Governo Bolsonaro deixou esqueleto de R$ 6,3 bi do seguro-desemprego para Lula

 

11/03/24
Por agências
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Ministério do Trabalho e Emprego admitiu que não havia como pagar todas as parcelas previstas do benefício

Desemprego - Foto: Valdecir Galor/SMCS
— Foto: Valdecir Galor/SMCS

O governo de Jair Bolsonaro (PL) deixou um esqueleto de R$ 6,3 bilhões do seguro-desemprego para a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagar no início de 2023.

A atual equipe do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) admitiu em nota que houve insuficiência orçamentária no fim de 2022 – em outras palavras, não havia como pagar todas as parcelas do benefício previstas para aquele ano.

As despesas foram quitadas com o orçamento já do governo Lula e, na visão de técnicos, parecem ter gerado uma bola de neve. No fim de 2023, nova insuficiência orçamentária obrigou a pasta a empurrar gastos com o seguro-desemprego para o começo de 2024, num montante calculado até agora em R$ 5,66 bilhões.

Os números foram extraídos pela reportagem do painel Siga Brasil. Após serem procurados pela reportagem, o Tesouro Nacional, a Secretaria de Orçamento Federal e o MTE fizeram uma reunião técnica em 29 de fevereiro para discutir o problema.

Depois do encontro, o Ministério do Planejamento e Orçamento disse em nota que os órgãos estão em tratativas para a “correção dos procedimentos de execução dessas despesas”, mas não detalhou o diagnóstico nem quais soluções serão adotadas.

O MTE informou que os segurados receberam os pagamentos em dia e não foram afetados, mas não explicou as razões da insuficiência orçamentária. A pasta disse que “envida esforços” para executar todas as obrigações e solicitará novos créditos, caso seja necessário.

O Tesouro foi procurado em 27 de fevereiro, mas preferiu não responder.
A correção da execução dessas despesas pode gerar pressão no Orçamento, pois seria necessário reduzir outros gastos. Por isso, pessoas envolvidas nas discussões afirmam que a solução não virá “da noite para o dia” e demandará gradualismo.

A natureza do problema está na cronologia da execução orçamentária.

A Lei de Finanças Públicas diz que o empenho da despesa (primeira fase do gasto) deve ocorrer no momento da criação de uma obrigação de pagamento. Já a liquidação (segunda fase) consiste na verificação do direito adquirido de quem vai receber o dinheiro.

Ao homologar um pedido de seguro-desemprego, o governo se compromete a pagar de três a cinco parcelas ao trabalhador. Para a CGU (Controladoria-Geral da União), esse reconhecimento já equivale à liquidação da despesa, e o ministério deveria empenhar e liquidar o valor de todas as prestações –ainda que o direito de saque seja exercido só nos meses seguintes.

O MTE tem fugido desse roteiro e empenhado as despesas apenas no mês de pagamento. Na prática, isso permite ao ministério contratar um gasto sem registrá-lo no Orçamento, enquanto o espaço disponível é usado para outras ações. Em mudança de governo, a conta fica para o sucessor.

O problema foi abordado pela CGU em auditoria nas contas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) de 2021 que indicou R$ 2,01 bilhões em benefícios homologados sem o empenho e inscritos em restos a pagar para o ano seguinte.

A cifra era maior que a dotação disponível (R$ 343,4 milhões). Ou seja, R$ 1,67 bilhão em despesas contraídas nem sequer possuíam autorização legislativa, “em confronto às regras orçamentárias”, diz o relatório.

A CGU atribuiu a irregularidade à decisão do governo Bolsonaro de reduzir as dotações do seguro-desemprego na reta final de 2021 –ano marcado por apelos do centrão por liberação de emendas e pela pressão do então presidente para turbinar gastos sociais de olho nas eleições de 2022.

Segundo os auditores, entre 30 de novembro e 31 de dezembro de 2021, a verba para o benefício sofreu um corte de R$ 3,76 bilhões.

“A gestão do FAT, ao não adotar providências para garantir a disponibilidade orçamentária para fazer frente a parte das despesas do seguro-desemprego homologadas em 2021, incorreu em ato de gestão em desconformidade com regras legais e constitucionais”, diz o relatório.

