Opinião: Por que toda operação da PF parece um roteiro repetido contra o governo Lula?

25/04/25
Por Reynaldo Aragon
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‘Escândalos, pânico moral e manchetes às vésperas de eleições formam um padrão de guerra híbrida disfarçada de zelo institucional’.
Alessandro Stefanutto
Alessandro Stefanutto (Foto: Arquivo/Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A crise do INSS deflagrada nesta quarta-feira (23) não é apenas mais um escândalo administrativo: é um sintoma de algo muito maior e muito mais antigo. Quando a Polícia Federal aparece em rede nacional, às 6h da manhã, com sirenes ligadas, mandados em mãos e câmeras estrategicamente posicionadas, o Brasil já sabe que não está diante de uma simples operação policial. Estamos diante de mais um capítulo do manual informal de guerra híbrida em território nacional. Um roteiro conhecido, ensaiado, e, infelizmente, eficaz. A operação “Sem Desconto” mobilizou manchetes, afastou servidores, levou à demissão do presidente do INSS e, principalmente, gerou um impacto político imediato no governo Lula  a pouco mais de um ano das eleições de 2026. Coincidência? Dificilmente.

A verdade é que o Brasil tem uma tradição — que passa tranquilamente por fora da Constituição de instituições de Estado que atuam como braços políticos de determinados interesses de classe. Polícia Federal, Judiciário, Ministérios Públicos, Controladorias e até autarquias técnicas têm, nos momentos mais delicados, servido aos interesses do que há de mais reacionário nas elites econômicas, midiáticas e geopolíticas. Foi assim no Mensalão, com ministros do STF que ultrapassaram os limites processuais para condenar sem provas com base na “teoria do domínio do fato”. Foi assim com a Lava Jato, com seu espetáculo midiático, prisões seletivas, acordos internacionais obscuros e delações premiadas costuradas com afinco. E foi assim no golpe contra Dilma Rousseff, legitimado por um Congresso corrompido, por uma mídia histérica e por promotores sedentos por manchetes.

Agora, a história ensaia nova temporada. O enredo, embora reciclado, é eficiente: escândalo + mídia + aparato policial + pânico moral + desgaste do governo. A fórmula da guerra psicológica não mudou. O que mudou, talvez, seja a sofisticação do jogo e a urgência em seu cronograma — afinal, 2026 se aproxima. E os inimigos da soberania nacional não dormem.

HISTÓRICO DE INTERVENÇÕES INSTITUCIONAIS

O Brasil não é um país onde as instituições funcionam com neutralidade republicana. Ao contrário do que prega o bordão auto celebratório de certos setores da burocracia estatal, o que se observa há pelo menos duas décadas é um padrão: o uso de estruturas de Estado como instrumento de disputa política, quase sempre contra governos do campo progressista. Esse padrão não é conspiratório, é documentado.

Comecemos pelo Mensalão, escândalo que explodiu em 2005, logo após o Brasil ter enterrado de vez a proposta da ALCA e ensaiar uma política externa soberana. O caso foi julgado por um Supremo Tribunal Federal pressionado pela mídia e movido por um furor moralista que ignorou garantias básicas. O ex-ministro Joaquim Barbosa, transformado em herói midiático, aplicou a controversa “teoria do domínio do fato” para condenar sem provas materiais nomes históricos do Partido dos Trabalhadores. A espetacularização do julgamento, com sessões televisionadas ao vivo e manchetes diárias, não apenas serviu para desmoralizar o partido no poder, como também pavimentou o caminho para a aceitação de novas intervenções institucionais no futuro.

Esse futuro chegou com a Operação Lava Jato. Criada em 2014 sob o pretexto de combater a corrupção na Petrobras, a operação se tornou um instrumento geopolítico de destruição seletiva. Ministros, executivos, empreiteiras, estatais e toda uma cadeia do projeto nacional-desenvolvimentista foram desmantelados com o apoio de setores do Ministério Público, da Polícia Federal, da Receita e do Judiciário. Tudo em diálogo com agências estrangeiras, o que já deveria, por si só, ter causado escândalo. Mas o que teve foi aplauso da mídia e silêncio institucional.

A aliança entre a Lava Jato, o Departamento de Justiça dos EUA e organizações como a Transparência Internacional foi revelada por diversas investigações jornalísticas. A Pública e o UOL divulgaram documentos que mostravam como a ONG atuava diretamente na redação de acordos de leniência e celebrava, em eventos públicos, o modelo Curitiba de atuação, ao lado de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro. Em vez de vigilância e equilíbrio, vimos promiscuidade institucional e a legitimação da guerra jurídica e o lawfare como ferramenta de disputa política.

