21/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Do UOL, em São Paulo

Resumo
O Ministério Público pediu hoje a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de Marcola — apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) — além de outros quatro réus: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola; Everton de Souza, o “Player”, apontado como operador financeiro; e os sobrinhos de Marcola, Paloma Sanches e Leonardo Alexsander. Os cinco são réus em uma ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção.
O que aconteceu
O documento, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, aponta risco de novos crimes caso Deolane e outros envolvidos no caso sejam soltos. A empresária é descrita pela Promotoria como parte do núcleo financeiro do PCC e como responsável por ocultar e dissimular valores de origem ilícita.
Segundo o MP, Marcola e o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, conhecido como Marcolinha, estariam no núcleo de comando da estrutura. Já Everton de Souza seria o operador financeiro, enquanto Deolane atuaria na parte financeira, com a ocultação e a dissimulação de valores.
O documento também mantém as prisões preventivas de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, que estão foragidos. “De modo que em relação a eles a prisão preventiva também se faz necessária para garantia da aplicação da lei penal”, diz o documento.
A legislação brasileira determina que a necessidade da prisão preventiva seja revisada a cada 90 dias por decisão fundamentada do juiz. Deolane e Everton estão presos desde 21 de maio; Marcola, que já cumpria pena, foi alvo de um novo mandado de prisão na Operação Vérnix. Segundo o Ministério Público, o comportamento do grupo representa um “evidente atentado à segurança pública do estado brasileiro e à sociedade”.
Em nota divulgada em 10 de julho, a defesa dos irmãos Camacho afirmou “divergir do ponto de vista jurídico” sobre a manutenção das prisões preventivas. O advogado Bruno Ferullo argumentou que as prisões não atendem aos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, já que os fatos considerados remontam a 2019 e 2022 e não haveria fatos novos que justificassem a prisão.
O UOL também buscou a defesa de Deolane Bezerra, sem resposta até o momento. O texto será atualizado caso haja retorno.
Relembre o caso
Deolane foi presa em 21 de maio, em Barueri (SP), durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A investigação também tinha como alvos Marcola, seu irmão Alejandro e dois sobrinhos, além de Everton de Souza.
A polícia apontou Deolane como integrante do núcleo financeiro do esquema e afirmou que ela teria emprestado sua estrutura financeira para movimentar recursos de origem criminosa. Everton de Souza, por sua vez, foi apontado como operador financeiro ligado à família Camacho.
Em 10 de junho, o Ministério Público denunciou Deolane, Marcola, Alejandro, Everton e os sobrinhos de Marcola, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça recebeu a denúncia em 18 de junho, tornando os acusados réus.
Editor/Diretor: Machado Freire