Segundo a CGU, os fatos narrados ainda aguardam julgamento no TCU (Tribunal de Contas da União).

O ex-ministro Onyx Lorenzoni, que chefiou o Ministério do Trabalho de julho de 2021 a março de 2022, disse em nota que a execução orçamentária sempre acompanhou o fluxo de pagamento. Ele atribuiu à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) o entendimento de que recursos previstos no Orçamento são “aqueles destinados ao pagamento das despesas do exercício de pagamento”.

Para o ex-ministro, o modelo da CGU tornaria a tarefa “bastante complexa”.
Seu sucessor no cargo, o ex-ministro José Carlos Oliveira, foi procurado, mas não respondeu.

Os relatórios oficiais mostram que as despesas pendentes de 2021 foram executadas com o Orçamento de 2022, mas a própria contabilidade do FAT apontou outra distorção. Elas deveriam ter sido classificadas como “Despesas de Exercícios Anteriores” –o que passou a ser feito a partir de 2023 e permitiu o rastreio dos valores no painel do Siga Brasil.

As DEAs, no jargão orçamentário, são um procedimento de exceção que os gestores podem adotar para empenhar obrigações de anos anteriores que não foram processadas a tempo ou para as quais não havia dotação suficiente.

Seu uso não configura, por si só, uma irregularidade. O incomum é quando as DEAs tomam uma proporção significativa como agora. Elas somaram R$ 36,4 bilhões em 2022 e alcançaram R$ 37,9 bilhões no ano passado, em valores já atualizados. São cifras maiores até do que o registrado em 2015, ano de regularização das chamadas “pedaladas fiscais”.

Além de parte do seguro-desemprego, o MTE também está classificando como DEA o gasto integral do abono salarial. O problema tem origem semelhante.

Até 2021, o calendário de pagamento do abono ia de julho a junho do ano seguinte, e o ministério reconhecia a despesa apenas no pagamento, rachando o empenho em dois exercícios.

Em duas auditorias, de 2020 e 2021, a CGU disse que o procedimento era inadequado e recomendou o empenho total dos valores no momento em que o direito ao abono é reconhecido.

Como não havia reserva suficiente no Orçamento de 2021 para acatar a medida, o governo decidiu adiar todo o calendário para 2022, o que não só evitou o estouro do teto de gastos como também liberou R$ 7,5 bilhões para turbinar emendas. Técnicos à época viram a mudança como uma espécie de pedalada.

Desde então, o abono salarial é classificado como DEA e pago com dois anos de defasagem (em 2024, recebe o benefício quem trabalhou com carteira assinada em 2022).

A CGU disse em nota que, desde 2021, não foram realizadas outras auditorias sobre o tema. “Dessa forma, a emissão de juízo sobre a adequação dos procedimentos adotados pelo MTE e sobre os fatos ocorridos a partir do período do exercício de 2022 requer nova auditoria.”

O órgão afirmou ainda que “não há recomendação que trate especificamente de registro de pagamento de seguro-desemprego como despesas de exercícios anteriores”. (Folhapress)

Malhada da Areia se despede de Luiza, a mulher mais velha do distrito: 101 anos

 10/03/24

Por Machado Freire

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Luiza era viúva de João Inácio, que faleceu em fevereiro de 2023, com 103 anos.

A população do distrito de Malhada da Areia, município de Verdejante, se despede na manhã de hoje (10)  de Luiza  Antonia de Jesus – viúva de João Inãcio da Silva, que faleceu em  04 de fevereiro de 2023, com 103 anos de idade.  Luiza contava com 101 anos, tinha problemas cardíacos e faleceu em casa.

O sepultamento da viúva de João Inácio será realizado por volta das 10 horas  no cemitério de Malhada da Areia, com a participação de amigos e parentes das famílias famílias Freire, Pereira, Barbosa e Gonçalves, com ramificações  nos municípios de Verdejante, Salgueiro, Carnaubeira da Penha e Floresta.

Luiza e João Inácio  tiveram  4 filhos,  dois ja se foram , e  estão vivos  Irene e  Ailton, que mora em  Bauru, Estado de São Paulo.

Luiza e João Inácio -que viveram além dos cem anos,  nasceram e se criaram na roça . Eles resistiram à  Covid, e outras doenças como Dengue e Chikungunya .