Essa trajetória culminou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O Judiciário lavou as mãos. O STF assistiu à farsa constitucional encenada por um Congresso presidido por Eduardo Cunha, réu em inúmeros processos e orquestrada por partidos que hoje integram o centrão fisiológico. O crime de responsabilidade nunca existiu, mas o ritual foi cumprido. Mais uma vez, as instituições “funcionaram”.

Desde então, tornou-se quase normal ver operações da PF às vésperas de votações importantes, dossiês “vazados” seletivamente para a imprensa, decisões judiciais que atropelam prazos e princípios, e uma atuação coordenada entre setores da burocracia estatal e interesses de elites que temem qualquer projeto que fale em soberania, desenvolvimento ou redistribuição de renda.

A atual operação contra o INSS repete os mesmos padrões. O momento político é delicado, o governo enfrenta dificuldades para aprovar pautas importantes e a mídia já começa a plantar a ideia de um “governo conivente com a corrupção”. Não importa que a operação trate de fraudes que, em grande parte, ocorreram entre 2019 e 2022 o auge do bolsonarismo no poder. O que importa é o espetáculo e o alvo: enfraquecer, mais uma vez, a legitimidade de um governo progressista.

A Transparência Internacional e o teatro da moralidade seletiva.

Em meio ao caos político e institucional dos últimos vinte anos no Brasil, um nome sempre surge com aura de neutralidade técnica e suposta autoridade ética: Transparência Internacional. O problema é que, quando se examina mais de perto a atuação da organização no país, especialmente durante os anos da Lava Jato, o que se vê é tudo, menos neutralidade. A entidade, que goza de prestígio em setores da mídia e junto a elites globais, atuou não apenas como observadora, mas como aliada direta dos operadores da guerra jurídica.

Durante os anos mais intensos da Lava Jato, representantes da ONG participaram de eventos públicos ao lado de Deltan Dallagnol e outros membros da força-tarefa. Defendiam com entusiasmo o modelo Curitiba, enquanto omitiam completamente as ilegalidades que já vinham sendo denunciadas por juristas independentes, como os abusos de prisões preventivas, os vazamentos seletivos para a mídia e a colaboração direta com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em 2020, a agência de jornalismo investigativo A Pública revelou documentos que demonstravam que a Transparência Internacional chegou a sugerir termos de acordos de leniência com o Ministério Público Federal, além de discutir estratégias jurídicas com procuradores envolvidos nas delações. O UOL também publicou documentos que mostram que essa parceria ia muito além da retórica pública de “apoio técnico”. Era influência direta em decisões que afetaram profundamente a política e a economia brasileiras. Um ativismo institucional travestido de moralismo global.

Não se trata aqui de negar a importância do combate à corrupção, mas de questionar quem define os alvos, quais os critérios usados e, principalmente, quem lucra politicamente com a erosão da confiança nas instituições. A mesma Transparência Internacional que silenciou sobre os crimes de Sergio Moro e os vazamentos ilegais da Lava Jato, hoje também pouco se manifesta sobre os desmandos da extrema-direita global, do trumpismo e de seus aliados. Seu radar moral parece bem calibrado para identificar escândalos seletivos, mas cegamente tolerante com o autoritarismo e a guerra híbrida em curso.

Diante da atual operação que atinge o INSS, convém perguntar: qual será a postura da Transparência Internacional? Haverá comunicados indignados? Acompanhamento técnico? Ou, como de costume, o silêncio eloquente enquanto a narrativa da corrupção é novamente usada como arma de desgaste político seletivo?

A operação de hoje no contexto político atual.

A operação “Sem Desconto”, deflagrada pela Polícia Federal em 23 de abril de 2025, caiu como uma bomba sobre um governo que já enfrenta um campo minado diário. O escândalo dos descontos indevidos em benefícios do INSS, com estimativas que apontam para um rombo de mais de R$ 6 bilhões, repercutiu imediatamente na mídia, no Congresso e na opinião pública. A resposta do governo Lula foi rápida: demissão do presidente do INSS, cobrança de apuração rigorosa e manifestação de “profunda preocupação” do ministro Lewandowski. Mas, em meio à tempestade, uma pergunta legítima paira no ar: por que agora?

