reportagem, o Vaticano não havia dado detalhes sobre o funeral do papa Francisco. A Igreja Católica deve se reunir nas próximas semanas para decidir quem será o novo papa.

Os desafios do papado de Francisco
Papa Francisco acena para fiéis na Praça São Pedro durante celebração da Páscoa, neste domingo (21). — Foto: Reuters

Papa Francisco acena para fiéis na Praça São Pedro durante celebração da Páscoa, neste domingo (21). — Foto: Reuters

Apesar de ter sido eleito papa contra a própria vontade, a carreira de Francisco no catolicismo foi uma escolha própria do argentino. Formado em Ciências Químicas e professor de Literatura, o religioso filho de imigrantes italianos acabou optando por se dedicar aos estudos eclesiásticos.

Seu perfil jovial e descontraído — ele gostava de fazer piadas e brincadeiras — o tornou uma opção popular entre os colegas cardeais e uma escolha antes de mais nada conjuntural.

A Igreja Católica vivia então um de seus momentos mais delicados. A popularidade em baixa e os escândalos de pedofilia envolvendo padres em todo o mundo são apenas alguns dos desafios que o pontífice enfrentaria durante seu papado.

A modernidade também levou Francisco a lidar com outros assuntos delicados para a Igreja, como os direitos LGBTQIA+ e o sexismo.

Ele foi elogiado por avanços como o de permitir bênçãos de padres a casais do mesmo sexo, colocar mulheres em cargos mais altos no Vaticano e permitir que elas votassem no Sínodo dos Bispos — a reunião em que bispos debatem e decidem questões ideológicas e regimentos internos.

Mas também foi criticado por não avançar menos do que o esperado na questão feminina. Francisco terminou seu papado sem permitir sacerdotes do sexo feminino, reivindicação histórica de parte das católicas.

O papa defendia que apenas cristãos do sexo masculino poderiam ser ordenados para o sacerdócio, usando como base a premissa da Igreja Católica de que Jesus escolheu homens como apóstolos.

Discursos políticos e combate à pobreza

O pontífice também ficou marcado por discursos políticos durantes sermões. Não poupou críticas a líderes de países em guerra, como o russo Vladimir Putin e o israelense Benjamin Netanyahu. Ele também apontou o dedo para a União Europeia ao citar a crise dos refugiados, que começou durante seu papado, em 2015.

Em uma das imagens mais impressionantes e sem precedentes na Igreja Católica, rezou sozinho na sempre lotada Praça São Pedro, no Vaticano, quando a Covid-19 se espalhou pelo mundo e fez vários países decretarem quarentena.

Mas o combate à pobreza sempre foi sua prioridade. Ao ser apontado como o novo papa, ele escolheu o nome de seu novo título em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos pobres. O lema de seu papado foi “Miserando atque eligendo” — “Olhou-o com misericórdia e o escolheu”, em português.

As reformas da Igreja Católica também foram outra marca do papado de Francisco. Ele iniciou um processo de reforma das estruturas da Cúria, que é o governo do Vaticano, com atenção especial para a parte econômica e financeira.

Francisco, ‘um grande reformador’

Aos 80 anos, com dores no quadril que, por vezes, o faziam perder o equilíbrio, ele não falava de renúncia, como seu predecessor Bento XVI teve a audácia de fazer.

“Estou indo em frente”, disse ele na ocasião, contrariando declarações mais melancólicas feitas antes disso, em março de 2015: “Tenho a sensação de que meu pontificado será breve, quatro ou cinco anos”.

Francisco parecia impulsionado por uma missão urgente: incentivar uma Igreja desertada em alguns países a acompanhar com misericórdia os católicos em situações irregulares.

“Podemos falar de uma revolução, nos passos do Concílio Vaticano II” (1962-1965), que abriu a Igreja ao mundo moderno, disse à AFP o especialista em Vaticano Marco Politi, em 2016.

Politi classifica Francisco como “um grande reformador” que tentou fazer “com que a Igreja abandonasse a sua obsessão histórica em tabus sexuais”.

Ele foi o primeiro papa a ter convidado um transexual ao Vaticano e se recusou a julgar os homossexuais. Para Francisco, a Igreja era um “hospital de campanha, não um posto alfandegário”, que separa os bons e maus cristãos, disse Politi.

O argentino foi eleito, entre outros, para continuar a reestruturação econômica da Santa Sé iniciada sob Bento XVI com, por exemplo, o fechamento de contas suspeitas no banco do Vaticano, por muito tempo acusado de lavagem de dinheiro.

“Em termos de doutrina, ela [papa Francisco] não mudou nada. Neste sentido, nunca fez parte dos progressistas”, afirmou Politi. Segundo o especialista, o papa não tinha a intenção de ordenar padres casados ou mulheres, e se mostrou horrorizado com o aborto. Ele gostaria que seu trabalho reformista tivesse “uma continuidade”.

O papa tinha um forte consenso entre os fiéis e, também, entre alguns agnósticos e não-crentes. Mas ele não agradava aos ultraconservadores, que tentavam desacreditá-lo.

Bergoglio antes de ser papa
O cardeal Jorge Mario Bergoglio em fevereiro de 2013 na Argentina — Foto: Juan Mabromata/AFP

O cardeal Jorge Mario Bergoglio em fevereiro de 2013 na Argentina — Foto: Juan Mabromata/AFP

Francisco nasceu em Buenos Aires, em 1936. Seus pais, ambos italianos, chegaram à Argentina em 1929, junto de uma leva de imigrantes europeus em busca de oportunidades de trabalho na América.

Arcebispo da capital argentina, ele era considerado um homem tímido e de poucas palavras, mas com grande prestígio entre seus seguidores. O religioso era admirado pela sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação.

O argentino também era reconhecido por seus dotes intelectuais, por ser considerado dialogante e moderado, além de ter paixões pelo tango e pelo time de futebol San Lorenzo.

Antes de seguir carreira religiosa, Bergoglio formou-se técnico químico. Depois, ingressou em um seminário no bairro de Villa Devoto. Em março de 1958, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século 16.

Em 1963, Bergoglio estudou humanidades no Chile e voltou à Argentina no ano seguinte para ser professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé.

Entre 1967 e 1970, foi estudar teologia e acabou sendo ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969. Em menos de quatro anos chegou a liderar a congregação jesuíta local, um cargo que exerceu de 1973 a 1979.

Foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, entre 1980 e 1986, e, depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba. Em 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires.

Em 1997, ele virou arcebispo titular de Buenos Aires. Em 2001, foi nomeado cardeal e primaz da Argentina pelo papa João Paulo II. Entre 2005 e 2011, ocupou a presidência da Conferência Episcopal do país durante dois períodos, até que deixou o posto porque os estatutos o impediam de continuar.

Na Santa Sé, Bergoglio foi membro da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos; da Congregação para o Clero; da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e a Pontifícia Comissão para a América Latina.

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