Veja também:

Morre João Inácio, o homem mais velho do distrito de Machada da Areia

05/02/23
04/02/23
Por Machado Freire  (ultima atualização)
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MALHADA DA AREIA (VERDEJANTE)  O agricultor  João Inácio da Silva, com 103 anos de idade  (possivelmente o   homem mais velho   do município de Verdejante)  morreu hoje,  vítima de complicações na próstata – depois de internado desde a última terça-feira  no Hospital Regional de Salgueiro.  O  seu sepultamento  está sendo    realizado neste momento, neste  domingo (5),  no Cemitério Público que serve às comunidades dos povoados de Grossos e Malhada da Areia.

Apesar de não ter uma compleição física robusta, João Inácio  era  um homem forte  e durante a sua longa vida  não passou por muitos problemas de saúde  tendo, inclusive,  enfrentado a covid-19  quando já contava com mais  de cem ano de idade.  Ele se queixava das sequelas  deixadas pela  covid e  principalmente de problemas na próstata nos últimos meses,, que contribuíram  para “encurtar” a  sua existência, disseram seus parentes.

O comerciante Martinho Freire – sobrinho -neto  da viúva   Luíza Antonia de Jesus (hoje com 102 anos ),   disse que o idoso mais longevo de sua família  (e provavelmente de Verdejante)  enfrentou a covid-19,  mas as sequelas causadas pela Chikungunya   o deixaram debilitado  por muito tempo. ” Veio a doença da próstata para deixá-lo mais fraco ainda”, completou lamentando que o seu  tio-avô  sempre foi um homem   disposto  e que  enfrentava os problemas com naturalidade.

João Inácio e Luiza tiveram 4 filhos  e deixaram 15 netos  e 25 bisnetos.

——–

 Jornal Folha do Sertão   conta a vida  do agricultor João Inácio

Fevereiro/Março de 2022 – Ano XXI – Sertão Pernambucano
E-mail: folhadosertaoum@hotmail.com e blogfolhadosertao.com.br

 

Casal mais idoso de Verdejante, João Inácio e Luiza Antonia, 

nasceu depois da guerra e escapou dos ataques de Lampião

Comportamento
Por Machado Freire
MALHADA DA  AREIA (Verdejante) – O  casal mais idoso de Verdejante (e provavelmente do Sertão Central), João Inácio da Silva e Luíza Antonia de Jesus -com 102 e 100 anos de vida, respectivamente, nasceu quatro anos depois da Primeira Guerra Mundial (1914/1918), tempo em que Virgulino Ferreira, o Lampião contava vinte e dois anos e estava
apenas iniciando o movimento que ficou conhecido como Cangaço e que durou 16 anos.  João Inácio e Luiza, que
são primos, nasceram e se  criaram no povoado Malhada da Areia (distrito de Verdejante, ex-distrito de Salgueiro) e têm origem nas famílias Freire, Pereira, Barbosa e Gonçalves. Apesar de centenários, ambos estão bem lúcidos depois de enfrentar “uma vida  dura” e criaram quatro  filhos: Irene, Ailton, José (falecido) e Adelina (falecida).

Irene, que está com 64 anos, mora em Malhada  da Areia, enquanto Ailton  reside há muito tempo em Bauru (SP).
O casal é uma espécie de “relíquia” viva, por conta da lucidez, que os permite lembrar de fatos ocorridos há mais de 60/80  anos, como os anos difíceis de seca quando famílias  perdiam os filhos para a febre amarela e o sarampo e
que por falta de alimentos,   era preciso recorrer a cuca  de umbu, fubá do cacto Macambira, que precisava ser lavada em sete águas,  por causa das toxinas que  levam à morte.

“A gente tinha que deixar nossas casas, correr para as caatingas, se esconder debaixo das moitas de  quebra-faca com o medo  dos cabras de Lampião”,  conta Luiza ao lembrar  que, mesmo assim, tinha  gente de sua família que  enfrentava os cangaceiros.