A fraude, segundo a própria PF, ocorreu principalmente entre 2019 e 2022, justamente no governo de Jair Bolsonaro. Ainda assim, a operação foi detonada no momento em que o governo Lula enfrenta dificuldades para aprovar projetos estratégicos, sofre pressão da mídia corporativa, e vê crescer a articulação de figuras da extrema-direita nas redes e nas ruas. A poucos meses das eleições municipais de 2024 e com 2026 no horizonte, a narrativa de que “nada mudou” e que “a corrupção continua” volta a ocupar o centro do debate público. Quem ganha com isso?

A história recente mostra que operações policiais e escândalos administrativos não ocorrem em vácuos institucionais. Elas ganham forma, ritmo e impacto dentro de um ecossistema onde mídia, judiciário, setores da polícia e think tanks reacionários atuam em sinergia. Não por coincidência, vemos novamente a tentativa de criar um ambiente de pânico moral, de descrença nas instituições, de paralisia política. O script é conhecido: repete-se a fórmula da crise permanente para inviabilizar qualquer projeto de Estado minimamente soberano, popular ou desenvolvimentista.

Mesmo que não haja qualquer irregularidade formal na operação da PF, o timing e o enquadramento dado à notícia já são, por si só, elementos centrais de uma disputa simbólica. Como em outras ocasiões, a narrativa da corrupção generalizada, mesmo quando baseada em fatos anteriores ao atual governo, é mobilizada como ferramenta de desestabilização emocional, psicológica e política. A guerra híbrida contemporânea não precisa de tanques nas ruas; bastam manchetes, mandados e a máquina da suspeição operando sem freios.

O governo Lula não pode ignorar o histórico. A democracia brasileira não sobreviveu impunemente ao que foram o Mensalão, a Lava Jato, o impeachment fraudulento de Dilma e a eleição de 2018 contaminada por fake news e lawfare. Em 2025, com a extrema-direita global reorganizada, financiada e sedenta por revanche, cada operação precisa ser lida também por seus efeitos, não apenas por seus pretextos. E se não aprendermos com o passado, ele voltará mais uma vez com roupa de escândalo e alma de golpe.

Ou seja…

A operação “Sem Desconto” é mais do que uma ação da Polícia Federal contra um esquema de descontos indevidos no INSS. Ela é também um sinal. Um daqueles sinais que, quando observados isoladamente, podem parecer apenas burocráticos, mas que, em conjunto com o histórico institucional do país, formam um padrão inquietante. No Brasil, operações policiais não são apenas medidas de correção administrativa; muitas vezes, são atos de coreografia política com efeitos devastadores na estabilidade democrática.

Do Mensalão à Lava Jato, do impeachment de Dilma às condenações sem provas que impediram Lula de disputar as eleições de 2018, vimos uma repetição de fórmulas que transformaram instituições do Estado em braços operacionais de projetos de poder antipopulares. E agora, em 2025, com um governo progressista no comando, mas sitiado por chantagens legislativas, sabotagens econômicas, campanhas de ódio digital e sabotagem midiática sistemática, é impossível ignorar os riscos de que o filme esteja sendo rebobinado mais uma vez.

Não se trata de negar os fatos. O combate à corrupção é necessário. Mas se trata de perguntar: a quem interessa o espetáculo? Quem lucra com a erosão da credibilidade institucional sempre às vésperas de disputas eleitorais? E, sobretudo, quem define o enredo e escolhe os alvos?

A imprensa progressista, os movimentos sociais e os setores democráticos do país não podem mais cair na armadilha da ingenuidade. O uso político das instituições de controle está em pleno funcionamento — e seu alvo, novamente, é o campo popular. Cada operação espetacularizada, cada manchete acusatória, cada vazamento seletivo é parte de uma engrenagem maior. Uma engrenagem que não se move sozinha, mas é dirigida com precisão por interesses que não se conformam com um Brasil soberano, redistributivo e popular. Em 2026, o Brasil será novamente testado. E se a esquerda democrática não enxergar com nitidez os mecanismos que estruturam essa guerra assimétrica, pode não haver tempo para outro alerta.

Tarifa Social passa a valer a partir deste sábado (26); saiba quem tem direito

25/04/25
Imprensa Compesa
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O auxílio foi homologado em março deste ano pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que estabeleceu a estrutura tarifária dos serviços prestados pela estatal.

Torneira

Torneira Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Os beneficiários serão inscritos automaticamente, ou seja, sem a necessidade de requerimento, de deslocamento a uma loja de atendimento da Compesa ou de qualquer ligação para solicitar a adesão à nova tarifa, desde que atendam aos critérios do programa.

Estarão elegíveis para a nova tarifa os pernambucanos com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritos no CadÚnico ou no BPC (Benefício de Prestação Continuada), ou residentes de habitacionais populares da Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (urbano e rural). A Tarifa Social Pernambucana foi lançada pela governadora Raquel Lyra em dezembro do ano passado.

“O acesso ao benefício será automático desde que o cliente atenda aos requisitos previstos em lei. Promovemos o cruzamento de dados oficiais, revisamos eventuais sobreposições de informações e estamos adotando critérios rigorosos para análise dos cadastros para que sejam beneficiados apenas aqueles amparados pelos critérios estabelecidos em lei, que representam cerca de 20% dos nossos usuários. Esses clientes, vale frisar, terão acesso a um desconto de 55% na conta paga hoje. É uma inciativa sem precedentes em Pernambuco, viabilizada a partir de uma eficiência na gestão e com o objetivo de redirecionar esse benefício aos pernambucanos que mais precisam”, destacou o presidente da Compesa, Alex Campos.

A Tarifa Social Pernambucana foi homologada em março deste ano pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que estabeleceu a estrutura tarifária dos serviços prestados pela Compesa.

Ministro Alexandre de Moraes rejeita recursos de Collor e determina prisão do ex-presidente na Lava Jato

25/04/25

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

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Ex-presidente Fernando Collor de Mello — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ex-presidente Fernando Collor de Mello — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Na decisão, Moraes determina a prisão de Collor e o início do cumprimento da pena – e diz que os recursos apresentados tinham caráter “meramente protelatório”.

Em nota, a defesa de Collor afirmou que recebeu a decisão com “surpresa e preocupação”, mas disse que o ex-presidente irá se apresentar para cumprir a determinação (leia na íntegra abaixo).

A pedido de Moraes, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, marcou uma sessão em plenário virtual para que os ministros analisem a decisão individual.

A sessão vai começar às 11h desta sexta (25), com término às 23h59 do mesmo dia.

Enquanto isso, a ordem de prisão segue em vigor.

“Após a comunicação do cumprimento do mandado de prisão, nos termos do art. 66, X, da Lei de Execução Penal c/c. art. 13 da Resolução 113 do Conselho Nacional de Justiça, o Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) deverá proceder à emissão do ATESTADO DE PENA A CUMPRIR do apenado FERNANDO AFFONSO COLLOR DE MELLO”, diz o despacho de Moraes.

Condenação em 2023

A sentença foi dada em um caso que envolve, segundo o Ministério Público, o recebimento de R$ 29,9 milhões em propinas por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. Os pagamentos foram feitos entre 2010 e 2014.

Em novembro do ano passado, por 6 votos a 4, o STF rejeitou recursos apresentados pelo ex-presidente e manteve a condenação.

Além de Collor, os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos foram condenados pelo recebimento do dinheiro. A propina seria para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.

Nota da defesa de Fernando Collor

A defesa do ex-presidente divulgou uma nota na noite desta quinta-feira, após a decisão de Moraes. Leia na íntegra:

“A defesa da ex-presidente da República Fernando Collor de Mello recebe com surpresa e preocupação a decisão proferida na data de hoje, 24/04/2025, pelo  Ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou, de forma monocrática, o cabível recurso de embargos de infringentes apresentado em face do acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos da AP 1025, e determinou a prisão imediata do ex-presidente.

Ressalta a defesa que não houve qualquer decisão sobre a demonstrada prescrição ocorrida após trânsito em julgado para a Procuradoria Geral da República. Quanto ao caráter protelatório do recurso, a defesa demonstrou que a maioria dos membros da Corte reconhece seu manifesto cabimento. Tais assuntos caberiam ao Plenário decidir, ao menos na sessão plenária extraordinária já designada para a data de amanhã.

De qualquer forma, o ex-Presidente Fernando Collor irá se apresentar para cumprimento da decisão determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes, sem prejuízo das medidas judiciais previstas”.

Clodoaldo Magalhães é recoduzido ao comando do PV de Pernambuco

25/04/25

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Deputado orientou os trabalhos da bancada no primeiro ano da legislatura

O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV/PE- foto) foi reconduzido à Liderança do Partido Verde nesta terça-feira (22). Vice-presidente nacional da legenda e presidente estadual em Pernambuco, o parlamentar já ocupou a cadeira de líder durante o primeiro ano da legislatura, em 2023.