Luiza é filha de José Alexandre Freire, que deixou  muitos sucessores, como  o filho Miguel Alexandre, que também faleceu.  João Inácio, que tinha  uma ligação estreita com  o fazendeiro Siné Freire,  de Carnaubeira da Penha
(morreu com 100 anos),  recorda (sem muitos detalhes) de um sequestro feito  na região atribuído aos cabras de Lampião. “A vítima  foi Uma pessoa da família  de Levino Antonio, que  só foi libertada depois que  foram pagos mais de dez  contos de reis, dinheiro que  entregue por um comerciante de Salgueiro”.

Vale lembrar que este  não foi o primeiro sequestro praticado pelos cangaceiros em Verdejante.  O ex-prefeito Antonio  Tavares (falecido) tinha  no seu arquivo informações sobre o sequestro de  Davi Jacinto (um dos ancestrais da família Freire)  , cujo resgate se deu com  o apoio do coronel Veremundo Soares (amigo da  vítima) que repassou dez  contos de reis ao grupo  bandoleiro.

Imagine que Davi Jacinto foi levado no lombo de um animal de Verdejante para a localidade de Preces, em Carnaubeira da Penha, distante  mais de 80 quilômetros,  mesma distância para

Empate no clássico: Santa Cruz e Sport ficam na igualdade no Arruda

10/03/23

Por Yuri Teixeira

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Resultado de igualdade deixa Clássico das Multidões em aberto para o duelo do próximo sábado, na Arena de Pernambuco
Decisão entre Santa Cruz e Sport fica para o jogo de volta na Arena de Pernambuco
Diante do maior público do ano em Pernambuco, Santa Cruz Sport deixaram tudo em aberto no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Pernambucano, neste sábado (9). Com direito a apagão, 35.601 tricolores viram o Clássico das Multidões terminar empatado em 1×1, no Arruda. Lucas Siqueira abriu o placar para a Cobra Coral, enquanto Felipinho igualou o marcador para o Leão.

Com a totalidade da torcida ao seu favor, o Santa Cruz foi superior ao rival no começo do primeiro tempo. Marcando em cima, o Tricolor por pouco não aproveitou duas saídas erradas do Sport para abrir o placar. Aos oito, após roubada de bola, João Victor recebeu e cruzou da esquerda para Toty. O lateral-direito cabeceou com desvio e viu a bola passar rente a trave direita. Logo em seguida, foi a vez de Felipe vacilar e Thiaguinho ficar no quase. Na finalização, o camisa 17 viu Alisson Cassiano abafar o perigo. Os lances irritaram o técnico Mariano Soso à beira do gramado.

Passado o nervosismo, o Sport chegou com perigo aos 25 minutos. Em boa trama pela direita, Lucas Lima tentou de fora da área, mas parou em boa defesa de William. No rebote, Gustavo Coutinho tentou, mas o bandeira já assinalava o impedimento do camisa 9 rubro-negro. O lance animou os visitantes, que voltaram a incomodar oito minutos mais tarde. Em nova jogada coletiva, Pedro Lima recebeu livre na entrada da área, teve tempo para dominar no peito, e finalizou para mais uma intervenção do goleiro tricolor.

Após ver o Rubro-negro passar a gostar do jogo, a resposta tricolor veio aos 44 minutos. Em bola trabalhada de pé em pé, João Pedro achou Lucas Siqueira livre na marca do pênalti. De pé direito, o volante chutou fraco, mas o suficiente para mandar no canto direito de Caíque França e explodir a torcida tricolor no estádio.

Insatisfeito com a atuação do time na etapa inicial, Soso voltou do intervalo com Barletta na vaga de Fabricio Domínguez. A modificação deu uma maior mobilidade ao ataque rubro-negro, que passou a incomodar o sistema defensivo coral em jogadas agudas pelas laterais. Em duas investidas seguidas, aos 14 minutos, Gustavo Coutinho ganhou pelo alto, mas cabeceou fraco para fáceis defesas de William.

Apagão esfria Sport… 

Quando o relógio marcava 19 minutos do segundo tempo, os refletores do Arruda apagaram e o jogo teve que ser paralisado. De acordo os responsáveis pela parte elétrica do estádio, o apagão se deu após o disjuntor receber uma sobrecarga e disparar. Depois de 26 minutos de paralisação, o clássico voltou a ser disputado.