Como líder da bancada, é dele a missão de encaminhar os principais temas da agenda da sigla junto aos pares, bem como, em ano de COP30 (Conferência das Partes), encaminhar projetos e iniciativas que visem colaborar com o desenvolvimento sustentável, bem como os principais temas que tramitam pela Casa.

“Fico feliz por ocupar novamente essa posição, especialmente no ano em que o mundo olha para o Brasil como referência em políticas ambientais. Teremos muitos desafios para colocar o país como potência verde no mundo, com a transição energética e a luta incansável pela justiça social. Além de melhorar a vida do povo e colaborar com o governo nos principais desafios”, comenta Clodoaldo.

Membro das comissões de Saúde, Constituição e Justiça e Meio Ambiente, o deputado teve destaque, no último ano, como relator temático de Poderes de Estado, na Comissão Mista de Orçamento. Na Câmara, alguns assuntos se destacam na atuação do Deputado: a oposição à Anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, a regulamentação da Inteligência Artificial e das redes sociais, a PEC da Segurança e a isenção do IRPF para quem ganha até 5 mil reais.

“Minha atuação é marcada pelo diálogo. Junto com os deputados verdes Reginaldo Veras, Aliel Machado e Bacelar, seguiremos analisando todos os assuntos que têm relevância e impacto na vida dos brasileiros e buscando sempre as melhores soluções para os problemas que afligem as pessoas. Como vice-presidente nacional do PV, entendo que teremos também mais diálogo com os dirigentes e com a Federação”, pontua.

Em 2025, o presidente Luiz Penna, do Partido Verde, assumiu a presidência da Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT e PCdoB e em Pernambuco, Magalhães assume a condução dos trabalhos.

Recife avança na expansão da Atenção Básica com a entrega da USF Mais Gilberto Freyre

24/04/25
Imprensa PCR
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Unidade passou por ampliação estrutural e agora funciona 60h semanais, atendendo 6.200 pessoas

Recife avança na expansão da Atenção Básica com a entrega da USF Mais  Gilberto Freyre

A Prefeitura do Recife segue avançando no processo de expansão da Atenção Básica com a inauguração de mais uma Unidade de Saúde da Família Mais (USF+), desta vez no bairro da Guabiraba. Com investimento de aproximadamente R$ 1,1 milhão da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), a unidade não só passou por uma ampliação física, como também teve o horário de atendimento ampliado: de 40 para 60 horas semanais, sem pausa para intervalo. Com isso, será possível aumentar em cerca de 15% a capacidade de atendimento.

“Antes, eram 4.100 usuários que podiam ser atendidos, e agora passamos para 6.200, um aumento de 50%. Isso faz toda a diferença, porque ao realizar uma requalificação ou uma expansão, usamos o equipamento já existente, boa parte do custo fixo permanece o mesmo, e aumentamos a capacidade dele, sem precisar gastar tantos recursos e atendendo cada vez mais usuários”, explicou o prefeito João Campos, em visita realizada à USF na manhã desta quarta-feira (23).

A USF+ Gilberto Freyre é a 59ª unidade entregue desde 2021. A unidade foi totalmente climatizada, com acessibilidade para pessoas com deficiência, troca de equipamentos e mobiliário, além da implantação de um novo padrão de acolhimento e qualidade. Foi reformada do piso ao teto, com renovação de toda a estrutura elétrica e hidráulica, e ganhou novas salas para exames citológicos, atendimento odontológico e outros procedimentos. O horário de funcionamento foi expandido: agora funciona das 7h às 19h, sem pausa — antes, era das 7h às 16h, com uma hora de intervalo.

Os usuários da unidade contam com uma equipe multiprofissional composta por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de saúde bucal, agentes comunitários de saúde, assistentes sociais, fisioterapeuta, psicólogo, farmacêutico, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além do corpo administrativo, de regulação e de vigilância.

“A requalificação da USF+ Gilberto Freyre proporcionou a ampliação da estrutura, que ficou mais arejada e iluminada, criando um ambiente mais confortável para todos. Além disso, possibilitou a oferta de todos os serviços da Estratégia Saúde da Família com mais qualidade e conforto. Quando o Recife iniciou o ambicioso projeto de expansão da Atenção Básica, a cobertura da cidade era de 59% da população e, hoje, estamos superando os 80%, com meta de preencher os vazios assistenciais em todo o nosso território”, afirmou a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.

A USF+ Gilberto Freyre funciona de segunda a sexta-feira, ofertando serviços como consultas médicas, consultas de enfermagem e saúde bucal, distribuição de medicamentos, vacinação, visitas domiciliares, atividades em grupo, planejamento familiar e pré-natal, educação em saúde, regulação para consultas e exames especializados, além da coleta de material para exames laboratoriais.

Serviço
USF+ Gilberto Freyre
Rua Amaro Luiz de Carvalho, s/n – Guabiraba
Horário: 7h às 19h, sem intervalo

Fotos: Édson Holanda / Prefeitura do Recife

Estado divulga data do Curso de Formação Profissional dos aprovados no concurso da Polícia Civil

24/04/25

Imprensa PE

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Primeira apresentação ocorrerá em 5 de maio; convocados para os cargos de agente, delegado e escrivão irão cumprir carga horária de 900 horas-aula presenciais

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O Governo do Estado anunciou, nesta quarta-feira (23), as datas e o local do Curso de Formação Profissional para os 445 aprovados no concurso da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) para os cargos de delegado, agente e escrivão. Com apresentação marcada para às 8h do dia 5 de maio, as atividades do curso ocorrerão no Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), localizado na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da capital pernambucana. As aulas regulares serão ministradas no período de 12 de maio a 7 de novembro, também na UniFAFIRE. 
 
“Com a convocação dos aprovados no concurso da Polícia Civil, avançamos em mais uma etapa do Juntos pela Segurança para assegurar a proteção das pernambucanas e pernambucanos. Tenho certeza que esses 445 homens e mulheres que dedicaram horas do seu dia em busca da aprovação nesse concurso irão desempenhar o seu melhor no curso de formação e, futuramente, como membros das forças de segurança de Pernambuco. Até 2026, teremos mais de 7 mil novos profissionais nas ruas, incluindo, além da Polícia Civil, a Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Penal e o Corpo de Bombeiros”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
 
Das vagas previstas no edital, 45 são para delegados, 250 para agentes e 150 para escrivães. O Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório, será realizado por meio da Escola Superior de Polícia Civil (ESPC/ACADEPOL), vinculada tecnicamente às diretrizes da Academia Integrada de Defesa Social (ACIDES/SDS).  Com carga horária prevista de 900 horas-aula presenciais, incluindo sábados, domingos e feriados, para todos os cargos, as atividades acontecerão em tempo integral.
 
“A chegada dos novos policiais civis para integrar o efetivo desta corporação, que executa atividades de Polícia Judiciária, será um grande reforço para a nossa segurança pública. Esta etapa de formação profissional é um momento muito importante, pois prepara os futuros agentes, delegados e escrivães para a missão de executar as ações previstas no Juntos pela Segurança, ao lado das demais operativas da Secretaria de Defesa Social, garantindo, assim, o bem-estar e a proteção da população pernambucana”, declarou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.  
 
O edital de convocação para o Curso de Formação Profissional foi publicado no site da banca realizadora do concurso, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe): https://www.cebraspe.org.br.
 
Fotos: Hesíodo Góes/Secom/Divulgação/SDS

Bolsonaro publica vídeo do momento em que é intimado em UTI

24/04/25

Metrópoles

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Ex-presidente fez questionamentos à oficial de justiça

 


Vídeo foi publicado na rede social X (foto: Reprodução/X
)

Vídeo foi publicado na rede social X (foto: Reprodução/X )

O ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), divulgou, nesta quarta-feira (23/4), um vídeo de 11 minutos com o momento em que ele assina uma intimação do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro recebeu a visita de uma oficial de justiça na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, onde está internado após ser operado para tratar de uma obstrução intestinal.

A gravação divulgada pelo ex-presidente tem mais de 11 minutos de duração. Durante a intimação, Bolsonaro faz uma série de questionamentos sobre ato dentro de uma unidade de saúde. “A senhora tem ciência que a senhora tá dentro de uma UTI. ?”, perguntou ele.

“O problema que eu tenho não é simulação. Eu levei uma facada há sete ano, tenho problema até hoje. Graças a Deus me salvei novamente. Se demorasse mais um pouquinho, eu teria morrido”, diz ele.

 

 

Com curadoria inédita feita pelo Governo de Pernambuco, Congresso Nacional abre exposição em homenagem a J. Borges

24/04/25

Imprensa PE
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A arte popular pernambucana ocupou o coração do Congresso Nacional, em Brasília, nesta quarta-feira (23), com a abertura da exposição J. Borges: Poesia e Arte. A mostra, que celebra o legado do mestre da xilogravura e do cordel, foi idealizada e proposta pelo Governo de Pernambuco, através de edital, para apresentar a outras regiões do Brasil o universo lírico e visual do artista de Bezerros, no Agreste. A governadora Raquel Lyra participou da cerimônia de abertura, no Salão Negro da Casa Legislativa, e destacou o papel de J. Borges como símbolo da identidade pernambucana.
 