…e reanima o Santa 

Com o retorno da partida, o Santa Cruz aproveitou a queda do ímpeto rubro-negro e chegou perigosamente em dois contra-ataques. Logo no primeiro lance, João Diogo arrancou em velocidade e chutou em cima da defesa. No minuto seguinte, Thiaguinho foi mais rápido que Alisson Cassiano e tocou na saída de Caíque França, mas a bola foi para fora.

Preso na marcação tricolor, Soso foi para o tudo ou nada e acionou Titi Ortiz na vaga de Alisson Cassiano, puxando Felipe para a zaga. A alteração surtiu efeito. Com o Santa acoado, o Rubro-negro passou a rondar a zaga tricolor com frequência e chegou ao gol de igualdade aos 45. Em cobrança de falta, Felipinho tirou com categoria da barreira e não deu chances para William.

Ficha do jogo

Santa Cruz 1

William; Toty (Wellisson), Paulo César, Ítalo Melo e João Victor (Juan Tavares); Caio Mello, Lucas Siqueira e João Pedro (Matheus Melo); Thiaguinho, João Diogo (Henrique Lordelo) e Pedro Bortoluzo (Gilvan). Técnico: Itamar Schülle.

Sport1

Caíque França; Pedro Lima, Alisson Cassiano (Titi Ortiz), Luciano Castán e Felipinho; Felipe, Lucas Lima (Fábio Matheus) e Alan Ruiz; Fabricio Domínguez (Barletta), Romarinho (Rosales) e Gustavo Coutinho (Zé Roberto). Técnico: Mariano Soso.

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE)Árbitro: Diego Fernando Silva de LimaAssistentes: Clovis Amaral da Silva e Fernando Antonio da Silva JuniorVAR: José WoshingtonGols: Lucas Siqueira, aos 44’ do 1T (STA); Felipinho, aos 45’ 2T (SPT)
Cartões amarelos: João Diogo, Caio Mello, Matheus Melo (STA); Pedro Lima, Mariano Soso, Romarinho, Lucas Lima (SPT)
Cartão vermelho: Pedro Lima (SPT)
Público: 35.601 torcedores
Renda: R$ 862.675,00

Golpistas: Alexandre de Moraes proíbe Bolsonaro e investigados de irem a eventos militares

10/03/ 24

Estadão Conteúdo

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Medida tramita em caráter sigiloso e restringe expressamente a presença dos investigados em “cerimônias, festas ou homenagens” nas dependências das corporações militares

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros investigados por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 de comparecerem a eventos das Forças Armadas, do Ministério da Defesa e das polícias militares.

A decisão foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada ao Estadão pela defesa do ex-presidente.

Além de Bolsonaro, a restrição abrange os ex-ministros de Estado Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Walter Braga Netto, ex-Casa Civil, Paulo Sérgio Nogueira, que encabeçou a Defesa, e Anderson Torres, ex-titular de Justiça. Além deles, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também foi intimado pela decisão, que prevê multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

O despacho é de quinta-feira, 7, e integra o inquérito do Supremo sobre “milícias digitais”. A medida tramita em caráter sigiloso e restringe expressamente a presença dos investigados em “cerimônias, festas ou homenagens” nas dependências das corporações militares.

Alvos da PF depuseram em Brasília

Os ex-ministros citados na decisão estiveram na reunião de 5 de julho de 2022, peça-chave do inquérito que investiga o possível crime de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As investigações contaram com a deflagração da Operação Tempus Veritatis, autorizada por Moraes, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva.

No bojo das investigações, o ex-presidente, Valdemar e os ex-ministros depuseram, em 22 de fevereiro, na sede da PF, em Brasília. Bolsonaro, Nogueira, Braga Netto e Heleno ficaram em silêncio; Costa Neto e Torres, por sua vez, não seguiram o “pacto de silêncio” e responderam às perguntas dos policiais.

De acordo com o inquérito, Bolsonaro teria editado e apresentado aos comandantes das Forças Armadas, ainda em 2022, um documento – chamado de minuta do golpe – que imporia um estado de sítio, seguido por um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), para reverter o resultado da eleição presidencial. Em depoimento à Polícia Federal no último dia 1º, o general Marco Antonio Freire Gomes confirmou ter participado da reunião em que o ex-presidente mostrou e discutiu o documento.