“Pernambuco e o mundo conhecem J. Borges, com todas as suas artes. O trabalho dele falava da simplicidade, da força e da resiliência da nossa gente. Ele dizia que ser autêntico é ser simples, e não tem sabedoria maior do que essa. Essa é a expressão da cultura popular de Pernambuco, que nos faz um povo diferente de qualquer lugar no mundo”, destacou a governadora Raquel Lyra.
 
Pensada inicialmente como uma homenagem aos 90 anos que o artista completaria em 2025, a exposição teve sua proposta inscrita pelo Estado — por meio do escritório de representação em Brasília — no edital anual da Câmara dos Deputados, sendo selecionada para ocupar um dos espaços culturais mais simbólicos do país. A curadoria, também realizada pelo Governo de Pernambuco, organizou o acervo com cerca de 70 obras, entre xilogravuras, matrizes e folhetos de cordel, pertencentes a colecionadores, ao Memorial J. Borges e à própria família do artista.
 
A iniciativa conta com apoio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) e da Secretaria de Cultura do Estado. “Nós temos a honra de ter um pernambucano levando o nosso Estado para todo o país. J. Borges representa o pernambucano, o nordestino e o brasileiro. Onde a gente vê uma imagem dele, nem precisamos chegar muito perto, de longe mesmo já nos sentimos representados”, disse a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.
 
A exposição foi dividida em três núcleos temáticos — Religiosidade, Sertão e Cotidiano Nordestino — e oferece ao público não apenas uma imersão na estética e narrativa de J. Borges, mas também uma experiência interativa. Entre os destaques, estão obras icônicas como “A mulher que botou o diabo na garrafa”, “Coração na mão” e “O monstro do sertão”, além de uma linha do tempo com os principais marcos dos 88 anos de vida e 60 anos de carreira do artista, que faleceu no ano passado.
 
“Essa mostra é o reconhecimento de J. Borges no Brasil e no exterior. Ela é a primeira exposição após a sua morte, e reúne um conjunto pensado para valorizar sua obra e trajetória. O Governo de Pernambuco reconhece a importância cultural e artística do xilogravurista no cenário nacional e assume o papel de homenagear e preservar esse legado”, destacou o curador da exposição, Romildo Gastão.
 
Como parte das ações educativas da mostra, serão realizadas oficinas de xilogravura, conduzidas por Pablo Borges, filho do artista e também gravador, em um ateliê em Brasília. Outro marco da mostra, que ficará em cartaz até 6 de julho, é o lançamento do primeiro catálogo bilíngue (português-inglês) sobre a obra do artista, visando internacionalizar o material. Representando a família do xilogravurista no evento, Pablo Borges falou sobre o legado do pai. “J. Borges não era só um artista ou um poeta, ele era uma pessoa muito humana, simples, alguém que não media esforços para ajudar a todos”, observou.
 
A senadora Teresa Leitão, por sua vez, destacou a importância da exposição. “A obra de J. Borges sempre teve as letras, as curvas e a boniteza da cultura nordestina e brasileira como essências. É preciso homenagear este que é um dos maiores artistas pernambucanos do nosso tempo”, disse. Para o deputado federal Carlos Veras, “promover essa exposição neste espaço simbólico, no Parlamento brasileiro, é muito mais do que uma iniciativa cultural, é um ato político de afirmação da nossa identidade nordestina, da nossa identidade nacional”.
 
A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino, mencionou que “o povo bezerrense está muito bem representado no Salão Negro do Congresso, por meio das obras de J. Borges”. Para o deputado estadual Joãozinho Tenório, “é um evento de muita importância, que mostra o que representa J. Borges para nós, pernambucanos, e para os bezerrenses”.
 
Também estavam presentes no evento o senador Humberto Costa e os deputados federais Mendonça Filho, Túlio Gadelha, Júnior Uchôa, Waldemar Oliveira e Fernando Monteiro.
 
Fotos / Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Palpites sobre sucessão de papa já movimentaram mais de R$ 27 milhões em plataforma de apostas

24/04/25

Agência O Globo

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Conclave que definirá novo Pontífice só deve acontecer em no mínimo duas semanas
Até a manhã desta quarta-feira, dois dias após a morte do Papa Francisco, a plataforma de apostas Polymarket já havia registrado movimentação de US$ 4.823.093 — o equivalente a aproximadamente R$ 27,4 milhões — em palpites sobre “quem será o próximo Papa”.
Os ritos de escolha do sucessor do Pontífice, chamado de conclave, começa oficialmente entre o 15º e o 20º dia após a morte, que aconteceu nessa segunda-feira, dia 21 de abril.

As casas de apostas registravam, até esta terça-feira, os cardeais Pietro Parolin, Luis Antonio Tagle, Péter Erdö, Peter Turkson e Pierbattista Pizzaballa como os mais cotados para suceder o Papa Francisco. Na manhã desta quarta-feira, porém, os nomes de Pierbattista Pizzaballa e Péter Erdö registraram queda, e o italiano Matteo Zuppi disparou entre os cinco mais cogitados para o pontificado.

Também há apostas sobre o nome que será escolhido pelo próximo Pontífice. “Francisco” lidera, seguido de “Benedito”, “Leão” e “Urbano”.

O conclave deve iniciar-se de 15 a 20 dias após a morte ou renúncia do Papa, a fim de esperar a chegada de todos os cardeais eleitores. Esses cardeais votam e podem ser votados, mas não podem votar em si mesmos.

Têm direito a voto os cardeais com menos de 80 anos até a data da morte do Papa Francisco, isto é, 135 votantes. Para ser eleito, são necessários 2/3 dos votos dos cardeais com direito a voto.

 

Ministro da Previdência assume ‘inteira responsabilidade’ pela indicação de presidente do INSS afastado por suspeita de fraudes

24/04/25
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“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Até o momento, ele tem dado mostra de conduta exemplar”, disse o ministro da Previdência
Carlos Lupi
Carlos Lupi (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

 

 O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou ser de sua total responsabilidade a indicação de Alessandro Stefanutto para a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Stefanutto foi afastado de seu cargo após uma decisão judicial no âmbito da operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal.

“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Até o momento, ele tem dado mostra de conduta exemplar. Vamos agora aguardar o processo que corre em segredo de Justiça e esperar as investigações. Decisão judicial não se discute, se cumpre. Quando não se concorda, se recorre. Vamos tomar os cuidados devidos para o amplo direito de defesa dos cidadãos”, afirmou Lupi durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (23), de acordo com o jornal O Globo.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, acrescentou que, até o momento, foram abertos 12 inquéritos judiciais, três prisões temporárias cumpridas e três pessoas permanecem foragidas. “Deflagramos uma operação importante e muito abrangente, visando proteger os aposentados que estavam tendo suas aposentadorias e pensões descontadas ilegalmente por entidades que se intitulavam protetoras desses aposentados”, declarou Lewandowski.

A operação, que conta com a participação também do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, e do Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, está combatendo um esquema nacional de descontos não autorizados, aplicados por sindicatos em aposentadorias e pensões. Entre 2019 e 2024, as entidades envolvidas cobraram R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, conforme apuração da PF e da CGU.

Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, foi alvo de busca e apreensão tanto em seu gabinete quanto em sua residência, sendo afastado de seu cargo por decisão judicial. No total, a operação “Sem Desconto” cumpre 211 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens que ultrapassam R$ 1 bilhão, e seis mandados de prisão temporária nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

A Polícia Federal e a CGU informaram que as investigações revelaram irregularidades nos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. Seis servidores públicos foram afastados de suas funções, e houve cumprimento de mandados de busca e apreensão na Diretoria de Benefícios do INSS. Os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de capitais.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, no último dia 14, a arrecadação dos sindicatos por meio de mensalidades descontadas diretamente dos benefícios previdenciários aumentou substancialmente nos últimos anos. Se em 2022 os descontos chegaram a R$ 30,7 milhões, no ano passado esse valor quase triplicou, alcançando R$ 88,6 milhões arrecadados por 37 entidades.

O desconto sindical no INSS, uma mensalidade associativa que pode ser cobrada de aposentados e pensionistas, só pode ser feito mediante autorização expressa do titular do benefício. No entanto, no último ano, surgiram várias queixas de beneficiários que descobriram descontos em suas folhas de pagamento, mesmo sem nunca terem se associado às entidades. Vários processos judiciais estão em andamento contra essas entidades, que devem seguir uma série de requisitos e firmar Acordos de Cooperação Técnica (ACT) para realizar tais deduções.